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Catadores e a sua importância

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, ao estimular a reciclagem dos materiais, incluiu entre os instrumentos da Política Nacional das coletas seletivas o incentivo à criação de cooperativas de catadores de materiais recicláveis .

A atividade realizada por estes trabalhadores, aproximadamente 800 mil profissionais informais no país, consiste em catar, separar, transportar, acondicionar e, às vezes, beneficiar os resíduos sólidos com valor de mercado para reutilização ou reciclagem. Os catadores realizam um serviço de utilidade pública importante no contexto atual das coleta de materiais para reciclagem que, caso fossem descartados, iriam para os aterros sanitários e lixões. Através desta atividade, transformam o “lixo” em mercadoria outra vez. O montante coletado por eles chega a quase 90% de todo o resíduo reciclados no Brasil, segundo o IPEA.

A transformação desses materiais e a sua reinserção no ciclo produtivo gera benefício positivos para a natureza e para a sociedade, promovendo a economia de recursos naturais.

Apesar de serem responsáveis pela transformação do “lixo” em mercadoria de interesse de grandes indústrias, o que os coloca como verdadeiros agentes ambientais ao efetuarem um trabalho essencial no controle da limpeza urbana, a verdade é que estes trabalhadores ocupam uma posição marginal na sociedade.

Vários são os riscos a que estão sujeitos, por exemplo: exposição ao calor, a umidade,  a chuva, o risco de quedas, atropelamentos, contato com animais, o cheiro dos gases exalando dos resíduos sólidos acumulados, a sobrecarga de trabalho e levantamento de peso e  as contaminações por materiais biológicos ou químicos. Faltam equipamentos de proteção e disponibilidade de locais adequados para o trabalho.

Para que possamos ter sucesso na gestão compartilhada dos resíduos sólidos, conforme preconiza a Política Nacional, é preciso que o poder Público Municipal insira de maneira efetiva estes agentes no programa de coleta seletiva.

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Declaração de Estocolmo e o marco do movimento ambiental

Quando exatamente o movimento ambiental começou, não sabemos precisar. Há quem diga que começou com a industrialização. O Pós-Revolução industrial viu surgir entre os artistas no século XIX uma pregação ao retorno da vida simples comandada pelos valores
implícitos na natureza.

Já para outra corrente, os acontecimentos dos anos 60 acabaram desencadeando o movimento ambientalista. São 3 argumentos: O primeiro, com o fim da Segunda Guerra Mundial nasce um temor de poluição radioativa; o segundo argumento é o lançamento do livro “A Primavera Silenciosa” da escritora e cientista americana Rachael Carson onde faz críticas ao uso agrícola de pesticidas químicos, afirmando a necessidade de respeitarmos o ecossistema para proteger a saúde humana e o meio ambiente.

E por fim, em 1969, o terceiro acontecimento, a primeira foto da Terra vista do espaço mostrando este “grande mar azul” em uma imensa galáxia teria despertado a atenção de muitos para o fato de que vivemos em uma única Terra – um ecossistema frágil e interdependente. E a assim, responsabilidade de proteger a saúde e o bem-estar desse ecossistema teria começado surgir na consciência coletiva do mundo.

Assim, em 1972, a ONU convocou a Conferência das Nações Unidas
sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo (Suécia) para discutir o uso saudável e sustentável do planeta e de seus recursos. Surge ali o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que coordena os trabalhos da família ONU em nome do meio ambiente global.

“Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar nossas
ações em todo o mundo, com maior atenção para as consequências ambientais. Através da ignorância ou da indiferença podemos causar danos maciços e irreversíveis ao meio ambiente, do qual nossa vida e bem-estar dependem. Defender e melhorar o meio ambiente para as  atuais e futuras gerações se tornou uma meta fundamental para a humanidade.”

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Ingestão de microplásticos

Que os microplásticos são onipresentes em todos os ecossistemas, isto já sabemos.

Todavia, pesquisa publicada recentemente na Nature, descobriu que os microplásticos estão sendo gerados em nossas residência através de tarefas simples em nossas vidas diárias como quando abrimos uma sacola plástica para comer chocolate, cortamos ou rasgamos fita
adesiva para abrir uma embalagem, torcemos ou abrimos uma garrafa para beber água, cerveja e muito mais. Em todas estas ações, uma tensão é criada levando à quebra do plástico em microplásticos.

Embora o risco do plástico para os seres humanos ainda seja objeto de estudo, pesquisas preliminares apontam a entrada em nosso organismo através da ingestão via cadeia alimentar. Já foi comprovado a existência em frutos do mar, mel, açúcar, sal marinho, água da torneira e até cerveja. Ou então pela inalação do ar. Não podemos esquecer dos produtos diários gerados pela indústria como cosméticos ou pastas de dentes, por exemplo.

Em um estudo, microplásticos foram detectados nas fezes humanas.

Em um outro estudo realizado nos EUA sobre o Consumo Humano de microplásticos, considerando a ingestão calórica de 15% dos americanos, mais a inalação dos microplásticos, cientistas estimaram uma exposição anual entre 74.000 e 121.000 microplásticos por pessoa.

Com os microplásticos gerados por nós mesmos em nossa vida diária como fontes extras, devemos assumir nossa própria responsabilidade quando nos preocupamos com a contaminação por microplásticos.

Infelizmente, apesar de seus riscos potenciais, a demanda e o descarte de plásticos continuam a aumentar em todo o mundo, superando todos os outros materiais fabricados e continuando a colocar em risco a saúde humana e ambiental.

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Geleiras Thwaites

Provavelmente a maioria dos leitores jamais ouviu falar da famosa “Geleira Thwaites” e do risco do seu degelo para os oceanos em razão do aquecimento global.

Thwaiters está localizada na Antártica Ocidental , com 192 mil quilômetros quadrados, tem o tamanho da Flórida ou então da Ilha da Grã-Bretanha para efeitos de comparação.

Thwaiters é uma das geleiras mais instáveis da Antártica, estando em rápida mutação o que levou em em 2018 à criação de uma colaboração internacional com mais de 60 pesquisadores para monitorar a sua transformação.

Nos últimos 30 anos dobrou a quantidade de gelo se desprendendo da geleira. A equipe de pesquisadores através de um robô submarino conseguiu levantar dados com informações sobre as condições do oceano e a corrente marítima. Os dados coletados sugerem que abaixo da geleira está passando uma corrente quente e profunda se misturando com outras correntes quentes causando o seu derretimento. O derretimento libera o gelo do leito rochoso logo abaixo.

Por conta do derretimento acelerado da geleira detectado através de imagens de satélites, existe um temor na comunidade científica de fratura desta enorme plataforma nos próximos 5 anos. E se esta parte estável da Geleira de Thwaites realmente se fragmentar, será liberado centenas de icebrgs em direção ao oceano contribuindo com a elevação do nível do mar.

Até hoje a geleira Thwaites já perdeu 50 bilhões de toneladas de gelo por ano, causando 4% do aumento do nível do mar.

Segundo Erin Pettit, uma glaciologista da Oregon State University em Corvallis, “Se a plataforma de gelo oriental de Thwaites entrar em colapso, o gelo nesta região poderá fluir até três vezes mais rápido para o mar, diz. E se a geleira desabasse completamente, aumentaria o nível do mar em 65 centímetros.”

Compreender a geleira de Thwaites é entender o presente e o futuro.

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Crescimento populacional mundial e a sustentabilidade

Abordar desenvolvimento sustentável passa obrigatoriamente por discutirmos crescimento populacional mundial. Quanto mais gente no planeta, mais pressão sobre a produção de alimentos, mais uso de recursos naturais e mais emissão de dióxido de carbono, que contribui para o aquecimento global.

No primeiro estágio do desenvolvimento da civilização, a taxa de crescimento no planeta era apenas de 0,04% ao ano, existia uma taxa de mortalidade infantil muito alta que neutralizava a taxa de fertilidade global.

Com o passar dos séculos e a melhora na saúde combinado com a diminuição da mortalidade infantil, o cenário começa a mudar, A partir do século 19 o mundo passa a testemunhar um aumento populacional mais acentuado.

A população mundial que em 1800 era de 1 bilhão de pessoas saltou para 7,7 bilhões de pessoas nos dias atuais, aumentando em muito a pressão sobre o meio ambiente e os seus recursos naturais. Fornecer espaço, alimentos e recursos para uma população global sustentável torna-se um desafio para as gerações atuais e, principalmente, para as futuras gerações. Ainda enfrentamos taxas de nascimento alta, 140 milhões de pessoas nascem por ano contra 58 milhões de pessoas que morrem ou seja, por ano são adicionados no planeta 82 milhões de novos moradores.

Segundo o  “Our World in data”, explosões demográficas são temporárias e o mundo atual já estaria começando a passar por uma transição demográfica. A taxa atual de fertilidade mundial reduziu pela metade, levando ao fim de um crescimento global rápido.

Alcançamos o nosso pico de crescimento populacional em 1968 com uma taxa anual de 2.1%. Deste então começou a desaceleração com a taxa de 1%por ano, reduzindo a pressão sobre o meio ambiente.

Se as projeções estiveram corretas, estamos caminhando para um novo equilíbrio demográfico, estamos perto do fim da explosão demográfica dos últimos séculos.

Será que existe razão ainda para sermos otimistas?

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Antibióticos e aquecimento global

Estudo recentemente publicado na Science Direct, liderado por Jane Lucas, ecologista comunitária do Instituto Cary de Estudos de Ecossistemas, analisou os efeitos causados ao micróbios do solo quando  aumentado a temperatura no solo e o uso de um antibiótico comum na criação de gado chamado “Monensin”.

A pesquisa é importante uma vez que os solos além de conterem nutrientes para a agricultura, são responsáveis por absorver grande parte da emissão de dióxido de carbono lançada no planeta.

Os pesquisadores descobriram que a combinação do aumento do calor junto com o antibiótico causaram uma mudança na estrutura microbiana do solo a ponto de interferir na sua eficiência de recicladora de nutrientes.

À medida que os solos encontram vários estressores, a eficiência, estabilidade e resiliência do ecossistema podem ser diminuídas. E mais, a passa a se ter grande risco na diminuição da capacidade do solo em absorver o gás carbono., um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

Acontece que este antibiótico não é muito bem metabolizado pelo gado e  ainda estão ativos quando entram em contato com o meio ambiente através dos dejetos

Os pesquisadores passaram a monitorar a “respiração” do solo, a acidez, a composição, os micróbios e suas reações, o ciclo do carbono e do nitrogênio.

A pesquisa verificou que o aumento da temperatura somado aos antibióticos lançados na natureza, aumentaram a respiração dos micróbios o que diminuiu a sua eficiência para processar o carbono. Menos eficiente, significa que menos carbono é absorvido ou seja, mais dióxido de carbono fica na atmosfera.

Portanto, o estudo concluiu que a redução da eficiência da comunidade microbiana pode fazer com que os solos armazenem menos carbono a longo prazo agravando ainda mais o aquecimento global.

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Mudança Climática e Doença Renal

A mudança climática está aumentando os riscos de lesões, doenças e mortes em todo o mundo. No entanto, a associação entre temperatura ambiente e doenças renais não foi totalmente caracterizada.

Entre 2000 e 2015, pesquisadores analisaram prontuários de 1816 cidades no Brasil e cruzaram informações entre temperaturas e doenças renais. O estudo, o primeiro deste tipo no Brasil e um dos mais importantes do mundo foi publicado recentemente na revista digital especializada  The Lancet.

Verificou-se na pesquisa que para cada aumento de 1º c na temperatura diária, o as chances de internação por doenças renais aumentou em 0,9% no país. As pessoas com maiores riscos de desenvolverem doença renal são mulheres, crianças de 0 a 4 anos, que são as mais vulneráveis  e idosos  maiores de 80 anos. O estudo concluiu que 8% das internações renais então associadas ao aumento da temperatura.

Segundo os pesquisadores, o suor provocado pelo calor e a desidratação seriam as principais causas no desenvolvimento de doenças renais ligadas à temperatura.

O aquecimento global afeta a saúde humana de forma profunda e estima-se que 125 milhões de pessoas vulneráveis ​​ foram ameaçadas pela exposição ao calor entre 2000 e 2016.

Em 2014 a Organização Mundial de Saúde publicou um relatório apontando que até 2050, algo em torno de 256 mil mortes estarão ligadas diretamente ao aquecimento global.

Mais do que nunca precisamos pensar em estratégias e políticas públicas para prevenirmos internações relacionadas ao calor e principalmente, decorrentes de mudança climática.

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Cisne verde e crise climática

Nassim Nicholas Taleb, estatístico libanês-americano, investidor e professor da Universidade de Nova Iorque, é o autor do livro “A lógica do Cisne Negro”, que aborda eventos extremos atípicos e inesperados de grande impacto na economia e, que, depois de ocorrido a sociedade tenta torna-lo mais previsível do que realmente era. Segundo o autor, “uma pessoa deve ter a consciência e aceitar que estes eventos, uma hora ou outra, acontecerão”.

Mas afinal, o que a “Teoria do Cisne Preto” tem a ver com o meio ambiente? Em 2020 por conta dos acontecimentos climáticos, o Banco Internacional de Investimento publicou um estudo intitulado “ Cisne Verde” em referência à Teoria do Cisne Negro.

Neste estudo, quatro economistas, sendo um brasileiro, relacionaram pela primeira vez questões climáticas como geradoras de uma crise financeira mundial, sendo um desafio futuro para a economia global. Existe risco de estabilidade financeira já  que os mercados estão conectados com os eventos climáticos. A ideia é justamente tentar se antecipar a estes cenários.

Problemas ambientais causadas por mudança climática já é uma realidade e vem causando enormes prejuízos às seguradoras, por exemplo, que estão tendo que pagar milhares de dólares em indenizações. Bancos que financiam a produção agrícola estão tendo dificuldades de receber já que as safras estão sendo perdias por conta de eventos climáticos. Sem  produção, o produtor não vende e, consequentemente, não o empréstimo. O risco de “quebradeira” dos bancos é grande.

Os desdobramentos causados por impactos climáticos estão relacionados ao efeito cascata da economia e aos seus riscos. A ideia do “Cisne Verde” é aprender com os acontecimentos e nos preparamos de maneira a diminuir o impacto climático no sistema macroeconômico.

O Cisne Verde representa assim, uma transformação no mercado que precisa repensar o seu modelo de negócio, já que as suas ações também contribuem para a mudança climática.

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Brasil e os gases de efeito estufa

Desde 2010, ano em que o Brasil regulamentou a Política Nacional sobre Mudança do Clima, o país elevou em 23,2% a quantidade de gases de efeito estufa que despeja na atmosfera todos os anos.

O Brasil atualmente detêm o quinto lugar entre os maiores poluidores climáticos, com cerca de 3,2% do total mundial ficando atrás apenas de China, EUA, Rússia e Índia. As emissões per capita do Brasil também chamam a atenção, pois superam a média mundial. Em 2020, ano da pandemia, enquanto a média mundial foi de 6,7 toneladas por pessoa, nós, brasileiros, emitimos 10,2 toneladas per capita, Enquanto na pandemia o mundo viu uma inédita redução de quase 7% nas emissões globais , o país foi na contramão do resto do mundo, tornando-se o único grande emissor do planeta a verificar alta, emitimos 2,16 bilhões de toneladas de CO2 ou seja, alta de 9%.

O principal fator a explicar a elevação foi o desmatamento, em especial na Amazônia e no Cerrado. Os gases de efeito estufa lançados na atmosfera pelas mudanças do uso da terra aumentaram 23,6%.

As mudanças de uso da terra foram responsáveis pela maior fatia das emissões de gases de efeito estufa do Brasil: 46% do total bruto. Em seguida a agropecuária, com 27% das emissões brutas e em terceiro o setor de energia, com 18% .

A alta é preocupante e levanta a questão se teremos capacidade de cumprir o Acordo de Paris com a meta apresentada na COP 26 de redução de 50% até 2030. O Brasil e os demais países do G20 têm a responsabilidade maior pela forte redução de emissões necessária para cumprir o objetivo do Acordo de Paris de estabilizar o aquecimento da Terra em 1,5°C neste século. De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), “o mundo inteiro precisará derrubar suas emissões em 7,6% ao ano todos os anos entre 2021 e 2030”.

É necessário, portanto, aumentarmos as ambição das ações de redução de emissões para evitar os piores efeitos da mudança do clima.

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COP 26

Por Rafael Zarvos

 

Dia 31 de outubro, em Glasgow, Escócia, daremos inicio à tão comentada e esperada COP 26. Mas afinal, você sabe o que significa e qual a sua importância?

Tudo começou na Eco-92 ou como também é conhecida, na Rio 92. Naquela ocasião foi firmado um tratado internacional chamado Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática cujo o objetivo era tratar da estabilização da concentração de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera. Naquele momento ainda não havia a imposição de um limite de emissão, tão somente a obrigatoriedade das “Partes”signatárias” em transmitir informações elencadas no Tratado. Estas informações deveriam ser passadas na “Conferência das Partes’, dai COP, que teve a sua implementação em 1995, COP1, na cidade de Berlim. Ali foram assumidos compromissos com a estabilização da concentração de GEE. Em 97, tivemos a COP3, quando é assinado o Protocolo de Quioto, definindo metas para a emissão de GEE. Em 2015 acontece então a COP21 em Paris que deu origem ao famoso “Acordo de Paris” onde ai sim, os Estados estabelecem que o ‘aquecimento global deveria ser contido abaixo de 2 ºC, preferencialmente em 1,5 ºC.

Nesta reunião intergovernamental que começa no dia 31 de outubro e vai até o dia 12 de novembro, os países deverão apresentar os seus planos de corte de emissão de GEE até 2030 para chegarmos em 2050 na neutralidade de emissão.

Além disto outros anúncios poderão ser incluídos nesta Conferência tais como aceleração na mudança de carros tradicionais para carros elétricos, diminuição do corte de árvores, eliminação da energia de carvão e financiamento por parte dos países desenvolvidos de iniciativas que estimulem ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Por fim, outra pauta da COP26 que gera grande expectativa é a regulamentação do art.6º do Acordo de Paris que trata do mercado de carbono. Uma vez regulamentado, este mercado pode gerar para o Brasil negócios de até 100 bilhões de dólares até 2030.