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No Rio, Museu do Pontal inaugura neste domingo horta/jardim sensorial

Da Agência Brasil

Museu é lugar de horta? É sim, ainda mais se o espaço cultural tem uma ampla área aberta com 10 mil metros quadrados de área verde, onde estão plantadas dezenas de milhares de mudas de 73 espécies nativas brasileiras. O Museu do Pontal, na Barra da Tijuca, vai ganhar, neste domingo (24) uma horta/jardim sensorial.

Inaugurado no dia 9 deste mês, o espaço servirá para o cultivo de vários tipos de ervas e para a realização de experiências e atividades educativas, como a oficina de arte e ecologia para crianças, que será aberta às 10h.

Segundo a curadora e diretora do Museu do Pontal, Angela Mascelani, a horta do Museu do Pontal faz parte de um sonho que reúne arte e natureza. “Sonho que nos leva a entender a arte e a natureza como dimensões que favorecem o afeto e a consciência. E que nos fez plantar mais de 70 espécies nativas e muitas frutíferas em nossos jardins. Além disso, cultivar e plantar está na origem do trabalho de muitos artistas com obras no acervo, que vivem em áreas rurais e se desdobram na escultura e na agricultura”, disse a antropóloga.

Na horta, localizada na parte leste do jardim do museu, ervas curativas, aromáticas e temperos, como alecrim, manjericão, hortelã, boldo, carqueja, erva cidreira, funcho, orégano e tomilho, serão cultivados em canteiros no formato de mandala. O objetivo do museu é sensibilizar o público para a importância do cultivar e do plantar para a riqueza da natureza e da diversidade em todos os seus aspectos. Outra meta é valorizar o uso de tais produtos na culinária tradicional brasileira, ajudando as crianças a entender de onde vem aquele chazinho que podem tomar em casa.

O diretor executivo do museu, Lucas Van de Beuque, explicou que, ao instalar a horta em um museu de arte, a intenção foi unir várias camadas de experiências. “A ideia é valorizar o aprendizado pela poética. E conectar o espaço que habitamos com a arte e a terra, oferecendo às crianças e aos adolescentes de áreas urbanas uma experiência direta com a produção de alimentos e seu processo: preparar a terra, selecionar sementes, plantar, regar, cuidar e colher.”

Junto com a inauguração da horta, o Museu do Pontal preparou uma programação infantil. A Oficina de Arte e Ecologia- Experiência Sensorial Agente Húmus tem faixa etária livre e inscrições gratuitas, que podem ser feitas na bilheteria do museu. Na oficina, as crianças terão oportunidade de botar a mão na terra, viver a natureza fértil e de imaginar uma compostagem de seu modo de estar no mundo.

As crianças vão se divertir também com integrantes do grupo de pesquisa GAE Arte: Ecologias e a palhaça Melocoton, a Joana Amora, que vão propor brincadeiras com todos os sentidos do corpo e os materiais naturais.

Programação

Neste sábado (23), a programação começa às 10h30 e vai até as 16h30, com a visita musicada pela arte e cultura popular brasileira, com os arte-educadores Beatriz Bessa e Pedro Cavalcante. A faixa etária também é livre. A atividade tem, além da música, teatro de bonecos, cordel, e contação de histórias.

Durante a visita, os participantes serão estimulados a refletir sobre a diversidade cultural brasileira, as relações entre o mundo do campo e o das grandes cidades, os processos migratórios, as diferentes profissões, as práticas sociais, as relações familiares, as festividades, a espiritualidade e, ainda, sobre questões próprias ao universo das artes plásticas, os processos criativos dos artistas e os materiais que utilizam para fazer suas esculturas, informaram os organizadores.

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Primeiro voo há 115 anos: Santos Dumont aliou invenções à ciência

Da Agência Brasil

O voo do brasileiro Alberto Santos Dumont, em uma distância de 60 metros com o 14-Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris, marcou historicamente aquele 23 de outubro de 1906 e consagrou ainda mais o inventor. O aparelho subiu 2 metros de altura e foi o bastante para a humanidade olhar para cima e para o futuro de forma diferente.

O feito inédito que completa 115 anos neste sábado (23), porém, é “apenas” a parte mais famosa das conquistas, segundo apontam os pesquisadores da vida e das obras daquele mineiro que ficou conhecido como o Pai da Aviação.

Até aquela data (e depois também), o enredo é de uma história de coragem, perspicácia, generosidade e divulgação científica como rotina de vida. Característica, aliás, de um período de fascínio pela tecnologia e pelas descobertas. Autor de quatro livros sobre Santos Dumont, o físico Henrique Lins de Barros, especialista na história do gênio inventor, destaca que feitos anteriores foram fundamentais para que as atividades aéreas se consolidassem.

Ele cita que o brasileiro inventou e patenteou o motor a combustão para aviões, em 1898, o que viabilizou o sonho de um dia decolar. Uma característica de Santos Dumont é que ele criava, patenteava e liberava a utilização para quem quisesse. Três anos depois do motor, a conquista da dirigibilidade, também por parte de Dumont, foi uma ação revolucionária.

Foto: Dompinio Público

“Ele aprendeu a voar de balão, fez os primeiros dirigíveis. Todos eles, até o número 6, têm inovações impressionantes, com mudanças conceituais. Ele sofreu diversos acidentes, mas aprendeu a voar. Foi assim que ele descobriu quais eram os problemas de um voo controlado.  Quando ele ganhou o Prêmio Deutsch, em 1901 [com o dirigível número 5], ele tinha domínio total. Em 1902, ele já tinha os dirigíveis até o número 10 construídos”.

Voo sob controle

De acordo com o escritor Fernando Jorge, biógrafo de Santos Dumont, a descoberta da dirigibilidade, por parte do brasileiro, foi um marco decisivo para o que ocorreria depois. “Entendo que foi um momento supremo e culminante para a história da aeronáutica mundial.”

Para o arquivista Rodrigo Moura Visoni, pesquisador dos inventores brasileiros e autor de livro sobre Santos Dumont, as fotos mostram detalhes da emoção que tomou conta das pessoas quando houve a conquista da dirigibilidade. “Santos Dumont foi convidado para rodar o mundo. Foi, sem dúvida, um grande feito. Para se ter uma ideia, o número de notícias sobre a conquista do Prêmio Deutsch supera a do primeiro voo [cinco anos depois]. Isso é explicado porque a busca pela dirigibilidade já tinha 118 anos. Ele resolve um problema secular. Além disso, a descoberta permitiu a era das navegações aéreas”, afirma.

Segundo o que Visoni pesquisou, Alberto Santos Dumont disse, em várias entrevistas, inclusive pouco antes de morrer, que a maior felicidade dentre todas as emoções foi a conquista da dirigibilidade. “Isso é muito curioso. Ele dizia que o dia mais feliz não foi o dia em que ele faz a prova do Prêmio Deutsch, nem o 23 de outubro ou o 12 novembro de 1906 [em que ele faz o voo de 220 metros pela Federação Aeronáutica Internacional]. O dia mais feliz teria sido o 12 de julho de 1901, quando ele percebeu que resolveu o problema de dirigibilidade aérea. Foi uma demonstração impressionante. Ele vai aonde ele quer. Ele estava totalmente integrado ao dirigível.”

O Prêmio Deutsch (no valor de 100 mil francos) foi conferido a Santos Dumont por ele ter conseguido circular a Torre Eiffel em julho. Mas os juízes garantiram a vitória ao brasileiro somente em novembro daquele ano. Os 120 anos da dirigibilidade, assim, devem ser celebrados no mês que vem.

Na ocasião, o dinheiro foi distribuído para a equipe do aviador e para pessoas pobres da capital francesa. “Ele era um homem muito generoso”, afirma o biógrafo Fernando Jorge.

“Tomem cuidado!”

A série de demonstrações públicas que ele faz dos seus inventos devia sempre ser acompanhada da presença de repórteres. “Os jornalistas registravam e Santos Dumont publicava o que ele estava fazendo. Essa é uma característica impressionante. Ele divulga tudo. Tanto o que ele acerta como o que ele erra. Essa é uma característica impressionante dele. Quando ele erra, ele descreve e alerta: ‘Tomem cuidado!’. Ele estava maduro na arte dos balões”, afirma Lins de Barros.

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Aliansce Sonae lança projeto “Leitura Para Todos”

Para incentivar o hábito da leitura, os empreendimentos da rede vão doar exemplares para instituições regionais e promover contação de histórias com a autora Tatiana Kauss.

O incentivo à cultura está entre os principais pilares da Aliansce Sonae, maior administradora de shoppings do país. Reforçando esse compromisso, a companhia lança para o mês das crianças o projeto “Leitura para Todos”, que tem como principal objetivo incentivar o hábito da leitura entre os pequenos. Criado pela Aliansce Sonae, o projeto tem parceria com o Instituto da Criança, responsável pela seleção das instituições que vão receber as doações de livros.

O projeto Leitura Para Todos prevê duas etapas ainda em 2021. Na primeira etapa do projeto, durante o mês de outubro, serão doados 100 mil exemplares do livro Fubá, indicado para crianças de 1 a 7 anos, da autora Tatiana Kauss. A obra estimula o contato das crianças com a natureza e com os animais. Os livros serão distribuídos para mais de 200 instituições que realizam trabalhos com crianças em situações vulneráveis e estão localizadas nos entornos de shoppings da rede, entre eles Bangu Shopping (Bangu), Carioca Shopping (Vila da Penha), Caxias Shopping (Duque de Caxias), Passeio Shopping (Campo Grande), Pátio Alcântara (São Gonçalo), Shopping Grande Rio (São João de Meriti), São Gonçalo Shopping (São Gonçalo), Via Parque Shopping (Barra da Tijuca) e Recreio Shopping (Recreio).

A segunda será uma ação de Natal e vai acontecer durante todo o mês de dezembro. Serão 100 mil unidades do livro Fura Bolo – um convite para experiências familiares na cozinha – também assinado por Tatiana-Kauss.

A ideia do projeto é estimular a leitura e incentivar o contato de crianças com livros desde cedo. Acreditamos que essa é uma das maneiras mais efetivas de transformar o futuro e praticar a solidariedade. Colocamos nossos shoppings a disposição dessa causa que consideramos tão importante e que vai beneficiar inúmeras instituições nos seus entornos”, comemora Ana Paula Niemeyer, Head de marketing da Aliansce Sonae.

Contação de Histórias no mall

Durante o mês de outubro, serão realizadas nos shoppings da rede diversas ações que incentivam a relação das crianças com o universo dos livros. A autora Tatiana Kauss vai visitar alguns dos empreendimentos da Aliansce Sonae para contações de histórias lúdicas e divertidas com a temática do livro Fubá.

Confira a programação gratuita:

23/10 – sábado

A ativação no Via Parque Shopping será às 15h, na Varanda BeGreen. Além da participação da autora Tatiana Kauss, o público vai contar com a presença do personagem Fubá. Para participar, basta se inscrever gratuitamente no site do empreendimento
No mesmo dia, o Recreio Shopping promove contação de histórias com a autora Tatiana Kauss, às 17h30, no piso L2 – próximo à Mr. Cat.

24/10 – domingo

O Shopping Grande Rio, localizado em São João de Meriti, vai doar dois mil exemplares do livro ‘Fubá’ para escolas municipais e instituições da região, entre elas a Associação Educacional Francisca Nubiana da Silva. A contação de histórias com a autora Tatiana Kauss será no dia 24 de outubro, domingo, às 17h, na livraria Leitura. Em seguida, os clientes poderão participar da sessão de fotos com o personagem Fubá.

O Caxias Shopping vai doar 1.500 exemplares do livro ‘Fubá’ para 15 instituições de Duque de Caxias e região que realizam trabalhos com crianças em situações de vulnerabilidade social. No dia 24 de outubro, domingo, o shopping vai receber Tatiana Kauss para duas sessões de Contação de Histórias, às 14h e às 14h45. A atividade, que será realizada na Praça de Alimentação, também contará com a presença do personagem Fubá.

30/10 – sábado

No Passeio Shopping, a contação de histórias para os pequenos com a participação da autora Tatiana Kauss será no dia 30/10, às 14h, além da presença do personagem do livro ‘Fubá’. Todas as crianças participantes irão receber um exemplar de brinde. A inscrição é gratuita no site do shopping.
No mesmo dia, 30 de outubro, sábado, o Bangu Shopping vai receber Tatiana Kauss e o personagem do livro ‘Fubá’, às 17h, para uma tarde de muita diversão e contação de histórias. A atividade acontecerá na Praça de Alimentação, 1° piso, próximo à Riachuelo.

31/10 – domingo

No dia 31/10 (domingo), o Carioca Shopping, empreendimento localizado na zona norte, vai receber a autora do livro ‘Fubá’, que vai participar de uma divertida e lúdica Contação de Histórias, às 16h, no Espaço Leiturinha, no segundo piso, em frente à Renner. A atividade também contará com a presença do personagem do livro.

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Pesquisadores descobrem incêndios na Antártica há 75 milhões de anos

Da Agência Brasil

Pesquisadores de diferentes instituições brasileiras, em parceria com o Senckenberg Research Institute (Alemanha), apresentaram estudo inédito que confirma a ocorrência de incêndios florestais na Antártica há 75 milhões de anos.

A pesquisa, publicada na revista Polar Research, trata do primeiro registro de incêndios na Ilha James Ross, na península Antártica. A descoberta ocorreu durante uma expedição, entre 2015 e 2016, em afloramentos da Formação Santa Marta, unidade geológica que ocorre na parte nordeste da ilha.

Os fósseis coletados chamaram a atenção dos pesquisadores por serem fragmentos de plantas com características de carvão vegetal, mas estavam desgastados devido ao tempo de exposição.

O cenário branco e gelado comumente associado ao ambiente antártico nem sempre foi dessa forma. O estudo traz novas evidências não só de que a Antártica há 75 milhões de anos era verde, como também sugere um clima mais quente para essa região no seu passado.

Segundo os pesquisadores, as evidências fósseis de troncos e lenhos vegetais são encontradas por toda a Antártica, o que já indicava sua composição florestal durante o período Cretáceo [fase de tempo correspondente a 145 a 65 milhões de anos]. A novidade descoberta na pesquisa indica que essa vegetação também era acometida por incêndios espontâneos.

Incêndios

Segundo a paleontóloga Flaviana Lima, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), “essa descoberta amplia o conhecimento sobre a ocorrência de incêndios vegetacionais durante o Cretáceo, mostrando que episódios assim eram mais comuns do que se imaginava, além de representar uma contribuição significativa para os estudos paleobotânicos em todo o mundo”.

“Agora, nós precisamos saber qual é a frequência desses incêndios. Precisamos obter mais registros desses incêndios em outras áreas da Antártica, inclusive nessa mesma área onde fizemos a descoberta. A Antártica só veio a formar as calotas polares há aproximadamente 37 milhões de anos. Foi bem depois da ocorrência desses incêndios e da vegetação exuberante que existia na Antártica”, acrescentou a pesquisadora.

Conforme o estudo, a extensa atividade de incêndios florestais durante o Cretáceo afetou diretamente a composição das plantas, influenciando significativamente nas mudanças ecológicas em diferentes ambientes do planeta.

Inúmeros registros de incêndios florestais intensos no mundo inteiro têm sido feitos, sobretudo em camadas formadas na parte superior do período Cretáceo (85-70 milhões de anos). A maior parte desses registros, porém, é do hemisfério norte, sendo poucos os registros para o hemisfério sul.

Pesquisa

De difícil acesso e com condições climáticas extremas, o continente antártico tem sido alvo cada vez mais constante de pesquisas nas mais diferentes áreas do saber por intermédio de projetos submetidos ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), como o Paleoantar, que busca entender como se deu a modificação da fauna e flora antártica ao longo do tempo na escala de milhões de anos.

Segundo o paleontólogo Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essa descoberta mostra que as variações climáticas que ocorreram ao longo do tempo trazem profundas mudanças no planeta como também em toda a biota [conjunto de todos os seres vivos de uma região], o que acende o alerta diante das mudanças climáticas que são evidentes na atualidade.

“A dinâmica paleoflorística da Antártica é essencial para a compreensão das mudanças que ocorreram nos ambientes de alta latitude do hemisfério sul durante o Cretáceo. Afinal, nesta região também é possível visualizar uma exuberante vegetação dominada por coníferas (gimnospermas) que foi gradualmente substituída por uma assembleia dominada por angiospermas (plantas com flores e frutos). Agora, os pesquisadores estão focados na busca de novos registros de paleoincêndios em outras localidades da Antártica”, disse Kellner.

O Cretáceo foi um dos períodos mais quentes pelo qual a Terra passou. Além da separação dos continentes, o planeta estava sofrendo mudanças na atmosfera, na composição dos mares e na formação de rochas.

A Antártica há cerca de 70 milhões de anos tinha fauna, flora e clima bastante diferentes do que se conhece hoje. Eram florestas com uma fauna de grandes e pequenos dinossauros bem comuns nessa época. Isso era possível pelo fato de o continente não se encontrar ainda tão ao sul do planeta como está hoje em dia.

Participaram do estudo pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco, Museu Nacional/UFRJ, Universidade do Vale do Taquari, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Centro Paleontológico da Universidade do Contestado e Universidade Regional do Cariri.

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Lançamento da campanha ‘Respeitável Circo!’

Secretaria Especial da Cultura e Funarte lançam campanha interministerial ‘Reseitável Circo!’

Iniciativa integra ações nas áreas de cultura, educação, saúde,
direitos humanos e assistência social, em benefício da população
circense.

A Secretaria Especial da Cultura e a Funarte lançam a campanha interministerial Respeitável Circo!, no dia 20 de outubro, quarta-feira, às 16h. A cerimônia será realizada no Auditório do Bloco A, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), com apresentação de espetáculo circense. A iniciativa integra ações nas áreas de cultura, educação, saúde, direitos humanos e assistência social, em benefício da população circense itinerante no Brasil. Durante o evento, a Funarte vai apresentar a cartilha Respeitável Circo!, material que busca orientar agentes públicos e instituições, e também o Selo Município Amigo do Circo.

Na ação, a Funarte, órgão vinculado à Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, por meio do seu Centro de Artes Cênicas e de sua Coordenação de Circo, conta com a parceria do Ministério da Saúde, do Ministério da Cidadania, do Ministério da Educação, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e do Programa Pátria Voluntária. A campanha tem a finalidade de contribuir para o desenvolvimento da atividade artística circense no país e de qualificar a intervenção dos agentes públicos dos municípios, estados e do Distrito Federal, na implementação de ações regionais.

Para o secretário Especial da Cultura, Mario Frias:

o circo é aquele lugar mágico e atemporal em que uma criança se depara com um universo extraordinário e milagroso, aquele momento místico em que a arte e a imaginação caminham de mãos dadas para o reino soberano da fantasia.

Tendo isso em mente, a Secretaria Especial da Cultura, por meio da Funarte, iniciou a campanha interministerial Respeitável Circo!, uma forma de apoiar a atividade circense no país com ações regionais integradas – afirma o secretário.

A Funarte tem uma história de quase 40 anos de comprometimento e respeito com a arte circense. Entre as ações voltadas a esses artistas, realiza a gestão da Escola Nacional de Circo (ENC), localizada na Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ). A ENC é referência para toda a América Latina no campo da formação em Circo. O corpo docente prepara artistas profissionais para atuar em circos de lona e em diversos setores das artes e cultura. A Escola oferece bolsas de estudos, por meio de concurso público, para brasileiros e estrangeiros maiores de 18 anos. O Curso Técnico em Ar e Circense foi criado a partir de uma parceria institucional entre a Funarte e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ).

Desde que cheguei à diretoria do Centro de Artes Cênicas da Funarte ,me foi pedido um olhar especial para o circo. Sabemos que todos os artistas foram diretamente afetados pela pandemia, mas a atividade artística circense foi uma das mais prejudicadas. Nesta campanha,procuramos levantar questões específicas desses grupos, como a natureza itinerante e a necessidade de obter renda e trabalho nas cidades por onde passam – ressalta o diretor José Maurício Moreira,reafirmando o compromisso da instituição com a população circense.

A coordenadora de Circo da Fundação, Anna Flávia Oliveira, destaca a
importância da integração dos gestores (públicos e privados) e do
público em geral com a atividade circense.

Circo e cidade precisam estar juntos. O circo leva arte, cultura e diversão por onde passa. Alcança lugares distantes, mobiliza plateias de todas as idades e classes sociais. Já a cidade pode receber o circo com toda sua estrutura, alegria e o respeito que ele merece!.

A campanha Respeitável Circo! apresenta uma série de sugestões que podem ser adotadas para melhorar a situação dos circos itinerantes. Para mais informações sobre como apoiar o circo na sua cidade, procure um dos ministérios integrantes da campanha, a Fundação Nacional de Artes Funarte, ou alguma instituição representativa dos circenses.

Sobre a cartilha da campanha Respeitável Circo!

A cartilha da campanha_ Respeitável Circo!_ procura facilitar o acesso do artista circense a programas de assistência social, saúde, educação e, também, estimular o incentivo à formação de público. Busca ainda auxiliar na redução dos empecilhos de ordem burocrática para a montagem das lonas nas cidades por onde passam. Na cartilha, são esclarecidos os direitos, deveres e principais necessidades desses artistas. Ela também pretende conscientizar os gestores públicos e privados de que o circo é uma atividade artística e cultural reconhecida por lei e que, como tal, deve ser apoiada de várias formas.

Sobre o Selo Município Amigo do Circo

A Funarte, com o apoio dos parceiros interministeriais, vai contemplar agentes públicos municipais com o Selo Município Amigo do Circo, premiação que terá abrangência nacional. A iniciativa deve ser realizada no dia 27 de março de 2022, data em que se comemora o Dia Nacional do Circo.

Lançamento da campanha interministerial Respeitável Circo!

Dia 20 de outubro, quarta-feira, das 16h às 18h

Apresentação de espetáculo circense

A cerimônia vai contar com a presença de autoridades parceiras,
gestores estaduais e municipais e do público em geral.

Entrada restrita à lotação do espaço

Evento gratuito

Local: Auditório do Bloco A

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In Cena promove evento cultural com lançamento de livro de poesias

Localizada numa casa em Botafogo, a In Cena Casa de Artes e Produções abre suas portas no dia 23 de outubro (sábado), das 15h às 19h, para o evento cultural gratuito “Você In Cena” – que todo mês vai apresentar um artista independe da música, artes cênicas, literatura ou artes plásticas. Na primeira edição, a jornalista carioca Tamiris Pires lança seu primeiro o livro de poesias “Não se engane com ela” (Editora Autografia). Na ocasião, a autora fará a leitura de seus poemas e o microfone estará aberto para quem quiser participar.

Criamos o projeto ‘Você In Cena’ para que artistas independentes
possam mostrar os seus trabalhos. A casa estará de portas abertas para o público conhecer o nosso espaço e o trabalho do artista convidado – diz a atriz, cantora e compositora Marcella Bártholo, diretora artística da In Cena.

Carioca de 29 anos, Tamiris Pires sempre gostou de contar e ouvir histórias. Começou a escrever poesias em 2017 por sugestão de uma prima. E não parou mais. A poesia se tornou sua válvula de escape e o cotidiano é uma fonte de inspiração diária para autora, seja no vagão do metrô, no banheiro de casa ou numa mesa de bar.

A vida me inspira muito – diz Tamiris, que tem entre seus autores preferidos Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade e Augu to dos Anjos.

No bloco de notas do seu celular, os temas transitam entre amor, paixão, sofrimento, afeto, amizade, saudade.

Jamais me vi capaz de pensar em fazer poesia, não eu, a brutalidade empessoa. Foi aí que percebi que a poesia está em tudo, no metrô
lotado, na conversa no bar da esquina, no pão quentinho com a manteiga derretendo, a gente é que não vê. Esse livro é a junção de várias partes de mim, feito colcha de retalho – diz a autora.

A poesia me fezenxergar que não me conhecia de fato, e percebi que essaéagraça,sempre tentar descobrir – acredita.

O livro estará à venda no dia do evento e pode ser comprado no site da editora.

SOBRE A IN CENA CASA DE ARTES E PRODUÇÕES

Um espaço para aprender, trocar experiências, se aperfeiçoar, sem
deixar de se sentir em casa. Essa é a proposta da In Cena Casa de Artes
e Produções que, um ano após iniciar suas atividades de forma remota, inaugurou sua sede em julho, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Com direção artística de Marcella Bártholo e coordenação pedagógica de Gabi Levask, a In Cena oferece oficinas, práticas de montagens e mentoria, que abraçam múltiplas vertentes das artes: teatro, teatro musical, dança e música. Em uma espaçosa casa reformada de mais de 400 metros quadrados, a In Cena conta com quatro salas (Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Ruth de Souza e Amazonas), um estúdio (batizado de Gonzaguinha),camarim,vestiários e um amplo terraço – um local de convivência a céu aberto.

SERVIÇO

Evento “Você In Cena”

Lançamento do livro “Não se engane com ela”, de Tamiris Pires.

Dia 23 de outubro (sábado), das 15h às 19h.

Entrada franca. Sujeito a lotação do espaço.

Local: In Cena Casa de Artes e Produções

Rua Dezenove de Fevereiro, 48 – Botafogo

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Complexo do Alemão ganha espaço dedicado às crianças

PROJETO FAVELAS DO BRINCAR INAUGURA AÇÃO NA ONG EDUCAP, NO RIO DE JANEIRO

O conjunto de favelas do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro, tem um novo espaço dedicado aos pequenos, com jogos e brincadeiras concebidos especialmente para ajudar a desenvolver suas habilidades emocionais, cognitivas, físicas, sociais e criativas. Favelas do Brincar, uma série de intervenções lúdicas dedicadas ao desenvolvimento das crianças que serão implementadas em áreas públicas de favelas. A iniciativa do Movimento Unidos Pelo Brincar, que chega ao Alemão, já passou por Paraisópolis (SP) e, nos próximos meses, segue para Heliópolis.

A sede de contêineres empilhados e coloridos que dão vida ao Espaço Democrático de União, Convivência, Aprendizagem e Prevenção (EDUCAP) é o espaço que abriga as intervenções Favelas do Brincar no Alemão. Com a iniciativa, foi realizada ainda uma obra de revitalização que gerou um pouco mais de segurança às crianças, com a construção de muros de proteção no ambiente. Atualmente, o EDUCAP está à frente de atividades educacionais, ações dedicadas às mulheres, projetos comunitários e profissionalizantes, além de ser uma base de acolhimento para as famílias da comunidade e fora dela.

Toda criança tem o direito ao lazer, por isso, o ‘Favelas do Brincar’ tem uma importância neste contexto. O brincar traz desenvolvimento e inclusão para as crianças, principalmente, àquelas que precisam de espaços lúdicos de interação, segurança e qualidade. Isso é de extrema importância nas favelas – afirma Lúcia Cabral, educadora e fundadora do Educap.

Foto : Divulgação 

Direito fundamental de toda criança, o brincar é parte integrante dos processos de aprendizagem. No cenário brasileiro e em especial nas comunidades, espaços adequados são um desafio, que se tornou ainda mais crítico durante a pandemia da COVID-19. A pesquisa “O Brincar nas Favelas Brasileiras”, realizada pelo movimento Unidos pelo Brincar em parceria com o Instituto Locomotiva e o Data Favela, apontou que 88% das mães entrevistadas recorrem a telas (celular), TV para entreter as crianças. A quarentena e o fechamento de creches e escolas, ao invés de aproximar mães e filhos, os afastou ainda mais: 50% acham que a pandemia trouxe dificuldade em encontrar tempo para brincar com as crianças. E não é por falta de compreensão da importância do brincar. Na pesquisa, 92% das mães dizem acreditar que as brincadeiras são importantes para o aprendizado infantil, principalmente para habilidades de comunicação, socioemocionais, desenvolvimento físico e concentração.

O Favelas do Brincar nasce dentro do Movimento Unidos Pelo Brincar, em parceria com o G10 Favelas, como fruto da percepção dessa situação crítica. Seu objetivo é impulsionar a aprendizagem através das brincadeiras e abrir caminhos para que organizações, comunidades e governos repliquem o formato em outros territórios. Os recursos utilizados para desenvolvimento das ações nas favelas de Paraisópolis (SP), Heliópolis (SP) e Complexo do Alemão (RJ) estarão disponíveis no site favelasdobrincar.org. Seu público alvo são instituições, governos locais e também cidadãos organizados que decidam replicar a intervenção em suas comunidades em prol das crianças, do brincar e do aprendizado. O Favelas do Brincar reforça o objetivo de unir organizações da sociedade civil e chamar a atenção do poder público para a importância desses espaços para o desenvolvimento integral das crianças.

A iniciativa usa recursos do projeto Pé de Infância, da Bernard van Leer Foundation, e da iniciativa Playful Learning Landscapes (PLLAN).

Confira aqui as fotos da ação no Complexo do Alemão.

Sobre o Movimento Unidos pelo Brincar

O Movimento Unidos pelo Brincar tem a missão de promover a valorização do brincar como um dos pilares do desenvolvimento infantil. Através do brincar, crianças desenvolvem diversas habilidades, e por esse motivo o Movimento visa estimular famílias, cuidadores e o setor público a oferecer mais oportunidades de aprendizagem lúdica para todas as crianças. Com financiamento da Fundação LEGO, a iniciativa atua desde 2019 com ações no Brasil, Colômbia, México e Ruanda.

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Museu da Justiça do Rio de Janeiro é reaberto com exposição sobre epidemias

Da Agência Brasil

Uma exposição sobre pandemias e epidemias na cidade do Rio de Janeiro marcou a reabertura ao público do Museu da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que ficou fechado quase dois anos por causa da Covid-19.

A mostra Pandemias e Epidemias no Rio de Janeiro traz informações sobre as principais epidemias e desafios da saúde pública na cidade, do período colonial até os dias atuais. A exposição inclui documentos judiciais, dados, fotos, charges e notícias de cada época. O material foi preparado e pesquisado pela equipe museológica da Diretoria-Geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento do TJRJ.

Na cerimônia de abertura, o presidente do tribunal, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, classificou de “tragédia nacional” as mais de 600 mil mortes causadas pela covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Para Figueira, é importante manter a memória e a preservação como instrumentos de fortalecimento de uma sociedade que respeita a ciência e protege o bem comum. Ele disse que, mais uma vez, o TJRJ trabalha observando o ambiente social e com destaque em uma área importante para a sociedade, que necessita de muito apoio, que é a ciência. “As peças expostas relativas a pessoas e eventos sobre pandemias e a saúde social são muito importantes e contam a história do Judiciário brasileiro e da nossa cidade”, afirmou.

O desembargador destacou que a gripe espanhola, que tem espaço relevante na exposição, foi um dos momentos de maior dificuldade na história do Rio. Naquele momento, a cidade era capital federal e teve o maior número de mortes durante a epidemia. Dos 35 mil mortos em todo o país, quase 30% das vítimas eram do Rio. Figueira lembrou os problemas econômicos e sociais provocados pela disseminação da doença e ressaltou que, pouco mais de um século após a gripe espanhola, os desafios sanitários e as discussões sobre vacinação parecem se repetir.

“Assim como na gripe espanhola, que caiu no esquecimento e [da qual] pouco se falava, agora voltamos a ter uma pandemia, e as mesmas batalhas são travadas. Discute-se se as vacinas são boas, se são ruins, se elas protegem, que medidas devem ser tomadas para proteger a população.”

Segundo Figueira, nesse tipo de discussão, os interesses políticos devem ficar para trás. “A ciência deve sempre prevalecer, pois é ela que garante o bem-estar da sociedade. Precisamos ter os ouvidos abertos à ciência”, afirmou.

O chefe do Serviço de Acervo Textual e Audiovisual e Pesquisas Históricas do TJRJ, Gilmar de Almeida Sá, explicou que a exposição foi montada para destacar e debater a atuação do poder público nos principais problemas de saúde pública no Rio de Janeiro, especialmente do Poder Judiciário.

“Nossa ideia é contar, desde o início, partindo da inauguração da cidade, como essas doenças afetaram e modificaram a vida e a história do Rio de Janeiro, as principais personagens e os efeitos sociais, urbanos e científicos do combate às epidemias que, infelizmente, muitas vezes foram usados para outros fins que não o bem-estar da população”, disse Almeida Sá.

A exposição foi instalada ao longo do Salão dos Passos Perdidos e, além de conhecer um pouco da história de epidemias como as de varíola e febre amarela, o público poderá se informar sobre o aprimoramento da ciência e seu desenvolvimento para garantir a saúde e o bem-estar da população. Conforme os organizadores, também têm papel de destaque na mostra, os agentes de grande importância para a ciência brasileira e mundial, para os costumes e mudanças na cidade do Rio, entre eles personagens como o cientista Carlos Chagas e institutos de pesquisa como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A equipe do museu restaurou os documentos judiciais expostos, que apresentam o cotidiano em cada epidemia. Um desses documentos refere-se a um processo aberto pela Justiça Sanitária, em 1911, contra Christina Oliveira, que foi denunciada por não cumprir intimação de autoridade sanitária em seu apartamento no bairro de Laranjeiras.

De acordo com exigências da Procuradoria dos Feitos da Saúde Pública, na época, era preciso, entre outras medidas, colocar “venezianas em todos os dormitórios e retirar o tapamento de madeira que dividia o banheiro do gabinete da latrina”. O inventário do Barão de Pedro Affonso, professor de patologia e fundador do Instituto Vacínico, de 1920, também ilustra a vida da época.

A parte que se refere à atuação do Poder Judiciário fluminense durante a pandemia de covid-19 “reforça a importância do TJRJ na resolução de conflitos e na transparência pública”, como o julgamento do impeachment do ex-governador do Rio Wilson Witzel, o primeiro na história do estado, pelo Tribunal Especial Misto (TEM) por corrupção na Secretaria Estado de Saúde.

Também têm destaque na mostra outros casos de desvio de dinheiro público na aquisição de insumos e equipamentos hospitalares, a exemplo da ação aberta contra o ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro Edmar Santos, investigado por envolvimento em suposta organização criminosa.

Ao chegar, o visitante passará pela verificação de temperatura e terá que usar máscara durante todo o trajeto.

Para entrar no museu, é preciso também apresentar a carteira de vacinação, com pelo menos duas doses, ou dose única, para entrar no museu.

“O limite mínimo de idade para a comprovação da vacinação vai acompanhar o calendário de vacinação da prefeitura, ou seja, vai mudar de acordo com a faixa etária que já pode se vacinar. Os visitantes poderão ter acesso a todos os espaços do museu.Voltaremos a agendar a visita de grupos com número ilimitado de pessoas, contanto que todos cumpram as determinações para entrada no museu”, informou o TJRJ.

A entrada é franca, e a exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h. O Museu da Justiça fica na Rua Dom Manuel, 29, 2º andar, no Centro do Rio de Janeiro.

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Projeto ‘Quinteratura’ promove show banda Animal para os pequenos

No domingo, 24 de outubro, o projeto ‘Quinteratura’, promovido pela editora Colli Books em parceria com o grupo Didática Educacional, apresenta show da Banda Animal’ para a criançada e toda a família, na Quinta da Boa vista.  A programação é gratuita e o espaço fica ao lado do Museu Nacional.

Pela manhã, às 10h, os autores Tiago Vilariño e Tais Faccioli farão uma atividade com o livro “O menino que descobriu as cores”. À tarde, às 14h, a animação ficará por conta da contação de histórias. As famílias poderão vivenciar um momento de lazer juntas.

O ponto alto do evento, às 15h, será o show da banda ‘Animal’, com performances de personagens infantis que fazem parte do imaginário dos pequenos. Uma ótima oportunidade para aproveitar a data com um passeio ao ar livre e muita diversão.

As crianças também poderão ter acesso a livros da editora Colli Books. No estande, estarão disponíveis títulos da autora Isa Colli, como: ‘Incêndio no Museu’, ‘Descobertas de Inaiá’, ‘O Reino do Tempo’, entre outras obras infantojuvenis.

Além da estrutura ao ar livre, todas as áreas de circulação do público serão cuidadosamente preparadas para cumprir as medidas sanitárias necessárias neste momento de pandemia, a fim de proteger os visitantes. Haverá controle da capacidade de pessoas nos ambientes; o espaço será periodicamente higienizado; será disponibilizado álcool em gel 70% ou produto de higienização para as mãos nas áreas comuns; e o público deverá seguir medidas de proteção, como uso de máscara facial. Os visitantes também deverão respeitar o espaçamento mínimo de dois metros.

Uma vez por mês, o projeto contará com ações voltadas a crianças de comunidades carentes.

Foto : Divulgação

Serviço:

Data: 24 de outubro (Domingo)

Horário: A partir das 10h

Entrada: Gratuita

Local: Parte lateral do Museu da Quinta da Boa Vista

A Quinta da Boa Vista fica na Av. Pedro II, s/n – São Cristóvão- RJ

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Dica de Livro: A Escola: onde está um, estão todos

O escritor paulista Miguel M. Abrahão nasceu em São Paulo em 25 de janeiro de 1961, e é  formado em história, comunicação social e pedagogia, tendo exercido várias atividades em instituições de ensino, além de dedicar parte de seu tempo à literatura. É um dos mais prolíficos autores de romances históricos no Brasil, cujas obras mais importantes nesse sentido são A Pele do Ogro, A Escola: onde está um, estão todos, O Bizantino e O Strip do Diabo. E a obra que vamos destacar hoje é a A Escola: onde está um, estão todos.

O livro tem como pano de fundo os anos 30, durante a ditadura do Governo Vargas. O professor Bolívar Bueno, envolvido com ideias perigosas para a época, exerce forte influência e controle emocional sobre seus alunos do tradicional educandário Wolfgang Schubert, enquanto divide sua atenção para com as professoras Rosário e Suzy e enfrenta as intrigas do Reverendo Otto Stockhausen e de sua assistente, senhorita Catarina.

Em 2005, a peça foi adaptada por seu autor para o formato de romance, lançado em 2007. Nesse novo formato, Miguel M. Abrahão ampliou o fundo histórico aprofundando temas como a Revolução Constitucionalista de 1932, os conflitos entre o PCB e o Integralismo, além de dar detalhes históricos sobre a Intentona Comunista de 35. O livro é uma obra que traz o leitor para o cenário atual da luta entre integralista e comunistas, que mexe com o contexto político do Brasil atualmente.

O romance, que foi uma obra teatral adaptada – cuja montagem marcou a estreia do ator João Vitti na profissão, pai do Rafael Vitti, marido da Tatá Werneck – é praticamente um mergulho na história do Brasil e de São Paulo. Com personagens marcantes, A Escola traz conhecimento e cultura para quem quer aprender mais sobre o passado desta nação.

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