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Núcleo Piraquara no Parque Estadual da Pedra Branca é reinaugurado

O núcleo Piraquara do Parque Estadual da Pedra Branca, que fica na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, foi reinaugurado pelo governo do estado no último dia 5 de junho. Local propício para visitação de cariocas e turistas, o espaço é uma das maiores florestas urbanas do mundo. Fechada desde março do ano passado em virtude de uma forte chuva, a área de lazer passou por uma revitalização realizada pela Secretaria de Estado do Ambiente.

Os visitantes do núcleo Piraquara vão poder encontrar uma série de melhorias, segundo o governo: dois conjuntos de equipamentos para ginástica, novos brinquedos, banheiros masculino e feminino, uma quadra de vôlei com arquibancada, bancos, mesas para piquenique e uma praça de banho no Rio Piraquara. Além disso, os muros de pedra, guarda-corpos, grades e proteção foram trocados. Houve ainda drenagem da área urbanizada. Muitos moradores da região costumam fazer caminhadas ao ar livre pelo espaço e apreciar a cachoeira.

“Estamos entregando à população um equipamento que dá qualidade de vida às pessoas, dá dignidade, um local onde as crianças possam brincar de forma saudável. Falar de ambiente é falar de amor às próximas gerações”, disse o governador Cláudio Castro, que plantou a primeira muda do projeto ‘Florestas do Amanhã’.

Foto: Divulgação

Com a iniciativa, o estado informou que vai reflorestar um total 1,1 mil hectares de Mata Atlântica com o plantio de 2,5 milhões de mudas de espécies endêmicas do bioma. A meta é que o Rio de Janeiro seja o primeiro estado do Brasil a cumprir o Acordo de Paris, tratado mundial que tem o objetivo de reduzir o aquecimento global

Para o secretário do Ambiente, Thiago Pampolha, a revitalização do espaço de lazer ajuda a conservação e a conscientização dos frequentadores. “Ações como essa são emblemáticas, representam a retomada do estado para dias melhores. Precisamos despertar consciência, alimentar a educação ambiental nas crianças e nas escolas, que cada um de nós possa refletir sobre as gerações que queremos deixar”, afirmou.

Fauna e flora com grande diversidade

O Parque Estadual da Pedra Branca abrange 11 bairros da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro e é uma das unidades de conservação ambiental do Instituto Estado do Ambiente (Inea), com cerca de 12.500 hectares de extensão. Nela, é possível encontrar uma fauna que reúne, entre outros animais, onça parda, jaguatirica, preguiças, tamanduás, tatus, tucanos e cotias.

O presidente do Inea, Philipe Campello, destacou que o Governo do Rio é responsável pela conservação de quase um terço das áreas verdes no estado.

“Não tem como não associar a natureza à humanidade, à forma como vamos lidar com essa área daqui para o futuro em relação à qualidade de vida. Atualmente, o Estado do Rio tem 1,3 milhão de hectares de cobertura vegetal. Desses, 477 mil são áreas protegidas do governo do estado. É um prazer fazer parte da luta pela conservação ambiental”, afirmou.

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Planetário do Rio reabre ao público com exposição de meteoro de 2 toneladas e outras novidades

A Fundação Planetário do Rio reabriu as portas ao público no último dia 15 de maio com muitas novidades, sendo algumas que, literalmente, vieram do espaço. Pela primeira vez, o local receberá um acervo original: um conjunto de meteoritos, entre eles o segundo maior do país – o Santa Luzia – cedido pelo Museu Nacional.

É uma grande oportunidade para que cariocas e turistas que não conhecem ainda o espaço possa visitá-lo, respeitando, claro, todas os protocolos de segurança. Inaugurada em 19 de novembro de 1970, a Fundação Planetário se dedica a difundir Astronomia e ciências afins e oferecer cultura e lazer de qualidade à população carioca e aos demais visitantes. O espaço fica localizado na Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 – Gávea.

O Santa Luzia tem cerca de duas toneladas e caiu no estado de Goiás cerca de 100 anos atrás. O meteorito foi uma das peças que resistiram ao incêndio ocorrido no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no ano de 2018. “O novo xodó do Planetário poderá ser visitado gratuitamente todos os dias e será um motivo a mais para os nossos convidados viverem a experiência Planetário”, destacou o Presidente da Fundação Planetário do Rio, Gledson Machado. “É uma verdadeira oportunidade de o público tocar em um extraterrestre”, brincou.

Planetário reabriu ao público com muitas novidades. (Alexandre Macieira/Prefeitura do Rio)

Em sua reabertura, o Planetário inaugurou também outra atração para o público: a exposição “A Astronomia na Arte Rupestre em Minas Gerais”, com fotos de Gustavo Villa.

Há novidades ainda nas sessões de cúpula, grandes atrações do equipamento cultural. O público pode conferir exibições com a presença de um dos astrônomos da Fundação ao vivo, mediando a sessão “O Céu do Rio de Janeiro”. Além das sessões ao vivo, o Planetário exibe as sessões infantis “Uma Aventura no Planetário” e “Brincando Entre Estrelas”. Segundo a prefeitura, tudo está rigorosamente dentro dos protocolos sanitários recomendados para o enfrentamento à Covid-19.

Para conferir a programação do espaço, basta acessar o site da Fundação (planeta.rio). Na página, também é possível fazer uma visita virtual a espaço.

Funcionamento e protocolos

O parque funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h. Aos sábados, as visitações acontecem de 10h às 17h, e aos domingos de 13h30 às 17h. A entrada no parque é gratuita. Já as sessões funcionam aos sábados (de 10h às 12h e das 13h30 às 17h), domingos (das 13h30 às 17h). Os ingressos das sessões de cúpula (incluindo visita ao Museu) custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

Entre os protocolos adotados como forma de evitar a proliferação da Covid-19, o espaço adota a limitação do número de ingressos disponibilizados e a venda das entradas acontece somente pela internet. A utilização de máscara no espaço é obrigatória e todas as pessoas terão a temperatura aferida na entrada através de termômetro digital. O local também disponibiliza álcool gel e sabonetes estão disponíveis para a higienização das mãos.

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60 anos do Parque da Tijuca: Veja recantos ainda pouco explorados

Por Alan Alves

Encravado no coração do Rio de Janeiro e sob os pés do Cristo Redentor, o Parque Nacional da Tijuca completa 60 anos em 2021. O espaço detém o título de o mais visitado do país, recebendo cerca três milhões de pessoas por ano, mas alguns recantos no meio da floresta seguem ainda pouco explorados por brasileiros e estrangeiros.

O parque foi criado em 1961, inicialmente na área do Maciço da Tijuca (Paineiras, Corcovado, Tijuca, Gávea Pequena, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca) e depois, em 2004, incorporando também o Parque Lage, a Serra dos Pretos Forros e o Morro da Covanca. Hoje, com mais de 39 km², a unidade de conservação tem opções de diversão para todos os públicos, com áreas para piquenique, churrasco, voo livre, escalada, trilhas e outras atividades.

Parque é rico em cachoeiras. (Foto: Divulgação/ICMBio)

O parque foi implantado na área da Floresta da Tijuca, a primeira replantada do mundo e hoje uma das maiores florestas urbanas do planeta que além da beleza, ajuda no equilíbrio do clima — sua reserva tropical faz a temperatura da cidade ter o clima até 4 graus mais ameno, segundo especialistas — e contribui para a redução do nível de metais pesados no ar, sobretudo os lançados por veículos.

Recantos pouco explorados

O parque é rico em fauna e flora e dividido em três setores de visitação: Floresta, Pedra Bonita/Pedra da Gávea e Serra da Carioca, onde ficam o Corcovado e a estátua do Cristo Redentor, que completa 90 anos em 2021. Há acessos pela zona norte (Tijuca), zona oeste (pela Barra da Tijuca) e da zona sul (pelo Jardim Botânico e Gávea).

Muitas pessoas mal sabem que alguns recantos são tão belos quanto os pontos mais frequentados do parque e deixam de explorar esses espaços. Um deles é o Mirante da Guanabara, que possibilita visão privilegiada da Baía de Guanabara, Serra dos Órgãos, Região Central do Rio e da Ponte Rio-Niterói. O acesso se dá a poucos metros do Centro de Visitantes Paineiras, no Alto da Boa Vista.

Tucano no bico preto é um dos moradores da floresta da Tijuca. (Foto: Divulgação/ICMBio)

Pela Rua Amado Nervo, também no Alto da Boa Vista, é possível chegar a outro ponto de vista panorâmica: a Pedra da Proa. São 633 metros de altitude, com vista da Lagoa Rodrigo de Freitas, das praias da Zona Sul, do Morro Dois Irmãos, do Corcovado e do Pão de Açúcar.

Outra boa opção é o Circuito das Grutas. Sao oito, com formações rochosas provenientes de deslizamentos por movimentos tectônicos. Entre elas está a Gruta dos Morcegos, com 22m de altura e mais de 100m de profundidade.

Para quem quer se refrescar, o parque oferece a tranquilidade da Cascata da Baronesa, que fica próximo ao Circuito das Grutas, e a Cascata do Engenho, com acesso por trilha a partir do Jardim Botânico. Nesse trajeto, também é possível acessar o Poço Temiminó, outro ponto para banho no parque.

Outros pontos a serem explorados sao a Cachoeira das Almas, o Pico da Tijuca, a Pedra do Conde, o Morro do Anhanguera, o Bico do Papagaio e o Lago das Fadas, todos no setor Floresta da Tijuca, a Estrada das Paineiras e a Mesa do Imperador, ambas no Setor Serra da Carioca.

A cuíca-lanosa é outra moradora da floresta. (Foto: Divulgação/ICMBio)

Visitações e restrições

Por causa da pandemia, medidas restritivas foram adotadas pela gestão do parque, entre elas a limitação do número de visitantes. No setor floresta, por exemplo, a capacidade foi reduzida para 1,5 mil pessoas por dia. No site do Parque Nacional da Tijuca, o visitante pode se informar sobre as regras e ainda sobre os horários de funcionamento.

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Joia da cultura portuguesa no Centro do Rio

 

Uma casa de leitura e de saber e um símbolo da aliança das culturas de Portugal com o Brasil. Assim pode ser definido o Real Gabinete Portugues de Leitura. Em 14 de Maio de 1837, um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro  reuniu-se na casa do Dr. António José Coelho Lousada, na antiga rua Direita (hoje rua Primeiro de Março), nº 20, e resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus associados. Assim surgiu o gabinete.

Os fundadores do “Gabinete” possivelmente foram inspirados pelo exemplo vindo da França, onde, logo seguir à revolução de 1789, começaram a aparecer as chamadas “boutiques à lire”, que nada mais eram do que lojas onde se emprestavam livros, por prazo certo, mediante o pagamento de uma determinada quantia.

Seguindo o exemplo dos “gabinetes de leitura” de raiz portuguesa, e ainda na segunda metade do século XIX, surgiram, impulsionados pela maçonaria e pela república positivista, em várias cidades do interior do Estado de São Paulo, instituições semelhantes que também eram denominadas “gabinetes de leitura” e que foram transformadas depois em bibliotecas municipais.

Foto: Reprodução

Para construir uma sede de maiores dimensões e condizente com a importância da instituição, foi adquirido um terreno na antiga rua da Lampadosa. E as comemorações do tricentenário da morte de Camões (1880) vão ser o grande pretexto para motivar a “colônia” portuguesa e levar adiante o projeto, obra assinada pelo arquiteto português Rafael da Silva Castro.

Em 1900 o Gabinete Português de Leitura transforma-se em biblioteca pública – qualquer um do povo pode ter acesso aos livros da sua biblioteca. E logo depois Benjamin Franklin de Ramiz Galvão, um dos mais ilustres intelectuais brasileiros, é convidado pelo Presidente da instituição, Ernesto Cibrão, para organizar um novo catálogo do acervo bibliográfico, tarefa que vai terminar em 1906.

Em 15 de Março de 1935, pelo decreto nº 25.134, o governo português concede ao Real Gabinete o benefício de receber de todos os editores portugueses um exemplar das obras por eles impressas. Esse estatuto permite uma atualização permanente da biblioteca em termos do que se edita em Portugal.

Acervo de raridades

O Real Gabinete Português de Leitura possui a maior e mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal, com um acervo, inteiramente informatizado, da ordem de 350.000 volumes.

A biblioteca recebe de Portugal, pelo estatuto do “depósito legal”, um exemplar das obras publicadas no país. Além de Macau, agora sob a soberania da República Popular da China, e que até há pouco tempo também era beneficiada com o “depósito legal”, o Real Gabinete é a única instituição, fora do território português, que mantém este privilégio.

Acervo raro e sempre atualizado Foto: Reprodução

Alguns espécimes de obras raras ou manuscritos podem ser consultados por investigadores e especialistas, desde que com autorização especial. Já a consulta ao acervo geral é franqueada aos leitores no salão da biblioteca, com o auxílio das bibliotecárias, enquanto os sócios do Real Gabinete, podem levar até 3 livros – desde que de edições posteriores a 1950 – como empréstimo a domicílio, pelo prazo máximo de 15 dias.

Entre as obras mais raras da biblioteca podemos citar a edição “prínceps” de “ Os Lusíadas”, de 1572, que pertenceu à “Companhia de Jesus”; as “Ordenações de Dom Manuel” por Jacob Cromberger, editadas em 1521; os “Capitolos de Cortes e Leys que sobre alguns delles fizeram”, editados em 1539; “A verdadeira informaçam das terras do Preste Joam, segundo vio e escreveo ho padre Francisco Alvarez”, de 1540.

Há ainda manuscritos autógrafos do “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco e o “Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias, além de centenas de cartas de escritores.  Na reabertura das atividades, após a pandemia, vale – e muito – conferir esse tesouro.

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Belas esculturas de escritores, cantores, compositores, jornalistas e músicos compõem a beleza da orla carioca

Por Alessandro Monteiro

Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Tom Jobim, Zózimo Barroso do Amaral e Dorival Caymmi estão entre as personalidades que possuem suas estátuas em bronze ao longo da orla carioca. Além do amor pela cidade, todos fizeram história por aqui. Imortalizados em estátuas de bronze, em tamanho real, incorporam o cenário da cidade que é considerada uma das mais bonitas do mundo.

 

Carlos Drummond de Andrade

Foto: Alessandro Monteiro

É considerado um dos mais influentes poetas do século XX. Sua estátua se tornou a mais famosa do Rio. Sentadinho, num banco do Posto Seis, na Avenida Atlântica, o local é outro belo convite para conhecer, sentar-se e fotografar em boa companhia, a praia mais famosa do mundo.

 

Clarice Lispector

Foto: Alessandro Monteiro

Discreta, e com vista privilegiada, a imagem da escritora Clarice Lispector está localizada no Posto 1, bem no início da Pedra do Leme. Uma continuação da Praia de Copacabana que termina numa formação rochosa, com quiosques e ideal para relaxar e tirar belas fotografias com a família.

 

Dorival Caymmi

Foto: Alessandro Monteiro

Localizada no Posto Seis, mais precisamente ao lado da Vila de Pescadores, está a escultura de Dorival Caymmi, sorrindo com seu violão e fazendo relembrar as belas canções aos que passam ali. Músico e compositor de várias músicas de grande sucesso popular como: Maracangallha, Marina, O Mar, Suíte do Pescador e a lendária “O que é que a Baiana Tem” dentre várias outras sucessos que fazem parte do acervo da MPB, este baiano cantou como ninguém as belezas da Bahia e do mar.

 

Millôr Fernandes

Foto: Alessandro Monteiro

O Largo do Millôr Fernandes está localizado na praia do Arpoador, um pouquinho depois de Copacabana, no sentido Leblon. Um ponto entre a Praia do Diabo e a Pedra do Arpoador, a escultura em formato de silhueta, transpassa o prazer que o cartunista tinha em ver o pôr do sol de verão ali.

Tom Jobim

Foto: Alessandro Monteiro

O compositor está representado por sua escultura em Ipanema, na Avenida Viera Souto, bem coladinho ao Arpoador. De terno branco, caminhando e carregando seu violão, instrumento esse, que tocou belas canções e embalou para da noite Bohemia do bairro, também é disputado para belas fotografias, naquele cenário de tirar o fôlego.

 

Zózimo Barroso do Amaral

Foto: Alessandro Monteiro

Foi um grande jornalista e colunista político de importantes jornais cariocas. Sua estátua, localizada no Posto 12, no final da Praia do Leblon, próximo a subida da Avenida Niemeyer. Inaugurada em 25 de novembro de 2001 foi feita pelo artista plástico Roberto Sá.

 

 

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Feira de São Cristóvão – O Nordeste no Rio de Janeiro

A história da Feira de São Cristóvão começou em 1945, quando os primeiros caminhões pau-de-arara vindos de vários estados do nordeste chegaram ao Campo de São Cristóvão, na zona norte do Rio, trazendo retirantes para trabalharem na construção civil. O encontro dos imigrantes com os parentes e conterrâneos assentados no Rio era animado com música e comida da terrinha, dando origem à Feira de São Cristóvão.

Em 2003, as barracas da Feira foram transferidas para o antigo Pavilhão de São Cristóvão, projetado pelo arquiteto Sérgio Bernardes e transformado no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas.

 

A magia do Cordel nos corredores da feira (Foto: Reprodução)

O espaço abriga cerca de 700 barracas com comida típica, artesanato, ingredientes e temperos da culinária regional, além de objetos do folclore nordestino. O comércio é animado por trios e bandas de forró; grupos de dança, cantores e poetas populares, repentistas e apresentações de literatura de cordel.

A feira conta com três palcos e cinco praças com nomes de artistas e cidades nordestinas. As ruas têm nomes de estados do nordeste. Há uma programação permanente de shows, sextas e sábados a partir das 18h; e domingo, a partir das 10h. Tocam de seis a nove bandas por noite.  Em 2010 foi tombada como patrimônio cultural imaterial em 2010 pelo então presidente da república Luís Inácio Lula da Silva.

Quem quiser comprar itens da cultura do nordeste, é lá mesmo: queijos diversos, carne de sol, manteiga de garrafa, feijão de corda, doces, calçados, vestuário e artesanatos bem interessantes.

A diversidade de condimentos e temperos (Foto: Reprodução)

Para comer, a feira é rica de coisa boa e bem temperada.  São dezenas de barracas e restaurantes servindo boa comida, uma cervejinha, também existe uma boa variedade de cachaça e claro, para os bons de gafo, além do rico cardápio, não falta por lá, aquela buchada de bode especialíssima.

Um local que sintetiza o Nordeste e oferece aos visitantes tudo que a região dispõe, desde suas riquezas tradicionais, ainda tem aquele forró, xote, repente, embolada tão característicos da terrinha.

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Centro de Arte Hélio Oiticica

Localizado no entorno da Praça Tiradentes, o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (CMAHO) está situado em um belíssimo edifício histórico no estilo neoclássico construído para sediar o Conservatório de Música.  Inaugurado em 1872, o edifício foi ampliado dezoito anos mais tarde, com a anexação de dois prédios, sob orientação do arquiteto italiano Sante Bucciarelli, quando recebeu o desenho atual.

O CMAHO, inaugurado em 1996 para abrigar parte do acervo de obras do artista Hélio Oiticica, manteve ao longo de sua existência uma forte característica de centro cultural, sediando exposições de grandes artistas brasileiros e estrangeiros e apoiando suas produções mais recentes.  No final dos anos 2000 o acervo de Oiticica foi transferido para outro local. Atualmente o CMAHO é um espaço de encontro de diversos públicos, conectado com o território ao seu redor por meio da Rede Tiradentes Cultural.

Foto: Reprodução

A memória da instituição, composta por documentos, fotos, vídeos e textos, pode ser consultada, mediante agendamento prévio, na charmosa Sala de Pesquisa, cujo precioso acervo conta, também, com publicações voltadas para a arte contemporânea e áreas afins, editadas pelo CMAHO ou doadas por parceiros, disponíveis para consulta do público.

Distribuído em três andares, o CMAHO possui seis espaços para exposições, dois mezaninos e duas salas multiuso. Além disso, também dispõe de um auditório para cem pessoas, ideal para palestras, apresentações teatrais e musicais, um simpático café, e zona WIFI no andar térreo. Logo na entrada destaca-se uma intervenção do artista Richard Serra, resultante da exposição Rio Rounds, ocorrida em 1997.

Hélio Oiticica foi um artista revolucionário, transgressor dos valores conservadores burgueses. Era frequentador assíduo da Mangueira e usou sua criatividade para dar voz aos oprimidos e bater de frente com o regime militar.

É dele a icônica frase “seja marginal, seja herói”, usada como bandeira em 1969 durante um show dos Mutantes, Gilberto Gil e Caetano Veloso no Rio de Janeiro. Essa afronta serviu como desculpa para prenderem os dois baianos, que foram exilados na Inglaterra.

Foto: Reprodução

 

Algumas de suas obras estão expostas no Inhotim mas só no Rio de Janeiro existe um espaço totalmente dedicado ao artista. Instalado num edifício de arquitetura neoclássica do século XIX, bem no corredor cultural da Praça Tiradentes, o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica é um espaço que busca a disseminação de diversas linguagens artísticas.

São três andares com espaço para debates, oficinas, exposições e mostras temporárias de artistas nacionais e internacionais. O CMAHO é referência quando o assunto é a diversidade da produção cultural contemporânea.

Rua Luis de Camões, 68 – Centro
(21) 2242-1012 / (21) 2232-4213

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Conheça mais sobre a história do Rio em 10 livros

Por Sandro Barros

Se você já não aguenta mais ver live e séries de TV nessa quarentena, que tal sair dessa rotina e buscar novas emoções? Uma excelente opção para isso está na literatura. E se você é também apaixonado pelo Rio de Janeiro, selecionamos dez livros que falam sobre a fascinante Cidade Maravilhosa e, é claro, dos cariocas, sempre através de narrativas que vão da ficção à realidade mais crua. As obras podem ser adquiridas pela internet ─ versão digital ou impressa ─ por preços acessíveis. Aventure-se então em um bom livro!

O Cortiço

É impossível pensar no Rio sem levar em conta a história das favelas e a figura mítica do carioca debochado. ‘O Cortiço’, publicado em 1890 por Aluísio de Azevedo, é uma obra de ficção que descreve o ambiente precursor das favelas na cidade. Pobreza, exclusão, humildade e as minorias daqueles tempos nos fazem pensar sobre os espaços e vícios insalubres no Rio de Janeiro antigo.

1808

O livro é uma sátira sobre a chegada da Família Real Portuguesa ao Rio, em 1808. Mais do que o teor humorístico da narrativa, ‘1808’, de Laurentino Gomes, acaba sendo um retrato interessante sobre a formação da cidade para o leitor atento ─ e dá pistas importantes sobre como a política local e nacional se configurou por ali.

Cemitério dos Vivos

Autoficção de Lima Barreto, o romance ─ que ficou inacabado ─ ‘Cemitério dos Vivos’ foi escrito entre 1919 e 1920 e conta sobre sua internação por depressão e alcoolismo no Hospital Nacional dos Alienados. Atualmente, o local sedia o campus da Praia Vermelha da UFRJ. A história fala sobre importantes marcos arquitetônicos e sociais do Rio.

Fim

O patrimônio mais importante do Rio é, provavelmente, o povo carioca. Se você se interessa mais por pessoas do que pelas cidades em si, uma boa pedida pode ser ‘Fim’, de Fernanda Torres. O livro fala sobre cinco amigos no Rio de Janeiro, que dividem memórias dos momentos mais importantes de suas vidas quando estão prestes a morrer.

Cidade Partida

Retrato fundamental sobre a vida nas favelas cariocas. A relação dos habitantes com a violência é um tema central de ‘Cidade Partida’, de Zuenir Ventura, que não é uma narrativa pessimista como todo: a história de Vigário Geral também deu origem à mobilização popular que fez nascer o movimento Viva Rio. O livro traz depoimentos muito tocantes.

Carnaval no Fogo

Apesar do nome, o livro não trata do Carnaval em si, mas de fatos que fazem com que o Rio seja a cidade complexa e efervescente ─ com auge no Carnaval ─ que é hoje. Em ‘Carnaval no Fogo’, com um apanhado de histórias de todas as épocas na cidade, Ruy Castro dá destaque às pessoas e anedotas mais intrigantes da capital fluminense nos últimos 500 anos.

O Beijo no Asfalto

De Nelson Rodrigues, publicado em 1960, ‘O Beijo no Asfalto’ é uma peça importante para entender a sociedade carioca daqueles tempos. Inspirado numa história real com algumas modificações, o livro tem como fio condutor um beijo entre dois homens durante uma cena de atropelamento e o furor que isso causa na sociedade e na vida pessoal de um deles.

Histórias de Vida e Morte

De Luiz Eduardo Soares, o mesmo antropólogo que publicou o livro em que ‘Tropa de Elite’ se baseou, ‘Rio de Janeiro: Histórias de Vida e Morte’ é um mergulho profundo nos temas políticos mais tristes da cidade: tráfico de drogas, corrupção policial e violência. Indicado para quem quer entender de verdade os bastidores das mazelas do Rio.

A Voz do Alemão

O jovem Rene Silva se uniu à jornalista Sabrina Abreu para contar histórias que geralmente não são ouvidas. Em ‘A Voz Do Alemão’, histórias de moradores do Alemão e do próprio Rene formam um panorama justo sobre a vida no morro, com todas as belezas e brutalidades que a realidade local inclui.

História do Rio De Janeiro Através da Arte

A história da cidade através de pinturas, gravuras, desenhos e fotografias de vários artistas. A autora Luciana Sandroni criou o Pão de Açúcar como narrador dessa história, que começa na evolução geológica da cidade, passando pelos homens da pré-história, pelos índios, os portugueses, as guerras, a fundação da cidade, os engenhos de açúcar e muito mais.

Capas dos livros: Divulgação

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Tenha um dia virtual incrível no Rio de Janeiro

Da Redação

O Rio de Janeiro tem atrações para todos os tipos, para todos os gostos. No entanto, nesse momento em que não dá para visitá-las, não precisa ficar desesperado. Através de aplicativos, você pode embarcar em passeios virtuais incríveis, conhecendo um pouco mais da fascinante Cidade Maravilhosa.

Comece o seu dia virtual com uma caminhada matinal por alguma das praias incríveis do Rio, cortesia do Google Arts & Culture. Assim, vá às de Ipanema, Copacabana, Leme, Flamengo, além da Praia Vermelha. Esse roteiro pode ser feito no final da tarde também, onde você pode parar no Arpoador para assistir e aplaudir o pôr do sol.

Na parte da tarde, a dica é visitar os museus, unindo arte e cultura. Um museu imperdível é o Museu Nacional de Belas Artes, onde você pode explorar arte nacional e internacional diretamente do dispositivo digital de sua escolha. Há também o Museu de Arte Moderna, que possui mais de 15.000 obras contemporâneas. Essas tours você também acessa pelo Google Arts & Culture. Outra coleção cultural é a de Carmen Miranda, onde você pode aprender sobre a história de uma das artistas e intérpretes mais famosas do Brasil.

No fim de tarde, que tal apreciar um lindo pôr do sol? Estamos falando de nada mais nada menos do que o Cristo Redentor. Nomeado uma das novas Sete Maravilhas do Mundo em 2007, o monumento e seus arredores formam talvez a imagem do Brasil mais reconhecida no exterior. O crepúsculo também é um ótimo momento para apreciar um pouco da arte de rua mundialmente famosa do Rio. E aí não deixe de conhecer a Escadaria Selarón, uma escada colorida pelos mosaicos do artista Jorge Selarón, localizada entre os bairros Santa Teresa e Lapa.

Já de noite, escolha algumas músicas brasileiras para definir a vibração do resto do seu dia. O YouTube tem muitas opções de samba, bossa nova e outros ritmos brasileiros para que você possa se imaginar no Centro do Rio. Se você está um pouco enferrujado, não se preocupe. Você não precisa ir a um estúdio para aprender um novo estilo de dança, pois muitos agora estão oferecendo aulas online. Então, por que não se inscrever para aprender a sambar?

Existem inúmeras maneiras de explorar esta cidade carismática e, se você estiver procurando mais algumas ideias, tente deixar fluir a rota. Embora amplamente conhecido por suas praias, o Rio de Janeiro abriga várias paisagens naturais de tirar o fôlego. Faça uma visita virtual à bela Quinta da Boa Vista ou caminhe até o pico da Pedra da Gávea para ter excelentes vistas panorâmicas da paisagem urbana e do litoral do Rio. Seja qual for o caminho escolhido, seus olhos agradecerão. Aproveite!

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Cultura O Rio que o Carioca Não Conhece

Em tours virtuais, museus do Rio trazem conhecimento até você

Da Redação

Pandemia, quarentena, lockdown. Essas palavras estão presentes em nosso vocabulário atualmente, isso é inegável. Mas nada disso impede de buscarmos um bem precioso: conhecimento. E isso você também pode encontrar em museus, pois neles viajamos no tempo e, dessa forma, podemos pensar no presente e refletirmos sobre o futuro.

A dica nesse isolamento social é o Google Arts & Culture, onde você pode conhecer mais de 20 museus nacionais. A plataforma oferece, de forma digitalizada e gratuita, passeios online por galerias e ainda visualizar obras raras em alta definição. Confira a seguir a lista dos museus do Rio de Janeiro que separamos para você e bom passeio!

Museu Nacional de Belas Artes

Situado no centro histórico do Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes é o mais importante museu de arte do país. Reúne um acervo de setenta mil itens entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros. São mais de dois ml itens e 16 mostras, entre elas ‘Renina Katz’, ‘Portinari’, ‘Djanira: cronista de ritos, pintora de costumes’ e ‘O Espaço da Arte’./ artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-de-belas-artes

Museu de Arte Moderna

Criado em 1948, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) ocupa um lugar único no cenário da produção artística brasileira. Suas coleções de artes plásticas somam cerca de quinze mil obras, entre esculturas, pinturas, fotografias, desenhos, gravuras, instalações e mídias contemporâneas. Na tour virtual você pode conferir as mostras ‘Fotografia Africana’, ‘Um Museu Carioca’ e ‘Arquitetura e Construção’

artsandculture.google.com/partner/mam-rio-de-janeiro

Museu Imperial

O Museu Imperial foi inaugurado em 16 de março de 1943 com grande acervo de peças relativas ao período imperial brasileiro. Ao longo das últimas sete décadas, acumulou um acervo de quase 300 mil itens.

Além de conhecer os interiores do museu, você pode conferir mais de 400 itens e três mostras, entre elas ‘Paisagem Petropolitana’.

artsandculture.google.com/partner/museu-imperial

 

Museu Nacional

Mais antiga instituição científica do Brasil, o Museu Nacional é o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Criado em 1818, sofreu um grande incêndio em 2018. Entre as peças de seu acervo, muitas eram exemplares únicos, como esqueletos de dinossauros, múmias egípcias, além de utensílios produzidos por civilizações ameríndias durante a era pré-colombiana. Online, dá para conferir os mais de 100 itens e dez mostras.

artsandculture.google.com/partner/museu-nacional-ufrj

Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é um ambiente de ideias, explorações e perguntas sobre a época de grandes mudanças em que vivemos e os diferentes caminhos que estão por vir. Inaugurado em dezembro de 2015 no Píer Mauá, oferece uma narrativa sobre como poderemos viver e moldar os próximos 50 anos. Tem mais de mil itens e cinco mostras, entre elas ‘Rios em Extinção’, ‘A Espécie Mais Perigosa do Planeta’, e ‘A Beleza Escondida da Matemática’.

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Museu Histórico Nacional

Numa ponta que avançava sobre o mar, conhecida como Ponta do Calabouço, entre as praias de Piaçaba e Santa Luzia, no centro histórico do Rio, em 1603 os portugueses construíram a Fortaleza de Santiago, origem do conjunto arquitetônico que hoje abriga o Museu Histórico Nacional. Além de conhecer os interiores do museu, você pode conferir mais de 200 itens e quatro mostras, entre elas ‘Rio de Leandro Joaquim’ e ‘Figurinos de Sophia’.

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CCBB Rio de Janeiro

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro tornou-se um dos mais importantes centros culturais do país. É o centro mais visitado do Brasil e está entre os 30 mais visitados do mundo. O edifício reúne vários espaços para diferentes atrações culturais, como música, teatro, cinema, exposições, biblioteca, biblioteca de vídeos e hospeda o Arquivo Histórico e o Museu do Banco do Brasil. / artsandculture.google.com/partner/ccbb-rio