Categorias
Fica a Dica Mulher Rio

Mulheres in Rio realiza evento sobre impacto feminino na sociedade

 

 

Com vagas limitadas, rodas de conversa serão realizadas na Cidade das Artes, na próxima sexta-feira (21/05), das 15h às 17h

Em parceria com o setor de Arte e Conhecimento da Cidade das Artes, a rede Mulheres in Rio realiza rodas de conversa com o tema “O Feminino Atemporal” na próxima sexta-feira (21/5), destacando nomes que trazem a força e o impacto da mulher na sociedade. O evento será realizado das 15h às 17h, na Sala de Leitura. Devido à necessidade de distanciamento social, as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas pelo site .

Somos um hub de empreendedorismo e queremos mais mulheres liderando negócios inovadores e sustentáveis. Com esse evento queremos inspirar mulheres de todas as idades a serem protagonistas de suas vidas, hoje e sempre. Falaremos da empreendedora de hoje, que se desenvolve através de uma rede de apoio e parcerias – destaca a engenheira e mentora de negócios Márcia Thimóteo, uma das fundadoras da rede Mulheres in Rio.

 

Márcia Thimoteo (à esquerda) e Veronique Sales são as fundadoras da rede Mulheres in Rio. Crédito: Reprodução

Entre os temas abordados está o papel da mulher “ageless” que, independentemente da idade, busca espaço para continuar atuando e contribuindo com um futuro inclusivo. A presença feminina na ciência e na tecnologia também terá espaço na mesa “Mulher do Futuro”. Já os debates sobre a condição da mulher que é mãe e empreendedora, e busca reforçar sua marca pessoal e a visibilidade de produtos e serviços que oferece ao mercado vão acontecer na mesa intitulada “Empreendedora do agora”.

Para Veronique Sales, também idealizadora e fundadora da rede Mulheres in Rio, “os principais objetivos do evento são promover a cultura empreendedora, compartilhar conhecimento e fortalecer a comunidade de mulheres, oferecendo ainda a oportunidade de networking.”

Serviço:

O FEMININO ATEMPORAL

Data: 21 de Maio de 2021

Horário: 15h às 17h

Local: Cidade das Artes – Sala de Leitura – Avenida das Américas, 5.300, Barra da Tijuca

Ingresso Solidário: lata de leite em pó ou kit higiene feminino (sabonete, absorvente e creme dental) para doação das comunidades Quilombo do Camorim e Mulheres de Pedra.

Programação:

“Mulher do futuro” – Márcia Monteiro, Lindália Sofia, Veronique Sales e Márcia Thimóteo.

“Empreendedoras do Agora” – Renata Freire, Fátima Fernandes, Fábia de Carvalho e Karla Fassini.

Inscrições: https://mulheresinrio.com.br/inscricao-em-eventos/ (Vagas limitadas)

Categorias
Cinema Mulher Notícias do Jornal TV & Famosos

Gal Gadot revela que Joss Whedon, diretor de Liga da Justiça, ameaçou sua carreira

*Por Fabiana Santoro

Não é a primeira vez que Gal Gadot comenta sobre o comportamento abusivo de Joss Whedon, diretor de Liga da Justiça, nos bastidores da produção. Desta vez, a atriz que interpreta a aclamada Mulher Maravilha, deu mais detalhes sobre sua experiência pessoal contra o diretor. De acordo com a atriz, Joss Whedon teria ameaçado sua carreira.

Confira o trecho da de Gadot para o jornal israelense N1. [via Deadline]:

“Ele meio que ameaçou minha carreira e disse que se eu fizesse algo ele faria minha carreira miserável, e eu só lidei com isso”.  

Os motivos da briga envolvem falas e comportamentos da personagem Mulher Maravilha, em que a atriz Gal Gadot não concordava com o jeito que a super-heroína seria retratada em Liga da Justiça. Segundo uma testemunha da produção, Joss Whedon se pronunciou nos bastidores sobre estar cansado de lidar com os questionamentos de Gadot. “Ele disse que era o roteirista e que ela calaria a boca e falaria as falas, porque ele poderia fazer ela parecer incrivelmente burra no filme”. 

Categorias
Cultura Eventos Mulher Música Sociedade

Ganhadora do Grammy, H.E.R lança campanha em combate a Pandemia

*Por Fabiana Santoro

Atual ganhadora do Grammy, H.E.R se juntou ao Global Citizen – organização internacional de educação e defesa que trabalha para cessar a pobreza extrema – em uma campanha sem fins lucrativos que visa facilitar o acesso a vacina e tratamento da Covid-19. O projeto World Recovery Plan também arrecada fundos para cuidados com meio ambiente, educação e alimentação mundial.

World Recovery Plan. (Foto: Divulgação)

Em abril de 2020, a cantora disponibilizou seu Instagram e criou uma sessão de live´s semanais, intituladas “Girls With Guitars”. Durante a performance, H.E.R se juntou a sua vasta e renomada coleção de guitarras cantando musicas autorais e atendendo pedidos de covers de seus fãs. A ativista também convidou guitarristas mulheres entre elas, Tori Kelly, Lianne La Havas, Kiana Ledé, Chloe x Halle, para se envolver em debates sobre musica e vida. O objetivo das séries era arrecadar dinheiro para famílias de baixa renda no combate a pandemia, nos Estados Unidos. A cada apresentação um patrocinador diferente fazia doações e sorteios.

Abaixo alguns sorteios e doações que foram feitos durante o GWG:

  • Guitarras da coleção da H.E.R. com a Fender para 5 fãs.
  • Curso gratuito de instrumentos de corda para 1 milhão de pessoas durante 3 meses.
  • 5 Mil máscaras para hospitais dos Estados Unidos.
  • 30 MIL dólares para ajudar no combate à pandemia (mil dólares por visualizações na live do dia).
  • Insumos para os médicos que estavam na linha de frente.
  • Vale compras em algumas lojas e brindes personalizados pela H.E.R.

Durante cada live também era disponibilizado um link onde as pessoas poderiam doar dinheiro para ajudar famílias carentes com alimentos, máscaras e álcool em gel.

H.E.R no Grammy 2021. (Foto: Divulgação)

H.E.R se destacou atualmente sendo a primeira mulher negra em mais de uma década a ganhar a estatueta de “Música do ano” no Grammy, uma das categorias mais importantes da premiação. O título da música ganhadora remete as últimas palavras de George Floyd e Eric Garner, dois homens negros e mortos pela brutalidade policial nos Estados Unidos.

Na época de lançamento, a cantora relatou o quanto foi difícil escrever a música: “Essa letra foi muito difícil de escrever, pois veio de uma conversa sobre o que está acontecendo no momento e sobre a mudança que precisamos ver”. Em seu discurso no Grammy, ela agradeceu por poder utilizar sua voz para provocar transformações, e explicou como a musica é poderosa quando se trata de mudança e cura.

*Com supervisão de Alan Alves

Categorias
Brasil Fica a Dica Mulher

Mara Luquet media série que destaca inclusão das mulheres no mercado financeiro

Com apresentação da jornalista e escritora, a série de 3 episódios do podcast “Papo Na Nuvem” traz convidadas dos setores de tech e finanças para debater o papel da mulher no setor e soluções financeiras focadas no público feminino
Para celebrar o mês da mulher, a Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros, convidou a jornalista Mara Luquet, fundadora do canal MyNews, apontado pelo Google como benchmark de jornalismo na plataforma, para mediar uma série de três episódios de seu podcast, o “Papo na Nuvem”. No especial denominado “Mulheres”, a jornalista recebe convidadas dos setores de tecnologia e serviços financeiros, para debater o papel das profissionais nestes segmentos e destacar soluções financeiras criadas para atender demandas do público feminino. O primeiro episódio já está no ar e os demais serão publicados nesta semana, até 12 de março, nas principais plataformas de áudio e em vídeo no canal da Zoop no Youtube .

Em cada episódio, Luquet recebe duas profissionais com destaque por suas atuações no mercado financeiro, abordando o papel da mulher neste mercado e destacando soluções financeiras focadas no público feminino. As participantes são Aline Fróes, cofundadora do Vai na Web; Ana Leoni, superintendente de Educação Financeira na ANBIMA; Carolina Cavenaghi, cofundadora do Fin4She; Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black; Lorena Louisy, CEO do TPM Bank; e Mellissa Penteado, CEO do Bancoin.

Fonte: Reprodução

Mara Luquet ressalta a importância do debate sobre o espaço para as mulheres que atuam no mercado financeiro, historicamente dominado, setor ainda predominantemente masculino. “Isso não é só uma questão no Brasil, o mercado financeiro é um mercado muito masculino. Há muitos homens em postos chaves, e mesmo no Brasil ainda vemos poucas mulheres como gestoras – há mais do que já teve no passado, quando eu comecei a cobrir nesse mercado era bem menos, está avançando. E vemos isso no mundo inteiro”.

A proposta da série é destacar o protagonismo das mulheres na transformação e democratização do setor de serviços financeiros, que vem crescendo no Brasil nos últimos anos. “O objetivo desta campanha é reunir profissionais bem sucedidas e empreendedoras para debater a inserção profissional da mulher no mercado financeiro, bem como destacar novas soluções financeiras pensadas para atender demandas específicas do público feminino”, afirma Patrícia Esteves, VP de Marketing da Zoop.

O primeiro episódio reuniu as executivas Lorena Louisy, CEO do TPM Bank, e Mellissa Penteado, CEO do Bancoin, para apresentar serviços financeiros criados especificamente para mulheres. As convidadas comentam as oportunidades e desafios vistos ao tirarem do papel soluções e serviços de pagamento focados em atender demandas femininas. A conversa já pode ser ouvida nas principais plataformas de áudio, clique aqui.
Os dois outros episódios, com lançamento agendado para os dias 10 e 12 de março, abordarão outras perspectivas sobre a inclusão e participação das mulheres nos mercados de finanças e tecnologia. O segundo conteúdo, com a participação da Aline Fróes, cofundadora do Vai na Web, e da Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black, trará para o centro da discussão a inclusão de desbancarizados para serviços financeiros, grupo do qual ainda fazem parte uma grande quantidade de mulheres.

O último episódio será focado em carreira no mercado financeiro, ao reunir duas mulheres que diariamente trabalham para quebrar as barreiras do setor e atrair outras profissionais para o segmento: Ana Leoni, superintendente de Educação Financeira na ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), e Carolina Cavenaghi, cofundadora do Fin4She, iniciativa que promove a inclusão de mais mulheres no mercado de trabalho da área. As duas especialistas contaram sobre suas trajetórias e detalharam como as iniciativas lideradas por elas estão apresentando o mercado para as mulheres mais jovens e despertando o interesse delas em ocuparem esses espaços.
Categorias
Destaque Mulher Rio

Condutoras de trens do MetrôRio homenageiam passageiras no Dia da Mulher

 

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as condutoras do MetrôRio se unem para homenagear as passageiras e reforçar a mensagem de que “lugar de mulher é onde ela quiser”. Entre 11h e 14h, as 22 profissionais da concessionária, responsáveis por levar milhares de pessoas aos seus destinos diariamente, vão assumir a direção e os avisos sonoros dos trens para compartilhar suas experiências e lembrar a importância da data na luta feminina pela igualdade de direitos.

Há quase 20 anos no MetrôRio, Sandra Regina da Lessa Rodrigues é uma das mulheres à frente da condução dos trens da concessionária. Ela afirma que a função é desafiadora e vai muito além de só pilotar as composições dentro das cabines. “Somos preparadas e treinadas também para solucionar os problemas que surgem, seja de intervenção na via, nas zonas de manobra ou algumas falhas da composição. Quando é preciso, a gente desce na via férrea e coloca a mão na massa para ajustar os equipamentos, por exemplo. É um trabalho pesado e que tem que ser feito com cautela, pois exige concentração, por conta dos trilhos energizados, e força para movimentar os aparelhos”, explica ela.

Sandra conta que começou a trabalhar na empresa como operadora de caixa, mas logo despertou interesse pela função de condutora. “Eu sempre via os condutores homens. Na época, eram pouquíssimas mulheres. Tive curiosidade de saber como era a profissão e me apaixonei. Foi um desafio, mas quanto mais as pessoas criticavam, mais eu ficava interessada pela função. Nós mulheres temos capacidade física e intelectual para exercer não só esse, mas qualquer tipo de trabalho. Basta valorizarmos o nosso potencial”, garante a profissional.

A questão de gênero é um tema prioritário para a empresa. No ano passado, o MetrôRio implantou um programa de mentoria exclusivo para as colaboradoras, a fim de incentivá-las no desenvolvimento profissional. O presidente e os diretores da concessionária são os responsáveis em dar as orientações e conduzir o processo para impulsionar a carreira na empresa. Além disso, o Núcleo de Diversidade do MetrôRio, com auxílio da ONU Mulheres, fez um diagnóstico da situação das funcionárias na concessionária. O objetivo é traçar planos estratégicos, para aumentar a participação delas em cargos de liderança, bem como adotar iniciativas que facilitem a rotina no ambiente de trabalho, principalmente durante a pandemia.

 

Categorias
Brasil Destaque Mulher Rio

Mais de 250 mulheres foram vítimas de violência por dia durante a pandemia

 

Desde a edição do primeiro decreto para combater a propagação do coronavírus no estado do Rio de Janeiro, em 13 de março de 2020, até o dia 31 de dezembro, mais de 73 mil mulheres foram vítimas de algum tipo de violência no Rio de Janeiro. Isso significa que cerca de 251 mulheres foram vitimadas em cada um dos 293 dias em que o estado teve algum nível de isolamento social em 2020. Esses dados fazem parte de um levantamento inédito feito pelo Núcleo de Estudos ISPMulher, do Instituto de Segurança Pública.

O número de casos, no entanto, é 27% menor que o registrado no mesmo período de 2019 (102.344 vítimas) , o que pode indicar uma subnotificação por causa das restrições implementadas durante a pandemia. Para termos de comparação, em janeiro deste ano, o número de mulheres vítimas chegou a 12.924, mais próximo do patamar do mesmo mês de 2020 (10.878) .

Em maio de 2020, um dos meses com maior taxa de isolamento social, as delegacias da Secretaria de Estado de Polícia Civil só registraram 4.903 casos de violência contra a mulher, uma queda de mais de 50% se comparado com janeiro do mesmo ano.

A residência, sinônimo de proteção para muitos principalmente na pandemia, não foi um local seguro para essas mulheres. No período de isolamento em 2020, mais de 61% delas sofreram violência justamente dentro de casa. É importante destacar que, no período completo de isolamento, houve aumento do percentual de ocorrências de crimes mais graves em residência. Para Violência Física, o percentual aumentou de 60,1% em 2019 para 64,1% em 2020. Para Violência Sexual, uma variação ainda maior: de 57,7% em 2019 para 65,6% em 2020.

Violência física aumentou de 60,1% em 2019 para 64,1% em 2020 (Foto: Reprodução TV)

Em mais de metade dos casos, os parceiros ou ex-parceiros foram os autores dos atentados. Se restringirmos a análise aos crimes registrados sob a Lei Maria da Penha, que engloba os tipos de violência que acontecem no âmbito doméstico e familiar, 80,7% das mulheres foram vitimadas por parceiros ou ex-parceiros.

Na lista das localidades com maior número de casos estão: Cidade de Deus (32ª DP), na Zona Oeste do Rio; Austin, em Nova Iguaçu (58ª DP) e Campo Grande (35ª DP), também na Zona Oeste da capital fluminense. O ranking não mudou muito se comparado com o de 2019. A Cidade de Deus, Austin e o Centro de Duque de Caxias (59ª DP) foram os que registraram mais crimes contra mulheres naquele ano.

Feminicídio 

Sessenta e cinco mulheres foram mortas entre 13 de março e 31 de dezembro de 2020 pelo simples fato de serem mulheres, o chamado feminicídio. Na cidade do Rio de Janeiro, Campo Grande ocupa, ao lado do bairro Caonze, em Nova Iguaçu, o primeiro lugar no ranking estadual com maior número de casos de feminicídio. Cada um registrou quatro vítimas ao longo dos dez meses analisados.

Os registros de feminicídio, porém, foram menores que em 2019, quando 73 mulheres foram mortas. No primeiro mês de 2021, nove mulheres foram mortas – o maior número de vítimas para o mês desde o início da série histórica, em 2016.

Desde o início do isolamento social, as analistas do ISP acompanharam de perto a situação das mulheres com o Monitor da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher no Período de Isolamento Social.

A diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz: “precisamos acolher essas mulheres” (Foto Reprodução TV)

“Nossas analistas perceberam que a redução no número de mulheres vítimas pode estar muito mais relacionada à uma subnotificação. Tivemos uma queda importante no número de registros de ocorrências na Polícia Civil na comparação com 2019. No caso do Disque-Denúncia, por exemplo, houve queda de mais de 20% nas ligações sobre violência contra a mulher. Acreditamos que essas mulheres, muitas vezes, por estarem confinadas no mesmo ambiente dos agressores, não puderam procurar os órgãos que tradicionalmente as oferecem ajuda. Isso mostra o tamanho do desafio do Estado no enfrentamento a um tipo de violência que acontece intramuros e que, muitas vezes, é normalizada. Precisamos acolher essas mulheres e mostrar que elas não estão sozinhas. É muito importante que a nossa sociedade entenda a importância da denúncia desses crimes”,  afirmou a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz.

ISP Mulher: estudo e monitoramento

Com o intuito de subsidiar o Poder Executivo estadual com dados sobre a violência doméstica, que podem ser base de novas políticas públicas, o ISP criou, há um mês, o Núcleo de Estudos ISP Mulher. O grupo tem como função ainda o monitoramento do comportamento dos crimes de violência contra a mulher ao longo do tempo e a elaboração de estudos sobre o tema. Vale lembrar que o ISP foi o primeiro órgão estadual do país a publicar um trabalho sobre violência doméstica: o Dossiê Mulher, em 2006.

Foto: Pixabay

Categorias
Destaque Mulher

A vítima é a prioridade

Por Sabrina Campos

Neste último 07 de julho muito se comemorou. A Marinha do Brasil, por exemplo, comemorou 40 anos do ingresso das mulheres em suas fileiras, em 1980.

Enquanto estas mulheres até hoje se dedicam a salvar vidas, especialmente na pandemia do COVID-19, outras mulheres, porém, lutam para se manterem vivas e protegerem os filhos.

Com o aumento da violência doméstica durante o surto do coronavírus, em 07 de julho de 2020 nasceu um bom motivo para celebrar: a Lei 14.022, que cria medidas mais eficazes no combate à violência familiar.

A nova Lei facilita a proteção e defesa pelo Estado às vítimas de violência em desvantagem no isolamento e quarentena, quais são: mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

Ela se aplica em conjunto à Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), Lei 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), e o Decreto- Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal Brasileiro).

A partir de agora, é possível ir além do Boletim de Ocorrência feito online, mas também realizá-lo com um telefonema, e, conseguir medida protetiva de urgência para afastamento do agressor.

Além disto, o Poder Público realizará, o atendimento presencial para as situações de feminicídio, lesão corporal de natureza grave, lesão corporal dolosa de natureza gravíssima, lesão corporal seguida de morte, ameaça praticada com uso de arma de fogo, estupro, estupro de vulnerável, corrupção de menores, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Também se tornou prioritário, o exame de corpo de delito, que, poderá ser feito no local em que se encontrar a vítima, sem que esta precise se deslocar.

Visa tornar mais ágil o atendimento às vítimas, principalmente se há risco de morte e de prejuízo à integridade física. E, os casos atendidos pelos números 180 e 100, devem ser respondidos em até 48 (quarenta e oito) horas.

Resta obrigatório que os órgãos de segurança pública disponibilizem canais de comunicação que garantam interação simultânea, compartilhem de documentos para atendimento virtual, e, aguarda-se que o Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, e os demais órgãos do Poder Executivo façam o mesmo para resguardar a celeridade no atendimento.

Categorias
Destaque Mulher Notícias do Jornal

Para apoiar as mulheres vítimas da violência doméstica, nasce o Justiceiras

Por Sandro Barros

Em edição recente, o Diário do Rio divulgou que a violência doméstica aumentou durante a quarentena devido à pandemia da covid-19. Somente no Rio de Janeiro, o número de denúncias desse tipo de violência cresceu 50%. É quando a sua própria casa se tornou um lugar mais inseguro para estar, principalmente para as mulheres, pois agora os agressores estão lado a lado 24 horas por dia.

No entanto, o que muitos ainda não sabem é que, diante dessa triste realidade, surgiu uma iniciativa importante para acolher, orientar e apoiar meninas e mulheres em situação de violência doméstica ou familiar. Estamos falando do Projeto Justiceiras!

“O projeto nasceu a partir de alguns institutos, como o Justiça de Saias, que já trabalhavam dentro dessa corrente de solidariedade às vitimas da violência doméstica. E nasceu durante o distanciamento social, pois os casos desse tipo de violência, em todas as suas formas, cresceram exponencialmente. Então estes institutos resolveram criar uma espécie de força-tarefa. E o Projeto Justiceiras é isso mesmo: uma força-tarefa de voluntárias por todo o Brasil, reunindo somente profissionais mulheres de várias áreas, que disponibiliza serviços de forma totalmente gratuita”, diz a advogada Sabrina Campos, uma das voluntárias e que, como todas as outras, não recebe nada financeiramente por este trabalho.

A iniciativa possibilita uma orientação para que mulheres em situação de violência realizem, quando desejarem, o boletim de ocorrência online ou presencial, bem como o pedido de medidas protetivas. É uma rede de mulheres unidas para informar e, antes de mais nada, apoiar, fortalecer e encorajar as meninas e mulheres que estão em situação de violência doméstica. Além desses serviços, o Projeto Justiceiras também orienta mulheres quanto às suas dúvidas relacionadas às situações de violência doméstica nesse período de quarentena. Em resumo, o serviço abrange as áreas jurídica, médica, psicológica, assistencial, rede de apoio e acolhimento.

‘Mulheres ajudando mulheres’

Sabrina Campos, voluntária do projeto (Foto: Divulgação)

Outra atividade do Projeto Justiceiras é a sua contribuição para a redução do trânsito de mulheres vítimas de violência em ambientes públicos e ruas, a fim de evitar expô-las desnecessariamente ao risco de contágio do coronavírus, buscando oferecer o maior número de informações e apoio online sobre o tema, sem deixar que a violência contra a mulher seja esquecida ou subnotificada.

Sabrina Campos acaba por nos dizer a essência do Projeto Justiceiras. “Somos mulheres ajudando mulheres. Mulheres unidas em favor de mulheres. Mulheres que querem mudar a cultura de violência à mulher. Queremos fortalecer outras mulheres, dando-lhes voz e opção para que, dessa forma, possam buscar criar novos caminhos para saírem desse ciclo de violência”.

Para solicitar o atendimento, é bem simples: basta enviar uma mensagem por WhatsApp ─ (11) 99639-1212 ─, recebendo em seguida um link. Esse mesmo link dará acesso ao formulário de pedido de ajuda, que precisa ser preenchido. Em seguida o mesmo formulário é encaminhado para as voluntárias do projeto, que entram em contato com a solicitante o mais breve possível.

E muito importante: o Projeto Justiceiras garante que “todos os a dados fornecidos são preservados, mantidos em sigilo e utilizados exclusivamente para os fins do atendimento”. O projeto também tem um botão SOS no aplicativo Rappi.

 

Categorias
Destaque Mulher

Violência doméstica, a outra urgência da América Latina em quarentena

O confinamento em vários países da América Latina para conter a pandemia de covid-19 disparou os pedidos de ajuda de vítimas de violência doméstica, obrigadas a conviverem com seu agressor em uma região onde a média de feminicídios ultrapassa dez por dia.

Da ONU ao papa Francisco, acumulam-se os pedidos para que se dê atenção ao drama dessas mulheres em um contexto de medidas excepcionais com restrição de circulação, economia paralisada e limitações de acesso à Justiça.

“A quarentena deixa milhares de mulheres em um inferno, trancadas com um agressor que temem mais do que o coronavírus”, disse à AFP Victoria Aguirre, representante da ONG argentina MuMaLá, que luta contra a violência de gênero. Na Argentina, 18 mulheres foram assassinadas por seus companheiros, ou ex-companheiros, nos primeiros 20 dias de quarentena, que começou em 20 de março. Os pedidos de ajuda por telefone aumentaram 39%.

A situação se repete no México, no Brasil e no Chile, onde as ações do governo e de associações civis são insuficientes para conter os assassinatos.

O México registrou 983 feminicídios em 2019, e 3.226 mulheres foram vítimas de homicídio doloso, de acordo com dados oficiais. No ano passado, o número de emergências pela violência contra a mulher recebeu por volta de 530 denúncias por dia.

Desde 24 de março, quando se iniciou a quarentena por covid-19, “os pedidos de ajuda aumentaram”, disse à AFP a diretora do Instituto Nacional das Mulheres do México (Inmujeres), Nadine Gasman. Os pedidos de ajuda cresceram 60% na Rede Nacional de Refúgios e a acolhida de vítimas aumentou em 5%.

Em São Paulo, centro dos casos de covid-19 no Brasil, durante os primeiros dez dias de quarentena, as denúncias aumentaram em 30%. Cerca de 700 voluntárias formaram a chamada “rede de justiceiras”, que fornece assistência médica, jurídica e psicológica via WhatsApp.

De acordo com Ada Rico, da ONG argentina “La Casa del Encuentro”, “todos os dias uma mulher é abusada, violentada, ou agredida, em casa, por seu companheiro, ou seu ex”. “Em tempos normais trabalhamos para que os denunciem, mas hoje a urgência é tirá-las do local. A rapidez pode ser a diferença entre viver, ou morrer”, destacou.

Com informações da AFP

Categorias
Mulher

Violência doméstica e a proteção das mulheres pela Defensoria Pública

Por Sandro Barros

O isolamento social é uma medida essencial para diminuir a propagação do novo coronavírus. Entretanto, ele trouxe uma consequência dramática: o aumento da violência doméstica, pois as vítimas ficam mais desprotegidas dentro de suas próprias casas. No Rio de Janeiro, o número de denúncias desse tipo de violência cresceu 50%. Para entender mais sobre o assunto e como as vítimas podem proceder, entrevistamos Flávia Nascimento, coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ).

Como exatamente a Defensoria Pública auxilia as mulheres vítimas da agressão doméstica?
Tanto os tratados internacionais sobre Direitos Humanos como a Lei Maria da Penha fazem a previsão de que a mulher, em situação de violência de gênero, deve estar acompanhada de advogado. E a Defensoria é um grande instrumento de acesso à Justiça da mulher em situação de violência doméstica, pois iremos garantir que as suas demandas cheguem ao Poder Judiciário e para que ela não seja revitimizada pelo sistema de Justiça quando busca a solução judicial para o seu problema.

Qual o papel da instituição nesse contexto?
A partir do momento em que a vítima resolve denunciar, ou mesmo levar ao Judiciário a sua situação de violência, ela pode e deve estar acompanhada de advogado ou de defensor ou defensora pública. Temos essa missão institucional. Uma de nossas atribuições, estabelecida por lei complementar, é a defesa dos direitos da mulher vítima da violência doméstica. Então, a Defensoria está sempre de portas abertas para as demandas de mulheres que estejam nessa situação.

Todas podem buscar esse auxílio?
A assistência é de forma integral e gratuita, mas a mulher pode buscar o serviço da Defensoria Pública ainda que ela não seja economicamente insuficiente para contratar um advogado. A razão de vulnerabilidade em relação à violência sofrida já justifica que a Defensoria atue em seu favor.

E como é essa atuação?
A mulher pode buscar orientação tanto em nosso núcleo especializado, que é o Nudem (Núcleo de Defesa das Mulheres Vítimas de Violência de Gênero), ou também buscar os órgãos da Defensoria junto aos Juizados de Violência Doméstica. Na capital do Rio de Janeiro são 11 juizados. Temos algumas portas de entrada à proteção da mulher prevista na Lei Maria da Penha. Muitas pessoas entendem que a única porta de entrada é a Polícia Civil, mas na verdade a mulher não é obrigada a denunciar para poder acessar sua proteção. Não existe essa condição na citada Lei.


Defensora Pública Flávia Nascimento (Foto: DPRJ/Divulgação)

Pode explicar melhor isso?
Muitas mulheres não querem que os seus supostos agressores respondam criminalmente pela violência praticada. Então elas podem buscar orientação na Defensoria Pública, pois podemos fazer requerimentos das medidas preventivas de urgência, ainda que as vítimas não tenham registrado ocorrências. E uma informação muito importante: nesse momento da pandemia, mulheres que tiverem dificuldades para registrar ocorrências podem buscar o atendimento da Defensoria para que possamos requerer as medidas protetivas de urgências. Mas, se ainda assim, elas quiserem fazer os registros, também podem buscar nossa orientação. E, se for o caso, podemos até mesmo oficiar a Delegacia de Polícia, questionando o porquê da vítima não ter sido atendida ou não ter conseguido acessar o serviço, uma vez que as delegacias estão funcionando para medidas urgentes, dentre elas as de violência doméstica e familiar, ainda que não envolvam agressão física, ainda que tratem de violência moral, psicológica e, principalmente, para os casos graves de violência física e sexual.

Aumentou a procura pelos serviços da Defensoria durante a pandemia?
Baseado na minha experiência atendendo vítimas de violência doméstica e familiar desde 2011, o número desse tipo de violência sempre foi elevado, mas também sempre foi subnotificado. Em momentos de normalidade a mulher já tem dificuldades de acessar a sua proteção por diversos fatores, não só a dependência econômica do seu agressor, que é a hipótese mais comum, mas também por uma dependência emocional e pela falta de uma rede familiar de suporte para esse momento de violência. Tudo isso já contribuía para um índice muito alto de subnotificações.

Como o isolamento agrava essa situação?
A Defensoria está fazendo um atendimento através de WhatsApp e e-mail. Isso também dificulta muito o acesso da mulher aos nossos serviços, inclusive até mesmo o acesso à Justiça. Sabemos que na realidade social do Brasil, muitas mulheres têm dificuldade em acessar esses canais eletrônicos, por diversos fatores, inclusive pela dificuldade em digitar ou narrar toda a sua situação de forma coerente. Somente agora, na quinta semana de isolamento [no momento em que a entrevista foi concedida], o atendimento diário do Nudem chegou ao número que era realizado em situação de normalidade, de forma presencial. Isso foi aumentando gradualmente. Por um lado é bom, pois as mulheres estão conseguindo acessar, mas ainda assim fica o desafio, dentro das medidas restritivas do isolamento, de pensarmos estratégias que viabilizem o acesso de todas as mulheres, inclusive as que não têm acesso à tecnologia.

Qual o seu recado final?
O que venho notando agora é que essa situação do isolamento social contribuiu, na verdade, para uma maior vulnerabilidade das mulheres, associada a uma maior dificuldade de acesso à rede de proteção. Então, o meu recado é que as instituições estão funcionando, ainda que com todas as dificuldades, com todas as restrições. Não estão abertas fisicamente, mas possuem canais de comunicação remotos para tratar e viabilizar a proteção integral às mulheres em situação de violência.

DEFENSORIA PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO
Canais de atendimento remoto para mulheres em situação de violência doméstica
WhatsApp: (21) 97226-8267
E-mail: nudem.defensoriarj@gmail.com