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Alexandre Thai: “Fiz faculdade de música e de Produção Fonográfica. O estudo é fundamental para o desenvolvimento de qualquer músico”

Desde criança, o cantor de axé Alexandre Thai carrega consigo o ritmo pulsante dos tambores e atabaques. A mistura de sons, de cores e do canto do povo contribuíram por sua paixão pela música, principalmente o axé. Percorrendo a Avenida Soares Lopes, em Ilhéus (BA), o menino buscava sempre um jeito de subir no trio-elétrico. No ano de 2019, Thai é convidado para escrever uma coluna em um dos sites de micaretas mais respeitados do Brasil: Micaretando (micaretando.com.br). No mesmo mês, abre um canal no YouTube e inicia o programa Encontros Musicais. Nos ‘Encontros’, o cantor e compositor convida artistas de diversos estilos para duetos de versões acústicas de clássicos do axé e autorais. A partir desses momentos, muitas amizades se criaram, inclusive com o The Voice Heverton Castro. No verão de 2020, Alexandre Thai e ele lançam o single “Vamos Falar de Amor”, um sucesso no carnaval do Rio de Janeiro.

 

No ano de 2019, Thai é convidado para escrever uma coluna em um dos sites de micaretas mais respeitados do Brasil: Micaretando (micaretando.com.br). No mesmo mês, abre um canal no YouTube e inicia o programa Encontros Musicais. Nos ‘Encontros’, o cantor e compositor convida artistas de diversos estilos para duetos de versões acústicas de clássicos do axé e autorais. A partir desses momentos, muitas amizades se criaram, inclusive com o The Voice Heverton Castro. No verão de 2020, Alexandre Thai e ele lançam o single “Vamos Falar de Amor”, um sucesso no carnaval do Rio de Janeiro. E ele conversou com o Jornal DR1. Confere aí.

Jornal DR1 – Como estão os projetos?
Alexandre Thai – Depois de um 2020 e 2021 intensos, com muitos shows (no início de 2020 e final de 2021), sete singles com seus respectivos clipes, conseguir a marca de meio milhão de plays no Spotify, ser finalista de um reality show brasileiro de axé, gravar um single e clipe com o cantor Tuca Fernandes, fazer vários programas de TV e cantar no trio-elétrico com a Banda Eva no Bloco Eva no Carnatal 2021, a intenção é manter o ritmo em 2022. Muitas surpresas estão sendo preparadas!

JDR1 – Como você começou na música?
AT – Comecei a tocar violão e a compor com 12 anos. Aos 13 já estava tocando guitarra. E com 17 já era líder de uma big band e tocando em emissoras de TV e em diversas casas de show do Rio de Janeiro. Sou autodidata, mas estudei muito música. Fiz faculdade de música e de Produção Fonográfica. O estudo é fundamental para o desenvolvimento de qualquer músico.

JDR1 –  Quem é sua grande inspiração?
AT – Tenho muitas referências musicais, mas posso citar Tuca Fernandes, Bell Marques,  Durval Lellys, Banda Eva, Olodum e Carlinhos Brown. Fora do universo do axé, sou muito fã de Tom Jobim, Pixinguinha, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga e Alceu Valença. Como guitarrista, me inspiro muito no Mark Knopler (Direstraits), Bob Marley e Bob Mac Ferry. São muitos artistas maravilhosos. Sou inspirado pela Natureza! Pela energia do bem! Amo o mar, a praia e todo esse clima praiano e ensolarado! Sou impulsionado pela alegria!

JDR1 –  Como foi viver de música na pandemia?
AT – Na verdade, ainda está sendo. Ainda estamos na pandemia! Sempre vivi de música e viver de música é bem desafiador. Principalmente durante a pandemia. Mas em momentos difíceis sempre existem oportunidades. Acho que estou aproveitando bem todas elas. E sou muito grato ao Universo por tudo! Procuro espalhar esperança e alegria através da minha música!

JDR1 – Ainda tem algum objetivo a atingir na música?
AT – Claro que sim. Iniciei minha carreira solo em 2019 e tenho muitos planos e sonhos! Mas vou vivendo um dia após o outro e sempre comemorando cada conquista!

JDR1 –  Como você define o cantor e o estilo de Alexandre Thai?AT – Sou cantor, compositor e multi-instrumentista apaixonado pela música! Gosto de trabalhar em equipe e compartilhar ideias. E é claro, fazer shows! Meu estilo é axé! Está no meu sangue, no meu DNA. Minha família é da Bahia. O som dos tambores arrepiam a minha pele. Essa é a minha verdade!

JDR1 –  Qual o próximo passo na carreira?
AT – Tenho muitos planos. Muitos mesmo! E gosto muito de rodar enquetes nos meus stories (@alexandrethaioficial) para saber a opinião das pessoas. Acho fundamental  meu público! Também ouço muito a minha produção!

 

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Leandro Apolinário: “Quando a gente se prontifica a defender determinada categoria a gente tem que entender profundamente a sistemática do funcionamento dela”

A entrevista desta semana é com o advogado Leandro Apolinário, que trabalha em diversas ações envolvendo jornalistas, inclusive participou do processo com o Jornal do Brasil. Leandro contou para a gente como é estar envolvido com tantos casos como esse. Confira como foi o bate-papo exclusivo com o Jornal DR1.

JDR1 – Conta como foi a experiência no ramo?
LA – A Regina Zappa que abriu as portas do meu escritório para os seus colegas que também haviam sido dispensados. No meio do jornalismo há uma expressão chamada “passáralho” quando há uma demissão em massa na redação. Vale ressaltar que o jornalista é formador de opinião é graças ao trabalho honesto e dedicado praticado, tive grande aceitação na classe.

JDR1 – Trabalhar com tantos jornalistas, te despertou o interesse no meio?
LA – Claro. Quando a gente se prontifica a defender determinada categoria a gente tem que entender profundamente a sistemática do funcionamento daquela categoria. O que sempre me chamou muita atenção no ramo do jornalismo é o número de horas trabalhadas por dia. Isso se justifica facilmente pois a notícia não tem hora nem lugar para acontecer.

JDR1 – Quais são os grandes projetos de trabalho?
LA – A reforma trabalhista de 2017, no meu entendimento foi um grande retrocesso nas relações de trabalho. É claro que tinha que haver uma reforma pois a CLT é de 1943, entretanto, a “dose foi exagerada” Muitas garantias da classe operária foram expurgadas, sendo criados vários obstáculos ao acesso à justiça e até mesmo na execução das ações já transitadas em julgado.

JDR1 – Como foi o caso do Jornal do Brasil?
LA – O JB sempre teve a fama de mau pagador. Os processos em face do JB quando chegavam na fase de execução não se conseguia receber pois não havia recursos ou patrimônio para adimpli-los. Através de diligências e pesquisas eu descobri um crédito milionário que uma das empresas (Indústrias Verolme) do Sr. Nelson Tanure tinha a receber da Petrobras e que já se encontrava depositado perante a 32 Vara Cível do Rio de Janeiro. A partir daí requerer a inclusão das Indústrias Verolme como devedora solidária nos processos sob seu patrocínio, com pedido de liminar para expedição de penhora sobre aquele valor que se encontrava depositado na 32ª Vara Cível. Isso ocorreu em centenas de processos com as mais diversas decisões.

JDR1 – Como seguiu o caso?
LA – Enfim, após as penhoras realizadas veio a grande dificuldade. Trazer o dinheiro para a Justiça do Trabalho. A grande dificuldade não foi só apenas por se tratarem de centenas de processos e milhares de reais. A grande dificuldade se instalou pois havia uma penhora de centenas de milhões de reais anterior às penhoras dos meus clientes. É cediço que o crédito trabalhista prefere aos demais credores, entretanto, esta regra teórica não é de simples aplicabilidade quando a disputa é contra um banco multinacional assistido pelo maior escritório de advocacia do país. Após dezenas de recursos, liminares, mandado de segurança, correcionais, cautelares, agravos e mais agravos, várias idas e vindas a Brasília, o dinheiro foi finalmente transferido para Justiça do Trabalho e, com isso além dos meus clientes dezenas de outros ex empregados do JB assistidos o outros advogado conseguiram receber o que lhes era devido.

JDR1 – O que você acha da classe jornalística no Rio de Janeiro?
LA – Como dito anteriormente, na minha opinião é a classe que mais trabalha relativamente aos jornalistas do RJ me parece uma classe bem unida, onde há um grande respeito recíproco.

JDR1 – Qual o caso que você mais se orgulha?
LA – Com certeza foi conseguir fazer com que TODOS os meus clientes do JB recebessem as indenizações reconhecidas pela Justiça do Trabalho.

JDR1 – Sempre teve o sonho de ser advogoda?
LA – Sinceramente não. Sempre fui melhor nas matérias exatas. Mas os caminhos da vida me levaram para o Direito.

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Entrevista: William Coelho tem a missão de gerir o protagonismo estratégico da Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro

Desde janeiro deste ano, o secretário municipal de Ciência e Tecnologia, Willian Coelho, tem a missão de gerir o protagonismo estratégico da Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro. Promover políticas públicas de fomento, estímulo, difusão e capacitação da utilização dos métodos, técnicas e ferramentas tecnológicas.

Jornal DR1 – Quais os maiores impactos que a pandemia de COVID-19 gerou para os jovens e o mercado de trabalho?
William Coelho – Ela impactou de forma colossal a vida social, cultural e econômica de todos nós. A pandemia evidenciou problemas como a dificuldade que a população de baixa renda tem para ter acesso às ferramentas digitais.

Jornal DR1 – Qual a relevância das ferramentas tecnológicas nos tempos de pandemia?
WC –  Atualmente, a sociedade vive um momento no qual o desenvolvimento tecnológico é fundamental e a informação tem um papel essencial no crescimento profissional e na propulsão de várias áreas profissionais. O isolamento social por conta da pandemia nos colocou em um caminho irreversível na questão tecnológica. A adoção de medidas de distanciamento social obrigou profissionais de vários setores e muitos jovens a elevarem seu conhecimento se adaptando às novas ferramentas tecnológicas.  

Jornal DR1 –  Diante desse cenário, o que fazer para estimular os jovens a incorporarem a tecnologia na sua vida?
WC – A missão da SMCT é gerir o protagonismo estratégico da Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro. Promover políticas públicas de fomento, estímulo, difusão, e principalmente a capacitação dos jovens na utilização dos métodos, técnicas e ferramentas tecnológicas e a aplicação prática do conhecimento científico, instrumentos essenciais para impulsionar o desenvolvimento e o crescimento econômico do Município.

Jornal DR1 –  Qual o panorama atual com relação à mão de obra especializada em profissionais de TI e o que a SMCT tem feito para ajudar os jovens para que eles ingressem mais preparados no mercado de trabalho?
WC – Existe uma enorme demanda no mercado em busca de profissionais nessa área. A nossa secretaria está atenta a este fato, tanto que já em parceria com a Cisco Networking Academy, promovemos, desde o início deste ano, 12 cursos de tecnologia gratuitos online com cerca de 17 mil inscritos para capacitação de pessoas na área de TI.

Jornal DR1 – Atualmente, o excesso de conectividade e de acessos de dados colocam os usuários e suas redes às ameaças virtuais. A sua pasta desenvolve programas para conscientizar as pessoas a protegerem sua privacidade?
WC – Com certeza. Nossa secretaria já promoveu vários cursos de Cibersegurança (Fundamentos e Introdução). É fundamental. Não adianta fomentar a utilização da tecnologia e o uso das redes sem saber como se proteger das principais ameaças cibernéticas.  

Jornal DR1 – De que forma a realização da Olimpíada Municipal Estudantil de Ciência e Tecnologia, realizada em novembro deste ano, pode contribuir  para o nosso futuro?
WC – Essa primeira Olimpíada foi uma iniciativa inovadora e empreendedora que ajuda a descobrirmos novos talentos. Ela teve o objetivo de estimular e despertar nos jovens o interesse pela tecnologia. Além disso, foi um convite para que, diante de demandas reais, as ações e ideias dos alunos fizessem a diferença na vida de sua comunidade.

Jornal DR1 – Planos futuros para as Naves do Conhecimento?
WC – Assim que reabertas, nossa ideia é transformar as Naves em pólos de capacitação profissional para todos na área de tecnologia.

 

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Raimundo Lima, o Ralie fala um pouco do seu trabalho dentro e fora da música

Jornalista, empresário, professor e consultor de comunicação, o baiano Rallie vem se dedicando de corpo e alma à sua grande paixão: a música.
Depois de realizar o sonho de gravar em parceria com Gilberto Gil, a música “Um Sonho”, Rallie lançou recentemente o álbum Imersão 32D, que tem uma tecnologia pioneira. Ao ouvir cada uma das 13 faixas, o ouvinte é conduzido à sensação de uma apresentação
ao vivo, como se estivesse em frente ao palco. Nessa entrevista,
ele fala do repertório de Imersão 32D, que mescla inéditas, releituras do cancioneiro angolano, composições de sua autoria e de grandes autores da MPB, como Tim Maia e Carlos Imperial, de como é viver entre Salvador e Angola, entre outras curiosidades.

Jornal DR1 – Você é jornalista, empresário, professor e consultor de comunicação. Como a música entrou na sua vida?
Rallie – Gosto de música desde criancinha, minhas atividades profissionais não impediram que eu desse vazão à minha paixão pela
música, mas como ouvinte apenas, não como intérprete. Minha primeira composição, chamada “Quando eu crescer“, fiz aos dez anos
de idade. Aliás, foi nessa época que comprei o primeiro dos meus mais de oito mil álbuns musicais, entre LPs e CDs.

JDR1 – Você fez um excelente trabalho em Angola, inclusive sendo reconhecido como um dos brasileiros que mais promoveu a integração do Brasil com Angola. Fale um pouco desse trabalho.
Rallie – Moro na África há duas décadas, vivendo em Luanda e em Salvador. Lá, como Presidente da Assembleia Geral da Associação dos
Empresários Brasileiros em Angola (Aebran) reeleito em cinco mandatos, como Raimundo Lima (Rallie é nome artístico) apostei no empreendedorismo com ênfase na responsabilidade social e se notabilizou pelas ações de integração dos povos do Brasil e de Angola.
Meu trabalho foi reconhecido inclusive através de prêmios nacionais e internacionais recebidos em Nova Iorque, São Paulo e Luanda, por exemplo. Por isso, sou considerado um dos brasileiros que mais promoveram a integração do Brasil com Angolanas últimas décadas, por minhas diversas ações empresarias, profissionais, culturais e sociais.

JDR1 – Em que você se inspira para compor suas canções?
Rallie – Várias músicas do meu repertório são releituras de canções que estão no meu imaginário desde a infância. São composições ou interpretações de ídolos nacionais como Tim Maia, Paulo Diniz, Altay Veloso, Waldick Soriano e Benito de Paula, por exemplo, ou estrangeiros como Filipe Mukenga, Adélia, Amália Rodrigues, e Michel Jackson, entre outros, que, na minha intimidade eu cantava ao meu modo. Então, nas minhas versões procurei dar interpretação própria, algumas delas muito influenciadas pelo meu background adquirido nas minhas vivências no Brasil e na África, principalmente.

JDR1 – O que você acredita que seja fundamental para um excelente trabalho?
Rallie – Creio que seja fundamental buscar sempre apresentar um trabalho musical que seja atraente e inovador, mas sem perder a
minha identidade pessoal e a coerência desses anos todos de vida, tanto como profissional de comunicação quanto como humanista ou como empresário que atua com responsabilidade social. Na minha carreira artística, esta preocupação é evidente, por exemplo, quando nós lançamos o primeiro álbum em 32D do país. Em “Imersão 32D”,
além de um repertório variado e e bom gosto, a pessoa que usar fone
nos dois ouvidos vai encontrar músicas imersivas, cujos efeitos causam a sensação de que os sons estão sendo reproduzidos em diversas direções. Ao ouvir os áudios mixados com essa tecnologia, é possível sentir também o eco e a distância dos sons como se você estivesse em uma apresentação ao vivo.

JDR1 – Durante à pandemia, você mergulhou em sua essência musical. Quais foram as descobertas nesse período?
Rallie – Estou vibrando com o uso de elementos avançados da tecnologia aliados à boa música. Vamos dar vivas à tecnologia
e à alma que tem sede de flutuar, aquela que que não está presa ao empo nem ao espaço. Descobri que a privação de certas produções
previstas é incrementador da criatividade e impulsionador da busca de novos desafios, propiciando assim uma produtividade impensada.
Com a suspensão das atividades externas, houve a suspensão de shows programados para Portugal, Espanha e Angola nesses dois anos, mas em compensação montei um estúdio em casa, onde passei a gravar
meus álbuns e buscamos novas soluções de produção musical atentos ao cuidado de não haver perda de qualidade, o que nos levou a ir além do que conhecíamos, como foi o caso da utilização pioneira da tecnologia 32D.

JDR1 – Como foi gravar a música Um Sonho, ao lado de Gilberto Gil, que é considerado um dos maiores artistas do Brasil?
Rallie – Para o artista, não há dinheiro que pague o prazer de criar essa possibilidade de provocar alegria, felicidade e emoção nas pessoas. É um sonho em movimento. O próprio encontro no estúdio Ampera, em Salvador, foi um momento único e muito intenso. Foi um feito maravilhoso, pois é realmente um sonho concretizado registrar em disco uma parceria fonográfica com Gilberto Gil, o mais eclético de todos os cantores brasileiros

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Responsável pelo campeonato feminino de Rainbow Six, Dani Biase fala sobre a Copa Girls On Six

Girls On Six, projeto criado para abraçar o cenário feminino do jogo Rainbow Six, trazendo informações e conteúdos em relação as meninas que estão incluídas no mundo do game. A entrevistada desta edição é a dona de todo esse projeto e que toca o rumo para melhorar o cenário.
Daniele Biase, mais conhecida como Dani, tem 31 anos, mora em São Paulo e é formada em Comunicação na área de Rádio e TV. Dani se diz uma pessoa de sonhos e gosta de ver as pessoas felizes. O que ela mais admira nas pessoas são as risadas. Seu amor pelos animais rendeu inclusive uma tatuagem, na qual ela faz uma homenagem aos cachorros que estiveram presentes em sua adolescência. Ela os considerava como irmãos. No ano de 2020, ela perdeu seus dois dos três companheiros
da juventude e agora esse espaço são dos gatos, atuais companheiros.
Grande fã de músicas, escuta de tudo, sendo uma pessoa bem eclética. Independente do estilo, ela está curtindo de todas as formas e acredita que a musica tem o poder de transmitir mensagens e emoções, bem mais do que a fala.
Seu maior hobbie não é nenhuma surpresa e não poderia ser outro… Os games.
Dani joga desde que soube da existência do videogame, influenciada desde os 5 anos de idade pelos irmãos. Sendo uma apaixonada por jogos de campanha, tendo seus principais jogos favoritos Resident Evil, que joga desde os 7anos de idade, e mais recentemente The Last Of Us 2.
Em 2017, ela conheceu o Rainbow Six, onde tudo começou.
Para conhecermos melhor sobre a Girls On Six, Dani concedeu entrevista ao Jornal DR1, que acompanhamos a seguir.

Jornal DR1 – Como você conheceu o Rainbow Six Siege?
Dani – Conheci no ps4 em 2017. Meu namorado me apresentou e eu odiei. Justamente por eu ser da vibe de jogos de campanha, achava um absurdo um jogo só online sem uma gameplay solo. Cheguei a ir à Pro League daquele ano mesmo sem entender muita coisa. Foi no final que comecei a pegar gosto pelo game e entrei nesse mundo sem volta.
Jogava literalmente todos os dias com meus primos e amigos. Joguei alguns campeonatos amadores também por lá. No começo de 2020, migrei pro PC e comecei a conhecer o competitivo feminino. Na época, quase não achava informações. Era sempre muito difícil.
Cheguei a fazer testes em alguns times, mas nunca me senti confortável então resolvia não seguir.

Jornal DR1 – O que te motivou a criar a Girls On Six?
Dani – Justamente pelo motivo da pergunta anterior. Eu não via, não achava informações com facilidade sobre o competitivo feminino, nem a própria página oficial compartilhava o que estava rolando. Então, decidi eu mesma criar esse canal de comunicação porque sabia que possivelmente o que era um problema pra mim, era para outras pessoas também.

Jornal DR1 – Sabemos que a comunidade ainda tem muito preconceito. Quais os maiores desafios para você atualmente?
Dani – Acho que o maior desafio não só para as Girls, mas pro cenário em si, é justamente a aceitação pela comunidade, em grande parte machista.
O mais importante e principal é que as próprias meninas se unam se respeitem e se apoiem. O que infelizmente não tem sido fácil, mas já tem melhorado muito. Se isso acontecer o resto vira detalhe. Como diz a frase clichê, porém muito real “A união faz a força”.

Jornal DR1 – Como você se sente, ao fazer parte de um projeto que está incentivando o cenário feminino?
Dani – Às vezes penso a ficha não caiu ainda (risos). A grandeza de tudo e o que a GirlsOn-Six representa hoje para o cenário feminino, além do que tem conquistado é inenarrável.
Só gratidão por tudo a Deus e quem realmente apoia o projeto.

Jornal DR1 – A Copa Girls On Six é atualmente um campeonato que está abraçando o cenário feminino de Rainbow Six e chamando atenção justamente de meninas que não tiveram oportunidades de participar de um campeonato principal como o Circuito Feminino e poder ter o espírito de serem jogadoras profissionais. Você acredita que a copa pode entrar em outros jogos?
Dani – Não! A copa é para o Rainbow Six. Nunca pensei nem em criar página para outros jogos.

Jornal DR1 – Já tivemos a primeira semana da 2ª Edição da Copa Girls On Six. O que você está achando do campeonato para essa edição, e como está se sentindo diante a essa etapa?
Dani – Estou bem feliz com os resultados, tanto em dados quanto em repercussão e feedbacks positivos.
Começou superando minha expectativa. Chegamos a quase 400 espectadores na transmissão. O dobro da estreia da edição anterior
e sem ganks (envio de público para outra transmissão).
Outro ponto é que agora com o patrocínio importantíssimo da Intel, a minha responsabilidade com a copa triplicou. É um misto de ansiedade para tudo dar certo, com felicidade que tudo está dando certo.

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Deus da Raça, Rondinelli relembra sua carreira e seu amor ao Flamengo

Quando se fala da Geração Zico, a memória dos flamenguistas já puxa por aquele esquadrão que conquistou o Brasil e o Mundo, com títulos e um futebol vistoso que é considerado por muitos um dos melhores times de todos os tempos. Além disso, nomes como o próprio Zico, Adílio, Andrade e Nunes sempre vem na memória do torcedor brasileira, seja flamenguista ou não. Porém, um camisa 3 daquela equipe nunca será esquecido. Com a alcunha da torcida Deus da Raça, Rondinelli conquistou os rubro-negros com sua raça e disposição deixada dentro de campo. Não à toa, o paulista de São José do Rio Pardo, que chegou ao Flamengo ainda nas categorias de base, é lembrado por quem vivenciou aquele esquadrão.

Aos 66 anos, o Deus da Raça hoje cuida de seus negócios em Cabo Frio, na Região dos Lagos, mas está sempre de perto acompanhando o Rubro-Negro. Em entrevista exclusiva ao Jornal DR1, Rondinelli relembrou sua trajetória e fez apostas para a Seleção Brasileira em 2022, na qual já foi convocado. Confira o bate-papo.

Jornal DR1 – Como foi fazer parte da Geração Zico?
Rondinelli – Foi memorável e gratificante, um grupo de jovens voltados a crescer profissionalmente. Chegamos juntos. Um grupo de jovens voltado a crescer profissionalmente. Tem uma base desde os 13, 14 anos. Essa Geração Zico realmente nos orgulhou em fazer uma história, desde o infantil e nas oportunidades que tivemos para galgar a equipe profissional. Não só nós atletas, mas também por todos aqueles que nos orientaram como treinadores e ex-profissionais, que deram sua contribuição para o nosso crescimento.

Jornal DR1 – Quais os grandes sonhos realizados no futebol?
Rondinelli –  Para um garoto do interior que não tinha as  mínimas condições de alçar voos altos, em relação a conhecer alguns estados do Brasil e logo depois, tive a capacidade de tudo o que o Flamengo me proporcionou. Conheci as Américas, Europa e alguns países do Oriente. Fomos campeões no Japão. Amizade relações que essa sigla juntamente com todo mundo que estava lá me deu muita coisa. Tivemos oportunidade de ser orientados por gente que fez muito bem e foi gratificante. Tudo que tenho como grandeza e experiência e conhecimento de outros lugares é graças ao Flamengo, a essa sigla que me deu tudo isso e me ajudou a escrever essa história maravilhosa, desde a base ao profissional.

Jornal DR1 –  O que o Flamengo trouxe para sua vida ?
Rondinelli – O Clube de Regatas Flamengo foi o que em relação a minha vida de jovem e profissional. Tudo que tenho hoje devo ao clube e meus parceiros de trabalhos da época. Aos torcedores pelo reconhecimento que conquistamos, através desta agremiação. Esse clube é minha paixão. Tudo o que ele me devolveu em realização profissionais. Muito gratificante estar expondo e confirmando toda essa grandeza em relação ao ser-humano que sou e ter essa disponibilidade de estar convivendo com meus ex-colegas da profissão e grandes amigos. O futebol foi minha vida, desde criança de São José do Rio Pardo até chegar ao Rio de Janeiro.

Jornal DR1 – Como estão os projetos atuais ?
Rondinelli – Graças a Deus tudo aquilo que consegui conquistar em termos de projetos e alianças com aquilo que trabalho hoje, por tudo o que a gente vem passando hoje, depois desse ataque de pandemia mundial. Restringiram uma série de situações em relação a nossa vida, mas tenho que agradecer e muito a Deus por tudo que ele me proporcionou até nas dificuldades tirando proveito para crescer a aceitar aquilo que pode ocorrer dos contratempos da vida terrena. Jamais posso reclamar e resmungar em relação a tudo aquilo que tenho vivido e que a gente tem aprendido a conviver nas adversidades. Só sei agradecer e pedir sempre a benção por estar caminhando e tendo a minha saúde e todas as pessoas queridas.

Jornal DR1 – Acredita nessa Seleção Brasileira para a Copa do Mundo?
Rondinelli – Nós temos que acreditar nessa Seleção. Somos brasileiros. Hoje sou torcedor e já tive o privilégio de ser selecionado na época amadora na minha profissão. Depois na profissional também fui convocado pelo saudoso Cláudio Coutinho, o Capitão, logo após o reconhecimento do Telê Santana, Antoninho nas seleções de base. Nessa atual temos que apostar em relação a tudo aquilo que a comissão técnica exige e tem feito pela Seleção Brasileira. Esperamos grandes jogos, conquistas porque o Brasileiro é realmente apaixonado por esse esporte, como se dizia naquela época antiga de Nelson Rodrigues, grandes jornalistas diziam que o Brasil precisa demonstrar essa paixão que o povo tem por ela. Vamos aguardar.

Jornal DR1 – Te faltou algo na carreira ?
Rondinelli – Não faltou nada na minha vida profissional, nessa carreira tive o privilégio de estar com Arthur Antunes Coimbra (Zico) e os colegas da profissão. Sou abençoado por Deus, como já disse, em poder conviver com grandes parceiros e amigos que me fizeram me tornar uma pessoa melhor e espero também que naquele pouco que tiraram de mim, tenham aproveitado para tirar algo de bem que tenha deixado no coração deles.

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Tiago Picado: ‘Compor faz parte do meu processo de autoconhecimento’

Se tem um nome que começa a se destacar no cenário musical atualmente é do carioca Tiago Picado. Com um som divertido tipicamente brasileiro, Tiago mostra todo seu talento com composições e músicas próprias que prometem vir com força no mercado para os próximos anos. Formado em Bachelor in Audio Production (bacharel em produção de áudio, em tradução livre) pelo SAE Institute, Sydney, Austrália e em produção Fonográfica pela Estácio de Sá e Produção Audiovisual pela Facha, o jovem músico conquistou notoriedade na produção de áudio para cinema.

Além de ter sido responsável por desenho de som, gravação de foley e som direto em diversos longas-metragens e curtas-metragens em uma década de profissão, ele também fez a direção cinematográfica de clipes, curtas e minidocs.  

O artista atuou em diversas produções, como Bacurau, Os Farofeiros e Mágico di Ó. Em 2020, Tiago Picado se lançou ao mercado fonográfico como cantor e compositor. O álbum “Íris dos Teus Olhos” trouxe canções que mesclam as diversas referências do artista, passando pelo soul, pela MPB e por ritmos tipicamente populares no Brasil, como o forró e o samba rock, tudo com muita positividade e voltado para o público praiano. 

Tiago Picado é um dos novos nomes da Música Brasileira (Foto: Divulgação)

O artista falou de forma exclusiva com o Jornal DR1, divulgando seus planos, sonhos e projetos para o cenário musical. Confira como foi o bate-papo de Tiago Picado com a nossa reportagem.

Jornal DR1 – Como começou na música?
Tiago Picado – Comecei aos 14 anos aprendendo violão, aos 15 tive minha primeira banda e contato com a área de produção musical, através de um pai de um amigo. Esse primeiro contato me influenciou a seguir o caminho da produção, fiquei fascinado pelo processo. Acabei seguindo esse caminho e fui me especializar em uma faculdade na Austrália.

Jornal DR1 – Você é especialista na área, como se desenvolveu na carreira?
Tiago Picado – Me desenvolvi principalmente na área de produção musical, na qual ainda trabalho, e também na produção de som para Cinema. Tenho mais de uma década de experiência. Curiosamente só me lancei como artista autoral em 2020. Acredito que foi uma evolução natural da minha carreira.

Jornal DR1 –  Quais os principais projetos?
Tiago Picado – Lancei meu primeiro  álbum Íris dos Teus Olhos em 2020. Foi um processo muito gratificante o retorno que tive de público, lançando clipes e tendo minha música tocada na rádio. Agora estou produzindo meu novo álbum, Voga, e também alguns singles para lançar, inclusive com participação de artistas que admiro muito. 

Jornal DR1 – A pandemia te ajudou a focar mais no trabalho de estúdio?
Tiago Picado – Certamente. Tive menos distrações e a quarentena culminou no mesmo período em que estava planejando o lançamento do primeiro álbum. Então, nesse quesito, veio a calhar pra mim. Pude focar 100% do meu tempo nesse lançamento, além de compor músicas novas.

Jornal DR1 – Quantas composições já foram de sua autoria e de onde vem a inspiração?
Tiago Picado – Tenho mais de 150 músicas autorais. Meu processo vem da busca pela arte, de achar novas maneiras de me expressar e me desafiar através da música. Compor faz parte do meu processo de autoconhecimento, de como me encontro neste mundo. Portanto, a inspiração vem das coisas do dia-a-dia.

Jornal DR1 – Como você definiria seu estilo musical?
Tiago Picado – Me considero da MPB atual que chamamos de Nova MPB. A mídia especializada me considera como Pop Suave. Escolha a definição que preferir! rs 

Foto: Divulgação

Jornal DR1 – Qual a proposta do seu trabalho para os fãs?
Tiago Picado – Minha proposta é transmitir uma mensagem alegre, positiva e divertida. Que quem esteja ouvindo tenha vontade de curtir o dia, seja indo à praia ou passando o dia no sofá. 

Jornal DR1 – Além de músico, você faz trabalhos como produtor musical. Como você se divide?
Tiago Picado – Pra mim não há divisão, é simplesmente olhar a música de uma outra maneira. Só vem a somar e fortalecer minha vontade de fazer e trabalhar com música. 

Jornal DR1 –  Qual recado gostaria de deixar para os fãs e novos fãs que acompanham seu trabalho?
Tiago Picado –  Gostaria de convidar o leitor para curtir o meu som! Estou em todas as redes sociais. Tem material para assistir no Youtube, música no Spotify, Deezer, etc.. Só procurar por Tiago Picado e estarei lá! Grande abraço! 

 

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Entrevista com Augusto Cury: ‘O amor é apostar tudo que temos para aqueles que pouco têm’

Por Guilherme Abrahão

O autor mais lido da década. Idealizador da Teoria da Inteligência Multifocal, hoje muito disseminado em universidades do Brasil e do mundo. Augusto Cury é um dos maiores fenômenos da literatura brasileira e sem dúvidas um dos maiores brasileiros da atualidade. Com mais de  30 milhões de livros vendidos, ele é um mensageiro do amor. E sua mensagem é lida e ouvida por todos os cantos. E o Jornal DR1 teve o prazer de falar com ele. De simplicidade característica, Augusto passou um pouco de seu conhecimento aprendido em sua longa trajetória na literatura. Confira o bate-papo com o brilhante escritor.

JDR1 – Qual a grande mensagem que suas obras passam?

Augusto Cury – São várias. Duas delas, todos nós podemos e devemos nos tornar autores da própria história. Caso contrário seremos servos em uma sociedade livre. Precisamos aprender a comprar vírgulas para escrever os capítulos mais importantes da nossa história no momento mais dramático de nossa existência.

Augusto Cury é considerado o autor mais lido da década (Foto: Divulgação)

JDR1 – De onde vem a inspiração para escrever essas obras?

AC –  O que me impele, a escrever, e escrevi mais 60 livros publicados em mais de 70 países, é a paixão pela humanidade, que de uma forma tento contribuir com ela, para que ela seja mais generosa, altruísta, solidária, menos radical, mais flexível onde as pessoas que detenham o poder, aprenderam que só é digno do poder quem é desprendido dele. Pessoas que devem usar o poder são pessoas que usam ele para servir a sociedade e não para que a sociedade a sirva. Também de alguma forma quero mostrar que a educação mundial está doente, formando pessoas doentes para uma sociedade assim, porque se tornou excessivamente cartesiana e não estimula a formação das habilidades mais importantes para que o ser humano desenvolva a plenitude de sua inteligência, socioemocional.

JDR1 – Você foi um dos autores mais lidos da década. O quanto isso é gratificante?

AC – Escrevo não em busca da fama, porque ela é efêmera e débil, até porque a vida é bela breve como gotas de orvalho que por instantes aparecem e logo se dissipam aos primeiros raios solares do tempo. É gratificante saber que dezenas de milhões de pessoas leem minhas obras, mas isso aumenta minha responsabilidade. Porque como escritor o meu desejo é que as pessoas aprendam a encontrar o mais importante endereço ao longo do traçado da sua história que é o endereço dentro de si mesmo. 

JDR1 – Como foi o início na literatura, em ajudar pessoas através do conhecimento e de belas palavras?

AC – Usar as palavras para que as pessoas possam se ver, se enxergar e reinventar, dissecar seus erros, falhas e até suas loucuras…Usar as palavras para treinarem seu eu, serem líderes de si mesmo, antes de assumir esse protagonismo no teatro social. É algo muito complexo. Palavras são secas, mas o escritor tem que dar emocionalidade a cada uma delas. Preciso escrever com poesia para que essas palavras possam tocar o psiquismo dos leitores e fazê-los viajar para dentro de si mesmo, enquanto eles viajam nas palavras de um livro. Os políticos contam a verdade para esconder suas mentiras e os escritores contam mentiras para falar as verdades. É mais ou menos esse meu papel, contar histórias para que as pessoas possam enxergar as loucuras da mente humana. Uma dessas loucuras é que os partidos de esquerda e direita, que são incapazes de aplaudir quem está na oposição, não são dignos do poder. Todo radicalismo de qualquer ideologia é o reflexo de uma mente doente e irresponsável.

JDR1 – O que é o amor para Augusto Cury?

AC – É abraçar mais e julgar menos. É ver um charme no defeito dos outros. O amor é apostar tudo que temos para aqueles que pouco têm. É enxergar a assinatura do autor da existência, independente da sua fé e milhões de fenômenos que estão diante dos nossos olhos e ouvidos. O amor é se aproximar dos nossos filhos e dizer obrigado pro você existir ou de quem está perto de nós e proclamar todas as coisas que temos na vida e dizer que são as melhores delas. É considerar e ver o ser humano único, portanto amor é atitude. Amor é indefinível. 

JDR1 – O que é a teoria da inteligência multifocal?

AC – É uma das raras teorias mundiais que estudam cinco grandes fenômenos. Os processos de construção de pensamentos, de formação do eu, o programa de gestão da emoção, os papéis conscientes e inconscientes da memória e o processo de interpretação e lógica do conhecimento. É uma teoria que hoje é utilizada em universidades. Inclusive tenho uma disciplina USP, onde meus alunos de mestrado e doutorado aprendem profundamente a Teoria da Inteligência Multifocal, na disciplina chamada Gestão da Emoção para Formar Professores Brilhantes. Nessa disciplina meu objetivo e que os professores universitário entendam que a maior responsabilidade deles não é ser expositor do conhecimento e sim estimular os alunos a terem consciência crítica e perceber que a vida apesar de todos os seus intempéries é um espetáculo único e imperdível, provocando os alunos a penetrar em camadas mais profundas da mente, deixando-os de serem repetidores de informação. Assim se tornam pensadores altruístas e solidários e que contribuem para  sociedade que vivem 

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“Minha primeira experiência foi com 50 tons de cinza, embora os meus livros sejam bem diferentes da maioria dos livros eróticos”

Nascida em Niterói, Rio de Janeiro, Valéria Veiga é uma mulher extremamente determinada e corajosa. Tanto que, largou sua vida estável e se mudou de mala e cuida com a filha, a atriz Lana Tyler, para San Francisco, na Califórnia, Estados Unidos. E ela tomou a decisão certa! Morando na América desde 2016, Valéria viu sua vida mudar para muito melhor da noite para o dia. Enquanto estava presa no lockdown, ela resolveu escrever seu primeiro livro. Em oito meses, lançou mais seis livros e virou Best-seller com mais de 15 milhões de leituras online. Nessa entrevista exclusiva para o Jornal DR1, Valéria Veiga fala de como é morar longe da família, de como virou uma escritora erótica famosa, entre outros assuntos. Confira:

 

JornalDR1- Você deixou o Brasil e foi morar com a sua filha em San Francisco. Foi difícil deixar o seu país?

Valéria Veiga- Eu já tinha morado nos Estados Unidos e voltar sempre foi o meu maior sonho, e por isso pra mim a mudança foi tranquila e com a certeza que estava vindo para ficar.

 

Jornal DR1- Como foi a adaptação?

VV- A adaptação não foi difícil, mas se estabilizar em outro país não é fácil como muitos pensam, porque você deixa tudo e chega aqui com uma mala na mão e tudo pra construir. É uma experiência única e agradeço todos os dias por estar aqui.

 

Jornal DR1- Quais são os prós e os contras de se morar em outro país?

VV- Amo morar aqui, sou muito feliz.  A única coisa difícil é ficar longe da família.

 

Jornal DR1- Como foi viver longe durante a pandemia?

VV- Foi bem complicado, porque como eu disse você leva tempo para se estabilizar e a pandemia deixou a gente em casa de um dia para o outro e aqui foram um ano e quatro meses de lockdown de verdade. Só que por outro lado, a pandemia fez com que tivéssemos tempo pra olhar pra dentro de nós, para nos reinventarmos e foi justamente quando me tornei escritora.

 

Jornal DR1- Como você virou escritora?

VV- Resolvi escrever a minha autobiografia porque eu queria que todos soubessem que existe muito mais do que aquilo que podemos tocar, e que almas gêmeas existem, só que não são como as das novelas. Três meses depois com a pandemia, eu resolvi escrever “Casa Comigo?” meu primeiro romance hot para passar o tempo e em seguida minha primeira série da máfia Doce Perigo, e o sucesso foi enorme.

 

Jornal DR1- E do dia para a noite, você virou best seller. Já tinha se imaginado famosa?

VV- Nunca pensei em fama, escrevo porque gosto e me distrai, como uma terapia. Quando lancei Casa Comigo em março, não imaginei que em oito meses escreveria mais sete livros e todos best-seller na Amazon. São 15 milhões de leituras on-line em um ano, e às vezes ainda me assusto com os números e em ter os meus e-books entre os mais vendidos no Brasil e nos Estados Unidos.

 

Jornal DR1- Do que fala seus livros?

VV- Meu primeiro livro conta a história da minha vida e minha missão ao escrever a Trilogia Sem Fim foi rasgar o véu entre os dois mundos. No livro Sem Fim – A História Real de Felipe e Juliana eu conto a minha vida atual e em Sem Fim – A História de Mabelle, como é nascer e crescer sensitiva e a minha vida como Mabelle, onde eu  morri acusada de bruxaria no século XV.

 

Jornal DR1- Você é considerada uma escritora hot. Dá onde tira essas inspirações eróticas?

VV- Sou escritora hot que é a literatura erótica. Penso nos personagens e começo a escrever dando vida à história sem roteiro. Costumo primeiro escolher os avatares (atores ou modelos que me inspiram naqueles personagens) e a partir daí é como se eu fosse assistindo um filme na minha mente e passando para o computador.

 

Jornal DR1- Você sempre gostou desse tipo de leitura?

VV- Minha primeira experiência foi com 50 tons de cinza, embora os meus livros sejam bem diferentes da maioria dos livros eróticos porque as minhas personagens femininas são mulheres empoderadas e donas de si.

 

Jornal DR1- Como você vê o crescimento do mercado erótico? Acha que as mulheres estão se liberando mais?

VV- No Brasil e no mundo todo são os livros que mais vendem. As mulheres descobriram que elas também têm direito ao prazer e a chegada das escritoras eróticas fez com que esse gênero literário se voltasse para os nossos desejos. Os filmes e os livros eram escritos e dirigidos por homens, que pensavam no prazer deles, e nós mulheres escrevemos com os sentimentos e desejos da mulher.

 

Jornal DR1- Você está lançando um livro novo? Qual é o nome? Do que ele fala?

VV-O meu novo livro, Dominada Pelas Sombras, vai unir a magia da fantasia com a sensualidade do erotismo. Vai contar a história do Rei das Trevas Darius Blake e da caçadora de vampiros, Luna Hiller. O e-book será lançado no dia 31 de outubro, na Amazon Kindle.

 

Jornal DR1- Quais são os seus planos para o futuro?

VV- Continuar escrevendo e levando mais histórias para os meus leitores que ficam ansiosos esperando o lançamento dos meus livros.

 

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Brasileiro conta como é estudar na Universidade de Sorbonne, em Paris.

“Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes”. Foi com essa frase, do físico Isaac Newton, que o estudante carioca Diogo Barreiros, de 19 anos, celebrou, nas redes sociais, a aprovação em uma das mais conceituadas universidades da Europa: a de Sorbonne, em Paris, na França. Desde 2020, o brasileiro integra o grupo de elite de Física da entidade, chamado de SPRINT (Sorbonne Physique Recherche Intensive et Nouvelles Technologies).

Aprovado, também, no Brasil, na USP, Unicamp e em 4° lugar na UFRJ, além de outras três universidades francesas, Diogo, ex-aluno do Colégio Franco-Brasileiro, vem realizando um sonho na Cidade Luz:

Foi uma emoção enorme saber que eu estudaria em Paris depois de mais de um ano de pesquisas e estudos focados nesse projeto. Essa aprovação me mostrou como o francês que aprendi na minha trajetória pelo Franco foi decisivo para alcançar esse objetivo. Sem essa base acadêmica, provavelmente, eu nem teria considerado a opção de estudar na França – reconhece.

Em Paris desde o ano passado, Diogo divide o apartamento com mais três brasileiros, dois deles também ex-alunos do Franco. O outro o estudante conheceu quando procurava o primeiro alojamento na capital francesa.

O estudante conta qual é o maior desafio na adaptação ao novo país:

Não ter contatos dentro da faculdade que pudessem me ajudar com as dificuldades linguísticas e burocráticas da própria universidade foi um bom desafio a ser superado – relembra o brasileiro.

Nas palavras de Diogo, são muitos os pontos positivos por viver em Paris:

Morar por aqui é vivenciar uma realidade bem diferente do que no Rio de Janeiro, mesmo já tendo uma condição privilegiada. É se aprofundar em uma outra cultura e compartilhar experiências. É visualizar o que o investimento no ensino pode fazer, entender o potencial de transformação do aluno e facilitar a sua trajetória. É uma experiência que vale a pena.

Entre tantos pontos turísticos famosos, o brasileiro tem um preferido na cidade europeia:

O Les Invalides, também chamado de Hôtel des Invalides, onde se localiza o museu do Exército (Musée de l’Armée), que retrata não só a progressão de armas, estratégias e artefatos ao longo do tempo. Mas, também, a participação do Exército francês em eventos históricos como as duas grandes guerras. Além disso, lá também jaz a tumba de Napoleão (Bonaparte).

Inspiração no colégio

Aluno do Franco por 11 anos, Diogo é grato ao colégio por ter lhe dado ferramentas para realizar o sonho de estudar no exterior:

A maior parte da minha inspiração veio dos meus mentores na equipe de robótica, que abriram essa porta para mim, me ajudaram desde o início a construir esse projeto e ainda me ajudam quando eu tinha problemas, desde dúvidas acadêmicas a questões de moradia e burocracia francesa. Amo a Física desde pequeno e me aprofundei ainda mais quando entrei para a equipe de robótica, tanto de maneira prática quanto teórica.

O estudante aponta a participação na FrancoDroid, equipe de robótica, o que mais lhe marcou no colégio:

Pude aprender diversas competências acadêmicas e, também, me desenvolver enquanto pessoa e me formar enquanto cidadão, a partir de atividades de cunho social e educativo.

Diogo também guarda com carinho os torneios com a camisa da FrancoDroid: :

Os momentos que mais me marcaram na equipe de robótica foram os torneios que participamos, principalmente aqueles que representaram pontos finais de grandes trajetórias. Nesses momentos, o mundo parecia parar, obrigações pareciam não existir, por um breve intervalo de tempo nos desligávamos da rotina para curtir, para brincar, para rir, para chorar, para comemorar, para viver. Nesses momentos, a alegria é contagiante, o nervosismo acompanhante, a persistência incessante, mas a consciência de não querer estar em nenhum lugar senão aquele é dominante. Nesses momentos, eu percebi que já não é mais possível imaginar a minha vida sem a robótica.

Em que pese o enorme horizonte que o estudante vem descobrindo e conquistando em Paris, ele não esquece o país onde nasceu:

Meu maior sonho profissional é poder voltar para o Brasil com o intuito de melhorar, senão transformar o ensino e o acesso à ciência no país