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Covid-19: Janssen adia entrega de 3 milhões de vacinas

Foto: Reuters/Eric Seals/ABr

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde confirmou hoje (14) que a farmacêutica Janssen adiou a entrega de um novo lote de 3 milhões de doses de imunizantes para o combate à covid-19 que chegaria ao Brasil amanhã (15). O ministério acredita que a entrega das 3 milhões de doses deve ocorrer nesta semana. A pasta afirmou que a empresa não explicou os motivos ou quando o lote será enviado.

O lote consistia em um adiantamento anunciado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no fim-de-semana. Elas possuem validade até o dia 27 de junho.

Com o adiamento da entrega que ocorreria nesta segunda-feira, o desafio de garantia da logística e aplicação do imunizante fica mais complexo. No cronograma original, com a chegada amanhã, a previsão era que demorasse dois dias para começar a distribuir as doses aos estados.

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Fiocruz chega a 50 milhões de doses de vacinas entregues

(Foto: Fiocruz)

Da Agência Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chegou ontem (4) a 50,9 milhões de doses de vacinas contra covid-19 entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A soma foi atingida com a liberação de mais 3,3 milhões de doses do imunizante Oxford/AstraZeneca.

O número total de entregas inclui 46,9 milhões de doses que foram produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e 4 milhões de vacinas importadas prontas do Instituto Serum, da Índia. No segundo caso, a Fiocruz também negociou o envio das doses e realizou a checagem e rotulagem em português dos frascos recebidos.

A fundação anunciou que, a partir da semana que vem, as doses voltarão a ser entregues em duas remessas: na sexta, o estado do Rio de Janeiro receberá sua parcela de doses, e, no sábado, sairá o carregamento para o almoxarifado central do Ministério da Saúde, em São Paulo, de onde as doses são distribuídas para os demais estados e o Distrito Federal. Segundo a Fiocruz, a mudança se deu por um pedido da Coordenação de Logística do Ministério da Saúde.

As doses produzidas em Bio-Manguinhos são fabricadas a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado da China, como previu o acordo de encomenda tecnológica assinado com a AstraZeneca no ano passado. O último carregamento recebido pela Fiocruz, em 22 de maio, garante as entregas até o início de julho, quando o total produzido e liberado deve chegar a cerca de 62 milhões de doses.

Mais quatro carregamentos de IFA estão previstos para chegar entre junho e julho, garantindo a produção de 100,4 milhões de doses. 

A Fiocruz também trabalha para produzir o IFA no Brasil, o que já está garantido com a assinatura do acordo de transferência de tecnologia assinado nesta semana com a AstraZeneca. Já chegaram ao país os primeiros bancos de células e de vírus que permitirão essa produção, e Bio-Manguinhos prevê iniciar neste mês a fabricação dos primeiros lotes de pré-validação e validação. A vacina produzida com IFA nacional, porém, só deve chegar aos postos de vacinação em outubro.

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Governo inaugura cabo submarino que conecta Brasil à Europa

Da Agência Brasil

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, participou nesta terça-feira (1) da inauguração das operações do cabo submarino de fibra óptica de alta capacidade entre Brasil e Europa. A cerimônia ocorreu na cidade de Sines, em Portugal.

O projeto foi financiado pela Comissão Europeia que contribuiu com €25 milhões,  pela empresa EllaLink que aplicou €150 milhões e pelo Governo Federal, por meio do MCTI que investiu €8,9 milhões.

A conexão é efetuada  diretamente da cidade de Fortaleza (Brasil) a Sines (Portugal), com passagens pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde.

O cabo também elimina a necessidade de os dados passarem pelos Estados Unidos. De acordo com a EllaLink, que vai permitir um acesso de alta qualidade aos serviços e aplicações de telecomunicações. A promessa é de que a conexão direta de alta velocidade reduza a latência, que é a capacidade de tempo que um pacote de dados leva para ir de um ponto a outro, em até 50%.

O cabo submarino tem 6 mil quilômetros de extensão. Entre outras aplicações, a infraestrutura de cabos será usada para serviços e nuvem e negócios digitais, mas também em ações de ciência, tecnologia e educação ao longo de 25 anos.

Agora vemos durante a pandemia a importância de trabalharmos juntos para vencermos esse inimigo comum que é o covid-19. É através da ciência que temos condição de vencer e, para a ciência funcionar, precisamos de operação de troca de informações”, disse o ministro durante a cerimônia.