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Intenção X Intensão

Há palavras que realmente nos confundem! E neste ano vou focar nestas palavras chamadas de homônimas homófonas ou parônimas. Vamos lá!

 INTENÇÃO X INTENSÃO

Qual será o uso correto?

Eu tenho intenção de viajar para São Paulo no final de semana.

Eu tenho intensão de viajar para São Paulo no final de semana.

DIRETO AO PONTO

Correto: Eu tenho intenção de viajar para São Paulo no final de semana.

As duas formas existem! Mas, apesar de serem pronunciadas da mesma forma, possuem  escrita e significado diferentes.

INTENÇÃO significa propósito, intento, plano ou desejo, indicando aquilo que se quer fazer ou alcançar.

Ela teve a intenção de ligar para o cabeleireiro mas desistiu.

 INTENSÃO, com s, indica um aumento de tensão, de força ou de energia. É uma palavra correta, apenas pouco utilizada. É também utilizada em áreas do saber mais específicas, como a fonética e a lógica.

O médico verificou uma intensão na dor do paciente.

OBS: inspirado em fato real.

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Destaque Marynês Meirelles | Direto ao Ponto

HOUVE X HOUVERAM

Por Marynês Meirelles

Cláudio é estudante de Direito e por isso, no seu prédio, muitas pessoas o procuram para tirar dúvidas. Margarida, a empregada da sua vizinha, não quer mais trabalhar com a senhora Júlia. Não está satisfeita com o trabalho mas não quer pedir demissão. Quer que a patroa a demita. Por conta disso, procurou orientação com Cláudio sobre como deveria agir.

Margarida disse:

– Houveram muitas situações constrangedoras! Dona Júlia fala alto comigo na frente de todo mundo! Não quero ficar mais!! Quero que ela me mande embora!!

– Houveram, não.

– Eu estou dizendo que houveram. Você está duvidando de mim?

– Não!! Sim, eu acredito. Estou apenas dizendo que não está correto dizer  houveram. O correto é dizer houve.

– Ah, houve ou houveram, dá no mesmo! O que faço?

– Converse com ela!! – disse Cláudio. Diga o que você não gosta. Vocês vão chegar a um acordo, tenho certeza!!

 

DIRETO AO PONTO

 

Errado: Houveram situações constrangedoras..

Correto: Houve situações constrangedoras.

 

Devemos usar sempre HOUVE, nunca HOUVERAM. O verbo haver é impessoal, ou seja, não possui sujeito e, por isso, não deve ser flexionado para o plural. Isso acontece quando ele é usado nos sentidos de existiracontecer ou de tempo decorrido. Significa, então, que a flexão do verbo HAVER no pretérito perfeito plural (houveram”) não existe na nossa língua.

 

Marynês Meirelles é pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós graduada  em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). È sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua portuguesa.

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Marynês Meirelles | Direto ao Ponto

Subsídio

Os governantes falam muito sobre inflação e sobre subsídios para governarem melhor o seu Estado. Na última entrevista, o deputado disse:

– Nosso Estado está aguardando os subsídios (sí com som de z) para iniciar a obra.

O jornalista que estava mais próximo, perguntou:

– O senhor está aguardando subssssssídio, não é?

O deputado respondeu:

– Sim! O senhor está com problemas na língua ou na audição? Sabe o que são subsídios? (sí com som de z)

– Não, subzídios, não sei. Eu sei subsídios.

– O senhor entendeu. Está querendo me confundir! Estou falando de  auxílio, auxílio…

 

DIRETO AO PONTO

 

Errado: .O governo oferecerá subsídios (sí com som de /z/) às famílias necessitadas.

Correto: O governo oferecerá subsídios (sí com som de /s/) às famílias necessitadas.

 

O substantivo masculino subsídio se refere a um auxílio ou um benefício, sendo este, normalmente, uma quantia atribuída a alguém para uma finalidade própria. Pode significar também um dado ou uma informação.

 

A forma correta de pronunciar a palavra subsídio é com o som /s/. A consoante s só assume o som /z/ quando em posição intervocálica (entre vogais), como, por exemplo, a palavra casa.

Na palavra subsídio, a consoante s está entre uma consoante (b) e uma vogal (i), portanto, permanece o som /s/.

 

Outros exemplos: Subsolo, subsequente, subsecretário.

Marynês Meirelles é pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós graduada  em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). È sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua portuguesa.

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Direto ao Ponto: Descoberto ou Descobrido?

Domingo! Lauro está em casa assistindo a uma série na TV. A tarde está fria e ele está enrolado nas cobertas.

Marcela chega da rua cheia de compras e pede ajuda.

– Lauro, me ajude!! Está um gelo aqui fora. Estou carregada!!

Lauro grita do sofá:

– Justo agora que estou coberto da cabeça aos pés!! Não saio daqui nem por um decreto!! Já tinha me descobrido antes e não aguentei de frio!! Ah,  Também encontrei o seu casaco no armário!

– Ah, é assim? Vou descobrir você é agora!!!

Marcela coloca as compras na mesa e parte para cima de Lauro!! Começa a brincadeira!! Puxa cobertor, puxa gorro, puxa casaco!

Lauro diz:

– Calma, Marcela! Olha o seu casaco! Você não tinha descobrido no seu armário! Eu achei!

– Como é? Descobrido o casaco? Não! Descoberto!!!! Ai,ai!

Direto do ponto

Errado: Eu tinha decobrido o casaco no armário.

Correto: Eu tinha descoberto o casaco no armário.

Há muita dúvida sobre estes dois verbos: descobrir e cobrir.

O verbo cobrir tem dois particípios passados: cobrido e coberto.

Ele tinha cobrido totalmente os pés.

O verbo descobrir, atualmente, tem apenas a forma descoberto. A forma “descobrido” caiu em desuso.

O Brasil foi descoberto em 1500.

Marynês Meirelles
Pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós graduada  em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). È sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua portuguesa.

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Direto ao Ponto: Opto ou opíto?

Na turma do curso de Pós-graduação, Pablo havia terminado de apresentar o seu trabalho. Teresa perguntou ao professor Leandro:

– Eu posso entregar o trabalho para você ou prefere que eu apresente para a turma?

– Você pode escolher, disse o professor.

– Ah, então eu opíto por apresentar para a turma. Posso começar?

– Teresa, querida aluna, você opta!!!!! Com a sílaba forte no primeiro Ó!! Por favor, repita.

– Eu o quê?  Eu disse que prefiro apresentar!

– Eu entendi. Você pode apresentar. Eu opto por assistir à sua apresentação. Pode começar!

OBS: inspirado em fato real.

DIRETO AO PONTO

Errado: Eu opíto por apresentar o trabalho.

Correto: Eu opto por apresentar o trabalho.

O verbo optar na primeira pessoa do presente do indicativo tem uma tonicidade na primeira vogal “o”, como se disséssemos “ópto”. Não há “i” em nenhuma flexão do verbo optar: eu opto, ele opta, eu optarei, que eu opte, quando eu optar.

Ah, só mais uma observação: O gerúndio é “optando”, o particípio “optado” e o infinitivo “optar”.

Marynês Meirelles
Pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós graduada  em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). È sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua portuguesa.

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Direto ao Ponto: Por que ou Porque?

Carmem e Jairo estão participando de uma curso de Desenvolvimento Pessoal. Cada um precisa criar a sua apresentação. Jairo preparou a sua e mostrou para Carmem. O assunto era muito interessante:

“Porque repetimos tanto os nossos comportamentos?”

Carmem sinalizou:

– Jairo, super importante este tema! Mas esta frase não é uma pergunta. Esta é uma afirmação.

– Não, Carmem. Eu estou perguntando mesmo.

– Então, vamos rever, disse Carmem. Você usou o porque junto e, neste caso, é separado. Pode mudar todo o sentido da sua frase. Vamos corrigir?

DIRETO AO PONTO

Errado: Porque você chegou atrasado?

Correto: Por que você chegou atrasado?

  • Por que escrito separado é usado em frases interrogativas e também  na união de “por” com um pronome relativo.

Pode ser substituído por “pelo qual”, “pelos quais” etc.

  • Porque este “porque” é uma conjunção explicativa ou causal.

Pode ser substituído por “pois”, “uma vez que”.

Marynês Meirelles
Pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós graduada  em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). È sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua portuguesa.

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Direto ao Ponto: Engajados ou Enganjados?

A ações voluntárias de empresários do Rio de Janeiro têm sido de grande valia para todos os cidadãos que estão em situação extremamente difícil por conta da pandemia.

Clara Pires, empresária da área de restaurantes, conversava com Luís Felipe, empresário da área de tecidos. Clara fazia um apelo para que Luís Felipe tivesse a mesma iniciativa.

A conversa caminhava bem entre os dois. Clara parecia ter convencido o colega a aderir à campanha. Luís Felipe disse:

–  Muito bem. Como devo fazer para me enganjar no seu trabalho?

Clara respondeu:

– Para você se enganjar, não sei. Mas, para se engajar é muito fácil. Basta participar da nossa iniciativa comparecendo e ajudando com a nossa entrega de alimentos e roupas. Espero vc!

OBS: Baseado em fatos reais.

Direto ao Ponto

Errado: Vou me ENGANJAR neste projeto!

Correto: Vou me ENGAJAR neste projeto!

O verbo engajar se refere ao ato de contratar ou recrutar para algum serviço. Significa ainda o ato de se dedicar afincadamente, sendo sinônimo de se dedicar, se empenhar, se esforçar ou lutar por algo.

Palavras da mesma família: engajar, engajamento, engajado, engajador.

Marynês Meirelles
Pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós-graduada em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de Saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). É sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua Portuguesa.

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Direto ao ponto: Afim ou A fim?

Helena, administradora de um condomínio residencial, resolveu convidar profissionais para participarem de “lives” relacionadas aos cuidados coletivos que são necessários para o melhor convívio entre os moradores. Enviou um recado a todos que dizia:

“Estamos convidando profissionais da área da saúde para um bate papo sobre boas condutas, visando o bem-estar coletivo.  Caso haja em sua residência um profissional de área afim à saúde, favor entrar em contato com a administração”.

João Carlos, ao receber o convite, chamou logo sua esposa e disse:

-Não entendi! Como assim? A fim de quê? De quem?

Carminha, calmamente, explicou:

-Você realmente não entendeu. Profissionais de áreas afins são profissionais que trabalham, neste caso, em qualquer profissão que tenha ligação com a área da saúde, como médicos, infectologistas, psicólogos etc. Áreas afins!!!

Direto ao ponto: 

Errado: O psicólogo é de uma área “a fim” à área da educação.

Certo: O psicólogo é de uma área “afim” à área da educação.

O adjetivo AFIM expressa a ideia de afinidade, de aproximação, de convergência entre duas ideias, fatos, pensamentos ou situações. Usa-se quando, dois ou mais elementos possuem, entre si, relação de afinidade, semelhança. Plural: afins

Exemplo:

Sílvia e Beto possuem um gosto musical afim.

“A FIM DE” é uma locução prepositiva  e expressa a ideia de finalidade, ou seja, indica o objetivo pelo qual se exerce uma determinada ação.

Exemplo:

Hoje não estou a fim de sair.

Marynês Meirelles
Pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós-graduada em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). É sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua Portuguesa.

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Direto ao Ponto: Para mim X Para eu

Ivan é um empresário de sucesso! Sua empresa de produtos de beleza vai de “vento em popa”. Lida com muitas pessoas de diferentes segmentos.

Na última reunião com os seus colaboradores, Ivan escutou a seguinte reinvindicação:

– Precisamos contratar mais ajudantes de estoque pois acumulo muitas funções e fica tudo para mim fazer.

Ivan retrucou:

– Jonas, posso contratar outros colaboradores desde que você nunca mais fale para mim fazer. Assim está errado. O correto é para eu fazer!!

– Mas não é para o senhor fazer, não. É para mim…

Ivan tentou se controlar, mas não conseguiu! Caiu na gargalhada!!!

Direto ao ponto

Errado: Fica tudo para mim fazer…
Correto: Fica tudo para eu fazer…

Antes de um verbo que esteja no infinitivo, que é a forma nominal do verbo, terminada em r (fazer, amar, abrir, bater etc), devemos utilizar o pronome pessoal reto EU, assumindo a função de sujeito. Quando não houver verbo no infinitivo, empregamos o pronome pessoal oblíquo MIM.

 

Marynês Meirelles
Pedagoga e professora de Língua Portuguesa. Pós-graduada  em Educação Infantil  e com MBA em Responsabilidade Social (UFF) e Gestão Ambiental (UGF). Mestra na área de saúde e Meio Ambiente (UNIPLI). È sócia proprietária da Essencial Creche Escola na Barra da Tijuca. Trabalha como produtora cultural do programa Sábado é Show na Rádio Bandeirantes onde tem o quadro “Toque Show”, dando dicas da Língua portuguesa.

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Direto ao ponto: “Entre eu” ou “Entre mim”?

Um diretor de uma determinada empresa fez um pronunciamento recentemente. Reunidos no pátio, todos estavam atentos às suas palavras.

Em determinado momento, o diretor diz:

– Os colaboradores precisam acreditar nas minhas atitudes até porque entre eu e vocês, não há segredos.

Na mesma hora, a sua secretária engoliu em seco. Escreveu em um cartaz e levantou:

“Entre eu, não, entre mim…”

Mas não adiantou. O diretor voltou a dizer:

– Entre eu e vocês é preciso haver confiança!

A secretária, que havia auxiliado no discurso, olhou para a sua colega, suspirou e disse bem baixinho:

– Eu corrigi esta parte!! Mas acho que ele nem olhou…

Direto ao ponto:

Errado: Entre eu e você é preciso haver confiança!

Correto: Entre mim e você é preciso haver confiança!

O correto é “Entre mim e você”, pois após a preposição usa-se pronome pessoal do caso oblíquo… Da mesma forma será com as demais preposições: para mim e você, para mim e ti, sobre mim e ele, entre mim e ela, contra mim, por mim etc.

Marynês Meirelles
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