Categorias
Brasil Destaque Mulher Mundo Notícias Notícias do Jornal

Hildelene Bahia: Primeira Capitã Mulher de navio de Longo Curso na Marinha Mercante Brasileira

Nesta semana, o jornal DR1 entrevistou a primeira mulher capitã do navio de longo curso da Maria Mercante Brasileira, Hildelene Bahia. A capitã nasceu em Belém, no estado do Pará, e é filha do comerciante Paulo Bahia e da dona de casa Maria Luiza Bahia. Com uma infância tranquila, Hildelene sonhava em se tornar bancária e reformar a casa da sua mãe.

Aos 22 anos, já cursando o ensino superior, a jovem realizou a inscrição para a prova da marinha. “Apesar de já está na  faculdade cursando ciências Contábeis, eu estudava muito para aprovação em outros concursos”, contou a capitã Hildelene Bahia.

O processo para chegar à última etapa ocorre por tempo de embarque, ou seja, o profissional inicia como 2º Oficial de Náutica (chamado de 2º piloto), em seguida altera para 1º Oficial de Náutica (chamado primeiro piloto). Logo, a jovem se torna Imediato, e  depois Capitã de Cabotagem, podendo exercer a função de Comandante, e por último é o estágio de Capitã de Longo Curso.

Navegação de Longo Curso é o transporte de pessoas ou bens entre portos de diferentes nações. Além do longo curso, a navegação pode ser realizada entre portos ou pontos do território brasileiro, utilizando a via marítima, e as vias navegáveis interiores. A viagem pode levar 45 dias, 12horas ou três dias, dependendo da distância do porto de origem ao destino.

Para a capitã de navio de Longo Curso, Hildelene Bahia, ter se tornado a primeira mulher na profissão é motivo de muito orgulho e incentivo para as mulheres que sonham com a carreira.

“Tenho muito orgulho e sinto uma satisfação enorme quando ocorrem aberturas de vagas para as mulheres a bordo de navios como Oficiais, que antes eram exclusivamente de homens”, afirmou a capitã.

A capitã de navio de Longo Curso, Hildelene Bahia contou sobre o sentimento após vencer todas as batalhas.

“A minha história é um grande marco na abertura de para mulheres oficiais na Marinha Mercante Brasileira, dessa forma é possível mostrar que todas podem chegar ao topo da carreira. Hoje, tenho a sensação de dever cumprido, apesar de tantas dificuldades e obstáculos  enfrentados”, finalizou a capitã Hildelene Bahia.

Sinto uma enorme felicidade por tudo que construí ao longo da minha carreira, mesmo em alguns momentos que pensei em desistir. Mas, não podia, porque era necessário que desse certo, para que no futuro mulheres se inspirassem em mim.

Para o futuro, a capitã Hildelene Bahia deseja investir na universidade, além de incentivar jovens a conquistar uma oportunidade na carreira da Marinha Mercante Brasileira.

“Devo fazer outra graduação, viajar com minha família e abrir um Instituto para oferecer palestras, cursos preparatórios e de capacitação. Com o objetivo de despertar o interesse dos jovens para a vida marítima e a inclusão no mercado de trabalho”, finalizou a capitã.

 

Categorias
Cultura Destaque Mulher Música Notícias

Virada do Samba realiza 2ª edição com programação 100% feminina

No dia 2 de dezembro, Dia Nacional do Samba, vão ao ar os shows de Leci Brandão, Fabiana Cozza e muito mais

Em 2 de dezembro é celebrado o Dia Nacional do Samba, e é também a data escolhida para a transmissão da Virada do Samba 2ª edição. A partir das 19h, todo o Brasil pode assistir, gratuitamente, a shows de mulheres ícones do gênero como Tia Surica, Leci Brandão, Fabiana Cozza e o Samba de Dandara convidando Nilze Carvalho e Raquel Tobias.

O Bar do Samba foi o local escolhido para as gravações e as transmissões vão acontecer nas páginas da Muda Cultural e Samba em Rede (ambas no YouTube e Facebook), além da Fita Amarela (YouTube), Raiz do Samba (Facebook) e Repique de Mão (Facebook).

Essa edição da Virada do Samba começa com a apresentação de Tia Surica da Portela, pastora e matriarca da famosa escola de samba carioca que, por sua vez, é acompanhada do violonista, arranjador e diretor musical Paulão 7 Cordas. Nessa ocasião, eles apresentarão o repertório do Manacéa, um dos grandes baluartes portelenses.

Na sequência vem a cantora, poeta, escritora e pesquisadora Fabiana Cozza, que apresentará repertório de sua vasta carreira. A festa segue com o Samba de Dandara, grupo que utiliza o samba para empoderar e exaltar as mulheres sambistas – que convida as veteranas Nilze Carvalho, cantora, instrumentista, compositora e produtora, e Raquel Tobias, cantora e compositora. Para encerrar a jornada em grande estilo, Leci Brandão cantará grandes sucessos de diversos momentos de sua carreira e da história do samba.

A Virada do Samba será apresentada pelos mestres de cerimônia Moisés da Rocha, conhecido por seu importante trabalho no programa “O Samba Pede Passagem”, na Rádio USP FM, e Claudinha Alexandre, colunista ao lado de Moisés, além de apresentadora do programa Papo de Bamba (BR Brazil web). A gravação

Essa edição da Virada do Samba é realizada pela Muda Cultural e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. O projeto, viabilizado via ProAC-ICMS, conta com o patrocínio da 51 e apoio do Samba em Rede.

A Cachaça 51 existe para destilar os melhores momentos da vida – e um deles é o samba, ícone de nossa cultura. A 2ª edição da Virada do Samba, exclusiva para mulheres e apresentada por grandes artistas, é uma possibilidade única de aproveitar ocasiões especiais –  declara Luciano Sadi Andrade, Head of Marketing da Cia Müller de Bebidas.

É um privilégio receber neste palco mulheres que ajudaram a escrever a história do Samba, como Leci Brandão e Tia Surica, e outras que têm tratado com tanto respeito o gênero, como é o caso da Fabiana Cozza, Nilze Carvalho e o agrupamento do Samba de Dandara – diz Ítalo Azevedo sobre programação online e feminina.

Combate à Covid-19

Toda a equipe presente nas gravações, bem como o artístico, será testado com Antígeno-PCR antes de entrar em estúdio. No local haverá rígido protocolo sanitário e um técnico em segurança do trabalho, garantindo o cumprimento das medidas.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

2 de dezembro, a partir das 19h

– Tia Surica da Portela, acompanhada de Paulão 7 Cordas

– Fabiana Cozza

– Samba de Dandara convida Nilze Carvalho e Raquel Tobias

  • Leci Brandão
Sobre a Muda Cultural

A missão da Muda Cultural é qualificar a experiência de vida das pessoas e expandir suas potencialidades por meio da promoção da arte e da cultura.

Há mais de dez anos no mercado cultural, a Muda atua na gestão de investimento social privado e no desenvolvimento de projetos através das leis de incentivo, sendo o elo entre marcas e seus públicos de interesse.

Tendo como principal ativo uma extensa rede de colaboradores e parceiros, a Muda oferece uma atuação capaz de transitar entre os universos artísticos, da produção e da gestão cultural, incluindo concepção, curadoria de conteúdos e planejamento.

Sobre a Cia Müller de Bebidas

A Cia. Müller de Bebidas é a maior produtora de cachaça do mundo e proprietária do ícone nacional, a Cachaça 51, além de 51 Ice, entre outros produtos. Fundada em 1959, na cidade de Pirassununga, interior de São Paulo, conta com uma das maiores e mais avançadas destilarias unitárias de cachaça do mundo e pode ser comparada com as grandes companhias internacionais, em função de seus altos padrões de produção, tecnologia e controle de qualidade. A Müller é, ainda, a única a possuir certificados de padrão internacional de gestão da qualidade e gestão da área ambiental. Além disso, seu principal produto, a cachaça 51, eternizada com o slogan “uma boa ideia”, é a única do segmento de destilados com a outorga de MARCA DE ALTO RENOME, reconhecida pelo INPI.

Virada do Samba

Projeto viabilizado pelo ProAC-ICMS

Patrocínio: 51

Realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

SERVIÇO:

Virada do Samba

2 de dezembro

A partir das 19h

Transmissão gratuita nas páginas:

Facebook Muda Cultural

YouTube Muda Cultural

Facebook Samba em Rede

YouTube Samba em Rede

YouTube Fita Amarela

Facebook Repique de Mão

Facebook Raiz do Samba

Classificação: Livre

Patrocínio: 51

Realização: Muda Cultural

Categorias
Brasil Destaque Mulher

Governo lança operação para enfrentar violência contra a mulher

Por Agência Brasil

O governo lançou, hoje (18), a Operação Maria da Penha, com o objetivo de enfrentar a violência doméstica contra a mulher e aprimorar o sistema de proteção às vítimas.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, de 20 de agosto a 20 de setembro diferentes instituições no âmbito federal e estadual vão promover ações para qualificar o atendimento às vítimas, reforçar o cumprimento de medidas protetivas, além de conscientizar a população sobre a importância de denunciar as agressões.

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Maria da Penha conta com a participação do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos; das secretarias de Segurança Pública dos estados e Distrito Federal; do Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares do Brasil (CNCG); do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

“Essa é uma ação inédita que reúne diferentes atores de todo o país para aprimorar o sistema de proteção à mulher. A Operação Maria da Penha traz um olhar do estado no enfrentamento à violência doméstica de forma a trazer eficiência ao trabalho, prevenindo a ocorrência desse tipo de crime, encorajando as pessoas a denunciar e diminuindo o tempo de resposta e punição aos agressores”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, em nota.

A Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública fará integração entre os atores envolvidos e o acompanhamento dos indicadores da operação.

A Operação Maria da Penha conta com o envolvimento das polícias civis e militares dos 26 estados e do Distrito Federal.

De acordo com o ministério, uma das ações é a melhoria, a qualificação e a padronização do atendimento às vítimas via ligação para o telefone 190. O CNCG sugeriu às polícias militares a adoção de um protocolo de atendimento à ocorrência policial de violência doméstica e familiar contra a mulher, que conta com etapas e procedimentos específicos para as ocorrências.

Em outra frente, acrescenta o ministério, será intensificado o acompanhamento das medidas protetivas de urgência às mulheres assistidas pelos programas de prevenção à violência doméstica e familiar, como as chamadas Patrulhas Maria da Penha. O atendimento às mulheres vítimas de violência também será reforçado nas delegacias especializadas.

A Operação Maria da Penha também prevê a realização de uma força-tarefa para auxiliar oficiais de Justiça no cumprimento de notificações (e outras ações necessárias) de agressores, cujas vítimas estejam amparadas por medidas protetivas de urgência.

Por fim, ressalta o ministério, a operação permitirá a coleta de indicadores que servirão como diagnóstico e fomento à elaboração de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

 

Categorias
Fica a Dica Mulher Rio

Mulheres in Rio realiza evento sobre impacto feminino na sociedade

 

 

Com vagas limitadas, rodas de conversa serão realizadas na Cidade das Artes, na próxima sexta-feira (21/05), das 15h às 17h

Em parceria com o setor de Arte e Conhecimento da Cidade das Artes, a rede Mulheres in Rio realiza rodas de conversa com o tema “O Feminino Atemporal” na próxima sexta-feira (21/5), destacando nomes que trazem a força e o impacto da mulher na sociedade. O evento será realizado das 15h às 17h, na Sala de Leitura. Devido à necessidade de distanciamento social, as vagas são limitadas. As inscrições devem ser feitas pelo site .

Somos um hub de empreendedorismo e queremos mais mulheres liderando negócios inovadores e sustentáveis. Com esse evento queremos inspirar mulheres de todas as idades a serem protagonistas de suas vidas, hoje e sempre. Falaremos da empreendedora de hoje, que se desenvolve através de uma rede de apoio e parcerias – destaca a engenheira e mentora de negócios Márcia Thimóteo, uma das fundadoras da rede Mulheres in Rio.

 

Márcia Thimoteo (à esquerda) e Veronique Sales são as fundadoras da rede Mulheres in Rio. Crédito: Reprodução

Entre os temas abordados está o papel da mulher “ageless” que, independentemente da idade, busca espaço para continuar atuando e contribuindo com um futuro inclusivo. A presença feminina na ciência e na tecnologia também terá espaço na mesa “Mulher do Futuro”. Já os debates sobre a condição da mulher que é mãe e empreendedora, e busca reforçar sua marca pessoal e a visibilidade de produtos e serviços que oferece ao mercado vão acontecer na mesa intitulada “Empreendedora do agora”.

Para Veronique Sales, também idealizadora e fundadora da rede Mulheres in Rio, “os principais objetivos do evento são promover a cultura empreendedora, compartilhar conhecimento e fortalecer a comunidade de mulheres, oferecendo ainda a oportunidade de networking.”

Serviço:

O FEMININO ATEMPORAL

Data: 21 de Maio de 2021

Horário: 15h às 17h

Local: Cidade das Artes – Sala de Leitura – Avenida das Américas, 5.300, Barra da Tijuca

Ingresso Solidário: lata de leite em pó ou kit higiene feminino (sabonete, absorvente e creme dental) para doação das comunidades Quilombo do Camorim e Mulheres de Pedra.

Programação:

“Mulher do futuro” – Márcia Monteiro, Lindália Sofia, Veronique Sales e Márcia Thimóteo.

“Empreendedoras do Agora” – Renata Freire, Fátima Fernandes, Fábia de Carvalho e Karla Fassini.

Inscrições: https://mulheresinrio.com.br/inscricao-em-eventos/ (Vagas limitadas)

Categorias
Cinema Mulher Notícias do Jornal TV & Famosos

Gal Gadot revela que Joss Whedon, diretor de Liga da Justiça, ameaçou sua carreira

*Por Fabiana Santoro

Não é a primeira vez que Gal Gadot comenta sobre o comportamento abusivo de Joss Whedon, diretor de Liga da Justiça, nos bastidores da produção. Desta vez, a atriz que interpreta a aclamada Mulher Maravilha, deu mais detalhes sobre sua experiência pessoal contra o diretor. De acordo com a atriz, Joss Whedon teria ameaçado sua carreira.

Confira o trecho da de Gadot para o jornal israelense N1. [via Deadline]:

“Ele meio que ameaçou minha carreira e disse que se eu fizesse algo ele faria minha carreira miserável, e eu só lidei com isso”.  

Os motivos da briga envolvem falas e comportamentos da personagem Mulher Maravilha, em que a atriz Gal Gadot não concordava com o jeito que a super-heroína seria retratada em Liga da Justiça. Segundo uma testemunha da produção, Joss Whedon se pronunciou nos bastidores sobre estar cansado de lidar com os questionamentos de Gadot. “Ele disse que era o roteirista e que ela calaria a boca e falaria as falas, porque ele poderia fazer ela parecer incrivelmente burra no filme”. 

Categorias
Cultura Eventos Mulher Música Sociedade

Ganhadora do Grammy, H.E.R lança campanha em combate a Pandemia

*Por Fabiana Santoro

Atual ganhadora do Grammy, H.E.R se juntou ao Global Citizen – organização internacional de educação e defesa que trabalha para cessar a pobreza extrema – em uma campanha sem fins lucrativos que visa facilitar o acesso a vacina e tratamento da Covid-19. O projeto World Recovery Plan também arrecada fundos para cuidados com meio ambiente, educação e alimentação mundial.

World Recovery Plan. (Foto: Divulgação)

Em abril de 2020, a cantora disponibilizou seu Instagram e criou uma sessão de live´s semanais, intituladas “Girls With Guitars”. Durante a performance, H.E.R se juntou a sua vasta e renomada coleção de guitarras cantando musicas autorais e atendendo pedidos de covers de seus fãs. A ativista também convidou guitarristas mulheres entre elas, Tori Kelly, Lianne La Havas, Kiana Ledé, Chloe x Halle, para se envolver em debates sobre musica e vida. O objetivo das séries era arrecadar dinheiro para famílias de baixa renda no combate a pandemia, nos Estados Unidos. A cada apresentação um patrocinador diferente fazia doações e sorteios.

Abaixo alguns sorteios e doações que foram feitos durante o GWG:

  • Guitarras da coleção da H.E.R. com a Fender para 5 fãs.
  • Curso gratuito de instrumentos de corda para 1 milhão de pessoas durante 3 meses.
  • 5 Mil máscaras para hospitais dos Estados Unidos.
  • 30 MIL dólares para ajudar no combate à pandemia (mil dólares por visualizações na live do dia).
  • Insumos para os médicos que estavam na linha de frente.
  • Vale compras em algumas lojas e brindes personalizados pela H.E.R.

Durante cada live também era disponibilizado um link onde as pessoas poderiam doar dinheiro para ajudar famílias carentes com alimentos, máscaras e álcool em gel.

H.E.R no Grammy 2021. (Foto: Divulgação)

H.E.R se destacou atualmente sendo a primeira mulher negra em mais de uma década a ganhar a estatueta de “Música do ano” no Grammy, uma das categorias mais importantes da premiação. O título da música ganhadora remete as últimas palavras de George Floyd e Eric Garner, dois homens negros e mortos pela brutalidade policial nos Estados Unidos.

Na época de lançamento, a cantora relatou o quanto foi difícil escrever a música: “Essa letra foi muito difícil de escrever, pois veio de uma conversa sobre o que está acontecendo no momento e sobre a mudança que precisamos ver”. Em seu discurso no Grammy, ela agradeceu por poder utilizar sua voz para provocar transformações, e explicou como a musica é poderosa quando se trata de mudança e cura.

*Com supervisão de Alan Alves

Categorias
Brasil Fica a Dica Mulher

Mara Luquet media série que destaca inclusão das mulheres no mercado financeiro

Com apresentação da jornalista e escritora, a série de 3 episódios do podcast “Papo Na Nuvem” traz convidadas dos setores de tech e finanças para debater o papel da mulher no setor e soluções financeiras focadas no público feminino
Para celebrar o mês da mulher, a Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros, convidou a jornalista Mara Luquet, fundadora do canal MyNews, apontado pelo Google como benchmark de jornalismo na plataforma, para mediar uma série de três episódios de seu podcast, o “Papo na Nuvem”. No especial denominado “Mulheres”, a jornalista recebe convidadas dos setores de tecnologia e serviços financeiros, para debater o papel das profissionais nestes segmentos e destacar soluções financeiras criadas para atender demandas do público feminino. O primeiro episódio já está no ar e os demais serão publicados nesta semana, até 12 de março, nas principais plataformas de áudio e em vídeo no canal da Zoop no Youtube .

Em cada episódio, Luquet recebe duas profissionais com destaque por suas atuações no mercado financeiro, abordando o papel da mulher neste mercado e destacando soluções financeiras focadas no público feminino. As participantes são Aline Fróes, cofundadora do Vai na Web; Ana Leoni, superintendente de Educação Financeira na ANBIMA; Carolina Cavenaghi, cofundadora do Fin4She; Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black; Lorena Louisy, CEO do TPM Bank; e Mellissa Penteado, CEO do Bancoin.

Fonte: Reprodução

Mara Luquet ressalta a importância do debate sobre o espaço para as mulheres que atuam no mercado financeiro, historicamente dominado, setor ainda predominantemente masculino. “Isso não é só uma questão no Brasil, o mercado financeiro é um mercado muito masculino. Há muitos homens em postos chaves, e mesmo no Brasil ainda vemos poucas mulheres como gestoras – há mais do que já teve no passado, quando eu comecei a cobrir nesse mercado era bem menos, está avançando. E vemos isso no mundo inteiro”.

A proposta da série é destacar o protagonismo das mulheres na transformação e democratização do setor de serviços financeiros, que vem crescendo no Brasil nos últimos anos. “O objetivo desta campanha é reunir profissionais bem sucedidas e empreendedoras para debater a inserção profissional da mulher no mercado financeiro, bem como destacar novas soluções financeiras pensadas para atender demandas específicas do público feminino”, afirma Patrícia Esteves, VP de Marketing da Zoop.

O primeiro episódio reuniu as executivas Lorena Louisy, CEO do TPM Bank, e Mellissa Penteado, CEO do Bancoin, para apresentar serviços financeiros criados especificamente para mulheres. As convidadas comentam as oportunidades e desafios vistos ao tirarem do papel soluções e serviços de pagamento focados em atender demandas femininas. A conversa já pode ser ouvida nas principais plataformas de áudio, clique aqui.
Os dois outros episódios, com lançamento agendado para os dias 10 e 12 de março, abordarão outras perspectivas sobre a inclusão e participação das mulheres nos mercados de finanças e tecnologia. O segundo conteúdo, com a participação da Aline Fróes, cofundadora do Vai na Web, e da Fernanda Ribeiro, cofundadora da Conta Black, trará para o centro da discussão a inclusão de desbancarizados para serviços financeiros, grupo do qual ainda fazem parte uma grande quantidade de mulheres.

O último episódio será focado em carreira no mercado financeiro, ao reunir duas mulheres que diariamente trabalham para quebrar as barreiras do setor e atrair outras profissionais para o segmento: Ana Leoni, superintendente de Educação Financeira na ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), e Carolina Cavenaghi, cofundadora do Fin4She, iniciativa que promove a inclusão de mais mulheres no mercado de trabalho da área. As duas especialistas contaram sobre suas trajetórias e detalharam como as iniciativas lideradas por elas estão apresentando o mercado para as mulheres mais jovens e despertando o interesse delas em ocuparem esses espaços.
Categorias
Destaque Mulher Rio

Condutoras de trens do MetrôRio homenageiam passageiras no Dia da Mulher

 

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as condutoras do MetrôRio se unem para homenagear as passageiras e reforçar a mensagem de que “lugar de mulher é onde ela quiser”. Entre 11h e 14h, as 22 profissionais da concessionária, responsáveis por levar milhares de pessoas aos seus destinos diariamente, vão assumir a direção e os avisos sonoros dos trens para compartilhar suas experiências e lembrar a importância da data na luta feminina pela igualdade de direitos.

Há quase 20 anos no MetrôRio, Sandra Regina da Lessa Rodrigues é uma das mulheres à frente da condução dos trens da concessionária. Ela afirma que a função é desafiadora e vai muito além de só pilotar as composições dentro das cabines. “Somos preparadas e treinadas também para solucionar os problemas que surgem, seja de intervenção na via, nas zonas de manobra ou algumas falhas da composição. Quando é preciso, a gente desce na via férrea e coloca a mão na massa para ajustar os equipamentos, por exemplo. É um trabalho pesado e que tem que ser feito com cautela, pois exige concentração, por conta dos trilhos energizados, e força para movimentar os aparelhos”, explica ela.

Sandra conta que começou a trabalhar na empresa como operadora de caixa, mas logo despertou interesse pela função de condutora. “Eu sempre via os condutores homens. Na época, eram pouquíssimas mulheres. Tive curiosidade de saber como era a profissão e me apaixonei. Foi um desafio, mas quanto mais as pessoas criticavam, mais eu ficava interessada pela função. Nós mulheres temos capacidade física e intelectual para exercer não só esse, mas qualquer tipo de trabalho. Basta valorizarmos o nosso potencial”, garante a profissional.

A questão de gênero é um tema prioritário para a empresa. No ano passado, o MetrôRio implantou um programa de mentoria exclusivo para as colaboradoras, a fim de incentivá-las no desenvolvimento profissional. O presidente e os diretores da concessionária são os responsáveis em dar as orientações e conduzir o processo para impulsionar a carreira na empresa. Além disso, o Núcleo de Diversidade do MetrôRio, com auxílio da ONU Mulheres, fez um diagnóstico da situação das funcionárias na concessionária. O objetivo é traçar planos estratégicos, para aumentar a participação delas em cargos de liderança, bem como adotar iniciativas que facilitem a rotina no ambiente de trabalho, principalmente durante a pandemia.

 

Categorias
Brasil Destaque Mulher Rio

Mais de 250 mulheres foram vítimas de violência por dia durante a pandemia

 

Desde a edição do primeiro decreto para combater a propagação do coronavírus no estado do Rio de Janeiro, em 13 de março de 2020, até o dia 31 de dezembro, mais de 73 mil mulheres foram vítimas de algum tipo de violência no Rio de Janeiro. Isso significa que cerca de 251 mulheres foram vitimadas em cada um dos 293 dias em que o estado teve algum nível de isolamento social em 2020. Esses dados fazem parte de um levantamento inédito feito pelo Núcleo de Estudos ISPMulher, do Instituto de Segurança Pública.

O número de casos, no entanto, é 27% menor que o registrado no mesmo período de 2019 (102.344 vítimas) , o que pode indicar uma subnotificação por causa das restrições implementadas durante a pandemia. Para termos de comparação, em janeiro deste ano, o número de mulheres vítimas chegou a 12.924, mais próximo do patamar do mesmo mês de 2020 (10.878) .

Em maio de 2020, um dos meses com maior taxa de isolamento social, as delegacias da Secretaria de Estado de Polícia Civil só registraram 4.903 casos de violência contra a mulher, uma queda de mais de 50% se comparado com janeiro do mesmo ano.

A residência, sinônimo de proteção para muitos principalmente na pandemia, não foi um local seguro para essas mulheres. No período de isolamento em 2020, mais de 61% delas sofreram violência justamente dentro de casa. É importante destacar que, no período completo de isolamento, houve aumento do percentual de ocorrências de crimes mais graves em residência. Para Violência Física, o percentual aumentou de 60,1% em 2019 para 64,1% em 2020. Para Violência Sexual, uma variação ainda maior: de 57,7% em 2019 para 65,6% em 2020.

Violência física aumentou de 60,1% em 2019 para 64,1% em 2020 (Foto: Reprodução TV)

Em mais de metade dos casos, os parceiros ou ex-parceiros foram os autores dos atentados. Se restringirmos a análise aos crimes registrados sob a Lei Maria da Penha, que engloba os tipos de violência que acontecem no âmbito doméstico e familiar, 80,7% das mulheres foram vitimadas por parceiros ou ex-parceiros.

Na lista das localidades com maior número de casos estão: Cidade de Deus (32ª DP), na Zona Oeste do Rio; Austin, em Nova Iguaçu (58ª DP) e Campo Grande (35ª DP), também na Zona Oeste da capital fluminense. O ranking não mudou muito se comparado com o de 2019. A Cidade de Deus, Austin e o Centro de Duque de Caxias (59ª DP) foram os que registraram mais crimes contra mulheres naquele ano.

Feminicídio 

Sessenta e cinco mulheres foram mortas entre 13 de março e 31 de dezembro de 2020 pelo simples fato de serem mulheres, o chamado feminicídio. Na cidade do Rio de Janeiro, Campo Grande ocupa, ao lado do bairro Caonze, em Nova Iguaçu, o primeiro lugar no ranking estadual com maior número de casos de feminicídio. Cada um registrou quatro vítimas ao longo dos dez meses analisados.

Os registros de feminicídio, porém, foram menores que em 2019, quando 73 mulheres foram mortas. No primeiro mês de 2021, nove mulheres foram mortas – o maior número de vítimas para o mês desde o início da série histórica, em 2016.

Desde o início do isolamento social, as analistas do ISP acompanharam de perto a situação das mulheres com o Monitor da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher no Período de Isolamento Social.

A diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz: “precisamos acolher essas mulheres” (Foto Reprodução TV)

“Nossas analistas perceberam que a redução no número de mulheres vítimas pode estar muito mais relacionada à uma subnotificação. Tivemos uma queda importante no número de registros de ocorrências na Polícia Civil na comparação com 2019. No caso do Disque-Denúncia, por exemplo, houve queda de mais de 20% nas ligações sobre violência contra a mulher. Acreditamos que essas mulheres, muitas vezes, por estarem confinadas no mesmo ambiente dos agressores, não puderam procurar os órgãos que tradicionalmente as oferecem ajuda. Isso mostra o tamanho do desafio do Estado no enfrentamento a um tipo de violência que acontece intramuros e que, muitas vezes, é normalizada. Precisamos acolher essas mulheres e mostrar que elas não estão sozinhas. É muito importante que a nossa sociedade entenda a importância da denúncia desses crimes”,  afirmou a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz.

ISP Mulher: estudo e monitoramento

Com o intuito de subsidiar o Poder Executivo estadual com dados sobre a violência doméstica, que podem ser base de novas políticas públicas, o ISP criou, há um mês, o Núcleo de Estudos ISP Mulher. O grupo tem como função ainda o monitoramento do comportamento dos crimes de violência contra a mulher ao longo do tempo e a elaboração de estudos sobre o tema. Vale lembrar que o ISP foi o primeiro órgão estadual do país a publicar um trabalho sobre violência doméstica: o Dossiê Mulher, em 2006.

Foto: Pixabay

Categorias
Destaque Mulher

A vítima é a prioridade

Por Sabrina Campos

Neste último 07 de julho muito se comemorou. A Marinha do Brasil, por exemplo, comemorou 40 anos do ingresso das mulheres em suas fileiras, em 1980.

Enquanto estas mulheres até hoje se dedicam a salvar vidas, especialmente na pandemia do COVID-19, outras mulheres, porém, lutam para se manterem vivas e protegerem os filhos.

Com o aumento da violência doméstica durante o surto do coronavírus, em 07 de julho de 2020 nasceu um bom motivo para celebrar: a Lei 14.022, que cria medidas mais eficazes no combate à violência familiar.

A nova Lei facilita a proteção e defesa pelo Estado às vítimas de violência em desvantagem no isolamento e quarentena, quais são: mulheres, crianças e adolescentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

Ela se aplica em conjunto à Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), Lei 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), e o Decreto- Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal Brasileiro).

A partir de agora, é possível ir além do Boletim de Ocorrência feito online, mas também realizá-lo com um telefonema, e, conseguir medida protetiva de urgência para afastamento do agressor.

Além disto, o Poder Público realizará, o atendimento presencial para as situações de feminicídio, lesão corporal de natureza grave, lesão corporal dolosa de natureza gravíssima, lesão corporal seguida de morte, ameaça praticada com uso de arma de fogo, estupro, estupro de vulnerável, corrupção de menores, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Também se tornou prioritário, o exame de corpo de delito, que, poderá ser feito no local em que se encontrar a vítima, sem que esta precise se deslocar.

Visa tornar mais ágil o atendimento às vítimas, principalmente se há risco de morte e de prejuízo à integridade física. E, os casos atendidos pelos números 180 e 100, devem ser respondidos em até 48 (quarenta e oito) horas.

Resta obrigatório que os órgãos de segurança pública disponibilizem canais de comunicação que garantam interação simultânea, compartilhem de documentos para atendimento virtual, e, aguarda-se que o Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, e os demais órgãos do Poder Executivo façam o mesmo para resguardar a celeridade no atendimento.