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Opinião: Neymar não é mais um menino e a Seleção depende muito dele

Por Guilherme Abrahão

O Brasil depende – e muito – de Neymar. E todos sabem que para a Seleção conseguir levar a Copa do Mundo do ano que vem, no Catar, é preciso que nosso craque esteja no auge de sua forma. E ele garante que está. Em recente entrevista, o camisa 10 garantiu que se cuida e que está pronto para ajudar na busca pelo hexa. Neymar é uma figura diferente no futebol brasileiro. Cobrado desde muito jovem, ele parece não estar acostumado com o peso que carrega. Afinal, dos últimos tempos, após Ronaldos, Romário, Adriano, Kaká, entre outros, o craque é a grande figura da equipe de Tite. E com ele, a Seleção é diferente.

Aos poucos o técnico vem descobrindo alguns nomes que podem ajudar. Raphinha, por exemplo, se tornou uma grande surpresa. Vinícius Júnior, que tem arrebentado no Real Madrid, é outro que pode ser útil neste time. O jovem Anthony. Lucas Paquetá, até os experientes Thiago Silva, Casemiro, Marquinhos, Alisson e Ederson. Mas nenhum deles é Neymar. Espera-se mais na Seleção de Gabigol, Gabriel Jesus, Richarlison e Roberto Firmino, mas espera-se o dobro, talvez o triplo, do camisa 10. E ele parece que está se preparando para essa cobrança.

Ele que antes reclamava se colocava mais à disposição do time. Da imprensa, da torcida. Tem aparecido sempre correspondendo seus fãs. Tem tentado chamar a responsabilidade. É de uma justiça tremenda achar que ele não rende na Seleção. Já é um dos maiores artilheiros da história e se encaminha para ter mais gols ocm a Amarelinha do que até mesmo Pelé. Já ultrapassou Romário. Mas o que mais esperar de Neymar?

Que seja o líder, o capitão e o condutor do hexa? Acho que sim. Não é novidade que Neymar é top-5 dos melhores do mundo. Para alguns, até melhor. Disputa com Messi, Cristiano Ronaldo, Mbappé;…Não importa. É ele quem tem que conduzir a Seleção. Neymar não é mais menino. É o craque. Em 2022, o país inteiro espera muito do camisa 10. Ele precisa estar preparado!

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Opinião: Se depender de Renato, Flamengo só vencerá pelo talento individual

Por Guilherme Abrahão

Depois de um início avassalador, a situação do técnico Renato Gaúcho já incomoda a maioria da torcida do Flamengo. Apesar de nunca ter sido unanimidade quando chegou, vitórias acachapantes nos primeiros jogos fizeram com que os rubro-negros dessem uma trégua ao treinador. Entretanto, das polêmicas entrevistas que sempre deu, o comandante acabou pagando pela própria língua. E talvez por uma arrogância que lhe é peculiar.

Afinal, nenhum flamenguista esqueceu sua entrevista em 2019, quando perdeu por 5 a 0 nas semifinais da Copa Libertadores, para o Flamengo de Jorge Jesus, que com “R$ 200 milhões de investimento era fácil”. As goleadas iniciais mostravam que seu discurso era real, mas começou o balde de água fria.

O Flamengo, com o melhor elenco do Brasil, é um cemitério de ideias. Só vence quando seu elenco espetacular resolve. Seja Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta, Everton Ribeiro e até mesmo Pedro, sempre tem um craque para salvar a pele do treinador. Mas parece que os adversários entenderam. A eliminação para o Athletico-PR foi vexatória e mostrou todas as fragilidades que Renato tem. O Flamengo é um bando em campo. Se não for no talento, é presa fácil para qualquer um. Quem observa de perto com sorriso de orelha a orelha é o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira. OP português sempre muito contestado é estrategista. E se o Fla entrar em campo sem nenhum padrão tático, como é de costume, ele tem tudo para levar o título novamente à São Paulo.  

Renato vai precisar se reinventar em poucos dias. Fazer o Flamengo ser um time que joga, batalha e, principalmente, sabe o que fazer em campo. Movimentos coordenados que não se veem faz tempo pela Gávea. Hoje, a situação está crítica. O Flamengo virou um time fácil de ser batido, basta observar que Renato não parece saber muito o que faz com seus comandados.

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Opinião: Retorno do público aos estádios faz muito bem ao futebol brasileiro

Por Guilherme Abrahão

Aos poucos o brasileiro vai retomando a vida após o período de pandemia e entre os seus principais meio de descontração está o futebol. E em todos os estados, o público já está liberado, seguindo determinadas restrições, obviamente. Mas o que já se viu nesse início de retomada normal do futebol, é que possuir público, realmente faz uma baita diferença em cada situação. Como exemplo mesmo, podemos pegar o clássico da última rodada entre São Paulo e Corinthians. Foram mais de 23 mil pessoas presentes no Morumbi, e uma atmosfera diferente para os donos da casa.

Em baixa no Brasileiro, o São Paulo contou com a ajuda do seu torcedor para voltar a vencer, depois de seis rodadas só empatando. Ainda mais em um clássico. A torcida tricolor fez a diferença e empurrou a equipe para a vitória e para tirar o time do sufoco que estava no Brasileiro. O Corinthians, por sua vez, quer utilizar o artifício de ter seu torcedor do lado para seguir subindo na classificação. Para o jogo contra a Chapecoense, a equipe pediu adiamento para o dia 1 de novembro, aceito pela CBF.

Isto porque, a partir desta data, está liberada a presença de 100% do público nos estádios de São Paulo. Como o jogo estava marcado para o dia 31, o Timão só poderia utilizar 50%. Além do ganho financeiro, o retorno da torcida dá ganho esportivo para as equipes.

No Rio de Janeiro não é diferente. Neste fim de semana, Flamengo e Fluminense se enfrentam no Maracanã, com as duas torcidas presentes. A CBF autorizou a entrada de torcedor visitante novamente e a expectativa é de todos os ingressos vendidos para o clássico. O acordo prevê bilhetes vendidos meio a meio para cada clube.

O retorno do público em alta é um sinal da melhora da pandemia no Brasil. Seguindo todos os protocolos corretamente, o futebol brasileiro volta a ganhar em espetáculo. E o povo pode voltar a sorrir nos estádio. Bom para todos!

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Opinião: O esquizofrênico futebol brasileiro segue em dúvida do que vale: planejamento ou resultados!

Por Guilherme Abrahão

Bate-se muito na tecla no Brasil que os treinadores não possuem uma continuidade no trabalho e que troca-se muito os comandos técnicos. A CBF até tentou mudar colocando uma regra que cada time só pode ter dois treinadores diferentes no Brasileirão, porém se tiver demissão. O sistema é fácil de burlar e continua criando uma dúvida em qual é o verdadeiro planejamento de qualquer equipe brasileira. Ou melhor, qual é a ideia dos dirigentes no país ao comandarem as equipes. O Grêmio é um caso clássico. O que se espera dos gaúchos é a sequência do trabalho, afinal foram quase cinco anos de Renato Gaúcho no comando até a famosa saída “em comum acordo”. Essa expressão, inclusive, é o nome para burlar o sistema.

Como a CBF só permite duas trocas, o Grêmio já tirou “em comum acordo” Tiago Nunes e Luiz Felipe Scolari. Isso mesmo, a equipe gaúcha vai para seu terceiro treinador só no Brasileiro, porque os técnicos teriam pedido demissão. E mais uma vez é questionado o que se espera dos clubes brasileiros que querem evoluir cada dia mais. Não adiante, o que importa aqui é resultado. Se joga bem, se tem planejamento, se tem padrão ou estrutura, nada disso vem ao caso. O importante é o resultado. E o Grêmio precisou desses acordos para buscar seu terceiro treinador diferente porque está na zona de rebaixamento. Ou seja, ninguém quer saber de seguir o planejado. Muito menos respeitar a CBF que criou tal regra para proteger os treinadores. O importante é resultado,

Hernán Crespo no São Paulo á a nova vítima do comum acordo. Campeão Paulista, resolveu sair – segundo prega a diretoria paulista – após um pífio Brasileiro. Venceu apenas seis dos 25 jogos. Beira a zona do rebaixamento. Além dele, tivemos Cruzeiro, Santos, Sport, Inter…. Todos com “comum acordo”. Essas decisões só mostram a esquizofrenia do futebol brasileiro: o que importa é planejamento ou resultado? Nunca vamos entender.

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Opinião: Os dois melhores do Brasil vão decidir a Copa Libertadores pela hegemonia do continente

Por Guilherme Abrahão

A final da Copa Libertadores deste ano vai ser um verdadeiro e merecido tira-teima. Afinal, Flamengo e Palmeiras são totalmente dominantes no Brasil – e na América do Sul – nos últimos anos. Basta olhar os números da dupla: dos cinco últimos brasileiros, quatro ficaram para eles, dois cada, com o Corinthians de intruso. Neste ano, o Atlético-MG é quem lidera, mas os dois seguem de perto os mineiros pela taça. Nada está definido. 

Voltando à Libertadores, a final desta edição coloca frente a frente, pela primeira vez na história do torneio continental, os dois últimos campeões. Flamengo foi quem faturou o troféu em 2019, enquanto o Palmeiras é o atual vencedor. Por isso, os deuses do futebol foram justos em deixar a dupla protagonizar no dia 27 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai, o que promete ser a maior decisão dos últimos tempos.

No momento, pelo talento individual, o Rubro-Negro entra com um ligeiro favoritismo. Com Bruno Henrique em fase iluminada, os comandados de Renato Gaúcho andam letais na hora de definir. Basta pegar como parâmetro o confronto das semifinais diante do Barcelona, do Equador. Apesar de um elenco mais limitado, os equatorianos deram sufoco em determinados momentos no Fla. Porém, o talento de Everton Ribeiro, Bruno Henrique, Gabigol & Cia, definiram o mata-mata. Serão dois meses até a grande final e Renato tem tempo suficiente para corrigir os erros e talvez transformar o Fla em uma equipe imbatível.

Do outro lado, um eficaz e consistente Palmeiras. Em dez meses de trabalho, o português Abel Ferreira transformou o Verdão em uma equipe extremamente competitiva. Criticado em diversos momentos por seu estilo de jogo, o treinador é um exímio estrategista. Não há favoritos para essa grande decisão. Quem ganha é o futebol. E quem vencer, vai mostrar que no futebol que vivemos de ciclo, tem uma hegemonia!

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Opinião: Mais uma vez tratam o futebol como se fosse ‘terra-sem-lei”. Absurdo argentino!

Por Guilherme Abrahão

Uma coisa é certa: querem transformar o futebol em terra-sem-lei. Isso não dá para debater. Como pode as Confederações agirem contra o que se é considerado saúde pública e aceitar que alguns jogadores jogassem, mesmo sem ter feito a quarentena obrigatória por lei. E foi assim, que o circo foi formado entre Brasil e Argentina, em partida que seria válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Quatro jogadores da seleção argentina, oriundos do Reino Unido – local onde é obrigatória a realização de quarentena ao entrar no Brasil – mentiram em seus documentos e tentaram entrar em campo. E não só isso, os argentinos ainda se acharam no direito de abandonar o jogo, acreditando que estavam sendo prejudicados. Um show de horrores!

O Governo Federal agiu de forma correta ao não se envolver nesse caso. E a Anvisa dessa vez também foi perfeita. Autuou no hotel e no estádio os envolvidos e invadiu o campo para encerrar o confronto. O que para muitos foi visto como uma forma de “ganhar confete” ao meu ver acabou sendo uma atitude correta. Mas por que escolher o ato durante ao jogo? É simples. Ali teria como controlar o nome dos jogadores que estavam desrespeitando a lei e a quarentena obrigatória. Na porta do hotel, fica mais difícil.

Para muitos, pelo passaporte, eles já poderiam ter sido barrados antes mesmo de desembarcar em Guarulhos. Entretanto, os atletas passaram com a papelada alterada, além de ter utilizado outro documento de identificação, haja visto que no Brasil oriundo de outros membros do Mercosul apenas identidade civil serve como documento de entrada.

De qualquer maneira, mais uma vez podemos ver como funcionam as coisas quando envolvem a paixão nacional. Todos acham que o futebol é terra sem-lei. Você precisa de comprovação para fazer qualquer coisa no Brasil, quando o assunto é a pandemia. Mas no futebol, argentinos e a CBF – que não pode ser isentada – acreditaram que estava tudo certo. Uma vergonha para todos os envolvidos. Uma vergonha para o nosso país e nosso futebol.

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Opinião: O baixo nível das Eliminatórias pode custar caro a Brasil e Argentina

Por Guilherme Abrahão

As Eliminatórias da Copa do Mundo, em especial na América do Sul, se tornou um caminho cada vez mais fácil para Brasil e Argentina, principalmente, estarem em TODAS as edições de Copa do Mundo. O motivo para escrever em caixa alta é exatamente esse: na América do Sul não existem adversários para Brasil e Argentina. E talvez, por isso, as campanhas recentes de ambas as seleções nas últimas edições da Copa do Mundo, tenha deixado um pouco a desejar.

Isto porque, elas chegam sem uma boa preparação para a disputa do Mundial. Na Europa, como efeito de comparação, além de ser uma Eliminatórias mais complicada – tanto que a Itália, atual campeã da Eurocopa, sequer esteve na Rússia em 2018 – deixa as equipes mais bem preparadas para os desafios que o Mundial vem a oferecer. O exercício de compreensão é simples: ambas caíram para seleções da Europa em 2018. O Brasil para a Bélgica e a Argentina para a França.

A situação das Eliminatórias sul-americanas exige pouco das seleções por aqui. Salva exceções quando Chile, Uruguaios desafios ou a Colômbia estão com elencos mais competitivos, os desafios por aqui se resumem as duas apenas. A última final da Copa América mostrou muito do que é esperado: as duas seleções muito abaixo do nível do futebol europeu.

Se querem realmente voltar a ser competitivas, as seleções de Brasil e Argentina precisam de desafios mais fortes. Até mesmo na hora de realizar amistosos, nenhuma das seleções conseguem jogos grandes. Tite, por exemplo, pouco ganhou de seleções mais fortes da Europa. Seja em amistosos ou na Copa do Mundo. Em 2018, o Brasil venceu apenas a Sérvia, das europeias. Empatou com a Suíça e perdeu para a Bélgica.

Está complicado o momento do futebol sul-americano. Apesar de Messi e Neymar estarem por aqui e os dois plantéis serem competitivos, a falta de desafios pode custar caro no Qatar, em 2022. As duas já estão virtualmente na próxima Copa, mas é nítido que precisam evoluir. E para isso, precisam ser desafiadas. Só nos resta torcer pelo hexa em 2022.

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Opinião: Precedente da Liga Inglesa escancara descaso da CBF com futebol brasileiro

Por Guilherme Abrahão

A decisão da Premier League em não liberar jogadores para as Eliminatórias para locais com risco alto de contaminação da Covid-19 abre um precedente que pode mudar a forma como os clubes vão analisar ceder seus principais atletas para as seleções de futebol. Sendo mais específico, o caso para o Brasil é um agravante maior, porque aqui é o único lugar que os clubes sofrem com seguidas baixas por causa das seleções nacionais.

A CBF não para seu calendário, de uma forma geral, mesmo sendo competições de data Fifa. Desta vez, Tite chamou jogadores do Atlético-MG, Palmeiras, São Paulo e Flamengo e resolveu parar. Entretanto, a situação vai ficar ainda pior, porque para suprir essas ausência o treinador brasileiro vai ter que recorrer aos clubes nacionais para jogar as Eliminatórias.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deve liberar jogadores para as eliminatórias da Copa do Mundo no próximo mês para “preservar e proteger a integridade esportiva”. Ele já apelou até para o primeiro-ministro inglês, Boris Johnson, que intervenha na situação. Apesar de caber sanções esportivas, a Fifa sabe que não vai conseguir punir a federação inglesa de forma severa pela escolha. Afinal, a ideia dos ingleses é preservar a integridade de seus atletas.

As regras rígidas na Inglaterra exigem que os jogadores fiquem em quarentena por 10 dias após sua chegada ao país, com a Premier League afirmando que o governo não concedeu nenhuma isenção para jogadores de futebol. Na mesma toada, a Espanha já se manifestou também avisando que não vai autorizar. Se as Eliminatórias sul-americanas já andam mais esvaziadas do que nunca, a situação só tende a piorar com esses vetos.

O precedente é perigoso sim. Porque os clubes nacionais que não ganham descanso nunca podem ser prejudicados cada vez mais, devido a uma CBF que segue omissa e com erros graves de calendário. A Inglaterra luta por seus atletas e clubes, independente da nacionalidade, enquanto no Brasil ninguém se importa pelo bem do futebol e só visa lucro.

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Opinião: Atlético-MG precisa ser campeão para não afundar como o rival Cruzeiro

Por Guilherme Abrahão

Dinheiro traz felicidade no futebol brasileiro. E dessa maneira, agora surge uma nova equipe na rota de possíveis títulos – quem sabe – para criar um domínio no futebol brasileiro: o Atlético-MG. O clube mineiro nos últimos anos tem sido uma das equipes que mais investem no Brasil, porém nesta temporada contratou nomes de fazer inveja a todos os clubes. Um ataque com Diego Costa e Hulk, para quem está desinformado, parece que está vendo uma equipe do futebol europeu entrar em campo. Porém, apesar de todo investimento gigante, a situação pode envolver uma faca de dois gumes para o Galo, que possui uma dívida acumulada de quase R$ 1 bilhão.

Com uma folha salarial que ultrapassa os R$ 12 milhões mensais, o Atlético precisa vencer títulos para acumular premiações e dar uma resposta para sua fiel torcida. Além disso, fracassos consecutivos podem resultar em um abismo sem fim, como seu maior rival o Cruzeiro vive nos últimos anos. Para quem não se lembra, recentemente a Raposa fez investimentos milionários e conquistou muitos títulos, como o bicampeonato brasileiro, em 2013 e 2014, além do bicampeonato e inédito para qualquer clube da Copa do Brasil (em 2017 e 2018). Porém, mesmo com tantas taças, o Cruzeiro não conseguiu arcar com suas dívidas e hoje está na Série B com riscos maiores de ir para a Série C do que retornar para elite, após dois anos por lá.

O Galo, por sua vez, conta com um mecenas: Rubens Menin. Além de arcar com a maior parte das contratações milionárias, o dono da MRV Engenharia também investe pesado na construção do estádio do Atlético, a Arena MRV. Mesmo assim, o clube em algum momento precisa pagar por esses “empréstimos” e para isso é preciso ser campeão. O Brasileiro é o grande sonho de consumo. Afinal, é desde 1971 que a taça não vem. E se não vier mais uma vez, as dívidas podem atingir a patamar jamais imagináveis. É esperar e ver aonde esse Galo vai parar!

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Opinião: Saída de Messi esvazia o Campeonato Espanhol e talvez até o turismo de Barcelona

Por Guilherme Abrahão

Muitos ainda estão incrédulos, mas é real: Lionel Messi não é mais jogador do Barcelona. Depois de quase 20 anos dedicados ao clube, um dos maiores jogadores de todos os tempos, aos prantos, se despediu do clube que lhe alçou para o mundo e mostrou que o pequeno argentino poderia ser um dos maiores jogadores da história. As rivalidades protagonizadas com Cristiano Ronaldo, ainda na época de Real Madrid, fizeram dos dois clubes os mais observados do planeta. A saída de Messi não é só um golpe na La Liga (nome da competição nacional da Espanha) e sim em todos os fãs do Barcelona.

Quem já estava na cidade praiana da Catalunha sabe que Messi é um ícone. São centenas, até milhares de outdoor com o cara do maior jogador da história do clube blaugrana. Não só isso, a arrecadação com o camisa 10 foi história no clube. Títulos não faltaram. Só no Campeonato Espanhol foram dez. Algumas Liga dos Campeões, Mundial de Clubes e outras Copa do Rey. Pessoas do planeta começaram a ir à Barcelona não para curtir as belíssimas praias ou as ótimas noitadas que a cidade oferece. Messi se tornou um ponto turístico. Até o prefeito da cidade sentirá falta do argentino desfilando por lá. Em um momento provável de retorno das torcidas e até do turismo para os estádios de futebol, o Barcelona terá um Camp Nou totalmente “esvaziado”. Messi não é só um jogador de futebol. É o maior astro atualmente da bola. Onde ele estiver a audiência será insuperável. 

Sua ida ao Paris Saint Germain mudará o foco para o fraco campeonato francês. O PSG já sobra na competição – apesar de ter perdido a última taça para o Lille. Mas o nível técnico é muito mais baixo do que o do Campeonato Espanhol. Os craques franceses, em sua maioria, não estão na Liga Nacional. Apenas um outro.

Se por um lado o Espanhol se esvazia, por outro o francês pode crescer de forma substancial. Afinal, todos os clubes de lá terão que se reforçar. Porque se não mudar o nível técnico, não tem como competir com Messi. A Espanha toda perde sem o craque. A França toda só ganha com ele.