Categorias
Brasil Colunas Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias Notícias do Jornal

Opinião: Mais uma vez tratam o futebol como se fosse ‘terra-sem-lei”. Absurdo argentino!

Por Guilherme Abrahão

Uma coisa é certa: querem transformar o futebol em terra-sem-lei. Isso não dá para debater. Como pode as Confederações agirem contra o que se é considerado saúde pública e aceitar que alguns jogadores jogassem, mesmo sem ter feito a quarentena obrigatória por lei. E foi assim, que o circo foi formado entre Brasil e Argentina, em partida que seria válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Quatro jogadores da seleção argentina, oriundos do Reino Unido – local onde é obrigatória a realização de quarentena ao entrar no Brasil – mentiram em seus documentos e tentaram entrar em campo. E não só isso, os argentinos ainda se acharam no direito de abandonar o jogo, acreditando que estavam sendo prejudicados. Um show de horrores!

O Governo Federal agiu de forma correta ao não se envolver nesse caso. E a Anvisa dessa vez também foi perfeita. Autuou no hotel e no estádio os envolvidos e invadiu o campo para encerrar o confronto. O que para muitos foi visto como uma forma de “ganhar confete” ao meu ver acabou sendo uma atitude correta. Mas por que escolher o ato durante ao jogo? É simples. Ali teria como controlar o nome dos jogadores que estavam desrespeitando a lei e a quarentena obrigatória. Na porta do hotel, fica mais difícil.

Para muitos, pelo passaporte, eles já poderiam ter sido barrados antes mesmo de desembarcar em Guarulhos. Entretanto, os atletas passaram com a papelada alterada, além de ter utilizado outro documento de identificação, haja visto que no Brasil oriundo de outros membros do Mercosul apenas identidade civil serve como documento de entrada.

De qualquer maneira, mais uma vez podemos ver como funcionam as coisas quando envolvem a paixão nacional. Todos acham que o futebol é terra sem-lei. Você precisa de comprovação para fazer qualquer coisa no Brasil, quando o assunto é a pandemia. Mas no futebol, argentinos e a CBF – que não pode ser isentada – acreditaram que estava tudo certo. Uma vergonha para todos os envolvidos. Uma vergonha para o nosso país e nosso futebol.

Categorias
Brasil Colunas Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias Notícias do Jornal

Opinião: O baixo nível das Eliminatórias pode custar caro a Brasil e Argentina

Por Guilherme Abrahão

As Eliminatórias da Copa do Mundo, em especial na América do Sul, se tornou um caminho cada vez mais fácil para Brasil e Argentina, principalmente, estarem em TODAS as edições de Copa do Mundo. O motivo para escrever em caixa alta é exatamente esse: na América do Sul não existem adversários para Brasil e Argentina. E talvez, por isso, as campanhas recentes de ambas as seleções nas últimas edições da Copa do Mundo, tenha deixado um pouco a desejar.

Isto porque, elas chegam sem uma boa preparação para a disputa do Mundial. Na Europa, como efeito de comparação, além de ser uma Eliminatórias mais complicada – tanto que a Itália, atual campeã da Eurocopa, sequer esteve na Rússia em 2018 – deixa as equipes mais bem preparadas para os desafios que o Mundial vem a oferecer. O exercício de compreensão é simples: ambas caíram para seleções da Europa em 2018. O Brasil para a Bélgica e a Argentina para a França.

A situação das Eliminatórias sul-americanas exige pouco das seleções por aqui. Salva exceções quando Chile, Uruguaios desafios ou a Colômbia estão com elencos mais competitivos, os desafios por aqui se resumem as duas apenas. A última final da Copa América mostrou muito do que é esperado: as duas seleções muito abaixo do nível do futebol europeu.

Se querem realmente voltar a ser competitivas, as seleções de Brasil e Argentina precisam de desafios mais fortes. Até mesmo na hora de realizar amistosos, nenhuma das seleções conseguem jogos grandes. Tite, por exemplo, pouco ganhou de seleções mais fortes da Europa. Seja em amistosos ou na Copa do Mundo. Em 2018, o Brasil venceu apenas a Sérvia, das europeias. Empatou com a Suíça e perdeu para a Bélgica.

Está complicado o momento do futebol sul-americano. Apesar de Messi e Neymar estarem por aqui e os dois plantéis serem competitivos, a falta de desafios pode custar caro no Qatar, em 2022. As duas já estão virtualmente na próxima Copa, mas é nítido que precisam evoluir. E para isso, precisam ser desafiadas. Só nos resta torcer pelo hexa em 2022.

Categorias
Brasil Colunas Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias

Opinião: Precedente da Liga Inglesa escancara descaso da CBF com futebol brasileiro

Por Guilherme Abrahão

A decisão da Premier League em não liberar jogadores para as Eliminatórias para locais com risco alto de contaminação da Covid-19 abre um precedente que pode mudar a forma como os clubes vão analisar ceder seus principais atletas para as seleções de futebol. Sendo mais específico, o caso para o Brasil é um agravante maior, porque aqui é o único lugar que os clubes sofrem com seguidas baixas por causa das seleções nacionais.

A CBF não para seu calendário, de uma forma geral, mesmo sendo competições de data Fifa. Desta vez, Tite chamou jogadores do Atlético-MG, Palmeiras, São Paulo e Flamengo e resolveu parar. Entretanto, a situação vai ficar ainda pior, porque para suprir essas ausência o treinador brasileiro vai ter que recorrer aos clubes nacionais para jogar as Eliminatórias.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deve liberar jogadores para as eliminatórias da Copa do Mundo no próximo mês para “preservar e proteger a integridade esportiva”. Ele já apelou até para o primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, que intervenha na situação. Apesar de caber sanções esportivas, a Fifa sabe que não vai conseguir punir a federação inglesa de forma severa pela escolha. Afinal, a ideia dos ingleses é preservar a integridade de seus atletas.

As regras rígidas na Inglaterra exigem que os jogadores fiquem em quarentena por 10 dias após sua chegada ao país, com a Premier League afirmando que o governo não concedeu nenhuma isenção para jogadores de futebol. Na mesma toada, a Espanha já se manifestou também avisando que não vai autorizar. Se as Eliminatórias sul-americanas já andam mais esvaziadas do que nunca, a situação só tende a piorar com esses vetos.

O precedente é perigoso sim. Porque os clubes nacionais que não ganham descanso nunca podem ser prejudicados cada vez mais, devido a uma CBF que segue omissa e com erros graves de calendário. A Inglaterra luta por seus atletas e clubes, independente da nacionalidade, enquanto no Brasil ninguém se importa pelo bem do futebol e só visa lucro.

Categorias
Brasil Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias Notícias do Jornal

Opinião: Atlético-MG precisa ser campeão para não afundar como o rival Cruzeiro

Por Guilherme Abrahão

Dinheiro traz felicidade no futebol brasileiro. E dessa maneira, agora surge uma nova equipe na rota de possíveis títulos – quem sabe – para criar um domínio no futebol brasileiro: o Atlético-MG. O clube mineiro nos últimos anos tem sido uma das equipes que mais investem no Brasil, porém nesta temporada contratou nomes de fazer inveja a todos os clubes. Um ataque com Diego Costa e Hulk, para quem está desinformado, parece que está vendo uma equipe do futebol europeu entrar em campo. Porém, apesar de todo investimento gigante, a situação pode envolver uma faca de dois gumes para o Galo, que possui uma dívida acumulada de quase R$ 1 bilhão.

Com uma folha salarial que ultrapassa os R$ 12 milhões mensais, o Atlético precisa vencer títulos para acumular premiações e dar uma resposta para sua fiel torcida. Além disso, fracassos consecutivos podem resultar em um abismo sem fim, como seu maior rival o Cruzeiro vive nos últimos anos. Para quem não se lembra, recentemente a Raposa fez investimentos milionários e conquistou muitos títulos, como o bicampeonato brasileiro, em 2013 e 2014, além do bicampeonato e inédito para qualquer clube da Copa do Brasil (em 2017 e 2018). Porém, mesmo com tantas taças, o Cruzeiro não conseguiu arcar com suas dívidas e hoje está na Série B com riscos maiores de ir para a Série C do que retornar para elite, após dois anos por lá.

O Galo, por sua vez, conta com um mecenas: Rubens Menin. Além de arcar com a maior parte das contratações milionárias, o dono da MRV Engenharia também investe pesado na construção do estádio do Atlético, a Arena MRV. Mesmo assim, o clube em algum momento precisa pagar por esses “empréstimos” e para isso é preciso ser campeão. O Brasileiro é o grande sonho de consumo. Afinal, é desde 1971 que a taça não vem. E se não vier mais uma vez, as dívidas podem atingir a patamar jamais imagináveis. É esperar e ver aonde esse Galo vai parar!

Categorias
Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias

Opinião: Saída de Messi esvazia o Campeonato Espanhol e talvez até o turismo de Barcelona

Por Guilherme Abrahão

Muitos ainda estão incrédulos, mas é real: Lionel Messi não é mais jogador do Barcelona. Depois de quase 20 anos dedicados ao clube, um dos maiores jogadores de todos os tempos, aos prantos, se despediu do clube que lhe alçou para o mundo e mostrou que o pequeno argentino poderia ser um dos maiores jogadores da história. As rivalidades protagonizadas com Cristiano Ronaldo, ainda na época de Real Madrid, fizeram dos dois clubes os mais observados do planeta. A saída de Messi não é só um golpe na La Liga (nome da competição nacional da Espanha) e sim em todos os fãs do Barcelona.

Quem já estava na cidade praiana da Catalunha sabe que Messi é um ícone. São centenas, até milhares de outdoor com o cara do maior jogador da história do clube blaugrana. Não só isso, a arrecadação com o camisa 10 foi história no clube. Títulos não faltaram. Só no Campeonato Espanhol foram dez. Algumas Liga dos Campeões, Mundial de Clubes e outras Copa do Rey. Pessoas do planeta começaram a ir à Barcelona não para curtir as belíssimas praias ou as ótimas noitadas que a cidade oferece. Messi se tornou um ponto turístico. Até o prefeito da cidade sentirá falta do argentino desfilando por lá. Em um momento provável de retorno das torcidas e até do turismo para os estádios de futebol, o Barcelona terá um Camp Nou totalmente “esvaziado”. Messi não é só um jogador de futebol. É o maior astro atualmente da bola. Onde ele estiver a audiência será insuperável. 

Sua ida ao Paris Saint Germain mudará o foco para o fraco campeonato francês. O PSG já sobra na competição – apesar de ter perdido a última taça para o Lille. Mas o nível técnico é muito mais baixo do que o do Campeonato Espanhol. Os craques franceses, em sua maioria, não estão na Liga Nacional. Apenas um outro.

Se por um lado o Espanhol se esvazia, por outro o francês pode crescer de forma substancial. Afinal, todos os clubes de lá terão que se reforçar. Porque se não mudar o nível técnico, não tem como competir com Messi. A Espanha toda perde sem o craque. A França toda só ganha com ele.

Categorias
Colunas Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias Rio

Opinião: Renato muda o Flamengo de forma mais mental do que tática ou técnica

Por Guilherme Abrahão

O Flamengo é outro time com a chegada de Renato Gaúcho. Nem é o caso de entrar no mérito se Renato é mais treinador ou não que Rogério Ceni ou que o espanhol Domenéc Torrent. Nitidamente é uma questão psicológica. O atual técnico parece que conseguiu melhorar o ambiente que estava totalmente obscuro pela Gávea. Não se sabe ao certo o que aconteceu entre os jogadores e seu antigo treinador. Mas que é nítido sinais de desgastes imensos, que acabaram tirando o brilho de grande parte dos atletas do elenco.

Falar em boicote como se vê por aí acho muito pesado. Até porque, passa-se da ideia que são profissionais em campo. Algum jogador que faça algo do tipo  ou dirigente ou treinador, jamais pode ser chamado de profissional. A variação de comportamento talvez seja de uma forma total psicológica. Afinal, ninguém desaprendeu a jogar e o Flamengo segue com o melhor elenco do Brasil. Por alguma razão, foi perdida a confiança em Rogério. Confiança que a mesma diretoria perdeu. Ou alguém flamenguista esquece que o vice de futebol, Marcos Braz, chegou a afirmar que se jogaria de um avião ao lado do ex-comandante. Mas esteve na reunião que o tirou do cargo às 3 da manhã. Enfim, coisas do futebol.

A nítida mudança não é na forma de jogo. É na vontade. Renato teve pouco tempo para impor seu estilo. Mas mesmo assim trouxe resultados acachapantes como 5 a 0 no Bahia, em Salvador, e um sonoro 5 a 1 no São Paulo, com todos os gols aos 25 minutos finais do segundo tempo. A saída de Rogério é um clichê muito conhecido do meio futebolístico: quando perde o elenco, perde-se todo o time. E ao meu ver, Rogério perdeu de vez ao criticar publicamente uma atitude do atacante Pedro.

Renato chegou aos poucos. Chegou malandro. Sabe lidar com estrelas. Foi uma na época de jogar e se comporta assim atualmente como treinador. E os resultados estão chegando. E com grandes chances de enfileirar taças. O início é promissor!

 

Categorias
Brasil Colunas Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias

Opinião: Domínio brasileiro na Libertadores e um passo do título: As cartas estão na mesa. Hora de apostar!

Por Guilherme Abrahão

Como esperado, o futebol brasileiro está próximo de conquistar a Copa Libertadores. Das oito equipes que ainda sonham com o título, a tendência é que apenas três não sejam brasileiras: River Plate, da Argentina, Olímpia, do Paraguai e Barcelona, do Equador. Os argentinos, inclusive, são os que mais podem surpreender os brasileiros que lutam pelo terceiro título consecutivo e pela consolidação da hegemonia.

Recentemente, apenas o próprio River tem dado trabalho para o Brasil. Mesmo assim, em sua última final e semifinal, acabou caindo para Flamengo e Palmeiras, respectivamente, e vendo o Brasil ficar com o caneco. Cariocas e paulistas surgem novamente como os grandes favoritos para ficar com a taça, por possuírem os melhores elencos do Brasil e de toda a América. Os dois só podem se encarar na final e andam sobrando no país.

Ainda na briga, o Atlético-MG com um ótimo elenco pode surpreender. Depois de eliminar o Boca, o Galo precisa passar pelo River Plate. O São Paulo, tricampeão da América, é outro que surge sonhando com mais um caneco. No confronto contra o Palmeiras larga um pouco atrás, mas por ser um clássico, não existe favorito. Vale lembrar que será a quarta vez que as equipes se enfrentam em mata-matas da Libertadores. Nas outras três, o São Paulo se classificou em todas e chegou até a final, conquistando um título e perdendo outros dois.

O Fluminense ainda não confirmou a vaga, pois só joga dia 3, mas apenas uma catástrofe elimina os cariocas, que já fizeram 2 a 0, no Paraguai, contra o Cerro. A tendência é confirmar a vaga e encarar o Barcelona, o grande azarão da competição. Apesar de um bom time, o Flu entra novamente como favorito e pode medir forças com o Flamengo, em uma eventual semifinal. Imaginem só?

Rival do Flamengo, o Olímpia é uma equipe mediana, mas já levou o caneco em três oportunidades, mas não tem poder ofensivo. Desse modo, dificilmente, o troféu escapa do Brasil. Façam suas apostas!

 

Categorias
Colunas Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias Rio

Opinião: Apesar de título da Argentina, futebol brasileiro ainda sobra na América

Por Guilherme Abrahão

O futebol brasileiro está muito acima do argentino. Nem falo de seleções em si, mas de clubes. E com a pandemia, o poder financeiro dos argentinos caiu ainda mais, enquanto o dos brasileiros, para o cenário sul-americano, sobrou muito. Basta ver a diferença gritante de Flamengo e Palmeiras – no valor de seus plantéis – para os supercampeões dos hermanos, Boca Juniors e River Plate. Salvo um outro que vai tropeçar nas copas, a tendência é que os brasileiros cheguem longe e conquistem novamente o torneio continental.

Nos últimos dois anos, a taça ficou para o Brasil. Com o Flamengo em 2019 e com o Palmeiras em 2020. As duas equipes novamente aparecem com grandes chances, isso sem esquecer do Atlético-MG, uma das equipes que mais se reforçou no país. Além disso, o Fluminense vai fazer uma grande campanha e pode ir longe. Não acredito em título, mas não descarto que possa estar entre os quatro primeiros. Dos brasileiros que seguem, Internacional e São Paulo talvez sejam os que vivem piores momentos e nessa toada dificilmente chegarão fortes para a conquista da Copa Libertadores.

Dos argentinos, River, Vélez, Boca e Racing, fortes e tradicionais, ainda podem surpreender, mas não consigo ver a taça ficando com algum deles. Argentinos Juniors e Defensa y Justicia já chegaram mais longe do que podiam imaginar. Completam a lista Olimpia e Cerro Porteño, ambos do Paraguai, e Barcelona, do Equador, com condições remotas de serem campeões, atualmente.

E o domínio não fica só pela Libertadores. Na Copa Sul-Americana Grêmio, Athlético-PR, Red Bull Bragantino e Santos concorrem com possibilidades reais de ficarem com o caneco. O mais favorito – mesmo sem tradição – é o Bragantino. Afinal, foram quase R$ 200 milhões em reforços para o ano. Façam suas apostas para quem leva as taças. Mas ao que tudo indica, o continente será verde e amarelo mais uma vez. Mesmo com a Argentina campeã da Copa América.

Categorias
Brasil Destaque Esportes Giro Esportivo

Argentina vence Brasil na Copa América e quebra jejum de títulos

Messi é celebrado no título da Argentina (Foto: Divulgação/Conmebol)

Pela primeira vez desde 1993, a seleção principal da Argentina conquistou um título. E foi em grande estilo. Na final da Copa América, em pleno Maracanã, Messi e companhia derrotaram o Brasil por 1 a 0 e encerraram um jejum que atravessou gerações. O gol de Di Maria possibilitou aos argentinos conquistarem o seu 15º troféu na competição, igualando-se ao Uruguai como maior vencedor na história.

O lance crucial da partida aconteceu aos 21 minutos da primeira etapa. De Paul fez longo lançamento pela direita. Renan Lodi aparentemente tinha a situação sob controle, mas errou o tempo para cortar a bola, que ficou limpa para Di Maria. Ele entrou na área e com um toque encobriu o goleiro Ederson. 

Pouco inspirado, o Brasil só foi encontrar um melhor futebol e melhores chances na segunda etapa. Richarlison, em jogada pela direita, chegou a marcar, mas foi identificado impedimento do atacante no início da jogada. 

Na reta final, Gabriel Barbosa, uma das várias substituições do técnico Tite, pegou uma sobra de levantamento pela esquerda e chutou forte, mas o goleiro Martinez colocou para escanteio.

A Argentina também teve a chance de matar o jogo, mas o craque Lionel Messi, ao receber dentro da área, de cara para o gol, se enrolou tentando driblar o goleiro Ederson. 

O lance desperdiçado acabou não fazendo falta, já que pouco depois a Argentina confirmou o triunfo e um título histórico, muito comemorado pelos atletas em campo e pelos torcedores argentinos que compareceram ao Maracanã (a prefeitura do Rio liberou a presença de 10% de público).

A seleção argentina voltou a comemorar um título com sua equipe profissional (foi campeã olímpica em 2004 e 2008) depois de 28 anos. A última conquista havia sido justamente em uma Copa América, em 1993, quando derrotou o México na decisão da edição sediada pelo Equador.

Para Messi, o triunfo no Maracanã representou o primeiro troféu pelo país, depois de derrotas nas finais das Copas Américas de 2007, 2015 e 2016 e também na decisão da Copa do Mundo de 2014, curiosamente disputada também no estádio carioca.

Categorias
Brasil Destaque Esportes Giro Esportivo Notícias

Opinião: A diferença imensa entre a Eurocopa e a Copa América

Por Guilherme Abrahão

Se você sentar em sua casa e no mesmo horário estiver passando um jogo da Eurocopa e outro da Copa América, com certeza você vai acreditar que são esportes diferentes. Isso vale até para a Seleção Brasileira. Apesar de ser uma das mais fortes do mundo, o Brasil parece que desaprendeu a jogar diante de tantos adversários fracos. E falo de todas as seleções das américas. Até mesmo a Argentina de astro Lionel Messi.

Na Europa, a competição de seleções é uma mini-Copa do Mundo, devido as gerações que surgem por aí. A Inglaterra, por exemplo, por possuir o futebol mais rico do planeta costuma investir em estrangeiros. Entretanto,  possui uma das seleções mais fortes do planeta, fruto da evolução dos clubes por lá, através de conhecimento disseminado nos últimos anos. A Itália é outro caso incrível. Praticamente todo seu elenco atua no próprio país, e quando bem treinada se torna umas das seleções mais fortes do mundo. Os italianos nunca precisam de tantos craques e sim de uma geração bem equilibrada.

A atual campeã do mundo, a França, foi eliminada, mas talvez por acidente. É sem dúvidas a seleção mais forte do planeta, possui craques em seu elenco, e constante evolução. Em queda dos últimos anos, tanto Alemanha quanto Espanha ainda são consideravelmente favoritas por onde passam. Os alemães passam por um processo de reformulação e a geração que vem por aí ainda vai dar muito o que falar

Ao Brasil resta se apegar ao talento natural. É uma seleção ainda forte e tem grandes chances de buscar o hexacampeonato mundial. Contudo, Tite precisa entender que taticamente o Brasil precisa evoluir. E a CBF precisa parar de marcar amistosos contra seleções de segundo ou terceiro escalão. O Brasil precisa ser testado. A Argentina, na América do Sul, é a única que pode realizar esse teste. Mas mesmo assim, é outro que vive no futebol que não parece o mesmo que se é jogado na Europa. Se continuar assim, a diferença só tende a aumentar a cada Copa do Mundo.