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O Instagram e suas novidades

Não é novidade que umas das redes sociais mais utilizadas no mundo é o Instagram. E, depois de alguns escândalos envolvendo os Apps de Marc Zuckerberg, parece que teremos novidades animadoras em uma de nossas mídias queridinhas.

Visualização de likes – Desde 2019, rede social passou a ocultar quantidade de ‘likes’ nas postagens; somente o dono do perfil tinha acesso ao total. Agora, ver essa informação nos seus posts e nos de outras pessoas será opcional.

De acordo com a rede social, “uma parcela das pessoas poderá decidir qual a melhor opção” entre três disponíveis:

1. Não visualizar o número de curtidas em publicações de outras pessoas (que é a regra atual);

2. Desativar a contagem para suas próprias publicações;

3. Manter a experiência original, exibindo o número total de curtidas em ambos.

Instagram Lite – Versão mais leve do Instagram para Android chega ao Brasil nesta semana. O Instagram Lite, como é chamado, ocupa somente 2 MB na memória do smartphone e promete consumir menos internet. O app tradicional tem cerca de 30 MB ao ser baixado – ou 93% maior.

O Instagram apontou que 23% das pessoas na América do Sul se conectam na internet utilizando redes 2G, que são muito mais lentas do que a internet 4G.

Conteúdos sobre tratamentos sem comprovação científica – Facebook e Instagram terão novos alertas com selos em conteúdos sobre tratamentos sem comprovação científica. Os novos rótulos chegarão às redes sociais nas próximas semanas, utilizando como fonte a Organização Mundial da Saúde (OMS) com o seguinte comunicado: “Alguns tratamentos COVID-19 não aprovados podem causar danos graves”.

Usuários poderão solicitar remoção de conteúdos para Comitê de Supervisão – Usuários do Instagram poderão pedir ao conselho de supervisão independente da empresa a revisão de conteúdos deixados nas plataformas. Anteriormente, apenas o comitê podia fazer esse tipo de solicitação.

Estamos vendo o trabalho árduo dos administradores por uma comunidade mais inclusiva. Esperemos por novidades.

Aisha Raquel Ali
Webdesigner, assessoria em social media e marketing
aisha.raquel@jornaldr1.com.br

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Prefeitura do Rio prorroga restrições e determina abertura de atividades de forma gradativa

A Prefeitura do Rio prorrogou medidas restritivas até 9 de abril e determinou a reabertura de algumas atividades de forma gradativa até esta data. As novas determinações constam no Decreto Nº 48706, publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (02). A decisão foi anunciada na apresentação do 1º Boletim Epidemiológico da Covid-19, que apontou faixa de risco ainda muito alto na capital – a média móvel de casos segue em tendência de alta, assim como a média móvel dos óbitos. Desde o início da pandemia, já são 227.790 casos da doença e 20.687 óbitos na capital.

Na segunda (5), escolas, creches e outros estabelecimentos de ensino podem reabrir, assim como setores não essenciais da administração pública (8h às 17h). Já na sexta (9) será a vez da reabertura dos setores de comércios e serviços, como bares, lanchonetes, restaurantes e quiosques da orla, até 21h – após esse horário, só será permitido delivery e drive-thru.

Outros estabelecimentos e atividades comerciais também poderão funcionar a partir de sexta-feira em horários específicos. Clubes sociais e esportivos até 21h, com o acesso às áreas de lazer e recreação somente a partir das 11h. Atividades de entretenimento, como museus, cinemas, teatros, casas de festa, circos, recreação infantil, parques de diversões, pistas de patinação e visitações turísticas podem funcionar das 12h às 21h, assim como as demais atividades de prestação de serviços. Demais atividades comerciais, terão o horário de funcionamento das 10h às 18h. As atividades no interior de shopping e centros comerciais deverão funcionar observando as restrições de horário.

“Meu desejo é o de abrir a cidade inteira, bares, restaurantes e boates, ter praias cheias. Mas o que vale aqui não é meu desejo e, sim, preservar vidas. E, para preservar vidas, a gente precisa de dados científicos. As medidas restritivas, ao contrário do que apregoam alguns personagens, elas funcionam, têm resultado. Menos contato, menos transmissão”, disse o prefeito Eduardo Paes, durante a apresentação do boletim.

Proibições

Permanece suspenso o funcionamento de boates, danceterias, salões de dança e casas de espetáculo; atividades econômicas nas areias das praias, incluindo ambulantes; comércio exercido em feiras especiais, feiras de ambulantes, feiras de antiquários e feirartes. Também continuam vetadas a permanência de pessoas nas vias, áreas e praças das 23h às 5h, e nas areias das praias, em parques e cachoeiras, em qualquer horário; a prática de atividades físicas coletivas em praias e praças ou áreas particulares (permitida apenas a prática de atividades físicas individuais); a realização de eventos, festas, rodas de samba, em áreas públicas e particulares; feiras (exceto as de produtos alimentícios), exposições, congressos e seminários.

Seguem proibidos também a entrada de ônibus e demais veículos de fretamento no município, exceto para os que prestam serviços regulares para funcionários de empresas ou para hotéis; e o estacionamento de veículos automotores em toda a orla marítima, liberados apenas para moradores, idosos, pessoas com deficiência, hóspedes de hotéis e táxis. Não haverá fechamento das pistas de rolamento das avenidas Delfim Moreira, Vieira Souto e Atlântica e do Aterro do Flamengo para área de lazer.

Atividades essenciais

Já as atividades econômicas consideradas essenciais e que já estavam liberadas no decreto anterior, como mercados, farmácias, serviços ou lojas de assistência e produtos veterinários, bancos e lotéricas, entre outros, seguem liberadas nas condições e horários já praticados. Lembrando que todos os estabelecimentos devem respeitar as medidas de proteção à vida para a faixa de risco muito alto, estabelecidas na Resolução Conjunta SES/SMS nº 871.

 

 

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“cariocas não gostam de dias nublados”

A Cidade que para muitos é tida como maravilhosa, ao que tudo indica, ainda levará muito tempo para recuperar o prejuízo causado pelo atual governo do Estado.

No entanto, a população segue pacífica, aguardando a liberação para curtir uma boa praia, tomar um chopp na esquina e depois rolar aquele futebol.

Os bilhões de reais que saíram dos cofres públicos para construção e operação dos hospitais de campanha durante a pandemia, seguem por aí, na sessão de achados e perdidos do governo que resolve anarquizar com a cidade, meio a pandemia do novo coronavírus.

Difícil acreditar, que boa parte da população assiste tamanho escândalo e pacífica, caminha pelas saudosas ruas do subúrbio e do Leblon, como se tudo estivesse em pleno funcionamento.

A população parece hibernar diante da crise que só avança, levando os points tradicionais que marcaram a história da cidade, fechar as portas definitivamente.

O impeachment de Witzel, os euros, reais e libras de Edmar, somados a farra comandada pelo empresário Mário Peixoto, não conseguem acordar a turma que ainda passeia no calçadão cantarolando “que cariocas não gostam de dias nublados”, na canção “Cariocas”, de Adriana Calcanhoto.

Ate quando o carioca vai levar essa vida blasé, sem conscientização política, distraída numa era marcada pela história. Não estamos generalizando, mas nesse abundante período do “fique em casa”, o telhado caiu, ao que tudo indica, novas delações virão à tona e seguimos na expectativa da justiça continuar apurando e punindo.

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Nuvem de gafanhotos é um castigo do capitalismo

Editorial

Uma nuvem de gafanhotos, que devastou plantações no Paraguai e atualmente se concentra na Argentina, pode chegar a regiões agrícolas do Sul do Brasil. A nuvem tem cerca de um km² de área, podendo chegar a 40 milhões de insetos, conforme estimativas de especialistas. De acordo com o governo argentino, eles podem percorrer até 150 km por dia, dependendo da direção dos ventos.

Os insetos têm dizimado plantações de mandioca, milho e cana-de-açúcar nos dois países vizinhos, consumindo diariamente o equivalente ao que um rebanho de duas mil vacas ou 350 mil pessoas comeriam. Apesar da destruição nas plantações e áreas vegetais selvagens, as autoridades argentinas afirmam que os animais não transmitem doenças nem causam lesões aos humanos.

Em janeiro, agricultores do Quênia, Somália e Etiópia também enfrentaram a maior infestação de gafanhotos dos últimos 70 anos. Em maio, foi a vez da praga também atingir regiões na Índia. Segundo o professor Wagner Ribeiro, do Departamento de Geografia e do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP), a incidência em diversas partes indica que o fenômeno pode ter relação com a elevação das temperaturas em todo o planeta. Resumindo, seria uma consequência do aquecimento global.

Vivemos um momento de muita dor, sofrimento e mortes devido à pandemia da covid-19, onde a humanidade encontra-se encurralada por um inimigo invisível, porém altamente destruidor. Perplexos quanto a isso, não é difícil imaginar o motivo pelo qual muitos estejam buscando uma explicação religiosa para a atual nuvem de gafanhotos, como se fosse a bíblica Dez Pragas do Egito se repetindo. Assim, seria a mão de Deus a nos castigar novamente.

No entanto, a praga de gafanhotos de agora não é um ato divino, uma punição. Trata-se simplesmente de mais uma consequência do modo predador de exploração capitalista, que destrói o meio ambiente. Somos castigados sim, mas por um sistema econômico que privilegia o lucro em detrimento das esperanças de vida de um povo inteiro e da existência do próprio planeta.

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Democracia em crise?

O Brasil, país mundialmente conhecido pela sua genialidade e diversidade cultural, também é marcado por escândalos de corrupção, desigualdade e uma grande crise, capaz de colocar em risco, até a própria democracia.

Um regime político, em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do poder do voto, do debate e da manifestação.

No entanto, a pandemia do novo coronavírus só fez insuflar a crise anteriormente instalada no país. Além de escândalos de corrupção, homicídios e incompetência na gestão pública, atravessamos também uma forte crise política.

A falta de entendimento entre os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), novas disputas políticas visando interesse próprio camufladas dentro do sistema democrático, acabam destruindo ideais, projetos e a força de uma nação que ainda defendem as cores verde e amarelo da nação.

Hoje, o cenário de instabilidade política é grave e merece atenção. As manifestações contra isso ou aquilo, a falta de postura política de autoridades e a briga pela cadeira do poder, criam mais distanciamento e dificuldade na resolução das questões públicas de fato, agravadas pelos insultos de violência e manifestações contrapondo questões sérias de negligência, desrespeito e afronta.

A crise traz como ela uma forte recessão, que pode ser ainda mais longa, em meio a moeda fraca e um ambiente de inflação e taxas de juros mais altas. É importante que o governo garanta a sustentabilidade da dívida pública nos próximos anos, os gastos extras das contas provocadas pela pandemia.

Outro ponto que agrava a crise econômica a ser observado, são as acusações ao atual presidente, os acordos políticos no Congresso que favorecem interesses pessoais e tantos outros caprichos divulgados.

Na cidade do Rio de Janeiro, quem necessita também de respirador é o próprio Estado, que sufocado por tanta corrupção e incompetência administrativa, também não consegue sobreviver imune à pandemia.

2020 é ano de eleições municipais, seria um bom começo que a população entendesse mais sobre as questões políticas e talvez uma utopia que as respostas para tantas sequelas viessem através das urnas, no entanto, especificamente esse assunto, seria um capítulo à parte.

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Corrupção, uma velha doença que nos persegue

Editorial

Guarde bem esses nomes: André Corrêa (DEM), Marcos Abrahão (Avante), Luiz Martins (PDT), Chiquinho da Mangueira (PSC) e Marcus Vinicius Neskau (PTB). Todos eles são deputados estaduais do Rio de Janeiro e foram presos preventivamente em outubro de 2018 na Operação Furna da Onça, a mesma que investigou a corrupção entre parlamentares e empresas privadas, além do loteamento de cargos em órgãos públicos.

Segundo as investigações, o esquema teria movimentado R$ 54,5 milhões em propinas, entre 2011 e 2014, no segundo mandato do então governador Sérgio Cabral.

Os cinco deputados chegaram a ser empossados na prisão e os suplentes assumiram o cargo. Um ano depois, no dia 22 de outubro, a Assembleia Legislativa (Alerj) decidiu livrar os parlamentares da cadeia, depois que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia entendeu que era responsabilidade da casa legislativa soltar ou manter os políticos presos.

A denúncia da soltura dos deputados foi matéria de capa do Diário do Rio (veja reprodução), somando-se, como de costume, à imensa indignação popular.

A posse dos deputados, no entanto, estava suspensa por decisão do Tribunal de Justiça do Rio, mas recentemente foi derrubada pelo STF. Então a Alerj recebeu a ordem para que os parlamentares reassumissem os mandatos no dia 27 de maio. E, escandalosamente, eles retomaram os seus mandatos um dia depois.

Quem vive do suor honesto do trabalho, trabalho esse que se torna cada vez mais difícil em tempos de pandemia, e não goza das mordomias pagas com o dinheiro público, tem todos os motivos para lamentar mais esse triste e vergonhoso episódio no legislativo fluminense. O que estamos assistindo é outra vitória da impunidade de criminosos.

Enquanto nos preocupamos em como conter o novo coronavírus, temos também muito que aprender em como combater uma velha doença brasileira, tão enraizada em nossa sociedade: a corrupção!

 

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‘Invisíveis’ apenas para quem não queria vê-los

Editorial

Membros do governo se disseram surpresos. Os grandes meios de comunicação tiveram que exibi-los como se fossem um furo de reportagem. Nada mais cínico, seja por parte do Palácio do Planalto ou pela mídia comercial. Estamos falando daqueles que foram pejorativamente rotulados de ‘invisíveis’.

Diante da crise econômica, acirrada pela pandemia da covid-19, mais de 50 milhões de brasileiros buscaram o atendimento da Caixa Econômica para terem direito ao pagamento do auxílio emergencial. São jovens e idosos, homens e mulheres, desempregados e informais, todos no mesmo barco de um país onde o trabalho formal, com direitos assegurados, torna-se cada vez mais um artigo de luxo.

Considerada uma das maiores economias do mundo, a nossa caminha a passos largos para ser uma ‘república de camelôs’. E isso não se trata de desmerecer esses trabalhadores honestos, mas apenas para ressaltar o quanto é precário o ato de sustentar famílias daqueles que batalham para isso. Praticamente uma verdadeira ‘Odisseia de Ulisses’.

São milhões de brasileiros que constam nas pesquisas oficiais sobre desemprego, vivem em sua maioria nas periferias, que andam de trem e ônibus lotados todos os dias. São nossos amigos, parentes, vizinhos. Mas agora são taxados de ‘invisíveis’ justamente por quem não queria vê-los. Mas essa numerosa população está aí, mesmo que incomode muita gente, e vai continuar caso não haja uma verdadeira distribuição de renda.

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O nosso admirável ‘exército de Brancaleone’

Editorial

Para quem não sabe, ‘O Incrível Exército de Brancaleone’ foi um dos filmes mais marcantes dos anos 60. O longa-metragem italiano, dirigido por Mario Monicelli, nos traz um encontro de maltrapilhos e estropiados, reunidos para a reconquista de um feudo, na Idade Média. Desde então, a expressão “exército de Brancaleone” virou sinônimo de grupo improvisado e debilitado tentando alcançar algum objetivo. Inicialmente uma comédia, passou a ter conotação mais dramática.

Na atualidade, em que a humanidade luta pela vida diante do novo coronavírus, costuma-se dizer que os profissionais de saúde estão na linha de frente dessa guerra, atuando perigosamente no ‘front’. Infelizmente, o aumento do número de mortes e contaminações dos mesmos confirma isso.

Com unidades hospitalares lotadas de infectados, falta de material de proteção adequado e com o esgotamento físico, o profissional ainda precisa lidar com sua própria saúde mental, pois o estresse e a pressão de trabalhar com o risco de adoecer provocam severos problemas. Dessa forma, são sim o “exército de Brancaleone” da atual realidade, desprovidos inúmeras vezes de armas capazes para sua própria defesa.

Reconhecemos nesses profissionais a prestação de serviço admirável, pois no propósito de ajudar a salvar vidas estão na ponta da ameaça de perderem as suas. Apesar de todas as adversidades, eles seguem seu ofício, mesmo estando em grande vulnerabilidade. Mais que imprescindíveis, são também exemplos de dedicação e amor ao próximo, apesar de não serem valorizados por muitos governantes e empresários do setor.

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A intensa dança das cadeiras da vereança

Editorial do Diário do Rio

A princípio, os partidos são associações que representam convicções políticas e que organizam plano de governo de acordo com suas ideologias. Mas, salvo raríssimas exceções, no Brasil isso nunca se deu dessa forma. Açoitado pelo tradicional populismo, onde se acredita que existem indivíduos salvadores da pátria, os partidos são apenas uma necessidade legal para que o candidato possa concorrer à eleição.

Essa visão fútil foi elevada ao extremo recentemente na Câmera Municipal do Rio de Janeiro. No dia 4 de abril, data limite para que os vereadores pudessem mudar de partido sem perder seus mandatos, vimos uma configuração completamente distinta da que foi eleita em 2016. Alguns partidos sumiram, como o NOVO e PHS. Outro que quase desapareceu foi o MDB ─ dos dez eleitos, restou-lhe apenas um. Alguns cresceram, como o Democratas, que subiu de quatro para sete vereadores ─ agora a maior bancada ─, e o PSC, que pulou de dois para seis.

Dos 51 vereadores da Casa, 28 entraram nessa dança das cadeiras. Até Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, entrou nessa, deixando o PCS e indo parar no Republicanos do prefeito Marcello Crivella. Somente o PSOL e o PT não tiveram baixas ou adesões. Nos demais, o troca-troca foi intenso. Nesse troca-troca, inicialmente fica nítido a tentativa de reeleger Crivella e a busca de uma possível bancada forte na Câmara para um pretendido segundo mandato. Quanto ao sucesso dessa estratégia, só mesmo o tempo poderá dizer.

O que mais chama atenção, entretanto, é como os eleitos pelo povo tratam suas legendas: as usam e depois se livram delas tal qual uma peça de roupa. Afinal, não há necessidade de se ter fidelidade partidária já que os partidos são apenas legendas de aluguel. E a Câmara do Rio de Janeiro, que já foi apelidada de “Gaiola de Ouro” e “Gaiola das Loucas” no passado, segue em seu triste caminho de clientelismo. Fica então a pergunta: ainda é possível confiar nesse tipo de político? Cabe a você, caro eleitor, escolher melhor o seu candidato na hora de ir à urna!

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Vai passar, mas que a Humanidade aprenda a lição

Editorial

Bastou um microscópico ser vivo, o Covid-19 ─ que se alastra aos milhões pelos quatro cantos ─, para que a humanidade se colocasse de joelhos enquanto aguarda da comunidade médica uma cura para a doença. Cenários econômicos são derrubados um a um, inclusive os das grandes potências comerciais. Incertezas políticas surgem vertiginosamente e disputas mesquinhas perdem espaço. Até mesmo as fronteiras territoriais dos países, essas linhas imaginárias que separam homens e mulheres do planeta, são abolidas nos corações e mentes diante da pandemia. De fato, a dor uniu aquilo que jamais deveria ser apartado: a Humanidade.

O Diário do Rio se soma à esperança que a atual triste página da História vai passar. Acreditamos que conseguiremos, como raça humana, superar esse sofrimento. Mas, quando isso acontecer, vamos precisar de dedicação para reconstruir nossas vidas e, talvez o mais importante, nossa própria concepção sobre o que é viver. A enorme solidariedade que se revela nesse momento tão difícil é algo de valor incalculável, pois revela que conviver em sociedade é ajudarmos uns aos outros, dividindo o que se tem com quem não tem nada ou quase nada.

Vamos aproveitar os bons exemplos de agora, onde saltam aos olhos de muitos a multiplicação de boas ações, de altruísmo e do conforto emocional que isso nos traz. Mais que uma foto legal para ser postada nas redes sociais, essa solidariedade precisa ser uma prática comum no mundo pós-coronavírus.

Foi preciso um microscópico ser vivo para mostrar que desprezar o coletivo é algo por demais perigoso, inclusive para a sobrevivência de todos. Mas isso pode ser revertido, cada um saindo dessa crise como um ser humano melhor. Como já cantou Beto Guedes em ‘Sol de Primavera’, “a lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.