Categorias
Brasil Meio Ambiente

Arte e Sustentabilidade – Artista realiza quadros com descartáveis

 

Quadros são feitos a partir de descarte e unem cuidado com o ambiente e beleza

Unir arte à responsabilidade social e com o meio ambiente. Essa é a proposta da arte diferente. Os quadros do artista Raphael Bastos são feitos com fibras naturais provenientes de palmeiras imperiais, sempre a partir de matéria prima descartada naturalmente pelas mesmas. As molduras são elaboradas a partir da reutilização de paletes de madeira de demolição tratadas. O objetivo é levar estilo e requinte aos ambientes mais diversos, inspirados na exótica flora brasileira, através de caminhos ecologicamente corretos que prezam tanto pelo bom gosto quanto pela sustentabilidade.
Cada obra tem suas particularidades. Uma garimpagem em obras, construções antigas e locais abandonados, rende bons materiais que se transformam em belíssimos quadros. A casa fica cheia de alegria, beleza, requinte e consciência ecológica. As entregas são feitas em todo o Brasil.
Quem quer, presentear alguém ou a si mesmo, gastar pouco e ser sustentável, essa é uma excelente opção. Os preços e os modelos são diversos, desde chaveiros a quadros de todos os tamanhos. Um deles cabe no seu bolso e vai garantir para o seu lar um ambiente encantador

Para conhecer mais:

site: www.artediferente.com.br
Instagram: @oficinaartediferente

Categorias
Brasil Destaque Meio Ambiente Notícias Rio

Saiba como fazer descarte correto de lâmpadas usadas no Rio

Da Agência Brasil

O descarte incorreto de lâmpadas usadas pelos consumidores nos domicílios pode provocar problemas ao meio ambiente e à saúde. Para evitar isso isso, desde 2017 a Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa (Reciclus) vem instalando postos para recolhimento gratuito das lâmpadas em estabelecimentos comerciais.

No final do ano passado, a entidade começou a atuar também em conjunto com condomínios residenciais e instalou pontos de descarte em condomínios de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.

Até agora foram instalados 2.586 pontos comerciais de recolhimento de lâmpadas no país, que são o principal foco do programa Reciclus, que atua em 728 cidades, onde as pessoas podem depositar suas lâmpadas queimadas. Agora, a meta é levar o programa para os condomínios.

“A cidade do Rio de Janeiro está se mostrando super aberta a essa nova vertente, que começará pelas capitais e grandes metrópoles. Vamos expandindo para municípios menores”, disse  o analista de Sustentabilidade da Reciclus, Gabriel Monti, entrevista à Agência Brasil.

No estado do Rio de Janeiro, a Reciclus tem 260 pontos de entrega de lâmpadas, com expectativa de colocar muito mais. “É muito dinâmico. Todo mês, temos novas adesões”. Gabriel Monti disse ter sentido muito engajamento por parte do Ministério Público no estado. Ele explicou que, na verdade, o programa é voltado para o descarte exclusivo de lâmpadas que contêm mercúrio.

O metal é considerado altamente tóxico e ocasiona poluição ao meio ambiente, afetando diretamente água, ar e solo, com implicações na saúde humana. Ao ingerir ou inspirar o metal, a pessoa pode desenvolver toxidade nos rins, sistema nervoso e sistema cardiovascular. “Mas, pelo fato de ser voltado para o descarte de consumo doméstico, muitas vezes não há essa diferenciação.”

Do total recolhido, entre 80% e 90% são lâmpadas fluorescentes de mercúrio, e o restante são lâmpadas LED e incandescentes. “A gente acaba recolhendo, dessa forma, praticamente todos os tipos.”

Milhões de lâmpadas

Desde 2017 até agora, já foram recolhidos mais de 16 milhões de lâmpadas. O ranking dos maiores descartadores é liderado pelo Paraná, em um total de 685,42 toneladas recolhidas ou o equivalente a 4,694 milhões de unidades.

Em seguida, aparecem São Paulo, com 638,4 toneladas (4,372 milhões de unidades), e Santa Catarina, com 361,79 toneladas (2,478 milhões de lâmpadas). O estado do Rio de Janeiro vem na décima-primeira posição, com 18,5 toneladas e 126,99 mil lâmpadas pós-uso descartadas. O último colocado é o Acre, com 366 quilos recolhidos, que correspondem a 2,507 mil unidades.

A coleta e a destinação ambientalmente correta desses resíduos cumpre determinação de acordo setorial, que é um instrumentos estipulado na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, e firmado para corroborar responsabilidade compartilhada do ciclo de vida do produto.

“Ou seja, é um contrato que envolve a organização setorial do empresariado; o Poder Público, no caso o Ministério do Meio ambiente; e, muitas vezes, a Confederação Nacional do Comércio. Esse contrato objetiva a criação de uma entidade gestora para viabilizar um sistema de logística diversa”, informou o analista.

O foco do programa são lâmpadas de uso doméstico dos tipos fluorescentes compactas e tubulares; de vapor de mercúrio, sódio ou metálico; e de luz mista. Não há limite nem custo para o descarte, desde que seja realizado por consumidor doméstico. Para saber o ponto de coleta mais próximo de sua residência, acesse o site.

A implantação dos pontos de coleta segue critérios técnicos indicados no acordo setorial, entre os quais número de habitantes, área urbana, densidade populacional, domicílios com energia elétrica, poder aquisitivo, infraestrutura viária e acessibilidade.

Gabriel Monti ressaltou que quando se descarta corretamente uma lâmpada, a pessoa está contribuindo para que a Reciclus possa retornar seus componentes para o setor produtivo como matéria-prima ou insumo, não sendo necessária a extração de novos recursos naturais.

Categorias
Destaque Meio Ambiente Notícias Notícias do Jornal Rio

Biólogo, voluntários e moradores plantam mais de 200 árvores na Zona Norte do Rio

Um mutirão foi montado para dar nova cara a bairros da Zona Norte do Rio. Biólogos, voluntários e moradores, entre crianças, jovens e adultos, se uniram e plantaram mais de 200 árvores na região, que atualmente concentra 38% da população da cidade, mas que apresenta os menores índices arbóreos do município.

A iniciativa foi da Fundação Parques e Jardins (FPJ) em parceria com voluntários dos coletivos de plantio urbano. Os plantios aconteceram durante a última semana e os bairros contemplados com as novas árvores foram Paciência, Realengo e Irajá.

Na Paciência, o grupo realizou o plantio de 135 mudas. Em Realengo foram 53 e em Irajá foram mais de 20 novas espécies. De acordo com os organizadores do mutirão, a parceria da FPJ com os voluntários sempre começa uma semana antes dos plantios. As equipes percorrem os bairros para identificar os pontos de plantio, preparar os berços e conversar com moradores e proprietários sobre a importância da reposição de alguma espécie ou até mesmo de um novo plantio.

A FPJ é responsável pela arborização e produção de plantas ornamentais para os parques e praças municipais. É ela também quem dá autorização para podas ou remoção de árvores. Na Parques e Jardins também são elaborados os projetos de paisagismo para praças, parques e jardins urbanos e é feita a especificação das árvores e plantas mais adequadas para os diversos espaços públicos da cidade.

De acordo com o presidente da Fundação, Fabiano Carnevale, a partir de junho, os mais de 500 voluntários que fazem parte de aproximadamente 30 grupos de plantio urbano irão receber uma capacitação oferecida com o objetivo de qualificar ainda mais as atividades realizadas em conjunto.

Além da pouca cobertura vegetal, a Zona Norte tem uma topografia com muitas montanhas no entorno, o que também afeta a circulação de ar, assim como a proximidade com vias expressas e a circulação de um grande número de veículos. Essas características, conforme os especialistas, contribuem para o aumento da temperatura na região.

Irajá, na Zona Norte, foi o bairro considerado mais quente da cidade, segundo divulgou o Alerta Rio no verão, por causa das poucas áreas verdes. Já Zona Sul e Centro são os lugares onde há mais verde.

Dados do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) mostram que o Rio deveria ter quase o dobro de árvores que possui. O déficit é de 800 mil, enquanto o número de árvores existentes é calculado em cerca de um milhão. O PDAU prevê investimento de R$ 31,3 milhões em cinco anos, sendo R$ 3,5 milhões no primeiro ano (considerando valores de 2015, quando o plano foi elaborado). Devido à situação financeira difícil do município, a Fundação Parques e Jardins diz que não será possível fazer todo o investimento este ano, mas diz que o programa já saiu do papel e orienta hoje as ações de arborização.

Categorias
Destaque Meio Ambiente Notícias Notícias do Jornal

Biólogos plantam sementes de planta que ficou 73 anos sem ser vista

Biólogos do Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), realizou na Enseada do Bananal, em Niterói, a coleta e o plantio de 600 sementes e duas mudas de Guarajuba (Terminalia acuminata), espécie que não havia sido encontrada nos últimos 73 anos.

A Guarajuba é uma árvore de grande porte com troncos largos na base e mais finos na parte superior, e ocorre apenas no Estado do Rio de Janeiro, sendo assim uma espécie endêmica fluminense. A planta apresenta grande valor madeireiro, sendo considerada uma madeira de lei. Conforme os biólogos, um dos motivos para o seu desaparecimento ao longo dos anos pode ter sido a sua utilização desenfreada na fabricação de embarcações e de móveis.

Em 2020, a equipe do Plano de Ação Nacional para Conservação da Flora Endêmica Ameaçada de Extinção do estado, no âmbito do Projeto Pró-Espécies – PAN Flora Endêmica, marcou duas árvores matrizes no Costão de Itacoatiara. As equipes do projeto coordenado pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e técnicos do Parque Estadual da Serra da Tiririca coletaram 154 sementes, que foram direcionadas para o Horto Florestal de Guaratiba, administrado pelo Inea.

“Até 2015, a planta era considerada extinta da natureza, pois sua última aparição foi em 1942. Devido aos esforços de coleta desenvolvidos pela equipe da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e CNCFlora, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, foram encontrados 219 indivíduos no estado”, explica a consultora coordenadora do Plano de Ação Nacional para Conservação da Flora Endêmica (PAN) para a WWF-Brasil e Seas, Inara Batista.

Segundo o gestor do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Leandro Silva, há mais ações de plantio como programadas para a unidade de conservação. “O plantio desta espécie no parque é de extrema importância para sua preservação e conservação, uma vez que se encontra ameaçada de extinção. Futuramente, quando a árvore atingir a maturidade, trará melhora ao microclima da região e servirá como abrigo de animais silvestres”, diz.

Parque Estadual da Serra da Tiririca

Criado em 1991, o Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset) é a primeira unidade de conservação do Estado do Rio de Janeiro que surgiu a partir da mobilização de movimentos ambientalistas e comunitários. Com cerca de 3.500 hectares, está situado nos municípios de Niterói e Maricá com trilhas e atrativos diversos. O Peset recebe visitantes durante todo o ano, sendo uma importante área conservada em perímetro urbano.

Categorias
Destaque Diário do Rio Meio Ambiente Notícias Notícias do Jornal

Projeto propõe instalar composteiras de resíduos orgânicos em parques urbanos

Um projeto piloto da Fundação Parques e Jardins (FPJ), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, propõe instalar composteiras de resíduos orgânicos nos parques municipais urbanos da cidade. O Campo de Santana, no Centro, foi o primeiro local a ter uma instalação na capital. A proposta do projeto é produzir adubo de boa qualidade para uso no próprio espaço e para atender as ações de plantio urbano na cidade.

A compostagem é um processo biológico que consiste em dar novas finalidades aos resíduos orgânicos que iriam ser descartados, sejam eles ela de origem urbana, doméstica, industrial, agrícola ou florestal, e pode ser considerada como um tipo de reciclagem do lixo orgânico.

Nesse processo, organismos (como fungos e bactérias) transformam restos de alimentos, entre outros materiais, em húmus (um material muito rico em nutrientes e fértil), contribuindo para a preservação do meio ambiente além de auxiliar em processos agrícolas e na recuperação do solo. A composteira torna-se, portanto, um rico ecossistema higiênico que ajuda a reduzir seu lixo e emissões de gases do efeito estufa.

A composteira do Campo de Santana foi inaugurada durante as celebrações do Dia da Terra, em 22 de abril, ocasião em que a FPJ também realizou plantios simbólicos nas 5 Áreas de Planejamentro (APs). Com cerca de 30 metros cúbicos, ela foi adaptada em uma estrutura de concreto que nos últimos anos estava sendo utilizada para depósito de lixo no local.

A bióloga Laura Cordioli, responsável pelo projeto, em parceria com a também bióloga Tayana Galvão, explica que o espaço foi divido em três partes correspondentes às três fases necessárias para o processo completo da compostagem.

A primeira parte é a área que recebe a matéria orgânica que vai entrar em decomposição como folhas secas, podas de árvores e poda de grama. Já a segunda parte é quando o material se encontra em fase de decomposição mais avançada, por meio de bactérias, fungos e animais invertebrados tão importantes para a produção de húmus de qualidade. E a terceira parte é quando a compostagem já está pronta para ser utilizada como forma de adubo rico em nutrientes.

A primeira composteira entregue faz parte de um projeto piloto da FPJ que tem como objetivo a implantação de outros recursos semelhantes nos demais parques urbanos da cidade. “O ideal seria que todos os parques tivessem a sua própria composteira para a diminuição dos resíduos orgânicos que vão diretamente para os aterros sanitários. E também para a produção de adubo de qualidade que poderá ser utilizado no próprio parque, tornando o solo daquele espaço ainda mais vivo”, destaca Laura Cordioli.

A especialista observa ainda que o material orgânico produzido no Campo de Santana, e futuramente nos demais parques do Rio, também poderá ser utilizado nos plantios urbanos em praças e em logradouros públicos, assim como poderá ser distribuído à população interessada.

Categorias
Educação Meio Ambiente Rio

ONG Rio Eco Pets celebra parceria com Grupo Sinergia Educação

Você sabia que, ao juntar tampinhas plásticas, é possível ajudar a causa animal? Na ONG Rio Eco Pets esses dois pontos estão muito bem ligados em prol da solidariedade. Afinal, o projeto arrecada doações que são revertidas a entidades que defendem os animais. Desde o lançamento, em 2018, foram arrecadadas 198 toneladas de tampinhas.

A causa animal é muito esquecida, e precisa demais de ajuda. E a questão ambiental tem que ser dita, as pessoas têm que pensar nisso. Existe também um pouco do social, devido à zoonose. Através da castração, ajudamos a reduzir o risco dessa doença – explica Fernanda Perissé, fundadora da ONG.

Fotos tiradas no Colégio Liceu Franco-Brasileiro. Crédito: Divulgação

O sucesso da Rio Eco Pets está diretamente relacionado à participação de voluntários e parceiros. As escolas estão entre eles. O Grupo Sinergia Educação, que reúne o CEL Intercultural School e o Colégio Liceu Franco-Brasileiro, está com a ONG nesta caminhada.

 

Nosso trabalho com escolas começou em 2018 e é muito bacana ver essa troca com as crianças. Essa possibilidade de praticar a educação ambiental vindo desde a base é muito importante. E é também gratificante ter a parceria com escolas do peso do CEL e do Franco, que têm influência boa para trazer esse incentivo da educação ambiental, tanto para as crianças quanto para os pais. Temos certeza de que vai trazer bons frutos. Estamos animados também. A educação ambiental tem que fazer parte do currículo escolar.

Futuramente, quando a pandemia não representar um risco tão grande quanto o atual, a Rio Eco Pets estuda a possibilidade de fazer palestras presenciais nos colégios.

A ideia das tampinhas surgiu no colégio em 2019. Uma aluna trouxe, a mãe dela é voluntária e apresentou uma proposta. Começou na época do ‘Julho sem plástico’, quando fizemos uma campanha pra diminuir o uso do plástico na escola. E uma das atividades era arrecadação de tampinhas. A comunidade abraça bastante. A gente arrecada as tampinhas e separa toda quarta-feira, no Recreio, a terceira série do Ensino Médio as separa por cor, seguindo as indicações da ONG. Quando separamos por cor, na hora de vender para a reciclagem, tem maior valor agregado – explica Karolina Abrantes, responsável pelos projetos sociais do Franco.

Como deve ser feita a reciclagem

Sobre reciclagem, a fundadora da ONG Rio Eco Pets faz um alerta importante:

A reciclagem não é só juntar o resíduo e enviar. Existe uma forma

Fotos tiradas no Colégio Liceu Franco-Brasileiro. Crédito: Divulgação

correta de como ele deve ser enviado. Não são todos o mesmo tipo de plástico, existe uma forma de enviar. Por exemplo, não trabalhamos com garrafas pet, mas elas, para serem enviadas corretamente para a reciclagem, devem estar limpas. Porque uma garrafa com resto de refrigerante vai atrair vetores, como baratas e formigas. Também precisa estar sem o rótulo, que, apesar de ser plástico, tem um polímero diferente. O plástico é classificado por polímeros. E o que compõe o rótulo é diferente do da garrafa. Pet é o polímero 1, e o rótulo, geralmente, é o número 5, que é polipropileno.

Além de parceiros, como o Grupo Sinergia Educação, a rede de solidariedade da Rio Eco Pets conta com a ajuda de diversos voluntários. Para também se tornar um(a), entre em contato pelo Instagram do projeto: @rioecopets

Categorias
Destaque Diário do Rio Meio Ambiente Notícias Notícias do Jornal

Cúpula de Líderes sobre o Clima acontece nos EUA, e Brasil promete reduzir desmatamento

A Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi realizada na quinta (22) e na sexta (23) e teve discurso do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, por videoconferência. Ele prometeu adotar medidas que reduzam as emissões de gases e pediu “justa remuneração” por “serviços ambientais” prestados pelos biomas brasileiros ao planeta.

A Cúpula de Lideres serve como um primeiro passo para o evento mundial das Nações Unidas, a Conferência do Clima, COP26, prevista para novembro, na Escócia. Um dos principais objetivos é impedir a elevação da temperatura média do planeta acima de 1,5 grau neste século.

No discurso, bolsonaro, uma das 40 lideranças convidadas para fazer parte do encontro, disse que o Brasil se compromete a zerar, até 2030, o desmatamento ilegal; reduzir as emissões de gases; buscar ‘neutralidade climática’ até 2050, antecipando em dez anos; e ‘fortalecer’ os órgãos ambientais, ‘duplicando’ recursos para fiscalização.

Bolsonaro foi o 20º a discursar. “À luz de nossas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, continuamos a colaborar com os esforços mundiais contra a mudança do clima. Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar e a refirmar a NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões, inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030”, afirmou o presidente.

O presidente disse também ter determinado que a chamada “neutralidade climática” seja alcançada pelo Brasil até 2050, antecipando em dez anos a meta anterior. A medida consiste em o país não emitir mais gases na atmosfera do que é capaz de absorver. Ainda no discurso, Bolsonaro reafirmou “compromisso” com a eliminação do desmatamento ilegal até 2030, conforme já havia dito em carta enviada a Joe Biden.

Joe Biden, por sua vez, confirmou, ao abrir o evento, o compromisso dos Estados Unidos em cortar 50% das emissões de gases que causam o efeito estufa, até 2030. No entanto, ele fez questão de destacar que o país é responsável por apenas 15% das emissões em todo o planeta.

Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu cortar as emissões de carbono em 78% até 2035. O líder da China, Xi Jinping, disse que o país é parceiro dos Estados Unidos nos assuntos ambientais e pode cortar relações comerciais com países que não alcançarem as metas ambientais nas próximas décadas.

Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu cortar as emissões de carbono em 78% até 2035. O líder da China, Xi Jinping, disse que o país é parceiro dos Estados Unidos nos assuntos ambientais e pode cortar relações comerciais com países que não alcançarem as metas ambientais nas próximas décadas.

A discussão sobre meios de preservar o meio ambiente é válida, mas, neste momento de pandemia, em que a Covid-19 tem matado milhares de pessoas por dia em todo mundo, outros assuntos, como a situação da fome, por exemplo, que foi bastante agravada pela crise, deveria ser uma prioridade dos líderes mundiais.

Categorias
Bichos & Cia Cinema Cultura Meio Ambiente Séries Sociedade

‘Save Ralph’: Curta-metragem comove público fazendo crítica aos testes em animais

*Por Fabiana Santoro

A The Humane Society International divulgou em seu canal no Youtube, um comovente curta-metragem intitulado ‘Save Ralph’. A animação em stop-motion dirigida por Spencer Susser, faz parte da campanha de conscientização em prol dos direitos dos animais, criada pela organização desde 1991.

Com um pouco mais de três minutos, o curta acompanha a história de Ralph, um simpático coelho que ‘trabalha’ como cobaia de testes de cosméticos. Cego de um olho e surdo de um ouvido por conta da exposição a agentes químicos, Ralph afirma que seus irmãos, pais, tios, esposa e filhos, também passaram pelo mesmo procedimento e acabaram falecendo, assim como ele irá em breve. O coelho acredita que o esforço que faz são positivos para chegar aos melhores resultados na criação de produtos de beleza para humanos. Confira:

Você pode ajudar a causa divulgando o curta e usando as redes sociais com a tag #SaveRalph.

Categorias
Destaque Diário do Rio Meio Ambiente Notícias Notícias do Jornal

Biólogos acham planta do Rio não vista há 39 anos e outra também ameaçada de extinção

Por Alan Alves

Biólogos do Rio de Janeiro fizeram importantes descobertas botânicas em 2021 relacionadas a duas plantas exclusivas do estado que estão criticamente ameaçadas de extinção. Um delas, a Chionanthus fluminensis, ou Azeitona da Mata Atlântica, foi localizada esta semana no Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), em Niterói. Outra espécie, a Pleroma hirsutissimum, pertencente à família das quaresmeiras e que não era vista na natureza desde 1982, foi achada em fevereiro no Parque Estadual da Costa do Sol, Região dos Lagos.

As descobertas são fruto de um projeto que busca proteger espécies ameaçadas e que não contam com instrumentos de conservação.

A Azeitona da Mata Atlântica foi vista no Costão de Itacoatiara por equipes do Plano de Ação Nacional para Conservação da Flora Endêmica (PAN) e da unidade de conservação, administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Caracteriza-se como uma árvore ou arbusto de cerca de três metros de altura, com folhas de cabo curto. Suas flores são claras (creme) e o fruto azulado, quase negro. A planta só é vista na cidade do Rio e em Niterói.

Azeitona da Mata Atlântica foi encontrada em parque de Niterói. (Foto: Divulgação/Governo do Rio)

“A espécie pertence à família da azeitona que comemos e só ocorre na Mata Atlântica, o que explica a razão de a batizarmos popularmente de Azeitona da Mata Atlântica. Ainda serão feitos estudos para descobrirmos se o seu fruto é comestível, pois pode ser que tenha alguma propriedade de relevância científica”, explica a consultora coordenadora do PAN para a WWF-Brasil e Seas, Inara Batista.

Para buscar a espécie, as equipes fizeram levantamento em herbários, coleções de plantas identificadas, para identificação das localidades de ocorrência. Descobriu-se que a única unidade de conservação do estado que tem registro da planta é o Parque Estadual da Serra da Tiririca.  Em outubro de 2020, foi realizada uma expedição de campo ao parque administrado pelo Inea, onde um exemplar da planta foi encontrado no final da missão. Depois, novos exemplares foram identificados, desta vez com frutos. As unidades encontradas foram encaminhadas para o Horto Florestal de Guaratiba, do Inea, onde foram iniciados estudos para a produção mudas.

Descoberta após 39 anos

Já espécie Pleroma hirsutissimum, que não era vista há 39 anos, foi achada na unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) na Região dos Lagos. A identidade da espécie, que só ocorre em Cabo Frio, foi confirmada pelo pesquisador do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio Paulo Guimarães.

A planta pode atingir um metro de comprimento, tem muitos pelos e, quando desabrocha, exibe belas e exuberantes flores roxas. “Este achado é de extrema relevância para a flora do estado do Rio, uma vez que, quando redescobrimos uma planta, podemos promover ações diretas em prol da conservação da espécie”, destaca Inara.

Categorias
Diário do Rio Meio Ambiente Notícias Notícias do Jornal

Estudo gera energia limpa com células solares fabricadas a partir de pétalas e frutos

A fabricação de dispositivos nanotecnológicos com alta sensibilidade em sistema inteligentes de energia de baixo custo e renováveis. Este é o objetivo de um projeto que está sendo tocado pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ).

A nanotecnologia é uma ciência que se dedica ao estudo da manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Pode ser utilizada em diferentes áreas, como a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais.

Um dos estudos visa a busca de eficiência em energia limpa com o desenvolvimento de células solares orgânicas, que podem ser fabricadas com corantes naturais extraídos de pétalas da floricultura brasileira como margaridas ou lantana, popularmente conhecidas como camará ou cambará, ou frutos como jabuticaba e o coco.

A pesquisadora Ana Lucia Ferreira de Barros, coordenadora do Laboratório de Física Experimental e Aplicada do Cefet/RJ, diz que essa é uma área bastante desenvolvida em países como Alemanha, mas ainda muito incipiente no Brasil, principalmente devido ao alto custo na transmissão da matriz energética.

As células orgânicas precisam de 20 vezes menos energia que os painéis comuns. Elas são compostas por estruturas semicondutoras sobre as quais é feita a aplicação do corante orgânico, que terá a função de absorver os fótons de luz e, uma vez que o mesmo seja excitado, transferirá elétrons até a superfície condutora, obtendo assim o efeito fotovoltaico.

“No contexto do Estado do Rio de Janeiro, o desenvolvimento de materiais de baixo custo e amigáveis ao ambiente assumem importância crucial, especialmente devido às severas limitações orçamentárias e a crise fiscal dos últimos anos”, ressalta.

Os investimentos da Faperj são ainda para o aperfeiçoamento de supercapacitores com aplicações em diversos áreas industriais como roupas, biosensores e até veículos híbridos. Em 2020, duas dissertações de mestrado e uma tese de doutorado foram defendidas por alunos do Cefet/RJ, sendo duas sobre supercapacitores e outra sobre células solares.

Os Supercapacitores são uma classe de dispositivos de armazenamento de energia que combinam as propriedades de baterias (alta capacidade de armazenamento) com as de capacitores (ultra-rápido carregamento e fornecimento de energia), tolerando grande número de ciclos de carga e descarga.

Os supercapacitores podem ser fabricados com materiais funcionais como azul de metileno, carbono ativado, entre outros, e aplicados como revestimentos em fibras de carbono, tornando-os altamente flexíveis, com boa resistência e baixo custo.

Além dessas atividades, o grupo do Cefet/RJ se dedica também à modelagem matemática em estudos de armazenamento de energia em supercapacitores. Nessa área, estão estudos de algoritmos e modelos estatísticos em computadores com alta performance.

A Faperj é vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. Já as pesquisas do Cefet/RJ contam com parcerias na Dinamarca, Coreia do Sul, Índia, França e Estados Unidos, além de laboratórios nacionais na UFRJ, Uerj e na PUC-Rio.