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Inverno agrava a asma – Saiba como controlar as crises

A asma é uma das doenças crônicas mais prevalentes no mundo e acomete 20 milhões de brasileiros. Apesar do avanço no conhecimento da doença e formas de tratamento, o bom manejo dessa enfermidade ainda envolve obstáculos.

Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada, mas o paciente precisa compreender que um desfecho satisfatório depende de engajamento e tratamento medicamentoso contínuo, não apenas naqueles momentos em que os sintomas se intensificam ou durante as crises que exigem atendimento médico hospitalar de emergência.

O ar chega aos pulmões por meio dos brônquios, estruturas do sistema respiratório. Em pacientes com asma, uma inflamação crônica acomete esses dutos de ar, reduzindo o seu calibre e limitando o fluxo do oxigênio. Por essa razão, pacientes com asma sofrem com a falta de ar, perdem o fôlego, têm sensação de aperto no peito, apresentam sibilos e tosse. Existem inúmeros gatilhos que resultam em crises de asma, e o frio do inverno é um deles, bem como fatores emocionais e externos, alergias a ácaros, pólen das flores, produtos químicos, entre outros desencadeantes.

Não é à toa que essa doença é comparada a um iceberg, sendo os sintomas e as crises a parte visível da geleira. “Abaixo da água, o que não vemos, é a inflamação dos brônquios provocada pela doença, que sem o devido controle, resulta em consequências a longo prazo, como a perda progressiva da capacidade respiratória. Precisamos manter a inflamação controlada. As crises são apenas a ponta do iceberg”, explica o pneumologista Bernardo Maranhão.

Mas, qual a melhor maneira de manter a asma sob controle? Além da adoção de hábitos de vida mais saudáveis, é necessário cuidar da enfermidade ao longo da vida, sem interrupções². Para aprofundar o entendimento sobre a importância do tratamento contínuo, o estudo New Versus Old: The Impact of Changing Patterns of Inhaled Corticosteroid Prescribing and Dosing Regimens in Asthma Management, publicado recentemente, analisou os benefícios de diferentes corticosteróides inalatórios (CI), medicamentos que são usados para controlar a inflamação brônquica e os sintomas da doença, bem como prevenir as crises.

Segundo o estudo, o tratamento que prioriza a dosagem contínua, diária e proativa de medicamentos (PRD – Proatividade e Regularidade das Doses), com Propionato de Fluticasona em associação ao Salmeterol em pacientes com asma moderada, proporciona maior proteção contra os espamos brônquicos e menos risco de efeitos colaterais, quando comparado à terapia à base de dosagens flexíveis com Budesonida associada ao Formoterol.

Quando ocorre maior adesão ao tratamento pelo paciente com asma moderada, a abordagem PRD com PF/SAL mostra-se ainda mais eficaz do que a estratégia usada como terapia de manutenção e alívio, com medicamentos que associam Budesonida e Formoterol.

A dosagem diária regular e clinicamente apropriada com regimes à base de Fluticasona/Salmeterol também mostrou menor risco de efeitos no organismo como um todo, pois é no pulmão que o corticoisteroide precisa agir.

Há poucos estudos que comparam a eficácia dos regimes de tratamento disponíveis para asma moderada e moderada a grave. Segundo o Dr. Maranhão, “esses dados ajudam a aprimorar a conduta do médico no manejo e controle da asma, trazendo benefícios para a saúde respiratória do paciente, o que reflete em melhoria da qualidade de vida”.

“São informações científicas que fortalecem a importância do tratamento de manutenção, ou seja, diariamente em doses definidas pelo médico para o controle da asma, e reiteram algo que nem todo paciente asmático compreende: a inexistência de crises não significa que a doença esteja sob controle”, conclui o pneumologista.

Metodologia

O estudo que avaliou a broncoproteção das vias aéreas ( o que sinaliza inflamação reduzida das vias aéreas, indicando a eficácia do tratamento) e segurança (risco reduzido de efeitos colaterais de corticosteroides) foi realizado projetando, validando e aplicando uma técnica de modelamento, considerando características farmacológicas dos CI enfocados. Avaliou a broncoproteção das vias aéreas e a atividade sistêmica em diferentes cenários clínicos de adesão a este regime, com dados coletados de ensaios clínicos concluídos de vários regimes de dosagem baseados em CI. Investigou uma ampla gama de doses de PF /SAL (Propionato de Fluticasona em combinação com Salmeterol) em doses fixas e BUD/FOR (Budesonida combinada com Formoterol) em estratégia doses flexíveis. Os achados foram então, usados se para se definir os perfis de risco-benefício do CI.

Este estudo avaliou os resultados de broncoproteção (eficácia nas vias aéreas) e a possível e indesejável ação fora dos pulmões (segurança) simulando cenários clínicos do mundo real. Taxas de adesão variadas (100%, 85%) foram consideradas nos tratamentos estudados. Os corticosteroide inalatórios (Fluticasona em doses regulares proativas e Budesonida flexivelmente) foram avaliados a partir de ensaios clínicos publicados anteriormente.

O método de modelamento utilizado pelos autores é reconhecidamente um meio para se gerar conclusões com grande robustez e aceito internacionalmente para trabalhos científicos.

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Onda de frio impacta na queda das doações de sangue

A onda de frio que chegou ao país está impactando fortemente na queda das doações de sangue. No GSH Banco de Sangue Serum a situação é preocupante, pois os estoques sanguíneos já vinham enfrentando queda antes mesmo da chegada do frio.

Atualmente, a instituição vem recebendo apenas cerca de 50 doadores por dia, em cada uma das suas unidades – Centro e Barra – quando o ideal deveria ser de 100.

De acordo com Rodrigo Moreira, líder regional de captação do Banco de Sangue, essa baixa tende a se evidenciar nos próximos dias, caso não haja uma mobilização de doadores. O estado é crítico e pode comprometer o abastecimento aos hospitais que atendem pacientes internados em diversos tratamentos e que necessitam de transfusões de sangue.

“Há algumas semanas estamos enfrentando essa situação de queda nas doações e que agora, com as temperaturas mais frias, a tendência é se acentuar. É gostoso curtir um friozinho em casa, mas também é preciso que a população se lembre que os pacientes que precisam de transfusões não podem esperar”, alerta Rodrigo Moreira.

De acordo com a líder regional de captação, todos os tipos sanguíneos são necessários e bem-vindos. Porém, o O negativo é o que está mais em falta, O sangue ‘O negativo’ é considerado universal e pode ser transfundido em qualquer pessoa, pois, em casos de extrema urgência, quando não há tempo para exames que comprovem qual o tipo de sangue do paciente, ele é utilizado pelos hospitais. Além disso, o Banco de Sangue tem o protocolo de transfundir bolsas de sangue O negativo em recém-nascidos de até 4 meses quando necessitam de transfusão.

E para que os doadores tenham mais opções de horários, as duas unidades do GSH Banco de Sangue Serum, no Centro e na Barra, abrem diariamente, inclusive aos finais de semana e feriados, para receber os doadores que se disponibilizarem a entrar nessa corrente do bem e empatia pelo próximo, das 7h às 18h, em dois endereços: na Av. Marechal Floriano, 99, no Centro, e no Casa Shopping – Barra.

Requisitos básicos para doação de sangue:

• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH, etc.) em bom estado de conservação;
• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);
• Não é permitido realizar doação acompanhado de menores de 12 anos (exceto se o menor estiver acompanhado de dois adultos, sendo necessário o revezamento dos mesmos enquanto acontece a doação);
• Estar em boas condições de saúde, se sentindo bem, sem qualquer sintoma;
• Pesar no mínimo 50 kg e ter dormido ao menos 6h na última noite;
• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
• Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum desde que evite alimentos gordurosos;
• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);
• Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina;
• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
• Não ter tido Doença de Chagas;
• Não ter tido Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 10 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
• Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma;
• Candidatos que viajaram para o exterior devem entrar em contato com o Banco de Sangue para entender o período que não pode doar (varia de país a país).

Consulte nossa equipe em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.
Critérios específicos para o Coronavírus:

  • Pessoas com diagnostico ou suspeita de Covid, deverão aguardar 10 dias após completa recuperação e sem o uso de medicamentos;
  • Pessoas com teste positivo para Covid sem sintomas deverão aguardar por 10 dias após a data da coleta do exame;
  • Se teve contato com paciente positivo ou com suspeita de COVID-19 e/ou realizou isolamento voluntário ou por orientação médica aguardar 10 dias após o último contato/término do isolamento;
  • Aguardar 48h caso tenha tomado a vacina Coronavac/Sinovac e 7 dias caso tenha tomado a Astrazeneca, Pfizer ou Janssen.
Serviço

GSH Banco de Sangue Serum
Novo endereço: Av. Marechal Floriano, 99
Telefones: (21) 3233-5950 | WhatsApp: (21) 99829-7417
Atendimento: Diariamente, das 7h às 18h; incluindo sábados, domingos e feriados
Estacionamento: Poeta Luiz Gama – Av. Passos, 120
Como chegar: Acesso Metrô – Estação Presidente Vargas e Uruguaiana
Acesso VLT: Camerino/Rosas Negras (linha 3)

GSH Banco de Sangue Serum Barra
Endereço: Casa Shopping – bloco P – lado Península – Av. Ayrton Senna, 2.150 – Barra da Tijuca
Telefones: (21) 3030-6761 / 6762 | WhatsApp: (21) 99695-7470
Atendimento: Diariamente, das 7h às 18h; incluindo finais de semana e feriados
Estacionamento: gratuito, conveniado no local, durante a doação – Usuários de tags de acesso rápido, devem retirar o ticket na cancela do estacionamento para isenção.

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Casos de dengue no estado do Rio de Janeiro crescem 177% em 2022

Os casos de dengue no estado do Rio de Janeiro cresceram 177,6% nos primeiros cinco meses do ano,  na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação a 2020, o aumento foi de 20,5%. Os dados são do terceiro boletim epidemiológico da dengue de 2022, da Secretaria de Estado e Saúde (SES).

Foram registrados 4.178 casos da doença neste ano. Destes, 1.672 ocorreram na cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense concentra o maior número de notificações de dengue, mas as regiões norte e noroeste do estado apresentam a maior taxa de transmissão.

Em vídeo divulgado pela SES, o secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, atribuiu o aumento da ocorrência de dengue à circulação da dengue tipo 2, mesmo vírus que circulou no Rio de Janeiro em 2007 e 2008 e que, segundo o secretário, “causou uma das piores epidemias de dengue da história do estado”.

A dengue tipo 2 (sorotipo DENV-2) é predominante no estado, sendo registrada em 31 dos 92 municípios, o que equivale a 33,7% do seu território.

“Uma parte importante da população ainda não teve contato com esse sorotipo e, portanto, pode se contaminar. Existem quatro tipos de dengue, e as pessoas podem pegar os quatro”, alertou o secretário.

A secretaria reforçou a importância da população tomar cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya.

Entre as ações recomendadas estão: não deixar água parada; limpar e esvaziar os pratos de vasos de plantas; manter caixas d’água, cisternas e outros recipientes de armazenamento de água bem fechados e evitar deixar garrafas e pneus em locais que possam acumular água.

 

 

Agência Brasil

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Anvisa amplia uso do remdesivir em casos de covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nova indicação do medicamento Veklury, cuja substância ativa é o remdesivir, para o tratamento da covid-19. A medida foi aprovada no dia 23 e divulgada hoje no site da instituição. O remédio poderá ser usado em pacientes adultos que “não necessitem de administração suplementar de oxigênio e que apresentem risco aumentado de progredir para caso grave” da doença.

“O remdesivir é um antiviral injetável produzido no formato de pó para diluição, em frascos de 100 mg. A substância impede a replicação do vírus no organismo, diminuindo o processo de infecção”, diz a nota da Anvisa. Segundo a agência, a empresa Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil apresentou dados clínicos que demonstraram a eficácia e a segurança do medicamento para esta finalidade.

Antes, o remdesivir tinha indicação terapêutica no Brasil para tratamento de covid-19 apenas em pacientes adultos e adolescentes com pneumonia que precisam de oxigênio. Com a nova indicação, o uso da medicação deve ser iniciado assim que possível após o diagnóstico e dentro de sete dias do aparecimento dos sintomas.

O tratamento tem o tempo total de três dias. A recomendação da Anvisa é que seja administrada, por infusão intravenosa, uma dose única de 200 mg de remdesivir no primeiro dia. Nos dias seguintes, a administração de uma dose diária de 100 mg, com o mesmo procedimento.

A Anvisa recomenda ainda que sejam seguidas as mesmas condições de segurança para uso do medicamento em ambiente ambulatorial, como a realização de testes laboratoriais hepáticos e renais em todos os pacientes antes do início do tratamento.

 

 

 

Agência Brasil

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Covid-19 atingiu 35% dos lares brasileiros no 1º trimestre

Nos primeiros três meses de 2022, mais de um terço dos lares brasileiros teve algum contaminado pelo coronavírus causador da covid-19. A revelação é do levantamento LinkQ, realizado pela empresa de pesquisas Kantar. As conclusões, divulgadas na última terça-feira (24), trazem ainda dados sobre aspectos comportamentais da população em meio à pandemia e à campanha de vacinação.

Os resultados foram obtidos a partir de uma amostragem de 3.400 domicílios, de todas as regiões do país. Entrevistas presenciais com um dos moradores de cada residência foram realizadas entre 15 e 31 de março. Em 10% dos lares visitados, os pesquisadores foram informados que todos os residentes do imóvel foram contaminados nos três primeiros meses de 2022. Em outros 10%, o coronavírus foi contraído por apenas uma pessoa e em 15% houve alguns infectados. Ao todo, em 35% dos domicílios visitados, a covid-19 fez alguma vítima entre janeiro e março.

Segundo dados do painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o primeiro trimestre deste ano foi o período em que o país assistiu a uma explosão de novos casos devido à disseminação da variante Ômicron. Ele concentra 25,1% de todas as 30,8 milhões de ocorrências registradas no país desde o início da pandemia. Por outro lado, apenas 6,1% das 665 mil mortes por covid-19 ocorreram nesses três meses.

Como já mostraram diferentes pesquisas, a vacinação se mostrou capaz de reduzir o risco de morte. No final do primeiro trimestre, mais de 74% dos brasileiros já haviam recebido duas doses.

No levantamento realizado pela Kantar, apurou-se que a campanha de vacinação alcançou quase todos os lares do país. Em 90% dos domicílios visitados, ao menos uma pessoa foi imunizada. Em apenas 7% ninguém se vacinou. Nos demais 3%, os moradores não declararam.

Os resultados do levantamento indicam ainda uma cautela na retomada das rotinas pré-pandemia: 55% dos entrevistados discordaram da volta ao convívio social antes da vacinação, e 61% concordaram que, mesmo imunizados, devem continuar saindo apenas para atividades essenciais.

Para 47%, a pandemia mudou hábitos de alimentação dentro de casa, enquanto 53% disseram que houve alterações em práticas alimentares fora do lar. O levantamento também revela que para 60% a vida financeira ou profissional foi afetada negativamente pela pandemia em algum momento.

 

 

Agência Brasil

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Sala de situação vai monitorar varíola dos macacos no país

Dá Agência Brasil

O Ministério da Saúde criou uma sala de situação para monitorar o cenário da varíola dos macacos – vírus Monkeypox – no Brasil. A medida, anunciada pela pasta na noite desta segunda-feira (23), tem como objetivo elaborar um plano de ação para o rastreamento de casos suspeitos e na definição do diagnóstico clínico e laboratorial para a doença.

“Até o momento, não há notificação de casos suspeitos da doença no país. A pasta encaminhou aos estados um comunicado de risco sobre a patologia, com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a doença”, informou o Ministério da Saúde, em nota.

A vigilância de doenças com potencial para emergência em saúde pública é monitorada pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Nacional), que atua de forma permanente, detectando informações 24 horas por dia.

A varíola dos macacos é uma doença viral endêmica no continente Africano, com transmissibilidade moderada entre humanos.

No último sábado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações constituiu, em caráter consultivo, uma Câmara Técnica Temporária de pesquisa chamada Câmara Pox MCTI, para acompanhar os desdobramentos científicos sobre o vírus Monkeypox, conhecido como varíola dos macacos.

A medida de vigilância científica com consulta a especialistas é necessária, segundo o órgão, diante de casos de infecção registrados em países como Portugal, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, em maio deste ano.

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Insônia em crianças pode ser tratada com higiene do sono, diz médico

A dificuldade de dormir ou conseguir manter um sono contínuo durante a noite também pode acometer crianças. Para elas, entretanto, a insônia tem características distintas. 

Enquanto nos adultos as situações estressantes são as maiores causadoras de noites mal dormidas, nas crianças, a insônia tem caráter comportamental. Por isso, o tratamento demanda mudança de hábitos da família e o estabelecimento de uma rotina para pais e filhos, principalmente à noite.

Nos primeiros meses de vida, o bebê tem um sono espaçado ao longo das 24 horas, dormindo em média 16 horas por dia. Com o passar do tempo, esse período vai diminuindo, e ele dorme entre 11 e 14 horas. Quando completa 12 meses, a criança já tem um período de sono mais prolongado à noite e faz 1 a 2 cochilos de dia.

Nesta fase, o bebê pode ter dificuldade para iniciar e manter o sono, precisando da presença e intervenção dos pais, dando colo, embalando, oferecendo o seio materno ou a mamadeira.

“Existem crianças que estão acostumadas a dormir somente após mamar, ficar no colo e ser embalada. Por isso, quando despertam no meio da noite, chamam os pais para que eles repitam este ritual”, alerta o pediatra Gustavo Moreira, pesquisador do Instituto do Sono. É a chamada insônia por distúrbio de associação. Geralmente, explica o médico, é desencadeada quando a criança adoece, principalmente nos primeiros anos de vida, necessitando de atenção redobrada dos pais.

As doenças mais comuns nesta fase são bronquite, refluxo gastroesofágico, alergia à proteína do leite de vaca e infeções de repetição. Outros gatilhos são mudanças de casa, cidade ou início precoce da creche.

Na criança maior, o comportamento é diferente e ela tenta prorrogar o início do sono dizendo que está com fome, sede ou medo. Ela pode acordar no meio da noite e ir para o quarto dos pais, que a levam de novo para o seu quarto. “Esse vaivém dura até uma hora que, por cansaço, os pais deixam a criança dormir na cama do casal ou numa cama ao lado. É a chamada insônia por falta de limites”, explica o médico.

Segundo o especialista, algumas crianças podem apresentar os dois tipos de insônia combinados ou migrar do distúrbio de associação para o de falta de limites. “Esse problema é bem frequente, em torno de 20% das crianças. Famílias vivem esse problema, de uma forma mais intensa ou menos”, relata o médico.

O maior problema de noites mal dormidas é que as crianças podem ficar irritadas, agressivas e desatentas ao longo do dia.

Segundo Moreira, a insônia pediátrica está associada ao fato de que, para a criança, o horário de dormir está relacionado ao momento de separação dos pais. Caso não exista um processo de transição, o bebê vai chorar quando estiver sozinho no berço e a criança maior vai usar subterfúgios para não dormir.

“Para o tratamento da insônia infantil, primeiro é preciso ensinar a criança a dormir sozinha. Para isso, a gente tem que fazer a higiene do sono. Quase ninguém faz, mas é importante”, reforça o especialista.

Não há fórmula mágica para que as crianças durmam a noite inteira, mas com paciência e dedicação dos pais na aplicação da higiene do sono, a prática pode ajudar os pequenos a dormirem melhor.

A higiene do sono é um conjunto de atividades tranquilas que direcionam a criança para o momento de dormir.

Confira as orientações do especialista:

Estabelecer rotina – definir horários fixos para a criança dormir, acordar e fazer uma soneca nos sete dias da semana. “Tem que ter uma regularidade no horário para dormir e antes de dormir, uma hora antes, desligar os eletrônicos”, reforça o especialista.

Evitar o uso de telas – celulares, tablets e aparelhos de televisão servem de estimulantes para as crianças. O uso deve ser evitado de 1 a 2 horas antes do horário de ir para cama.

“Esses dispositivos têm um conteúdo estimulante. E a luz que é emitida pelo tablet, celular, vai lá no cérebro dizer que é dia, e não é noite. A criança tem que parar de pular, de correr e fazer uma atividade calma como desenhar, por exemplo”

Hora de dormir – o melhor horário para a criança ir para a cama é no início da noite. A escuridão vai estimular a produção da melatonina, hormônio que facilita o sono.

Banho quente – o banho ajuda a tranquilizar a criança. Mas tem que ser um banho calmo, sem muitas brincadeiras.

Ritual de sono – diminua o ritmo e a movimentação da casa. Essa sucessão de eventos ajuda a criança a se acalmar e a sinalizar que é hora de dormir. Inicie desligando as luzes no ambiente principal da casa, por exemplo. Em seguida, ela deve ir ao banheiro para escovar os dentes e depois ir para o quarto dormir.

Contar histórias – “antes de apagar as luzes, os pais podem cantar uma canção, fazer uma oração ou contar uma história para seu filho”, aconselha o especialista.

 

 

Agência Brasil

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Ministério da Saúde amplia tratamento contra câncer no SUS

O Ministério da Saúde anunciou na última quarta-feira (18) a ampliação dos procedimentos oncológicos destinados ao tratamento do câncer. Passam a ser ofertados por 11 hospitais habilitados a peritonectomia e a quimioperfusão intraperitoneal hipertérmica. As portarias que preveem a oferta dos dois procedimentos foram  assinadas hoje pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

De acordo com o ministério, as novas incorporações ampliam as opções de procedimentos para o tratamento oncológico de dois tipos de câncer: mesotelioma peritoneal maligno (MPM), que atinge a região abdominal, e pseudomixoma peritoneal (PMP), tumor que se manifesta na cavidade peritoneal.

Foram também preparados protocolos específicos para orientação aos profissionais da saúde sobre as doenças e o uso dos novos procedimentos. Os protocolos são publicados conjuntamente pelas secretarias de Atenção Especializada à Saúde  e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, informa, em nota, o ministério.

A expectativa das autoridades é de que, a cada ano, 200 procedimentos para a cirurgia de citorredução com hipertermoquimioterapia sejam feitos no Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão dos novos procedimentos deve resultar em impacto de R$ 6,7 milhões no orçamento federal.

“Com a finalidade de acelerar o início da oferta tabelada desses procedimentos no âmbito do SUS, o Ministério da Saúde analisou os dados dos hospitais habilitados na alta complexidade em oncologia, relativos a cirurgias de câncer e cirurgias do aparelho digestivo, para avaliar quais estão capacitados para a realização imediata dos novos procedimentos incorporados”, diz ainda a nota.

Ainda segundo a pasta, os gestores locais do SUS poderão solicitar a habilitação de novos hospitais, desde que de acordo com os critérios estabelecidos na portaria a ser publicada.

 

 

Agência Brasil

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Covid-19: Fiocruz alerta para estagnação na cobertura vacinal

A estagnação do crescimento da cobertura vacinal contra a covid-19 na população adulta, além da desaceleração da curva de cobertura de terceira dose, é motivo de preocupação, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O alerta faz parte da nova edição do Boletim do Observatório Covid-19, divulgado na última quinta-feira (19).

De acordo com os dados da Fiocruz, na população acima de 25 anos, a cobertura no território nacional para o esquema vacinal completo é de 80%. No entanto, a terceira dose nos grupos mais jovens segue abaixo da média considerada satisfatória.

“A análise aponta cobertura de 63,9% na faixa etária de 55 a 59 anos, 57,9% na de 50 a 54 anos, 52,8% de 45 a 49 anos. O percentual diminui gradualmente: a partir de 40 a 44 anos é de 49,8%, de 35 a 39 anos é de 44,7%, de 30 a 34 anos é de 40,3%, de 25 a 29 anos é de 35,5%, de 20 a 24 anos é de 30,4% e de 18 a 19 anos é de 25,2%”, destacou a Fiocruz.

No período de 24 de abril a 14 de maio, o boletim sinaliza que, em relação à quarta dose, na faixa etária de maiores de 80 anos é de 17,7%, de 75 a 79 anos é de 12,4%, 70 a 74 anos é de 12%, de 65 a 69 anos é de 6,4% e de 60 a 64 anos é de 3,4%.

Em relação à terceira dose, nas faixas etárias acima de 65 anos, a cobertura está acima de 80%.

Nas crianças entre 5 e 11 anos, 60% tomaram a primeira dose e 32% estão com esquema vacinal completo.

“O cenário atual ainda é motivo de preocupação. A ocorrência de internações tem sido consistentemente maior entre idosos, quando comparados aos adultos. Além disso, o surgimento de novas variantes, que podem escapar da imunidade produzida pelas vacinas existentes, constitui uma preocupação permanente”, explicam os pesquisadores da Fiocruz.

O boletim alerta que, diante da falta de incentivo do uso de máscaras como medida de proteção coletiva e a não obrigatoriedade da apresentação do passaporte vacinal, a discussão sobre a vacinação torna-se ainda mais importante.

A íntegra do último boletim pode ser acessada na página da Fiocruz na internet.

 

 

Agência Brasil

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Guia leva conhecimento à população sobre tratamento de doenças raras

O Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses, comemorado no último domingo (15), vai se estender durante toda esta semana, a partir da promoção da MPS Week, pela Casa Hunter, organização não governamental (ONG) que apoia pacientes que possuem doenças raras e seus familiares. Com o lançamento do Guia do Manejo – MPS Tipo II, a ONG pretende disseminar conhecimento e esclarecer dúvidas de pacientes, familiares e cuidadores ao longo de toda a jornada. O documento traz informações sobre causas, diagnósticos, sintomas, tratamentos, além de aspectos como educação e socialização.

A estimativa é que, no Brasil, 13 milhões de pessoas tenham alguma doença rara. Entre elas, estão as mucopolissacaridoses (MPSs), doenças genéticas progressivas, degenerativas, multissistêmicas, que fazem parte dos erros inatos do metabolismo. Segundo informou hoje (17) à Agência Brasil a médica geneticista Ana Maria Martins, professora do Centro de Referência em Erros Inatos do Metabolismo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o guia vai ajudar a ampliar o conhecimento sobre essa doença.

Ana Maria Martins explicou que “as mucopolissacaridoses são doenças genéticas que ocorrem pela deficiência de enzimas que trabalham dentro dos lisossomos”. As enzimas são proteínas fundamentais para diversos processos químicos no organismo, cuja falta pode provocar vários transtornos. Já os lisossomos são pequenas estruturas que estão dentro das células e têm como função a reciclagem de substâncias e digestão de grandes moléculas, para que possam ser utilizadas ou reutilizadas.

A professora da Unifesp esclareceu que, com o acúmulo de depósitos de substâncias nos lisossomos, vão acontecer os sinais e sintomas das MPSs, como baixa estatura, infecções de ouvidos que começam por volta dos dois meses de idade, secreção grossa no nariz, alterações ósseas e nas articulações, fígado e baço grandes. Alguns tipos têm comprometimento da inteligência. Ou seja, nas MPSs, a produção de enzimas responsáveis pela degradação de alguns compostos é afetada e ocorre o acúmulo progressivo destes no organismo do paciente.

A especialista informou que, hoje, o tratamento recomendado no mundo para as MPSs está no Sistema Único de Saúde (SUS). “Logo que se faz o diagnóstico, o paciente pode receber seu tratamento gratuito na Secretaria de Saúde do seu estado e são melhores os resultados quanto mais cedo começar a tratar”.

A médica salientou que, quando pequena, a criança tem otites muito frequentes, pelo menos uma vez por mês. “O otorrino vai fazendo em monte de tratamentos e ela não consegue melhorar essa infecção frequente. O médico tem que estar alerta para apalpar a barriguinha dela e ver se tem aumento de fígado ou baço. Aí, tem que pesquisar as mucopolissacaridoses (MPSs)”, recomendou.

Ana Maria afirmou que que a Síndrome de Hunter é conhecida como mucopolissacaridose (MPS) do tipo 2. Ana Maria Martins atua, principalmente, nas áreas de erros inatos do metabolismo e fenilcetonúria, doença relacionada a uma alteração genética rara, que afeta aproximadamente uma a cada 10 mil pessoas e envolve o metabolismo de proteínas.

Para o presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas), Antoine Daher, o Guia de Manejo é uma forma de contribuir para a melhoria da jornada do paciente e dos cuidadores. “Muitas são as questões que cercam a doença, como os cuidados, as dúvidas e até mesmo os sentimentos, tanto do paciente quanto da família. Queremos, com o Guia do Manejo, aumentar o conhecimento sobre a patologia e acolher toda a rede de apoio”, disse Daher. O lançamento do guia contou com apoio das farmacêuticas JCR, Ultragenyx, Sanofi, Sigylon, Regenxbio e BioMarin.

 

 

Agência Brasil