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Zabelê lança versão de Preta Pretinha em homenagem aos novos baianos

 

A cantora Zabelê, filha de Baby do Brasil e Pepeu Gomes, resolveu fazer uma inesquecível homenagem para os pais e para o tio Moraes Moreira, que faleceu ano passado. Ela fez uma seleção de músicas dos cantores e convidou vários artistas para participarem do álbum, ainda sem nome definido, que será lançado em novembro.

Em entrevista ao Fantástico, Zabelê falou da responsabilidade de cantar as músicas dos novos baianos.

“Gravar Preta Pretinha está sendo uma grande honra, além de uma grande responsabilidade. Essa música mexe com o meu coração e memória. Resolvi fazer uma nova versão ao meu estilo, com um jeito mais moderno e atual. Essa é uma música que nunca vai sair da moda”.

 O baiano Carlinhos Brown, que faz dueto com Zabelê em Preta Pretinha, falou que foi um convite inegável. “Um chamado de Zabelê é como um chamado de Baby, Pepeu, Moraes, dos Novos Baianos. E Preta Pretinha é a cara da miscigenação. Foi uma grande honra participar desse trabalho”, disse.

O produtor do novo álbum da cantora é o diretor artístico Wagner Fulco, que já produziu nomes como Elton John, Alanis Morissette, Bob Dylan, Snoop Dog, entre outros. A direção remota ficou a cargo de Felipe Bretas.

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Um show absurdamente belo e envolvente

Por Claudio Camillo

Em 10 de dezembro desse ano assisti a um show imperdível: ‘Quadra de Damas’, com Fhernanda Fernandes, Indiana Nomma, Rosa Maria Colin e Leny Andrade. Quatro cantoras com um perfil digno dos mais famosos redutos do jazz. Essas mulheres maravilhosas, num show absurdamente belo e envolvente, trouxeram Montreaux para o Teatro Rival. Trouxeram consigo todas as divas, toda a referência latente em suas almas… Alberta Hunter, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, acompanhadasp or Gene Krupa, Count Basie, Thelonious Monk, Joe Pass…

Era a boa música rolando, embalada por uma banda impecável e seus músicos maravilhosos com seus arranjos bem cuidados, tempo cravado, nenhuma nota fora. Com arranjos e direção musical de Felipe Poli (violão e guitarra), e com Alexandre Cavallo (baixo), Alexandre Prado (piano), Helbe Machado (bateria), e participação especial de Gilson Peranzzetta ao piano, a química foi absurda, meio que uma jam session das grandes entre os grandes. Quem viu, viu…

Nos olhos das pessoas, uma vontade de música boa, plenamente saciada pelas quatro divas. Isso me faz crer que um outro mundo musical é possível, música de qualidade cantada e tocada com alma, coração…

O show foi um espetáculo em toda a extensão da palavra. Idealizado pela cantora compositora Fhernanda Fernandes e produzido por Alessandro Monteiro, ‘Quadra de Damas’ é um exemplo a ser seguido. Show muito bem cuidado, com direção impecável, detalhes de conversas entre as musas que nos levavam para dentro da viagem… Leny espirituosa como sempre e muito à vontade. Era como se estivessem juntas há muito tempo. Uma noite imperdível!

Quatro cantoras de peso internacional em um espaço tradicional numa terça-feira chuvosa de dezembro… Grata surpresa! Adorei tudo! É impressionante quando se juntam profissionais de som, luz, direção, produção e interagem, tirando o que há de melhor de espaço, equipamento, e nos encantam com o melhor e quase impossível de tudo. Show imperdível, repito.

A química com o público foi imediata. Ao mesmo tempo surpresos e gratos pela beleza de tudo. Via-se nos olhos, sorrisos, gritos, caras e bocas, o quanto estavam envolvidos. Era como estar a bordo de uma nave além de espaço e tempo.

O mais que apoio do jornal Diário do Rio foi imprescindível para que tudo acontecesse. Bela iniciativa, que resgata talentos esquecidos pela atual mídia. A distribuição do Diário do Rio entre comentários animados do público recém saídos da viagem e ainda querendo mais, sinal de que o jornal acertou em cheio na nova proposta do seu projeto musical.