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Itamaraty divulga países que flexibilizaram a entrada de brasileiros

Da Agência Brasil

Com a proliferação de casos de covid-19 no Brasil, muitos países fecharam fronteiras ou impuseram restrições à entrada de passageiros brasileiros. Nos últimos meses, o avanço da vacinação também gerou um movimento de flexibilização em algumas nações para os turistas brasileiros.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) disponibiliza informações sobre as limitações definidas por governo para viajantes do Brasil em seu site. O levantamento é feito a partir das atualizações repassadas pelas embaixadas.

Confira a seguir situações de alguns países, separados por continente, em relação à entrada de brasileiros.

África

Na África do Sul, os viajantes devem apresentar teste laboratorial para covid-19 RT-PCR até 72 horas antes, além de uma declaração eletrônica assinada.

Europa

A Alemanha classifica o Brasil como “zona de variante”. Quem esteve nos últimos dez dias em países nesse grupo devem apresentar teste negativo, independentemente se a pessoa já tenha se vacinado. Em geral é exigida uma quarentena de 14 dias, que pode ser flexibilizada no caso de vacinação de marcas reconhecidas pelo país.

A França demanda comprovação da conclusão do ciclo vacinal com imunizante autorizado pela autoridade europeia (Pfizer/Comirnaty, Moderna, AstraZeneca/Vaxzevria/Covishield, Janssen), além de uma declaração de que não tem sintomas da covid-19.

Américas

Na região, parte dos países fechou a fronteira com o Brasil, como a Bolívia e o Uruguai. O Equador exige exame PCR realizado pelo menos 72 horas antes da viagem.

No caso do Chile, é preciso fazer solicitação à embaixada. O turista que receber a autorização precisará cumprir quarentena de 10 dias em hotel de trânsito, ou em casa na hipótese de residente no país. A Colômbia não tem mais vedações à entrada de turistas nem exige exame negativo.

Para entrar nos Estados Unidos é necessário mostrar exame negativo para covid-19. No Canadá, está proibida em geral a entrada de passageiros para fins opcionais ou discricionários, com algumas exceções.

Ásia e Oceania

A China estabeleceu restrições e números de viagens internacionais e de locais onde os voos podem pousar, em cidades com capacidade de verificação sanitária dos passageiros. Só podem ingressar no país chineses e pessoas com visto válido após março de 2020. Quem estiver nessas situações ainda precisa obter um código de saúde a partir de determinadas exigências, como teste PCR 48 horas antes da viagem em laboratórios credenciados.

Para entrar na Coreia do Sul é preciso apresentar resultado negativo de teste PCR negativo até 72 horas antes do embarque. A Índia não está autorizando vistos. Para passageiros brasileiros, é preciso preencher um formulário com resultado negativo de exame PCR nas 72 horas antes do voo, além de realizar um novo exame na chegada.

Na Austrália, só podem entrar cidadãos do país, residentes permanentes, familiares de australianos ou residentes permanentes ou quem saiu da Nova Zelândia e ficou no país por pelo menos 14 dias.

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Diário do Rio Mundo Notícias do Jornal Silvina Rios | Passa Aqui nos EUA

EUA: Furacão Ida e incêndio deixam mortos e fazem moradores evacuarem casas

Do lado Leste, Furacão Ida deixa pelo menos 29 pessoas mortas em quatro estados americanos, e do lado Oeste grande incêndio queimando uma área de mais de 200.000 acres e forcando milhares de pessoas a evacuarem suas casas. Essa foi a semana aqui nos EUA.

Quando fui me deitar na quarta-feira, estava chovendo bastante, mas nem em meus mais terríveis pesadelos eu poderia imaginar que a cidade de Nova York estava sendo inundada devido a fortes chuvas e ao Furacão Ida. No decorrer da última quinta, recebi várias mensagens e ligações de amigos brasileiros e americanos perguntando pela minha segurança. Graças a Deus, eu estava segura no meu apartamento em Manhatam.

Todavia, Nova York amanheceu nesta última quinta-feira, com inúmeras inundações, Central Park e ruas alagadas e metro parado. Pela primeira vez, a cidade de Nova York declarou estado de calamidade devido à inundação repentina, pois em cerca de 1 hora o Central Park teve o maior nível de inundação dos últimos tempos.

Mais de 10 linhas de metrô da cidade foram, total ou parcialmente, suspensas, com outras passando por atrasos, de acordo com o site da Autoridade de Transporte Metropolitano de Nova York.

O terminal B do Aeroporto Internacional de Newark, no estado de Nova Jersey ficou submerso e pelo menos 370 voos foram cancelados.

Nova Jersey, estado vizinho de Nova York, teve quatro mortes e muita destruição. Na Filadélfia, dezenas de milhares de pessoas ficaram sem energia e uma das principais rodovias da cidade ficou submersa.

No Estado da Pensilvânia, carros flutuavam como barcos pelas ruas da cidade em meio a gigante inundação.

Por onde passou, o Furacão Ida deixou rastros de destruição, dúzias de mortos, milhares de desabrigados, casas e carros destruídos, cidades, bairros e ruas inteiras alagadas. A natureza parecia revoltada essa semana.

Já do outro lado do país, na costa oeste, o estado da Califórnia sofre para acabar com as grandes queimadas que vem acontecendo em Caldor, no condado de El Dorado. O incêndio atingiu cerca de 35.000 estruturas, queimou 200.000 acres e forçou dezenas de milhares de residentes da Califórnia a evacuarem suas casas.

O Presidente americano Joe Biden aprovou a declaração de desastre após conversar com o governador do estado californiano, Gavin Newsom.

De uma ponta a outra do país, os americanos vêm lutando bravamente para conter os danos causados pela mãe natureza, que não parece nada feliz ultimamente.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
srios@vivendonoseua.com.br
www.vivendonoseua.com.br

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Últimos soldados dos EUA deixam o Afeganistão após quase 20 anos

Da Agência Brasil

Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira (30) a conclusão da saída de suas forças do Afeganistão após uma caótica missão de retirada aérea, quase 20 anos depois da invasão do país em resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001.

Mais de 122 mil pessoas foram retiradas de Cabul desde 14 de agosto, um dia antes de o Talibã – que em 2001 abrigava o grupo militante Al Qaeda, que foi responsabilizado pelos ataques em Nova York e Washington – retomar o controle do país.

O principal diplomata dos EUA no Afeganistão, Ross Wilson, estava no último voo de um avião C-17 dos EUA, disse o general Frank McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA, em uma coletiva de imprensa do Pentágono.

A retirada aérea de emergência chegou ao fim antes do prazo de terça-feira (31) estabelecido pelo presidente dos EUA, Joe Biden, que herdou um acordo de retirada de tropas feito com o Talibã por seu antecessor Donald Trump e decidiu no início deste ano concluir a retirada.

Os Estados Unidos e seus aliados ocidentais lutaram para salvar cidadãos de seus próprios países, bem como tradutores, funcionários de embaixadas locais, ativistas de direitos civis, jornalistas e outros afegãos vulneráveis a represálias do Talibã.

As retiradas se tornaram ainda mais perigosas quando um ataque suicida reivindicado pelo Estado Islâmico – inimigo tanto do Ocidente quanto do Talibã – matou 13 militares norte-americanos e dezenas de afegãos que esperavam nos portões do aeroporto na quinta-feira (26) passada.

Biden, que tem enfrentado críticas intensas nos EUA e no exterior por causa de suas decisões sobre o Afeganistão, prometeu perseguir os responsáveis, após o sangrento ataque ao aeroporto de Cabul .

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Biden promete que EUA vão caçar autores de ataque em Cabul

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com a voz embargada de emoção, prometeu nesta semana que os EUA vão caçar os responsáveis pelas explosões ocorridas no aeroporto internacional , que resultou na morte de soldados americanos e civis. Até a sexta-feira (27), já tinham sido confirmadas mais de 90 mortes, incluindo 13 militares mortos, e mais de 150 feridos.

As explosões ocorreram perto do portão Abadia, onde a segurança é feita pelos EUA, e o ataque foi assumido pelo braço afegão do Estado Islâmico (EI-K), um grupo extremista rival do Talibã, na quinta-feira (26). As informações até o momento são que dois homens-bomba e homens armados atacaram afegãos que se aglomeravam no portão, na tentativa de sair do país, e também soldados americanos que faziam a triagem para os voos de evacuação.

Cerca de 12,5 mil pessoas foram evacuadas na quinta, elevando para 105 mil o número de retirados do Afeganistão desde o dia 14, segundo a Casa Branca.

Biden disse que pediu ao Pentágono que desenvolva planos de ataque aos militantes islâmicos responsáveis pela ação. Biden falou horas depois que as duas explosões aconteceram, no pior dia de baixas para as forças norte-americanas em uma década. “Não vamos perdoar, não vamos esquecer. Vamos caçá-los e fazê-los pagar”, disse Biden em declarações na Casa Branca.

Biden disse que os voos de retirada dos EUA no Afeganistão continuarão. Ele não deu qualquer indicação de mudança na meta de encerrar as retiradas até a próxima terça-feira (31). “Também ordenei aos meus comandantes que desenvolvam planos operacionais para atacar os meios, lideranças e instalações do ISIS-K (Estado Islâmico-Khorasan). Responderemos com força e precisão em nosso momento, no lugar que escolhermos e no momento de nossa escolha”, disse Biden.

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Entidades pedem alterações em projeto de lei de combate ao terrorismo

Da Agência Brasil

Entidades representantes das polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal e Federal pediram mudanças no projeto de Lei (PL) 1.595 de 2019 que trata de ações de combate ao terrorismo no Brasil. De acordo com os representantes das categorias, o texto restringe liberdades fundamentais e enquadra movimentos sociais, sindicatos e associações como terroristas.

O projeto cria uma Política Nacional Contraterrorista (PNC) e um Sistema Nacional Contraterrorista (SNC). Este último fica responsável por coordenar atividades de preparo e emprego de forças militares e policiais e de unidades de inteligência. Segundo o autor do projeto, major Victor Hugo (PSL-GO), o objetivo é instituir “uma série de ações e ferramentas concretas de prevenção e combate ao terrorismo”.

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados para debater o projeto, o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) Edvandir Paiva afirmou que a proposta está “muito aberta”, podendo ser usada politicamente e até de maneira autoritária.

“Ali [no projeto] pode ser interpretado como terrorismo muitas situações, de maneira que pode ser utilizado politicamente pelo governo da vez”, disse. “Quando vamos falar de crimes precisamos que o tipo penal seja o mais exato possível. Ele não pode estar aberto sob pena não somente de colocar em risco as garantias individuais da sociedade em si, como de colocar o operador do direito em risco como o de abuso de autoridade.”, afirmou

Paiva disse ainda que a criação de um autoridade central para tratar das ações de contraterrorismo pode fazer que com determinados órgãos extrapolem suas funções e acabem atuando nas atribuições de outros, o que contrária a legislação a atrapalha o combate ao terrorismo. Para o delegado, em vez de uma autoridade central, deve ser criado uma espécie de conselho com a participação de representantes de vários órgãos.

“O texto abre muito a possibilidade de algo que é muito negativo e que já ocorreu outras vezes – ter uma autoridade central sob um determinado assunto que envolve a atuação de vários setores, agências, órgãos, e aí se dá muito poder a essa autoridade e ela passa a trabalhar paralelamente aos demais órgãos, traz para si as competências dos demais órgãos e na verdade cria um novo órgão para atuar na seara”, disse.

Além disso, o texto prevê a aplicação de mecanismos também para “prevenir e reprimir a execução de ato que, embora não tipificado como crime de terrorismo”, seja considerado “perigoso para a vida humana ou potencialmente destrutivo em relação a alguma infraestrutura crítica, serviço público essencial ou recurso-chave”.

Para o presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF), Marcelo de Azevedo, o projeto pode dar maior segurança jurídica para a atuação das forças de segurança e do poder público, mas o texto é bastante genérico na definição do enquadramento das situações consideradas como terrorismo.

“Sabemos que nosso país não tem um histórico grande nessa área [terrorismo], mas o Estado, como um todo, tem que estar preparado para fazer frente as ameaças que possam ser perpetradas contra as pessoa”, disse.

Segundo Azevedo, esses conceitos têm que ser melhor definidos para não dar margem para diferentes interpretações que possam causar prejuízo para as forças de segurança e a sociedade

“Essas definições precisam ser melhor elaboradas para que não possam enquadrar movimentos legítimos como movimentos sociais, movimentos de trabalhadores em busca de melhores condições de trabalho, e muitas ações legítimas de defesa de direitos possam como situações análogas ao terrorismo”, apontou.

As críticas foram encampadas pelo presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), André Gutierrez, que disse que a proposta precisa de ajustes.

“Ele [o projeto] precisa de muitos ajustes. Da maneira como está propicia o autoritarismo de alguém que possa vir a chefiar o nosso Brasil. Ela expande o conceito de terrorismo de modo que criminaliza inclusive os defensores de direitos humanos, os movimentos sociais, as associações, os sindicatos, restringe as liberdades fundamentais. Se essa lei estivesse em vigor hoje eu estaria sendo taxado de terrorista, disse o policial.

O presidente da Associação dos Servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Asbin) Edson Lima disse que o projeto pode ser uma oportunidade para aprofundar o debate estratégico, tático e operacional das forças de segurança e para capacitação das mesmas “no enfrentamento de crises”.

A proposta, que tramita em uma comissão especial, não altera a Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016), mas mexe em dispositivos como o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001), que estabelece normas de ordem pública e interesse social e a e a Lei de Proteção a Vítimas e a Testemunhas (Lei 9.807/1999).

“A primeira critica minha é que já temos a lei de combate ao terrorismo, então não devemos criar uma nova lei. Isso afronta a técnica legislativa”, apontou o coronel Elias Miler, representante da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme).

Para Miler, a comissão já tem uma percepção do que os agentes de segurança pensam sobre o projeto. O militar defende que o colegiado deve ouvir também os segmentos críticos ao projeto. “É bom ouvir as outras partes, setores que até se opõem ao projeto. Faz parte do processo democrático e até para nos levar a uma reflexão. Quando ouvimos pessoas que são radicalmente contra o projeto a gente pode chegar a um equilíbrio, a um denominador comum”, afirmou.

Ao final da audiência, os representantes das forças de segurança pediram ao relator, deputado Sanderson (PSL-RS) que promova alterações na proposta. “É muito importante termos as sugestões apresentadas e, com base nisso, aprimorarmos o projeto, melhorarmos a sua redação e retirarmos impropriedades, textos ou palavras que estão mal colocadas. Essas sugestões com toda a certeza farão parte do nosso relatório”, disse.

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Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones, morre aos 80 anos

Da Agência Brasil

Charlie Watts, o baterista dos Rolling Stones, faleceu em um hospital de Londres cercado pela família, aos 80 anos, informou seu porta-voz nesta terça-feira (24).

“É com uma tristeza imensa que anunciamos a morte de nosso amado Charlie Watts. Ele faleceu pacificamente em um hospital de Londres, mais cedo, hoje, cercado pela família”, disse o porta-voz.

“Charlie foi um marido, pai e avô querido e também, como membro dos The Rolling Stones, um dos maiores bateristas de sua geração.”

Nascido na capital inglesa em 1941, Watts começou a tocar bateria nos clubes de rhythm and blues londrinos no início dos anos 1960. Ele concordou em unir forças com Brian Jones, Mick Jagger e Keith Richards em seu grupo iniciante, os Rolling Stones, em janeiro de 1963.

Os membros do The Rolling Stones Charlie Watts, Keith Richards e Mick Jagger, no Odeon Leicester Square, em Londres – Reuters/Suzanne Plunkett/Direitos reservados

Fazendo sucesso no Reino Unido e nos Estados Unidos no início com covers, a banda conquistou fama global com sucessos compostos por Jagger e Richards, como (I Can’t Get No) SatisfactionGet Off of My Cloud Paint It, Black e o álbum Aftermath.

Watts deixou os tumultos que definiram a banda nos anos 60 e 70 aos outros membros.

No palco, ele também ficava satisfeito de deixar a extravagância a cargo de Jagger e dos restantes, enquanto ancorava a apresentação com uma sensação de competência tranquila.

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Governo brasileiro avalia aumentar visto de refugiado para afegãos, diz Itamaraty

Da Redação com Agência Brasil

O Itamaraty informou à BBC News Brasil que o governo brasileiro avalia estender para afegãos o esquema de visto humanitário que atualmente existe para facilitar a entrada de sírios e haitianos no país. Desde que o Talebã assumiu o controle do Afeganistão, com a saída de tropas americanas do país, cenas de afegãos desesperados tentando fugir do país com alguns pendurados em aviões circularam pelo mundo.

Diante da iminente diáspora afegã, a Organização das Nações Unidas fez um apelo para que os países abram suas fronteiras e recebam os refugiados. No caso do Brasil, viabilizar um sistema de visto humanitário para afegãos pode ser um caminho para facilitar o acesso ao território brasileiro.

Diferentemente do visto de refúgio, que deve ser solicitado pelo estrangeiro quando ele já está em território brasileiro, o pedido de visto humanitário pode ser feito em consulados brasileiros no exterior, antes do embarque, e costuma ter tramitação rápida.

Assim, a pessoa já chega ao Brasil com autorização de residência e direito de trabalhar podendo usufruir dos sistemas de saúde e educação, sem ter que esperar a tramitação do processo de refúgio.

Além disso, a concessão costuma ser mais célere, pelo reconhecimento prévio da existência de crise, violência ou violação de direitos humanos no país de origem do estrangeiro.

Se realmente optar pela concessão de visto humanitário para os afegãos, o Brasil terá que estruturar seus consulados nos países vizinhos ao Afeganistão para processar os pedidos. O principal ponto de acesso é a embaixada do Brasil em Islamabad, capital do Paquistão.

No caso de cidadãos sírios, eles atualmente podem pedir o visto humanitário nos consulados de Beirute (Líbano), Amã (Jordânia), no Cairo (Egito), Istambul ou Ancara (Turquia).

Os haitianos, que também têm acesso a um procedimento especial de visto humanitário no Brasil, podem fazer o pedido na embaixada do Brasil em Porto Príncipe.

Ainda não se sabe quais os critérios que poderão ser aplicados para os cidadãos afegãos.

“No momento, o Itamaraty avalia, em coordenação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a possibilidade de concessão de vistos humanitários para afegãos em termos semelhantes aos concedidos a haitianos e sírios”, disse o Ministério de Relações Exteriores por email à BBC Brasil.

O porta-voz da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) Luiz Fernando Godinho explica que o pedido de refúgio é analisado individualmente, caso a caso, no Brasil.

Por isso, o processo pode demorar. Mas mecanismos na lei brasileira, que podem ser usados por decisão do governo, permitem acelerar a entrada de estrangeiros vulneráveis.

“No caso do pedido de refúgio, cada caso é analisado separadamente. A pessoa conta sua história, fornece documentos, o Brasil consulta a Acnur sobre a situação do país e avalia se, realmente, a pessoa está em situação de risco. Mas há mecanismos na lei para facilitar esse acesso, como ocorre para haitianos, sírios e veneuzelanos”, disse à BBC News Brasil.

 

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Governador de Nova York abandona cargo após denúncias de assédio sexual

Essa semana não poderíamos deixar de falar sobre o grande acontecimento que abalou o cenário político do estado de Nova York. O Governador Andrew Cuomo abandonou o cargo após abertura de inquérito devido a acusações de assédio sexual.

O agora ex-Governador novayorkino é acusado de assédio sexual e conduta imprópria por 11 mulheres, segundo investigação do escritório da procuradora-geral do estado, Letitia James. Após a sua renúncia na última terça-feira, a vice-governadora Kathy Hochul em uma transição que vai durar cerca de 14 dias, passa a assumir o cargo e entra para a história política do estado pois será a primeira mulher a governar Nova York.

O ex-governador Cuomo fez um pronunciamento ao vivo onde negou qualquer intenção sexual nas suas condutas, mas assumiu “toda a responsabilidade”.

Andrew Cuomo teve grande destaque durante a pandemia com uma gestão forte em combate ao vírus no Estado de Nova York. Entretanto,  as investigações de assédio que começaram em Março deste ano e a grande pressão política de seus aliados democratas, inclusive do próprio presidente Biden, não deixaram outra alternativa para o político se não renunciar.

Ao todo são 11 mulheres, ex-funcionárias do governo, que fizeram as denúncias de assédio e conduta imprópria do ex-Governador. Essa é uma questão muito séria nos EUA e aqui os políticos não tem perdão mesmo.

Silvina Rios
Advogada brasileira, especialista em imigração para os EUA
srios@vivendonoseua.com.br
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ONU diz que relatório sobre clima dos últimos 7 anos é “alerta vermelho”

Da Agência Brasil

O relatório sobre o clima, publicado nesta semana pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), é um “alerta vermelho” que deve fazer soar os alarmes sobre as energias fósseis que “destroem o planeta”. A afirmação foi feita pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

O relatório mostra uma avaliação científica dos últimos sete anos e “deve significar o fim do uso do carvão e dos combustíveis fósseis, antes que destruam o planeta”, segundo avaliação de Guterres, em comunicado.

O secretário pede que nenhuma central de carvão seja construída depois de 2021. “Os países também devem acabar com novas explorações e produção de combustíveis fósseis, transferindo os recursos desses combustíveis para a energia renovável”, acrescentou Guterres.

O relatório estima que o limiar do aquecimento global (de + 1,5° centígrado), em comparação com o da era pré-industrial, vai ser atingido em 2030, dez anos antes do que tinha sido projetado anteriormente, “ameaçando a humanidade com novos desastres sem precedentes”.

“Trata-se de um alerta vermelho para a humanidade”, disse António Guterres. “Os alarmes são ensurdecedores: as emissões de gases de efeito estufa provocadas por combustíveis fósseis e o desmatamento estão sufocando o nosso planeta”, disse o secretário.

No mesmo documento, ele pede igualmente aos dirigentes mundiais, que se vão reunir na Conferência do Clima (COP26) em Glasgow, na Escócia, no próximo mês de novembro, que alcancem “sucessos” na redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Se unirmos forças agora, podemos evitar a catástrofe climática. Mas, como o relatório de hoje indica claramente, não há tempo e não há lugar para desculpas”, apelou Guterres.

Relatório

De acordo com o documento do IPCC, a temperatura global subirá 2,7 graus em 2100, se se mantiver o atual ritmo de emissões de gases de efeito estufa. No novo relatório, que saiu com atraso de meses devido à pandemia de covid-19, o painel considera vários cenários, dependendo do nível de emissões que se alcance.

Manter a atual situação, em que a temperatura global é, em média, 1,1 grau mais alta que no período pré-industrial (1850-1900), não seria suficiente: os cientistas preveem que, dessa forma, se alcançaria um aumento de 1,5 grau em 2040, de 2 graus em 2060 e de 2,7 em 2100.

Esse aumento, que acarretaria mais acontecimentos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor, está longe do objetivo de reduzir para menos de 2 graus, fixado no Acordo de Paris, tratado no âmbito das nações, que fixa a redução de emissão de gases de efeito estufa a partir de 2020, impondo como limite de subida 1,5 grau centígrado.

O estudo da principal organização que estuda as alterações climáticas, elaborado por 234 autores de 66 países, foi o primeiro a ser revisto e aprovado por videoconferência.

Os peritos reconhecem que a redução de emissões não terá efeitos visíveis na temperatura global até que se passem duas décadas, ainda que os benefícios para a contaminação atmosférica possam ser notados em poucos anos.

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Idosos no Chile começam a tomar terceira dose da CoronaVac

Da Agência Brasil

O Chile começou, nessa quarta-feira (11), a administrar vacinas de reforço contra a covid-19 àqueles já imunizados com a CoronaVac, em uma tentativa de garantir o sucesso de uma das campanhas de vacinação em massa mais rápidas do mundo.

O país sul-americano está oferecendo uma dose da AstraZeneca para cidadãos com 86 anos ou mais que tomaram as primeiras vacinas antes de 31 de março.

Filas de cidadãos idosos, ansiosos para a aplicação das vacinas, começaram a se formar nos centros de imunização de bairros da capital, Santiago, em uma fria manhã de inverno.

“Eles chegaram muito cedo, como em um dia de eleição, muito bem vestidos, muito felizes”, disse Rodolfo Carter, prefeito da comuna de La Florida, nos arredores da cidade. “Acho que é um grande sinal de esperança.”

A forte campanha do Chile teve mais de 67% de sua população totalmente vacinada, predominantemente com a CoronaVac, da fabricante chinesa Sinovac. Mas as autoridades disseram, na semana passada, que estudos mostraram que uma dose de reforço era necessária para aumentar a imunidade.

“Estudos têm mostrado que em aproximadamente seis meses há uma diminuição (de anticorpos) e é por isso que decidimos dar essa dose de reforço”, disse o ministro da Saúde, Enrique Paris, a repórteres.

O Chile se junta aos Estados Unidos, à Alemanha, França e a Israel ao administrar as doses de reforço, apesar do apelo da Organização Mundial da Saúde para esperar até que mais pessoas no mundo possam receber a primeira dose.