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Desigualdades agravam pandemias, alertam pesquisadores

Da Agência Brasil

O modelo econômico globalizado e marcado por desigualdades de diversos tipos deve provocar pandemias mais frequentes e acirrar diferenças na qualidade de vida e no acesso a direitos, disseram nesta semana especialistas em saúde pública que participaram de debate em comemoração ao centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisador e professor da universidade, o epidemiologista Roberto Medronho alertou que a frequência com que as pandemias ocorrem tem aumentado no século 21, quando o mundo já enfrentou surtos internacionais de MERS, SARS, ebola, gripe suína e covid-19.

“A frequência e intensidade das pandemias no mundo vêm se acelerando. Precisamos dar um basta nesse modelo capitalista selvagem e predador e nessa desigualdade social. Isso é insustentável com a vida no planeta. Não é uma questão de se ‘teremos outras pandemia, mas de quando teremos”.

Medronho classificou o impacto da pandemia no Brasil como “pavoroso” e “dramático”, e disse acreditar que o cenário seria muito pior se o país não contasse com um sistema de saúde público universal. “Se não chegamos a 1 milhão de óbitos é porque temos o Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse o pesquisador, acrescentando que municípios com maior desigualdade tiveram maior incidência de covid-19. “Indíviduos de cor da pele não branca foram mais afetados por óbitos na pandemia. E os de nível superior tiveram maior proteção. Ou seja, essa pandemia tem rosto. Ela é negra e pobre”.

O epidemiologista destaca que, além das vítimas diretas, a pandemia deve trazer impactos mais amplos, como fechamento de postos de trabalho causados pelo esvaziamento dos centros urbanos, diagnóstico tardio de doenças, sedentarismo, transtornos psicológicos e aumento da desigualdade.

“É compreensível o medo de retornar às escolas, porque muitas não têm água, não têm banheiro nem janela adequada para a ventilação. Precisamos de escolas que possam acolher essas crianças, porque estamos afetando toda uma geração. A evasão escolar está aumentando, muitas crianças não voltaram”, disse ele, que citou possíveis consequências disso – os abusos sexuais, abusos físicos, a gravidez na adolescência, o analfabetismo funcional. “Esse é um tema que amplificará e muito a desigualdade social”.

O infectologista alerta que a desigualdade e a sustentabilidade são temas que impactam a saúde. “Não teremos paz se não tivermos uma radical mudança na forma de viver, conviver, de produzir e de nos relacionarmos com os animais, com a natureza e principalmente com o outro”.

Pesquisador da Fiocruz Bahia e da Universidade Federal da Bahia, o epidemiologista Maurício Barreto destacou que, ao longo da história, as epidemias e as doenças infecciosas sempre afetaram grupos populacionais de forma diferente, incidindo de acordo com a desigualdade social e gerando mais iniquidades como consequência.

No caso da pandemia de covid-19, ele lembra que pessoas que vivem em comunidades densamente povoadas como as favelas estão mais expostas ao contágio, ao mesmo tempo em que populações pobres sofrem mais frequentemente com questões de saúde como obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes, consideradas comorbidades.

“São vários aspectos que se juntam para expressar esse complexo que genericamente chamamos de desigualdade”, diz ele, que aponta a necessidade de se buscar soluções globais para a pandemia e considera que organismos internacionais não conseguiram conduzir uma resposta conjunta. “No mundo, em geral, essa ação da pandemia foi muito nacional. Cada país foi tomando suas ações, e cada governo tomando suas ações, não vendo uma perspectiva global”.

O economista e sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Carlos Gadelha acrescentou que essas respostas nacionais geraram uma concentração das vacinas nos países mais ricos. Segundo o pesquisador, dez países concentram 75% das doses no mundo, e, enquanto nações ricas buscam garantir a aplicação da terceira dose, há países em que a vacinação ainda não começou.

Especialista no cruzamento entre desenvolvimento, economia e saúde, Gadelha alertou que a concentração de quase 90% das patentes em dez países indica que a desigualdade no acesso às vacinas tende a se perpetuar. “A patente de hoje é a desigualdade de amanhã. É a barreira de acesso de amanhã. Não é entrar em um discurso binário a favor ou contra as patentes. Mas isso se reflete em uma desigualdade estrutural nessa pandemia e nas próximas”.

Para ele, o setor da saúde pode se apresentar como importante alternativa para o desenvolvimento sustentável, articulando interesses privados e sociais. O economista cita o que ocorreu com a produção de vacinas no Instituto Butantan e no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos), em parcerias com empresas desenvolvedoras dessas tecnologias.

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Sancionada lei que inscreve Chico Xavier no ‘Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria’

Da Agência Senado

Foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro a Lei 14.201, que inscreve o nome de Francisco Cândido Xavier no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Originária do Projeto de Lei (PL) 1.853/2021, da Câmara dos Deputados, e relatada pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), a matéria foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (8).

Francisco Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier (1910-2002), foi um médium e um dos principais expoentes do espiritismo. É autor de aproximadamente 400 livros psicografados. Em 1981, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz.

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é um documento que preserva os nomes de figuras que marcaram a história do Brasil. O chamado Livro de Aço encontra-se no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Durante a votação do texto no Senado, em agosto, Eduardo Girão destacou a importância de Chico Xavier e disse que foi extremamente beneficiado pela vida e pela obra do médium, nascido em Pedro Leopoldo (MG) e famoso em todo o mundo.

— Sei que não passo perto de ser merecedor de estar aqui sendo um instrumento porque, para falar de Chico Xavier, não é fácil. Era um homem caridoso, muito humano, que tinha tudo para ser um dos homens mais ricos do Brasil, mas abdicou de tudo. A partir do contato com a sua obra, pude me encontrar como pessoa. A minha vida é antes e depois de Chico Xavier. Procurei desenvolver algumas atividades para levar o conhecimento da sua obra, de mais de 450 livros, por meio de filmes que tive a benção de produzir e peças de teatro, e vi o que aconteceu comigo e com outras pessoas — afirmou Girão na ocasião.

O médium morreu no dia 30 de junho de 2002, aos 92 anos de idade, em decorrência de parada cardiorrespiratória.

 

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Ministério Público do Rio defende júri popular para Flordelis

Da Agência Brasil

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ)  voltou a defender que a ex-deputada federal Flordelis e outros réus acusados do assassinato do pastor Anderson do Carmo, em 2019, sejam levados a júri popular. A defesa da parlamentar havia entrado com recurso contra a decisão do Tribunal do Júri que determinou que o caso fosse a júri popular. 

O MP-RJ apresentou parecer contrário a esse recurso na última sexta-feira (20), por meio da 4ª Procuradoria de Justiça. O pedido da defesa de Flordelis será julgado pela 2ª Câmara Criminal.

A ex-deputada foi transferida na semana passada para o presídio Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ela está presa preventivamente desde decisão do juízo da 3ª Vara Criminal de Niterói, de 13 de agosto.

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Impulsionadas pelo mercado digital, empresas brasileiras movimentam fusões e aquisições

Durante o primeiro semestre de 2021, grandes operações de fusões e aquisições realizadas entre empresas brasileiras somaram mais de 52,1 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 270,92 bilhões). Os dados são de uma consultoria que coleta informações do mercado financeiro e apontam que o montante até aqui já superou o valor de todo o ano passado, de  45,9 bilhões de dólares (cerca de R$ 256,91 bilhões). Como a tendência é que essa movimentação continue forte durante o decorrer do segundo semestre, tudo indica que os dados do ano apresentam novo recorde.

Sobre os motivos que levaram a essa alta expressiva bem no meio da pandemia, estão o acesso por novas empresas ao mercado de capitais ou a operações de investidores estratégicos e institucionais, além da explosão das operações digitais e das soluções que delas derivam.

Segundo George Bonfim, advogado especialista em Direito Digital, Societário, Fusões e Aquisições e Proteção de Dados do escritório Natal & Manssur, o mercado vive um momento de movimentação e consolidação, envolvendo grandes grupos, que buscam tanto ampliar o seu escopo de atuação, como reunir o know-how de empresas menores que atuam em determinados mercados de nicho.

“Como exemplo, temos as recentes operações realizadas pelo Magazine Luiza, que adquiriu a plataforma de multimídia Jovem Nerd – ampliando seu segmento de atuação para o mercado de produtos destinados a consumidores nerd e geek – e a empresa de comércio eletrônico Kabum!, a maior plataforma de e-commerce de itens de tecnologia e games do país, além de ser pioneira na criação de equipes de e-sports de jogos como League of Legends, Counter Strike, Free Fire e FIFA”, detalha.

Segundo Bonfim, esse movimento atual no Brasil já está mais amadurecido em outros mercados, notadamente nos Estados Unidos, com grandes conglomerados no controle de inúmeras empresas e ramos de atuação, expandindo ainda mais o seu mercado inicial. O especialista cita o caso da Amazon, que na década de 90 tinha uma promissora operação de venda de livros pela Internet e hoje atua em quase todas as áreas, incluindo sua plataforma de vídeo por demanda.

Na percepção de Marcelo Godke, especialista em Direito Empresarial e Societário, professor do Insper e da FAAP e sócio do escritório Godke Advogados, o forte movimento registrado aponta uma ênfase para o comércio eletrônico, que hoje tem uma importância muito grande na nossa economia.

“A impressão que eu tenho é que esse movimento, que aconteceria naturalmente ao longo de alguns anos, foi antecipado por causa da pandemia. O foco é o comércio eletrônico, mas operações de empresas que permitam que a gente faça pela internet coisas que a gente fazia antes pessoalmente ou por meio de papel, passaram a ter uma importância muito maior. Então, além de a economia estar se aquecendo, a gente percebe uma busca por esse tipo de alvo e tudo indica que é um movimento que não vai parar tão cedo”, acredita Godke.

 

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Justiça faz mutirão para julgar processos de violência doméstica no Rio de Janeiro

Da Agência Brasil

Para marcar o mês em que a Lei Maria da Penha completa 15 anos, bem como a campanha Agosto Lilás, de enfrentamento à violência contra a mulher, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) inicia hoje (9) um mutirão para julgar processos que tramitam no VI Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Regional da Leopoldina.

O juizado recebe cerca de 550 processos, por mês, das regiões do Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Jacarezinho, Vigário Geral, Ramos, Penha, Inhaúma, Méier, Irajá, Ilha do Governador, Anchieta e Pavuna, todos na zona norte da capital.

Até o dia 27 deste mês, 12 juízas irão trabalhar para reduzir o número de processos que tramitam no juizado de 11 mil para 4 mil. A meta é fazer 1,5 mil audiências de conciliação. A ação também integra a Semana pela Paz em Casa, uma parceria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com os Tribunais de todo o país.

Agosto Lilás

Nesse fim de semana, vários monumentos da cidade do Rio de Janeiro foram iluminados de lilás para marcar a campanha de enfrentamento à violência contra a mulher.

Ganharam a cor para lembrar dos 15 anos da Lei Maria da Penha o Cristo Redentor, a Igreja da Penha, o Maracanã, a Igreja Nossa Senhora da Penha, os Arcos da Lapa, a Câmara de Vereadores, o Museu do Amanhã, o Copacabana Palace, o Chafariz da Estrada do Galeão e o prédio da prefeitura.

Sancionada no dia 7 de agosto de 2006, a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, criou mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher. O marco legal se tornou referência internacional, mas o Brasil ainda ocupa o 5° lugar no ranking mundial deste tipo de violência.

Segundo dados divulgados pela Câmara dos Deputados, uma em cada quatro mulheres sofreu algum tipo de agressão durante a pandemia, seja ela verbal, sexual ou física. Ao todo, são 17 milhões de mulheres agredidas entre junho de 2020 e maio de 2021.

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MPRJ recorre de sentença de envolvidos no caso Marielle

Vereadora Marielle Franco foi morta em 2018 (Foto: Reprodução/Youtube)

Da Agência Brasil

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recorreu da sentença do caso Marielle Franco e Anderson Gomes contra o sargento reformado da PM Ronnie Lessa e outros quatro denunciados por obstrução das investigações. A finalidade do recurso é aumentar as penas e modificar os regimes de cumprimento de prisão estabelecidos pela Justiça.

Elaine Pereira Lessa, Bruno Pereira Figueiredo, José Márcio Mantovano, vulgo Márcio Gordo, e Josinaldo Lucas Freiras, vulgo Djaca, foram condenados pelo Juízo da 19ª Vara Criminal da Capital a quatro anos de prisão, em regime inicial aberto, com a substituição do cárcere por medidas restritivas de direitos (prestação de serviço à comunidade e limitação de final de semana). Contra Ronnie Lessa, foi imposta prisão de quatro anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.

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Lions Clube RJ realiza cerimônia de encerramento do Ano Leonístico e anuncia mudança na presidência

O Lions Clube Rio de Janeiro realizou no sábado (10) cerimônia para marcar o encerramento do Ano Leonístico, que corresponde ao ano civil americano (que começa em 1º de julho e termina em 30 de junho), e anunciou mudança na presidência da organização.

A cerimônia aconteceu na sede do Clube Golfe Olímpico, localizado na Avenida General Moisés Castelo Branco, na Barra da Tijuca. Os convidados, integrantes do grupo, autoridades e simpatizantes, participaram de um almoço festivo, com direito a música ao vivo com o cantor e produtor musical Rodolfo Amorim, com sax, violão e voz.

O Lions Clube Rio de Janeiro faz parte do Lions Clubs International, organização de clubes de serviço cujo objetivo é promover o entendimento entre as pessoas em uma escala internacional, atender a causas humanitárias e promover trabalhos voltados a comunidades locais. Há clubes em 210 países, com 1,5 milhão de membros.

A atual presidente do Lions Clube Rio de Janeiro, Lenora Cavalieri, no cargo desde a fundação da associação, em março de 2021, dará lugar a Carlos Favoreto, que assume a partir de agosto.

“O Ano Leonístico terminou no mês passado e agora que estou saindo, mas continuo com presidente imediata, como fundadora. Encerramos aqui um ciclo com vários serviços realizados. São muitas ações já feitas aqui em comunidades do Reio de Janeiro: feiras de saúde, doações de livros, doações de alimentos, muita coisa. Tivemos a ideia de criar esse grupo, que reúne empresários de vários ramos, para tirar um tempo para trabalhar, arregaçar as mangas nesse serviço voluntário”, destacou Lenora.

Para a escolha do novo presidente, Lenora disse que houve uma reunião da atual diretoria.

“Sempre acontece assim: nossa diretoria se reune para o melhor proveito do clube e analisa o perfil de quem estiver interessado, porque não é brincadeira, tem que ter disposição, tempo e coragem. Trabalhar pelo social requer isso”, afirma.

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Grupo desenvolve projeto de criação do Museu da Umbanda em São Gonçalo

 

A previsão é que seja inaugurado em 2023.

O Rio de Janeiro é um estado que abriga uma vasta diversidade étnica, cultural e religiosa. Mesmo sendo de pouco conhecimento coletivo, a cidade de São Gonçalo foi berço de uma das religiões mais seguidas no Brasil: a Umbanda. Para contextualizar a história do seu nascimento no país e combater a intolerância, religiosos e especialistas planejam fundar o Museu da Umbanda ou MuseUmbanda em solo gonçalense.

Deu-se início em 1908 no bairro de Neves-SG. Idealizada por Zélio Fernandino de Moraes, a Umbanda baseia-se em três 3 conceitos fundamentais: Luz, caridade e Amor.

Nas décadas de 1930 e 1940 as casas de Umbanda se disseminaram pelo tecido urbano mais moderno do país, o das cidades grandes, onde registram-se centenas de casas que praticam-na desde então.

Nasce assim em 2019 o Projeto do Museu da Umbanda, ou como já ficou conhecido o MuseUmbanda, uma instituição que trará a possibilidade de territorializar a Umbanda em seu município, salvaguardar sua memória, servir de anteparo aos inúmeros casos de intolerância religiosa no Estado do Rio de Janeiro e mais, desenvolver exposições temáticas e produzir conhecimento cultural nos campos da arte, música, literatura, dança, etc. O MuseUmbanda muito mais que uma estrutura física, será um novo espaço para o resgate da Umbanda e das Matrizes Africanas dentro do Estado.

Hoje, o projeto está em fase de discussão legislativa e breve deverá chegar a produção museológica. Mais do que um Museu, a proposta do MuseUmbanda é de Resgate e Resistência. Em 2021 a umbanda completa 113 anos de muita luta e um completo apagamento histórico. Mais do que necessário, o MuseUmbanda é um clamor social.

Para entrar em contato com os idealizadores:

museumbanda@gmail.com

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Campanha do agasalho: estações do BRT recebem doações para os abrigos

A Campanha do Agasalho foi iniciada na segunda-feira (28) no Rio de Janeiro, promovida pelo BRT Rio em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS). O objetivo é arrecadar casacos, calças, meias, cachecóis, gorros, mantas, cobertores, entre outros, em bom estado para doação, que serão doados à população em situação vulnerável da cidade.

Inicialmente, a caixa coletora itinerante, com a identificação da campanha, ficará na estação Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca. Já os pontos fixos para a entrega das doações serão as estações Taquara e Mato Alto e o Terminal Recreio, a partir da próxima sexta-feira (02). Todos os donativos serão encaminhados para a rede de abrigos da cidade e higienizados antes da entrega.

A secretária municipal de Assistência Social, Laura Carneiro, informou que a campanha beneficiará todos que estiverem nos abrigos.

– Essa será uma campanha itinerante. Precisamos principalmente de roupas de frio, é muito importante para os nossos abrigos, não somente os públicos, mas em todos os que a população de rua precisa se abrigar. As caixas ficam nas estações de BRT até o dia 20 de julho, é só passar e deixar o seu agasalho de doação – incentivou ela.

Desde 1º de janeiro até o último sábado (26/06), a Assistência Social tinha atendido 56.339 moradores em situação de rua, sendo que 4.137 quiseram ser acolhidos.

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Ana Cristina Campelo | Seus Direitos Notícias do Jornal Social Sociedade

ODS 7: Energia acessível e limpa

Assegurar o acesso confiável, sustentável e a preço acessível à energia para todos. Esse é o 7º dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, aprovados em setembro de 2015 e que integram a Agenda 2030.

Os líderes mundiais que seguem a agenda prometeram acabar com a pobreza, reduzir a desigualdade e combater as mudanças climática até lá. Dito isso, o ODS 7 visa mobilizar os países para atingir três principais objetivos: garantir acesso universal a serviços energéticos modernos; duplicar a taxa de melhoria da eficiência energética; e dobrar a participação de energias renováveis na matriz energética global.

Garantir o acesso à energia e a um preço justo significa investir em fontes de energia limpa, como solar, eólica e térmica. Adotar padrões de custos sustentáveis para uma vasta gama de tecnologia também pode reduzir o consumo global de energia em 14%. Entre 1990 e 2010, o número de pessoas com acesso à eletricidade aumentou em 1,7 bilhões. Ainda assim, uma em cada cinco pessoas não tem acesso à eletricidade.

Os esforços para incentivar a energia limpa resultaram na geração de mais de 20% da energia global por fontes renováveis desde 2011, mas como a demanda por energia barata aumenta com o crescimento populacional, é necessário aumentar a produção de energia renovável no mundo.

A expansão da infraestrutura e a atualização da tecnologia para o fornecimento de energia limpa em todos os países em desenvolvimento é um objetivo crucial que pode estimular o crescimento e ajudar o meio ambiente.

Cerca de 840 milhões de pessoas em todo o mundo (mais de 10% da população mundial) vivem sem eletricidade e um bilhão se conecta a redes elétricas pouco confiáveis e instáveis. Atualmente quase 3 bilhões de pessoas na Ásia e no sul do Saara ainda cozinham com combustíveis poluentes (lenha, carvão vegetal, esterco ou carvão mineral), o que representa 40 % da população mundial.

A falta de acesso a uma energia segura e sustentável provoca graves problemas para os seres humanos e o meio ambiente. A ONU indica que ocorrem quatro milhões de mortes prematuras como consequência da poluição do ar devido à queima de biomassa para cozinhar e gerar calor. Da mesma forma, a energia representa 60% de todas as emissões mundiais de gases de efeito estufa, principal fator responsável pelas mudanças climáticas.

Enfrentar essa situação se converteu em um objetivo primordial e por isso os líderes mundiais se comprometeram:

– Até 2030, expandir a infraestrutura e modernizar a tecnologia para o fornecimento de serviços de energia modernos e sustentáveis para todos nos países em desenvolvimento, particularmente nos países de menor desenvolvimento relativo, nos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e nos países em desenvolvimento sem litoral, de acordo com seus respectivos programas de apoio;

– Até 2030, reforçar a cooperação internacional para facilitar o acesso a pesquisa e tecnologias de energia limpa, incluindo energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de combustíveis fósseis avançadas e mais limpas, e promover o investimento em infraestrutura de energia e em tecnologias de energia limpa;

– Até 2030, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética; aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética global; assegurar o acesso universal e a preços acessíveis a serviços de energia.

Podemos e devemos fazer a nossa parte. É possível!

Ana Cristina Campelo
Advogada e jornalista 
anacristina.campelo@jornaldr1.com.br