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Prainha, na Zona Oeste, terá o primeiro quiosque do Rio com usina solar

A Prainha, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, saiu na frente e terá o primeiro quiosque da orla carioca a contar com uma usina solar para geração de energia elétrica. A iniciativa faz jus a uma das praias mais preservadas e paradisíacas da cidade, que não conta com rede elétrica e permanece praticamente intocada há mais de cinco décadas, desde que a primeira geração de surfistas começou a desbravar suas ondas.

O sistema off grid (fora da rede elétrica), instalado pela SolarOn com equipamentos Renovigi, tem capacidade de 5.4kWp e conta com dez painéis fotovoltaicos e duas baterias para armazenar a energia que será usada quando não há sol. O investimento foi de R$ 77 mil e vai permitir ao quiosque Layback Soul Prainha Rio instalar uma chopeira, geladeira e freezer.

A inauguração da usina será nesta quarta-feira (15/06), quando começa o LayBack Pro, etapa da Liga Mundial de Surf (WSL) que terá programações especiais de jiu-jitsu e skate, além de atividades de educação e preservação ambiental. Esta é a primeira vez que a Prainha, detentora da Bandeira Azul, selo internacional de qualidade ambiental, recebe um campeonato mundial de surf.

Bill Tassinari, um dos sócios do quiosque LayBack, comenta que aproveitou o momento de modernização do espaço para trazer um sistema mais eficiente de geração de energia limpa, e que servisse igualmente de conscientização ambiental, dada a importância conservacionista da área, abrangida pelo Parque Natural Municipal da Prainha. “Inovamos no quiosque, mas sem perder a essência do parque e de toda a cultura de preservação do meio ambiente que temos aqui na região. Esperamos que ações como essas possam servir de exemplo e motivar outros quiosques a adotarem iniciativas similares”, afirmou.

Segundo Gustavo Martins, CEO da Renovigi, sistemas fotovoltaicos off grid são mais utilizados em áreas rurais, mas também podem ser uma alternativa para as cidades, em regiões fora da rede elétrica, como a do quiosque, que passam a ser geradores de sua própria energia, de forma limpa e sustentável. “Com a popularização das baterias, os sistemas de geração off grid vão se tornar cada vez mais acessíveis. Além do aspecto sustentável, tem um enorme ganho de economia, já que não haverá custo de energia para o proprietário após o investimento inicial”, comentou.

De acordo com Pedro Jacques, diretor da SolarOn, a energia solar ganha cada vez mais adeptos no Rio de Janeiro. Por mês, a empresa faz cerca de 60 instalações, 80% delas para pessoas físicas. “Estamos conseguindo mostrar para o consumidor que ele pode deixar de ser um cliente cativo da concessionária. Existem diversas linhas de financiamento para a instalação do sistema, que, após o investimento inicial, vai trazer enorme economia. Além do custo, existe também o aspecto ambiental, importante para muitas empresas e pessoas físicas”, explicou Pedro.

A energia solar não emite gases poluentes, por isso é considerada uma importante aliada no combate ao aquecimento global. Mês a mês, ela bate recordes no Brasil. Na primeira quinzena de maio, a produção das usinas fotovoltaicas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 60,1%, atingindo 1.164 megawatts médios (MWmed), ante 727 MWmed no mesmo período de 2021, de acordo com o boletim da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No mundo, a fonte solar bateu recentemente a marca histórica de 1 terawatt (TW) de potência instalada. O Brasil é líder na América Latina e deve se tornar um dos principais mercados globais nos próximos anos, podendo chegar a 54 gigawatts (GW) de capacidade solar total até 2026, de acordo com o estudo “Global Market Outlook for Solar Power 2022-2026”.

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Pacto de resgate ambiental 2022

No último dia 08, foi realizado no Casa Shopping que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o 20° Seminário do dia mundial do meio ambiente aonde foi apresentado o PACTO DE RESGATE AMBIENTAL por um território sustentável.

O Evento contou com a presença de várias autoridades no assunto. E o fundador Presidente do MEPRA/Lagoa Viva e Diretor de sustentabilidade da ACIBARRA/falou da importância do evento em entrevista ao Jornal DR1  (Acesse o Canal do Jornal no YouTube) e o Jornal também entrevistou o Presidente da ANI – Associação Nacional e Internacional de Imprensa,  Sr. Roberto Pinho que falou da importância dos governantes se preocuparem com o Meio-ambiente e da importância da Emancipação dos bairros Barra da Tijuca e Jacarepaguá-RJ.


Assista entrevista na integra,  acessando o canal do Jornal DR1.

O Evento contou com a presença da CEO do Jornal Dra. Ana Cristina Campelo, o diretor do Jornal DR1 Dr. Carlos Augusto Aguiar e do  jornalista David Antunes, colunista e colaborador do Jornal.

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Recicla Orla promove série de debates sobre sustentabilidade nesta quarta

Prestes a comemorar três anos desde sua fundação, o Recicla Orla, projeto de sustentabilidade da Orla Rio com a startup Polen, vai realizar uma série palestras buscando estimular o desenvolvimento sustentável. No dia 08 de junho, o projeto vai promover uma série de debates com especialistas de diversas áreas como de estratégia e valoração de resíduos, financiamento de projetos de economia circular e de crédito de carbono. O evento acontecerá no salão de convenções do Hotel Fairmont, em Copacabana, e terá com transmissão ao vivo pelo canal doYoutube através do link: https://www.youtube.com/orlarioYoutube da Orla Rio  

“Casamos as celebrações do aniversário do Recicla Orla com a Semana Mundial do Meio Ambiente para comemorar da melhor forma, fazendo uma grande ação promovendo a conscientização e disseminação de informação. Esse evento é muito importante para nós, não só pela data, mas também como uma grande preparação para a RIO+30, sensibilizando empresas e público sobre o tema e comprovando que é possível o desenvolvimento sustentável”, diz João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio.
O ciclo de palestras terá painéis como Turismo e Sustentabilidade com João Dias, gerente de sustentabilidade da Accor América Latina; Bolsa de ativos ambientais com Chicão Bulhões, advogado e ex- Secretário de desenvolvimento econômico, inovação e simplificação da cidade; Estratégias para o desenvolvimento da Economia Circular no Estado do Rio de Janeiro com João Leal, superintendente de desenvolvimento econômico sustentável do Estado do Rio de Janeiro, Irlaine Alvarenga Cidade, superintendente de sustentabilidade do Estado do Rio de Janeiro e Flavio Lopes, presidente da COMLURB e sobre Praticagem contra a poluição nos oceanos, com Everton Schmidt, CEO Praticagem RJ;

As mesas redondas terão mediação do Danilo Maeda, head da Beon Estratégia ESG, e todas as palestras serão transmitidas ao vivo de forma gratuita pelo canal do Orla Rio no YouTube.

No mesmo dia, o Recicla Orla e a Orla Rio vão apoiar o evento, #VemProAbraço, um mutirão de limpeza por toda praia de Copacabana, a partir das 12h. Com 25 postos espalhados na areia, a iniciativa vai ser realizada pela ONG Route Brasil e terá equipe e toda a rede de voluntários do Recicla Orla, que ainda darão um grande abraço na praia de Copacabana.

Sobre o Recicla Orla

O Recicla Orla é um projeto de sustentabilidade de coleta e reciclagem de resíduos sólidos descartados na orla do Rio. Criado em 2019 pela Orla Rio em parceria com a Polen, startup de sustentabilidade, e com apoio do iFood, o projeto consiste na colocação, gestão e operação de pontos de entrega voluntária localizados nos quiosques da orla. Desde o início do projeto já foram recicladas mais de mil toneladas de materiais como plásticos, papéis, vidros e metais. Atualmente, são 56 PEVs distribuídos pelos quiosques do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon e a previsão é de expansão para a Barra da Tijuca ainda neste ano.

 

Agenda:

08/06

Mutirão de limpeza – Copacabana

Horário: das 12h às 14h

Local: Praia de Copacabana
Ciclo de Palestras da Semana do Meio Ambiente

14:00 às 14:20 Turismo e Sustentabilidade

João Dias – Gerente De Sustentabilidade Accor América do Sul
14:20 às 15:00 Tecnologias e soluções para a economia circular:

Lucas Faveri — Diretor Biosector Recicláveis

Eduardo Lima — CEO da EVA Energia

Alexandre Mendes — Diretor de Saneamento do Instituto Rio Metrópole
15:00 às 15:20 Bolsa de ativos ambientas

Chicão Bulhões – Advogado e ex Secretário de desenvolvimento econômico, inovação e simplificação da cidade
15:20 às 16:00 Estratégias para o desenvolvimento da Economia Circular no Estado do Rio de Janeiro

João Leal — Superintendente de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado do Rio de Janeiro

Irlaine Alvarenga Cidade — Superintendente de Sustentabilidade do Estado do Rio de Janeiro

Flavio Lopes — Presidente da COMLURB
16:00 às 16:20 A Praticagem contra a poluição nos Oceanos

Everton Schmidt — CEO Praticagem Rio
16:20 às 17:00 Experiências do setor produtivo na aplicação da Economia Circular

Camila Borges – Especialista de Sustentabilidade iFood

Leonardo Soares — Presidente CEDAE

Amando Varella — Co-CEO Papirus
17:00 às 17:20 Painel Logística Reversa e Economia Circular — Case Polen

Renato Paquet — Fundador e CEO Polen
17:20 às 18:00 Regulamentações federais — Mercado de Carbono e Certificado de Crédito de Logística Reversa

Gustavo Pinheiro — Diretor Instituto Clima e Sociedade

Renata Vilarinho — Diretora Polen

Luiz Gonzaga — Presidente da ABETRE

Transmissão gratuita via link

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De 2013 a 2021, mais de 800 mil toneladas de embalagens foram recuperadas pelo programa “Dê a Mão para o Futuro- Reciclagem, Trabalho e Renda”

O programa de logística reversa “Dê a Mão para o Futuro — Reciclagem, Trabalho e Renda” celebra o Dia Internacional da Reciclagem (17 de maio), compartilhando seus resultados positivos de 2021, ao atingir um volume de recuperação de resíduos recorde, de 147.183 mil toneladas de embalagens recicláveis, a maior marca desde que teve início a série histórica em 2013. O marco ultrapassa a meta de 22% da massa global de embalagens inseridas no mercado nacional.

Idealizado e coordenado há 16 anos pela ABIHPEC — Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o Programa “é realizado em parceria com a ABIMAPI — Associação Brasileira de Biscoitos, Massas Alimentícias e Bolos Industrializados e a ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional.

O número expressivo foi alcançado em meio ao segundo ano pandêmico no Brasil, quando aumentou a flexibilização das medidas restritivas, o que permitiu impulsionar a concretização de parcerias com novas cooperativas, redes e organizações de reciclagem de materiais recicláveis, integrando milhares de catadores.

Além disso, o “Dê a Mão para o Futuro” adotou estratégias para expandir sua abrangência geográfica, estando presente agora nas 27 Unidades Federativas do país, via 179 cooperativas, localizadas em 125 municípios.

De 2013 a 2021, o Programa “Dê a Mão para o Futuro”, somou um total de 802.500 toneladas de massa recuperada e encaminhada para reciclagem, fruto de um investimento total de mais de R$ 100 milhões, feito sempre com base em relações formais com cada uma das cooperativas ou redes participantes do Programa, o que inclui desde o início, a elaboração de um planejamento estratégico participativo dos investimentos a serem realizados e assim, estabelecendo e mantendo a confiança e a transparência com tais organizações parceiras.

Em 2021, foram mais de R$ 18 milhões destinados à compra de equipamentos, adequação de infraestrutura, capacitação e assessoria técnica – entre outros investimentos – que beneficiaram o trabalho de 6.074 mil catadores.

O Programa “Dê a Mão para o Futuro” é uma iniciativa que não só valoriza as pessoas, como impacta positivamente a vida delas. O programa apresentou uma evolução expressiva na renda média mensal dos catadores em relação ao ano anterior. Em 2020, 52% recebiam acima de um salário mínimo mensal. Em 2021, esse índice subiu para 77%. Vale ressaltar que a maioria dos catadores impactados pelo Programa são mulheres 56% e 44% são homens.

Indicadores de Sustentabilidade

Em 2021, o Programa “Dê a Mão para o Futuro” foi selecionado pela segunda vez pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe -CEPAL (ONU), como um exemplo de iniciativa sustentável pelos resultados alcançados e ainda, considerando-se o modelo estruturante de trabalho com as cooperativas, o programa hoje, atende a sete dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

O CEPAL (ONU) analisou as iniciativas do programa e concluiu que a atuação do Programa “Dê a Mão para o Futuro” criou impactos positivos na geração de emprego e renda, além da promoção do desenvolvimento local e redução das desigualdades de gênero, de raça e geracionais.

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100 Toneladas de lixo serão retiradas da Baía de Guanabara

Após a primeira fase concluída com sucesso, a empresa de impacto social italiana Ogyre renovou a parceria com a BVRio para continuar o projeto de retirada de resíduos da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, com o objetivo de coletar cerca de 100 toneladas de resíduos nos próximos 12 meses.

A coleta de plásticos rendeu a cada pescador na Ilha do Governador mais de um salário mínimo extra entre dezembro de 2021 e março de 2022. A boa notícia é que esta renda adicional continuará a ser distribuída nesta nova etapa do projeto, que irá beneficiar diretamente cerca de 25 famílias de pescadores locais que coletam resíduos do oceano. Os trabalhos foram reiniciados em abril.
A meta agora é audaciosa e estima coletar o dobro do material nesta segunda fase. De 800 quilos por semana, queremos atingir a retirada de 1 tonelada de resíduos por dia, 2 toneladas por semana, totalizando 100 toneladas de resíduos retirados do mar, rios e mangues em cinquenta semanas de trabalho. Na primeira fase, que durou cerca de três meses, foram coletadas mais de 12 toneladas pelos arredores da Colônias Bancários e Z-10, com a participação de 10 pescadores de cada associação, além do acompanhamento de dois coordenadores e uma líder comunitária, gerando renda para 25 famílias.
Além do benefício ambiental, a iniciativa gera um impacto social significativo, oferecendo remuneração justa para a comunidade local. No total, foram pagas 24 diárias de R$ 300 para 10 duplas de pescadores, um investimento direto de R$ 72.000,00 para a comunidade local, o equivalente a quase o dobro do salário mínimo diário no Brasil. Um bônus também foi concedido no final do projeto para os pescadores que coletaram o maior volume de resíduos.
Das 12 toneladas de plástico coletadas do mar e dos manguezais, quase 20% conseguiu ser aproveitado para reciclagem e vendido para a cooperativa de catadores por meio do app KOLKET. O resto foi destinado ao Aterro Sanitário Municipal do Rio de Janeiro em Seropédica.

Pedro Succar, especialista em economia circular da BVRio, disse: “ficamos muito contentes com a continuidade dos trabalhos, pois entendemos que projetos como esse de limpeza da baía de Guanabara podem servir como inspiração para implementar e replicar este modelo em outros lugares”. Andrea Faldella, co-fundador da Ogyre, afirmou que “dar continuidade ao projeto é fundamental tanto para a comunidade local de pescadores quanto para a Baía de Guanabara. A parceria com a BVRio será duradoura e estendida a outros locais, no Brasil e no exterior”.

Registro no KOLEKT

A coleta está sendo registrada e monitorada pelo app KOLEKT da BVRio, como parte dos testes de campo do aplicativo. O app é usado para rastrear e administrar todas as transações de coleta, compra e venda de resíduos, dando maior transparência aos processos da operação para todos os envolvidos. Por meio de imagens e GPS, o app verifica tanto os registros dos pescadores, quanto do comprador, neste caso, a cooperativa Cooperecológica.

O app permitiu o rastreamento do volume coletado no mar, triagem do que podia ser aproveitado para a reciclagem e enviado pela cooperativa, tendo sido testado pela primeira vez no Brasil pelo projeto da Ogyre. “Foi uma ótima experiência e já percebemos oportunidades de melhorias que já estão sendo implementadas”, enfatizou Succar. Em breve, os pagamentos poderão ser feitos via aplicativo.
Baixe o app de graça no Google Play ou Apple Store. Faça o cadastro e verifique quais são as ofertas que estão disponíveis, e também inclua os materiais que queira vender ou comprar. Além disso, a sua empresa pode financiar um projeto para que um catador informal ou uma associação ampliem suas coletas de resíduos sólidos e, assim, contribuir para a promoção de uma economia mais verde e inclusiva.

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Cidades brasileiras apostam em parques naturalizados para melhorar a qualidade de vida de crianças e suas famílias

Com o objetivo de oferecer uma infância com brincadeiras ao ar livre, interação com espaços públicos de qualidade e mais verdes, algumas cidades já começam a implantar parques naturalizados – espaços ao ar livre e multifuncionais, desenvolvidos a partir de elementos naturais e com múltiplas possibilidades de interação, exploração e criação – como Fortaleza (CE), Caruaru (PE) e Niterói (RJ). Além destas, há projetos em andamento em outras cidades que compõem a Rede Urban95 Brasil.

Essas cidades têm em comum o fato de serem integrantes da Rede Urban95 Brasil, que estimula a criação de diversas políticas públicas voltadas à primeira infância. A implantação de parques naturalizados em ambientes urbanos vem sendo liderada pelo Instituto Alana, organização de impacto socioambiental que promove o direito e o desenvolvimento integral da criança.

Parques naturalizados possibilitam que as crianças possam brincar de forma mais criativa e livre, além de ensinar sobre o valor da natureza e incentivar o vínculo afetivo com seus bairros. Com essa iniciativa, as cidades reforçam também a importância para a comunidade de que áreas verdes são essenciais – proporcionando sombra, controle de temperatura e qualidade do ar. Além do que, cores e aromas deixam as cidades mais alegres e bonitas.

“Será que quando planejamos as cidades, pensamos nas crianças de 0 a 3 anos e seus cuidadores? Porque essas crianças vivem os espaços urbanos de forma diferente de um adulto. Por exemplo: elas demoram mais tempo para atravessar uma rua, respiram 4 vezes mais que um adulto e, na altura que elas estão, recebem muito mais ar poluído – dos escapamentos de carros e caminhões. É uma pandemia invisível. Precisamos pensar em estratégias para melhorar isso. É uma construção nas relações entre as cidades, mas sobretudo na relação entre as pessoas”, argumenta Claudia Vidigal, representante da Fundação Bernard van Leer no Brasil.

Em Niterói, no bairro Barreto, o projeto Rotas Caminháveis contou com a orientação da Urban95 e do Instituto Alana e tem como objetivo desenvolver e ampliar soluções sustentáveis de mobilidade e espaço público, com foco no desenvolvimento de crianças entre zero e 6 anos, através da incorporação do conceito de primeira infância nas estratégias de planejamento urbano e na construção de edificações implementadas pela cidade.

Já em Caruaru foi inaugurado recentemente o primeiro parque da primeira infância, localizado no bairro Monte Bom Jesus. O parque naturalizado conta com texturas, cores e muito verde para facilitar o desenvolvimento das crianças. A área verde também tem baixo custo, pois nela é reaproveitado bastante material. O bairro é um dos dos pontos mais emblemáticos da cidade, pois tem 630 metros de altitude e oferece uma bela vista panorâmica de Caruaru.

Ainda no Nordeste, na Barra do Ceará, o bairro mais antigo e populoso de Fortaleza, o microparque Seu Zequinha faz parte de uma iniciativa voltada à recuperação de espaços degradados e expansão de áreas verdes na cidade. Essa estratégia também foi elaborada no contexto da Rede Urban 95. Após o projeto piloto em dois espaços, a prefeitura agora pretende ampliar a iniciativa para 40 novas áreas já mapeadas. A proposta é transformar pequenas áreas urbanas, muitas vezes degradadas, em espaços de convivência e contato com a natureza, cada vez mais rara para aqueles que vivem em centros urbanos.

“As crianças que vivem nas cidades têm cada vez menos acesso à natureza. A experiência ao ar livre e o contato com a natureza é fundamental para o desenvolvimento e saúde integral durante a infância. Os Parques Naturalizados são paisagens para o brincar livre e criativo que contribui na garantia de direitos de crianças e adolescentes viverem em ambientes saudáveis como garantido na Constituição Federal com absoluta prioridade”, completa Paula Mendonça, do Instituto Alana.

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Greve Global pelo Clima pede justiça climática e a transição para um novo sistema socioeconômico

Nesta sexta-feira (25), jovens ativistas se reuniram em 13 cidades do Brasil na Greve Global do Clima para exigir justiça climática e a transição para uma mudança sistêmica e inclusiva na sociedade. A greve é organizada pelo movimento Fridays For Future (“Sextas-feiras pelo Futuro”, em tradução livre), liderado pela juventude, e tem como tema “Ruína ou Revolução”, que reivindica um novo sistema socioeconômico que freie os impactos da crise climática, faça uso racional dos recursos naturais e reduza a desigualdade social.
“Com o atual cenário de emergência que vivemos hoje, não só no Brasil mas no mundo, fica evidente que as gerações passadas falharam brutalmente conosco. Milhares de jovens ao redor do globo não deveriam ter que ir às ruas para reivindicar o direito a ter um futuro e a pensar sobre suas próprias vidas. Cientistas apontam que essa próxima década será crucial para definir o futuro da humanidade, por isso, não podemos falhar mais uma vez. A juventude está indo às ruas neste dia para gritar em uma só voz, será ruína ou revolução”, afirma Mikaelle Farias, ativista do Fridays For Future Brasil.
Dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em fevereiro, revela que nas regiões onde vivem pessoas em maior situação de vulnerabilidade social, a mortalidade causada por eventos climáticos extremos foi 15 vezes maior na última década do que nas mais adaptadas aos impactos do clima. Segundo o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas, quatro entre dez pessoas no mundo vivem em condições vulneráveis à mudança climática, principalmente em países da África, Ásia e América do Sul. O avanço do desmatamento na Amazônia também contribui com a piora da crise climática. Só no último mês, dados do sistema Deter (Inpe) apontam um aumento de 62% no desmatamento na Amazônia em relação ao mesmo período de 2021.
A agenda da greve conta com mobilizações nas diferentes regiões do Brasil, com ações já confirmadas no Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Brasília, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Seguindo todas as normas de segurança em combate à Covid-19, a greve contará com a mobilização de forma presencial. A agenda completa com as atividades e locais onde as greves vão acontecer podem ser encontradas na página oficial do Fridays Brasil.

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Apenas 7% dos rios da Mata Atlântica apresentam água de boa qualidade

Dá Agência Brasil

Levantamento da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica revelou que somente 6,8% dos rios da Mata Atlântica do país apresentam água de boa qualidade. A pesquisa não identificou corpos d’água com qualidade ótima. Mais de 20% dos pontos de rios analisados apresentam qualidade de água ruim ou péssima, ou seja, sem condições para usos na agricultura, na indústria ou para abastecimento humano, enquanto em 72,6% dos casos as amostras podem ser consideradas regulares.

Os dados constam da nova edição da pesquisa O Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica, realizada pelo programa Observando os Rios da SOS Mata Atlântica. A entidade avalia que o Brasil ainda está distante de atingir o ideal de água em quantidade e qualidade para os diversos usos. O levantamento é divulgado no Dia Mundial da Água, comemorado nesta terça-feira (22).

“Os resultados de 2021 nos mostram que a gente continua numa situação de alerta em relação à água, aos nossos rios, já que menos da metade da população brasileira tem acesso ao serviço de esgotamento sanitário. E os rios vão nos contar o que está acontecendo”, disse o coordenador do programa Observando os Rios, Gustavo Veronesi.

Ele explicou que o retrato da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica é um alerta para a condição ambiental da maioria dos rios nos estados do bioma. A inadequação da água para usos múltiplos e essenciais pode ser, segundo a entidade, consequência de fatores como a poluição, a degradação dos solos e das matas nativas, além das precárias condições de saneamento.

Veronesi acrescentou que as populações mais pobres são as mais afetadas pelas deficiências de estrutura de atendimento ao fundamental, que são água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos e manejo de águas de chuva, pilares do saneamento básico.

Os indicadores foram obtidos entre janeiro e dezembro de 2021 por 106 grupos voluntários de monitoramento da qualidade da água. Foram realizadas 615 análises em 146 pontos de coleta de 90 rios e corpos d’água de 65 municípios em 16 estados do bioma Mata Atlântica. Esses estados são Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

De acordo com a SOS Mata Atlântica, houve pouca alteração em relação aos resultados do período anterior de monitoramento, no ano passado, com alguns casos localizados. As análises comparativas dos anos de 2020 e 2021 consideram os indicadores aferidos em 116 pontos fixos de monitoramento. Em 2021, foram nove pontos com qualidade boa (em 2020 eram 12); 84 com qualidade regular (80 em 2020); 22, ruins (21 no ano anterior) e apenas uma péssima, enquanto em 2020 foram três.

Sobre o fato de não haver grandes avanços de um ano para outro, Veronesi ressaltou que o processo de recuperação é muito mais lento que a ocorrência da poluição. “Um serviço de saneamento é muito demorado para dar resultado, vide o projeto de despoluição do Rio Tietê, são 30 anos para a gente conseguir aferir melhoras em alguns pontos, em alguns rios das bacias do Alto e Médio Tietê”.

“Sujar um rio é questão de segundos, é fácil. Agora limpar, despoluir, é muito mais demorado, porque depende do tempo de a natureza também se autodepurar e a gente parar também, a nossa natureza humana parar de sujar. O Rio não é sujo, quem suja somos nós. Somos os responsáveis pela sujeira e também pela limpeza, então é um esforço de toda a sociedade e, óbvio, o poder público tem papel central”.

Como exemplo positivo, a entidade destacou o Lago do Ibirapuera, localizado na capital paulista, onde a água passou de regular para boa, com relatos de aparecimento de peixes em sua foz. Outra evolução ocorreu no Tietê, em Santana do Parnaíba, saída da Grande São Paulo, que sempre recebeu muita carga de esgoto e lixo da região metropolitana e sempre vinha com qualidade péssima ou ruim ao longo do tempo. No entanto, este ano melhorou para qualidade regular, o que significa, segundo Veronesi, que as obras de saneamento estão fazendo efeito.

Por outro lado, uma situação que chamou a atenção da entidade foi a piora na qualidade dos rios em Mato Grosso do Sul, na região de Bonito. “Quando a gente fala dessa localidade, as pessoas logo pensam nas águas cristalinas que existem lá, principalmente o Rio Bonito. Houve piora em todos os pontos de monitoramento daquele estado. Os quatro pontos em que a gente podia fazer comparação em relação ao período anterior tiveram piora na média da qualidade.”

Segundo ele, este resultado mostra que a qualidade da água pode ser relacionada ao desmatamento, “porque também o Atlas da Mata Atlântica vem notando que essa é uma região que sofre bastante com desmatamento ilegal – isso vem acontecendo – e, quando você muda, tira a floresta, que é um filtro para a água e muda o uso do solo, isso causa impacto. O rio nos conta tudo, nos diz o que está acontecendo em uma bacia hidrográfica”, disse.

Para Veronesi, uma das soluções passa por conter o desmatamento ilegal. “Isso é uma questão que deveria ser de primeira ordem, de primeira necessidade, até por questões de emergência climática, e a Mata Atlântica é um dos biomas mais importantes para a gente conter o aquecimento global”, disse. Ele citou a necessidade de políticas públicas mais efetivas relacionadas ao reflorestamento, à preservação das áreas de proteção permanente e à restrição do uso de agrotóxicos.

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Governo e FAO preparam lançamento do Observatório das Mulheres Rurais

O governo brasileiro e as Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) devem lançar em abril o Observatório das Mulheres Rurais do Brasil, um programa destinado às mulheres que se dedicam ao agronegócio no país. O projeto está em fase final de elaboração e faz parte de uma parceria entre a Embrapa, o Ministério da Agricultura e a FAO. 

O observatório vai reunir estudos, artigos, dados, publicações e eventos específicos para as agricultoras, que estão presentes em todas as cadeias produtivas do agro brasileiro. Com a reunião das informações será possível elaborar políticas públicas específicas para esse público, como estudos socioeconômicos e avaliação de impacto de programas desenvolvidos.

De acordo com Cristina Arzabe, pesquisadora da Embrapa, a reunião de informações relevantes em um único local permitirá identificar tendências e cenários futuros para permitir o preparo das agricultoras para desafios e oportunidades.

“É um esforço conjunto que visa obter uma visão sistêmica das condições das mulheres rurais e periurbanas, uma vez que temos diferentes realidades no nosso país devido às suas dimensões continentais”, afirmou.

A coordenadora-geral de cooperativismo do Ministério da Agricultura, Fabiana Durgant, avalia que o Brasil e o mundo reconhecem a busca pela igualdade de gênero e a importância das mulheres que trabalham no campo.

“Também será possível ter uma visão mais clara da participação e da organização das mulheres no agro e como elas contribuem para o desenvolvimento sustentável”, comentou.

Conforme o Censo Agropecuário 2017, o mais recente coletado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a participação de mulheres na direção dos estabelecimentos agropecuários aumentou entre 2006 e 2017, passando de 12,7% para 18,7% do total de 5,056 milhões de produtores.

*Com informações da FAO

 

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Amazônia terá sistema de dados sobre gases de efeito estufa

Uma plataforma de livre acesso está sendo desenvolvida no âmbito do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), sediado na Universidade de São Paulo (USP). Com ampla diversidade de dados sobre as emissões de gases de efeito estufa na Amazônia, a plataforma vai agregar variáveis que controlam o ciclo do carbono, além de possibilitar análises e ajudar nos estudos do papel da região no clima global.

O coordenador do projeto, cientista Paulo Artaxo, informou que a ferramenta deve ficar pronta em até três anos. No entanto, ao final deste ano, ele prevê que os primeiros dados já estejam disponíveis e que seja possível acompanhá-los. Artaxo é professor do Instituto de Física da USP e um dos pesquisadores principais no RCGI.

“O ponto forte da plataforma é ser de livre acesso para qualquer pessoa, ela poder ser usada como ferramenta para os governos de todos os nove países da bacia amazônica estruturarem políticas públicas, por exemplo de redução de desmatamento na região. O Brasil tem compromisso internacional de zerar as emissões na Amazônia em 2028 e a grande pergunta é: como é que o governo vai fazer isso?” Segundo ele, o sistema vai fornecer um acompanhamento desse processo.

Sobre as análises que poderão ser feitas a partir do novo sistema, ele observa: “Se a Amazônia já se tornou uma fonte de gases de efeito estufa para a atmosfera ou se ainda está absorvendo carbono. Essa informação nós ainda não temos.”

A ferramenta está sendo construída com técnicas avançadas de big data, a fim de gerar dados que possam ser usados para monitorar as emissões de gases, compreender melhor suas causas e nortear a criação e fiscalização de políticas públicas voltadas à mitigação de emissões. Segundo o RCGI, ela permitirá acompanhar os compromissos internacionais do Brasil na redução do desmatamento e na emissão de gases de efeito estufa pelo ecossistema Amazônia.

De acordo com o cientista, dois aspectos que terão destaque nessas análises são o papel da expansão agropecuária e o impacto das mudanças climáticas nas alterações dos processos fotossintéticos da floresta. “Observamos que o aquecimento global e a mudança na precipitação na Amazônia estão afetando os processos que regulam a absorção e a emissão de gases de efeito estufa, fazendo com que a floresta possa estar começando a perder carbono para a atmosfera”, disse.

Para Artaxo, isso é preocupante porque a floresta tem cerca de 120 bilhões de toneladas de carbono no ecossistema, o que corresponde a dez anos de queima de todos os combustíveis fósseis do mundo.

Para se estruturar políticas públicas viáveis, eficientes e de fácil aplicação, o cientista afirma que ter dados confiáveis é fundamental. De acordo com ele, essa base vai proporcionar dados mais confiáveis do que se tem atualmente e deverá esclarecer a disparidade dos que são atualmente divulgados sobre as emissões na Amazônia.

“Temos todo um componente de validação desses dados, ou seja, vamos pegar medidas concretas que a gente fez no solo em várias regiões da Amazônia e comparar com dados do satélite. Com isso, vamos separar os satélites que fazem medidas de boa qualidade sobre a Amazônia e outros onde os algoritmos não são tão precisos assim”, explicou.

Com esse sistema, análises importantes poderão ser realizadas, como o papel da degradação florestal nas emissões, o impacto do El Niño e da La Niña na emissão de gases de efeito estufa, o cálculo das emissões de metano em áreas alagadas, entre outras.

Conforme o RCGI, esta é a primeira plataforma a trazer, de forma unificada, a maior parte dos parâmetros que controlam o processo de absorção e emissão de dióxido de carbono e metano para a atmosfera. Artaxo afirma que essa iniciativa será crucial para o Brasil adotar políticas públicas lastreadas pela ciência, com dados abrangentes e confiáveis.

“Conseguiremos também analisar o estado atual das emissões quase em tempo real, e fazer projeções, usando inteligência artificial e técnicas avançadas de aprendizado de máquina”, diz o cientista.

O coordenador da parte computacional do projeto, José Reinaldo Silva, professor da Poli-USP lembra que “as técnicas de big data, como inteligência artificial e aprendizado de máquina, serão usadas para processar e analisar essa gigantesca massa de dados, desvendando os complexos relacionamentos não lineares entre múltiplos parâmetros”.

Segundo ele, o sistema amazônico é tão complexo e amplo que é necessário o desenvolvimento de ferramentas computacionais avançadas, permitindo a compreensão do comportamento não linear da interação da floresta com o sistema climático e um entendimento mais completo desse sistema.

Com uma proposta de oferta abrangente de dados, a plataforma vai permitir acesso a dados de satélites, de medidas em torres, do sistema Lidar (Inpe) e dados meteorológicos, cobrindo toda a região amazônica em seus nove países. O cientista destaca que a ferramenta é muito diversa em relação aos dados, incluindo propriedades atmosféricas, do solo e dados socioeconômicos, e que tudo isso será atualizado continuamente.

“A plataforma vai congregar imagens de satélite, resultados de modelagem atmosférica, medidas no solo, então é uma base de dados gigantesca onde a gente espera realmente poder agregar todas essas variáveis que controlam o ciclo do carbono na Amazônia”, acrescenta Artaxo.

A primeira fase, que está em andamento, é a de coleta de dados de sensoriamento remoto, de superfície e de modelagens já feitas. Depois disso, os pesquisadores começarão a integrar e ligar diversos bancos de dados e desenvolver as ferramentas de inteligência artificial que permitam extrair informações qualificadas do sistema como um todo.

A plataforma está sendo desenvolvida dentro da USP, no âmbito do projeto Emissão de gases de efeito estufa na Amazônia e sistema de análise de dados e serviços do RCGI, que já conta com equipe de nove pós-doutorandos e muitos estudantes de mestrado e doutorado. O financiamento é da empresa Shell e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O projeto tem o apoio de entidades como o Instituto de Pesquisas Amazônicas (Ipam), o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o MapBiomas, que trazem diversos dados geolocalizados sobre as emissões de gases e o desmatamento na região, além de possibilitar retroalimentar outros bancos de dados. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa), o programa Experimento de Larga Escala da Biosfera e Atmosfera da Amazônia (LBA), a torre Amazon Tall Tower Observatory (Atto), a Escola Politécnica e o Instituto de Física da USP são os coordenadores do projeto.

 

 

Agência Brasil