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Especialistas recomendam vacinas contra doenças mais comuns no inverno

Da Agência Brasil

O efeito do clima frio e seco nas mucosas do sistema respiratório e a convivência em ambientes mais fechados estão entre as razões que fazem do inverno um período mais propício para doenças de transmissão respiratória. Além de se agasalhar, usar máscara e redobrar os cuidados de higiene, especialistas ouvidos pela Agência Brasil recomendam vacinas já disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e em clínicas privadas para reforçar as defesas do organismo.

A lista de enfermidades que se propagam na estação mais fria do ano vai desde as tradicionais gripes, causadas pelo vírus Influenza, até a covid-19, contra a qual todo o grupo de risco já pode se vacinar. Há ainda as infecções bacterianas, que causam doenças como a meningite e a pneumonia.

Influenza

As vacinas contra o vírus Influenza estão disponíveis no SUS e em clínicas privadas. Na rede pública, a vacina protege contra três tipos do vírus: duas cepas do tipo A e um dos tipos de Influenza B. Já na rede privada, a vacina é quadrivalente, por proteger também contra um segundo tipo B do Influenza.

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina contra a gripe é recomendada para toda pessoa a partir de 6 meses de vida, principalmente aquelas de maior risco para infecções respiratórias, que podem ter complicações e a forma grave da doença. No SUS, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe está na terceira etapa, com foco em nove públicos alvos LINK 1 .

Nas duas primeiras etapas da campanha nacional, foram vacinados pessoas acima dos 60 anos de idade, professores, crianças de seis meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto); povos indígenas e trabalhadores da saúde. As pessoas que ainda não se vacinaram podem ir a um posto de saúde.

Covid-19

Como a campanha de vacinação contra a gripe ocorre ao mesmo tempo que a imunização contra a covid-19, a orientação do Ministério da Saúde é priorizar a vacina contra a covid-19 e só receber a dose do imunizante contra o Influenza 14 dias depois de vacinado contra a covid-19.

A diretora da Regional Espírito Santo da SBIm, Ana Paula Burian, lembra que tanto a gripe quanto a covid-19 são mais facilmente transmitidas em ambientes fechados e sem o uso de máscara. Sobre a covid-19, ela destaca que as medidas de prevenção não podem ser suspensas com a vacinação.

“O CDC [Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos] recomenda quatro passos para evitar a covid-19: uso de máscara, distanciamento, hábitos de higiene e vacina. Um único mecanismo desses não é suficiente para proteger ninguém contra a covid”, alerta. “É importante que, tomando ou não a vacina, e o ideal é que todos tomem as duas doses, mantenha o uso de máscara, o distanciamento social e a higiene das mãos”.

A diretora da SBIm explica que, como o mundo vive uma pandemia, não é possível atribuir uma sazonalidade à covid-19, já que sua incidência se dá em todos os locais e em todas as épocas do ano. Mesmo assim, o agravamento da pandemia no último inverno do Hemisfério Norte e os hábitos da população diante do frio preocupam e requerem uma vacinação mais rápida e com ampla adesão da população.

“Em lugares muito frios, as pessoas tendem a se reunir em ambientes pequenos e fechados para se aquecer e acabam se alimentando nesse ambiente. Se eu estou em um restaurante em que todo mundo tira a máscara, e está tudo fechado porque está frio, a chance de disseminar a doença ali é maior”, disse.

Meningite e pneumonia

Ambientes fechados também podem facilitar a circulação de bactérias que causam doenças graves como a meningite e a pneumonia. Infectologista e gerente médica de vacinas da GSK, Lessandra Michelin explica que, além do comportamento das pessoas no frio, o próprio clima facilita a disseminação das doenças respiratórias.

“Quando a gente se expõe ao ar frio, muitas vezes a nossa mucosa fica seca, fica mais machucada e fica mais propensa à infecção”, destaca a infectologista, que defende a combinação da vacinação com hábitos saudáveis para uma proteção completa. “Estar bem agasalhado, bem hidratado e bem alimentado nessa época de frio também ajuda a prevenir infecção”, recomenda.

No caso das pneumonias e meningites, o calendário de vacinação da criança do Programa Nacional de Imunizações prevê a vacina Pneumocócica 10 valente, que, segundo a SBIm, previne cerca de 70% das doenças graves (pneumonia, meningite, otite) causadas por dez sorotipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica conjugada 13-valente, que previne contra 13 sorotipos da bactéria, pode ser encontrada nos Centro de Referências para Imunobiológicos Especiais (Crie), para pacientes com condições específicas de saúde, e em serviços privados de vacinação. Há ainda a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente, para crianças, adolescentes e adultos de grupos de risco para doença pneumocócica e para pessoas com mais de 60 anos de idade.

Outra doença bacteriana de transmissão respiratória que pode ser prevenida com vacinas é a coqueluche. A imunização contra a doença é feita pela vacina dTpa, que protege também contra o tétano e a difteria. O imunizante pode ser encontrado em clínicas privadas e, no SUS, está disponível para gestantes, puérperas e profissionais de saúde que atuam em maternidades e serviços de atendimento a recém-nascidos.

“Vacina não é só para criança, é um programa de família. Todo mundo pode ser protegido, a criança, o bebê, o adolescente, adultos, idosos, gestantes”, disse Lessandra Michelin, acrescentando que dúvidas em relação a quais vacinas tomar também podem ser tiradas em consultas médicas. “O médico vai revisar quais são as vacinas recomendadas para a faixa etária e vai indicar”.

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Brasil recebe lote de vacinas da Pfizer pelo consórcio Covax Facility

(Foto: REUTERS/Dado Ruvic/ABr)

Da Agência Brasil

Uma remessa com 842,4 mil doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech desembarcou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), neste domingo (20), pelo consórcio Covax Facility.

Esse é o primeiro lote da farmacêutica que desembarca no país correspondente à aliança liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros parceiros.

Segundo o Ministério da Saúde, o contrato do Brasil com a Covax prevê 42,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 de diferentes laboratórios até o fim de 2021. Até agora, a pasta informou que já recebeu e distribuiu mais de 5 milhões de doses adquiridas via consórcio global.

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Brasil atinge marca de 500 mil mortos pela covid-19

O Brasil atingiu neste sábado (19) a marca de 500 mil pessoas mortas em decorrência da Covid-19.

O total exato é de 500.022, e o número de casos confirmados é 17.822.659, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia no Brasil. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, divulgou, via redes sociais, uma nota na qual lamenta a morte de meio milhão de brasileiros.

Em sua conta no Twitter, Queiroga diz prestar solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos.

“500 mil vidas perdidas pela pandemia que afeta o nosso Brasil e todo o mundo. Trabalho incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível e mudar esse cenário que nos assola há mais de um ano”, postou o ministro.

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Anvisa autoriza estudo sobre dose de reforço da Pfizer

Da Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (18) o estudo clínico para testar uma possível dose de reforço da vacina Cominaryt, da Pfizer. 

Será um estudo clínico para que o laboratório possa avaliar a segurança, a capacidade de dar uma resposta imune e a eficácia de várias estratégias de reforço da vacina em diferentes populações de participantes, como por exemplo, grupos etários, que receberam previamente 2 doses da vacina no estudo inicial.

O estudo pretende recrutar 443 participantes no centro clínico do Hospital Santo Antônio da Associação Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador (BA) e 442 participantes no CEPIC – Centro Paulista de Investigação Clínica e Serviços Médicos, em São Paulo (SP).

Serão incluídos participantes a partir dos 16 anos de idade que tomaram as duas doses da vacina da Pfizer (BNT162b2) há pelo menos 6 meses, no estudo inicial do imunizante.

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Lactantes e gestantes são incluídas no Calendário Único de Vacinação do estado do RJ

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que, em decisão conjunta com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), incluiu a imunização de lactantes, gestantes e puérperas sem comorbidades contra Covid-19 no Calendário Único de Vacinação do estado do Rio de Janeiro.

A medida foi pactuada na quinta-feira (17), na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), e tem como objetivo garantir a uniformidade da vacinação no estado.

O governo disse que enviaria o documento aos municípios nesta sexta-feira (18).

“Estamos trabalhando duro para organizar e acelerar o Calendário Único do estado dentro da realidade da programação de entrega de vacinas pelo Ministério da Saúde. Eu e a equipe da Secretaria de Saúde não vamos descansar até que toda população esteja imunizada”, disse o governador Cláudio Castro.

De acordo com o secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, até o momento, não há qualquer contra indicação na vacinação de lactantes (mulheres que amamentam por até 12 meses):

“As mulheres não precisam interromper a amamentação para serem vacinadas. Também não há contra indicações para a doação de leite materno. A imunização de lactantes já está elencada no Plano de Operacionalização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde. Por isso, pactuamos a inclusão imediata desse grupo no Calendário Único de Vacinação do estado”, afirmou.

Programa Nacional de Imunizações

Seguindo as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, a SES incluiu ainda a vacinação de grávidas e puérperas sem comorbidade no cronograma de imunização. Contudo, a vacinação deste público deverá ser condicionada à prescrição médica, após avaliação individualizada do médico.

As gestantes e puérperas com e sem comorbidades que ainda não tenham sido vacinadas contra Covid-19 deverão ser imunizadas com as vacinas da Pfizer ou Coronavac. Aquelas que receberam a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca deverão aguardar o término do período da gestação e puerpério (até 45 dias após o parto) para a administração da segunda dose do esquema vacinal.

Mais vacinas

Neste sábado (19.06), a SES informou que vai realizar a entrega de 325.620 doses de vacina contra Covid-19 aos 92 municípios do estado. Serão distribuídas 194.220 doses de vacina da Pfizer para primeira aplicação e 131.400 da Coronavac, divididas entre primeira e segunda aplicação.

Os municípios do Rio, Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí vão retirar os imunizantes na parte da manhã, na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) da SES, em Niterói. Para os outros 87 municípios, a entrega será realizada por caminhões e vans que sairão da CGA a partir das 8h, com escolta da Polícia Militar.

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Covid-19: Prefeitura antecipa calendário e prevê imunizar todos os adultos até o fim de agosto

A prefeitura do Rio anunciou nesta sexta-feira (18) que antecipou novamente o calendário de vacinação por faixa etária e, com isso, agora prevê que todas as pessoas de 18 anos ou mais sejam imunizadas com a primeira dose até 31 de agosto. Pelo cronograma anterior, esta etapa só terminaria no dia 21 de outubro. [Confira abaixo o calendário completo]

O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Paes, durante a apresentação do 24º Boletim Epidemiológico da Covid-19. Ele também divulgou que a vacinação dos adolescentes, de 12 a 17 anos, será realizada entre os dias 1º e 15 de setembro.

“A primeira boa notícia é que vamos terminar a vacinação de todos os cariocas acima de 18 anos um mês e 21 dias antes do que tínhamos  previsto. Nos meses de julho e agosto, tem a previsão da chegada de muitas vacinas, o que vai nos permitir acelerar quase um dia para cada idade”, afirmou Paes, ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Imunização

Esta semana, o Rio alcançou a marca de metade da população adulta protegida com a primeira dose da vacina: 2.659.145. A meta é chegar aos 90% no final de agosto, número estimado em  5.279.803 pessoas.

O prefeito Eduardo Paes anunciou ainda que gestantes e puérperas sem comorbidades, a partir de 18 anos, também poderão se vacinar contra a Covid-19 na próxima semana, de 21 a 26 de junho. Para garantir as doses, esse grupo de mulheres deve assinar o termo de consentimento. Somente os imunizantes Coronavac e Pfizer serão aplicados nesse grupo, conforme disponibilidade nos postos.

Além da aceleração da aplicação da primeira dose (D1), outra frente de atuação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem sido a busca ativa por pessoas que não retornaram no prazo para tomar a segunda dose (D2) da vacina. Atualmente, no município do Rio há 79 mil pessoas que descumpriram a data prevista para a D2, o que representa 4% dos que já atingiram esse prazo.

É fundamental que a população não perca a data de retorno (anotada a lápis no comprovante da D1), pois somente com o esquema vacinal completo, de duas doses, é possível garantir a eficácia da imunização. Quem estiver com a D2 em atraso deve retornar ao local de vacinação onde tomou a D1, o quanto antes, para completar a proteção contra a Covid-19.

Até a manhã desta sexta-feira (18/06), 2.659.145 pessoas haviam tomado a primeira dose (D1) da vacina contra Covid-19 no Rio, representando 50% da população carioca elegível para a vacinação (a partir de 18 anos). Desse total, 973.935 completaram o esquema vacinal, recebendo também a segunda dose do imunizante.

Postos de vacinação

A SMS disponibiliza 280 pontos de vacinação em toda a cidade, funcionando de segunda-feira a sábado, para facilitar o acesso da população à vacina. A lista desses pontos, seus horários de funcionamento, o calendário de vacinação e mais informações sobre grupos prioritários, documentos, etc. estão disponíveis em coronavirus.rio/vacina e nas redes sociais da SMS. Neste sábado (19/06), haverá repescagem da vacinação para pessoas com deficiências, trabalhadores da saúde e para quem tiver 50 anos ou mais.

Confira o calendário de vacinação do Rio:

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Vacinação em massa contra a Covid-19 em Paquetá acontece neste domingo

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vacinará neste domingo (20) contra a Covid-19 toda a população em idade elegível da Ilha de Paquetá (a partir de 18 anos). A ação faz parte do projeto “PaqueTá vacinada”, realizado pela SMS com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e que terá o objetivo de avaliar os efeitos da imunização em larga escala.

Com a cobertura vacinal total da população alvo, a ilha deverá sediar o primeiro evento-teste com público na cidade.

O acompanhamento da população da ilha terá por objetivo avaliar a segurança do imunizante e como a vacinação em massa atua na proteção também de pessoas que não foram vacinadas, como é o caso de crianças e adolescentes. Além de observar se a primeira dose da vacina será capaz de evitar a transmissão dos casos na região ou se isso só acontece efetivamente após a aplicação da segunda dose.

Habitantes

Paquetá tem uma população de 4.180 moradores, dos quais 3.530 são maiores de 18 anos cadastrados na Estratégia Saúde da Família. Até a manhã de 17 de junho, foram aplicadas 3.078 doses da vacina contra a Covid-19 pelo calendário do município para os grupos prioritários, sendo 1.946 primeiras doses (D1) e 1.132 segundas doses (D2). No dia 20, todo o restante da população elegível será imunizado com a vacina da Oxford/AstraZeneca.

Mas antes da vacinação, cerca de 3 mil moradores, tanto maiores quanto menores de idade, passam por exame de sangue sorológico ou teste rápido na Unidade Integrada de Saúde Manoel Arthur Villaboim e no Paquetá Iate Clube, para análise comparativa de presença de anticorpos com os momentos antes e após a vacinação. Essa etapa de inquérito epidemiológico é importante para o estudo dos resultados e impactos da vacinação em massa. O processo continuará na sexta (18) e sábado (19), além da realização de testes rápidos para covid-19. Nos 12 meses subsequentes, continuará a ser feito o monitoramento dos moradores.

No dia 20, a vacinação acontecerá em quatro pontos da ilha, para facilitar o acesso dos moradores e evitar aglomerações: UIS Manoel Arthur Villaboim, Parque Darke de Mattos, Paquetá Iate Clube e Casa de Artes Paquetá. Apenas a população residente será vacinada na ação, conforme os cadastros da Estratégia Saúde da Família e os feitos durante a última semana, sendo vetada a participação de turistas que tenham ido passar o domingo na ilha.

Os trabalhos na ilha, durante a coleta e nos pontos de vacinação, são realizados por cerca de 200 pessoas por dia, entre profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e voluntários ligados à ONG Core (Esforço de Ajuda Organizado pela Comunidade, na sigla em inglês), uma iniciativa humanitária que atua em diferentes países e, na pandemia, tem ajudado na ampliação do acesso à vacinação. Os investimentos da entidade no Município do Rio para o enfrentamento da covid-19, em apoio ao SUS, estão voltados para a montagem de postos de vacinação e testagem, e contratação de profissionais.

Evento-teste

O evento-teste em Paquetá está sendo planejado e deverá ocorrer em meados de setembro, 14 dias após todos os moradores adultos da ilha terem tomado a segunda dose da vacina contra a covid-19 (oito semanas após a D1) e quando já não houver registro de casos da doença entre a população local. Será em espaço controlado no Parque Darke de Mattos, fechado para um número restrito de participantes, obrigatoriamente todos eles vacinados e acompanhados pelas equipes de saúde e da pesquisa “PaqueTá Vacinada”. Todos eles estarão sendo monitorados, antes e depois do evento, conforme cronograma e metodologia do projeto.

Linha do Tempo

17/06/21 – Coleta de sangue (maiores de 18 anos) e inquérito epidemiológico

18 e 19/06/21 – Coleta de sangue (maiores de 18 anos), teste rápido IGM/IGG (menores de 18 anos) e inquérito sorológico

20/06/21 – Vacinação de cerca de 1.600 pessoas, completando a cobertura de toda a população da ilha com mais de 18 anos

– 8 semanas após a 1ª dose será aplicada a 2ª dose
– 14 dias após a 2ª dose – prazo de proteção após a 2ª dose
– Coleta de sangue
– Evento-teste

20/06/22 – Finalização do estudo e divulgação dos resultados

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Rio de Janeiro confirma variante Alpha do novo coronavírus no estado

Da Agência Brasil

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro já identificou casos da nova variante britânica do coronavírus, conhecida como Alpha (B.1.1.7) no estado. Um deles é morador de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O caso foi notificado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio às autoridades municipais de São Gonçalo em 9 de junho.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o município ainda investiga se o paciente foi infectado dentro do estado ou se o caso é importado, tendo vindo de outro estado ou de outro país.

A Secretaria de Saúde alerta que, independentemente das variantes, as medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento da covid-19 seguem as mesmas. Não haverá, portanto, alteração dos protocolos sanitários que já estão sendo adotados.

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Novo Teste do Pezinho abarcará 14 grupos de doenças e 53 enfermidades

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.154 de 2021, que alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei No 8.069 de 1990), estabelecendo que os testes de rastreamento de doenças de recém-nascidos, que integram o chamado Teste do Pezinho, passem a abarcar 14 grupos de doenças, que cobrem 53 enfermidades. Atualmente, na rede pública, o teste detecta apenas seis doenças.

Com a mudança, o grupo de doenças agora inclui fenilcetonúria e outras hiperfenilalaninemias; hipotireoidismo congênito; doença falciforme e outras hemoglobinopatias; fibrose cística; hiperplasia adrenal congênita; a deficiência de biotinidase; a toxoplasmose congênita; as galactosemias; aminoacidopatias; distúrbios do ciclo da ureia; distúrbios da betaoxidação dos ácidos graxos; doenças lisossômicas; imunodeficiências primárias e atrofia muscular espinhal.

A lei determina que as doenças definidas como parte do teste sejam revisadas periodicamente no âmbito do Programa Nacional de Triagem Neonatal, considerando evidências científicas e enfermidades com mais prevalência no país.

A norma estabelece ainda que profissionais de saúde, ao fazer os exames, expliquem a importância do Teste do Pezinho e as diferenças entre os procedimentos nas redes pública e privada. Realizado com a coleta de gotas de sangue dos pés do recém-nascido entre o terceiro e o quinto dia de vida, o exame ajuda a diagnosticar algumas doenças genéticas e metabólicas.

O novo Teste do Pezinho começará um ano após a sanção da lei, no último dia 26 de maio, tempo necessário para que os centros que fazem o atual diagnóstico possam se capacitar e adaptar do ponto de vista técnico. De acordo com o Ministério da Saúde, os prazos de implantação serão definidos em uma regulamentação, que ainda está sendo discutida no âmbito da pasta. O decreto com essas regras será editado dentro do prazo de um ano para o início da vigência.

A mudança representa um benefício para a população brasileira, na avaliação do presidente do Departamento Científico de Genética da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Salmo Raskin. Em entrevista à Agência Brasil, o pediatra especializado em genética médica afirmou que o teste do pezinho em si mesmo já é um benefício para as famílias, porque permite que todo brasileiro, independentemente de sua condição financeira, possa ser testado ao nascimento para seis doenças que têm, em comum, a peculiaridade de, se não forem detectadas precocemente e tratadas, a pessoa ter um problema sério de saúde, não ter uma vida normal e até morrer.

“Agora, com a lei, isso vai ficar muito melhor porque, além de investigar seis doenças, mais de 50 doenças vão ser possíveis de investigação. Em consequência, muito mais bebês e famílias vão ser beneficiados do que já são hoje em dia”, disse. O pediatra ressaltou que são doenças difíceis de diagnóstico pelo médico sozinho. “Se não fizer (o teste do pezinho) no primeiro mês de vida, essa criança vai ter problemas gravíssimos logo e no resto da vida”.

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Câmara autoriza laboratório veterinário a produzir vacina para covid

Da Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) o projeto de lei que autoriza, temporariamente, que laboratórios de vacinas de uso veterinário possam começar a produzir imunizantes contra a covid-19. O objetivo é aumentar a oferta de doses de vacina e acelerar a imunização da população.

Oriundo do Senado, a matéria retorna para análise dos senadores em virtude das mudanças aprovadas pelos deputados. Um artigo foi acrescentado para determinar que as instalações tenham um processo de gerenciamento de risco a fim de evitar contaminação cruzada.

Pelo texto da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), os laboratórios poderão produzir ainda o insumo farmacêutico ativo (IFA) e terão de cumprir exigências de biossegurança e normas sanitárias. Esses estabelecimentos devem realizar todo o processo de produção até o armazenamento em dependências fisicamente separadas daquelas usadas para produtos de uso veterinário.

O texto prevê ainda que, se a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar, o armazenamento poderá ocorrer na mesma área usada para as vacinas veterinárias, se for possível identificar e separar cada tipo de imunizante (animal e humano).

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), o setor tem capacidade instalada e detém a tecnologia necessária para produzir vacinas humanas. O sindicato esclareceu que a indústria de saúde animal no Brasil pode adaptar facilmente suas instalações para o nível de segurança 4, exigido para a produção de vacinas de uso humano.

A matéria determina também que a Anvisa coloque prioridade na análise dos pedidos de autorização para essas empresas fabricarem o IFA e as vacinas contra a covid-19. Enquanto produzirem vacinas para uso humano, os laboratórios de vacina animal estarão sujeitos à fiscalização e às normas da Anvisa.