Categorias
Diário do Rio Luciana Marques | Empreendedorismo Notícias do Jornal

Quem roubou o seu sonho? (Parte 2)

Você já percebeu a quantidade de anos, de tempo que nós passamos na escola aprendendo uma gama de conteúdos inúteis? Digo, de uma maneira geral para a nossa vida?

A verdade é que aprendemos coisas que são úteis e outras que não são. O sistema de ensino tradicional que nós conhecemos, como visto no artigo anterior, foi criado e amplamente desenvolvido na época da revolução industrial, quando as fabricas precisavam de pessoas formadas na escola para trabalharem nas indústrias. No entanto, aquela época nem de longe vislumbrava-se a era da informação, haja visto que não existia a libertadora internet, a apenas dois cliques de nossas dúvidas. Hoje em dia, as pessoas não precisam mais ir em bibliotecas, não precisam pesquisar em inúmeras fontes. Porque sim, a partir do seu celular ou do seu computador, você pode ter acesso a qualquer informação. Logo, a escola não é exatamente o lugar onde você irá acumular informações. Todavia, a escola deveria ser um lugar para que você aprendesse a pensar, para que você descobrisse como desenvolver conhecimentos e habilidades que sejam proveitosos para a sua vida. Posto isso, será ter sido mesmo importante você ter ficado decorando os nomes de montanhas e rios de outros países, enquanto estudava geografia? Em grande parte, as pessoas nem sequer lembram do que estudam na escola, porque a realidade é que elas ficam grande parte do tempo preocupadas em decorar e acumular informações, para enfim estarem preparadas para fazerem as provas. Nesse contexto, vão vivendo nesse sisteminha artificial de precisarem decorar para fazerem a prova.

A pergunta é: Os melhores alunos das turmas são aqueles que são mais bem-sucedidos na vida? Será que são esses mesmos alunos que estarão preparados para resolverem os problemas reais do cotidiano? A escola deveria se atualizar! A escola treina as pessoas para pararem de pensar, para ficarem inertes, ao invés de terem iniciativa e acaba por posicionar as pessoas como meros consumidores passivos de informação. O professor fala e as pessoas ali sentadas ruminam as informações passadas na sala de aula, para que posteriormente façam a prova com todas aquelas informações que só foram decoradas. Mas e depois?! Depois a maioria esquece de tudo o que aprendeu. E pasme, universitários muitas vezes saem da faculdade com a plena incapacidade de interpretar, compreender e ler com maestria um texto, apesar de terem passado mais de uma década com as nádegas sentadas nas cadeiras da escola, nas mãos do sistema de ensino. Será que o sistema de ensino, detém mesmo a competência? E se ao invés de estudar as diversas matérias inúteis que você teve na escola, você tivesse estudasse ou tivesse estudado por exemplo, direito do consumidor e educação financeira?

Finalmente, a pergunta que fica é: E se ao contrário disso a escola, o sistema adotasse um formato diferente para as pessoas, sem quaisquer distinções? E como poderia ser? Até o próximo artigo!

Luciana Marques
Executiva de Marketing e escritora
Instagram: @lucianamc10_

Categorias
Colunas Luciana Marques | Empreendedorismo Notícias do Jornal

Quem roubou o seu sonho? (Parte 1)

Vivemos em tempos difíceis.  Os últimos meses foram uma demonstração constante de medo em noticiários ao redor do mundo. Globalização, pandemia, desempregos e a invenção ou reinvenção de empresas. Você escutou todo esse barulho mais do que deveria?

O desmoronamento agudo do emprego remunerado é uma pandemia a qual poucos estão imunes. O pensamento da era industrial precisa acabar, afinal, ela já passou! O seu trabalho e o governo, não irão cuidar de você. Já faz tempo que as regras mudaram. Robert Kiyosaki em seu livro, O negócio do século 21; discorre com maestria o mito do emprego, onde ele afirma que o mesmo está longe de ser historicamente normal, apontando-o como um conceito relativamente recente. Robert explica que na era agrária a maioria das pessoas eram empreendedoras, que em sua maioria eram fazendeiros que trabalhavam nas terras do rei, mas sem serem empregados dele. Robert conta que nessa época as pessoas não recebiam um salário do rei; na verdade era o contrário, o fazendeiro pagava ao rei um imposto para que tivesse o direito de usar a terra; ou seja, esses fazendeiros ganhavam a vida como empresários de pequenas empresas.

Robert Kiyosaki chama a atenção para o posterior surgimento do sistema industrial, que surgiu de uma demanda crescente por empregados. Em consequência, o governo abraçou a tarefa para a chamada educação de massa, adotando assim o sistema Prussiano que até os dias atuais modela os sistemas ocidentais no mundo. No entanto, você já parou para pensar de onde veio o modelo que apoia a aposentadoria aos 65 anos de idade? Otto von Bismarck, é o nome responsável por isso. Ele era presidente da Prússia, em 1889. O plano era um pouco mais cruel, visto que Oton gostaria mesmo que a aposentadoria fosse aos 70 anos de idade. Esse modelo não apresentava risco econômico ao governo de Bismark, pois na época a expectativa média de vida na Prússia era em torno dos 45 anos de idade. Atualmente, a quantidade de pessoas ultrapassando a idade de 80 anos aumentou, dessa forma a mesma promessa pode deflagrar em uma falência a qualquer governo federal nas gerações posteriores. Todavia, quando averiguamos a real filosofia por trás da educação na Prússia, é possível perceber que a finalidade era produzir empregados e soldados, que acatariam as ordens e fariam o que lhes fosse dito, haja visto que o sistema Prussiano foi criado para a produção em massa de empregados. Realmente, não acredito que ser empregado seja algo ruim. Mas não posso deixar de dizer que é uma forma extremamente limitada de gerar renda, segurança e liberdade para a vida das pessoas.

Em síntese, a questão se traduz em: Qual é o seu sonho? Qual é o seu talento, por menor que seja? Qual é a realidade que você sempre desejou criar para o próximo e para si mesmo? De qual situação você quer se livrar e quanto quer ganhar? A questão é você, não é a economia e tão pouco os outros. Recomeçar, mais do que nunca é possível.

Luciana Marques
Executiva de Marketing e escritora
Instagram: @lucianamc10_