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Caster do Rainbow Six Siege, “Retalha” fala da carreira de comentarista e da função de contextualizar público

Por Jonathan Oliveira

Por trás da energia dos esportes eletrônicos, há os que trazem emoção: os narradores. Mas, assim como Batman, eles têm também o seu Robin: os comentaristas, responsáveis por introduzir quem está assistindo e ouvindo a narração no contexto do jogo, para entender acontecimentos espontâneos ou calculados no game. Para saber mais um pouco sobre os comentaristas, trouxemos nesta edição o Otávio “Retalha” Rodrigues Ceschi, Caster do Rainbow Six Siege no Brasil pela Ubisoft.

Ele nasceu em São Paulo, tem 29 anos, fez curso técnico em radialismo e é formado em Jornalismo. Começou a vida gamer desde pequeno. Seu primeiro console foi um Super Nintendo, e jogava bastante Donkey Kong e Mario. Na adolescência, frequentava muito lan houses, que eram fenômeno, e deixava até de ir em compromissos como aula e terapia para jogar. Jogava bastante CS, que devia ser a versão 1.4 na época. Retalha também pratica esporte, intercalando o game com as atividades do bom e velho esporte tradicional.

Preparamos algumas perguntas para conhecermos o Otávio melhor.

Foto: Ubisoft

Jornal DR1 – Você foi um dos pioneiros para a narração e o entretenimento do Rainbow Six no Brasil desde o beta do jogo. Conte um pouco sobre essa trajetória e como chegou na Ubisoft?

Otávio – Jamais achei que estaria por aqui hoje. Meu começo foi ao lado do Meligeni, ainda no BF4. Eu tinha “largado” a vida de competidor (naquela época, não tinha nem salário) para fazer lives, porque me rendiam 100 dólares no mês. Em sequência, o Meli me chamou para virar comentarista com ele. Vi como uma oportunidade para uma área que eu já queria e buscava durante a faculdade, apresentar algo, trabalhar com comunicação. Detalhe: era totalmente “0800”. O Meli recebia dinheiro só do AD da Twitch. Depois de um ano, vimos que o BF competitivo não ia ter continuidade. e ouvimos falar de um tal de Rainbow Six, que seria lançado pela Ubi, e que a Ubi queria fazer competitivo. Nisso, ele e o Gabriel “winners” começaram a elaborar um projeto de campeonatos para a Ubi BR. A Ubi recebeu esse projeto, e nosso atual chefe nos chamou para uma reunião na BGS 2015 para explicar que eles tinham vontade de fazer o competitivo acontecer.

Jornal DR1 – Como um bom gamer, todo mundo tem seu apelido. Nos conte, de onde veio o “Retalha”?

Otávio – O primeiro nick era Retalhador. Usei até os tempos de BF e surgiu como indicação de um amigo, quando eu tinha 12 anos. Basicamente foi o seguinte:

– Oh, mano, qual nick que eu uso na LAN?? Não tenho ideia.

– Ah, bota Retalhador!

Depois quando comecei a fazer as lives, em 2014, resolvi deixar menos pesado. E, como só me chamavam de Retalha nos times pelos quais eu tinha passado, deixei só Retalha, e ficou.

Jornal DR1 – A narração é o principal elemento para levar ao público o que está acontecendo. E na função de comentarista, como é trabalhar no Rainbow Six Siege no Brasil?

Otávio – Meu trabalho, junto com o Meli, sempre foi de duas polaridades: ele sempre foi a emoção e eu sempre foquei na razão. No último ano, venho mudando isso do meu lado, principalmente quando temos algum time brasileiro contra outro time de fora. Poder fazer parte desse cenário desde o começo é sensacional. Tem muito carinho envolvido. Sinto bastante sempre que algum jogador veterano se aposenta e, ao mesmo tempo, é muito bom ver garotos que tinham 15 anos quando começaram a acompanhar o R6 e hoje conseguiram chegar no Tier 1 do competitivo. Às vezes, me sinto até um velho assim (risos).

Foto: Ubisoft

Jornal DR1 – Quais suas maiores motivações, tanto no cenário tradicional quanto no eletrônico, e a sua principal inspiração?

Otávio – Nunca fui de ter ídolos ou me espelhar em pessoas. Sempre tentei ser eu mesmo. Como profissional, meu pai sempre foi um exemplo. Gosto muito de escutar o Everaldo Marques narrando, Milton Leite. Em questão de motivação, é o pensamento de que eu posso sempre ser melhor do que ontem. Ou seja, todo dia é dia para aprendermos algo.

Jornal DR1 – Ubisoft é uma grande empresa de jogos, com títulos famosos no mundo dos gamers. Como é trabalhar nela?

Otávio – Nós prestamos serviço para eles, mas, para a comunidade, a gente representa a imagem da Ubi. Tanto que procuram a gente como suporte às vezes (risos). Quando olho pra trás, vejo que são 5 anos assumindo essa linha de frente e, ao mesmo tempo, não parece que passou todo esse tempo.

Jornal DR1 – Retalha e Meligeni são os casters pioneiros que estão ativos até hoje. Conte, olhando o cenário do Brasil de quando você começou até esse momento, vendo que o cenário está dominando de uma forma bem positiva e satisfatória, o que você está achando e qual sensação está sentindo?

Otávio – Desde o começo, eu sabia do potencial que nós brasileiros tínhamos, como comunidade e com skill dos jogadores. Não era atoa que em 2016 botávamos 2 mil pessoas nos eventos presenciais. Esses dois últimos anos eram para ter sido gigantes, mas a pandemia atrapalhou. O que importa é que a gente continua com a cabeça levantada e, mesmo com essas limitações, damos o melhor de nós para o público ter um show no final. Esse é nosso trabalho e a gente ama o que faz.

Foto: Ubisoft
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Musa da Beija-flor faz ensaio fotográfico exaltando empoderamento negro

Musa da Beija-Flor, Sávia David fala sobre enredo da escola para o próximo ano e exalta a sabedoria e empoderamento do povo preto em ensaio fotográfico

Tentativa de silenciar e apagar não foram suficientes. O negro resiste, insiste e, ao longo da história, jamais se deixou calar. Prova disso são personalidades em todas as áreas que sempre foram voz em uma sociedade preconceituosa e discriminatória. Em 2022, o enredo da Beija-Flor fala sobre esse tema. “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, um enredo de autoria coletiva, escrito pelas mãos, vozes e memórias de cada componente da comunidade de Nilópolis.
Sávia David, musa da escola, vem representando o empoderamento feminino e a sabedoria. Digital influencer, bacharel em Direito e Educação Física, fisiculturista, esposa e mãe de dois filhos, ela se identificou de imediato com o enredo e com o que vai levar para a avenida.

O preto vem de uma história sofrida, mas cheia de beleza, superação

Foto: Jennifer Castro

e ensinamentos. A mulher preta ainda mais. Pesquisas mostram isso. Mesmo assim, elas não deixaram de mostrar o talento na arte, na literatura, na música e em muitos outros setores. Mulheres que sempre foram poderosas e abriram espaço para todas nós – diz.

Totalmente envolvida com o enredo, Sávia participou de um ensaio fotográfico exaltando o empoderamento e sabedoria da mulher preta.

A sabedoria não está apenas em ter cursado uma faculdade, escrever

Foto: Jennifer Castro

livros ou se tornar artista. Vai muito além. Essas mulheres carregam com elas a sabedoria da superação, da resistência, da leniência e da resiliência. Mulheres que sempre foram empoderadas por essas qualidades. E hoje somando a tudo isso, somos empoderadas porque fomos além e somos capazes de nos libertar dos conceitos estéticos e assumir toda nossa ancestralidade.

O ensaio “Preta Empoderada” foi feito pela fotógrafa Jennifer Castro. Tudo uma referência intelectual ao povo preto.

Chegou a hora de jogar por terra de uma vez por todas a estrutura colonial racista que despreza a riqueza intelectual que produzimos.

Nesta quinta-feira acontece a semifinal da escolha do samba enredo da Beija-Flor na quadra da escola em Nilópolis e Sávia preparou uma veste temática.

Quero exaltar todo o poder que a mulher preta tem e sempre teve –  conclui.

Serviço:

Ensaio: Preta Empoderada
Estúdio: Jeniffer Castro Fotografia
Sávia veste: Acervo pessoal

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Atleta do Flamengo celebra vitória no Brasileiro de natação

 

 

Natália Steiner, de 15 anos, começou na natação ainda bebê, por lazer e pela saúde, por incentivo dos pais, Frederico e Larissa. Aos 9, passou a competir e, desde então, vem colecionando conquistas. A mais recente foi no Brasileiro Juvenil, em Recife, no domingo, quando venceu os 200m peito, 2min43s, a melhor marca de sua carreira.

Treino isso durante anos e anos e consegui bater este meu objetivo, mas foi muito difícil chegar lá – conta Natália.

Apesar da pouca idade, Natália, resiliente, tem consciência do que está plantando nas piscinas:

Treino de manhã até de noite, também malho. É uma rotina muito

Foto: Divulgação

complicada, não é uma vida de adolescente normal, igual à que os outros têm. Mas tudo tem um propósito e eu amo muito o que faço e tenho certeza de que nunca vou me arrepender do que estou ‘perdendo’ – analisa.

E a atleta do Flamengo tem um grande parceiro para aliar os treinos, competições e estudos: o CEL Intercultural School, onde cursa a 1ª série do Ensino Médio:

Foto: Divulgação

Treino três vezes por semana de madrugada, em torno das 5h, e acabo perdendo o primeiro ou segundo tempo da escola. Mas o CEL tem sido muito parceiro, vem abrindo muitas portas para mim, está se formando uma amizade muito boa entre a gente. Porque eles me ajudam quando preciso. Às vezes viajo para competir e tenho que faltar uma aula ou outra.

Em 2020, a filha de Frederico e Larissa foi, nas tomadas de tempo, tetracampeã brasileira nos 100m peito e 200m peito, além dos 200m medley e 400m medley.

Com convocações frequentes para a seleção de base do Brasil há dois anos, Natália mostra personalidade ao ser perguntada sobre quem é sua maior inspiração no esporte.

Tenho um ídolo que é o (Michael) Phelps (americano), admiro muito as pessoas, mas eu me inspiro em mim mesma. Eu não falo:

Foto: Divulgação

‘quero ser tal pessoa’. Quero ser eu, fazer o meu melhor, mas admiro muitos. Dentre eles, o Phelps.

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Entrevista com Gardênia Cavalcanti: “Tudo que é espontâneo é verdadeiro. Sou muito natural, às vezes me perguntava se era legal ser assim”

Por Guilherme Abrahão

Apresentadora do Vem Com a Gente na TV Band Rio, madrinha das ações sociais do Cristo Redentor, colunista do Jornal O Dia e empresária. É assim que a Gardênia Cavalcanti se descreve em seu perfil na sua principal rede social. E a  apresentadora da emissora carioca é muito mais do que isso. Gardênia é um exemplo de superação e de que quem batalha chega longe na vida. E nesta semana, a apresentadora aceitou o convite do Jornal DR e bateu um papo exclusivo. Ela falou da carreira, de futuros projetos e tudo o que passou para ser hoje um dos principais nomes da Band Rio. e a batalha não foi fácil para a nordestina de Pernambuco.

Em sua terra natal, ela trabalhou com cosméticos em grandes empresas, até chegar à Rádio Clube AM, de Recife. Lá ganhou destaque e partiu rumo ao estrelato na televisão, até chegar ao Rio de Janeiro. Mas como esperado, nunca foi fácil para a apresentadora.

“Não foi fácil porque sempre fui ativa demais, sair, prover, trabalhar com resultados, mas foi importante a fase para que eu pudesse viver o meu sonho, ser mãe.Aos poucos, me acostumei com a cidade maravilhosa, essa gente feliz! Retomei minha vida profissional, já são onze anos. Me sinto carioca (risos)”, contou.

Madrinha dos eventos beneficentes no Cristo Redentor, Gardênia apresentou no último dia 30 ao lado do ator Bruno de Lucca e Padre Omar Raposo, a live solidária do O Arraiá do Redentor. O primeiro arraiá foi realizado pelo Santuário Cristo Redentor, em benefício da campanha social “Cristo Redentor, Eu Quero Doar”, que está ajudando milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

“Não poderia perder a oportunidade de homenagear a minha terra, a minha gente do nordeste nesta ocasião, por isso escolhi me caracterizar de Maria Bonita. É uma alegria muito grande ter sido escolhida para ser madrinha dos projetos sociais do Cristo Redentor”, comentou Gardênia.

Confira agora, o bate-papo exclusivo da apresentadora com o Jornal DR1.

Jornal DR1: Como foi essa mudança na carreira de executiva para apresentadora de TV?
Gardênia Cavalcanti: Sempre participava de programas de TV dando entrevistas como executiva de cosméticos. Tinha alguns negócios no setor de beleza, por ser muito jovem, chamava a atenção por ocupar um cargo tão alto em uma multinacional,quando uma emissora de Pernambuco idealizou um programa de beleza, pensaram no meu nome para apresentar. Fomos pioneiros no estado de Pernambuco, ali nasceu a apresentadora. Seis meses depois fui convidada pela Band local. Aos poucos, a apresentadora foi tomando o espaço da executiva.

JDR1: Quais os grandes desafios que ser apresentadora oferece?
GC: Somos humanos, tem dias que não estamos bem, somos sentimentos. Apresentar um programa diário requer equilíbrio. No ar temos que apresentar com maestria, passar informação ou no meu caso, entretenimento e leveza, a proposta do vem com a gente!  A força de vontade tem que ser diariamente, coragem ! Estamos vivendo um momento de mudanças na comunicação, precisamos acreditar e inovar! 

JDR1: Como foi a mudança do nordeste para o Rio de Janeiro?
GC: Casei com um “Mineiroca” e mudei para cuidar da minha família. Foi uma escolha difícil, minha vida estava no Recife, meu trabalho, amigos. Fiquei quase cinco anos dona de casa, priorizei o cuidar do meu menino, Miguel.  Não foi fácil porque sempre fui ativa demais, sair, prover, trabalhar com resultados, mas foi importante a fase para que eu pudesse viver o meu sonho, ser mãe.Aos poucos, me acostumei com a cidade maravilhosa, essa gente feliz! Retomei minha vida profissional, já são onze anos. Me sinto carioca (risos). 

JDR1: Tem algum projeto em andamento?
GC: Vários! Na televisão temos algumas novidades que estão vindo por aí … Entre outras que andam paralelamente, que ainda não podemos divulgar. 

JDR1: O que a Gardênia evoluiu do início na televisão para hoje em dia ?
GC: Mais tranquila, menos preocupada com o sotaque que vem naturalmente e faz parte de mim. Tudo que é espontâneo é verdadeiro. Sou muito natural, às vezes me perguntava se era legal ser assim. Hoje vejo que preciso cada vez mais ser eu mesma! Mãe, madura, mulher… Da menina de outrora só os sonhos e a alegria de viver continuam . 

JDR1: Qual conselho dá pra quem sonha seguir esse ramo da televisão?
GC: Perseverança, estudar, saber o foco . Tem gente que vai para vários lados, se não soubermos onde queremos chegar nunca conseguiremos o nosso destino, certo? Você deseja ser apresentador ? Se preparem! E de verdade, não escute os nãos da vida. Quando cheguei aqui ouvi de uma xenofóbica: ‘Onde essa Nordestina pensa que vai chegar no Rio de Janeiro?’ Ouvi e não respondi na época. Minha resposta veio com o tempo, dedicação e trabalho. Cheguei até aqui e chegarei onde eu quiser. Já disse o poeta, “ a vida se dá pra quem se deu”.

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Lia Clark: “Sempre sonhei em ter clipes e músicas, mas nunca imaginei que seria possível.”

*Por Fabiana Santoro

A cantora Lia Clark conversou com o JornalDR1 sobre novas músicas e desafios de artistas LGBTI+ no mundo musical.

A funkeira é um dos grandes nomes de representantes LGBTI+ na indústria. Por ser considerada a primeira drag queen do universo do funk brasileiro, Lia foi classificada pela imprensa como uma pioneira do segmento no país.

Sendo seu último álbum lançado em 2018, a artista lançou duas músicas em 2021 e revelou ao JornalDR1 o que podemos esperar dos próximos trabalhos. Confira a entrevista completa:

Lia Clark. Foto: Divulgação

JornalDR1 – Onde começou sua paixão pela música? Você imaginaria que chegaria onde está hoje?

Lia Clark – Minha paixão veio da infância, assistia TOP TVZ e MTV BRASIL todos os dias com a minha irmã! Sempre sonhei em ter clipes e músicas, mas nunca imaginei que seria possível. Tudo que eu vivo é um sonho, nunca imaginei que poderia ser uma drag queen funkeira, atingir tantas pessoas e viver disso.

JornalDR1 – Muitas vezes percebemos o boicote de algumas plataformas em cima de artistas LGBTI+. Não apenas de plataformas, como em geral em decorrência do preconceito. Como você enxerga a luta da comunidade LGBTI+ dentro do mundo do musical? 

Lia Clark – Eu acho que essa luta tem muitos recortes, porém, todos nós sofremos boicote por sermos artistas LGBTQIA+. Eu, além disso, sou funkeira, então o babado é mais embaixo. Eu acho que somos a geração da revolução, estamos aqui pra fazer essa mudança e lutar contra esse preconceito.

JornalDR1 – Você acabou de lançar uma nova música “Sentadinha Macia”. Como foi a produção do videoclipe? Por conta da pandemia, alguma ideia foi deixada de lado?

Lia Clark – Foi super tranquila! Acho que foi o clipe mais tranquilo que já fiz ahahah. Eu gostaria de ter tido muito mais coisas nele, pois, é uma das minhas músicas preferidas… porém, devido a pandemia tá muito difícil investir pesado em grandes produções.

JornalDR1 – Além de “Sentadinha Macia”, você também lançou “Eu Viciei” com a incrível e talentosa Pocah. Durante o período de isolamento, como você imagina que a música é importante para as pessoas?

Lia Clark – Acho que todas as artes foram muito importantes para as pessoas nesse momento difícil, digo isso como pessoa que consome e pessoa que faz arte. O lançamento de músicas me ajudou MUITO durante a quarentena e tenho certeza que aconteceu isso com diversas pessoas.

JornalDR1 – “A nova era chegou!”, foi algo que você disse quando lançou sua música com a Pocah. O sucessor de “É da pista” está a caminho?

Lia Clark – Com certeza! Está em produção e já temos 2 singles na pista. Espero que saia ainda esse ano!

As músicas de Lia Clark está disponíveis em todas as plataformas digitais.

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Culinária Entrevistas Rio

Transformação de vida: carioca cria delivery de comidas naturais

 

 

Há cerca de um ano, Beatriz Fernandes, moradora da Estrada das Canoas, em São Conrado, largou outras atividades para se dedicar integralmente a uma paixão: a culinária. Nascia ali o Tempero da Bia, um delivery de comida mais light.

 Costumo falar que faço comida de verdade. Não faço uso de embutidos e uso o mínimo de industrializados – conta a cozinheira, que, antes do negócio próprio, havia trabalhado como vendedora de loja, garçonete e atendente de site que comercializa roupa.

Bia, há pouco mais de um mês, passou a oferecer comida ainda mais saborosa aos clientes, desde que começou o curso Cozinheiro Profissional, do Instituto Gourmet, em São Conrado. Ter feito a matrícula foi uma verdadeira guinada:

 O instituto entrou como um presente na minha vida, está mudando muito minha visão sobre cozinhar, meus clientes já estão notando a diferença. Eu mesmo sou crítica, mas percebi que a comida está mais gostosa – elogia a aluna.

Casada e com uma filha de 19 anos, Beatriz conheceu o Instituto Gourmet ao passar em frente enquanto ia para a academia:

Malho ali perto e, passando um dia, vi o instituto, mas não entrei. Fui ao Instagram e descobri o que era. Pensei em fazer um curso, mas imaginei ser caro.

Logo após enviar mensagem pelas redes sociais, Bia foi atendida por Geyse Ferreira, gerente comercial do instituto:

 Ela é um ser humano diferenciado, me incentivou a fazer o curso, me deu o workshop e uma aula experimental. Quando fiz a aula, pensei: preciso estar nesta cozinha (risos).

Com o sonho de se tornar chef e abrir um restaurante, Bia termina em maio de 2022 o curso atual, mas outros do Instituto Gourmet estão no seu radar:

 Já estou de olho em outros, pois temos salas muito bem estruturadas, os professores são nota mil. Também fiz um workshop de comida de boteco e os professores são excelentes.

A motivação da criadora do Tempero da Bia foi renovada ao conhecer o Instituto Gourmet:

 Sinto que iniciei uma caminhada que nunca mais vou parar de andar. Afinal, a gastronomia é um mundo infinito.

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“Pimenta, com participação da Gloria Groove, será o primeiro single do álbum”, anuncia Bivolt

*Por Fabiana Santoro

Indicada ao Grammy Latino de 2020, a rapper Bivolt se prepara para lançar uma parceria com Gloria Groove e um novo álbum. A artista anunciou o feat em primeira mão ao JornalDR1 e também conversou sobre carreira, espaço musical e novidades sobre o novo disco.

Nascida e criada na região de Boqueirão, em São Paulo, a rapper Bivolt iniciou sua carreira em batalhas de MC ‘s na capital paulista. Misturando rap com R&B e soul, a versatilidade em rimas e a inovação musical se tornam uma marca da artista. Sendo a primeira mulher a fazer parte do elenco de rappers da Som Livre e a primeira rapper a cantar no Rock In Rio, Bivolt entende seu espaço e sua importância no cenário do Hip-Hop.

DR1 – Você iniciou sua carreira na começou sua carreira em batalhas de MC na capital paulista e já trabalha 10 anos nesse meio. Porém só lançou seu álbum de estreia em 2020, como foi lançar o “Bivolt” em plena pandemia? Você pensou em adiar?

Bivolt – Eu nunca nem cogitei pensar que ficaria quase dois anos vivendo uma pandemia. Então, eu não pensei em cancelar. Não sabíamos nada sobre o Coronavírus, era uma incógnita. Talvez tenha sido bom ter saído nesse tempo, porque foi um tempo que as pessoas ficaram em casa e eu consegui conectar a música com muita gente. Olhando para o lado business e olhando para o lado de carreira, foi um mal momento, mas olhando para o lado ser humano, da missão da música, foi bom estar com essas pessoas nesse momento delicado de acolhimento. Isso acabou servindo até para mim. 

DR1 – Você lançou as músicas 110v e 220v que, quando tocadas simultaneamente, formam uma terceira faixa. Nunca tinham feito isso antes. De onde surgiu essa ideia?

Bivolt – Eu busquei ver se alguém já tinha feito isso e não achei nada parecido. Isso veio da ideia de querer traduzir a Bivolt, mostrar dois lados da mesma pessoa. O mood do álbum são músicas 110/220 que foram os nomes que eu dei para essas voltagens mais cantadas e as outras mais rap, mais rima. Eu não queria parecer dividida em duas coisas, se eu sou uma coisa só. Isso faz parte de mim. Eu sou cantora, mas também sou MC.  Sou rapper. Então como fazer isso? Como juntar isso tudo? Foi nessa busca de juntar esse conceito, traduzir a Bivolt. O melhor jeito é com música, então são duas músicas que representam meus dois moods que tocadas juntas dá a música Bivolt, que é o nome do álbum. Digamos que esse álbum é conceitual, tem um conceito por trás, tudo pensado dentro desse conceito de dualidade.

DR1 – Você já se mostrou pioneira em vários espaços, tanto que se tornou a primeira mulher a fazer parte do elenco de rappers da Som Livre. Como você enxerga a luta das mulheres dentro do mundo do hip-hop?

Bivolt –  Desde que eu comecei, entendo porque eu to aqui e qual a minha missão. Durante toda a minha trajetória, desde o início, não tinha mulheres fazendo, eram muito poucas. Eu falo de mais ou menos 10 anos atrás. Hoje eu olho e vejo que tenho vários colegas de profissão, várias colegas rappers arrebentando. Onde eu me vejo eu existo. É sobre representatividade. Se você está vendo uma mulher ali, andando de skate por exemplo, você pensa: Ok, perai acho que eu também posso andar de skate. Você se sente mais confiante na representatividade, no coletivo. A minha necessidade de querer ocupar espaço vem disso. Eu preciso que outras pessoas me vejam nesses espaços para elas saberem que também conseguem, também podem. Então, eu deixo o machismo e todas essas agressões que a gente sofre, quando tem a nossa arte reduzida por causa do nosso gênero. Eu desprezo isso e foco em tudo de bom que estamos construindo, e em todo esse movimento que está gerando mais movimento. Se em 10 anos já conseguimos mudar isso tudo, eu espero que em mais 10 ou 30 anos de carreira eu consiga mudar cada vez mais coisas.

DR1 – Teremos novidades da Bivolt esse ano? O que podemos esperar?

Bivolt – Vamos ter músicas novas. Estou trabalhando no meu próximo álbum, é diferente da ultima vez que eu lancei os clipes depois do álbum, eu vou lançar alguns antes. O primeiro será dia 6 de agosto, ‘Pimenta’ com participação da Gloria Groove. Será o primeiro single do álbum! Inclusive terá menos músicas que o primeiro. Estou pensando em lançar ele em outubro quando as pessoas já estiverem mais vacinadas, para conseguirmos trabalhar melhor junto com o Bivolt. Vamos chamar de ‘’Bivolt2.0’’. O clipe com a Gloria Groove já está gravado e está lindo demais! E mais um spoiler: Serão 3 clipes antes de lançar o álbum.

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Frio que fala? Atleta do Flamengo celebra título no nado artístico após treino no inverno

 

 

Enfrentar uma piscina pela manhã, no inverno carioca, não é para os fracos, literalmente. Desde que essa estação do ano começou, no dia 21 de junho, é normal o carioca encarar temperatura por volta dos 13ºC, o que é bem frio para quem está acostumado com o tradicional calor na cidade.

E como faz quando é preciso encarar o frio e a piscina, ao mesmo tempo? Com a palavra Jullia Catharino, de 18 anos, atleta do Flamengo e da seleção brasileira de nado artístico:

Aqui no Rio não temos treinamento em piscinas cobertas. Então, essa fase do inverno é um pouco mais sofrida para nós, que somos atletas aquáticos (risos).

Pela seleção, Jullia faz um treino pela manhã, às 7h30, e outro de noite:

A maioria das vezes a água é até aquecida, mas não chega a ser quente de fato. Então, de manhã cedo e à noite são os horários que mais sentimos o frio externo. Procuramos ficar o mínimo de tempo paradas para nos manter mais aquecidas durante o treino.

Esforço à parte para encarar a baixa temperatura, Jullia e as colegas do clube rubro-negro conquistaram, no último final de semana, o 1º lugar na equipe livre e na prova de highlight do Estadual de Inverno.

Foi a nossa primeira competição presencial por aqui, com protocolos, público completamente reduzido, mas foi muito bom para voltarmos a sentir aquela adrenalina que só tem em competição – festejou a atleta.

E por ter sido o primeiro torneio com torcida após tanto tempo, a nova conquista foi ainda mais comemorada:

Foi especial, estávamos muito animadas e também gostamos muito do nosso desempenho nesse retorno, de estarmos competindo as provas de equipe, com os adversários, juízes e com aquela atmosfera de competição de novo – celebrou.

Ganhar competições, aliás, não é novidade para Jullia. Em junho, ela venceu, de maneira on-line, o Pan-Americano de Aruba. Há dois anos, Catharino foi eleita a melhor atleta da América do Sul na modalidade.
No currículo, a jovem atleta também tem o tetracampeonato sul-americano.

Gratidão ao CEL

Convocada pela primeira vez para a seleção adulta aos 16 anos, Jullia pratica o nado desde os 5 anos. A inspiração foi Rafaella, sua irmã.

Desde cedo a nadadora teve que aprender a conciliar os treinos com os estudos. Ex-aluna do CEL Intercultural School, onde estudou de 2014 a 2020, Jullia é muito grata ao colégio:

O CEL sempre foi muito mais do que um colégio para mim, ele foi o meu verdadeiro porto seguro com tanto carinho, atenção e reconhecimento. Sou muito grata a todos que fizeram parte disso, minhas conquistas com certeza não seriam possíveis sem eles. Sempre participei de muitas viagens e competições, além dos treinos que muitas vezes duravam um dia inteiro. O CEL sempre me deu todo o apoio e suporte para que eu alcançasse todos os meus objetivos dentro e fora das piscinas – agradece.

Atualmente, Jullia concilia os treinos e competições com os trabalhos como modelo:

Gosto muito das duas áreas, em certos momentos elas se completam e sou muito feliz. Sempre tento conciliar os horários e encaixar meus trabalhos como modelo nos meus horários vagos, intervalos de treino e folgas.

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Fernando Pennafort fala da carreira e de canção escrita antes da pandemia que retrata atualidade

“Vem pra ficar, a certeza de uma nova era. Já vamos crer nesse novo mundo à nossa espera. É, somos nós que seguimos sempre em frente. É porque nós vamos ter um mundo diferente”. A música “Mundo Diferente”, escrita e cantada pelo cantor carioca Fernando Pennafort, começou a ser escrita há alguns anos e finalizada uma semana antes da pandemia do Coronavírus.

A canção tem muito a ver com o momento atual e difícil que estamos passando, mas se engana quem pensa que a letra foi escrita pelo artista agora durante a quarentena. Ele colocou as letras no papel antes da pandemia, como se já previsse o que estava por vir.

“Já estava com a letra toda pronta quando vi que era uma mensagem positiva e perfeita para o momento”, explicou o artista. A música está disponível nas principais plataformas de streaming e tem videoclipe lançado no canal oficial do carioca no Youtube.

Nascido no Rio de Janeiro, Fernando Pennafort de destaca pela voz marcante. O carioca carrega em sua essência o rock dos anos 60 e 70 e tem perfil multifuncional. “Compor é meu forte”, relata o cantor, que também toca guitarra e violão e já conta com 7 lançamentos em sua carreira, que variam entre álbuns e um EP, lançado no ano de 2016.

“São projetos que me fortalecem como pessoa e artista, cada um com um significado e importância diferente na minha trajetória. Começamos em 2001 e não paramos mais”, diz.

Fernando Pennafort bateu um papo com o Jornal DR1 para falar um pouco sobre a carreira artística, sobre sua relação com a música e também sobre seus projetos futuros. Confira.

JORNAL DR1 – Como nasceu a paixão pela música?

PENNAFORT – Acho que foi ouvindo os Beatles, aos 6 anos.

JORNAL DR1 – Mesmo nascido no Rio, foi em Brasília que desenvolveu sua carreira artística como músico e compositor, não é? Quando e por que se mudou pra Brasília?

PENNAFORT – Foi em Brasília que eu comecei mesmo. Me mudei aos 19 anos, depois que uma Faculdade não deu certo e os meus pais moravam aqui.

JORNAL DR1 – Você carrega em sua essência o rock dos anos 60 e 70. Tem ídolos na música? Quem são suas inspirações?

PENNAFORT – Tinha ídolos quando era bem novo. Hoje, tenho artistas que gosto (risos). Minhas inspirações variam. Nem sei bem o que pego na minha bagagem para tocar ou compor.

JORNAL DR1 – Além de cantor, você também é compositor e toca guitarra e violão?

PENNAFORT – Sim, vou botar nessa ordem…Compositor que toca e canta.

JORNAL DR1 – A sua música “Mundo Diferente” retrata bem o momento difícil que todos estamos passando, mas a letra foi escrita antes da pandemia. Você já estava prevendo o que viria?

PENNAFORT – Deve ter sido premonição (risos). Essa letra se encaixa perfeitamente como um alento para essa situação do mundo.

JORNAL DR1 – Como tem sido o trabalho agora na pandemia?

PENNAFORT – Um tanto produtivo. A gente sai menos e foca mais no trabalho.

JORNAL DR1 – Já são quantos trabalhos feitos na carreira?

PENNAFORT – Não sei a conta certa, mas acho que são uns 10.

JORNAL DR1 – E quais os próximos planos? Já tem algum projeto em mente para depois da pandemia?

PENNAFORT – Os próximos planos são lançar novas músicas e um clipe. Acho que é melhor ninguém contar com o fim da pandemia para realizar um projeto.

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Duda Beat lança seu novo clipe “Nem Um Pouquinho” e conversa com o JornalDR1 sobre a produção, mulheres na indústria e novo álbum

*Por Fabiana Santoro

Duda Beat lançou nesta quarta-feira (30) o clipe “Nem Um Pouquinho”, novo single do seu segundo álbum de estúdio que conta com um visual futurista e produção artística impecável. A artista conversou com o JornalDR1 sobre seu mais novo videoclipe, desafios das mulheres na indústria e seu novo álbum “Te Amo Lá Fora”

Nascida no nordeste no Brasil, a cantora Duda Beat tem se mostrado cada vez mais uma revelação na música brasileira. Com apenas 33 anos, a pernambucana conquistou o Troféu APCA de revelação de 2018 e teve o seu álbum de estreia incluído na lista dos dez melhores discos nacionais do ano da revista Rolling Stone.

A cantora ficou conhecida como “musa da sofrência” com seu repertório versátil misturando batidas e ritmos diferentes. Duda Beat retrata suas desilusões amorosas e a importância do amor próprio. Em 2021 a artista embarcou na experiência de lançar um álbum em plena pandemia, mantendo a raiz brasileira e o resgate aos ritmos nordestinos, “Te Amo Lá Fora” seu segundo álbum de estúdio é carregado de histórias transparentes sobre a vida e o amor. 

JDR1 –  As composições de seu primeiro álbum de estúdio “Sinto Muito”, gravado em 2018, representam um amor que não deu certo, uma mulher apaixonada e magoada. Em “Te amo Lá Fora”, vemos uma história parecida, porém, de um outro modo. Quais foram suas inspirações para as músicas e como você acredita que elas contam uma história diferente do seu primeiro álbum?

Duda Beat – O amor é uma grande inspiração para mim. Acho que esse é um assunto com o qual todo mundo consegue se relacionar, né?! Quem nunca sofreu por um não correspondido que atire a primeira pedra (risos). Dessa vez, porém, eu não estou na emoção do momento, como estava em “Sinto Muito”. Em “Te Amo Lá Fora”, há uma distância entre mim e esse coração partido. Isso faz tudo entrar em perspectiva. Nesse álbum trago outras nuances, exploro outros sentimentos: estou mais rancorosa, mais dark, mas também mais em paz, superando o coração partido e dando a volta por cima. Tem até música de amor correspondido, a “Decisão de Te Amar”, que eu fiz justamente para o Tomás. Então, apesar de o tema ser o mesmo, a maneira como eu trato dele é completamente diferente.

Clipe “Nem Um Pouquinho” Crédito: Fernando Tomaz

JDR1 – Você lançou o clipe de “Nem Um Pouquinho” nesta quarta-feira e já dá para ver que é mais um clipe incrível. Em “Meu Pisêro”, já tínhamos nos deparamos com uma incrível direção de arte e um novo conceito. Como você acha que a capa do disco e os visuais dos vídeos refletem nas composições do álbum?

Duda Beat – Para mim, o visual é muito importante. Quando penso em contar a história das minhas músicas, já gosto de imaginar o que poderia trazer naquele clipe. Acho que a internet ressaltou ainda mais esse apelo visual das coisas. Por exemplo, estamos ali no Instagram consumindo imagens, vídeos… Marcelo Jarosz, que é meu diretor de arte, traz muitas ideias e também é muito aberto a ouvir e trocar. Isso para mim é muito importante. Eu sou uma pessoa que acredito 100% no trabalho colaborativo. Em “Meu Pisêro”, ele e a Cris Streciwik, que dirigiu o clipe, pensaram naquelas referências de cinema noir e cinema de terror, que eu achei que tinha tudo a ver com a proposta da música. Dessa vez, em “Nem Um Pouquinho”, eu e a dupla Alaska estávamos trocando desde agosto do ano passado sobre ele. A ideia é que o vídeo saísse junto com o álbum, mas com o agravamento da pandemia, tivemos que adiar. Dessa vez, continuamos com uma pegada darkzinha, só que mais futurista, a história se passa em um universo alternativo e os habitantes deles têm poderes. O da minha personagem é se transformar em várias outras pessoas, e ela faz isso para ficar com a pessoa que ela ama. Mas calma que no final o jogo vira drasticamente (risos). Não é uma história só sobre sofrer por amor, é também sobre dar a volta por cima e, em um certo ponto, entender que você precisa se amar primeiro. Acho que o final do clipe mostra muito isso.

Crédito: Fernando Tomaz

JDR1 – Muitas mulheres artistas comentam sobre o processo de precisar se reinventar mais que os homens para se manter na indústria. É visível que no novo álbum você mostrou uma estética diferente do primeiro, você acredita que seu processo de reinvenção foi natural ou uma pressão da indústria?

Duda Beat – Meu processo foi natural e muito meu. A roupagem de “Sinto Muito” já não cabe nessa era “Te Amo Lá Fora”. Então, foi natural para mim e para meu stylist, Leandro Porto, trazer uma outra estética para esse momento, falando da parte visual. Na parte das letras também foi muito natural por aquilo que falei lá em cima: houve um amadurecimento entre um álbum e outro e isso faz com a maneira de falar sobre o assunto seja diferente. Além de tudo isso, ainda tivemos uma pandemia no meio. Eu não falo sobre ela nas letras, mas é inegável que a pandemia atravessa meu trabalho. Esse mergulho muito profundo em mim, esse confronto tão cru comigo e com meus demônios, com o que me assombra, está em “Te Amo Lá Fora”. E acredito que este foi um efeito da pandemia. Se fosse um álbum produzido em outra circunstância, acredito que ele seria de outra maneira. Mas isso sobre as mulheres no mundo da música é um ponto muito importante. Como em outros campo da vida, vejo que as mulheres são mais cobradas para sempre inovarem e trazerem coisas diferentes, mas ao mesmo tempo parecem que não torcem ou não nos dão apoio para continuarmos e seguirmos em frente. Sem contar que ainda querem jogar uma artista contra a outra, em pleno 2021. Acho isso um absurdo. Há espaço para todo mundo brilhar, para todo mundo fazer música e digo mais para colaborar também. Em um ambiente de apoio e respeito, todo mundo cresce e a música e os fãs saem ganhando porque podemos ver mais mulheres compondo e cantando, tendo cada vez mais espaço e liberdade.

JDR1 – Por conta da pandemia, como foi trabalhar com Trevo, Cila do Coco, Lux Ferreira e Tomás Tróia a distância? Como ocorreu essa troca?

Duda Beat – Foi diferente. Com Lux e Troia foi o mais próximo do normal porque trabalhamos sempre juntos, moramos na mesma cidade. Por exemplo, eles estavam comigo na imersão em que eu estava para fazer o segundo disco quando a pandemia foi anunciada, em março de 2020. Com Dona Cila, entramos em contato com a empresária dela, falei do meu desejo de tê-la no álbum e ela adorou a ideia. Foi muito especial. Usamos dois samples dela em “Tu e Eu”. Depois, quando estava em Recife, fui conhecê-la pessoalmente respeitando todos os protocolos. Foi massa demais, muito especial. Ela é uma referência muito grande para mim. E com Trevo, nós entramos em estúdio para gravar, respeitando todos os protocolos também. Antes desse momento, nosso contato tinha sido todo virtual. Agora, gravamos o clipe de “Nem Um Pouquinho”, mas também em um set com equipe reduzida, respeitando os protocolos. Foi muito especial ter todas essas pessoas ao meu lado nesse trabalho.

JDR1 – Seu trabalho artístico tem conquistado cada vez mais fãs e admiradores não só da sua música mas, também da pessoa que você é. Como artista, imagino que você deve estar sentindo falta do palco. Qual música você está mais animada para cantar ao vivo? Podemos esperar participações especiais caso ocorra uma tour?

Duda Beat – Ah, muito obrigada! Que feliz de ler isso. Eu busco me comunicar de uma maneira muito aberta e verdadeira com meus fãs. Uso mesmo minhas redes como um espaço de diálogo com as pessoas que me seguem. E o show é o momento maior de comunhão para mim com o público, é uma troca inexplicável. Eu estou morrendo de saudade do palco. Eu sou uma artista de show, de palco, então, não tem como ser diferente. Está sendo muito diferente para mim por exemplo lançar um disco sem poder apresentar ele em um show. Mas tudo bem, o momento requer cuidados e quando estivermos todos vacinados, poderemos cantar juntos e estaremos todos em segurança. Estamos aproveitando esse momento para já pensar no show que vem aí com o disco novo. Não tem como escolher uma música só. Quero muito cantar todas. Acho que vai ser massa demais. Ainda vou manter no repertório algumas músicas de “Sinto Muito” também. Então, podem aguardar que teremos um show lindo para quando tudo isso passar.

O disco “Te Amo Lá Fora” está disponível em todas as plataformas digitais e seu mais novo clipe “Nem Um Pouquinho” pode ser assistido no YouTube pelo canal da cantora.