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Entrevista com Lisete Bertotto: “Importante lembrar que este é um alerta aos meninos para que quando se tornarem pais sejam pessoas presentes. E que a figura paterna não é dispensável.”

A escritora gaúcha Lisete Bertotto, lança sua mais nova obra no Rio de Janeiro. “Guardiãs do Arco-Íris” aborda de maneira lúdica a ausência da figura paterna na família. O lançamento acontece no próximo domingo, 22 de maio em Niterói.

Antes do evento, a escritora separou um tempo para falar um pouco mais sobre sua obra mais atual, projetos futuros e o porquê de lançar o livro no Rio de Janeiro.

Jornal DR1: Como surgiu a ideia de escrever de forma lúdica um tema tão “pesado”, como a ausência de uma figura paterna?

Lisete Bertotto: Nos anos 90 eu fazia parte de um grupo teatral chamado Agenda, escrevia e algumas vezes até dirigia as peças. Tive contato com um número grande de educadoras e elas me traziam a demanda da ausência da figura paterna e como era difícil, principalmente para os meninos entenderem que o pai não os queria. Assim foi nascendo a ideia de trabalhar com essa temática tão delicada.  Seria um desafio e numa manhã eu saía apressada para trabalhar e ao sair de casa enxerguei o arco-íris, a beleza das cores, a perfeição da perfeição. Comecei a imaginar uma família  a gerir a apresentação do arco-íris bem como vários seres mitológicos a ajudar para a apresentação do arco-íris. No livro está mais explicito o papel dos Duendes na história. A Senhora de Todos os Tempos foi baseada na personalidade de minha mãe: uma mulher forte, dinâmica, que praticava a compostagem desde sua infância. Com ela não tinha tempo ruim ou justificativa para não agir. Ela sempre dizia aos filhos: Deus disse te ajude que eu te ajudarei. Essa visão do auto-estorço para conseguir a realização de nossos desejos me impactou profundamente. As Guardiãs do Arco-Íris ou Mamaíria como era chamada a montagem teatral mostra a força feminina personificada em Mamaíria. Importante lembrar que este é um alerta aos meninos para que quando se tornarem pais sejam pessoas presentes. E que a figura paterna não é dispensável. Tenho uma lembrança clara da vez que nos apresentamos numa escola da zona norte de Porto Alegre, os pais tinham sido convidados e era nítido o desconforto dos mesmos com a temática da peça. Um deles chegou a conversar comigo, ele era uma pessoa simples e estava com lágrimas nos olhos. Agradeceu-me por ter escrito a peça. Acho que ele perguntou a diretora, não sei direito, mas ele sabia que eu era a autora da peça. Ele se tornou para mim Arcão, o pai ausente da família do arco-íris.  Nunca vou esquecer suas palavras: eu não sabia que era tão importante assim estar dentro de casa. Só por essa pessoa já valeu a pena ter feito tanto Mamaíria como Guardiãs do Arco-Íris. Há pessoas más que gostam de enganar os outros, tive um companheiro que era o próprio Vilão Bofetão, sempre iludindo e enganando. Minha irmã quando viu Mamairia percebeu na hora quem era o vilão que eu havia me baseado.

Escrevi Mamairia quando já tinha uma experiência de mais de 10 anos em escrever roteiros teatrais, já sabia o que funcionava ou não para crianças. Então junto ao texto veio mais mensagens sublimares para os adultos entenderem. Contei com o talento dos atores que me ajudaram a tornar lúdico a dureza do abandono. E assim, Mamaíria foi crescendo e na terceira montagem estava forte e pronta para dialogar com crianças de todas as idades.

Jornal DR1: Além da ausência do pai, você também trabalhou o bullying dessa mesma forma, qual dos dois te trouxe mais desafio?

Lisete Bertotto: Apesar de não falar especificamente de bullying, trabalho com o preconceito como linha narrativa o tempo todo.  Meu livro anterior fala de uma Ovelhinha rejeitada pelo rebanho apenas por causa do seu nome, como eu era mais jovem e naquele momento envolvida com a criação de filhos pequenos foi mais tranquilo escrever o roteiro teatral. Até porque o preconceito contra o que for desviante do “padrão” de normalidade é forte.  A Ovelhinha Fedorenta foi baseada num caso real onde uma menina de 7 anos dá adeus a sua mascote querida para ela ser feliz no campo. Livre e correndo. A mãe de Aline, uma artista plástica e visual fez os desenhos para a Fedorenta. Há vários contadores de história contando a Fedorenta em vários estados do Brasil. Inclusive uma professora de Resende no RJ usa a Fedorenta com suas alunas na disciplina de contação de histórias.

Jornal DR1: Guardiãs do arco-íris é baseado em uma peça de sua autoria. Com o passar do tempo, tem se tornado recorrente a abordagem desses assuntos mais “sensíveis”, você já tem alguma ideia/projeto para o próximo trabalho?

Lisete Bertotto: Já presenciei cenas de absurdos preconceitos por absolutamente nada.  Como de um homem de cerca de 50 anos que ficou visivelmente ofendido pela presença de uma senhora, de cerca de 80 anos num bar dançante. Ele não se conformou com a presença dela ali, depois de reclamar com o garçom, o gerente e acredito que iria se queixar ao Papa se pudesse e foi embora esbravejando. Em quê a presença daquela senhora incomodou tanto o homem só pode ser explicada pelo preconceito. Esse sentimento é insano, suja e corrói as relações entre as pessoas; coloca um véu entre o a realidade e o que é filtrado por sua mente. Nas Guardiãs do Arco-Íris o trabalho de transformar Mamaíria nas Guardiãs do Arco-íris foi um pouco mais complicado. Evandro Rhoden, editor da Kazuá, meu parceiro de jornada intelectual, irmão camarada, me ajudou a superar certas incompletudes da obra. Como tive um pai hiper presente na minha vida, alguns elementos de abandono não estão presentes na minha subjetividade então em Mamaíria identifiquei como maldade pura o abandono paterno e quem se aproveitou disso. Já na obra as Guardiãs os vilões tem uma possibilidade mais concreta de remissão. Sob a direção de arte de Evandro os estúdios Kazuá fizeram uma releitura do meu texto, com uma homenagem ao teatro de bonecos e com ilustrações da talentosa Tarcila do Amaral.

Estou escrevendo mais duas obras: Irmã Dulce, uma Menina diante de Deus (titulo provisório) e Quimera, livros infanto juvenis. Acredito que Irmã Dulce ainda sai em 2022. Os personagens dessa obra são, em sua maioria, pessoas que se encontram nos abrigos e albergues para a população em jornada de rua. Quimera conta a história de um pequeno povoado na África onde mercadores sem escrúpulos envenenam as águas com roupas contaminadas de doentes terminais. Esta ideia surgiu da fala de uma amiga poeta e professora de História. Quando ela me falou disse fiquei horrorizada e comecei a pesquisar sobre esses fatos. Daí nasceu a História de Quimera.

Jornal DR1: Por que sempre lançar os livros no Rio de Janeiro?

Lisete Bertotto: No Rio de Janeiro, em Niterói tenho uma grande amiga, a Escritora Márcia Martins. Ela me convidou para lançar a Fedorenta no Rio. Foi um lançamento lindo no Saguão da UFF, Márcia agora aposentada, junto com o Celso Costa estava lançando seus livros naquele dia. Para minha surpresa tive tantas vendas como no lançamento em Porto Alegre.  E continuei vendendo no curto período que estive no Rio.  Ao passear tanto no Rio como em Niterói vi vários lançamentos ao entardecer. O Rio tem esse caldo de cultura, sempre em movimento. Já em Porto Alegre, os lançamentos de livros não despertam tanta curiosidade. Enfim, é uma realidade diferente, nem pior, ou melhor. O livro sobre a Irmã Dulce tem a intenção de falar sobre um fato especifico ocorrido lá.  Tenho uma amiga e escritora que mora em Salvador e está me ajudando a organizar os textos. Desejo ser uma autora nacional por isso sempre que puder vou me aventurar a lançar meus livros em outros estados. Sem falar que é sempre bom sentir a brisa marinha com o cheiro da mata que existe no Rio de Janeiro. Um lugar perfeito de encontro entre a natureza e o mundo Gray da Urbanidade.

Jornal DR1: O que você espera que sua obra possa contribuir para as gerações futuras?

Lisete Bertotto: Já consigo ver algumas reações quando uma criança ou adulto vê a peça, espero que minhas obras sejam lidas e se a mensagem subliminar for aceita, melhor. Um dia um rapaz mandou seus originais para a Kazuá e ao ligar para ele foi uma sessão de horror. O irmão gritava ao fundo que ele não servia para nada e que o valor que contribuía em casa não dava para nada. Realmente estagiários ganham pouco, no entanto, estão fazendo a faculdade para buscar um espaço profissional que lhe de mais realizações. O mais estranho é que o irmão agressor nem trabalhava e achava que a vida seria mais farta de o rapaz decidisse largar dos seus poemas e trabalhar “seriamente em algo útil”. Sem condições de continuar a conversa liguei em outro dia e tal irmão me atendeu e antes que começasse com a ladainha contra seu irmão já entrei lascando. Disse que ele devia ter orgulho do irmão, pois ele era um escritor de talento. Ele não soube o que me responder. Veio a mãe e entendi que todos naquela casa atendiam o celular do rapaz. Ignorei suas ofensas com o filho e comecei a trazer aspectos significativos de sua obra. Cansada de não ter público para suas ofensas ela finalmente deu seu celular para o filho. Foi uma das famílias mais abusivas que já encontrei. O rapaz era muito triste se perguntando o que teria feito para sofrer assim

Dei um exemplo para pensar esta situação de abuso contra o Ser humano. Se minhas obras servirem para as pessoas que estão em mãos perversas se libertarem já é o suficiente. Temos que ter autocrítica para tentar ser uma pessoa melhor, mas nunca joguete de quem destila ódio e preconceito.  Tenho uma amiga que me diz que diálogo é com as crianças e as crianças internas de cada um.  Procuro fazer o melhor de mim, mas quem vai dizer se a obra influiu em suas vidas serão meus leitores. Muito obrigada pela oportunidade de falar sobre meu trabalho.

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Quinta da Boa Vista é reformada para bicentenário da Independência

Dá Agência Brasil

O parque da Quinta da Boa Vista, tradicional área de lazer da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, está passando por reformas para comemorar os 200 anos da independência do país. O local serviu de residência do imperador Dom Pedro I, governante brasileiro que rompeu com Portugal e tornou o Brasil independente em 7 de setembro de 1822.

A Quinta, como é conhecida, inclui o antigo palácio real (atual sede do Museu Nacional) e todo o terreno em volta do edifício. Também viveu ali o pai de Dom Pedro I, Dom João VI, monarca que, de 1808 a 1821, governou o império português sediado no Rio de Janeiro.

Dom João recebeu a Quinta como presente do negociante Elias Antônio Lopes, em 1809. E o local serviu como residência oficial para a família até 1889, quando Dom Pedro II, que nascera ali em 1825, teve que sair do país depois da proclamação da República.

Reformas

O parque recebeu tratamento paisagístico de Augusto François Marie Glaziou e do major Gomes Archer, de 1869 a 1875, e conserva até hoje a marca deste período.

A revitalização da área, que teve seu início oficial hoje (13), incluirá reformas nos monumentos, portões, calçadas, pontes, quadras esportivas, sistema de drenagem e banheiros, além da limpeza dos canais.

“Aqui é um dos lugares mais emblemáticos da nossa história, então estamos tendo um cuidado especial com essa obra. E essa é uma grande obra, porque além do parque, em si, teremos também [reformas] do entorno, avenida Dom Pedro II, Largo da Cancela, avenida São Cristóvão, que vão receber o Asfalto Liso [projeto de recapeamento de vias], para ficar tudo pronto para o dia 7 de setembro”.

As reformas custarão R$ 14,6 milhões apenas no interior do parque e têm previsão de conclusão até o dia 6 de setembro.

Museu Nacional

A residência propriamente dita, que hoje abriga o Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também está passando por obras, depois do grande incêndio que destruiu o edifício em setembro de 2018.

Segundo o diretor do Museu, Alexander Kellner, a previsão é que a reconstrução termine em 2027. Mas parte da reforma deve ser concluída a tempo das comemorações do bicentenário. “Pretendemos entregar parte [da obra] ainda para 7 de setembro”, afirmou Kellner.

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Estação Net Rio sediou entrega da Medalha Mérito Cinematográfico 2022

Por Arthur Almeida

O Estação Net Rio, em Botafogo na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, sediou na noite da última quarta-feira (10). A entrega das medalhas Mérito Cinematográfico homenageou  diversos nomes do cinema brasileiro. A homenagem idealizada por Noilton Nunes, a festa tem como projeto acontecer a cada dois meses.

A próxima edição já tem data marcada, e está prevista para acontecer dia 12 de julho.

O Jornal DR1, através de sua equipe esteve presente na premiação, que vai muito além da entrega de uma honraria, mas celebra toda a luta e perseverança da cultura brasileira, através do cinema nacional, que a cada ano evolui e atrai mais espectadores, tanto nacional, quanto internacionalmente.

O evento foi aberto ao público, e teve como principal tema no discurso dos homenageados, a celebração do cinema nacional, o reencontro, já que muitos dos presentes não se viam desde o inicio da pandemia da Covid-19 e todos os discursos enfatizaram a importância da cultura brasileira e a valorização do artista nacional.

Produzido por Adriana Rattes e Cavi Borges, a noite também foi um ato de “ocupação”, o Estação Net Rio esteve perto de fechar as portas, como se falou na abertura da noite, não foi uma premiação, foi um reencontro, uma festa do cinema, uma noite preciosa para a continuidade e ampliação do processo de resistência artística e cultural no Brasil.

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Feira em Brasília reúne o talento de artesãos de todo o país

Mais de 3 mil quilômetros separam Roraima de São Paulo. No entanto, bastam 20 passos para ver, de perto, a diversidade entre os dois estados. Começou na última quarta-feira (4), no centro de Brasília o 15º Salão do Artesanato, edição que tem como tema Raízes Brasileiras.

O salão reúne, no shopping Pátio Brasil, mais de 40 mil peças artesanais produzidas em todas as 27 unidades federativas. Até o próximo domingo (8), os visitantes poderão ver, também por meio de oficinas e ateliês, a diversidade de materiais, técnicas e cores dos universos que compõem as peças feitas à mão por artesãos de todas as partes do Brasil.

O estande de Roraima apresenta materiais, trançados, formas e tintas de sete etnias indígenas. Dependendo da fibra utilizada e das tranças feitas, estabelecem-se formas e resistências para itens que ajudam no dia a dia de índios Wapixana, Macuxi, Taurepang, Yanomami, Ingaricó, Ye’kuama e Wai-Wai que vivem naquela região.

Pode-se, ainda, conversar com a pajé, parteira e artesã da Aldeia Canauani, Vanda Domingos Macuxi, de 64 anos. Seus conhecimentos sobre artesanato tiveram como origem a mãe, para então serem repassados aos filhos.

 

Agência Brasil

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Heloísa Buarque de Hollanda lança livro “Feminista eu?”

A escritora Heloísa Buarque de Hollanda lançou na noite de hoje o livro “Feminista eu?”. Com uma noite de autógrafos na Livraria da Travessa no Shopping Leblon na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Distribuindo sorriso aos admiradores e amigos presentes, a autora autografou diversos exemplares de sua nova obra.

Neste ensaio inédito, a Heloísa Buarque de Hollanda analisa o papel das mulheres em campos chave da cultura brasileira entre os anos 1950 e 1970, como a MPB, o Cinema Novo e a Literatura, evidenciando atuações pioneiras de artistas que fizeram o feminismo avançar, mesmo sem, muitas vezes, se darem conta dessa fundamental atuação.

Nessa recuperação histórica acompanhada de análise crítica, a autora traz à luz um elenco de mulheres que impuseram a presença feminina e as pautas feministas na cena artística que mudaram definitivamente a cultura do país.

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Feira Nacional do Podrão em Guadalupe

Em sua quarta edição, a Feira Nacional do Podrão está de volta nos dias 13, 14 e 15 de maio, no estacionamento do Shopping Jardim Guadalupe, na zona norte do Rio, com entrada franca. Pela primeira vez realizado em um shopping, contará com 20 expositores de diversos bairros do Rio de Janeiro, que oferecerão os tradicionais lanches de rua, além dos “podrões gigantes”, lanches Colabs e quitutes “Podrinhos” para as crianças.

As principais novidades do evento ficam por conta dos lanches gigantes (Batata a metro e o Dogão de 1,20 metro) e lanches Colab (pizza burger, hambúrguer de coxinha e hot burger), para os indecisos. “A Feira do Podrão é uma oportunidade do público conhecer as melhores comidas de rua da cidade. Para essa edição, trouxemos podrões jamais vistos no Rio “, explica Suzanne Malta, idealizadora do projeto.

Outra grande novidade deste ano fica por conta do Espaço Kids, com tenda exclusiva na Feira do Podrinho, destinada às brincadeiras, pista de skate e oficinas de slime, sob supervisão de uma equipe de recreadores.

Na programação, além das melhores comidas de rua da cidade, o público também poderá aproveitar muita arte, shows do cantor Bruno Fernandes (finalista do The Voice 2021) e das bandas Protocolo B e Plano R. A agenda também conta com apresentações de artistas de rua: malabaristas de sinal, dançarinos, entre outros.

O Sesc Rio levará expositores do mercado dos recicláveis, que abordarão as novidades e inovações desse universo, promovendo palestras de conscientização e incentivo à cultura. A feira reservará ainda um ponto para a arrecadação de alimentos não perecíveis, que serão destinados às famílias vítimas das recentes chuvas no Rio de Janeiro.

O evento, nas suas edições anteriores, já recebeu cerca de 150 mil pessoas e vendeu em torno de 308 mil lanches. A Feira Nacional do Podrão, idealizada em 2018, é promovida pela influenciadora digital Suzanne Malta e pelo arquiteto e produtor Filipe Machado.  Esse ano, conta com a parceria do Sesc Rio e o apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e tem como objetivo fomentar a economia criativa e dar visibilidade aos profissionais de rua.

SERVIÇO: 4ª Edição da Feira Nacional do Podrão

Local: Estacionamento do Shopping Jardim Guadalupe (Avenida Brasil, 22.155 – Guadalupe).

Data: Dias: 13, 14 e 15 de maio de 2022 (sexta, sábado e domingo)

Horários:   Sexta – Das 17h às 22h / Sábado – Das 14h às 22h / Domingo – Das 14h às 22h

Entrada: Grátis

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Festival no Rio comemora Dia Mundial da Dança

Quatorze grupos com protagonismo negro no cenário da dança iniciaram na última sexta-feira (29), Dia Mundial da Dança, a quinta edição do Festival Sesc EntreDança, considerado um dos maiores eventos do gênero no país. A última edição do festival, indicado duas vezes ao Prêmio Cesgranrio, ocorreu em 2019, antes da pandemia de covid-19.

Dando continuidade ao tema da última edição – O corpo negro -, o festival vai percorrer cinco cidades fluminenses (Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Paraty e Petrópolis) até o dia 16 de maio. Na programação, estão obras de dança criadas e executadas por artistas negros.

Dezesseis espaços desses municípios fluminenses, entre unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc) e parceiros, receberão os grupos de dança do Rio e de mais cinco estados brasileiros: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo. A maioria dos espetáculos é inédita no Rio. A programação completa pode ser acessada no site do evento.

Entre os destaques da programação está o Reinado de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá, irmandade formada por cerca de 150 pessoas, que mantém ativa a tradição do Reinado há mais de 130 anos. Trata-se de expressão cultural de matriz banto no país, que hoje é encontrada, em sua maior parte, no estado de Minas Gerais. O Reinado apresentará Cortejo e Louvação, nos dias 13 e 14 de maio, na Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio) e na Praia de Copacabana, respectivamente. Nas duas apresentações, o público poderá conhecer a força e a importância histórica, social e cultural das confrarias negras católicas no Brasil, informou a assessoria de imprensa do Sesc.

Entre as ações de formação e reflexão do projeto, a professora e pesquisadora Leda Maria Martins, que integra o Reinado de Jatobá e Rainha de Nossa Senhora das Mercês, dará a aula magna Corpos bailarinossaberes em trânsito, no dia 16 de maio. Ela abordará as relações entre corpo, saber, memória e território. A atividade é gratuita. As atividades pagas têm preços populares entre R$ 5 e R$ 30, sendo o ingresso gratuito para estudantes de artes cênicas com documentação válida.

O Sesc EntreDança mescla ainda noites do passinho, com a participação feminina no movimento funk, e o krump, de Bruno Duarte que, em Formigueiro, mistura técnicas dessa expressão das danças urbanas com outros elementos coreográficos.

 

Agência Brasil

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XII Edição do ‘Dançar Caxias Shopping’ agita o fim de semana

Neste fim de semana (sábado e domingo), dias 30 de abril e 1º de maio, o Caxias Shopping vai receber a XII Edição do “Dançar Caxias Shopping”. O evento – que celebra o Dia Mundial da Dança, comemorado em 29 de abril – já faz parte do calendário cultural da região e é organizado pela Escola de Dança Adriana Miranda (EDAM) em parceria com o Caxias Shopping, com o objetivo de fomentar e incentivar a arte da dança na região.

O projeto vai reunir 16 academias, estúdios, escolas e grupos de dança de municípios da Baixada para apresentações de bailarinos adultos, jovens e crianças com coreografias de estilos variados, como Jazz, Ballet Clássico, Street Dance, Free Style, Contemporâneo, entre outros.

“O Caxias Shopping está cada vez mais conectado com a cena cultural da região, promovendo ações que incentivam as mais diversas expressões artísticas na Baixada. Este projeto é uma longa parceria de sucesso do shopping com a EDAM e tem o intuito de valorizar o cenário da dança local, abrindo as portas para que os jovens bailarinos e praticantes da dança tenham a oportunidade de mostrar seus talentos e criatividade em apresentações cheias emoção”, diz Michelle Coutinho, Gerente de Marketing do Caxias Shopping.

O evento é gratuito e as apresentações acontecem das 18h às 20h30, na praça em frente à C&A.

“Dançar Caxias Shopping” – 12ª Edição

Datas: 30/04 e 1º/05 – sábado e domingo

Horário: 18h às 20h30

Local: Praça em frente à C&A

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Bangu Shopping promove Feira de Adoção Pet neste sábado

Neste sábado, 30 de abril, das 11h às 15h, o Bangu Shopping, empreendimento administrado pela Aliansce Sonae na Zona Oeste do Rio, realiza a primeira edição da Feira de Adoção Peem parceria com a ONG Adoção Carioca, que promove a adoção de cães e gatos de uma forma responsável e consciente.

Durante o evento, os animais resgatados estarão disponíveis para ganhar um novo lar. Os interessados em levar um amigo de quatro patas para casa devem apresentar documento original e cópia de RG, CPF e comprovante de residência. Ainda, os candidatos a novos tutores passam por uma entrevista de avaliação com representantes da ONG.

O Adoção Carioca é um grupo sem fins lucrativos que tem como missão ajudar na reabilitação e promoção de adoção de animais domésticos, além de organizar campanhas em prol da causa animal. São quase 300 animais simultaneamente auxiliados pelo grupo. Durante a feira, a ONG irá recolher doação de artigos pet em geral, como ração para cães e gatos, coleiras, potes para água e comida, brinquedos pet, cobertores, entre outros itens.

A Feira de Adoção acontece na Portaria 1, próximo à loja Fashion Biju, e tem entrada gratuita.

Feira de Adoção Pet no Bangu Shopping

Data: 30 de abril (sábado)

Horário: das 11h às 15h

Local: Bangu Shopping – Portaria 1 – próximo à loja Fashion Biju

Instagram da ONG Adoção Cariocahttps://www.instagram.com/adocaocarioca/

Entrada Gratuita

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Óculos furtados da estátua de Drummond serão repostos em um mês

A Secretaria Municipal de Conservação do Rio de Janeiro (Seconserva) informou, na última quinta-feira (28), que os óculos da estátua do escritor Carlos Drummond de Andrade serão repostos em cerca de um mês. A peça foi furtada na manhã de terça-feira (26), em Copacabana. Imagens de câmeras do Centro de Operações do Rio (COR) já foram encaminhadas à Polícia Civil.

Segundo a Seconserva, desde que a escultura foi inaugurada, em 2002, os óculos do escritor já foram levados 12 vezes. O último furto, anterior ao desta terça-feira, ocorreu há cerca de 7 meses. No final do ano passado, a estátua foi revitalizada, ocasião em que os óculos, confeccionados pelo artista Mario Pitanguy, foram repostos.

A escultura, que fica no calçadão da Avenida Atlântica, em frente à Avenida Rainha Elizabeth, foi criada em comemoração ao centenário de Drummond, nascido em 31 de outubro de 1902. Inspirada em uma foto tirada no mesmo local, pelo fotógrafo Rogério Reis, a homenagem mostra o escritor sentado em um banco, de frente para o calçadão, e é um dos pontos turísticos da orla carioca.

 

 

Agência Brasil