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Copa Girls On Six retorna para sua segunda edição

Finalmente chegou a segunda edição da Copa Girls On Six e para podermos nos recordar, vamos relembrar o que é. Girls On Six é uma marca criada por Daniele Biase, a CEO do projeto, em apoio as mulheres do cenário feminino de Rainbow Six. O intuito é trazer informações sobre o cenário feminino do game, como campeonatos e sobre as próprias players.

Essa iniciativa torna isso tudo mais amplo, e o objetivo da marca é exatamente ter essa expansão para as mulheres no cenário, mesmo no meio de tantos desafios em cima de uma comunidade que ainda é bem fortemente machista.

Agora chegou o campeonato da Copa Girls On Six em sua segunda jornada. Um campeonato totalmente feminino, que consagra suas edições com total apoio e patrocínios de diversas marcas pro campeonato. Uma delas apoiando são a XPG e a Asrock e sendo patrocinadas pela empresa multinacional de tecnologia a Intel. Uma novidade para essa edição também é o encontro com a psicóloga Karolina Florindo com um desenvolvimento de interação e bater um papo com as equipes participantes do campeonato, sendo totalmente voluntário.

O torneio funcionará igual a primeira edição, serão oito times participantes, contará com disputa em sistema de pontos corridos em MD1 (melhor de um), com finais em MD3 (melhor de 3) com os quatros melhores colocados na tabela. Permitido somente times femininos e não participantes do Circuito Feminino 2021.Os jogos acontecerão aos sábados e domingos a partir das 16h e 13h respectivamente e serão transmitidos e narrados. Começo do campeonato previsto para este dia 6 e com premiação total de R$ 3 mil, sendo R$1400 para a campeã, R$900 para a segunda colocada e R$700 para terceiro lugar.

No primeiro evento contamos com a ExstoGaming, time australiano com a equipe totalmente brasileira sendo a campeã do torneio. E nessa edição teremos a participação de oito equipes. São elas: ProudLion, ProBono,ThanksOrg, FoxWeLoveU, RedDragons, Fofoquinha Team, Blaze e-Sports & WolvesBc. Em destaque temos o time da RedDragons contando com ex participantes do circuito feminino e a FoxWeLoveU composta pelas meninas da ExstoGaming.

E a importância de todo o projeto para o cenário feminino é de início apresentar um acesso as equipes poderem apresentar pessoas novas e talentosas. Hoje temos o Qualifier e o Circuito Feminino, para a motivação das mulheres do cenário. Com a Copa Girls On Six elas poderão ter essa sensação de serem reconhecidas pelo cenário, a buscar seu sonho de se tornarem pro-player e participarem de campeonatos que possam abraçar a todas.

Divulgação/Girls On Six

Jonathan Oliveira
Designer gráfico, fotógrafo e diagramador do Jornal DR1
jonathanoliveira@jornaldr1.com.br

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Sport Drops reúne atletas para falar sobre carreira e educação

Online e Gratuito, o evento acontece no dia 9 de novembro e promete surpreender o público

A GLED International Education vai reunir profissionais do meio esportivo para compartilhar suas experiências e debater sobre as diversas oportunidades de negócios no esporte em um evento online e gratuito, que acontece no dia 09 de novembro: o Sport Drops!

A ideia de mostrar os bastidores do universo esportivo partiu do CEO da GLED International Education, Mário Aguilar, que percebeu a necessidade dos jovens atletas em se preparar para vivências desafiadoras e internacionais, como acontece com os estudantes de língua inglesa que ingressam em um intercâmbio por meio de bolsa esportiva.

Sempre acreditei que a tríade Educação, Esporte e Cultura consegue moldar e modificar o jovem brasileiro. Estes pilares são capazes de forjar disciplina, ética, respeito, de agregar conhecimento, e principalmente de abrirem diversas novas oportunidades pessoais e profissionais para estes cidadãos – disse Mário Aguilar.

Mais do que um bate papo, o Sport Drops foi planejado para expandir os horizontes e agregar conhecimento para todos os amantes do esporte. E por isso, conta com um time de ouro como convidados, entre eles o lutador de Taekwondo Diogo Silva, que defendeu a seleção brasileira por 12 anos, o nadador medalhista olímpico Gustavo Borges, o ginasta medalhista olímpico Diego Hypolito.

Fiquei muito feliz com o convite para palestrar em um evento tão importante, estou muito empolgado e ansioso – falou Diego Hypolito.

As tenistas Luisa Stefani e Laura Pigossi, que fizeram história nas Olimpíadas de Tóquio, conquistando a medalha de bronze, também confirmaram presença.

Adorei o intuito do evento da GLED e estou superanimada pra contar um pouco da minha história e compartilhar o impacto da língua inglesa na minha educação e carreira esportiva até agora – disse Luiza.

O inglês é um idioma oficial nos torneios de tênis, portanto, é importante e fundamental ter uma fluência o que contribui muito na comunicação com outros jogadores, nas viagens internacionais, nas entrevistas, entre outras coisas – completou Laura.

Reforçam o time a oposta/ponteira da equipe de vôlei do Esporte Clube Pinheiros, Camila Mesquita e a Cris Souza eleita em 2020 a melhor técnica de futsal feminino do mundo.

O evento, que está marcado para começar às 9 horas, será dividido em painéis com palestrantes de diversas áreas como marketing, startups e esporte eletrônico. Além da fluência na língua inglesa, fundamental para a profissionalização e internacionalização de atletas brasileiros, trazendo experiência de quem já morou fora do Brasil.

Já estão confirmados o psicólogo da equipe de E-Sport do Flamengo, Henrique Carpigiani, Moacyr Alves sócio da empresa 7wplay, Ivan Ballesteros fundador e CEO da Esporte Educa, André Rímoli fundador da ARC Sports e Vinícius Bortolatto Head da empresa canadense ORCA no Brasil.

E para abrilhantar o Sport Drops, as comentaristas Juliane Santos e Mariana Pereira e a narradora Luciana Mariano irão comandar os painéis.

O evento será transmitido direto do Boulevard Alma Premium – dentro do Buteco do Jacquin – novo espaço Premium de São Paulo. A inscrição pode ser feita pelo site

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KiXSTAr: para sempre a nossa maior estrela

Michael Stockley nasceu em 09 de março de 1997. Um jovem de 24 anos, um menino sadio, cheio de experiências e também de muitos aprendizados. Em 2016, o mundo do esporte eletrônico ganhou uma estrela, um símbolo de paixão e também de muito carinho: KiXSTAr, como era conhecido.

A grande promessa para o Rainbow Six, KiXStar era comentarista dos principais torneios do game desde 2018, mas seu espetáculo não começou diretamente ali.

Em 2016, KiXSTAr jogava para a organização europeia Team Orbit, mas com a formação totalmente Norte Americana, sendo ele um dos principais a compor o time no início. Durante seus momentos no time, chegou a ter como companheiro de equipe o campeão mundial pela Spacestation no ano de 2020 o “canadian” e em 2018 iniciou sua vida como caster, aparecendo logo para a público no Invitational.

KiXSTAr era um talento nato, conseguia comover em todas as transmissões o seu público, era um dos mais querido de todos. Os nortes americanos, os europeus, a apac e os latinos americanos, abraçavam esse menino, com certeza inspirava todo o mundo que acompanhava o cenário.

No dia 13 de outubro de 2021, o mundo teve que parar. Recebemos a notícia de que o comentarista Michael “KiXSTAr” Stockley sofreu um acidente de carro e infelizmente veio a óbito. A nota oficial veio por meio da publicação no Twitter do INTERRO, seu companheiro de trabalho, com uma carta da mãe e padrastro de Michael para os fãs.

O R6 tinha a sua maior estrela do mundo e agora essa estrela ficou com céu. Muito obrigado KiXSTAr, você sempre irá brilhar o nosso cenário!

Jonathan Oliveira
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Twitch contra um sindicato

Em algumas edições anteriores, mencionei um caso que ocorreu sobre a Twitch, que está abrindo uma categoria que não é bem apropriada para o publico geral dos jogos e esportes eletrônicos.

A Twitch é um serviço de streaming de vídeo ao vivo mais popular focado em jogos eletrônicos. Tudo começou em 2007,quando a plataforma ainda nem se chamava Twitch.tv, criada por Justin Kan e Emmett Shear. Fizeram a Justin.tv, tendo várias categorias divididas, o site acabou se tornando popular pelo destaque em sua categoria de jogos e não demorou muito para que esse gênero pudesse se desvincular da Justin e se tornar Twitch.tv.

Fim de julho, a Twitch anuncia a redução de preços no Brasil e em alguns outros países. Uma porcentagem bem acima da metade que poderíamos imaginar, foram 65% de redução, que antes custava R$23,99 passou a custar R$7,90.

Em nota, a empresa contou uma justificativa sobre os valores mais baixos, sendo possível que mais criadores lucrem com as inscrições e aumente o numero de subscribers. “Os preços de inscrição mais baixos estão ajudando criadores e espectadores a formar comunidades bombásticas”. A twitch também além de mencionar a redução, também disse que o valor que irá chegar nos streamers, não iria afetar nos primeiros meses após a mudança dos valores. Uma iniciativa para que os criadores de conteúdo não possam sair em algum prejuízo e possa se adaptar a nova formalidade.

Tiro no pé ou pro céu?

Como tudo na vida não é um jardim de lindas flores, as coisas não saíram muito bem como planejado, na prática. O preço diminuiu, ok! Olhando para esse lado, ficou muito mais acessível e a oportunidade de poder ajudar mais streamers ao mesmo tempo se tornou muito válida. Só que existe um repasse, imposto pelo qual esses R$7,90 passa. Por não ser uma plataforma brasileira, sua receita é totalmente em dólar, então além da conversão e os impostos retirados pelo mesmo, tem a porcentagem que vai para a plataforma. Quer dizer, tem uma média de 30% do valor apenas que vai para o streamer.

De R$7,90, convertendo para o atual valor em dólar, fica em média de $1,50, com todo o repasse de 30%. Sobra então para o streamer de 0,45 a 0,50 centavos em dólar.

Quem está por fora pode até achar que a pessoa está ganhando legal, por está recebendo e fazendo live jogando. Mas não é assim que banda toca. Hoje, a Twitch se tornou fonte de renda e trabalho para muitas pessoas. Não levando para conteúdo somente de um hobbie. Então, existem pessoas se dedicando todos os dias para conseguir conquistar essas pessoas que possam ajudar com o seu futuro na plataforma, e para quem está começando ou ainda não conseguiu atrair esse público ficou ainda mais difícil de poder receber mais da Twitch. Ainda na questão de nem tudo ser flores, a Twitch tem um limite para liberação da sua receita que são de $100 dólares. Então, dentro do mês, para o criador de conteúdo receber o seu salário da plataforma, teria que bater a meta de cem dólares. Então a maior solução da plataforma, talvez, não foi maior solução para boa parte dos streamers.

Grandes streamers da Twitch tiveram a ideia de fazer uma união e travar uma batalha contra a empresa, mas a ideia não é voltar ao preço normal que era antes e sim poder reavaliar os valores do repasse, que, no caso, faz toda a diferença no valor final para o streamer.

Jonathan Oliveira
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eSports: China X Jogos eletrônicos

A indústria dos jogos é a que mais cresce em todo o mundo. Ao decorrer de uma década para hoje em dia, é perceptível o nível em que os jogos estão evoluindo e uma prova que isso está realmente acontecendo e pretende só se aprimorar são os jogos em realidade virtual.

Com a evolução desses jogos eletrônicos e tecnologia junto a ela, também entra a parte em que as pessoas se tornam parte desses jogos, não levando para o lado competitivo, mas sim para o lado social. Uns vão chamar isso de vício e uns vão defender que o jogo faz parte da vida deles, e é exatamente esse problema que hoje entra na China.

Menores de 18 anos de idade no país agora só poderão jogar online por três horas na semana, sendo uma hora por dia: às sextas-feiras, sábados e domingos. A National Press and Publication Administration, que regula o mercado de videogames na China, foi checada por uma agencia de notícias estatal Xinhua, que apurou que essas atividades serão apenas entre os horários de 20h e 21h. Com um apelo para as empresas, instruiu que impeçam que os menores de 18 anos de idade joguem fora desse horário.

Essa nova regra começou a valer desde o primeiro dia de setembro. Antes, já existia uma restrição para os jogos online para os menores de idade, porém era para todos os dias da semana e por 90 minutos diários. Nos feriados eles poderiam se divertir durante três horas. O argumento da NPPA foi sobre a preocupação de longa data com o que o jogo excessivo pode causar na saúde dos jovens.

É bom bater na tecla e lembrar o que o esporte eletrônico está fazendo com a vida de diversas pessoas em todo o mundo. E se a gente olhar pelo lado da China, a indústria é muito limitada, tendo em vista que os profissionais conseguem se dedicar realmente somente no auge dos 18 anos de idade. Mas claro que isso não é uma desculpa para não ter pro players no cenário. Por exemplo, o Mundial de League of Legends de 2020 recebeu 4 times chineses como: JD gaming, Top Esports, Sunning e LGD Gaming, sendo a Sunning a única a chegar na final do campeonato. A equipe não conseguiu a vitória em cima da organização coreana a Dawmon Gaming, mas mostrou que o pais é forte e tem muitos talentos.

Valorant na China

A Riot Games, empresa responsável pelo League of Legends e Valorant, anunciou também no inicio de setembro que o game Valorant, será lançado em breve na da China, o processo foi registrado e o servidor no país poderá ficar disponível a qualquer instante. A empresa já até dedicou um site exclusivo para a China. Faltando mesmo somente a provação da National Press and Publication Administration.

Valorant é jogo de gênero FPS, muito parecido com o Counter-Strike só que com uma temática mais de ficção/fantasia.

Mesmo com essas restrições o esporte eletrônico da China não é fraco, então seria realmente uma forma de manter os jovens longe dos vícios eletrônicos e controlar mais a população para um caminho mais saudável. Me digam o que acharam da atitude da China?

Jonathan Oliveira
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Caster do Rainbow Six Siege, “Retalha” fala da carreira de comentarista e da função de contextualizar público

Por Jonathan Oliveira

Por trás da energia dos esportes eletrônicos, há os que trazem emoção: os narradores. Mas, assim como Batman, eles têm também o seu Robin: os comentaristas, responsáveis por introduzir quem está assistindo e ouvindo a narração no contexto do jogo, para entender acontecimentos espontâneos ou calculados no game. Para saber mais um pouco sobre os comentaristas, trouxemos nesta edição o Otávio “Retalha” Rodrigues Ceschi, Caster do Rainbow Six Siege no Brasil pela Ubisoft.

Ele nasceu em São Paulo, tem 29 anos, fez curso técnico em radialismo e é formado em Jornalismo. Começou a vida gamer desde pequeno. Seu primeiro console foi um Super Nintendo, e jogava bastante Donkey Kong e Mario. Na adolescência, frequentava muito lan houses, que eram fenômeno, e deixava até de ir em compromissos como aula e terapia para jogar. Jogava bastante CS, que devia ser a versão 1.4 na época. Retalha também pratica esporte, intercalando o game com as atividades do bom e velho esporte tradicional.

Preparamos algumas perguntas para conhecermos o Otávio melhor.

Foto: Ubisoft

Jornal DR1 – Você foi um dos pioneiros para a narração e o entretenimento do Rainbow Six no Brasil desde o beta do jogo. Conte um pouco sobre essa trajetória e como chegou na Ubisoft?

Otávio – Jamais achei que estaria por aqui hoje. Meu começo foi ao lado do Meligeni, ainda no BF4. Eu tinha “largado” a vida de competidor (naquela época, não tinha nem salário) para fazer lives, porque me rendiam 100 dólares no mês. Em sequência, o Meli me chamou para virar comentarista com ele. Vi como uma oportunidade para uma área que eu já queria e buscava durante a faculdade, apresentar algo, trabalhar com comunicação. Detalhe: era totalmente “0800”. O Meli recebia dinheiro só do AD da Twitch. Depois de um ano, vimos que o BF competitivo não ia ter continuidade. e ouvimos falar de um tal de Rainbow Six, que seria lançado pela Ubi, e que a Ubi queria fazer competitivo. Nisso, ele e o Gabriel “winners” começaram a elaborar um projeto de campeonatos para a Ubi BR. A Ubi recebeu esse projeto, e nosso atual chefe nos chamou para uma reunião na BGS 2015 para explicar que eles tinham vontade de fazer o competitivo acontecer.

Jornal DR1 – Como um bom gamer, todo mundo tem seu apelido. Nos conte, de onde veio o “Retalha”?

Otávio – O primeiro nick era Retalhador. Usei até os tempos de BF e surgiu como indicação de um amigo, quando eu tinha 12 anos. Basicamente foi o seguinte:

– Oh, mano, qual nick que eu uso na LAN?? Não tenho ideia.

– Ah, bota Retalhador!

Depois quando comecei a fazer as lives, em 2014, resolvi deixar menos pesado. E, como só me chamavam de Retalha nos times pelos quais eu tinha passado, deixei só Retalha, e ficou.

Jornal DR1 – A narração é o principal elemento para levar ao público o que está acontecendo. E na função de comentarista, como é trabalhar no Rainbow Six Siege no Brasil?

Otávio – Meu trabalho, junto com o Meli, sempre foi de duas polaridades: ele sempre foi a emoção e eu sempre foquei na razão. No último ano, venho mudando isso do meu lado, principalmente quando temos algum time brasileiro contra outro time de fora. Poder fazer parte desse cenário desde o começo é sensacional. Tem muito carinho envolvido. Sinto bastante sempre que algum jogador veterano se aposenta e, ao mesmo tempo, é muito bom ver garotos que tinham 15 anos quando começaram a acompanhar o R6 e hoje conseguiram chegar no Tier 1 do competitivo. Às vezes, me sinto até um velho assim (risos).

Foto: Ubisoft

Jornal DR1 – Quais suas maiores motivações, tanto no cenário tradicional quanto no eletrônico, e a sua principal inspiração?

Otávio – Nunca fui de ter ídolos ou me espelhar em pessoas. Sempre tentei ser eu mesmo. Como profissional, meu pai sempre foi um exemplo. Gosto muito de escutar o Everaldo Marques narrando, Milton Leite. Em questão de motivação, é o pensamento de que eu posso sempre ser melhor do que ontem. Ou seja, todo dia é dia para aprendermos algo.

Jornal DR1 – Ubisoft é uma grande empresa de jogos, com títulos famosos no mundo dos gamers. Como é trabalhar nela?

Otávio – Nós prestamos serviço para eles, mas, para a comunidade, a gente representa a imagem da Ubi. Tanto que procuram a gente como suporte às vezes (risos). Quando olho pra trás, vejo que são 5 anos assumindo essa linha de frente e, ao mesmo tempo, não parece que passou todo esse tempo.

Jornal DR1 – Retalha e Meligeni são os casters pioneiros que estão ativos até hoje. Conte, olhando o cenário do Brasil de quando você começou até esse momento, vendo que o cenário está dominando de uma forma bem positiva e satisfatória, o que você está achando e qual sensação está sentindo?

Otávio – Desde o começo, eu sabia do potencial que nós brasileiros tínhamos, como comunidade e com skill dos jogadores. Não era atoa que em 2016 botávamos 2 mil pessoas nos eventos presenciais. Esses dois últimos anos eram para ter sido gigantes, mas a pandemia atrapalhou. O que importa é que a gente continua com a cabeça levantada e, mesmo com essas limitações, damos o melhor de nós para o público ter um show no final. Esse é nosso trabalho e a gente ama o que faz.

Foto: Ubisoft
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Esporte eletrônico maior do que nunca

O que você acha de ter um estádio, uma área com grande estrutura só focada no mundo gamer? Sensacional, né!? A impressão é maravilhosa.

O Resort Costão do Santinho anunciou no dia 04 de agosto o HubCG, um espaço gamer localizado em Florianópolis, no estado de Santa Catarina. Está levantando uma área totalmente voltado para o público gamer, adicionando uma área para desenvolvimento e promoção de games, para jogadores e eventos de esporte eletrônico dentro dessa área.

O investimento para essa área no resort chegou a R$ 300 milhões para a construção do espaço. Com esse dinheiro aplicado, o espaço terá 10 metros quadrados.

A HubCG está com uma estimativa para 2026 de ter uma receita cujo capital seja de uma startup, em um projeto de trazer investimentos internacionais para o estado.

Além do espaço para o esporte eletrônico e trabalhos em conjuntos, a ideia do projeto é presumir a formação de profissionais, investimentos em empresas, que no caso poderíamos chamar de organizações, receber grandes competições e eventos de esportes eletrônicos.

Fernando Marcondes de Matos, o fundador do Costão do Santinho e investidor do projeto HubCG disse em nota: “Nosso objetivo é colocar Florianópolis no mapa dos games e transformar o HubCG em um pólo de referência para o setor em até cinco anos. Além disso, pretendemos liderar o pódio das organizações unicórnio no Brasil”.

O auge do esporte eletrônico

Como podemos ver, o investimento acontecendo em meio a uma evolução tanto no mercado de games quanto no esporte eletrônico, não dá para negar que isso foi potencializado em meio a pandemia por conta do distanciamento social. Sendo os jogos o meio de comunicação que traz o entretenimento entre as pessoas.

Essa iniciativa da HubCG pode ser proporcionar um avanço para o cenário, tendo mais visibilidade ainda e mais investidores entrando no meio. O mercado de times já está bem em alta, com grandes empresas do esporte tradicional entrando no ramo, como o Vasco, Botafogo, Flamengo, Santos, Cruzeiro, entre outras mais. Algumas dessas equipes não entraram em todos os jogos, mas, com toda essa evolução, pode ocorrer que alguns times, como São Paulo, abrangem outros games, não ficando apenas no PES.

Na parte das profissões, são outros negócios que tendem a aumentar, não só o coach e jogadores que crescem a cada dia, mas sim os principais responsáveis para acontecer toda a magia das partidas para a telinha, onde eu já retratei aqui os grandes narradores. Temos também os specs, que são os responsáveis por controlar as câmeras da partida, os apresentadores, a equipe técnica e tudo mais. O esporte eletrônico deixou de ser só um divertimento e virou uma profissão digna. É claro que existe ainda muito preconceito em relação a isso. O objetivo é se tornar reconhecido e entendido pela sociedade igual a um esporte tradicional.

Jonathan Oliveira
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Atleta do Flamengo celebra convocação inédita

As últimas semanas têm sido de conquistas e muitas emoções para a nadadora Natália Steiner, de 15 anos.

No final de julho, a atleta do Flamengo venceu os 200m peito do Brasileiro Juvenil, em Recife, conquistando a melhor marca da carreira: 2min432s. No último domingo, a filha de Frederico Steiner e Larissa Alvarez foi convocada pela primeira vez para o Sul-Americano Juvenil, a partir do dia 6 de novembro, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Fiquei muito feliz, porque é um objetivo que eu tinha e alcancei. Agora é treinar muito e chegar da melhor forma. Já estive em uma competição nos EUA e outra no Peru, mas será o meu primeiro Sul-Americano – festeja a nadadora.

Como não poderia deixar de ser, Natália não vê a hora de desembarcar na cidade boliviana:

Estou bem ansiosa e esta conquista é muito importante. Lutei muito para chegar até aqui – acrescenta a filha de Frederico e de Larissa.

Ano passado, a irmã mais velha de Rafa Steiner foi, nas tomadas de tempo, tetracampeã brasileira nos 100m peito e 200m peito, além dos 200m medley e 400m medley.

Mas as conquistas de Natália não têm surgido por acaso. São frutos de muita dedicação e, claro, talento.

Gratidão ao CEL

Para aliar os treinos e competições pelo Flamengo com os estudos, a filha de Frederico e Larissa tem como parceiro o CEL Intercultural School, onde cursa a 1ª série do Ensino Médio:

Treino três vezes por semana de madrugada, em torno das 5h, e acabo perdendo o primeiro ou segundo tempo da escola. Mas o CEL tem sido muito parceiro, vem abrindo muitas portas para mim, está se formando uma amizade muito boa entre a gente. Porque eles me ajudam quando preciso. Às vezes viajo para competir e tenho que faltar uma aula ou outra.

Com convocações frequentes para a seleção de base do Brasil há dois anos, Natália mostra personalidade ao ser perguntada sobre quem é sua maior inspiração no esporte.

Tenho um ídolo que é o (Michael) Phelps (americano), admiro muito as pessoas, mas eu me inspiro em mim mesma. Eu não falo: ‘quero ser tal pessoa’. Quero ser eu, fazer o meu melhor, mas admiro muitos. Dentre eles, o Phelps.

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Destaque como narrador do Rainbow Six, Alezudo fala da carreira e diz por que trocou advocacia pelo eSports

O quanto é importante a narração para você? Se parar para pensar, irá perceber que o comum é responder que a importância está sempre na emoção que os narradores trazem para um determinado jogo. Quem é que não conhece a energia estrondosa do Everaldo Marques ou a voz principal do nosso futebol brasileiro, a do grande Galvão Bueno?

No esporte eletrônico, isso não muda; tem as vozes principais e as de energia estrondosa. A emoção dos esportes, tanto dos tradicionais quanto dos eletrônicos, sempre veio dos narradores e comentaristas, ligando o público ao objetivo. Nos games, os leigos e os profissionais sempre irão sentir as informações e as emoções passadas por cada um desses casters.

Alezudo é um dos principais narradores da Ubisoft para o game Rainbow Six, dividindo o palco com o seu grande amigo Vitor “Intact” Janz, o comentarista. Para falar um pouquinho sobre a narração e sobre a vida do Alezudo, fomos atrás dele e fizemos uma entrevista exclusiva para o Jornal DR1.

Foto: Reprodução/Instagram

Alexandre Branco Pereira, melhor dizendo para o público, Alezudo. Tem 32 anos e mora na Capital de São Paulo. Formado em Direito, cresceu na Zona Norte de São Paulo, é advogado e desde então vinha trabalhando 100% em sua função. De 2015 até o começo de 2021 se dedicou a advocacia. Alezudo sempre foi muito ligado aos games. Começou a jogar aos 5 anos de idade, com sua categoria principal sendo os jogos de esporte. Em 2018 conheceu o Rainbow Six e, desde então, começou a jogar e nunca mais parou.

Vamos para a entrevista!

JDR1 – A narração se tornou uma das maiores potências no mundo do esporte eletrônico, sendo a peça essencial para todo entretenimento do público pro jogo. Como é ser um dos principais narradores do Rainbow Six Siege no Brasil?

Alezudo: É uma sensação muito boa. Eu não tinha essa pretensão, mas as coisas foram crescendo e acontecendo muito rápido. Hoje estar ao lado do Meligeni e do “Qep” como um dos casters do Siege é uma honra, e ter milhares de pessoas ao mesmo tempo te assistindo é uma responsabilidade grande, mas é algo que me move, me sinto muito bem! 

JDR1 – De onde veio o nome Alezudo?

Alezudo: É um apelido da época de escola, o porquê eu nem lembro! Mas meus amigos de infância ainda usavam pra me chamar, então acabei adotando!

JDR1 – Alezudo é um grande advogado e um enorme narrador. Para quem não sabe, ele divide a mesa com grandes casters do cenário de R6. Por que decidiu focar sua vida com a narração no esporte eletrônico e deixar a área da advocacia pra descanso?

Alezudo: A razão principal foi que eu queria experimentar algo novo, eu não era uma pessoa 100% feliz com o que eu vinha fazendo. Hoje minha rotina é muito mais leve, tenho um reconhecimento muito legal do público e sinto que me encontrei profissionalmente. Eu ainda advogo, mas em muito menor intensidade que antigamente.

JDR1– Ubisoft é uma das maiores empresas de games do mundo, tendo grandes nomes em jogos de série como: Assassin’s Creed, Far Cry, The Crew e etc. Como é a sensação de estar hoje nessa empresa e trabalhando para ela?

Alezudo: A Ubisoft é uma gigante do mercado, e estar lá significa que pessoas que tomam decisões muito importantes e são responsáveis pelos produtos da Ubisoft me escolheram para estar lá. É algo que eu levo muito a sério, sou muito grato pela oportunidade.

Foto: Reprodução/Instagram

JDR1 – No mundo do esporte em geral, tanto o tradicional quanto o eletrônico, quem são suas maiores inspirações? Destaque para a gente sobre um deles que fez ter maior parte das suas motivações.

Alezudo: Nos e-sports, Meligeni sempre foi o meu caster favorito, me inspira muito. No esporte tradicional, sou muito fã do Everaldo Marques, e tenho muitas referências estrangeiras como o Kevin Harlan e o Mike Breen.

JDR1– Qual é a diferença de narrar um esporte tradicional para o esporte eletrônico?

Alezudo: O esporte eletrônico é muito mais exigente, na minha opinião, porque muitas coisas acontecem ao mesmo tempo visando um objetivo em comum. É diferente do esporte tradicional. Por exemplo: no basquete ou no futebol você tem um ponto de interesse, que é a bola, e as interações com ela são os momentos mais interessantes. Você precisa estar ligado 100% do tempo em tudo que está acontecendo, especialmente posicionamentos, para poder antecipar um momento importante.

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Team One é a campeã do Six Mexico Major 2021

O Brasil mais uma vez é referência no Rainbow Six Siege, agora tendo no currículo o 2º evento principal da Ubisoft, o Six Major, realizado na Cidade do México. Dessa vez, o título ficou com os meninos de ouro, a Team One.

Atual campeão do Invitational, o Ninjas in Pyjamas enfrentou sua maior queda de todos os tempos, sendo eliminado logo na fase de grupos. Para um campeão do mundo, esse não era o desempenho esperado. Em seu grupo estavam Darkzero, DAMWON e a G2. Em uma melhor de dois, o time brasileiro teve apenas duas vitórias, porém por overtime sobre a Darkzero, e perdeu todos os demais confrontos.

Eu acredito na magia

Team Liquid e Furia passaram da fase de grupo sem problemas, mas, assim como o Ninjas, sofreram uma severa pressão. Com a Team One, não foi diferente. O grupo dos meninos de ouro teve Soniqs, BDS e Cyclops.

A Team One em seu desfalque perdeu todos os confrontos diretos, mas os brasileiros são os guerreiros que nunca desistem. Eles ainda tinham uma chance de passar da fase de grupo, caso vencessem todas as próximas partidas sem levar para o overtime.

Após a derrota no primeiro confronto contra a Cyclops, o Player Alemão postou no Twitter que havia tirado o bigode e, em uma brincadeira, a comunidade disse que era o bigode que estava enfraquecendo o time.

Depois da derrota contra a Cyclops, a Team One enfrentaria novamente todo as demais equipes do grupo. No jogo contra a BDS, os meninos de ouro se mostravam mais fortes e concentrados e conseguiram a primeira vitória do campeonato, por 7 a 5.

Foto: Ubisoft/Kirill Vision

Em seguida, a comunidade voltou a se unir, levantando a Hastag “EuAcreditoNaMagia”, para desejar forças e sorte ao time, conquistando o top 10 das trends do Twitter. Com ar de esperança para o 3º dia de confronto, a Team One teria ainda que vencer a Soniqs e a Cyclops. E, com bastante determinação, a equipe derrotou a Soniqs por 7 a 5. O confronto seguinte, novamente contra a Cyclops, definiria quem das duas equipes iria passar da fase de grupos.

Para a surpresa da comunidade, os brasileiros venceram a partida, mas, infelizmente, não foi o bastante para passar direto da fase de grupos.Mas calma, não acabou ainda. Pela primeira vez na história do R6, Cyclops e Team One conseguiram empatar em todos os aspectos de pontos: saldo de rounds, saldo de mapas e rounds vencidos. Assim, foram para o famoso e raro Tiebreak, uma terceira partida para definir quem avançaria às quartas de final. O mundo parou quando a Team One foi a vencedora do confronto.

Com as chaves definas para próxima etapa, o confronto foi contra Darkzero, com os meninos de ouro sendo os vencedores e, assim, avançando para a semifinal para enfrentar outro brasileiro, a grande Team Liquid. E, em um confronto acirrado, a Team One levou a melhor e foi para a final.

Do outro lado das semifinais, os times europeus BDS e Team Empire se confrontaram e quem saiu na melhor para encarar a Team One foi a Team Empire. No grande confronto, em uma Melhor de cinco, a Team One foi a campeã do Six Mexico Major 2021 por 3 a 2. O Brasil mais uma vez em festa, sendo referência mundial no Rainbow Six.

Atitudes polêmicas

Ainda na fase de grupos, as equipes Team One e Soniqs se estranharam. Apesar dos comuns trash talk, o jogador “Yetti” se mostrou bem desrespeitoso e acabou mandando o sinal do dedo do meio para os jogadores da Team One. Até o momento não  saiu nenhum veredito de punição, e o campeonato continuou da mesma forma.

Foto: Reprodução

A organização Soniqs Gaming, mesmo depois dessa atitude do jogador, publicou em seu Twitter mais uma farpa contra seu adversário. Como o Brasil é um país que seu povo tem muito orgulho nas horas do campeonato, foi o motivo de alimentar o combustível para os jogadores da Team One, o que acreditamos que deu forças também para serem os grandes campeões.

Logo após todo esse acontecimento entre os times, o jogador pediu desculpas pela as atitudes e mostrou respeito ao time da Team One.

Jonathan Oliveira
Designer gráfico, fotógrafo e diagramador do Jornal DR1
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