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Diário do Rio Luciana Marques Luciana Marques | Empreendedorismo Notícias do Jornal

Alinhamento Voluntário (ON/OFF)

Será que o empreendedorismo pode ser lucrativo e, concomitante no que tange a assuntos sociais?  Sim! Sem dúvida, esse é um dos princípios do empreendedorismo social. Uma faceta do mesmo que conduz o olhar da empresa às boas práticas sociais, cujo o impacto reflete na sociedade.

No entanto, algo que vale esclarecer, é que ao oposto das ONGs, as empresas que cultivam o empreendedorismo social visam sim a lucratividade; considerando que o empresário precisa manter o giro e a sustentabilidade do seu negócio. Caso contrário, a empresa deflagraria ao insucesso, caindo na mesma perspectiva de carestia a qual se empenhou em minimizar ou erradicar. Inclusive, muitas famílias e seus arrimos viriam a perder o emprego, afetando assim suas vidas, e a economia do país com indevido agravante de que essas mesmas pessoas já desempregadas, não conseguiriam em comum causa às empresas, ajudar aos demais. Uma dramatização que ilustra bem algo que ocorre anualmente, mostrando a diferença entre os tipos de empreendedorismo; a exemplificar, a época em que se comemora o natal, quando surge a iniciativa entre os empresários de angariar alimentos para pessoas e famílias que se encontram em situação vulnerável. No entanto, ao refletir que as pessoas não carecem de alimento apenas em temporadas natalinas, podemos constatar que esse tipo de ação, mesmo sem perder a sua relevância, não ameniza questões sociais como falta de moradia, baixo grau de escolaridade e desemprego. Mas você acha mesmo que os empresários podem solucionar tudo isso?

Por outro prisma, a esfera do empreendedorismo social, poderia causar um impacto duradouro a população mais necessitada, se um empreendedor de viés social, estruturasse uma ação direcionada a fabricação de determinados insumos que já fossem utilizados pela sua empresa, a partir de mão de obra treinada por ele. Neste caso, o empresário consideraria a ideia de destinar vagas para pessoas carentes ou se assim possível fosse, contrataria 100% da mão de obra de pessoas em estado de carestia. Nesses termos, ao vender as unidades de seus produtos, o empreendedor separaria uma parte do lucro para si, enquanto a outra parte seria repassada aos contratados; considerando também a doação ou venda com o valor reduzido para as pessoas de baixo poder aquisitivo. É valido destacar que existem incontáveis ações, em inúmeras áreas que são qualificadas como empreendedorismo social. Se uma empresa se dedica a soluções verdes, que restringem o impacto nocivo na natureza, por exemplo, ela se também se enquadra em uma orientação social. Não obstante, a harmonia entre o empreendedorismo tradicional e o social na mesma empresa, seria a confluência mais ajustada entre gerar lucro para a empresa, enquanto a mesma assumiria parte da responsabilidade relacionada a crises sociais, econômicas e ambientais.

Em síntese, o contraste entre o empreendedorismo social e o tradicional, é a intensidade do impacto social causado na sociedade. E você? Acredita que edificando as duas frentes em ambos os cenários é possível alcançar resultados positivamente impactantes? Deixe o seu comentário!

Luciana Marques
Profissional de Marketing e Escritora
Instagram: lucianamc10_

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Luciana Marques Luciana Marques | Empreendedorismo Notícias do Jornal

Empreendedorismo: Maria Alice Medina – Gente que faz, “do rock a Compostela”

Muitas pessoas conhecem a definição da palavra empreender, apenas pela percepção do sentido empresarial. Todavia, vai muito além! A palavra empreender é abrangente, a qual segundo o dicionário Michaelis, também pode ser compreendida por: Praticar, tentar, realizar, fazer, executar.

Maria Alice Medina, sabe muito bem como é isso! Fisioterapeuta, acupunturista e terapeuta craniosacal, bem-sucedida, passou muitos anos de sua vida, executando, fazendo e acontecendo no mundo empresarial, com uma atuação fervorosa no maior evento do Brasil, o Rock in Rio. Quando decidiu virar uma página da sua vida, abandonando o que ela descreveu durante a entrevista como:  “Aquele mundo”, para ir em busca de uma espiritualidade que já se encontrava em pleno processo. E como é o desejo do coração de todo empreendedor, queria ainda mais liberdade! “Sou flexível e camaleónica, me adapto a qualquer lugar” disse Alice. Então, inspirada pelo livro do seu amigo escritor, o aclamado Paulo Coelho, ao mesmo passo que se via movida por uma força motriz interior, capaz de tirá-la de qualquer lugar naquele momento, Alice permitiu-se ir em busca e apenas peregrinar, aproveitando caminho.

Entretanto, como quem empreende, Alice afirma, que enquanto se trilha o caminho, é importante escolher onde se pisa! É necessário, bem como narra a parábola “amolar o machado” como que um ritual, ao considerar que dia após dia ela sentia a necessidade de alongar os pés, com o objetivo de evoluir e permanecer no caminho. Assim como a caminhada de um empreendedor, peregrinar pelo caminho a Santiago de Compostela, muitas vezes pode ser solitário, sendo possível a todo tipo de empreendedor, que mesmo ao peregrinar sempre o mesmo caminho, acumulem encontros e experiências diferentes, pois a viagem é única. Porém, como diz Alice, sempre com ajuda dos que de alguma forma trilham o mesmo caminho que você. Alice conta, que em Santiago existe a lenda da concha, qual seja: Durante a peregrinação, o peregrino carrega uma concha para que durante o caminho, ele possa preenchê-la com as suas experiências vividas durante a caminhada; para que ao chegar a Santiago possa oferecer sua pérola, simbolizando o que ele realizou e reuniu de melhor durante a jornada. No entanto, é oportuno lembrar que existem contratempos e perigos pelo caminho, afinal “ostra que não é incomodada não faz pérola!”

@mariaalicemedina, realizou e reuniu suas experiências em uma concha chamada livro, cujo o título é: Do Rock a Compostela – As vezes se ganha, as se aprende; toda a sua trajetória que já dura 22 anos, com 13 vezes no caminho a Santiago, com um olhar e uma paisagem mais revigorante que a outra. E assim ela segue, não com a arrogância de quem sabe tudo sobre o seu caminho, mas com o mesmo entusiasmo e espírito de descoberta do início. Empreendedor, como você vem peregrinando o seu caminho?

Luciana Marques
Profissional de Marketing e Escritora
Instagram: lucianamc10_

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Colunas Luciana Marques

Comunicação em apuros

 

A crise atual não é apenas na saúde. Estamos presenciando novos tempos na sociedade e na comunicação, que foram aceleradas pelo surgimento da Covid-19. Os padrões de como a empresa tem acesso ao cliente e o cliente tem acesso à empresa, mudaram. Implementar a comunicação dentro e fora da empresa, agora virou um desafio.

Não obstante, os parâmetros restritivos como resposta à pandemia e a inevitável mudança na rotina das pessoas, alteraram por completo também as análises sobre atendimento às demandas dos consumidores. Como exemplos, mudaram as frequências das idas ao mercado e os saques em caixas eletrônicos; a intenção de exposição aos meios de comunicação como TV e internet; as compras online, a inclinação a compra de produtos bancários, sem ser imprescindível a presença física às agências; para ficar em alguns poucos pontos.

Todavia, torna-se vital uma reformulação nos moldes de comunicação, pois as informações acerca do “novo” consumidor ainda são pouco vastas, visto que essa crise impactou até mesmo o mercado de análise de dados, sobre o comportamento dos mesmos; estremecendo as estratégias de marketing das empresas, que buscam atraí-los para o consumo de seus produtos e serviços.

Muito embora, poucos se atentem, a comunicação externa e interna de uma empresa muitas vezes não faz jus à uma literalidade, pois você empreendedor se comunica através dos atrasos ou a não entrega de produtos, que podem vir a sucumbir a reputação e o fator confiabilidade da marca; com opiniões pessoais impensadas, se for CEO, e essas ganham cada vez mais engajamento e notabilidade nas mídias, mediante a intensidade das pessoas atentas nas redes sociais, em tempos de confinamento.

A não flexibilidade e preocupação em termos psicológicos e salubres para com os funcionários; você comunica aos seus colaboradores, com a falta de recursos para que as empresas façam frente ao novo período que se faz vital estar digitalizado e online nas plataformas; dentre outros pontos.

Para que você se destaque, seja positivo e priorize informações que tragam alegria e esperança para audiência; seja honesto, a honestidade é a melhor política para qualquer que seja o seu negócio. Trabalhe com imagens cujas as cores sejam capazes de trazer bem estar ao seu público, responda-os e entregue-os com rapidez, visto que as pessoas andam mais ansiosas, tenha uma conversa ou e-mail descontraídos com o seu cliente e concentre-se em seu público alvo: algumas pessoas ele podem não ser os seus clientes ainda, mas podem vir a ser.

Você oferece conteúdo que ilustre a experiência do seu cliente, como orientações gratuitas? Quem não se adequar e aderir a uma comunicação mais humanizada e contextualizada nesse momento, tem chances consideráveis de enfrentar uma crise de imagem, em meio à crise.

Afinal, quem você é agora, defende quem você pode ser no futuro. Lembre-se disso!

Luciana Marques

Marketing Executive e escritora

Instagram: @lucianamc10_

 

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Luciana Marques

Cinco motivos para você não abrir uma franquia

 

Investir em uma franquia é uma opção para muitas pessoas que desejam ter seu próprio negócio. Dentre as vantagens da franquia estão a estrutura que o franqueado obtém do franqueador e a oportunidade de empreender junto a uma marca sólida no mercado. Porém, da mesma forma que existem inúmeros motivos para você investir em uma franquia, existem muitos outros motivos para você não consumar esse investimento.

Achar que não irá precisar trabalhar: uma franquia envolve o olhar e o acompanhamento atento do franqueado. Deixar a empresa nas mãos dos funcionários, é um dos caminhos mais certos para o insucesso. Fazer parte de um processo atento de implementação de franquia é um dever do franqueado. E sim! A mágica é o trabalho. A dedicação fará toda a diferença.

Fazer do seu jeito: integrar-se a uma franquia denota seguir as regras daquela rede, além de trabalhar dentro de um modelo já estruturado. Quando você compra uma franquia é preciso compreender que fará parte de algo que já foi validado, testado e alinhavado. Trata-se de uma administração já em curso; um campo onde o franqueador já sabe de antemão o que funciona e o que costuma não dar certo. Se você é tipo de pessoa que deseja ingressar em uma franquia para mudar os parâmetros, ou relativizar um perfil que gosta de fazer tudo do seu jeito, tendo em mente já saber tudo; opte por empreender por conta própria. Caso contrário você irá frustrar a si mesmo e ao franqueador.Por isso, outra dica nesse sentido é que você estude atentamente os meandros que a franquia poderá apresentar durante a sua possível jornada, como franqueado.

Escolher o negócio visando apenas o faturamento: avalie se você aprecia verdadeiramente o ramo que pleiteia atuar. Encontre um propósito, pois mesmo que você alcance patamares planejados bastante rentáveis; irá chegar o momento em que você terá consciência do lucro, mas não de que estará fazendo o que gosta. E não há nada mais desagradável do que levar uma vida fazendo o que não nos realiza, ou que não apresente de fato um sentido.

Comprar uma franquia por impulso: A coisa mais valiosa que temos é o nosso tempo, quando você age por impulso, perde o seu tempo e faz o franqueador perder o tempo dele. E tempo é dinheiro!

Se você não tem dinheiro o suficiente: Ter apenas o dinheiro do investimento informado pelo franqueador como investimento inicial; não é o suficiente. É preciso considerar uma quantia adequadamente calculada para o capital de giro da sua franquia.

Por todos esses aspectos, faz-se necessário uma pesquisa séria acerca da idoneidade, histórico, estratégias de branding, posicionamento no mercado e números positivamente expressivos no que tange a empresa, pois assim como você pode estar aflito, também existem os franqueadores alucinados para vender uma franquia, a todo custo.

Luciana Marques

Profissional de Marketing e Escritora

Foto: Pixabay