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Maria Martins | Saúde do Trabalhador

Orientações aos trabalhadores sobre a Covid-19

Todos os dias, além da sua casa, você entra na casa de milhões de outros trabalhadores através do seu trabalho e das coisas que são resultado dele. Você é uma parte muito importante do processo produtivo econômico e da promoção e da manutenção da saúde de toda a sociedade brasileira. Por isso, vale manter atenção redobrada com você e com seus colegas para evitar o contágio por Covid-19 no seu local de trabalho!
Procure conhecer e respeitar todas as orientações e os protocolos específicos de cuidados para a prevenção (redução/eliminação) da transmissão da Covid-19 que são divulgados por sua empresa, pelo Ministério da Saúde e por outros órgãos públicos competentes. Compreenda que esses protocolos de cuidados podem ser modificados a cada etapa desta pandemia e a partir de novos conhecimentos pesquisados.
Certifique-se de que a organização está realizando os protocolos de limpeza e desinfecção freqüentemente de todo seu posto/estação de trabalho: máquinas, ferramentas, equipamentos, objetos utilizados para o trabalho e superfícies próximas, principalmente aquelas que são tocadas durante a atividade de trabalho. Neste momento, é muito importante garantir a efetividade dessas medidas!
Lave as mãos freqüentemente com água e sabão por, pelo menos, 20 segundos, seguindo a forma correta de higienização Se água e sabão não estiverem disponíveis, a organização deve disponibilizar, com fácil acesso, o uso de um desinfetante para as mãos com pelo menos 70% de álcool. Observe o distanciamento social mais seguro possível Evite aglomerações. Lembre-se de que gotículas expelidas pela boca podem chegar a 2 metros de distância ou mais, dependendo das condições das partículas suspensas ou de correntes de ar existentes.
Assim, mantenha o máximo de distância possível para reduzir o risco de contaminação. O grau de proteção aumenta quanto maior a distância. Procure estratégias para evitar aproximações físicas com outros colegas durante as atividades de trabalho e também nos intervalos de refeição e nas pausas para descanso. Lembre-se de que, quanto maior a distância física, mais seguro você está na prevenção da Covid-19. Evite aproximações menores que a distância de um metro. Mantenha-se vestido com máscara facial.

Procure conhecer e respeitar todas as orientações e os protocolos específicos de cuidados para a prevenção (redução/eliminação) da transmissão da Covid-19

Maria Martins, Assessora sindical e jornalista

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Maria Martins | Saúde do Trabalhador

Como prevenir as doenças ocupacionais

As doenças ocupacionais podem ser prevenidas com as seguintes ações:

− A cada hora de digitação, saia de sua cadeira e movimente-se. Se possível, faça exercícios de alongamento. Pausa durante a realização das tarefas permite um alívio dos músculos mais ativos.
− Beba água regularmente ao longo do dia. Uma boa opção é sempre ter uma garrafinha perto do seu local de trabalho.
− Tenha postura adequada: ombros relaxados, pulsos retos, costas apoiadas na cadeira.
− As cadeiras devem ter altura para que sejam sempre mantidas as plantas dos pés totalmente apoiadas no chão.
− Mantenha um ângulo reto entre suas costas e o assento de sua cadeira. A cadeira deve ter formato anatômico para o quadril e encosto ajustável.
− Utilize o apoio do pulso durante a digitação.
− O monitor deve estar a uma distância mínima de 50 cm e máxima de 70 cm do usuário. A regulagem da altura da tela deve situar-se entre 15 e 30 graus abaixo de sua linha reta de visão.
− Evite posicionar o computador perto de janelas e use luminárias com proteção adequada.
− Como regra geral, temperaturas confortáveis para ambientes informatizados são entre 20 e 22ºC, no verão, e entre 25 e 26ºC no inverno.
− Sempre que possível, humanize o ambiente (plantas, quadros e, dependendo do tipo de trabalho, som ambiente).
− Estimule a convivência social entre funcionários.
− Conforto é essencial para a prevenção.
− As operações de trabalho devem estar ao alcance das mãos.
− As máquinas devem se posicionar de forma que a pessoa não tenha que se curvar ou torcer o tronco para pegar ou utilizar ferramentas com freqüência.
− A mesa deve estar posicionada de acordo com a altura de cada pessoa e ter espaço para a movimentação das pernas.
− As cadeiras devem ter altura para que haja apoio dos pés, formato anatômico para o quadril e encosto ajustável.
− Pausas durante a realização das tarefas permitem um alívio para os músculos mais ativos. Durante estas pausas, se levante e caminhe um pouco. Se possível, faça exercícios de alongamento.
− Na digitação procure se movimentar a cada 60 minutos, fazendo exercícios de alongamento; as pausas durante a realização das tarefas permitem um alívio dos músculos mais ativos.
− Manter os ombros relaxados, os pulsos retos e as costas apoiadas na cadeira.
− A cadeira deve estar sempre com uma altura que mantenha as plantas dos pés totalmente apoiadas no chão; mantenha um ângulo reto entre as costas e o assento;
− O monitor deve estar a uma distância mínima de 50 cm e máxima de 70 cm e a regulagem da altura da tela deve ficar entre 15 e 30 graus abaixo da linha reta de visão do usuário.

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Maria Martins | Saúde do Trabalhador

Embargo e interdição do local de trabalho

O embargo e a interdição são medidas de proteção emergencial à segurança e à saúde do trabalhador, não se caracterizando como medidas punitivas.

Nas condições ou situações de trabalho em que não haja previsão normativa da situação objetivo, o auditor fiscal do Trabalho deverá incluir na fundamentação os critérios técnicos utilizados para determinação da situação objetivo (risco de referência).

A imposição de embargo ou interdição não elimina a lavratura de autos de infração por descumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho ou dos demais dispositivos da legislação trabalhista relacionados à situação analisada.

Durante a vigência de embargo ou interdição, podem ser desenvolvidas atividades necessárias à correção da situação de grave e iminente risco, desde que garantidas condições de segurança e saúde aos trabalhadores envolvidos.

Durante a paralisação do serviço, em decorrência da interdição ou do embargo, os trabalhadores receberão os salários como se estivessem em efetivo exercício.

Embargo e interdição são medidas de urgência, adotadas a partir da constatação de situação de trabalho que caracterize risco grave e iminente ao trabalhador.

Considera-se grave e iminente risco toda condição ou situação de trabalho que possa causar acidente ou doença relacionada ao trabalho com lesão grave à integridade física do trabalhador.

A interdição implica a paralisação total ou parcial do estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento.

 

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Maria Martins | Saúde do Trabalhador

Inspeção prévia e declaração de instalação

Seria muito bom se uma inspeção prévia ou a simples declaração de inspeção fossem capazes de garantir a ausência de riscos de acidentes e/ou doenças do trabalho nos estabelecimentos. Mas, voltando à realidade, a aplicação de todas as técnicas e de toda a legislação previdenciária pode contribuir para minimizar os riscos de acidentes e de doenças do trabalho, mas a busca das condições de acidente zero é um trabalho permanente, que não pode ser negligenciado um instante sequer.

Acidente é, por definição, um evento imprevisto, casual. O máximo que se consegue é diminuir a probabilidade de ocorrência de acidentes, mas não se pode pretender revogar as leis da probabilidade por decreto ou portaria. A declaração de inspeção é um instrumento de desburocratização. Pede-se às empresas que declarem que vão cumprir a legislação e acredita-se que falem a verdade. A Instrução Normativa SSMT nº 1, de 17 de maio de 1983, reconhece que a inspeção prévia para expedição do certificado de aprovação de instalações constitui-se em um ato de realização cada vez mais difícil, devido à multiplicação de estabelecimentos e à expansão geográfica dos diferentes setores de atividades.

Se, por acaso, as declarações de instalações não corresponderem à verdade, esse fato será verificado nas inspeções de rotina do MTE, sendo lavrados os autos de infração correspondentes a cada irregularidade constatada. Como as declarações de instalações não são arquivadas sob número de processo, fica muito difícil, ao inspecionar um estabelecimento, verificar se a empresa omitiu ou falseou alguma informação sobre riscos no meio ambiente de trabalho quando apresentou as declarações de instalações. É claro que, se isso fosse comprovado, a empresa poderia responder, no mínimo, por falsidade ideológica. Ou seja, é improvável que, além da imposição de multas administrativas para cada infração verificada, a empresa seja penalizada por apresentar declarações de instalações que não correspondam à realidade.

Já as empresas que simplesmente não apresentam as declarações de instalações podem ser autuadas, mas a capitulação da infração não seria baseada na NR 2. O artigo 160 da CLT afirma que nenhum estabelecimento pode iniciar suas atividades sem prévia inspeção e aprovação de suas instalações. Mas não está previsto, em nenhum texto legal, a penalidade a ser aplicada pelo não cumprimento desse artigo da CLT. A lavratura de autos de infração, e consequente imposição de multas administrativas, são regulamentadas pela NR 28, onde se encontram as ementas e a gradação das multas a serem aplicadas, nos quadros anexos àquela NR, verificando-se que não existe ementa para nenhum item da NR 2.

Maria Martins, jornalista
maria.martins@diariodorio.com.br
Ass. Sindical e Jornalista – MTb 38592RJ

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Maria Martins | Saúde do Trabalhador

Riscos para a saúde do profissional de Enfermagem no ambiente hospitalar

A Enfermagem é uma das profissões cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou na comunidade, desenvolvendo atividades de promoção, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação da saúde, atuando em equipes.

A enfermagem em seu dia a dia esta exposta a vários riscos. Um deles é o risco físico que está exposto a procedimentos incorretos, a fontes de ruído, alarmes de monitores, manuseamento de materiais, alterações térmicas e outros. Em seguida o risco biológico que é o perigo de infecção e contaminação no manuseamento de sangue e derivados. Há também o risco psicológico que esta ligada ao desgaste do organismo em consequência direta ou indireta da atividade desenvolvida.

Os fatores que mais contribuem para a ocorrência do acidente de trabalho são: espaço de trabalho com estrutura física inadequada; falta de proteção em máquinas perigosas; ferramentas defeituosas; possibilidade de incêndio e explosão; esforço físico intenso, levantamento manual de peso, posturas e posições inadequadas; pressão do empregador por produtividade; ritmo acelerado na realização das tarefas; repetitividade de movimento; extensa jornada de trabalho com frequentes realizações de hora extra e pausa inexistente, e presença de substâncias tóxicas.

É necessário conhecer os fatores que influenciam na saúde dos profissionais de Enfermagem no ambiente hospitalar a fim de que não só evite futuros adoecimentos, como também proporcione um melhor atendimento ao paciente.

Maria Martins
maria.martins@diariodorio.com.br
Ass. Sindical e Jornalista – MTb 38592RJ

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Maria Martins | Saúde do Trabalhador

Doenças que podem se originar no canteiro de obras

Trabalhadores enfermos significam prejuízos, atrasos e outras dores de cabeças para o empregador. E o canteiro de obras é um terreno fértil para a proliferação de doenças. A fórmula é simples: pegue muitas pessoas juntas trabalhando, adicione poeira, substâncias tóxicas, vírus e bactérias e… pronto: as doenças vão fazer a festa no canteiro de obras!

Estudos mostram que 40% dos cânceres originados no ambiente de trabalho correspondem ao ramo da construção civil. Por lá, o índice de vítimas fatais é maior até que o causado por acidentes. O tipo mais comum de câncer no canteiro de obras é o pulmonar, causado pela exposição à sílica e o amianto – que é, de longe, o mais perigoso. O tempo para surgimento da doença pode variar de dez a cinquenta anos.

Construção de túneis, lixamento de superfícies, cantaria e desbaste são algumas das atividades que podem causar doenças respiratórias no canteiro de obras. Entre elas, asma, silicose (causada pela aspiração de pó de sílica) e doenças que obstruem o pulmão e dificultam a respiração. Algumas delas podem ser graves e levar a problemas crônicos, que reduzem a expectativa de vida do trabalhador.

A proliferação do mosquito Aedes Aegypti no canteiro de obras é um dos culpados pelos níveis alarmantes de casos da doença. A razão: água parada em lonas plásticas, calhas, carriolas, baldes e outros recipientes comuns na construção. Já o contato com a água e terrenos alagados expõe o trabalhador ao contágio por leptospirose, uma doença infecciosa causada por bactéria.

Sarampo, catapora, rubéola são doenças infecciosas transmitidas por respiração, tosse ou ambiente infectado. Podem permanecer no ar por até 15 dias antes de surgirem os primeiros sintomas. Ainda que dificilmente causem males mais graves, a proliferação de qualquer uma das três pode tirar muitos trabalhadores do serviço por vários dias.

A sarna é transmissível e pode se espalhar pelo canteiro de obras quando uniformes, botas, luvas e capacetes são compartilhados. Se não tratada em até dez dias, a doença pode se espalhar pelo corpo todo, causando coceira e lesões. Já a dermatite – inflamação da pele – é um risco para quem manuseia o cimento sem usar luvas ou lidar diretamente com substâncias químicas. Já olhos vermelhos e irritados são os sintomas mais básicos da conjuntivite. A transmissão é pelo ar ou pelo uso compartilhado de objetos e, por ser altamente contagiosa, a conjuntivite exige que o funcionário infectado permaneça até cinco dias longe do trabalho.

Foto: Pixabay

Maria Martins – Ass.Sindical e jornalista

maria.martins@diariodorio.com.br

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Maria Martins | Saúde do Trabalhador

Os riscos à saúde do motorista profissional, trocador e mecânico

Para falar da saúde do motorista profissional precisamos mostrar o que é a atividade a que ele está submetido e como o seu organismo e o trabalho podem repercutir na saúde causando sinais, sintomas e doenças.

Na atividade de motorista, o homem é submetido a múltiplos riscos capazes de gerar doenças. O ruído produzido pela máquina supera muitas vezes os 85 decibéis estipulados na legislação. Nada se faz para dar proteção ao trabalhador, em consequência surge o zumbido, a perda auditiva, a surdez. São doenças de aparecimento silencioso, progressivo e incapacitante.

Interessante que, após uma determinada perda auditiva que será medida por meio da audiometria, que por sinal não é obrigatória no exame de habilitação e renovação da CNH, o indivíduo será incapacitado para a função.

Pesquisas feitas na cidade do Rio de Janeiro em linhas de ônibus urbanos mostraram que a vibração é capaz de produzir variados sintomas, como perda do equilíbrio, lentidão de reflexos, taquicardia, vasoconstricção, alterações na liberação de enzimas e hormônios, dor localizada e difusa, cefaléia (dor de cabeça), mal estar, tonturas, alterações da frequência e amplitude respiratória, falta de concentração, distúrbio visual e gastrintestinal, cinetose, degeneração de tecido neuromuscular e articular, desmineralização óssea e alterações cardiocirculatórias.

Nosso país, continental como é, com variações climáticas bruscas além de veículos com motores internos ou dianteiros, propiciam temperaturas elevadas e pouco toleradas pelo organismo. Consequentemente, isso tudo compromete o estado geral do trabalhador.

Exposição aos gases, vapores e poeiras, em uma atmosfera imprópria para o trabalho sem uso de equipamentos de segurança, vão certamente concorrer para o surgimento de queixas. Citamos isso porque os produtos decorrentes da combustão dos derivados de petróleo são capazes de produzir doenças das vias respiratórias, circulatórias, da pele e dos olhos, chegando à insuficiência respiratória.