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Clubes entram com recurso para impedir público em jogos do Flamengo

Da Agência Brasil

Dezessete dos 20 clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro (com exceção de Flamengo, Atlético-MG e Cuiabá) entraram nesta quarta-feira (15) com um “recurso voluntário” no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), tentando derrubar a liminar que autoriza o Rubro-Negro a ter público nas partidas em que for mandante no Campeonato Brasileiro. A equipe carioca pretende ter torcedores no Maracanã neste domingo (19), contra o Grêmio, às 20h30 (horário de Brasília), pela 21ª rodada da competição.

Na última terça-feira (14), o presidente do Tribunal, Otávio Noronha, indeferiu o pedido das 17 equipes para revogar a liminar e encaminhou o processo ao Pleno do STJD, marcado para quinta-feira da próxima semana (23), às 13h. Uma das pautas é justamente a medida inominada do Flamengo para ter autorização de receber torcedores nos jogos como anfitrião. O auditor Felipe Bevilacqua será o relator do caso.

Na quarta-feira passada (8), representantes de 19 dos 20 times do campeonato decidiram por unanimidade, em Conselho Técnico, que a volta dos torcedores aos estádios ocorreria somente quando todas as cidades dos clubes participantes assim autorizassem. Também foi aprovado o retorno do público a partir da 23ª rodada, no início de outubro, desde que 100% das equipes estejam liberadas para tal pelas autoridades locais.

No mesmo encontro, os times concordaram, de forma unânime, em pedir à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a suspensão de “rodadas da competição nas quais clubes sinalizem com a utilização de liminar para contar com público nos estádios”, segundo nota divulgada pela entidade. No comunicado, a CBF informou que avaliaria o caso juridicamente, “uma vez que [ele] interfere na esfera de direito de terceiros adquirentes de propriedades comerciais” do torneio.

A única equipe a não enviar representante à reunião foi o Flamengo. O Rubro-Negro entende que não cabe à CBF ou aos clubes “deliberar acerca da existência ou não de público nos estádios, por não se tratar de matéria de sua competência desportiva”. O Atlético-MG, que participou do encontro, afirmou nesta quarta-feira, em nota, que se o Rubro-Negro prosseguir com a intenção de levar torcedores às próximas partidas como mandante, fará uso da mesma prerrogativa, já que o rival é concorrente direto pelo título nacional. O Galo também possui uma liminar que o autoriza a ter torcida nos confrontos em casa.

O Flamengo obteve liberação da Prefeitura do Rio de Janeiro para mandar três partidas com torcedores nas arquibancadas do Maracanã, que servirão como eventos-teste. A primeira delas será nesta quarta, diante do Grêmio, às 21h30, mas pela Copa do Brasil. Para este duelo, a capacidade autorizada será de 35% do total (cerca de 24,8 mil pessoas). No domingo, será liberado até 40% da ocupação (aproximadamente 28,3 mil). O público presente terá de obedecer distanciamento de um metro por assento no estádio, apresentar comprovante de vacinação contra o novo coronavírus (covid-19) e teste antígeno ou PCR com resultado negativo para o vírus.

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Rio de Janeiro mantém obrigatoriedade de vacinação para servidores

Da Agência Brasil

A obrigatoriedade de imunização contra a covid-19 para servidores e prestadores de serviço da prefeitura do Rio está mantida, afirma o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Segundo ele, o que ainda está em estudo é o tipo de punição para quem não obedecer à norma.

Na terça-feira (14), uma decisão da Justiça do Rio suspendeu o decreto do prefeito Eduardo Paes, publicado no dia 18 de agosto, que previa, inclusive, a demissão de quem se negasse a tomar a vacina.

A desembargadora Marília de Castro Neves, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), concedeu liminar em resposta à ação proposta pelo deputado estadual Márcio Gualberto dos Santos.

Na decisão, ela destacou que o poder municipal não pode criar sanções não previstas na lei federal ou estadual.

O secretário de Saúde afirmou que a prefeitura vai recorrer da decisão.

“A prefeitura vai recorrer dessa decisão da Justiça que impede a punição desses servidores. Essa decisão não limita a prefeitura sobre a cobrança da vacinação dos servidores, mas, sim, pede que a gente reveja a punição desses servidores que não se vacinaram. Está mantida a obrigatoriedade da vacinação dos servidores. O que está em discussão é qual o tipo de punição que a prefeitura pode realizar ou não para esses servidores que não se vacinaram”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

Na avaliação do secretário, a imunização desses trabalhadores é importante para manutenção dos serviços.

“É um entendimento da prefeitura que para atuar nas escolas, nos hospitais, na prefeitura como um todo, é necessário que a pessoa esteja vacinada para proteger a sua saúde e a saúde dos outros servidores e das pessoas que ela realizará o atendimento.”

Comprovante

O Rio de Janeiro inicia hoje (15) a exigência de comprovação da vacina contra a covid-19 para acessar estabelecimentos como academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento, clubes, estádios, vilas olímpicas, cinemas, teatros, circos, salas de concerto, museus, recreação infantil, pontos turísticos e feiras comerciais.

De acordo com Soranz, o decreto do prefeito que determinou a medida já foi referendado pela Justiça. Já a Câmara dos Vereadores decidiu pela aplicação de multa em caso de descumprimento.

“Isso está mantido e começa a vigorar a partir de hoje. Tem apoio de grande parte da sociedade, principalmente, das instituições”, pontuou.

Vacinas

Segundo o secretário, no momento, o município tem doses suficientes para cumprir o calendário estipulado para hoje e amanhã de meninas de 14 anos e para a segunda dose dos demais públicos.

De acordo com ele, a secretaria aguarda a liberação, pelo Ministério da Saúde, de 166 mil doses de CoronaVac, que já estão no estoque do município.

Soranz informou que, com as doses das vacinas AstraZeneca e Pfizer que o município recebeu esta semana, é possível garantir o calendário de segunda dose até sábado (18).

“A gente espera receber mais 30 mil doses da Pfizer ao longo do dia de hoje para vacinar os meninos de 14 anos [a partir de sexta-feira].”

Para a vacinação dos adolescentes na semana que vem, a secretaria aguarda a liberação de 8 milhões de doses que, segundo o secretário, já estão nos estoques do Ministério da Saúde.

A reportagem da Agência Brasil tentou confirmar o estoque disponível no Programa Nacional de Imunização (PNI), mas não recebeu resposta do Ministério da Saúde até o fechamento desta matéria.

Para Soranz, a campanha de vacinação contra a covid-19 conta com um fator agravante: a escassez mundial de imunizantes. “É muito importante que o ministério também tenha o sentimento de urgência. Que ele receba e que distribua o mais rápido possível evitando o acúmulo de vacinas no seu próprio estoque”, apontou.

Reforço

Sobre as doses de reforço em idosos e pacientes com alto grau de imunossupressão com 60 anos ou mais, a secretaria tem vacina garantida para esta semana.

“A gente sempre trabalha com a aplicação das vacinas que recebe na semana. Para a próxima vacina, a gente aguarda a distribuição das vacinas que já estão no estoque do ministério para poder continuar o calendário”, completou.

Nesta quarta-feira, além da dose de reforço para idosos de 93 anos ou mais, o calendário previa a vacinação das pessoas com alto grau de imunossupressão com 60 anos ou mais e a repescagem para adultos a partir de 22 anos, gestantes, puérperas, lactantes e pessoas com deficiência a partir de 12 anos.

Campanha

O secretário destacou a grande da adesão da população da cidade à vacinação contra a covid-19. “O carioca é incrível. Briga para se vacinar. Já tem 98% das pessoas adultas com a primeira dose e 60% das pessoas adultas com a segunda dose. A adesão é muito alta na cidade do Rio de Janeiro”, comemorou.

“Infelizmente, a gente ainda vê algumas pessoas que se recusam a se vacinar, que precisam de uma série de estímulos para a sua vacinação, que não se importam e que não procuram os postos para a vacinação, mas, de maneira geral, o carioca é uma população muito aderente à vacina e dá um exemplo para todo o Brasil e para o mundo”, comentou.

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Fiocruz alerta para falta de dado sobre vacinação em casos de síndrome

Da Agência Brasil

Pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica em Saúde (Icict/Fiocruz) publicaram esta semana uma nota técnica em que alertam para o não preenchimento de dados sobre vacinação nas unidades de saúde, em pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Segundo o texto, os registros do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) apresentam um número substancial de informações incompletas, “o que compromete seriamente qualquer análise sobre a efetividade das vacinas para impedir a hospitalização e/ou a morte dos pacientes vítimas do [novo] coronavírus”.

A nota técnica avaliou o percentual de casos de SRAG registrados em que a unidade de saúde informou os seguintes dados ao Sivep-Gripe: se o paciente recebeu vacina contra covid-19, quando recebeu cada dose, o lote de cada dose, e se o dado foi digitado manualmente ou recuperado por meio de integração com a Rede Nacional de Dados em Saúde. Foram considerados os casos notificados entre abril e 25 de agosto deste ano.

Fragilidade

O texto destaca, ainda, que a “enorme incompletude de informação” no sistema torna “extremamente frágil qualquer afirmação sobre efetividade dos imunizantes em casos de hospitalização ou óbitos”.

Segundo o estudo, a informação sobre a vacinação foi preenchida como “ignorada” em 35% dos hospitalizados. Em Roraima, Maranhão, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo, Ceará, Bahia e Alagoas, cerca de 60% dos dados de hospitalizados não possuem informação sobre vacinação.

Diante desse cenário, os pesquisadores afirmam que inferências sobre a efetividade das vacinas com base nos dados de hospitalização do Brasil disponibilizados em bancos públicos exigem extrema cautela em sua análise.

Motivos

Um dos responsáveis pelo estudo, Diego Xavier, especialista em Saúde Pública da Fiocruz, aponta alguns dos motivos que causam a falta de dados. “As equipes de Saúde na linha de frente, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada, estão sobrecarregadas, operando no limite há muitos meses, e podem estar enfrentando diferentes dificuldades para o lançamento desses dados, desde a ausência de treinamento até a falta de tempo em meio ao atendimento acima do normal”, afirma Xavier, em texto divulgado, no Rio de Janeiro, pela Fiocruz.

Outro obstáculo é o modo de captura dessa informação, que muitas vezes depende de o usuário apresentar o cartão de vacinação na unidade hospitalar. O ideal, aponta a nota técnica, é a integração das bases de dados de vacinação com as bases de dados de hospitalização e notificação de casos, o que tornaria as informações mais confiáveis.

Apesar dos problemas frequentes no preenchimento das informações, a nota técnica indica que algumas unidades de saúde conseguiram implementar um preenchimento de dados mais adequado e podem ser usadas como unidades sentinela no monitoramento da pandemia.

No longo prazo, a Fiocruz recomenda entender como esses bons exemplos se estruturam e quais lições podem auxiliar a criação de protocolos e rotinas que podem ser disseminadas para as demais unidades de saúde de acordo com suas realidades.

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Câncer já é a principal causa de morte de crianças e adolescentes

Da Agência Brasil

Embora o câncer em crianças seja uma doença rara, ele é responsável pela maioria das mortes entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos de idade, da ordem de 8% do total, de acordo com o  Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). 

“É a primeira causa de morte por doença no Brasil e nos países desenvolvidos. Ele (câncer) só perde para causas externas, como traumas, e outros agentes externos”, disse a oncologista e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) Flávia Martins.

Os três tipos de câncer mais comuns entre crianças e jovens, por ordem de frequência, são leucemias, tumores no Sistema Nervoso Central (SNC) e linfomas.

A doutora Flávia Martins recomenda que, para fazer o diagnóstico precoce, é preciso prestar atenção na criança e no que dizem os pais, pois há tempos variados de diagnóstico. Os primeiros consistem no reconhecimento dos sintomas pelos pais e no atendimento médico não especializado da criança em um hospital, pronto-socorro ou Unidade Básica de Saúde (UBS). Em seguida, vem o atendimento complexo, com o diagnóstico final.

O mês de setembro é reservado à conscientização e combate ao câncer infantojuvenil.

Reconhecimento

A oncologista alerta que o reconhecimento dos sintomas pelos pais é muito importante. “Prestar atenção em febres contínuas. Lembrar que a criança tem, sim, febres, tem viroses, infecções, mas elas duram, no máximo, entre três e cinco dias, e não costumam deixar a criança prostrada, não costumam causar dor”. Outro sinal importante, segundo a médica, é a palidez.

“Quando a criança está um pouquinho descorada e menos ativa, os pais devem levar em consideração e levar para uma avaliação médica. Qualquer sintoma neurológico, como estrabismo, quando a criança fica vesguinha, ou a criança reclamar de alteração visual súbita, dor de cabeça”.

Flávia Martins ressaltou que a “dor é coisa de adulto, isso não é coisa de criança. Criança, para ter dor, tem que ter alguma justificativa e essa dor tem que passar por uma investigação”.

A oncologista reconheceu que os sintomas de alerta são mais fáceis de serem detectados pelos médicos. Já os sintomas mais comuns a outras doenças, como febre e dor de barriga, acabam passando despercebidos.

Qualidade de vida

Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) para o triênio 2020/2022 estimam 8.460 novos casos por ano de cânceres infantojuvenis, sendo 4.310 para o sexo masculino e 4.150 para o sexo feminino.

Segundo o Inca, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência nas últimas quatro décadas foi extremamente significativo. “Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado”, informa o Inca.

A oncologista Flávia Martins lembrou que é importante não só a criança ser curada, mas manter qualidade de vida, com capacidade funcional. “Porque não basta curar. A gente tem que promover que essa criança chegue a ser um adulto, e até um idoso saudável. Então, quanto mais precocemente a gente encontrar aquele tumor do sistema nervoso central, aquela leucemia, a gente vai, muitas vezes, poder planejar o tratamento de forma que a criança seja menos espoliada, sofra menos agressões”.

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Rio aplica dose de reforço em idosos de 94 anos contra Covid-19

Da Agência Brasil

Dentro da campanha de imunização contra a covid-19, a prefeitura do Rio de Janeiro começou a aplicar nesta terça-feira (14) a dose de reforço nos idosos de 94 anos ou mais. Esta etapa começou na segunda-feira (13), com a vacinação extra das pessoas com 95 anos ou mais, e segue o calendário com idade decrescente. Dessa forma, no sábado será a vez dos idosos de 90 anos ou mais.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a dose de reforço será aplicada em quem tomou as duas primeiras na capital e requer intervalo de pelo menos três meses da segunda dose. Serão utilizadas para o reforço as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca/Fiocruz, dependendo da disponibilidade.

A repescagem de primeira dose esta semana continua para pessoas com deficiência com 12 anos ou mais, gestantes, puérperas e lactantes, além do público a partir de 22 anos. Amanhã, será retomada a imunização dos adolescentes, com meninas de 14 anos. Os meninos dessa idade devem comparecer aos postos na sexta-feira.

Datas

A confirmação das datas para aplicação nos adolescentes de 13 e 12 anos será divulgada quando a prefeitura receber novas doses da Pfizer, única vacina liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse público.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que recebeu na tarde de ontem (13) 464.490 doses da Pfizer, a serem destinadas para primeira e segunda aplicação. A distribuição para os municípios do estado do Rio começou a ser feita ainda ontem e será concluída até amanhã.

A vacinação na cidade do Rio de Janeiro já contemplou 79,7% da população com a primeira dose e 45,4% com o esquema completo. Considerada a população-alvo, a partir de 12 anos, já foram atingidos 93% com a primeira dose e 52,8% com as duas aplicações ou a dose única da Jansen.

No estado, os dados oficiais indicam 10.988.356 pessoas com a primeira dose, o que corresponde a 62,92% da população. Ao todo, 5.388.516 receberam a segunda dose e 337.159 a dose única, o que significa que 32,79% da população do estado do Rio completaram o esquema vacinal contra a covid-19.

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Covid-19: 70 milhões já receberam duas doses ou dose única da vacina

Da Agência Brasil

O Brasil já registra 70 milhões de brasileiros imunizados contra a covid-19 com as duas doses da vacina ou a dose única. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde neste sábado (11), 44% da população maior de 18 anos estão com o ciclo vacinal completo.

Mais 136,9 milhões de aplicações foram realizadas em primeira dose, ou seja, mais de 85% da população adulta vacinável recebeu ao menos uma dose de imunizante contra a covid-19.

No momento, 23 estados já estão com ocupação de leitos de UTI e clínicos abaixo de 50% e dentro dos padrões de normalidade. Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul ainda estão na zona de alerta, com taxas de ocupações que variam de 51% a 69%.

As médias móveis de casos e óbitos também estão em queda e registraram, nos últimos dois meses, redução de 61% e 60%, respectivamente.

“Vamos continuar avançando e contando com o apoio de todos. Quando assumi o Ministério da Saúde, o objetivo era vacinar 1 milhão de pessoas por dia, número que estamos atingindo com normalidade. Se continuarmos nesse ritmo será possível vacinar todo o público-alvo do país com as duas doses até o mês de outubro”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Em agosto, a pasta bateu outro recorde e distribuiu mais de 60,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. Desde o início da campanha, já foram distribuídas mais de 259,4 milhões de doses.

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Ministro da Saúde entrega unidades fluviais a comunidades ribeirinhas

Da Agência Brasil

Moradores de comunidades ribeirinhas do Amazonas e do Pará passam a contar com novas unidades básicas de Saúde fluviais e reforço para as unidades que já existem. A ampliação das ações para essas regiões está em duas portarias assinadas neste sábado (11) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em Manaus.

O objetivo das portarias é garantir o acesso igualitário à rede pública para todos os brasileiros e o atendimento em locais de difícil acesso em todas as regiões do país.

O ministro visitou uma das unidades fluviais, na comunidade Bela Vista do Jaquiri, onde o acesso só é possível percorrendo duas horas de barco.

Nesses municípios, na maioria das vezes, a única forma de acesso é por via fluvial, inclusive para equipes de profissionais de saúde. Dessa forma, o Ministério da Saúde destina recursos federais para unidades básicas de Saúde Fluvial (UBSF). Ao todo, na primeira portaria, quatro municípios serão contemplados com as embarcações que comportam a estrutura para atendimentos básicos. São eles Caaparinga, Ipixuna e Manicoré, no Amazonas, e São Domingos do Capim, no Pará.

A transferência dos incentivos financeiros por parte do ministério dependerá da efetivação do cadastramento feito pelos gestores locais. O custeio mensal de cada UBSF é de R$ 90 mil. Ao todo, fazem parte da nova estrutura das UBSFs entregues pela pasta 15 embarcações, 12 unidades de apoio e 75 profissionais de saúde, entre agentes comunitários, auxiliares ou técnicos de enfermagem, auxiliares ou técnicos de saúde bucal, médicos e cirurgiões-dentistas.

A segunda portaria assinada hoje (11) credencia os municípios de Manicoré (AM), Tabatinga (AM), Juruti (PA) e Santo Antônio do Tauá (PA) a receberem incentivo para equipes de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR), unidades de Apoio Ribeirinha e embarcações. O investimento é suficiente para 32 embarcações e a contratação de 137 profissionais de saúde. A transferência dos incentivos por parte do Ministério da Saúde dependerá do cadastramento no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

Em 2021, a pasta já repassou mais de R$ 56 milhões para equipes de saúde da família fluvial e família ribeirinha.

Adolescência

O Ministério da Saúde destinará cerca de R$ 11 milhões para os municípios e o Distrito Federal promoverem a prevenção e o combate a doenças. A portaria também foi assinada hoje, durante a visita do ministro a Manaus.

Mais de 32 milhões de adolescentes podem ser beneficiados pela portaria que implementa a medida. A iniciativa prevê investimento de R$ 1 mil a R$ 50 mil por município. Os valores serão distribuídos proporcionalmente, considerando a quantidade de adolescentes cadastradas no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab) em cada localidade.

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alimentação Destaque Notícias obesidade Rio Saúde

Rede Educacional Carioca toma medidas contra a obesidade infantil

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde em junho deste ano, cerca de 3,1 milhões de crianças no Brasil lidam com a obesidade diariamente. Apenas entre os 5 e 9 anos, 13,2% das crianças sofrem com esta doença. Ajudar a combater essa doença é dever, principalmente, dos pais e/ou responsáveis.

No Rio de Janeiro, o Grupo Sinergia Educação, formado pelos colégios CEL e Franco-Brasileiro, ajuda a combater a obesidade infantil com o programa Cantina Saudável.

Falar de alimentação saudável com crianças nunca foi uma tarefa muito agradável na hora de convencê-las a comer verduras e legumes. Para essa função ficar mais prazerosa é fundamental que a família estabeleça uma parceria com a escola para que juntas possamos desenvolver hábitos para serem levados para a fase adulta, melhorando a qualidade de vida dos nossos alunos – explica a nutricionista Carolina Liberato, responsável pelo serviço de Nutrição do CEL.

O programa foi incluído no cotidiano dos dois colégios há 10 anos e, entre outras ações, retirou totalmente os refrigerantes, balas, embutidos, salgados de farinha refinada, mudando o perfil de alimentos açucarados, ricos em sal e gordura para produtos mais nutritivos.

Foi um desafio financeiro e comportamental por parte da comunidade escolar que inicialmente manifestou insatisfação pela mudança mas que atualmente já está acostumada com as opções oferecidas. Toda mudança é difícil no início, mas mudar é preciso. Várias estratégias têm sido adotadas desde então, com o objetivo de oferecermos produtos mais saudáveis, porém de boa aceitação e agregando valor e rentabilidade à escola – acrescenta Luciana Pereira, nutricionista responsável pelo serviço de Nutrição do Franco.

Outra iniciativa do Sinergia Educação em relação ao combate à obesidade infantil foi a implantação do Dia da Fruta.

No início foi bastante complicado, mas, com o tempo e a dedicação dos profissionais envolvidos no processo, que vai desde o pessoal na cozinha que monta as bandejas de frutas que mais parecem uma pintura, tomando o cuidado para não colocar uma fruta do lado da outra que tenha a mesma cor, até as professoras e auxiliares de turma que fazem um trabalho belíssimo de integração com o serviço de nutrição – acrescenta Carol.

A adequação à nova realidade exigiu algumas mudanças na cantina.

Nossos produtos são livres de gordura trans e optamos por achocolatados com baixo teor de açúcar e gordura. Os refrigerantes foram substituídos pelos sucos de frutas em lata e água de coco. Adoraríamos trabalhar com suco de frutas in natura feito na hora, mas o tempo do recreio não favorece. Não se deve comparar uma cantina escolar com uma lanchonete – finaliza Luciana.

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Brasil recebe mais de 5 milhões de doses da vacina da Pfizer

Da Agência Brasil

O Brasil recebeu neste domingo (12), no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), 5.181.930 doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer. São quatro lotes, que chegam em voos separados até o fim da noite.

Após o desembarque, as vacinas serão levadas para o depósito do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP) e, em seguida, enviadas aos mais de 38 mil postos de vacinação espalhados pelo país.

De acordo com a Pfizer, com as remessas de hoje, já são 72 milhões de doses do imunizante entregues ao país. No total, segundo a empresa, o Brasil receberá 200 milhões de doses da vacina até o fim de 2021, por meio de dois contratos de fornecimento da vacina.

O primeiro contrato, fechado em com o Ministério da Saúde em 19 de março, prevê a entrega de 100 milhões de doses até o fim de setembro. Já o segundo, assinado em 14 de maio, prevê mais 100 milhões entre outubro e dezembro.

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Brasil Destaque Notícias Rio Saúde

Rio de Janeiro vacina idosos com terceira dose contra covid-19 nesta segunda

Da Agência Brasil

Idosos de 95 anos ou mais começarão a ser imunizados com a terceira dose de vacina contra a covid-19 a partir desta segunda-feira (13). O calendário foi divulgado neste domingo (12) pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Calendário

Na segunda-feira (13), é a vez das pessoas com 95 anos ou mais. Na terça-feira, serão vacinados quem tem 94 anos ou mais, seguindo consecutivamente até sábado (18), com a imunização de pessoas com 90 anos ou mais.

A dose de reforço será aplicada aos idosos que receberam a segunda dose há pelo menos três meses. Gestantes, puérperas, lactantes e pessoas com deficiência com 12 anos ou mais, e jovens com 23 anos ou mais também podem se vacinar, preferencialmente no período da tarde.

Adolescentes

As unidades continuam aplicando a segunda dose conforme a data estipulada no comprovante da primeira. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), para a retomada da vacinação dos adolescentes é aguardada a entrega de mais doses pelo Ministério da Saúde, o que está previsto para ocorrer até terça-feira (14), sendo possível retomar este calendário na quarta-feira (15).