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Senado debate relatório de painel sobre mudanças climáticas

Da Agência Senado

O Senado deve debater na próxima sexta-feira (10), em sessão temática, os resultados do IPCC, sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. O último relatório do painel, divulgado em agosto, foi classificado pelo secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, como “um código vermelho para a humanidade”.  A sessão, que será virtual, está marcada para as 9 horas.

O debate foi requerido pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA) e o requerimento foi subscrito por outros 15 senadores.  Ao pedir a sessão temática, ele citou o relatório do IPCC, escrito por mais de 200 cientistas de diversos países, e afirmou que o documento é o mais abrangente e conclusivo já feito sobre a crise climática.

“De acordo com o relatório supracitado, do aquecimento de 1,09°C observado atualmente, 1,07°C deriva de ações humanas, como desmatamentos e a queima de combustíveis fósseis. O modo de vida do ser humano está afetando todo o planeta, com efeitos que já podem durar centenas de anos, mesmo que as emissões de gases de efeito estufa sejam reduzidas a zero no dia de amanhã”, diz o senador no requerimento.

A lista de presença ainda não foi confirmada, mas foram sugeridos pelo senador representantes do IPCC, da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Coalizão de Governadores pelo Clima, da Juventude Ativista pelo Clima, da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Ministério do Meio Ambiente .

 

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Inovação social com bicicleta

Unidades do Sesc São Paulo e Instituto Aromeiazero oferecem incentivo para propostas de inovação

Pensando em promover a bicicleta como solução de mobilidade segura,
seis unidades do Sesc (24 de Maio, Carmo, Consolação, Bom Retiro,
Florêncio de Abreu e Parque Dom Pedro II) realizam, dentro da ação
Territórios do Comum, a Bike-a-Thon Território Centro, idealizada pelo Instituto Aromeiazero. Trata-se de uma maratona de inovação social, criatividade e mentoria para apoiar o desenvolvimento de soluções que utilizem a bicicleta para fortalecer o território durante e pós pandemia.
Poderão participar da maratona, ONGs e coletivos, iniciativas que atuem com acessibilidade e pessoas com deficiência, lideranças
comunitárias, ciclistas e ciclo ativistas, pequenos negócios e
empreendedores, pesquisadores, educadores e estudantes, urbanistas,
desenhistas e sociedade civil. Vale ressaltar que é necessário residir
ou ter uma relevante ligação com o centro de São Paulo.
Para se inspirar, vale conferir as lives que rolaram ao longo do mês de
agosto: Dimensões do uso da bicicleta na cidade com Malu Gomes,
idealizadora do projeto Bike Literária e Kamila Gomes Fonseca, gestora da EMEI Profª Edalzir Sampaio Liporoni; Bicicleta e Acessibilidade com  Ricky Ribeiro, fundador do Portal Mobilize e Daniel Moral, fundador do Bike Tour SP; e Políticas Públicas relacionadas à bicicleta na cidade com Renata Falzoni, fundadora do Bike é Legal e Glaucia Pereira, idealizadora do Multiplicidade  Mobilidade Urbana. Os debates foram mediados por Cadu Ronca e Murilo Casagrande, fundadores do Aromeiazero.
Após o período de inscrição, as dez propostas passarão por
mentorias do dia 15 a 22 de setembro, relacionadas a Bicicleta e Impacto Social; Gestão de Inovação Social; Modelo de Negócio; Gestão Financeira; e Comunicação Digital. Por fim, farão uma apresentação no dia 25 de setembro, durante a Semana de Mobilidade. Cada uma das ideias selecionadas receberá um auxílio de R$ 4 mil para serem desenvolvidas.
As inscrições poderão ser feitas até 7 setembro e o regulamento
está disponível no site do Aromeiazero: link. Participe!

Sobre o Aro

O Instituto Aromeiazero é uma organização sem fins lucrativos que
utiliza a bicicleta para reduzir as desigualdades sociais e contribuir
para tornar as cidades mais resilientes. Os projetos contam com
patrocínio do Itaú Unibanco e da Argo Seguros, além de leis de
incentivo, sendo grande parte das ações em periferias e comunidades
vulneráveis. Desde 2011, as iniciativas do Aro promovem uma visão
integral da bicicleta, potencializando expressões culturais e
artísticas, geração de renda e hábitos de vida saudáveis. Para saber mais informações, entre em contato:

Sobre o Territórios do Comum

No atual momento ações realizadas por organizações não
governamentais, coletivos e indivíduos engajados são ainda mais
necessárias para transformar positivamente territórios e comunidades,
bem como as políticas públicas. Assim, diversas iniciativas da
sociedade civil têm atuado de forma colaborativa, constituindo espaços
de diálogo e de criação de tecnologias com mobilização social, que
apontam soluções para questões emergentes em seus territórios. Para
ampliar as possibilidades de trocas de conhecimentos de quem transforma seu território e quem deseja saber mais sobre o assunto, o Sesc Paulo dá início ao projeto “Territórios do Comum”, entre  1 a 15 de agosto, como ação em rede voltada ao tema da cidadania em suas
múltiplas dimensões e possibilidades de colaboração”.

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Organizações baseadas na fé e a proteção à natureza

É sabido que em razão da mudança climática, da poluição e da extração de recursos, ecossistemas ao redor do mundo como florestas, passando pelos recifes de coral, estão em declínio. Mas o que muita gente desconhece é que as organizações baseadas na fé têm se empenhado para ajudar a reparar os espaços naturais. Em muitos casos, líderes religiosos se tornaram influenciadores ambientais, defendendo soluções baseadas na natureza que, segundo especialistas, são cruciais para salvar os ecossistemas que sustentam a sociedade humana.

Com vistas à Década da Restauração de Ecossistemas, que será lançada no final de 2021, ação liderada pelas Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), objetiva reunir apoio político nos locais de restauração envolvendo e estabelecendo parcerias com grupos religiosos para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) através do Programa lançado em 2017 “Fé pela Terra”.

A iniciativa “Fé pela Terra” tem três objetivos principais: inspirar e capacitar as organizações religiosas e seus líderes a defenderem a proteção do meio ambiente, investimento econômico em ações sustentáveis que apoiem a implementação das ODS e ajudar os líderes a se comunicarem efetivamente com os tomadores de decisão e o público.

É consenso entre as religiões que a criação do mundo é um ato de Deus. Partindo desta premissa, os líderes religiosos, sem distinção, são primordiais para o sucesso da coalizão global por um compromisso ético e espiritual de proteger o meio ambiente, pois ao protegê-lo, estaria protegendo também a criação de Deus.

Assim, líderes se tornam observadores, assumem compromissos públicos, compartilham as suas histórias e os seus desafios e convidam também outras pessoas a se juntarem a eles.

E, por fim, o mais importante: exibem os seus comportamentos sustentáveis, servindo como modelos para seus seguidores e o público.

Rafael Zarvos
Advogado e fundador da Oceano Resíduos, especialista em ESG.
rafael@oceanoresiduos.com.br
@rafaelzarvos

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Bioacústica é usada para conservar biodiversidade em ilhas oceânicas

Da Agência Brasil

O uso da ferramenta da bioacústica para conservação da biodiversidade marinha é a proposta da equipe de pesquisadores, coordenada pelo professor de medicina veterinária da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Raul Rio, que iniciou o trabalho pela ilha oceânica de mais fácil logística, a Ilha de Fernando de Noronha. O arquipélago vulcânico está situado a cerca de 350 km ao largo da costa nordeste do Brasil.

O projeto usa a bioacústica para avaliar o comportamento dos cetáceos que se abrigam nas ilhas oceânicas. “Quando a gente fala em cetáceos, estamos falando de baleias, golfinhos, inclusive de botos, nas quatro ilhas oceânicas que são Fernando de Noronha, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo (pertencente a Pernambuco), Atol das Rocas (agrupamento de ilhas vinculadas ao estado do Rio Grande do Norte), e Trindade e Martins Vaz (arquipélago localizado no Oceano Atlântico, na costa do Espírito Santo)”, disse o professor.

A escolha de Fernando de Noronha para dar partida aos trabalhos se deu também pelo impacto acústico muito grande que o crescimento da atividade turística gera para os golfinhos, seja pelas embarcações, pelas canoas havaianas, pelos barcos de observação. “É uma coisa que nos preocupa muito. Tudo isso tem impactado muito o comportamento dos golfinhos em Noronha, que já mudou muito nos últimos anos”.

O professor explicou que os golfinhos costumavam ficar no local conhecido como Baía dos Golfinhos, onde foi instalado um hidrofone para captação de sons no oceano. “A gente já observa, nos últimos anos, que eles estão se distribuindo para vários pontos da ilha e, curiosamente, um dos pontos é o porto, onde existe grande número de embarcações”. Ele afirmou que essa relação paradoxal do impacto do ruído antropogênico com a aproximação dos animais das áreas mais habitadas é uma incógnita que os pesquisadores querem entender melhor.

A equipe em Fernando de Noronha é integrada por sete pesquisadores. A população de golfinhos de Fernando de Noronha é estimada em torno de 2,7 mil animais, à média de 250 a 300 por dia.

Preservação

“Esse é um dos atrativos de Noronha”, disse Raul Rio. Por isso, ele defende a importância da preservação da espécie para garantir sua qualidade de vida e também para sustentar economicamente a ilha.

“A gente quer utilizar a ciência, a pesquisa científica, para dar subsídio para que os gestores possam utilizar essas informações para gerar políticas públicas que permitam o equilíbrio sustentável entre turismo e conservação”.

O pesquisador e a ONG Ocean Sound estão buscando parcerias para ajudar na compra dos equipamentos, que são muito caros. No início de 2022, a pesquisa de bioacústica se estenderá até a Ilha São Pedro e São Paulo; chegará ao Atol das Rocas no final desse ano ou começo de 2023; e a partir daí abrangerá Trindade e Martins Vaz.

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Governo federal inaugura antena para fiscalização na Amazônia

Da Agência Brasil

O Ministério da Defesa, por meio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), inaugurou hoje (22) uma antena de recepção multissatelital que deve auxiliar no combate ao desmatamento e outros crimes ambientais. A cerimônia ocorreu no Ministério da Defesa, em Brasília, e contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, do vice-presidente Hamilton Mourão e outras autoridades.

A nova antena foi adquirida nos Estados Unidos com recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com diâmetro de 11,3 metros, o equipamento foi instalado no Campo de Instrução do Exército, em Formosa (GO), a cerca de 90 quilômetros de Brasília.

Abrangendo todo o território nacional, incluindo grande parte da área marítima, a antena pode receber dados de todos os satélites de observação da terra, ópticos e radares.

O equipamento será utilizado no âmbito do Sistema Integrado de Alerta de Desmatamento (SipamSar), projeto que monitora a supressão de vegetação na Amazônia e antecipa as intervenções em campo com a visualização do terreno, inclusive no período de alta cobertura de nuvens na na região.

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Parque do Rio já recebeu 500 pássaros resgatados de cativeiros em 2021

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, informou que alcançou a marca de 500 pássaros libertos no ano de 2021 no Parque Estadual do Desengano (PED), no Norte Fluminense. A 500ª ave solta na região foi um Coleirinho (Sporophila caerulescens), espécie mais resgatada por polícia e biólogos. O animal foi apreendido das mãos de traficantes de animais silvestres pela 3ª Unidade de Polícia Ambiental (UPAM), e entregue à unidade de conservação para sua reintrodução ao meio ambiente na última semana.

Os pássaros salvos, além da beleza e de seus cantos, desempenham essencial função na natureza por meio da dispersão de sementes, o que os caracteriza como agentes biológicos de grande importância para a manutenção dos biomas locais. O PED é reconhecido internacionalmente como IBA (Important Bird and Biodiversity Area), ou seja, área prioritária para conservação da biodiversidade de aves.

Com 21.365,82 hectares, o parque abrange parte dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Dentro de seus limites, estão protegidas a fauna, a flora e os ecossistemas, garantindo a preservação dos recursos naturais. Trata-se do conjunto de serras mais bem conservadas da região, de uma densa vegetação e rica biodiversidade, possibilitando atividades tais como pesquisa científica e educação ambiental. No local, já foram identificadas por volta de 167 espécies de aves, muitas destas ameaçadas de extinção, como a jacutinga (Pipile jacutinga) e o macuco (Tinamus solitarius).

“Mais importante do que retirar das mãos de traficantes os pássaros que serviriam de lucro, é a reintrodução destes animais no ambiente florestal. São valiosos componentes de qualquer ecossistema natural”, disse o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha.

As apreensões ocorrem por meio denúncias ou até mesmo flagrantes dos policiais, que encaminham os animais para a Delegacia de Polícia. Em seguida, passam por uma avaliação médica veterinária onde também se verifica se os mesmos pertencem ao bioma local. Logo após, são encaminhados para ficarem em observação na sede da unidade de conservação mais próxima por alguns dias onde, finalmente, são libertados.

“Buscamos o tempo todo conscientizar a população local a respeito da mudança deste terrível hábito cultural de criação de pássaros em casa, longe do seu habitat natural. É uma missão que não abandonamos nunca, esperando colher os frutos a longo prazo”, destaca o gestor do PED, Carlos Dário.

Denúncias

Denúncias de crimes ambientais em todo o Estado do Rio podem ser feitas ao Linha Verde por meio dos telefones 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local), 2253-1177 (capital), ou através do aplicativo para celulares “Disque Denúncia Rio”, onde usuários com sistema operacional Android ou iOS podem denunciar anexando fotos e vídeos, com a garantia de anonimato.

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Nosso Planeta: Agenda Ambiental – Como surgiu?

Apesar do “homo Sapiens” se relacionar com a natureza desde o início da humanidade, a preocupação com os impactos negativos decorrentes de sua conduta é algo recente em nossa história. Mas afinal, quando a sociedade passou a se preocupar com o meio ambiente?

Há quem diga que surgiu na Revolução Industrial como resposta à industrialização. Outros afirmam que foi logo após a Segunda Guerra Mundial e o medo de uma poluição radioativa.

Em 1962, é lançado o livro “A Primavera Silenciosa”, da escritora e cientista americana Rachel Carson, criticando o uso dos agrotóxicos e destaca a do a importância de protegermos a saúde humana e o meio ambiente. Em 2006 o The Guardian considerou a cientista como sendo a pessoa que mais contribuiu para a defesa do meio ambiente.

Em 1969, temos um fato histórico: a primeira foto da Terra vista do espaço. Para algumas pessoas o retrato de um ponto azul solitário na imensidão da galáxia ascendeu na consciência coletiva a necessidade de protegê-lo.

Contudo, em 1972, em razão da crescente preocupação mundial sobre o uso racional e sustentável do nosso planeta e de seus recursos, temos o primeiro chamado para a criação de um novo paradigma socioeconômico mundial com a convocação da ONU para a primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente humano, em Estocolmo, Suécia, que terminou com a Declaração sobre o Ambiente Humano ou simplesmente, Declaração de Estocolmo.

Naquele momento, tem-se pela primeira vez uma agenda internacional de questões ambientais, incluindo direito ambiental, direitos humanos, gestão de recursos naturais, prevenção da poluição e relação entre ambiente e desenvolvimento, estendendo-se até a necessidade de se abolir as armas de destruição em massa. E neste mesmo ano é criado a ONU Meio Ambiente.

“A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro”.

Rafael Zarvos
Advogado e fundador da Oceano Resíduos, especialista em ESG.
rafael@oceanoresiduos.com.br
@rafaelzarvos

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Rio: Bosque da Memória recebe nova cerimônia com plantio de árvores neste domingo

Uma homenagem a vítimas da Covid-19, aos profissionais de saúde e em prol do meio ambiente. Esse é o objetivo da criação do chamado Bosque da Memória, que fica na Alameda Sandra Alvim, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e das cerimônias que são realizadas no local.

O espaço recebe no domingo (11) mais uma das cerimônias, em meio as quais são realizadas plantios de árvores. Famílias participantes irão plantar 46 árvores que serão identificadas com nomes de pessoas falecidas durante a pandemia, representando as mais de 30 mil vidas perdidas no Rio e os mais de 45 mil profissionais de saúde que atuam no enfrentamento da Covid-19 na cidade. No último final de semana, o local teve a ajuda de mais de 20 voluntários na preparação do espaço para a nova edição.

Mudas de ipê amarelo, guriri, pau-brasil, pitanga, grumixama, graviola, caju, acerola, aroeira e amora serão doadas por familiares e amigos das vítimas, respeitando o bioma local, a vegetação nativa de restinga.

Os plantios são apoiados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em alinhamento com as ações da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas 2021-2030. É um esforço da ONU, com aprovação dos países-membros, para criar um movimento global de recuperação, reverter a perda de espécies e ajudar no cumprimento de metas de redução de emissões de carbono.

A ação conta com o apoio da Fundação Parques e Jardins, que ficou responsável pela preparação dos berços e pelo fornecimento de equipamentos e terra adubada. Já a Secretaria Municipal de Meio Ambiente participa do projeto com a doação de 250 mudas arbustivas para o paisagismo que compõe os Bosques. E a Comlurb se encarregou dos reparos no mobiliário dos jardins da Alameda Sandra Alvim, atualmente adotada pela arquiteta Isabelle de Loys.

O Bosque 

A inauguração do Bosque da Memória foi realizada nos dias 12 e 13 de junho. Na ocasião, muito emocionadas, as famílias plantaram 43 mudas de árvores e participaram de uma cerimônia ecumênica.

A campanha “Bosques da Memória” foi criada em 2020 com o objetivo de plantar árvores e recuperar florestas, como um gesto simbólico de homenagear pessoas que morreram na pandemia e agradecer aos profissionais de saúde no Brasil.

A entidades Rede de ONG´s da Mata Atlântica (RMA), Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) e Pacto pela Restauração da Mata Atlântica se uniram e idealizaram um projeto de alento e solidariedade às famílias enlutadas.

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Nosso Planeta: Preservação do meio ambiente e mudança de hábito

Por Rafael Zarvos

Há alguns anos atrás, enquanto assistia um documentário sobre o problema do plástico no oceano, percebi que o que vinha fazendo pela preservação do meio ambiente até aquele momento era muito pouco. E que apenas separar os meus resíduos não era suficiente. Eu precisava ir além. Eu precisava começar a mudar os meus hábitos; eu precisava começar a repensar as minhas escolhas. Mas mudar o hábito não é fácil e não acontece de uma hora para outra. O processo de mudança é lento e gradual. Estamos sempre em constante mutação.

Os nossos neurônios quando estão aprendendo uma rotina acabam se interligando e à medida que este padrão de comportamento vai sendo incorporado em nossa vida através das nossas repetições, o nosso cérbero vai criando uma zona de conforto passando a gastar menos energia porque ele já sabe o que fazer e não precisará pensar como agir diante daquilo que lhe está sendo apresentado pois já terá adquirido um padrão de comportamento automático que conhecemos por hábito. Hábito é, portanto, uma repetição sistemática.

Por economizar energia, acabamos caindo em sabotagens que nós mesmos nos colocamos, tentando impedir que a gente mude o nosso comportamento agora no presente. Isso impede de alcançar os nossos objetivos. O autoengano aparece justamente para fazer você aceitar certas situações mesmo que elas não te agradem.
É preciso persistir na mudança até que o seu cérebro crie conexões que resultarão no seu novo hábito. A mudança requer um esforço diário e contínuo até você reprogramar o seu cérebro inserindo novos padrões de comportamento.

Lembre-se, é você quem controla o seu cérebro. Meu nome é Rafael Zarvos e eu estarei aqui semanalmente falando sobre meio ambiente e práticas ambientais.

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Rio de Janeiro atinge marca de 100 Reservas Particulares do Patrimônio Natural

O Estado do Rio de Janeiro atingiu na última semana uma marca importante na preservação e conservação da Mata Atlântica: 100 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) reconhecidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. As unidades de conservação de proteção integral criadas em propriedade privada no território fluminense correspondem a mais de 8.400 hectares de floresta protegidos, segundo o governo.

O Inea alcançou a marca de 100 RPPNs por meio do reconhecimento de mais duas reservas deste tipo no município de Varre-Sai, no Noroeste fluminense. A 99ª é a RPPN Pelegrini, que conta com área de 3,8 hectares, e que integra o Sítio Santo Antônio. Já a 100ª é a RPPN Velho Moinho, de 4,5 hectares.

Estratégicas para a conservação da Mata Atlântica, cujas atividades permitidas são educação ambiental, turismo e pesquisa científica, as RPPNs são criadas voluntariamente por iniciativa de seus proprietários e averbadas junto ao Registro Geral de Imóveis. O reconhecimento de reserva é perpétuo e acompanha a vida da propriedade.

O governo informou que os avanços na conservação de terras privadas no Rio de Janeiro vêm ocorrendo no âmbito do Programa Estadual de Apoio às RPPNs, instituído em 2007, que oferece suporte técnico e orientação aos proprietários interessados.

“Esses paraísos preservados estão avançando pelo Estado do Rio graças ao empenho do instituto em engajar os proprietários de terras na preservação da Mata Atlântica e difundir a importância de multiplicar esse tipo de unidade de conservação em prol da biodiversidade”, disse o presidente do Inea, Philipe Camepello.

Fotos: Divulgação

Reservas pelo Brasil

Em todo Brasil, há mais de 1.600 RPPNs que preservam mais de 800 mil hectares de áreas naturais, conforme dados do Painel da Confederação Nacional de RPPNs. A maioria delas está na Mata Atlântica. Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, é recordista em número de RPPNs reconhecidas pelo Inea: são 17 reservas, que totalizam 496,04 hectares de área de Mata Atlântica protegidas.

Os municípios de Silva Jardim, na Baixada Litorânea; Varre-Sai, no Noroeste Fluminense; Santa Maria Madalena, no Norte Fluminense, e Teresópolis, na Região Serrana, são os outros que abrigam um expressivo número de RPPNs.

Silva Jardim conta com 10 reservas que somam 133,9 hectares de área protegida; Varre-Sai, com oito reservas que somam 125,6 hectares; Santa Maria Madalena, com sete reservas, abrangendo 127,7 hectares; e Teresópolis, com sete reservas que englobam 117,94 hectares de Mata Atlântica.