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Comportamento Notícias do Jornal

Casamento sem fronteiras

 

Livro sobre união com estrangeiro expõe dores, riscos e alegrias dessas relações

Basta abrir o Instagram para se deparar com mulheres brasileiras em fotos de paisagens estupendas ou em seus cotidianos fascinantes de casadas com estrangeiros pelo mundo. Histórias que até poderiam soar como um conto de fadas moderno, se não fosse o lado B da realidade de lidar com o exótico dentro de casa. Tem glamour, mas também tem saudade, dor de ir embora, dificuldade de se comunicar com alguém que não fala seu idioma nas questões mais íntimas, entre outros desafios.

O tema e a vivência levaram a jornalista Liliana Bäckert a lançar o livro “Amores Internacionais: casei com um estrangeiro”. A obra se baseia na sua experiência de casamento de 16 anos com um alemão, na Suíça, em seus estudos sobre migração e em entrevistas com mais de 50 brasileiras, entre 24 e 55 anos, casadas com estrangeiros de 19 nacionalidades diferentes, além de especialistas diversos.  O resultado é um retrato das uniões entre brasileiras e homens de outros países e as inúmeras relações sociais construídas a partir desses encontros.

A jornalista Liliana Bäckert é a autora do livro “Amores Internacionais: casei com um estrangeiro” Foto: Divulgação

Com mestrado em Comunicação Intercultural pela Universidade da Suíça Italiana, Liliana expõe dores, riscos e alegrias dessas relações, abordando temas como racismo, feminismo, migração, adaptação a uma nova sociedade, reações familiares, vulnerabilidades femininas, criação de filhos no exterior, abusos psicológicos, tráfico de seres humanos, reinserção no mercado de trabalho, divórcio e guarda de menores.

“Eu queria dividir com os leitores as situações surreais que uma brasileira pode vivenciar ao se casar com alguém de outra cultura. Precisava contar que a vida se torna, no mínimo, mais complexa. Muita menina desconhece que precisará negociar valores importantíssimos para ela, mas considerados absurdos em outra cultura, como uma simples festa de aniversário de criança, por exemplo”, diz Liliana.

A paulistana Ana, casada com o eslovaco Mike, diz que ele se sente muito incomodado com o volume de sua voz. Odeia quando ela grita o filho no apartamento, em vez de se levantar e falar com ele diretamente. Ele confirma e diz que veio de um ambiente onde o silêncio era valorizado.

O que Ana faz é interpretado como falta de respeito na cultura do marido. “Na minha casa na Eslováquia, ouvíamos o tic tac do relógio”, conta. Mike, por outro lado, ama a proximidade e calor das famílias brasileiras. “Embora goste de silêncio, ele aprecia que eu pergunte como foi o seu dia quando chega do trabalho. Para ele, é demonstração de amor se interessar pelo seu cotidiano”, conta Ana.

Ana conta que, por vezes, não consegue se aprofundar em discutir algum tema porque precisa se comunicar com o marido em inglês. E ele se diz surpreso com a revelação, pois nunca tinha pensado que a língua ainda poderia ser uma barreira, apesar de a esposa dominá-la atualmente. Mas os dois lidam bem – e gostam – exatamente das diferenças. “Sabia que nunca iria me casar com um brasileiro”, diz Ana.

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Caroline Rodrigues Ribeiro | História e Política Notícias do Jornal

No embate isolamento social x economia quem perde é o povo

 

Por: Carolina Rodrigues Ribeiro (Graduada em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e pós-graduada em Ciências Políticas pela Universidade Cândido Mendes) 

Em meio a maior crise sanitária da história, muitas questões têm surgido para embate público. Dentre elas, as ações de prevenção e controle da disseminação do coronavírus, com formas de distanciamento social menos ou mais rígidas e medidas de caráter econômico visando a manutenção da capacidade financeira de empresas e auxílio aos trabalhadores.

Medidas restritivas mais rígidas têm sido adotadas. Mas o forte impacto econômico, sobretudo o agravamento do desemprego e da fome, evidenciam a necessidade de superação do maniqueísmo isolamento social versus economia e a adoção de medidas que, de fato, garantam segurança física e financeira à população.

Com a pandemia, houve um salto na taxa de pobreza extrema no Brasil, com cerca de 27 milhões de pessoas vivendo em situação de miséria e insegurança alimentar grave, segundo dados da FGV. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Data Favela, em parceria com a Locomotiva – Pesquisa e Estratégica e a Central única das Favelas, com o fim do auxílio emergencial, 68% dos moradores de 76 favelas brasileiras não tem dinheiro para comprar comida. Tais dados apontam para a necessidade da intervenção estatal na economia como forma de mitigar os danos provocados pela crise sanitária. Na ausência de políticas públicas contundentes, quaisquer medidas restritivas rígidas serão insuficientes e incorrerão no agravamento da situação.

Ou seja, ao invés de apelarmos a um moralismo sanitário que busca culpabilizar a população, principal vítima da péssima gestão da pandemia, o apelo deve ser direcionado à responsabilização do Estado na contenção da crise, garantindo a implementação de medidas macroeconômicas emergenciais eficientes, como a criação de linha de crédito emergencial com taxas atrativas para pequenas e medias empresas, efetivação de um programa de renda universal decente – que viabilize a adoção das medidas profiláticas necessárias -, bem como a mobilização prioritária de recursos orçamentários para o sistema de saúde e para compra de vacinas.

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Música Notícias do Jornal

Massa com tempero latino e participação de Zeca Baleiro

 

Um encontro musical entre o ritmo latino e o Brasil. Da sonoridade de Carlos Santana ao tempero da diva do carimbó Dona Onete, o cantor e compositor carioca Massa lança o seu clipe de estreia com o single La Muchacha de Madrid. O trabalho está disponível em todas as plataformas digitais, traz forte influência latina e desbrava o continente sul-americano em um som cujo toque está presente de forma intensa, mas sem abandonar a essência brasileira.

No single, Massa divide os vocais com Zeca Baleiro, seu compositor favorito. O clipe da canção, produzido pela produtora Memória Lúdica está no Youtube (/oficialmassa) e contou com a participação de sua esposa, a cantora Aline Diniz.

“Comecei a compor após assistir ao show do Zeca do disco “Baladas do Asfalto & Outros Blues” no Canecão, no Rio. Esse momento foi um divisor de águas e, a partir daí, me aprofundei no mundo das canções e passei a admirar muito toda a obra e carreira dele. Posso confessar que já realizei alguns dos meus sonhos na música Popular que admiro, com “P” maiúsculo. Cantei com um dos meus intérpretes preferidos, com o meu compositor predileto e pude agradecer em vida ao Lincoln Olivetti pela importância dos seus arranjos para mim. Agora só falta mesmo cantar com o Roberto Carlos ou Fábio Jr.! Um dia, quem sabe?”, destaca o cantor.

A influência de La muchacha de Madrid surgiu da salsa, do merengue e de outros ritmos caribenhos, sem deixar de lado o molho brasileiro. Essa mistura também pode ser explicada pelas origens de Massa. Maria do Carmo Miranda da Cunha, mais conhecida como Carmen Miranda, era prima do seu avô nascido em Portugal.

Em maio, chega às plataformas digitais ¡Arriba!, o EP completo de Massa, com participações de Sidney Magal, Zeca Baleiro e Anderson Leonardo. O trabalho de estreia será uma homenagem ao seu pai, Luiz Mario Cunha, que faleceu em 2020, mas que plantou desde a infância o amor pelas canções no artista.

Assista aqui o clipe de “La Muchacha de Madrid”: bit.ly/massamadrid

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Cultura Notícias do Jornal

Live da Paixão de Cristo: história de fé e esperança

 

Com a pandemia, a internet une o país, de norte a sul, inclusive quando o assunto é arte. A Paixão de Cristo 2021 de Floriano, no Piauí, considerada um dos maiores espetáculos religiosos do País, será realizada nos dias 2 e 3 de abril, no Teatro Cidade Cenográfica. Esse ano, por causa da Covid-19 e para garantir a segurança de elenco e público, as apresentações serão transmitidas ao vivo pelo Youtube, no canal UFOPIAUI, sempre às 20h, e no local apenas os atores estarão presentes – respeitando todos os protocolos de segurança exigidos.

A live da Paixão de Cristo 2021 contará com a participação de grandes nomes da dramaturgia , como Ernani Morais, interpretando o sumo Sacerdote Caifaz, Ana Cecilia Costa, interpretando Maria e Danilo Sacramento, interpretando Pôncio Pilatos.

O formato de exibição do espetáculo foi adaptado para oferecer às pessoas uma mensagem de esperança, amor e fé através da arte.

“Essa é uma forma de suavizar o ambiente familiar em um momento de tantas tensões, como é o atual contexto de enfrentamento ao coronavírus. É também uma maneira de transmitir conforto, paz e esperança a todos que nos assistirem, relembrando que este momento vai passar”, afirma o diretor Cesar Crispim.

O Grupo Escalet de Teatro conta, há mais de 25 anos, a história do maior homem da humanidade, fazendo assim com que a arte e a cultura tenham um importante papel de retirar sentimentos negativos provocado pelo isolamento social.

Serão respeitados os protocolos de saúde, como o uso de máscaras, de álcool gel, distanciamento social, bloqueio de entrada de pessoas sintomáticas e 1/3 do elenco dos últimos anos, tudo para não colocar em risco a equipe.

O evento é realizado pelo Grupo Escalet de Teatro com apoio do Armazém Paraíba, Prefeitura Municipal de Floriano, Prêmio Maria da Inglaterra, Secretaria de Cultura do Estado do Piauí, Governo do Estado do Piauí, Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc e Governo Federal.

A live acontece nos dias 2 e 3 de abril, às 20h, no canal UFOPIAUI

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Beleza Notícias do Jornal

Como tratar cicatrizes de acne

 

Por: Claudia Mastrange

A acne é um tipo de inflamação na pele que pode deixar cicatrizes e manchas. E deve ser tratada independentemente da idade do paciente, orientam especialistas. “Uma primeira dica sobre acne é: não se deve espremer, pois pode aumentar a inflamação e ainda deixar manchas e cicatrizes”, indica a dermatologista Mariana Corrêa. O problema tem tratamento.

“Produtos à base de ácido salicílico e ácido glicólico podem ajudar e devem ser prescritos por dermatologista. Ajudam a clarear a pele reduzindo manchas e controlam a oleosidade, fechando poros também. E previnem a formação da acne. Cremes, géis, sabonetes e antibióticos podem ser indicados. Além disso, peelings, lasers, dermoabrasão e preenchimentos cutâneos com ácido hialurônico podem melhorar muito o resultado do tratamento de manchas e cicatrizes de acne”, detalha Mariana Corrêa.

Já a dermatologista Luciana de Abreu, destaca a importância de procedimentos feitos em clínica dermatológica.

“Recomendo opções na forma de drug delivery associado a tecnologias ou os peelings, entre eles: vitamina C, ácido azelaico, ácido retinóico, ácido glicólico, ácido salicílico, hidroquinona, ácido kojico, entre outros. É comum associarmos o uso de tecnologias como Luz intensa pulsada e lasers, microagulhamento, principalmente quando as manchas de acne têm aspecto avermelhado e arroxeado”, explica.

Manter uma alimentação saudável é importante no processo de tratamento da acne. “Assim trabalhamos saúde e beleza da pele de dentro para fora”, diz Mariana Corrêa, que recomenda a ingestão de:

– uva por ser rica em resveratrol;
– frutas vermelhas que são ricas em antioxidantes
– tomate: antioxidante;
– aveia que é rica em silício e zinco, com ação antioxidante e de controle da oleosidade
– chia, rica em ferro e antioxidantes
– cúrcuma e gengibre: alimentos antinflamatórios que podem ajudar no controle da acne.

 

Já no quesito cuidados com a pele, a dermatologista Ana Paula Fucci dá seis dicas especiais para pele acneica:

1- “A pele acneica, normalmente oleosa, necessita ser higienizada duas vezes ao dia (no máximo 3 – para não ocorrer um efeito rebote, quando a pele aumenta a produção de sebo, de forma compensatória);”

2- “Usar sabonetes específicos, que podem ser líquidos ou em barra. Alguns contém ácido glicólico ou salicílico, potencializando a renovação cutânea;”

3- “Pode ser necessário o uso de loções antioleosidade, para ajudar no controle”;

4- “É importante associar tratamentos tópicos de acordo com a orientação médica – variam de acordo com o grau e gravidade da doença. Casos mais graves podem necessitar de associação com medicamentos de uso oral, como antibióticos ou derivados da vitamina A”;

5- “Recomendo o uso regular de filtro solar, em gel, loção sem óleo ou serum, apropriados para a pele oleosa ou acneica”;

6- “Limpeza de pele realizada por profissionais pode ajudar em alguns casos. Avalie com dermatologista, que saberá a real necessidade, pois em alguns casos pode haver uma piora”, conclui Ana Paula Fucci.

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No Barquinho da Paciência Notícias do Jornal

Autoridade com respeito aos cidadãos

 

Vivemos tempos extremamente difíceis e desafiadores. Continuamos em meio a uma pandemia que devastou o mundo inteiro e que marcou uma mudança drástica na vida de todos. E para sairmos desta situação o mais rápido possível é preciso que tanto a sociedade quanto os órgãos públicos colaborem.

Nos últimos dias aconteceram cenas lamentáveis de alguns policiais e guardas municipais abordando de forma desnecessária, as pessoas que desrespeitaram as medidas restritivas dos governos e prefeituras de todo o Brasil, chegando até a fazer uso ilegal das algemas. Uma clara evidência de excesso por parte da força policial.

É claro que os cidadãos que desrespeitam as leis e medidas impostas pelas autoridades merecem ser abordados e questionados pelo ato de descumprimento da ordem, mas que seja de uma forma em que haja respeito e sabedoria para lidar com a situação.

Por outro lado, cabe à sociedade, respeitar e cumprir todas as medidas restritivas no combate a Covid-19, para que possamos sair o mais rápido possível desse momento ruim. É cada um fazendo a sua parte. Todos deveriam ter ciência disso. Haja paciência!

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Cultura

Livro Revolução 50+ aborda temas como a diversidade, inclusão e empreendedorismo

Em um momento em que o mundo precisou ressignificar valores e aprender a se transformar devido à pandemia, a Editora Leader inova e apresenta à sociedade a série Revolução 50+. O livro cuja edição destaca “A diversidade, a inclusão e a ampliação do empreendedorismo com propósito” é o primeiro da série que tem como intuito evidenciar o poder dos 50+ e mostrar que todos são capazes de se reinventar e aprender juntos. A obra tem a coordenação da diretora de projetos e CEO da Editora Leader, Andréia Roma, e da sócia-diretora da Sinergia Consultoria em Gestão de Pessoas & Mentoria de Novos Negócios, Betty Dabkiewicz, do Instituto Revolução 50+.

De acordo com Andréia, o objetivo primordial deste livro e dos próximos desta coleção é trazer as experiências de pessoas que fizeram a “virada de chave” após os 50 anos e revelar as numerosas oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, tanto no mundo corporativo quanto como empreendedores.

“O que torna ainda mais rico o propósito desta série é a diversidade de personagens e de histórias reais que vão servir de exemplo não só para os 50+ como para os mais jovens, muitos já mais conectados com o propósito da diversidade, da inclusão, da equidade no mundo corporativo e na vida social”, aponta Andréia.

 

Já Betty ressalta a força da palavra “revolução” em todas as fases importantes e de mudanças na história da evolução do ser humano e da própria humanidade:

“De acordo com dados e estimativas dos relatórios da ONU, a população com 50 anos de idade e acima está crescendo a uma taxa de 3% ao ano e, até 2030, seremos em torno de 1,4 bilhão nos diferentes continentes do mundo; os planos de ação internacional sobre o envelhecimento populacional sugerem mudanças imediatas de atitudes, políticas e práticas de inclusão digital, acessibilidade, acolhimento e respeito à diversidade étnica e etária, entre outras ações e decisões necessárias, para que os ‘idosos’ deixem de ser invisíveis e possam ser capacitados ao exercício de novas funções e terem novamente a oportunidade de criar atividades, serviços ou produtos para serem produtivos e exercerem sua cidadania, através de seus direitos e deveres, no século XXI.”

 

Em 24 capítulos, o livro aborda temas como celebração, biografia humana e ciclos de desenvolvimento, universo, autoconsciência revolutiva, como navegar com propósito em um mar de incertezas após os 50 anos, mudanças e reinvenções, atemporalidade da idade, entre outros. Os leitores também poderão conferir temas instigantes como protagonismo, ressignificação através do amor e da dor, potencial infinito, humanização das organizações, filantropia e solidariedade aos 50+. O público ainda pode ser impactado com um capítulo que deixa a reflexão: O amor pode mudar vidas e estimular o empreendedorismo depois dos 50?

 

Ficha técnica

Lançamento do Livro: Revolução 50+

Coordenação: Andréia Roma e Betty Dabkiewicz

Data: 09/04/2021, às 19h

Lançamento pelo Youtube: https://www.youtube.com/c/EditoraLeader

Editora: Leader

Site: http://www.editoraleader.com.br

 

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Esportes Notícias do Jornal

Gérson: o grande canhotinha de ouro

 

Por: Luhan Alves (com supervisão de Claudia Mastrange) 

Integrante da histórica Seleção Brasileira de 1970 e ídolo de Fluminense e Botafogo, Gérson “Canhotinha de Ouro” (80 anos) é o nosso “brasileiro com muito orgulho” desta edição. Ele nasceu em Niterói (RJ), no dia 11 de janeiro de 1941. Inteligente, dono de passes e lançamentos precisos, Gérson foi um dos melhores meias da história do futebol brasileiro.

Gérson começou sua carreira nas categorias de base do Flamengo, onde jogou entre 1960 e 1962, mas foi no Botafogo, jogando de 1962 e 1969, que ele fez mais sucesso. Pelo Glorioso, conquistou os cariocas de 1967 e 1968. Após sua passagem pelo alvinegro carioca, o canhota defendeu o São Paulo. Já experiente, o meia, ao lado de Toninho Guerreiro, Roberto Dias e companhia, ajudou o clube a sair da fila no Campeonato Paulista. De quebra, comemorou dois estaduais pelo Tricolor do Morumbi: 1970 e 1971.

Deixou o time paulista em 1972 para realizar um antigo sonho: jogar pelo Fluminense, o clube de coração. Pelo clube das Laranjeiras, Gérson levantou o Carioca de 1973 e encerrou a carreira em 1974. Para o seu lugar, o Flu contratou Rivelino, então do Corinthians.

Fora dos gramados, Gérson construiu uma carreira que até hoje vem atuando, que é a de comentarista esportivo. Passou pela Rádio Globo, de onde saiu em 2012, foi comentarista da Band nos anos 90 participou do programa “Os Donos da Bola” na Band Rio, esteve também no programa Mesa Redonda Rio da Rede CNT.

Ao lado dos amigos Gilson Ricardo e José Carlos Araújo, o canhota trabalhou na Bradesco Esportes FM e na Transamérica. Em agosto de 2014, deixa a Band e se transfere para o SBT Rio ao lado de Garotinho, Gilson e Dé, o Aranha. Em 2015 Gérson passou a integrar a equipe de esportes da Super Rádio Tupi ao lado de Garotinho e Gilson.

Atualmente, ele conta também com um canal no Youtube chamado “CANHOTINHA 70”, criado em junho de 2019. Lá, ele faz comentários após os jogos, resenhas com convidados, lives, aborda curiosidades sobre o futebol, sorteios, entre outros conteúdos. Para quem não sabe, o canhotinha de ouro também comanda um projeto social esportivo em Niterói que recebe e ajuda crianças de sete comunidades diferentes. Gerson é personagem de muitas histórias, conquistas, emoções, gols, passes certeiros e merece o total respeito dos brasileiros.

Leia Também: Zagallo: uma lenda brasileira

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Comportamento Notícias do Jornal

A dor da rejeição

 

No reality ou na vida, o ser humano sofre com o desprezo ou a falta de aprovação do outro

Por: Claudia Mastrange

Uma das palavras que mais tem sido ouvida ultimamente é : rejeição. Nos embates – ou tretas – e paredões do “Big Brother 21”, assunto que mais bomba nas redes sociais e em dez entre dez rodinhas de conversa do povão, uma discussão frequente é quem é o ‘mais rejeitado’ na opinião do público. Formaram-se verdadeiros mutirões para eliminar Karol Conká, depois que a cantora tornou-se a grande vilã desta edição, o que lhe deu o maior índice de rejeição de todas as edições. Ela foi eliminada com 99,17% dos votos. O cantor Projota, outro integrante do time dos ditos vilões, arregalou os olhos ao descobrir que seu índice de rejeição foi 91,89%, em sua eliminação, no último dia 17 de março.

Mais do que medo do paredão, que significa a possibilidade de deixar a competição e perder R$1,5 milhão em prêmio, os confinados deixam muito claro, em conversas e enfrentamentos, que morrem de medo da rejeição popular, de serem ‘cancelados’, como atualmente definem os internautas, na terra virtual que não perdoa ninguém e exponencializa erros e acertos. A cada passo ou confronto, é comum se defenderem bradando: “O Brasil tá vendo!”.

E como definir a palavra rejeição? “Rejeição significa deixar de lado, desprezo, abandono. Invalidar ou anular o outro. Ferir, humilhar com a intenção pública ou não de dizer que o outro não merece nada, nenhum tipo de afeto nem o ódio”, explica a psicóloga Daniela Generoso. Ela afirma que ser desprezado por alguém independe se essa pessoa tem alguma relevância emocional ou não. “É uma dor muito profunda que pode levar a problemas de ansiedade, depressão, automutilação e suicídio”.

A psicóloga Daniela Generoso fala sobre a dor da rejeição, o famoso “cancelamento” dos dias atuais Foto: Divulgação

Ainda tendo como referência as relações humanas no BBB, foi nítida a mudança de postura do cantor Fiuk, quando sobreviveu ao primeiro paredão. Ele confessou que estava se sentindo rejeitado e, ver que o público não votou para que ele saísse do reality, lhe deu mais segurança. “Pela primeira vez eu senti que sou querido”, disse aliviado, pulando na piscina e passando a se posicionar com mais firmeza no jogo.

“Todo ser humano tem a necessidade de pertencer a algo, um grupo, de ser amado e o desprezo vem na contramão disso tudo, porque dizemos a esse indivíduo que nem o ódio, ele merece, ou seja, ali há uma nulidade da existência e tudo que ele representa”, ressalta Daniela.

A psicóloga afirma que a primeira coisa a fazer quando se é rejeitado é procurar validar sua identidade.

“Se você não sabe quem você é qualquer caminho serve. Preciso entender qual é o gatilho emocional que me prende à afirmação do outro sobre mim mesmo”, afirma, dando uma dica de exercício: respirar prolongadamente, inspirando por 3 segundos e expirando por 5 segundos. “Nesse movimento temos a oportunidade de jogar oxigênio ao cérebro dando tempo para pensarmos e não agirmos por impulsividade ou emoção. Ao respirarmos colocamos em pauta aquilo que realmente sou e não aquilo que o outro diz que sou”, finaliza.

Boa dica para o Gil não acham?

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Fica a Dica Notícias do Jornal

#Fica a dica…

 

Por: Claudia Mastrange

Biquíni celebra 36 anos de carreira

O Biquíni Cavadão completou 36 anos de carreira. O grupo elegeu o dia 16 de março de 1985 como seu ‘marco Zero’, pois foi quando se apresentaram profissionalmente pela primeira vez, no festival “Medidas de Impacto” no Circo Voador, no Rio.

A data casa também com a marca de 87 milhões de execuções de seu disco ao vivo “Me Leve Sem Destino”, lançado no final de 2014.  Disco de platina do álbum em que estão presentes seus principais sucessos, como “Tédio”, “Vento”, “Ventania”, “Dani”, “Janaína”, “Timidez”, “Roda-Gigante”, “Quando eu Te Encontrar”, entre outros.

Biquíni Cavadão coleciona grandes sucessos na carreira Foto: Divulgação

Neste momento, eles seguem reclusos e gravando seu novo trabalho “Através dos Tempos”, que terá nove composições inéditas, algumas em  parcerias com Dudy Cardoso, Manno Góes, Rodrigo Coura, Marcelo Hayena e Eric Silver.

Moby Dick cai na rede

Após a interrupção da turnê nacional, por conta da pandemia, “Eu, Moby Dick :: na rede” volta em nova versão: digital. A peça fica em cartaz gratuitamente até 04 de abril no canal de YouTube do Centro de Artes da UFF – https://youtube.com/c/CentrodeArtesUFFOficial.

Foto: Caio Gallucci

No elenco, Gabriel Salabert, KelzyEcard, Márcio Vito e Noemia Oliveira vivem o Capitão Ahab, Ismael, Moby Dick e o próprio navio Pequod, levando a questionamentos sobre os caminhos escolhidos e confrontados.

 

Explosão de cores

A tão esperada exposição Cores & Formas chega ao Rio, com obras dos artistas plásticos, Dirce Cavalcanti, Mary Cordeiro, Nancy Pitta, Elsie Paiva, Helenita Teixeira, Sandrelles, Rosina Villela, Maria Torres, Samoradelcio, Flávia Almeida e Lyla Melo.

Foto: Divulgação

Sob curadoria de Thaysa Souza, a mostra vai até o dia 5 de abril no Novotel, localizado na Praia de Botafogo, 330,- Botafogo.