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Mês da Mulher- Saúde Feminina

Conheça os principais direitos das mulheres no acesso à saúde

Lei garante realização de exames ginecológicos de rotina, como mamografia e papanicolau; gestantes têm direito à realização do pré-natal e acompanhamento especializado durante toda a gravidez; advogada especializada em Saúde explica todas das garantias previstas em lei.

Março chegou, e, por ser considerado o Mês da Mulher, coloca ainda mais em evidência a importância dos direitos femininos – entre eles o direito à Saúde. Toda mulher brasileira deve usufruir do acesso integral aos serviços de Saúde pública, com leis específicas que respaldam essa garantia.

A lei n° 11.664 de 2010 prevê o acesso, por meio do SUS, a exames confiáveis para a detecção do câncer de mama e do câncer de colo de útero, como a realização da mamografia a todas as mulheres a partir dos 40 anos – explica a advogada especializada em Saúde Tatiana Viola de Queiroz.

Disponibilizar esses exames a todas as mulheres dessa faixa etária aumenta significativamente as chances de cura e a possibilidade de recorrer a tratamentos menos radicais do que, por exemplo, a mastectomia (retirada total das mamas).

Hoje, a mamografia é o único exame capaz de diagnosticar os tumores em estágios iniciais e assintomáticos, isto é, quando não apresenta sintomas e não são palpáveis no auto-exame e no exame clínico – explica a especialista.

De acordo com a advogada, caso haja suspeita desse tipo de câncer, a Lei n.º 13.896/2019 determina que os exames para confirmar o diagnóstico devem ser realizados em até 30 dias.

Já a lei dos 60 dias (12.732/12), de 2013, garante à paciente com câncer o direito de iniciar o tratamento pelo SUS em, no máximo, 60 dias após o diagnóstico da doença – esclarece ela.

No caso de mulheres que sofreram mutilação total ou parcial das mamas por causa do tratamento de câncer, é garantido devido à Lei 9.797/99 o direito à cirurgia plástica reconstrutiva no SUS.

Em relação aos planos privados de saúde, nessa situação, as Leis nº 9.656/98, art. 10-A e Lei 10.223/01 certificam o financiamento da operação – acrescenta a Dra. Tatiana.

A realização do exame Papanicolau – indicado para ser feito anualmente por todas as mulheres- também é garantido pelo SUS, bem como pelos planos de saúde.

É essencial a repetição do exame de câncer do colo do útero a cada três anos, após dois exames realizados com intervalo de 1 ano – orienta ela.

Direitos das gestantes

No que se diz respeito às mulheres grávidas, a realização do pré-natal inclui acompanhamento especializado durante toda a gravidez, realização de exames, consultas e orientações em unidades básicas de saúde e, em casos mais delicados, em maternidades ou centros de referência.

No momento do parto, a gestante possui o direito de ser atendida na unidade de serviço de saúde de sua respectiva escolha. Em caso de necessidade de transferência para outro serviço de saúde, o transporte deverá ser garantido de maneira segura – afirma a advogada especializada em Saúde.

Além disso, a Lei Federal nº 11.108/2005 garante às parturientes o direito a acompanhante escolhido pela gestante durante todo o período de trabalho de parto, no parto e no pós-parto, no SUS.

Também é garantido, dependendo do estado e município, o acompanhamento de uma doula, que representa um suporte emocional importante à gestante no momento do parto. Apesar de não haver lei federal que determine esse direito, já há legislações estaduais e municipais, como é o caso da cidade do Rio de Janeiro – diz a especialista.

Lei da adoção

Em relação às situações de adoção, a Lei nº 12.010/2009 garante à mãe biológica o direito de receber atendimento psicossocial gratuito, se desejar, precisar ou decidir entregar a criança em adoção. Para isso, de acordo com a dra. Tatiana é necessário procurar a Vara da Infância e da Juventude.

Já a Lei do Planejamento Familiar disponibiliza o direito à mulher de realizar todos os exames, tratamento e procedimentos quando queira engravidar, inclusive o método de fertilização in vitro pelo SUS. Para os planos de saúde, apesar de infelizmente não serem obrigados a custear a fertilização in vitro e a inseminação artificial por entendimento do STJ, são responsáveis pelo financiamento de todos os exames, incluindo o antimulleriano e demais procedimentos relacionados à fertilidade, como cirurgias para endometriose – finaliza a advogada.

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IBI premia empreendedores e personalidades femininas

Na noite de ontem (15) no salão Gold do Copacabana Palace, em Copacabana, Zona Sul da cidade do Rio, a premiação Top Empreendedor e Personalidade Feminina de 2022.

A premiação organizada pela IBI (International Business Institute), que premiou diversos empreendedores nos mais variados segmentos. Além de mulheres que representam a essência da luta e da força que tem a mulher brasileira.

A equipe do jornal DR1 esteve presente no evento através de seus diretores: Ana Cristina Campelo e Carlos Augusto Aguiar e dos colaboradores: David Antunes, Vitor Chimento e Aisha Raquel.

A diretora-geral Ana Cristina Campelo embaixadora da instituição foi homenageada no fim da premiação recebendo a faixa e o certificado.

A Dra Larissa Salvador, advogada de imigração nos Estados Unidos, nascida em Madureira foi um dos destaques da noite.

O setor artístico foi representado pelas atrizes Arlete Sales e Zezé Polessa que em seus discursos abordaram suas respectivas lutas e desafios na busca pelo sucesso profissional.

O evento terminou de forma musical com apresentação da cantora Vanessa Jackson e do Bloco sintonia pura

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos Colunas Destaque Diário do Rio Direitos Mulher Notícias do Jornal

O que é feito para garantir os direitos das mulheres? (parte 2)

É certo que todo um ciclo de lutas, numa era de grandes transformações sociais, até as primeiras décadas do século XX, tornaram o Dia Internacional das Mulheres o símbolo da participação ativa das mulheres para transformarem a sua condição e a transformarem a sociedade.

Estamos nós assim, anualmente, como nossas antecessoras, comemorando nossas iniciativas e conquistas, fazendo um balanço de nossas lutas, atualizando nossa agenda de lutas pela igualdade entre homens e mulheres e por um mundo onde todos e todas possam viver com dignidade e plenamente.

A partir de 1922, o Dia Internacional da Mulher é celebrado oficialmente no dia 8 de março. Essa história se perdeu nos grandes registros históricos, seja do movimento socialista, seja dos historiadores do período. Faz parte do passado histórico e político das mulheres e do movimento feminista de origem socialista no começo do século.

Em 1995, a capital da China – Pequim – sediou a Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, um evento organizado pelas Nações Unidas. Lá, criou-se a “Declaração e Plataforma de Ação de Pequim”, com o objetivo de alcançar a igualdade de gênero por meio da superação dos desafios e obstáculos enfrentados por meninas e mulheres em todo o mundo.

Esse documento tem como foco 12 áreas temáticas, que são: crescente número de mulheres em situação de pobreza; desigualdade no acesso à educação e capacitação; desigualdade no acesso aos serviços de saúde; violência contra a mulher; como conflitos armados afetam as mulheres; desigualdade na participação em estruturas econômicas, nas atividades produtivas e no acesso a recursos; desigualdade na participação no poder político e nos órgãos decisórios; insuficiência de mecanismos institucionais para a promoção do avanço da mulher; deficiências na promoção e proteção dos direitos da mulher; estereotipação dos temas relativos à mulher nos meios de comunicação e a desigualdade de acesso a essas mídias; desigualdade de participação nas decisões sobre a exploração dos recursos naturais e a proteção do meio ambiente; necessidade de proteção e promoção voltadas especificamente para os direitos da menina.

O documento, assinado por 189 países, proíbe toda e qualquer tipo de lei que fosse baseada em gênero. E, ao contrário do que muita gente pensa, não são apenas Estados orientais, muito religiosos e/ou muito pobres que têm leis baseadas em gênero. Mesmo que 192 países determinem em suas Constituições a igualdade e não-discriminação das mulheres, muitas nações do mundo possuem um sistema de leis que oprime jovens e adultas. Essa opressão pode ocorrer de várias maneiras, algumas vezes contando com o apoio de leis – como a violência doméstica na Rússia – e outras de forma ilegal, mas comum por serem consideradas culturais – como a cultura do estupro.

Foram muitas as conquistas de direitos e proteções que antes eram negados às mulheres – como a Lei Maria da Penha vigente no Brasil –, mas também se nota que ainda há muito a ser melhorado. Mesmo com as denúncias e protestos da população, muitos países continuam a negar os direitos das mulheres, inclusive o nosso. Por isso é importante ficar atento às leis que são votadas no país e às discussões sobre gênero que surgem nas mídias, nas escolas, nos encontros de família e em todos os lugares.

Exercer a cidadania é também participar ativamente de debates e não apenas aceitar decisões que dizem respeito a todos os brasileiros e brasileiras.

Fique de Olho!

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Fernanda Montenegro: um dos maiores nomes da cultura nacional

Fernanda Montenegro nasceu no Rio de Janeiro em 16 de outubro de 1929 e seu nome de batismo é Arlette Pinheiro Esteves da Silva. Com oito anos, a menina Arlette participou de uma peça na igreja, essa foi a sua estreia como atriz. Aos 15 anos foi contratada como redatora, locutora e radioatriz da rádio MEC.

Aos 16 anos conheceu Fernando Torres, com que se casou em 1953.
Juntos eles tiveram dois filhos: a atriz Fernanda Torres e o diretor Cláudio Torres.

Fernanda Montenegro foi a primeira atriz contratada da TV Tupi, no ano de 1951. Na emissora, participou de cerca de 80 peças. No teatro, estreou em dezembro de 1950 ao lado do marido Fernando Torres. Anos mais tarde, em 1959, com o marido e mais alguns amigos fundou a companhia Teatro dos Sete, que durou até 1965.

Além da televisão, Fernanda investiu muito na atuação no teatro e fez algumas participações no cinema. Ela chegou a concorrer ao Oscar pela atuação no filme Central do Brasil (1998), de Walter Salles Jr.
Fernanda Montenegro foi muitíssimo premiada nacional e internacionalmente ao longo da carreira.

Seu primeiro prêmio, Saci, foi recebido em 1955. No ano a seguir, recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais.
Em 1958, foi a vez do Prêmio Governador de Estado de São Paulo e novamente do prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais.

Em 1959, Fernanda leva para casa o Prêmio Padre Ventura do Círculo Independente de Críticos de Arte. Quatro anos mais tarde, acumula também o prêmio da Associação Brasileira de Críticos Teatrais.

Em 1964, vence o Troféu Governador do Estado de São Paulo. Dois anos depois, tem a felicidade de ser agraciada com o Prêmio Molière, que irá receber novamente alguns anos mais tarde.

Não é exagero dizer que a atriz recebeu ao longo da carreira todos os prêmios nacionais, além de cinco distinções internacionais.
Vale sublinhar que Fernanda Montenegro foi a única atriz brasileira indicada ao Oscar pela participação no filme Central do Brasil, de Walter Salles Jr.

Organizado pela própria atriz, o livro Fernanda Montenegro: Itinerário Fotobiográfico narra a trajetória artística ao longo das décadas e reúne uma série de fotos de acervo pessoal. A obra foi lançada em 2018.

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Elza Soares: A eterna voz das mulheres negras

Elza Soares nasceu no  Rio de Janeiro, onde atualmente fica a favela da Vila Vintém na Zona Oeste da cidade em 20 de janeiro de 1930. A menina começou a cantar com o pai, que gostava de tocar violão nas horas vagas.

Elza teve uma infância dura e subitamente interrompida pelo casamento. O pai de Elza obrigou a menina a casar-se com Lourdes Antônio Soares quando ela tinha apenas 12 anos. Com 13 anos deu a luz a seu primeiro filho, João Carlos que veio a falecer em decorrência de uma doença. Com apenas 15 anos, Elza perdeu o seu segundo filho, que também veio a falecer. O casamento foi abruptamente interrompido com a morte do marido, deixando a cantora viúva aos 21 anos.

Aos 27 anos, já era mãe de cinco crianças (quatro meninos e uma menina).

Em 1953 Elza Soares iniciou sua vida artística ao fazer o seu primeiro teste na Rádio Tupi, no programa de calouros de Ary Barroso, Ficando em primeiro lugar. Trabalhou na Orquestra Garam Bailes, como crooner, até 1954.

Em 1959 foi contratada para trabalhar na Rádio Vera Cruz. Em 1960, atuou no Festival Nacional da Bossa Nova.

A cantora conheceu Garrincha, que veio a ser seu parceiro de longa data, durante a Copa do Mundo no Chile, onde se apresentou representando o Brasil.

A relação com o famoso jogador de futebol começou de forma clandestina porque Garrincha era casado. Durante muito tempo, a então recém-cantora foi perseguida, acusada de ter sido a amante que deu fim ao matrimônio do ídolo.

Depois de algum tempo, Garrincha se divorciou e casou-se com Elza, com quem teve um filho e manteve uma relação por mais de dezessete anos. O filho, Júnior, faleceu em um acidente de carro em 1986.

Elza faleceu no dia 20 de janeiro de 2022 no Rio de Janeiro.

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Chiquinha Gonzaga: Regente de música e da própria vida

Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de outubro de 1847.

Educada para ser dama de salão, aos 16 anos Chiquinha se casou com o promissor empresário Jacinto Ribeiro do Amaral, escolhido por seu pai. Inquieta e determinada, Chiquinha se rebelou e decidiu abandonar o casamento ao se apaixonar pelo engenheiro João Batista de Carvalho, com quem passou a viver.

O escândalo resultou em ação judicial movida pelo marido no Tribunal Eclesiástico, por abandono do lar e adultério.

Chiquinha Gonzaga que emerge no cenário musical do Rio de Janeiro em 1877, após desilusão amorosa, maldição familiar, condenações morais e desgostos pessoais é uma mulher que precisa sobreviver do que sabia fazer: tocar piano. Ninguém ousara tanto. Praticar música ao piano, ou até mesmo compor e publicar, não era incomum às senhoras de então, mas sempre mantendo o respeito ao espaço feminino por excelência, o da vida privada.

A profissionalização da mulher como músico era fato inédito na sociedade da época. Sua estreia como compositora se deu com a polca Atraente, cujo sucesso foi mais um fardo para sua reputação.

Em janeiro de 1885, estreou no teatro com a opereta A corte na roça, representada no Teatro Príncipe Imperial, ocasião em que a imprensa se embaraçou ao tratá-la. Ao longo de sua carreira de regente, Chiquinha Gonzaga musicou dezenas de peças de teatro nos gêneros os mais variados.

Aos 52 anos de idade, já consagrada, Chiquinha conheceu o jovem português de 16 anos João Batista Fernandes Lage, mais tarde João Batista Gonzaga.

Como autora de músicas de sucesso, sobretudo pela divulgação nos palcos populares do teatro musicado, Chiquinha Gonzaga sofreu exploração abusiva de seu trabalho, o que fez com que tomasse a iniciativa de fundar, em 1917, a primeira sociedade protetora e arrecadadora de direitos autorais do país, a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat).

Chiquinha Gonzaga teve seu trabalho reconhecido em vida, sendo festejada pelo público e pela crítica. Personalidade exuberante, ela foi dos compositores brasileiros a que trabalhou com maior intensidade a transição entre a música estrangeira e a nacional.

Atravessou a velhice ao lado de Joãozinho, a quem a posteridade agradece a preservação do acervo da compositora. Chiquinha Gonzaga faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de fevereiro de 1935, aos 87 anos de idade

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Mariana Becker: Mostrando que a mulher pode estar onde quiser

Mariana Gertum Becker nasceu em Porto Alegre no dia 30 de abril de 1971. Ingressou na Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul em 1989.

A jornalista trabalhou, durante o curso, no Jornal Vertical, na Rádio Ipanema e na Zero Hora. Formou-se em 1994, no mesmo ano foi contratada pela Rede Globo.

Trabalhando no mundo esportivo, Mariana cobriu o Circuito Mundial de surfe entre os anos de 2003 e 2004.

Ela foi correspondente internacional da TV Globo e fez a cobertura do circuito de Fórmula 1 na emissora entre o ano de  2008 até o final da temporada de 2020, quando o esporte deixou a emissora carioca

Com o fim do contrato da Rede Globo com a Liberty Media, dona dos direitos da Fórmula 1 no ano de 2021, Mariana Becker não teve seu contrato renovado com a emissora e deixou o canal após 27 anos.

As transmissões de Fórmula 1 migraram para a Rede Bandeirantes de Televisão e em 6 de fevereiro de 2021, Mariana assinou contrato com a emissora. Sendo repórter durante toda a temporada.

Mariana abre uma porta de inspiração para as meninas que gostam de automobilismo, mostrando a possibilidade de as mulheres terem representatividade e trabalharem mesmo em ambientes mais masculinizados como a F1. Respeitada pela imprensa internacional e pelos pilotos, a repórter brasileira inclusive apareceu em trechos de Drive to Survive, série da Netflix que aborda as temporadas da F1.

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Glória Maria: Jornalismo, história e exemplo

Glória Maria Matta da Silva nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, no dia 15 de agosto de 1949. Estudou em escolas públicas e logo se destacou por escrever excelentes redações.

Com 16 anos começou a trabalhar como telefonista na Companhia Telefônica Brasileira. Com 18 anos, ingressou no curso de jornalismo da Universidade Católica (PUC – Rio).

Em 1970, Glória Maria foi levada, por uma amiga, para a Rede Globo do Rio de Janeiro, onde começou como estagiária no departamento de jornalismo. No mesmo ano, foi efetivada no emprego.

Sua primeira reportagem foi na cobertura do desabamento do Elevado Paulo de Frontin, em 20 de novembro de 1971. Com pouco tempo, Glória Maria tornou-se âncora do jornal da cidade do Rio de Janeiro.

Em seguida, Glória Maria apresentou reportagens para o Jornal Hoje e o Jornal Nacional.

A partir de 1986, Glória Maria passou a integrar a equipe de repórteres do programa Fantástico. Em 1998, a jornalista começou a fazer reportagens especiais e viajou por mais de 100 países.

Após 10 anos realizando reportagens para o programa Fantástico, Gloria Maria pediu licença de dois anos para se dedicar a projetos pessoais, como as viagens para a Índia e a Nigéria, onde trabalhou como voluntária.

Em 2009, Glória adotou duas meninas, Maria e Laura, que conheceu durante uma visita à Organização de Auxílio Fraterno (OAF) de Salvador.

Em 2010, Glória Maria retornou para as telas da Globo para ser repórter especial do programa semanal, “Globo Repórter”, apresentado por Sérgio Chapelin.

Em setembro de 2019, Sérgio Chapelin se aposentou, após 23 anos apresentando o Globo Repórter. A partir de então, Glória Maria passou a dividir o programa com a apresentadora Sandra Annenberg.

Em 2019, Glória Maria passou por uma cirurgia de emergência após descobrir um tumor no cérebro.

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Condessa Pereira Carneiro: “A ordem é não parar”

Nascida em Niterói, em 15 de agosto de 1899, Maurina Dunshee de Abranches era filha do escritor, jornalista e político Dunshee de Abranches. A filha, que lhe fora secretária, publicou sua obra de mais de 100 livros.

Casou-se, em 1920, com Amílcar Marchesini, e ficou viúva aos 27 anos. Casando posteriormente com o Conde Ernesto Pereira Carneiro, já dono do Jornal do Brasil, em 1940. A Condessa reformulou o JB a partir da década de 1950, ocasionando uma revolução na imprensa nacional, capitaneada pelo então presidente do periódico, Nascimento Brito.

A Condessa assumiu o jornal, em 1953, adotando por lema a expressão “a ordem é não parar”.

Durante o regime militar brasileiro, lutou contra a censura imposta ao jornal, sendo que Nascimento Brito imputava aos governos militares as razões pelas dificuldades que levaram ao fechamento do periódico.

Faleceu de parada cardiorrespiratória, no Hospital Sarah Kubitschek, onde estava internada por uma semana. Sua morte causou grande comoção: o governador do Rio de Janeiro de então, Leonel Brizola, decretou luto oficial no Estado – o mesmo ocorrendo no Maranhão, por decreto do gestor Luís Rocha; o presidente do México, Miguel de la Madrid Hurtado, expressou suas condolências. A cerimônia fúnebre foi regida pelo cardeal D. Eugênio Sales.

Foi enterrada no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

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Eufrásia Teixeira Leite : A primeira investidora e filantropa do Brasil

Eufrásia Teixeira Leite nasceu em 1850, na cidade de Vassouras, interior do Rio de Janeiro. Vinda de uma família rica, neta do barão de Itambé e do barão de Campo Belo, teve uma educação diferenciada para época.

Quando ainda era muito jovem, Eufrásia e sua irmã aprenderam a lidar com números e dinheiro, especialmente por incentivo do pai. Ou seja, ambas foram preparadas para cuidar da fortuna da família ainda na juventude. No ano de 1872, Eufrásia ficou órfã.

Em seguida à perda, ela e a irmã se mudaram para Europa. Com parte da herança, Eufrásia começou a operar na bolsa de valores.

Assim como para outras mulheres da época, não era permitido realizar a compra e venda de ativos de forma direta, então a negociação era feita por intermédio.

Contudo, essa barreira não impediu com que ela ganhasse destaque, especialmente por seu perfil agressivo de investimentos.

Em dado momento, a investidora chegou a ter negociações ligadas a 17 países diferentes e em nove moedas distintas.

Por ser uma das poucas mulheres que investiam na bolsa, o nome de Eufrásia teve relevância, não só naquela época, mas até nos dias atuais. Mesmo obtendo sucesso em sua jornada de investimentos fora do país, Eufrásia é lembrada por sua atuação no mercado financeiro brasileiro.

Conhecida como a primeira mulher a investir na bolsa de valores do Brasil, Eufrásia foi destaque também por sua estratégia e perfil de investimento.

Assim como fez no mercado internacional, ela priorizou títulos de grandes empresas. Destaque para Companhia Antarctica Brasil, que se tornaria posteriormente a Ambev.

Além disso, Eufrásia realizou uma série de investimentos no setor ferroviário, tendo papéis da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro e Cia. Paulista de Estradas de Ferro.

Enquanto no setor têxtil, ela investiu em ações da Tecelagem de Seda Ítalo-Brasileira e da Companhia América Fabril & Cia.

Eufrásia Teixeira Leite faleceu aos 80 anos. Como não teve filhos, toda sua fortuna foi doada para instituições, sua residência em Vassouras se tornou o Museu da Casa da Hera, onde sua história é contada.