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Autoestima e dança na luta contra o câncer de mama

Reconstrução de mama e coreografia para falar de autoestima e diagnóstico precoce

A descoberta de um câncer de mama é sempre um momento delicado. Medo, insegurança, desespero, angústia. Um misto de emoções e muitos questionamentos. Se o futuro parece sombrio, muitas mulheres encontram luz no fim através do resgate da autoestima que passa pela reconstrução mamária.

A cirurgiã plástica Valéria Destéfani fala sobre a reconstrução e a volta ao status de feminina.

O câncer de mama é devastador na vida de uma mulher. Pensar na possibilidade de viver sem um órgão tão importante para a feminilidade e autoestima da mulher é impactante do ponto de vista da saúde mental de quem precisa retirar este órgão. Então, se existe a chance de reconstruir essa perda, não há razão para não ver vantagens. Ela coloca novamente a mulher no status de feminina e eleva sua autoestima de forma indiscutível.

O benefício físico de deixar as duas mamas mais parecidas novamente, de poder usar um sutiã sem diferenças, sem prejuízos por conta da assimetria (diferenças) das mamas, de acordo com Valéria não tem preço.

Mesmo com todo esforço e tratamento prolongado e muitas vezes desgastante que é a reconstrução de mama, sem dúvida ao final do tratamento, todas que já tive o prazer de tratar, tornaram-se mais confiantes, mais alegres e mais seguras de si. Mostrando que a relação custo benefício vale muito a pena.

O resgate da autoestima também vem através da dança. A iniciativa foi do dançarino Wallace Rocha, que criou uma coreografia com sete mulheres, todas que viveram ou vivenciam o problema, para trazer luz a esse tema tão necessário.

Meu público nas aulas de dança é 100% feminino. O mês de outubro é usado para lembrar as pessoas sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce, a partir do exame de toque. A minha iniciativa foi de reunir um grupo de mulheres que já passaram ou estão em tratamento do câncer de mama para dançar. Tive a ideia porque uma de minhas alunas recém concluiu o tratamento. O que todas elas têm em comum além de serem pacientes oncológicas? Otimismo total – comemora.

A música “Perigosa”, do grupo “As Frenéticas”, sucesso nos anos 70, foi regravada por Anitta e fala do empoderamento feminino, além de ser um hit atemporal. Quando o convite foi feito, o “Sim” foi unânime. A coreografia fala sobre a necessidade da importância do autoexame e o diagnóstico precoce.

Tenho a participação de sete mulheres dançando no vídeo. Recebi depoimento de 10 mulheres de vários lugares do Brasil. O que todas elas têm em comum: são pacientes oncológicas. Todas se disponibilizaram a contribuir de alguma maneira para o projeto. Elas realmente sabem da importância de ajudar outras mulheres e criar essa rede de apoio. Foi lindo, forte, divertido e emocionante – conclui.

Essa é a segunda ação do projeto que teve início no ano passado. Em 2020 o artista usou a música “Me Gusta” da cantora Anitta. O sucesso foi tão grande que viralizou e a cantora usou sua conta em uma rede social para agradecer e parabenizar Wallace pela iniciativa: “Que homenagem linda do Walace Rocha! Fica aí o recado nesse último dia de Outubro Rosa, e levem a conscientização pro ano inteiro”, disse a cantora.

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Festival Funarte Acessibilidança apresenta espetáculos premiados do Sudeste

Oito companhias de dança encerram a temporada de montagens com recursos acessíveis de audiodescrição e Libras, no canal da fundação no YouTube.

A Fundação Nacional de Artes – Funarte lança a quinta e última etapa do Festival Funarte Acessibilidança, no dia 13 de outubro, quarta-feira, às 20h, on-line. Companhias de dança da Região Sudeste vão mostrar o talento e a diversidade local por meio de oito espetáculos premiados, em vídeos com audiodescrição e Libras. Performances inclusivas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo ficarão disponíveis para acesso gratuito no canal da Funarte no YouTube logo após o lançamento. Os projetos contemplados nas demais regiões do país já podem ser apreciados na plataforma de vídeos.

A partir do dia 13, serão exibidos dois espetáculos por semana, às quartas e sextas-feiras, sempre às 20h. As montagens Coisa de Anjo e Olhares Ímpares, ambas do Rio de Janeiro, abrem a agenda do Sudeste.Na outra semana, os contemplados Conexões, de São Paulo, e Húmus, de Minas Gerais, serão disponibilizados no canal. O Rio de Janeiro apresenta mais dois premiados: Diversidade na dança através da singularidade de cada bailarino e Elementos disponíveis para outras composições, no final de outubro. Em novembro, fechando a primeira edição do Festival, entram em cartaz: Annata e Só se fechar os olhos, de São Paulo.

A programação começa com Coisa de Anjo, da Cia. ILTDA, do Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro, às 20h. O trabalho coreográfico narra a história de vida de Analú, ex-atleta paralímpica de judô e, atualmente, artista cênica. No palco, a protagonista contracena com o seu companheiro Elder Oliveira e o seu “anjo” Cauã, um cão-guia. A obra híbrida une técnicas de dança, teatro, circo, judô e audiovisual.

Uma história contada por quem não vê, que pretende ampliar horizontes, abrandar sentimentos e aflorar desejos e conquistas para todos os públicos – reforça o grupo.

Seja um cão ou uma pessoa, o importante é que sempre temos nossos anjos – reforça a artista.

Já a Pulsar Cia. de Dança, também do Rio, apresenta Olhares Ímpares, no dia 15 de outubro. O espetáculo em vídeo celebra os 20 anos de existência da companhia e contará com a participação de antigos e atuais integrantes dos seus projetos coreográficos. A Pulsar foi uma das pioneiras no Brasil a ter em seu elenco artistas com ou sem deficiência, buscando potencializar o movimento com corpos ímpares.

Tenho olhos para sentir. Quero lhe falar sobre o olho da interioridade. Olho da boca, olho da orelha, olho da pele, olho do tato. Um olho aquático. Que boia, desliza, evapora. (…) Vejo dois pedaços de pernas, e uma fração de pés entrelaçados – reflete o grupo, ao explicar a obra de dança inclusiva.

Conexões, de São Paulo, estreia no Festival no dia 20 de outubro. O trabalho da Trupe CircoDança conta a história de um escritor em crise. Em cena, ao se deparar com objetos afetivos – neste caso, uma caixinha de música, um manton (xale) e um violoncelo, ele aciona sua memória. Logo depois, dedica-se ao trabalho de escrever poesias, por meio das conexões de seus pensamentos com os artistas que povoam sua mente criativa. Dez bailarinos e acrobatas interpretam as cenas, baseadas nos pensamentos dele. Enquanto o escritor cria seu próprio universo, os personagens surgem em sua mente e apresentam performances, tornando sua escrita cada vez mais criativa.

A montagem mineira Húmus será lançada na plataforma de vídeos no dia 22 de outubro. A bailarina Renata Mara assina a concepção e a direção. A artista tem baixa visão, ocasionada por uma doença degenerativa da retina. A obra reflete uma estética da sensação, trazendo a sensibilidade da bailarina para o seu fazer em dança.

A diversidade dos corpos em cena evidencia tanto as particularidades e habilidades dos bailarinos quanto a inexorável condição humana,marcada pela espiral de nascimento e morte. Humano, humilde, enraizado na terra. A palavra ‘húmus’ indica: substância orgânica, amorfa,proveniente da decomposição vegetal e animal que revitaliza e fertiliza o solo – explica a artista.

No dia 27 de outubro, a Cia. Carioca sobre Rodas, do Rio de Janeiro, exibe Diversidade na dança através da singularidade de cada bailarino. O trabalho foi criado a partir do projeto Carioca sobre Rodas, mesmo nome da atual companhia. O objetivo principal era ensinar dança de salão para cadeirantes, além de promover a diversidade na dança, inserir os dançarinos na sociedade e trabalhar os benefícios que a modalidade proporciona ao corpo e à mente. O vídeo apresenta as singularidades da dança de salão adaptada aos bailarinos cadeirantes e andantes, ressaltando a diversidade com a inclusão de dançarinas idosas e plus sizes.

Por todo esse tempo, crianças e adolescentes cadeirantes tiveram a oportunidade de experimentar os benefícios que a dança traz para suas vidas, por meio da inclusão social com os andantes, além dos benefícios físicos e psicológicos – conta o grupo.

Elementos disponíveis para outras composições, também do Rio, será lançada no dia 29 de outubro. A Cia. Gente compilou três obras do criador da companhia, Paulo Emílio Azevedo: Procedimentos de 1 Pseudópodo (2009); Procedimento II Urbano (2008), e _Gudubik_ (2011). Para a criação da obra, novas cenas foram incluídas, para produzir um redimensionamento do olhar sobre a diferença e rearranjos estéticos pautados na diversidade corporal.  Segundo o grupo, a intenção é fomentar o diálogo com o público sobre a diferença.

Desse modo, sugerem-se interações a partir de outras representações possíveis e positivas do corpo com deficiência, avançando, artística e epistemologicamente, sobre a categoria inclusão, a fim de nascer a ideia de protagonismo. Limitações passam a ser consideradas como possibilidades estéticas.

Abrindo o mês de novembro, no dia 3, o Núcleo Quimera de Criações, de São Paulo, exibe Annata. O projeto surgiu da união de três artistas: um coreógrafo; um bailarino e artista visual; e um videomaker. O objetivo era unir vivências artísticas diferentes em uma única criação, que envolvesse dança, música, literatura, artes plásticas e vídeo. Os textos Elegias de Duíno, de Rainer Maria Rilke; Coríntios 13.1, de Paulo de Tarso; e A Tempestade, de William Shakespeare, foram as fontes de inspiração para a obra. A narrativa traz um homem/anjo que viaja pelas formas de expressão corporal do minimalismo e explora a liberdade de movimentação da dança contemporânea. A peça coreográfica aborda a relação idealizada entre anjos e humanos, anseios, infortúnios e a busca constante por unidade. Victor Andreuci, artista com Síndrome de Down, é o protagonista.

Para encerrar a agenda da primeira edição do Festival, no dia 5 de novembro, Só se fechar os olhos, de São Paulo, chega à plataforma de vídeos. A obra coreográfica do Coletivo Desvio Padrão propõe um mergulho na audiodescrição, para fazer emergir temas de grande alcance, que buscam tocar nas camadas mais profundas dos processos mentais. A concepção e a performance são assinadas por Maria Fernanda Carmo e Mariana Farcetta.

O duo de dança só acontece dentro da mente daqueles que são cegos ou daqueles que topam fechar os olhos para viver essa experiência de estar privado da visão. O texto que descreve essa dança inusitada, escrito por Edgar Jacques (ator e dramaturgo cego desde a infância), é narrado pelas performers, imóveis em cena. O criador dessa montagem nunca viu uma obra de dança. E isso lhe permite criar o que bem entender – explica o grupo.

Sobre o Festival

A primeira edição do Festival Funarte Acessibilidança foi criado a partir das ações do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual 2020. No concurso público, foram premiados 25 projetos de vídeos de espetáculos, que promovem o acesso de todas as pessoas à arte. O objetivo do processo seletivo é valorizar e fortalecer a expressão da dança brasileira, bem como fomentar a democratização, a inclusão e a acessibilidade.

Com a iniciativa, a Funarte busca realizar novas ações a partir do uso
das mais recentes tecnologias, estendendo, desse modo, um novo modelo para todo o Brasil. Assim, a Fundação reforça seu compromisso de promover e incentivar a produção, a prática, o desenvolvimento e a difusão das artes no país; e de atuar para que a população possa cada vez mais usufruir das manifestações artísticas. Criada em 1975, a Funarte segue, portanto, empenhada em acompanhar as transformações no cenário artístico e social.

O coordenador de Dança, Fabiano Carneiro, destaca a importância do projeto e já adianta uma série de desdobramentos e conexões que estão sendo estabelecidas a partir do lançamento do programa inédito na instituição.

O Festival Funarte Acessibilidança tem um papel de extrema relevância para a classe artística e para a sociedade, ao contemplar a participação de artistas com e sem deficiência em sua programação. O festival proporciona, ao público espectador, uma agenda diversificada e totalmente acessível por meio dos canais digitais da Funarte. Estamos planejando a segunda edição do Festival e, em breve, vamos realizar encontros virtuais entre os artistas das diferentes regiões do Brasil – ressalta o coordenador.

Festival Funarte Acessibilidança

Acesso gratuito, no canal do YouTube

Com audiodescrição e Libras

Agenda dos contemplados da Região Sudeste

Espetáculo Coisa de Anjo, da Cia. ILTDA (RJ)

Dia 13 de outubro, quarta-feira, às 20h

Montagem Olhares Ímpares, da Pulsar Cia. de Dança (RJ)

Dia 15 de outubro, sexta-feira, às 20h

Espetáculo Conexões, da Trupe CircoDança (SP)

Dia 20 de outubro, quarta-feira, às 20h

Montagem Húmus, da bailarina Renata Mara (MG)

Dia 22 de outubro, sexta-feira, às 20h

Espetáculo Diversidade na dança através da singularidade de cada
bailarino, da Cia. Carioca sobre Rodas (RJ)

Dia 27 de outubro, quarta-feira, às 20h

Montagem Elementos disponíveis para outras composições, da Cia.
Gente (RJ)

Dia 29 de outubro, sexta-feira, às 20h

Espetáculo Annata, do Núcleo Quimera de Criações (SP)

Dia 3 de novembro, quarta-feira, às 20h

Montagem Só se fechar os olhos, do Coletivo Desvio Padrão (SP)

Dia 5 de novembro, sexta-feira, às 20h

Espetáculos disponíveis no canal da Funarte no YouTube

Região Norte: Lua de Mel, da Cia. Lamira Artes Cênicas (TO);
Maculelê: Reconstruindo o Quilombo, do Grupo de Dança Reconstruindo o Quilombo (RO); e Solatium, do Corpo de Dança do Amazonas (AM).

Região Sul: Flamenco Imaginário, da Cia. Del Puerto (RS); Convite
ao Olhar, da Cia. de Dança Lápis de Seda (SC); e Do Avesso, do
Grupo Nó Movimento em Rede (PR)

Região Nordeste: _Estado de Apneia, do Grupo Movidos Dança
Contemporânea (RN); Ensaio sobre o Silêncio, da coreógrafa Taciana Gomes (PE); Maré – Versão virtual e acessível, do Coletivo CIDA (RN); Rio sem Margem, do bailarino Elísio Pitta (BA); de Plenitude,da Cia. de Dança Eficiente (PI); Ah, se eu fosse Marilyn! ,do coreógrafo Edu O. (BA), e Proibido Elefantes, da Cia. Gira Dança(RN)

Região Centro-Oeste: Capão Dançante, da Cia. Theastai de Artes
Cênicas (MS); Depois do Silêncio, da Arteviva Produções
Artísticas e Universo Criativo (DF); Rodas em Dança: Livre e Lives,
da Cia. de Dança Street Cadeirante (DF), e TransBordar, do Grupo de Dança Diversus (GO)

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Brasil Cultura Dança Destaque Notícias

Espetáculo ‘TransBordar’, de Goiás, encerra quarta etapa do Festival Acessibilidança

A Fundação Nacional de Artes apresenta, na próxima quarta-feira, dia
6 de outubro, às 20h, o espetáculo TransBordar, do Grupo de Dança

Diversus, de Goiânia (GO). A obra é voltada para o aprofundamento da pesquisa no campo da acessibilidade nas artes da cena. Para a criação em vídeo, a companhia goianiense contou com a parceria
de um grupo de dança inclusiva de Portugal, o Dançando com a Diferença. TransBordar encerra a quarta etapa do Festival Funarte Acessibilidança, que divulga os premiados da região Centro-Oeste.

Os espetáculos em vídeos com audiodescrição e Libras ficam
disponíveis para acesso gratuito no canal da Funarte no YouTube
logo após o lançamento. O Festival Acessibilidança teve início em  junho, com premiados da região Norte. No mês de julho, foi a vez da região Sul e, entre o fim de julho e início de setembro, as montagens da
região Nordeste foram exibidas na plataforma. Os projetos contemplados no Sudeste serão lançados a partir do dia 13 de outubro.

O Grupo de Dança Diversus apresenta TransBordar no dia 6 de outubro, ás 20h representando o Estado de Goiás. A dramaturgia do trabalho foi criada considerando o contexto pandêmico de isolamento social, bem como a necessidade de conseguir filmar com segurança e de dançar com máscaras. O coletivo realizou encontros virtuais à distância, para que os integrantes da companhia  que os integrantes da companhia (muitos deles do grupo de risco) continuassem suas atividades, produzindo arte apesar de todas as dificuldades. As reuniões com as equipes do Brasil e de Portugal
também foram feitas on-line, durante todo o processo de montagem,
filmagem e edição.

Foto: Divulgação

Para criar a obra e pesquisar os movimentos, a companhia se pautou em alguns verbos: fazer, afetar e transbordar.

Transpor as bordas, desviar-se dos limites, invadir e/ou alargar as margens e os sentidos.Um espetáculo que transborda os limites geográficos do Brasil e deságua em outros territórios que compartilham corpos, dores, amores e afeto. Nos resta, então, perguntar: O que você deseja transbordar? – questiona o grupo.

A companhia e todos os profissionais envolvidos na realização de
TransBordar reforçam a importância de fazer parte do Festival
Funarte Acessibilidança e continuar a fazer dança e estar em cena,
mesmo que de outra forma.

Foi possível constatar na fala e no envolvimento de cada participante que este período de concepção,criação e filmagem representou uma janela de esperança, de confiança e de legitimação do nosso trabalho. Afinal de contas, este edital teve um público alvo e um objetivo, questões como a acessibilidade, que ainda não são questões hegemônicas nos editais culturais do nosso país – declara o coletivo.

Segundo a diretora artística, Marlini D. de Lima, ter a oportunidade de
ampliar o alcance do trabalho da companhia, nacional e
internacionalmente, facilita a troca de experiências entre pessoas e
grupos.

Somos um grupo de dança insurgente, ou seja, um grupo de dança contemporânea que insurge e revela possibilidades outras de
dançar, de aprender e conceber a recepção em arte. Somos um grupo que, sobretudo, vive a diversidade e as potencializa enquanto sujeitos e corpos dançantes – explica a bailarina.

Sobre o Grupo de Dança Diversus   

A companhia foi criada em 2016, na cidade de Goiânia, pela diretora
artística Marlini D. de Lima, após ter sido contemplada com um projeto de Intercâmbio Artístico do Fundo de Arte e Cultura, de Goiás ,em 2015. O projeto foi realizado na Associação dos Amigos da Arte Inclusiva Dançando com a Diferença, com o grupo homônimo, na Ilhada Madeira, em Portugal, e teve a duração de três meses.

Com a experiência do intercâmbio, foi possível conhecer e aprender
com a postura e relato dos coreógrafos e coreógrafas que já atuaram
na companhia. Bem como a forma de lidar com a diferença, uma das características constituintes deste grupo de dança inclusiva, no qual dançam pessoas com e sem deficiência – salienta a diretora.

O Festival Funarte Acessibilidança

O Festival Funarte Acessibilidança, em estreia na instituição, foi
criado a partir das ações do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança
Virtual 2020. No concurso público, foram premiados 25 projetos de
vídeos de espetáculos, que promovem o acesso de todas as pessoas à
arte. O objetivo do processo seletivo é valorizar e fortalecer a
expressão da dança brasileira, bem como fomentar a democratização, a
inclusão e a acessibilidade.

Com a iniciativa, a Funarte busca realizar novas ações a partir do uso
das mais recentes tecnologias, estendendo, desse modo, um novo modelo para todo o Brasil. Assim, a Fundação reforça seu compromisso de promover e incentivar a produção, a prática, o desenvolvimento e a difusão das artes no país; e de atuar para que a população possa cada vez mais usufruir das manifestações artísticas. Criada em 1975, a Funarte segue, portanto, empenhada em acompanhar as transformações no cenário artístico e social.

O coordenador de Dança da entidade, Fabiano Carneiro, destaca a
importância de se levar essa linguagem artística à população,
durante o período de distanciamento social.

Festival Funarte Acessibilidança, um projeto inédito com foco na
acessibilidade e na inclusão. Ao longo dos próximos meses, serão
apresentados espetáculos de dança das cinco regiões do Brasil,
plenamente acessíveis ao público, contemplando uma enorme diversidade na sua programação – explica o coordenador.

O festival foi lançado no dia 16 de junho, com Lua de Mel, da Cia.
Lamira Artes Cênicas (Tocantins). Na semana seguinte, foi exibido
Maculelê: Reconstruindo o Quilombo, do Grupo de Dança Reconstruindoo Quilombo (Rondônia). _Solatium_, do Corpo de Dançado Amazonas (CDA), encerrou a agenda das companhias da região Norte. A segunda fase teve montagens premiadas da região Sul. Flamenco Imaginário, da Cia. Del Puerto (Rio Grande do Sul) , deu início à programação. Em seguida, Convite ao Olhar seguida, Convite ao Olhar, da Cia. de Dança Lápis de Seda (Santa Catarina) , foi disponibilizado. Do Avesso, do Grupo Nó Movimento em
Rede (Paraná), fechou a temporada.

A terceira fase divulgou os trabalhos da região Nordeste. A estreia foi
com Estado de Apneia, do Grupo Movidos Dança Contemporânea (Rio Grande do Norte). Depois, foi a vez da montagem _Ensaio sobre o Silêncio, da coreógrafa Taciana Gomes (Pernambuco); _Maré – Versão virtual e acessível_, do Coletivo CIDA (Rio Grande do Norte); Riosem Margem, do bailarino Elísio Pitta (Bahia); _Plenitude_, da Cia. Dança Eficiente (Piauí); e Ah, se eu fosse Marilyn!, do coreógrafo Edu O. ,(Bahia). Proibido Elefantes, da Cia. Gira Dança (Rio Grande do
Norte), encerrou a etapa Nordeste do evento.

A fase atual apresenta as montagens do Centro-Oeste. Capão Dançante, da Cia. Theastai de Artes Cênicas (Mato Grosso do Sul), abriu a programação. Em seguida, dois espetáculos do Distrito Federal
Depois do Silêncio, da Arteviva Produções Artísticas e Universo
Criativo, e Rodas em Dança: Livre e Lives, da Cia. de Dança Street
Cadeirante foram exibidos. A agenda segue agora com TransBordar, do Grupo Dança Inclusiva (Goiás), que encerra a presença da região no
evento. Os contemplados no Sudeste serão exibidos a partir de  outubro.

Os projetos ficam disponíveis no canal da Funarte no YouTube. No decorrer do festival, o coordenador de Dança da Fundação, Fabiano Carneiro,participará de uma “live” com diretores e artistas de dança, além de convidados.

Festival Funarte Acessibilidança

Acesso gratuito, no canal

Com audiodescrição e Libras

Espetáculo TransBordar, do Grupo de Dança Diversus (Goiás)

Dia 6 de outubro, quarta-feira, às 20h

Ficha técnica:

Direção artística (Goiânia): Marlini Dorneles de Lima | Direção
artística (Portugal- Viseu): José Henrique Amoedo de Oliveira |
Ensaiadoras de elenco (Goiânia): Adriana Lopes de Oliveira e Rafaela
Francisco | Coordenador geral do projeto Dançando com a Diferença(Teatro Viseu- Portugal): Ricardo Jorge Marques Meireles |Apoio à criação coreográfica (Dançando com a Diferença  residente no Teatro Viseu):Ricardo Meireles e Leonor Barata | Coordenação de acessibilidade: Vanessa Dalla Dea e Thiago de Lemos Santana|Consultora artística de audiodescrição: Tálita Azevedo | Consultora artística de Libras: Alessandra Terra | Direção audiovisual: Elisa Abrão|Codireção audiovisual: Julia Mariano Ferreira |Trilha sonora: Adriel Vinicius | Técnico de som e luz: Marcus Pantaleão |Produtora geral: Edna Marisa Ribeiro| Edição de vídeo: Heber | Elenco do projeto Dança Inclusiva Diversus (Goiânia): 18 bailarinos| Grupo de Teatro INAI: cinco atores (participação especial) | Elenco do projeto Dançando com a Diferença (Viseu-Portugal): cinco dançarinos.

Agenda dos contemplados das demais regiões

Região Sudeste – Dia 13 de outubro

Região Norte (espetáculos já disponíveis): Lua de Mel, da Cia.
Lamira Artes Cênicas (TO); Maculelê: Reconstruindo o Quilombo, do Grupo de Dança Reconstruindo o Quilombo (RO); e Solatium, do Corpo de Dança do Amazonas (AM)

Região Sul (espetáculos já disponíveis): Flamenco Imaginário, da
Cia. Del Puerto (RS); Convite ao Olhar, da Cia. de Dança Lápis de
Seda (SC); e Do Avesso, do Grupo Nó Movimento em Rede (PR)

Região Nordeste (espetáculos já disponíveis): Estado de Apneia, do
Grupo Movidos Dança Contemporânea (RN); Ensaio sobre o Silêncio, da coreógrafa Taciana Gomes (PE); Maré – Versão virtual e acessível,
do Coletivo CIDA (RN); Rio sem Margem, do bailarino Elísio Pitta
(BA); de Plenitude, da Cia. de Dança Eficiente (PI); Ah, se eu fosse
Marilyn!, do coreógrafo Edu O. (BA), e Proibido Elefantes, da Cia.
Gira Dança (RN)

Região Centro-Oeste (espetáculos já disponíveis): Capão
Dançante, da Cia. Theastai de Artes Cênicas (MS); Depois do
Silêncio, da Arteviva Produções Artísticas e Universo Criativo
(DF); e Rodas em Dança: Livre e Lives, da Cia. de Dança Street
Cadeirante (DF)

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Arte Cultura Dança Destaque Diário do Rio

A Cia. Ballet do Rio de Janeiro retorna aos palcos com “Tempo para dançar” neste fim de semana

A tradicional Companhia BALLET DO RIO DE JANEIRO, de Dalal Achcar, retorna as atividades com repertório eclético, do clássico ao contemporâneo mais avançado, em obras de importantes coreógrafos nacionais e internacionais no palco do Teatro Riachuelo Rio, nos dias 11 e 12 de setembro em “Tempo para dançar”.

O espetáculo “TEMPO PARA DANÇAR”, marca o retorno da cia às suas atividades e permite ao público descobrir jovens talentos brasileiros da atualidade da dança. Encenando clássicos e contemporâneos, a cia irá apresentar um espetáculo único, capaz de atingir um público amplo e variado. Como convidada, o espetáculo conta com a participação da artista Márcia Jaqueline, Primeira Bailarina do Theatro Municipal. As apresentações acontecem nos dias 11 e 12 de setembro, no Teatro Riachuelo Rio.

 

TEMPO PARA DANÇAR – repertório

GENTE QUE PASSA

Música: Philip Glass / Coreografia: Éric Frédéric

 

VALSA SEM NOME

Música: Baden Powell / Coreografia: Ivonice Satie

 

AS HORAS

Música: Philip Glass/Montserrat Caballé / Coreografia: Éric Frédéric

 

IRMÃOS

Música:   Maurane (sobre um prelúdio de J. S. Bach) / Coreografia: Éric Frédéric

 

ARANJUEZ

Música: Joaquim Rodrigo / Coreografia: Éric Frédéric

 

VALSE À MILLE TEMPS

Música: Jacques Brel / Coreografia: Éric Frédéric

 

SLOW DANCE

Música: Boz Scaggs – Chie Ayado / Coreografia: Éric Frédéric

 

SHOGUM

Música: Milton Nascimento/Fernando Brant / Arranjo: Uakti / Coreografia: Ivonice Satie

 

SWING   SYMPHONY

Música:   Nino Rota – Wynton Marsalis / Coreografia: Éric Fréderic

 

SERVIÇO:

 

Local: TEATRO RIACHUELO RIO

Endereço: Rua do Passeio, 38/40 – Cinelândia – Rio de Janeiro

Datas: 11 e 12 de setembro

Horário: Sábado, 20h | Domingo, 18h

Ingressos:

Plateia VIP – R$60,00

Plateia e Balcão Nobre – R$40,00

Balcão Superior – R$20,00

Vendas online: https://bileto.sympla.com.br/event/68764/d/107162

Duração: 1h40m com intervalo

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Arte Cultura Dança Destaque Rio Samba

Inscrições abertas para o Congresso Nacional do Samba

 O evento, marcado para acontecer no dia 02 de dezembro, trará quatro eixos temáticos com inscrições abertas para a apresentação de trabalhos.

A quinta edição do Congresso Nacional do Samba vai tratar da “genealogia” desse ritmo de matriz africana encontrado em várias regiões do país. Organizado pelo Laboratório de Preservação e Gestão de Acervos Digitais (LABOGAD) da UNIRIO, através do programa de extensão “Memorável Samba”, e o Centro de Referência e Informação em Artes e Cultura Brasileira (CRIAR), o evento será realizado no dia 02 de dezembro, Dia Nacional do Samba. Os interessados podem inscrever seus trabalhos até o dia 20 de setembro, podendo ser artigos acadêmicos, crônicas e performances em vídeo que estejam afinados com a missão de refletir sobre a genealogia, a cartografia e a cronologia dessa manifestação cultural brasileira.

O objetivo é reunir estudiosos, pesquisadores e praticantes em quatro eixos temáticos: “Batuques, Congadas e Músicas Sacras Afro-Brasileiras”, “Sambas Rurais”, “Sambas Urbanos Tradicionais” e “Sambas Urbanos Contemporâneos”. Cada um desses eixos têm uma infinidade de ritmos que compõem a Árvore Genealógica do Samba. Com transmissão pelo YouTube, o evento vai abrir inscrições no sistema de doação solidária no valor de R$ 30,00, com o objetivo de cobrir os custos mínimos da iniciativa. Embora seja aberto ao público, aqueles que desejarem receber o certificado de participação, precisam estar inscritos no Congresso, marcado para ocorrer das 8h às 20h, e pagar uma taxa simbólica de R$ 10,00, também destinado à parte operacional.

Para inscrever os trabalhos a serem apresentados durante o Congresso, os interessados devem acessar o site para se inscrever. Outras informações podem ser conferidas com o professor Jair Martins de Miranda, do LABOGAD, no e-mail jairmm@unirio.br. No site também é possível participar da enquete Família do Samba, destinada a alimentar a Árvore Genealógica do Samba e, com isso, criar uma memória social do samba, que envolvem os sambistas e suas obras. Por esse motivo, a enquete afetiva circula em torno de uma única pergunta: “Da grande família do samba no Brasil, quais sambas, sambistas e gêneros são mais familiares a você?”.

Retrocedendo na história

A primeira edição do Congresso Nacional do Samba foi organizada por um dos maiores etnólogos brasileiros, Edison Carneiro, em 1962. Criado com o objetivo de preservar as tradições do samba, entre elas, a autenticidade, o estilo e a adaptação, a iniciativa também visava garantir a evolução do gênero no futuro. Desse encontro surgiu a Carta do Samba, que não só garantia a perenidade da memória do ritmo trazido da África para o Brasil, como também valorizava as aspirações de estudiosos, sambistas, intérpretes, folcloristas e amantes desse ritmo.

Passados 50 anos, os professores da UNIRIO, Jair Miranda e Martha Tupinambá decidiram resgatar o importante encontro e nessa segunda edição emblemática, realizada em 2012, comemoraram o centenário de Edison Carneiro e o cinquentenário da Carta do Samba. Debates e homenagens às personalidades do gênero marcaram o encontro, ocorrido em modelo presencial no Palácio Pedro Ernesto e no Museu da República. Intitulado “50 Anos da Carta e do Dia Nacional do Samba” discutiu sobre o samba e o carnaval no contexto da economia criativa e como patrimônio cultural e imaterial do país, promovendo ainda uma revisão da Carta do Samba.

Desse tempo até hoje, já ocorreram mais duas edições: em 2014 e 2020. Essa última, em função da pandemia, foi realizada no formato on-line, enquanto a primeira teve o Museu de Arte Moderna como local do evento. Na terceira edição, a temática foi “Samba & Carnaval: atores, visões e realização” (2014) e “Genealogia do Samba” (2020), quando foram criados os eixos temáticos – Samba (Batuques, Congadas e Músicas Sacras AfroBrasileiras); Sambas Rurais; Sambas Urbanos Tradicionais, e Sambas Urbanos Contemporâneos