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Faetec abre mais de duas mil vagas em cursos profissionalizantes

A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, está oferecendo 2.325 vagas em cursos gratuitos de Qualificação Profissional. A lista completa de cursos e unidades com oportunidades disponíveis pode ser conferida no site da instituição: www.faetec.rj.gov.br.

As inscrições foram abertas na última sexta-feira, dia 17, e têm duração até 21 de setembro. Será feito um sorteio das vagas em 22 de setembro, e a listagem completa de selecionados será publicada no mesmo dia. Após a divulgação, os candidatos terão entre os dias 23 a 28 de setembro para efetuarem suas matrículas. As aulas terão início no dia 4 de outubro.

“Essa é uma excelente oportunidade para quem quer se qualificar para entrar no mercado de trabalho. Quantas histórias de vida foram transformadas por meio dos cursos da Faetec, de pessoas que conseguiram boas vagas de emprego e hoje tem uma nova perspectiva para o futuro? Como secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, é uma enorme satisfação anunciar a abertura dessas mais de duas mil vagas”, disse Dr. Serginho, titular da pasta.

A novidade dessa rodada é a oferta dos cursos de Porteiro Escolar e Porteiro para Edifícios e Condomínios. Além disso, há oportunidades em Inglês Iniciante; Garçom; Maquiador; Agente de Recepção e Reservas em Meio de Hospedagem; Operador de Computador; Garçom; Assistente de Recursos Humanos; Manicure e Pedicure; Auxiliar de Cozinha; Padeiro; Salgadeiro; Recepcionista, entre outros.

“A abertura deste edital é a nossa contribuição para universalizar uma educação gratuita e de qualidade no estado. Com os nossos cursos, os alunos podem garantir melhores oportunidades de emprego no mercado de trabalho”, afirma o presidente da Faetec, João Carrilho.

Todos que tiverem interesse em disputar uma vaga devem se inscrever por meio do site da Faetec (www.faetec.rj.gov.br). Ao todo, são 43 unidades da Faetec com ofertas em mais de 50 cursos de capacitação profissional, com duração de 10 semanas. Para se candidatar, é preciso ter idade mínima entre 15 e 18 anos, de acordo com a exigência de cada curso. A escolaridade também varia, dependendo da qualificação escolhida.

 

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Vestibular da Fundação Cecierj tem mais de sete mil vagas para 2022

A Fundação Cecierj, vinculada da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, abriu inscrições para seu vestibular. São 7624 vagas em dezessete cursos de graduação a distância oferecidos de forma gratuita por sete instituições de ensino superior no âmbito do Consórcio Cederj.

O Vestibular Cederj 2022.1 contará com o aproveitamento de notas de mais de uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O candidato que desejar utilizar a nota do Enem deve prestar atenção às regras definidas, no edital, por cada universidade.

A isenção da taxa e no requerimento para obtenção de cotas e ação afirmativa vai até o dia 26 de setembro. Já as inscrições para ampla concorrência estarão abertas entre os dias 27 de setembro e 28 de outubro e o valor da taxa é de R$85. Para mais informações sobre o processo de seleção, acesse https://www.cecierj.edu.br/consorcio-cederj/vestibular/2022-1/.

Ao todo são dezessete cursos ofertados, entre licenciatura (História, Ciências Biológicas, Física, Geografia, Letras, Matemática, Pedagogia, Química e Turismo), bacharelado (Administração, Administração Pública, Ciências Contábeis, Engenharia de Produção e Engenharia Meteorológica) e tecnólogo (Sistemas de Computação, Gestão de Turismo e Segurança Pública). A prova será realizada no dia 12 de dezembro.

Os aprovados serão alunos matriculados em uma das instituições que compõem o Consórcio Cederj: Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio).

Os candidatos que desejam fazer uso do que dispõe o Decreto Estadual nº 43.065, de 08/07/2011, que trata dos direitos de travestis e transexuais em utilizarem o nome social na administração direta e indireta do Estado do Rio de Janeiro, deverão enviar e-mail formalizando seu pleito para vestibular.cederj.prograd@id.uff.br, informando seu número de requerimento e o nome a ser inserido como nome social.

Serviço:
FUNDAÇÃO CECIERJ: INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O VESTIBULAR CEDERJ 2022.1
Isenção do pagamento da taxa e ingresso por cotas e ação afirmativa: 17/09 a 26/09
Inscrição ampla concorrência: 27/09 a 28/10
Valor da inscrição: R$ 85
Link para inscrição: https://www.cecierj.edu.br/consorcio-cederj/vestibular/2022-1/
Banca organizadora: Coseac/UFF

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MEC autoriza escolas a usarem verbas do PDDE para aulas presenciais

Da Agência Brasil

Uma resolução do Ministério da Educação publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (17) autoriza os gestores das escolas públicas de educação básica dos estados e municípios, além do Distrito Federal, que participam do programa federal Dinheiro Direto na Escola a aplicarem parte dos recursos que receberam da União em ações que favoreçam a volta dos alunos às atividades presenciais.

Segundo o ministro da Educação, Milton Ribeiro, a “repactuação” da destinação dos valores disponíveis em contas bancárias vinculadas ao programa de melhoria da infraestrutura física e pedagógica escolar permitirá que mais de R$ 1,1 bilhão sejam redirecionados a ações de apoio ao retorno de estudantes do ensino público infantil, fundamental e médio às atividades presenciais.

Pelo texto da Resolução nº 14, as escolas poderão utilizar o dinheiro para implementar ou monitorar as medidas sanitárias já adotadas para viabilizar a reabertura das escolas e também em iniciativas de avaliação diagnóstica; melhoria da infraestrutura e ressarcimento de custos com transporte e alimentação de voluntários que prestem serviços de busca ativa de alunos. Também poderão custear a contratação de serviços de conectividade, infraestrutura e equipamentos de tecnologia, bem como ações de apoio e complementação do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes.

“A resolução dispõe sobre a repactuação dos recursos financeiros disponíveis nas contas bancárias vinculadas ao programa Dinheiro Direto na Escola, como forma de apoiar o retorno presencial das atividades de ensino e aprendizagem em todos os níveis, etapas e modalidades da educação básica nacional”, anunciou Ribeiro durante o evento de lançamento do Painel de Investimentos em Educação Básica, ferramenta que permitirá a qualquer pessoa interessada consultar o total de recursos que cada estado e município, além do Distrito Federal, recebeu da União para investir na educação básica e quanto do total cada unidade federativa tem disponível.

De acordo com o secretário-executivo do ministério, Victor Godoy, a utilização do dinheiro disponível para apoiar o retorno das atividades presenciais em toda a rede pública de educação básica foi favorecida pelas iniciativas já adotadas para sistematizar e tornar mais acessíveis as informações sobre movimentação de recursos públicos.

“Se não tivermos as informações estruturadas, organizadas, interconectadas, não teremos condição de fazer uma gestão melhor, tomando as melhores decisões”, mencionou Godoy.

Painel

O Painel de Investimento em Educação Básica se soma a outros cinco disponíveis no Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU), incluindo o que monitora indicadores da educação básica no contexto da pandemia.

Segundo o ministro Milton Ribeiro, a iniciativa permitirá maior controle social sobre os recursos públicos por dar mais transparência aos repasses e gastos de cada ente federativo. “Este painel consolida, de forma inédita, as informações referentes aos recursos destinados à educação básica, como o Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica], o salário educação, todos os programas do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], entre outros. Tudo o que envolve recursos públicos repassados aos entes federativos estará neste portal que, naturalmente, será atualizado [periodicamente]”, explicou o ministro.

Para a equipe ministerial, os portais de acompanhamento das ações governamentais tendem a não só inibir o desvio de dinheiro público, como a subsidiar a elaboração de políticas públicas e a definição de prioridades.

“Organizada, a informação nos permite ter uma visão [da realidade] sobre a qual refletirmos, o que pode induzir a mudanças nas políticas públicas e nos programas de apoio a estados e municípios”, comentou o secretário-executivo Victor Godoy ao apresentar o funcionamento da ferramenta e demonstrar, com base nos dados disponíveis, que de janeiro a julho deste ano, a União repassou a estados, municípios e ao Distrito Federal cerca de R$ 147 bilhões para serem investidos na educação básica. Trinta e sete por cento deste total foi distribuído entre os quatro estados da região sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo), sendo que São Paulo recebeu em torno de R$ 30 bi e Minas Gerais, R$ 13,7 bi.

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Senado aprova prorrogação de medidas excepcionais na educação

Da Agência Brasil

O Senado aprovou, nesta quinta-feira (16), o projeto de lei (PL) que amplia para até o fim do ano letivo deste ano as normas excepcionais na área de educação previstas durante a pandemia. O texto, de autoria da deputada Professora Dorinha (DEM-TO) já havia passado pela Câmara dos Deputados e agora vai à sanção presidencial.

As normas constam no decreto de calamidade pública, editado em virtude da pandemia da covid-19, que alterou a rotina de vários setores em virtude das medidas de isolamento social. O decreto, no entanto, perdeu a vigência em 31 de dezembro de 2020. No primeiro dia de 2021, as normas sobre educação deixaram de valer, mas a situação nas escolas do país não retomaram sua normalidade. Por isso, o PL aprovado hoje garante a validade das “normas excepcionais”.

Entre essas normas, estão a suspensão da obrigatoriedade de escolas e universidades cumprirem a quantidade mínima de dias letivos; a aglutinação de duas séries ou anos escolares; a permissão para o ensino remoto; e a antecipação da conclusão de cursos de medicina ou cursos técnicos relacionados ao combate à covid-19, se cumpridos 75% da carga horária.

De acordo com o relator do projeto no Senado, Izalci Lucas (PSDB-DF), a aprovação do PL é importante pois não deixará os gestores públicos, como prefeitos, governadores e secretários de Educação de estados e municípios, por exemplo, expostos a questionamentos sobre uma atuação mais cautelosa na volta às aulas. Segundo Izalci, isso “redundará na adoção de medidas que são cruciais para a preparação do ambiente escolar para a retomada das atividades letivas presenciais com segurança e sem qualquer receio de judicialização”.

Mesmo após sancionada, a lei não protegerá os gestores públicos que responderam a ações judiciais, já concluídas, destinadas a garantir o direito de acesso à educação. Isso porque seu efeito não é retroativo.

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MEC estuda criação da primeira universidade federal digital do país

Da Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) planeja criar uma universidade federal digital para, segundo o ministro Milton Ribeiro, ampliar o acesso dos estudantes de todo o país à rede pública federal de ensino.

“Queremos criar a primeira universidade federal digital no país e ampliar o acesso a todos”, disse o ministro ao participar, nesta quinta-feira (16), de audiência pública na Comissão de Educação do Senado.

Um documento preliminar do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, de maio deste ano, cita a avaliação de viabilidade da iniciativa entre as metas da Secretaria de Educação Superior (Sesu-MEC) para promover a educação à distância nas instituições federais de ensino superior por meio do programa Reuni Digital.

No Senado, o ministro Milton Ribeiro disse que a iniciativa segue o modelo já implementado por outros países e respeita as diretrizes, metas e estratégias definidas no Plano Nacional de Educação (PNE). De acordo com o ministro, o uso das modernas tecnologias de informação podem baratear os custos do ensino de qualidade.

“É isso que temos visto em grandes países que estão desenvolvendo essa ferramenta. Vamos começar com alguns cursos e todos vão poder ter acesso, pois com 400, 500 professores, eu posso atingir a milhões de alunos no país todo, obedecendo às premissas do PNE”, disse o ministro.

O ministro lembrou que, nos últimos anos, o orçamento das universidades federais foi impactado pela crise econômica e, principalmente, pela pandemia da covid-19.

“Quando falamos em diminuição das verbas para as universidades federais, eu concordo plenamente. Vejo que, em um passado não tão distante, o orçamento do ensino federal era muito grande, muito maior do que o que temos hoje”, disse Ribeiro

“Vale dizer que vivemos tempo de guerra, de pandemia”, acrescentou o ministro, enfatizando que, na proposta orçamentária para 2022, o ministério pede ao Congresso Nacional que autorize um aumento de recursos para a pasta.

“A proposta que o Parlamento vai apreciar fala em um aumento mínimo de cerca de 17% para as universidades federais, e de 28% para os institutos federais. Por que isso? Porque temos 69 universidades federais com 281 campi. E 38 institutos, Cetecs [centros educacionais técnicos], além do Dom Pedro II. E esses, juntos, somam 670 campi. Então, além da visão política de dar mais oportunidade à [formação] de mão de obra técnica, o número de campi [do segundo grupo] é muito maior”, comentou Ribeiro.

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Enem 2021: inscrições para pessoas privadas de liberdade acabam dia 17

Da Agência Brasil

Estão abertas, até sexta-feira (17), as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade, o Enem PPL 2021. As inscrições devem ser feitas pelo responsável pedagógico da unidade prisional ou socioeducativa, por meio do sistema do exame.

O responsável pedagógico é o encarregado por acompanhar todas as etapas do exame até a divulgação dos resultados. Entre as obrigações estão solicitar atendimento especializado e tratamento pelo nome social para os participantes que precisarem, indicar as salas de provas e divulgar as informações aos participantes.

Também cabe a ele manter, sob sua guarda e sigilo, a senha de acesso ao sistema e os números de inscrição e de Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos participantes. Os dados são indispensáveis para o acompanhamento do processo de inscrição e a obtenção dos resultados individuais.

O prazo de inscrição do Enem PPL começou no dia 6 de setembro. As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nos dias 11 e 12 de janeiro de 2022.

O Enem PPL têm o mesmo nível de dificuldade do Enem regular. A única diferença está na aplicação, que ocorre dentro de unidades prisionais e socioeducativas indicadas pelos órgãos de administração de cada estado e Distrito Federal.

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Universidades privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, bem como algumas instituições de Portugal que têm convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame.

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Aplicativo desenvolvido por professoras tornou-se ferramenta na pandemia

As professoras da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) Luciene Vales e Cristina Coimbra desenvolveram um aplicativo que permite a pintura de gravuras feitas pelas próprias crianças dentro da sala de aula da instituição. O app está disponível para sistema operacional android e pode ser baixado gratuitamente.

O conceito surgiu a partir de um projeto com a turma Infantil 4, com 14 alunos entre três e quatro anos, sobre os direitos das crianças. Uma ferramenta, criada no final de 2019, mas muito utilizada pelos estudantes, da Educação Infantil do CAp Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), durante a pandemia, como parte do conteúdo pedagógico.

Foram desenvolvidas atividades sobre o brincar, trabalhando atividades tradicionais como pião, pipa e amarelinha, além das brincadeiras da atualidade como o slime, os livros de colorir e os jogos digitais. Em seguida, as educadoras tiveram a ideia dos alunos criarem seus próprios autorretratos, que seriam impressos em livros e também disponibilizados para a plataforma digital.

“Consideramos que o brincar é o principal direito das nossas crianças. Trouxemos um pouco das nossas brincadeiras da infância, mas não podemos ignorar que o uso da tecnologia faz parte da vida deles. E eles nos passaram que preferem o uso de celular e tablet do que o computador, pela facilidade do manuseio com a tecnologia “touch screen”, que é a tela sensível ao toque”,  explicou Luciene Vales, que hoje leciona para o curso superior de pedagogia na unidade.

Para o presidente da Faetec, João Carrilho, a ferramenta mostra o quanto os profissionais da Rede estão atentos com os rumos que a tecnologia e a digitalização estão tomando no âmbito de formar os estudantes.

“As tecnologias digitais não irão substituir o professor, mas podemos buscar uma abordagem mais individualizada no ensino, atendendo os interesses e as necessidades dos nossos alunos?”, disse.

Após a produção do livro impresso para colorir, foi criada a versão digital para android, que foi programada e custeada pela educadora Luciene Vales.

“Trabalhamos as mídias de forma que as crianças fossem autoras, não apenas consumidores. É preciso criar essa relação crítica com a tecnologia. E esse processo de formação deve ser feito desde a primeira infância. Não estou mais com a turminha, mas é satisfatório saber que o nosso projeto ajudou os alunos durante a suspensão das aulas”, destacou Luciene.

O aplicativo “Livro de Colorir T.41” ainda está disponível para download gratuito através do link: https://play.google.com/store/apps/details?id=luciene.sousa

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Vacinar adolescentes torna mais seguro retorno às aulas, diz Fiocruz

Da Agência Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) atualizou hoje (23) suas recomendações para prevenir a covid-19 no retorno às aulas presenciais e destacou que a vacinação dos adolescentes deve ser uma das medidas buscadas para aumentar a segurança nas escolas em meio à pandemia.

Elaborado por um grupo de trabalho coordenado pela vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, documento divulgado hoje avalia que “a implementação da vacinação para adolescentes pode reduzir significativamente o fechamento prolongado de turmas, escolas e interrupções de aprendizagem e lentamente permitir o relaxamento das medidas de proteção na escola”, diz o texto.

Para os pesquisadores, “não há razão para acreditar que as vacinas não devam ser igualmente protetoras contra a covid-19 em adolescentes como são em adultos e em conjunto com as medidas de distanciamento e uso de máscaras propiciem um retorno às aulas ainda mais seguro”.

A vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos já ocorre em algumas cidades do Brasil, conforme é concluída a vacinação da população adulta com a primeira dose. Até o momento, somente a vacina da Pfizer é autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa população, já que não há estudos reconhecidos pela agência sobre o uso dos outros imunizantes em menores de idade.

A Fiocruz afirma que é fundamental que a vigilância para faixas etárias mais jovens e nas unidades escolares, como um todo, seja reforçada, já que essa população ainda tem acesso limitado às vacinas.

Outro alerta é em relação à variante Delta, cuja transmissibilidade é maior que a da cepa inicial do SARS-CoV-2. “É importante ressaltar que o aumento da transmissibilidade em todas as faixas etárias foi relatado para as variantes de preocupação (Vocs) do SARS-CoV-2, mais notavelmente para a variante Delta. Em regiões onde uma porcentagem crescente de adultos está totalmente vacinada contra covid-19, mas onde as crianças não são vacinadas, pode-se antecipar que, nos próximos meses, proporções cada vez maiores de casos da doença relatados ocorrerão entre crianças”.

Protocolos

O guia com as recomendações da Fiocruz indica que os principais cuidados são manter ambientes ventilados, usar máscaras de eficácia comprovada, manter distanciamento físico de pelo menos 1,5 metro, definir estratégias para monitoramento de casos e rastreio de contatos e promover uma higienização contínua das mãos. A fundação também defende que a situação vacinal dos trabalhadores da comunidade escolar seja monitorada e que haja número máximo de ocupantes nos ambientes.

O texto sugere protocolos para lidar com o surgimento de casos de covid-19 nas escolas. Quando dois ou mais alunos que convivem em uma mesma sala de aula tiverem casos confirmados simultaneamente, é necessário suspender as aulas da turma por 14 dias. Já quando casos simultâneos forem registrados em turmas diferentes, deve-se suspender as aulas presenciais por 14 dias nos dias da semana em que aquelas turmas têm aula. Além disso, todos os contatos próximos devem ser monitorados.

Pessoas com casos sintomáticos respiratórios não devem frequentar a escola de forma presencial. Tal quadro pode ser descrito com ao menos dois dos seguintes sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos. Em crianças, além dos itens anteriores, considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.

“É importante que haja um monitoramento muito próximo dos casos entre crianças, adolescentes e adultos das comunidades escolares, além de ampla testagem ao longo dos próximos meses de retorno pleno às atividades presenciais nas escolas, sem o qual fica bastante difícil o monitoramento da real dimensão e significado da pandemia nestes ambientes. O momento agora é de se implementar a vigilância epidemiológica escolar em tempo real com a produção de dados para o acompanhamento das experiências locais”.

Segundo a Fiocruz, “a abertura de escolas geralmente não aumenta de forma significativa a transmissão na comunidade, especialmente quando as orientações delineadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) são seguidas”. Além disso, a fundação afirma que “o risco de afastamento dos menores de 18 anos de suas atividades normais como escola e eventos sociais pode se revelar um risco maior do que o da própria SARS-CoV-2 para eles”.

O documento traz dados do Ministério da Saúde que indicavam que, até o início de agosto, as crianças e os adolescentes correspondiam a aproximadamente 1,5% das hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil (14.011 casos) e a 0,3% dos óbitos por SRAG em que a covid-19 foi confirmada (1.057 óbitos).

Indicadores

O estudo da Fiocruz também elenca os principais indicadores que devem ser observados para que haja um retorno seguro às aulas presenciais. O primeiro deles é a taxa de contágio (R), que deve ser menor do que 1,0. Isso significa que cada caso de covid-19 infecta, em média, mais de uma pessoa. Dessa forma, o ritmo de novos casos não representa um agravamento da pandemia.

Outro dado importante é a ocupação dos leitos de terapia intensiva para covid-19, que são necessários para tratar casos graves da doença. Para o retorno seguro, a Fiocruz recomenda que 25% desses leitos estejam livres.

O terceiro indicador trata dos novos casos registrados em uma localidade. O retorno seguro às aulas presenciais pode ocorrer quando novos diagnósticos não superem a proporção de nove casos para cada 100 mil habitantes nos últimos sete dias.

Por fim, a fundação pede que seja observada a taxa de testes diagnósticos (RT-PCR ou antígeno) positivos, recomendando que esse percentual não seja superior a 5%. Apesar disso, a pesquisa pondera que, no Brasil a média de positividade nos testes diagnósticos gira em torno de 35%. “Isso pode significar que os exames estão sendo realizados em sintomáticos moderados ou graves que procuram os serviços de saúde, mas também um elevado risco de transmissão local.”

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Peça teatral dos alunos da Martins Pena entra em cartaz na rede social

“Stories” como palco. Essa é a ideia dos alunos da Faetec – Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena, que apresentam neste sábado (21/08) a peça “Alguém acaba de morrer lá fora” por meio do Instagram de montagem (@alguemacaba). O espetáculo faz parte do projeto de conclusão de curso dos futuros atores que superam o desafio de idealizar, produzir e realizar um espetáculo teatral, com o público, em tempos pandêmicos.

Para ambientar a dramaturgia de Jô Bilac, a peça “Alguém acaba de morrer lá fora” será apresentada no “Instagram”. Os “Stories” servirão como palco e cada “Destaque” será um ato. Através de recursos como filtros, enquadramentos inusitados e um leve flerte com o “Tiktok”, os futuros atores Aloysio Araripe, Felipe De Gois, Laura Braga e Luiza Pitá buscam suscitar a comicidade de Bilac, tão característica da nossa existência latino-americana e, por muitas vezes, ácida.

– Em menos de 60 dias, nós, quatro alunos da 5a etapa do curso, concordamos em juntar nossos trapos quarentênicos (via “Zoom”) e futucar nossas bagagens criativas a fim de colidi-las e ver no que dá. Assim como os atores do teatro que aprenderam a inventar o que era o audiovisual brasileiro na época em que a tv aqui chegou, sentimo-nos parte de uma geração teatral de guerrilha que desbrava território virgem, caótico, traiçoeiro e abarrotado de novos recursos – conta a aluna Laura Braga.

O grupo de estudantes foi orientado pelas professoras: Daniele Geammal, Lucia Provenzano, Morena Paiva e Willa Soanne, além de contar com a colaboração de ex-alunos e docentes, como Fernando Guilhon, Jô Bilac e Ricardo Rocha.

Até a abertura das cortinas, o endereço da página (@alguemacaba) permanecerá fechado em função dos ensaios. O acesso será liberado no dia 21 de agosto de 2021, às 21h.

– Sigam todos para já estarem conosco no momento em que abrirmos o pano! Até lá, convidamos vocês a acessarem os perfis fictícios dos personagens: @aiemi.marcela @claudio.lafora, @dodo_alguem e @91lauraevanesc – convida o aluno Aloysio Araripe.

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RJ: abertas inscrições para 15ª Feira da Ciência, Tecnologia e Inovação

Realizado anualmente pela Fundação Cecierj, o maior evento de ciências dirigido à Educação Básica do estado já está com inscrições abertas. Docentes e estudantes dos ensinos Fundamental II, Médio e Técnico, das redes públicas e privadas de ensino, não podem perder a oportunidade de apresentarem os seus projetos de pesquisa na 15ª Fecti – Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro.

Os candidatos da 15ª Fecti deverão inscrever-se por meio da plataforma SisFECTI (https://fecti.cecierj.edu.br/login), em uma das três modalidades: projeto já desenvolvido, com resultados; projeto iniciado, não finalizado, com resultados parciais; e projeto/proposta de pesquisa, sem resultados. Nesta modalidade não poderão se inscrever estudantes concluintes do Ensino Médio ou Técnico ou do 9º ano do Ensino Fundamental II.

A inscrição se estende até o dia 20 de setembro.

“É uma oportunidade ímpar de estimular que alunos coloquem em prática o que é visto em sala de aula. A Fecti cumpre uma missão fundamental, que é estimular a curiosidade e a descoberta científica dos alunos”, destacou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dr. Serginho.

Assim como a edição anterior, o evento, que tem apoio do CNPq/MCTI e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), será realizado de forma on-line, utilizando as ferramentas digitais disponíveis, entre os dias 1º e 4 de dezembro.

“Nós, da Fundação Cecierj, nos sentimos extremamente gratificados em realizar uma feira de ciência e tecnologia tão importante e que desperta um grande interesse em professores e estudantes das redes públicas e privadas da Educação Básica do Rio de Janeiro”, disse o presidente da Fundação Cecierj, Rogerio Tavares.

Todas as informações estão disponíveis no site da Fundação Cecierj, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, em https://www.cecierj.edu.br/divulgacao-cientifica/fecti/

Saiba como participar

Os alunos do 6º ao 9º ano podem inscrever seus projetos nas categorias de Ciências do Ensino Fundamental II. Já os estudantes dos Ensinos Médio e Técnico podem participar nas categorias Ciências Biológicas & Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Desenvolvimento de Tecnologia ou Interdisciplinar (para projetos de Arte e Ciência, Ciência e Sociedade, Ciência e Esporte, Educação e Ensino de Ciências, História da Ciência).

Para cada escola ou professor somente será permitida a inscrição de até quatro projetos, desenvolvidos individualmente ou em grupo de até três alunos, sob a orientação de um professor da escola. Os projetos serão avaliados pelo Comitê Científico, composto por professores e pesquisadores ligados a instituições de ensino e pesquisa e museus de ciência.

Premiação

A premiação da Fecti conta com medalhas, troféus, bolsas de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e indicação para participar de feiras de ciências nacionais, com alcance internacional, como a Febrace, organizada pela Universidade de São Paulo (USP), e a Mostratec, da Fundação Liberato – Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul. Além disso, tem o Prêmio Meninas na Ciência, que concede medalhas para o grupo composto por integrantes do sexo feminino que se destacar na XV FECTI e bolsas do CNPq para professores de escolas públicas, orientadores ou coorientadores de projetos finalistas.