Chefe de gabinete adjunto Stephen Miller, afirma que posição do governo Trump é política e estratégica, e descarta uso de força militar
O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que a posição formal do governo do presidente Donald Trump é de que a Groenlândia “deve fazer parte dos Estados Unidos”. A declaração reacende um debate sensível no cenário internacional, mas Miller rejeitou a possibilidade de qualquer ação militar para a incorporação do território ártico.
“Ninguém vai lutar militarmente contra os Estados Unidos pelo futuro da Groenlândia”, disse Miller, ao comentar o tema durante uma entrevista. Questionado diretamente sobre se uma intervenção militar estaria descartada, o assessor evitou uma resposta objetiva e passou a questionar a legitimidade da soberania dinamarquesa sobre a ilha.
“Qual é a base da reivindicação territorial deles? Qual é a justificativa para considerarem a Groenlândia uma colônia da Dinamarca?”, indagou Miller, em tom crítico. Atualmente, a Groenlândia é um território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, embora possua governo próprio e ampla autonomia administrativa.
Miller argumentou que o interesse americano está ligado à segurança estratégica do Ártico e aos compromissos dos Estados Unidos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Os Estados Unidos são a potência da Otan. Para que os Estados Unidos garantam a segurança da região ártica, para proteger e defender a Otan e seus interesses, obviamente, a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos”, afirmou.
Segundo ele, a questão não deve ser tratada como uma ameaça, mas como um debate político e diplomático que Washington pretende conduzir. “Essa é uma conversa que teremos como país”, completou.
As declarações geram preocupação entre aliados europeus e devem intensificar tensões diplomáticas com a Dinamarca, além de provocar reações do governo local da Groenlândia, que historicamente defende o direito à autodeterminação e rejeita qualquer negociação que não envolva diretamente a população do território.



