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Diário do Rio Notícias do Jornal Silvina Rios | Passa Aqui nos EUA

Aumento do número de infectados com Covid-19 e variante Delta cancela o Brazilian Day

Todo ano o maior evento brasileiro fora do Brasil, o famoso Brazilian Day fecha mais de 20 quadras e ruas na cidade de Nova York e reúne milhares de pessoas no Domingo anterior ao dia da Independência do Brasil, 07 de setembro.

Esse ano não seria diferente, já havia toda uma programação pronta com convidados brasileiros famosos, celebridades, bandas, duplas sertanejas, DJs, muito verde e amarelo e milhares de pessoas esperadas. Todavia, devido ao crescente número de pessoas infectadas com o Covid-19 e a variante Delta, os organizadores foram obrigados a cancelar o evento por pedido das autoridades da cidade.

Confesso a vocês, que é uma data que sempre fico esperando chegar depois que passei a morar aqui em Nova York e fiquei bastante desapontada com o cancelamento, mas compreendo perfeitamente a razão: questões de segurança a pública. E contra isso não há o que argumentar.

O evento existe há 34 anos em Nova York, sempre realizado na Rua 46, também conhecida como Little Brazil, no coração de Manhatam. O evento foi crescendo a cada ano mais e hoje são em torno de 25 quarteirões que se transformam num mar de gente, colorido com as cores da bandeira brasileira, verde e amarelo.

São multidões de pessoas: entre brasileiros, americanos e de todo tipo de nacionalidade que vão ao evento saborear as comidas típicas brasileiras, as músicas e a alegria contagiante do nosso povo. Se tem uma coisa que somos imbatíveis é fazer festa! Celebrar a vida! Brasileiro é mundialmente famoso pelo Carnaval e pela alegria de viver.

Embora vivamos em meio a tantas crises: política, econômica, ética e moral no Brasil, aqui fora o povo brasileiro é reconhecido pela sua simpatia, alegria e festividades. Os americanos, embora muitos deles não conheçam a fundo a cultura brasileira, (alguns até pensam que falamos espanhol no Brasil!) adoram nosso país, nossa comida e a diversidade cultural que existe nessa terra tropical.

Como brasileira morando fora há quase 6 anos, devo confessar que ouço muito mais brasileiros falando mal do Brasil do que pessoas de outras nacionalidades. Todo país, digo TODO país, tem problemas, o Brasil não é diferente. Aqui nos EUA também existem vários problemas, mas se tem algo que o brasileiro pode ensinar para os americanos é ser mais feliz, curtir/saborear mais a vida, em contrapartida, sem tem uma coisa que brasileiro poderia aprender com os americanos é o patriotismo.

O 7 de Setembro passou, não houve o Brazilian Day aqui nos EUA, mas a esperança por um Brasil melhor, onde de fato a mensagem de “Ordem e Progresso” prevaleça, ainda impera dentro de mim.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
srios@vivendonoseua.com.br
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EUA: Furacão Ida e incêndio deixam mortos e fazem moradores evacuarem casas

Do lado Leste, Furacão Ida deixa pelo menos 29 pessoas mortas em quatro estados americanos, e do lado Oeste grande incêndio queimando uma área de mais de 200.000 acres e forcando milhares de pessoas a evacuarem suas casas. Essa foi a semana aqui nos EUA.

Quando fui me deitar na quarta-feira, estava chovendo bastante, mas nem em meus mais terríveis pesadelos eu poderia imaginar que a cidade de Nova York estava sendo inundada devido a fortes chuvas e ao Furacão Ida. No decorrer da última quinta, recebi várias mensagens e ligações de amigos brasileiros e americanos perguntando pela minha segurança. Graças a Deus, eu estava segura no meu apartamento em Manhatam.

Todavia, Nova York amanheceu nesta última quinta-feira, com inúmeras inundações, Central Park e ruas alagadas e metro parado. Pela primeira vez, a cidade de Nova York declarou estado de calamidade devido à inundação repentina, pois em cerca de 1 hora o Central Park teve o maior nível de inundação dos últimos tempos.

Mais de 10 linhas de metrô da cidade foram, total ou parcialmente, suspensas, com outras passando por atrasos, de acordo com o site da Autoridade de Transporte Metropolitano de Nova York.

O terminal B do Aeroporto Internacional de Newark, no estado de Nova Jersey ficou submerso e pelo menos 370 voos foram cancelados.

Nova Jersey, estado vizinho de Nova York, teve quatro mortes e muita destruição. Na Filadélfia, dezenas de milhares de pessoas ficaram sem energia e uma das principais rodovias da cidade ficou submersa.

No Estado da Pensilvânia, carros flutuavam como barcos pelas ruas da cidade em meio a gigante inundação.

Por onde passou, o Furacão Ida deixou rastros de destruição, dúzias de mortos, milhares de desabrigados, casas e carros destruídos, cidades, bairros e ruas inteiras alagadas. A natureza parecia revoltada essa semana.

Já do outro lado do país, na costa oeste, o estado da Califórnia sofre para acabar com as grandes queimadas que vem acontecendo em Caldor, no condado de El Dorado. O incêndio atingiu cerca de 35.000 estruturas, queimou 200.000 acres e forçou dezenas de milhares de residentes da Califórnia a evacuarem suas casas.

O Presidente americano Joe Biden aprovou a declaração de desastre após conversar com o governador do estado californiano, Gavin Newsom.

De uma ponta a outra do país, os americanos vêm lutando bravamente para conter os danos causados pela mãe natureza, que não parece nada feliz ultimamente.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
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EUA agoniza para retirar americanos e aliados do Afeganistão até fim do prazo acordado com Talibã

Essa semana não se fala em outra coisa aqui nos Estados Unidos a não ser o quanto será difícil retirar todos os americanos e aliados do Afeganistão dentro do prazo acordado com o Talibã. Inúmeras críticas chovem contra o governo do presidente Biden que tem tentado de todas as formas sustentar que ele cumprirá a promessa de retirar todos a tempo.

Em contrapartida, o Talibã já deixou claro que não estenderá o prazo, mesmo em meio a pedidos dos outros países aliados.

Para piorar a situação, no último dia 26 de Agosto houve um atentado, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), através de um homem-bomba aos arredores do aeroporto de Cabul, matando mais de 180 pessoas, entre eles 170 afegãos, 13 soldados americanos e deixando mais de 200 feridos. Em resposta a esse atentado o presidente americano Joe Biden se pronunciou dizendo que isto não será esquecido, nem perdoado e haverá retorno no momento e local certo.

Países do mundo inteiro se manifestaram contra esse ataque covarde e fatal, até mesmo a liderança do grupo Talibã que se diz não fazer parte nem concordar com esse ataque.

Como se não bastasse todo o desespero para continuar retirando os americanos e aliados dentro do prazo apertado, lidar com as consequências do último atentado, ainda espera-se mais ataques terroristas, de acordo com informações dadas pelo general Kenneth “Frank” McKenzie, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, órgão responsável pelas operações militares no Oriente Médio. Realmente, a situação é aterrorizante e desesperadora.

Já foram mais de 105 mil pessoas resgatadas até o momento da criação desse artigo mas ainda existem cerca de milhares esperando o resgate (o governo nunca informou o número exato de pessoas que deveriam ser retiradas, contabilizando americanos e aliados).

Os EUA continuarão a retirar pessoas do país “até o último minuto”, afirmou o porta-voz do governo americano, Mr. Kirby, ao ser pressionado por jornalistas sobre o prazo de retirada até 31 de agosto.

Vamos todos fazer uma oração de fé e pedido de misericórdia para todos que ainda precisam ser resgatados e aqueles que ficarão para trás vivendo em meio a opressão e terror nessa nova era do Afeganistão comandado pelo grupo talibã.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
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O que pensam os americanos com a saída repentina das tropas americanas do Afeganistão?

Quando comecei a escrever essa coluna jamais pensei que em algum momento iria escrever sobre a situação do Afeganistão, mas essa semana o mundo todo se chocou com a imagem dos afegãos desesperados se jogando em cima do avião americano partindo com o restante de suas tropas em retirada do país. Portanto, não poderia deixar de falar sobre este evento chocante e o que o povo americano tem comentado sobre isso aqui nos EUA.

E afinal, o que pensa o povo americano sobre a decisão do presidente Joe Biden de retirar as tropas americanas do solo afegão?

Antes de entrar nessa temática é preciso tentar entender o que levou o presidente americano a tomar essa decisão, já era esperado que as tropas saíssem? E era esperado que o talibã tomasse o país e o governo afegão assim tão rápido?

Para começar, não foi decisão do presidente Joe Biden retirar as tropas americanas do Afeganistão. Na verdade, ele honrou um acordo assinado pelos EUA, então representado pelo ex-presidente Donald Trump em 2020, onde os Estados Unidos se comprometiam a retirar suas tropas do solo afegão até o final de setembro de 2021 e em troca o talibã prometia não cometer atos terroristas contra os EUA ou ameaçar sua segurança nacional.

Portanto, a saída das tropas americanas do Afeganistão começou ainda durante o governo Trump. Todavia, foi decisão do Biden retirar os últimos soldados antes do prazo final, Setembro/2021. O que tem se criticado muito por aqui na verdade foi a forma como essa saída se deu. É claro que nem os EUA nem o mundo esperavam que fosse acontecer o que vimos nas imagens recentes dos afegãos desesperados se jogando em cima do avião americano tentando escapar do país e a tomada tão rápida do governo e da capital Kabul pelos talibãs.

O governo americano e seus especialistas não esperavam que o talibã fosse tomar o governo tão rápido. Esperava-se que o governo afegão, liderado pelo então presidente Ashraf Ghani fosse resistir e tentar garantir a soberania do país. Contudo, foi decisão do governo afegão abandonar o próprio país e seu povo nas mãos do grupo talibã e, quanto a isso, ninguém nem nenhum governo, inclusive o dos EUA pode ser responsabilizado.

Os EUA gastaram bilhões de dólares nos últimos 20 anos tentando manter a estabilidade e um governo democrático no Afeganistão, porém o seu principal objetivo quando houve a invasão americana no país afegão lá em 2001 logo após os ataques do 11 de Setembro/01 era destruir Osama Bin Laden e a al-qkaeda e esse objetivo eles conseguiram.

Há opiniões divididas entre o povo americano e seus parlamentares quanto a decisão da retirada das tropas americanas do Afeganistão. Uns defendem ser correta pois os EUA vinham pagando uma conta muito alta com essa guerra que já durava 20 anos, incluindo a perda de muitas vidas americanas e bilhares de dólares, e outros sustentam que os EUA deveriam manter suas tropas lá em defesa da segurança nacional americana e a de seu posto de líder político mundial. Mas o que todos concordam é que a maneira como a retirada se deu é que foi um verdadeiro fiasco e isso prejudicou bastante a imagem do presidente Biden internamente e a dos EUA mundialmente.

Silvina Rios
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Governador de Nova York abandona cargo após denúncias de assédio sexual

Essa semana não poderíamos deixar de falar sobre o grande acontecimento que abalou o cenário político do estado de Nova York. O Governador Andrew Cuomo abandonou o cargo após abertura de inquérito devido a acusações de assédio sexual.

O agora ex-Governador novayorkino é acusado de assédio sexual e conduta imprópria por 11 mulheres, segundo investigação do escritório da procuradora-geral do estado, Letitia James. Após a sua renúncia na última terça-feira, a vice-governadora Kathy Hochul em uma transição que vai durar cerca de 14 dias, passa a assumir o cargo e entra para a história política do estado pois será a primeira mulher a governar Nova York.

O ex-governador Cuomo fez um pronunciamento ao vivo onde negou qualquer intenção sexual nas suas condutas, mas assumiu “toda a responsabilidade”.

Andrew Cuomo teve grande destaque durante a pandemia com uma gestão forte em combate ao vírus no Estado de Nova York. Entretanto,  as investigações de assédio que começaram em Março deste ano e a grande pressão política de seus aliados democratas, inclusive do próprio presidente Biden, não deixaram outra alternativa para o político se não renunciar.

Ao todo são 11 mulheres, ex-funcionárias do governo, que fizeram as denúncias de assédio e conduta imprópria do ex-Governador. Essa é uma questão muito séria nos EUA e aqui os políticos não tem perdão mesmo.

Silvina Rios
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Por que 8 em cada 10 brasileiros que se mudam para os EUA escolhem a Florida?

Nos últimos anos cada vez mais brasileiros tem deixado o Brasil fugindo dessa crise política e econômica que vem assolando o país já há algum tempo. De acordo com dados do Itamaraty, atualmente são mais de 3 milhões de brasileiros morando fora do país.

Certamente os Estados Unidos é o destino preferido desses brasileiros que buscam uma vida melhor fora do nosso país tropical. Estima-se que ao menos 1,4 milhões de brasileiros estão morando nos Estados Unidos hoje, isso sem contar os que entraram de forma ilegal e que não houve registros, portanto, esse número deve ser ainda maior. Mas, para onde vão esses brasileiros emigrantes?

Os maiores estados do Brasil exportadores de brasileiros para fora são: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Se até pouco tempo atrás a cidade de Boston, no estado de Massachusetts era o local predileto pelos brasileiros que viam nos Estados Unidos o seu refúgio, nos últimos anos essa realidade vem mudando e embora Boston ainda seja a cidade americana com a maior comunidade brasileira nos EUA (com mais de 54 mil cidadãos brasileiros), muito em breve a cidade deve perder seu título.

Hoje, pelo menos 8 em cada 10 brasileiros tem escolhido o estado da Florida, sendo as cidades de Miami e Orlando as 2 cidades preferidas para esses novos brasileiros que saem do país em busca de uma vida melhor e um país mais organizado político e economicamente para viverem.

Os brasileiros escolhem a Florida por pelo menos 3 motivos básicos:

– Por estar mais próxima do Brasil e ter voos diretos;

– O clima tropical bem mais parecido com o Brasil, com temperaturas altas em quase todo o ano e lindas praias;

– Também pelo fato de haver uma grande comunidade brasileira local o que facilita na questão de adaptação.

Sem contar ainda fatores como segurança, acesso a melhor educação, transporte e organização que são pontos que tem peso forte nessa decisão.

Embora, muitos brasileiros ainda atacam o país, a cultura e o povo, na verdade, fora do Brasil os brasileiros são vistos de forma muito positiva: um povo alegre, amigável e trabalhador.

Sejam quais forem os motivos que estão levando os brasileiros a deixar o Brasil e morar fora, o fato é que isto deve servir de alerta para o governo brasileiro no sentido de buscar melhores políticas, respeitar a coletividade e tornar o Brasil de fato um país também organizado e assim impedir seu povo de “debamdar”.

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Coisas de Americanos…

Sempre que penso em escrever artigos para esta coluna fico me perguntando o que vocês aí no Brasil gostariam de ler e ou saber acerca dos americanos e da cultura aqui dos EUA.

Os americanos têm costumes e manias muito particulares que os diferenciam dos demais povos.

Como por exemplo:

– As farmácias americanas são sempre enormes (em sua maioria) e você encontra de tudo: de remédios, claro, a produtos de limpeza, comidas congeladas, artigos para presentes, maquiagem, perfumaria, bijouterias, roupas, papelaria, bebidas, cigarros, enfim.

– As cores dos prédios e casas seguem quase que um padrão de cor, as cidades são quase que monocromáticas, com tons de cores que são bem harmônicos e não há o colorido vívido das casas e prédios nas cidades brasileiras.

– As diferenças estaduais, cada um com sua identidade: impostos, leis, regulamentos, música, costumes, sotaques também. Alguns estados são musicais, outros mega solares, outros bem frios, os sotaques mais carregados ou com mais gírias.

– Na paquera os homens americanos são mais “tranquilos”, eles não se aproximam como os brasileiros. Tem mais etapas, não saem tocando logo de cara. Aqui, americanos respeitam muito a questão do espaço físico do outro e por isso os homens americanos não chegam cheio de mãos como os brasileiros. Interessante que já ouvi de alguns americanos que falaram que acham os brasileiros “meio arrogantes”, porque na verdade, não é que os brasileiros sejam arrogantes, mas são mais atrevidos. A cultura brasileira permite um “approach” mais arrojado.

– Embora os EUA tenham uma questão de segurança bastante forte, uma coisa típica americana e muito difícil de entender (e de explicar) são os tiroteios em massa (em escolas, cinemas, etc). Claro que não é algo para país nenhum se orgulhar e chama a atenção do mundo inteiro porque algo assim tão cruel e chocante acontece com tanta frequência nos EUA.

– Outro ponto que chama bastante atenção, americanos são muito patriotas. Respeitam muito os símbolos patrióticos como a bandeira, hino e a cidadania americana. Há bandeiras americanas espalhadas para quase que a cada esquina. O 4 de Julho, dia da Independência dos EUA é um evento que para o país e a queima de fogos é tradição em todos os estados. Porém, devo confessar, que nenhuma queima de fogos no mundo se compara a queima de fogos da virada do ano em Copacabana/Rio (yes!!!).

– O processo de devolução de compras. Aqui nos EUA se você comprou algo e por qualquer motivo, qualquer motivo mesmo, você volta na loja e o processo de devolução do objeto comprado e recebimento do seu dinheiro de volta é totalmente tranquilo. Não há burocracia, desconfianças, chateações, dores de cabeça, simples, rápido e indolor.

É claro que há muito mais e esse é o meu papel aqui com a coluna, trazer para vocês as notícias, costumes, diferenças culturais e tudo que passa aqui nos EUA.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
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O novo “normal” pós-Covid-19

Os efeitos do pânico do COVID-19 causaram grandes mudanças em nossas vidas cotidianas, mudanças que muitas vezes aconteceram de forma rápida e abrupta. Os ajustes de vida geralmente vêm com uma ampla gama de experiências e emoções. Às vezes, essa transição pode ser suave e outras vezes a jornada para o novo normal é instável ou totalmente obscura.

Aqui nos EUA já contamos com mais de 48,5% da população americana completamente vacinada e mais de 334 milhões de doses da vacina administrada. Mas o que isso impacta na nova rotina e na vida da população pós vacinação?

Interessante que se fizermos um comparativo entre as situações da população americana e a população brasileira em termos de número de contaminados, vacinados e número de vacinas disponíveis, haverá uma imensa discrepância. Nos EUA já há vacina disponível para todo e qualquer indivíduo que queira se vacinar, enquanto o povo brasileiro ainda sofre com o número de vacinas insuficiente para atender toda a população, desorganização nos postos de atendimentos, fraudes, corrupção etc.

Por incrível que possa parecer, há uma fatia considerável de americanos que não tomaram a dose da vacina porque simplesmente não querem, porque ainda acreditam em teorias da conspiração ou na não eficácia das vacinas.

Um fato interessante que vem acontecendo é que após a vacinação em massa, a economia americana vem sendo impulsionada pelo governo e empresários para uma recuperação rápida.  Há uma grande demanda por produtos e serviços, porém o mercado está se deparando com uma parcela de americanos que não voltaram ou não querem voltar a seus antigos postos de trabalho simplesmente por causa dos benefícios da ajuda do governo.

É isso mesmo que vocês estão lendo. Há trabalho, há oferta de empregos em todos os setores, porém há escassez de mão de obra. Uma parte dos americanos vem se dando ao luxo de recusarem ofertas de trabalho para permanecerem em casa sustentados pelo governo. Isso afeta a economia em vários aspectos: o governo continua liberando altas verbas para amparar a população e minimizar os impactos da pandemia, com isso deixando de investir em outras áreas de desenvolvimento e produtos e serviços vão ficando escassos e com isso preços vão aumentando.

Novos fatores, novas rotinas e novos horizontes surgiram após a pandemia e o que temos que fazer hoje é se adaptar a este “novo normal” e tudo que ele traz consigo. Nunca em toda a estória mundial houve uma pandemia que impactasse tanto a população e mudasse o rumo da estória e do olhar humano acerca de fatores antes impensados, que agora, em um mundo globalizado, o que acontece no quintal do vizinho, impacta no nosso também.

Na minha opinião o novo normal implica em um processo com muitos ajustes, muitas adaptações e muito aprendizado. A verdade é que ainda temos uma longa estrada pela frente e especialistas acreditam que nunca mais voltaremos ao “normal” como anterior a pandemia. Torço para que um novo normal, e todas as adaptações em consequência deste, surja e que leve a humanidade a ter um olhar diferente e melhor em relação ao outro.

Silvina Rios
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O que é o “Sonho Americano”?

Muitas pessoas oriundas de tudo quanto é parte do mundo chegam aos Estados Unidos buscando o seu “the american dream”, ou traduzindo “o sonho americano”. Mas o que motiva essas pessoas a virem para os Estados Unidos enfrentarem tantos desafios, dor, sofrimento, luta e muitas das vezes até mesmo o risco de perder suas vidas? O que seria o tão famoso “sonho americano”?

O sonho americano é a crença de que qualquer pessoa, independentemente de onde nasceu ou da classe em que nasceu, poder alcançar sua própria versão de sucesso em uma sociedade na qual a mobilidade ascendente é possível para todos.

De fato, os Estados Unidos são uma mega potência econômica e por isso há um mar de oportunidades para indivíduos que buscam crescimento, ascensão ou, as vezes, apenas a chance de ter uma vida simples, segura, digna, longe da violência, da miséria, de perseguições políticas e ou religiosas vividas em seus países de origem. A crença é de que aqui, no solo norte americano, o indivíduo irá encontrar liberdade, melhor qualidade de vida e riquezas. Mas na prática, será que todos encontram o que veio buscar?

A vida de um imigrante no início não é fácil, mas muitas pessoas desconhecem essa realidade. Elas compram o “sonho americano” como se o simples fato de pisar nas terras do Tio Sam fosse acabar com todos os seus problemas e sua vida aqui se transformará em um mar de rosas.

É preciso lembrar que a vinda para os EUA pode em algumas situações trazer desafios nunca antes vividos e as vezes até mesmo mais difíceis do que aqueles deixados para trás em seus países de origem.

A barreira da língua, as diferenças culturais, as diferenças climáticas, as leis e regulamentos estaduais, os preconceitos e para alguns a falta de um visto que permita trabalhar legalmente nos EUA são questões que devem ser profundamente pensadas no momento da decisão de se mudar para o país americano.

A falta de um visto de imigrante (o Green Card) por exemplo, limita a vida do imigrante em inúmeros aspectos, fazendo com que o imigrante indocumentado se submeta a diversos tipos de trabalhos, as vezes nada dignos e muitas das vezes cargas horárias pesadas que pode transformar o sonho americano, a ideia de conquistas e riquezas, num verdadeiro tormento.

Buscar informações sobre tudo, principalmente sobre as questões mais importantes acerca de como viver nos EUA, tais como vistos, custo de vida, mercado de trabalho, moradia, cultura, sistema de saúde, meios de locomoção entre outros, deve ser o primeiro passo que o indivíduo precisa dar antes de se lançar numa mudança tão drástica de vida. Informação é poder e pode salvar de muitos dissabores e sofrimentos.

O “sonho americano” é possível sim e eu posso dizer que alcancei o meu, dentro daquilo que me propus atingir. Todavia, há que se avaliar todas as questões e riscos envolvidas para que este não se transforme em um verdadeiro “nightmare”, digo: pesadelo.

Silvina Rios
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Parada do Orgulho LGBTQIA+ fecha Junho em NY com milhares de pessoas nas ruas

Junho é o mês mais especial para muitos na comunidade LGBT e no último Domingo (27 de Junho/2021) centenas de milhares de pessoas tomaram as principais ruas de Manhatam em Nova York celebrando o mês do orgulho Gay, ou melhor dizendo, o mês dedicado a celebração do orgulho LGBTQIA+.

Tendo sido o 51º ano de realização do evento, o NYC Pride iluminou a cidade com uma variedade de festas, eventos, conferências e, claro, um desfile incrível e colorido, relacionado a comunidade LGBTQIA+.

Tudo começou em Junho de 1969 quando ocorreu primeiro Pride Rally de Nova York após os motins de Stonewall, que lançaram o moderno Movimento pelos Direitos dos Gays. Na manhã de 28 de junho de 1969, a polícia invadiu o Stonewall Inn, um bar gay local em Greenwich Village que representava muito a cultura LGBTQ underground da cidade. Após esses ataques violentos e discriminatórios, 500 pessoas se reuniram para uma manifestação “Gay Power” no Washington Square Park um mês depois. Isso foi seguido por uma vigília à luz de velas na Praça Sheridan. Um ano depois, em 1970, a primeira Marcha do Orgulho de Nova York aconteceu em 28 de junho.

O Orgulho Gay de Nova York deu continuidade a essa tradição, hospedando o evento em vários locais da cidade. A marcha passa pelo local do Stonewall Inn na Christopher Street, local dos distúrbios de Stonewall em junho de 1969. Hoje, a Parada do Orgulho Gay de Nova York rivaliza com a Parada do Orgulho Gay de São Paulo e a Parada do Orgulho de Madrid como a maior parada do orgulho do mundo, atraindo todos os anos, em junho, centenas de milhares de participantes e milhões de espectadores nas calçadas.

Todos os anos, durante o Gay Pride New York, há uma série de festas e celebrações que acontecem em toda a cidade de Nova York e continuam até a parada final do Pride, que acontece no final de junho. Embora o desfile principal geralmente ocorra no coração de Manhatten, os eventos de orgulho costumam ocorrer em outras áreas da cidade também, incluindo Brooklyn e Staten Island.

O objetivo do movimento do Orgulho de Nova York, como de qualquer outro movimento, é buscar um futuro sem discriminação. Um futuro em que as pessoas LGBTQIA+ não só possam ser reconhecidas e aceitas, mas também um futuro em que possam gozar dos mesmos direitos que todas as outras pessoas. O objetivo do Gay Pride New York é promover um rico programa de eventos que possa inspirar, comemorar, educar e celebrar cada sombra do arco-íris símbolo do orgulho.

Silvina Rios
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