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Prevenção de fraudes no e-commerce é principal preocupação de empresas, diz pesquisa

Com informações da Agência Brasil

A prevenção de fraudes é uma das principais preocupações de empresas brasileiras que atuam no e-commerce na atualidade. A Pesquisa Global de Fraude e Identidade, da empresa de consultoria Experian, apontou que 62% dos negócios brasileiros que participaram do levantamento informaram que querem aumentar os investimentos nessa área.

De acordo com o levantamento, esta também é uma preocupação do consumidor brasileiro. O risco de roubo de informações de cartão de crédito foi o item mais citado no país. Nos Estados Unidos, por exemplo, a atenção está mais voltada para a privacidade online e, no Reino Unido, importa-se mais com as chamadas fake news (notícias falsas) ou propaganda falsa. A pesquisa abrange países da América do Norte, América Latina, Europa e Ásia-Pacífico.

No Brasil, as empresas participantes também apontam o desejo de aumentar o pessoal interno de apoio para as operações digitais. Na média global, que envolve dez países, a pesquisa mostra que o foco é investir em advanced analytics e inteligência artificial.

Outra pesquisa sobre segurança digital feita pela TransUnion mostra que o número de fraudes digitais envolvendo serviços financeiros aumentou 457% desde o início da pandemia. Além disso, segundo o levantamento intitulado “Global Consumer Pulse”, 20% dos consumidores foram alvo de fraudes relacionadas à Covid-19 nos últimos três meses.

A empresa de soluções de informação com ações negociadas na bolsa de valores de Nova York (NYSE) analisou bilhões de transações e mais de 40 mil sites e aplicativos para chegar às conclusões sobre o cenário de segurança digital.

Segundo o levantamento, somente no Brasil, o número de tentativas de transações digitais fraudulentas aumentou 10,99% no último ano, em relação ao período anterior. As cidades com maior porcentagem de transações fraudelentas foram Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Mundo digital na pandemia

O estudo da Experian destaca que a presença de consumidores nos canais online aumentou expressivamente com a pandemia da Covid-19. Um exemplo é o aumento da porcentagem dos clientes com mais de 40 anos que passaram a usar o internet banking. Eles representavam um percentual de 33% antes da pandemia e passaram para 38% em janeiro de 2021. Essa mesma faixa etária passou a pedir mais comida e fazer compras no mercado online, o que representa um crescimento de 10 pontos percentuais no mesmo período.

A pesquisa mostra ainda que as empresas se esforçaram para atender essa demanda crescente. Nove em cada dez negócios analisados disseram ter uma estratégia digital de jornada do cliente, sendo que quase metade delas (47%) implementou esta medida durante a pandemia.

Esse esforço, no entanto, parece não ser suficiente para o consumidor. “É uma continuação de uma tendência que relatamos em 2019, quando 95% das empresas disseram que resolveram o problema de reconhecimento, mas 55% dos clientes relataram que ainda não se sentiam reconhecidos”, aponta o texto do levantamento.

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Empreendedora das letras: Vanessa Pfeil cria distribuidora de livros em português no exterior

Por Claudia Mastrange

 Um belo exemplo de empreendedorismo feminino, em pleno mês da mulher. Assim é a história da brasileira Vanessa Pfeil, que comemora o sucesso da Livros For Kids, uma das maiores distribuidoras de livros em português no mundo. Fundada há 4 anos, a empresa possui pontos de venda em mais de 30 países da Europa, Estados Unidos, México, Austrália e Ásia. E conta com uma rede de 22 representantes, sendo 20 mulheres. Já são mais de 80 mil publicações vendidas pela empresa, que registrou um aumento de 62,5% nas vendas até o momento.

A empresa surgiu da necessidade pessoal da mãe de três filhos, nascidos na Europa. Em uma vinda ao Brasil, Vanessa Pfeil, que mora na Alemanha há 12 anos, comprou 200 livros infantis para os filhos. Um dia publicou na sua rede social alguns exemplares já lidos, recebeu tantas mensagens de pedidos que acabou tendo o perfil bloqueado. O sucesso da iniciativa foi tanto que Vanessa viu ali uma oportunidade de negócio.

“Eu amo ser empreendedora. E ser mulher e empreendedora não é nada fácil. Muitas vezes não somos levadas a sério, não deixam a gente falar nas reuniões. E se você for empreendedora preta, as pessoas não te reconhecem como CEO da empresa. São muitos os desafios a ser enfrentados e combatidos, mas eu acho que com muita garra e disposição a gente consegue mudar esse quadro. A sociedade precisa se mover de forma ainda mais precisa para que a mulher empreendedora seja acolhida nesse sistema, acolhida e não engolida, mas estamos caminhando”, desabafa.

Cerca de 2,5 milhões de brasileiros vivem no exterior. Com esse público, um vasto material para alfabetização em português e muita informação sobre a cultura brasileira para crianças e jovens, de 0 a 17 anos, a empresa tem conquistado cada vez mais espaço no mundo, chegando em Cingapura e Tailândia em 2020.

A brasileira Heloiza Frenzel, que mora na Alemanha, conta que para a filha, de quatro anos, ama escutar histórias em português.

“Oferecer para os nossos filhos a possibilidade de aprender mais sobre nossa língua e cultura não tem preço. É levar um pedacinho do Brasil para a casa de brasileirosque moram no exterior”, agradece Heloiza.

Da Nova Holanda para o mundo

Vanessa Pfeil é mulher preta, nascida e criada na Nova Holanda, uma das favelas do Complexo da Maré, no Rio.  Sua história com o empreendedorismo começou quando tinha 18 anos e se viu sem condições de se manter na universidade. O primeiro passo foi ser feirante, vendendo roupas na Feira de Itaipava.

Foi aluna do primeiro pré-vestibular comunitário da região e hoje é formada em administração. Seu projeto não só valoriza a educação e a cultura como destina 10% de tudo que é vendido a três projetos sociais que envolvem educação: um projeto de alfabetização de adultos, o FARO Maré; um pré-vestibular comunitário, no Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM); e outro de alfabetização de mulheres adultas no Senegal, o Instituto DORCAS.