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Desastre na Serra: Pontos de Coleta de doações

Rio de Janeiro

  • Todos os batalhões da Polícia Militar e bases do Segurança Presente;
  • As unidades da Faetec, do Cecierj, do Cederj e as escolas da Rede Ceja.
  • Águas do Rio e a Prolagos,
  • Alerj recebe doações na Rua da Ajuda, 5, no Centro do Rio.
  • Uerj arrecada doações, que podem ser entregues nos campi do Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Teresópolis, Nova Friburgo, Resende e Ilha Grande.
  • Dez Coordenadorias de Assistência Social (CAS) do Rio estão recebendo doações no Centro, Vila Isabel, Engenho Novo, Bonsucesso, Madureira, Irajá, Jacarepaguá, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, de segunda a sexta, das 8h às 17h.
  • As estações de trens, barcas e metrô também montaram postos de recolhimento de doações.
  • Postos do Detran-RJ no estado também estão recebendo doações na sede no Centro, e nos postos de vistoria da Barra da Tijuca (Aerotown), Largo do Machado (Machado de Assis), Detran Acessível (Francisco Bicalho) e Duque de Caxias (posto de vistoria e Ciretran).
  • A concessionária de energia Enel Distribuição Rio está apoiando as doações com postos de coleta nas lojas de Angra dos Reis, Araruama, Campos dos Goytacazes, Itaboraí, Itaperuna, Macaé, Magé, Maricá, Niterói, Petrópolis, Rio das Ostras e São Gonçalo.
  • Firjan criou uma campanha de solidariedade para atender empresas e população de Petrópolis. As empresas que quiserem participar podem entrar em contato pelo WhatsApp (21) 9-9925-0363 ou pelo e-mail da campanha; prontoatendimento@firjan.com.br.
  • Arquidiocese do Rio também está recebendo doações através da Cáritas Arquidiocesana do Rio, na conta 48500-4, agência 0814-1, do Bradesco.
  • A Câmara dos Vereadores, no Centro do Rio, também é um ponto de recebimento de doações.
  • As 353 lojas das Drogarias Pacheco do estado estão arrecadando itens de higiene, água, alimentos não perecíveis, agasalho e roupas para as vítimas da chuva de Petrópolis.
  • Drogaria Venâncio também está recolhendo mantimentos nos seguintes endereços:

Olegário Maciel, 188 – Barra da Tijuca
Rua Conde de Bonfim, 340 – Tijuca
Avenida das Américas, 13400 – Recreio dos Bandeirantes
Rua Visconde de Pirajá, 477 – Ipanema
Almirante Barroso, 63 – Centro do Rio de Janeiro
Rua Dias da Cruz, 110 – Méier
Nossa Senhora de Copacabana, 791 – Copacabana
Nilo Peçanha, 248 loja 252 – Centro de Duque de Caxias
Estrada União e Indústria, 10290 – Itaipava
Rua Dom Helder Câmara, 7371 – Abolição
Nilo Peçanha 73 – Centro de Nova Iguaçu
Professor Manoel de Abreu, 693 – Vila Isabel

  • O Procon-RJ está recolhendo doações de colchonetes, material de limpeza e de higiene pessoal e água na sede, no Centro do Rio, e nas unidades do Poupa Tempo de Bangu, na Zona Oeste, São João de Meriti e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
  • Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) disponibilizou pontos de arrecadação de donativos nos seguintes endereços:

Na sede da Emerj, da Abaterj e nos Fóruns da Capital – portarias das Lâminas 3, 4 e 5, do Palácio da Justiça, do Beco da Música, da Avenida Antônio Carlos e do Centro Administrativo da Praça XV.
Na Emerj, localizada na Rua Dom Manuel, nº 25, no Centro do Rio de Janeiro, as doações podem ser feitas no andar térreo, seguindo os protocolos de segurança em decorrência da Covid.

Quem preferir doar em dinheiro, três contas estão disponíveis, são elas:
Itaú: Agência 6002 C/C 07264-0
Bradesco: AG 6246 C/C 3030-9
PIX CNPJ Amaerj: 40.422.305/0001-06

CCR ViaLagos arrecada doações na praça do pedágio, em Rio Bonito, e na base de atendimento do km 40, em Araruama.
Outros pontos de coleta:

CCR Barcas tem três pontos de coleta: estações Arariboia e Charitas em Niterói; e estação Praça XV, no Rio
VLT Carioca: postos nas Estações Rodoviária, Central e Praça XV
ViaRio: postos nas bases de atendimento, ao lado da Praça de Pedágio
NovaDutra faz a coleta nas bases operacionais

Zona Sul

  • Sede do Fluminense: Rua Álvaro Chaves 41 , em Laranjeiras
  • Sede do RioSolidário: Travessa Euricles de Matos 17, em Laranjeiras
  • Sede do Flamengo, na Gávea
  • Sede Náutica do Vasco, na Lagoa
  • Paróquia São José da Lagoa: Avenida Borges de Medeiros, nº 2.735
  • Botafogo Praia Shopping: Praia de Botafogo 400
  • Rio Design Leblon
  • Posto da PF no RioSul
  • Posto da PF no Shopping Leblon
  • Bossa Nova Mall – Aeroporto Santos Dumont
  • Escola Bom Tempo: R. Barão de Lucena, 103 – Botafogo
  • Colégio Ao Cubo: R. Bambina, 126 – Botafogo

Zona Norte

  • Estádio do Maracanã
  • Estádio Nilton Santos, no Portão 2, no Engenho de Dentro
  • Estádio de São Januário, em São Cristóvão
  • Prefeitura Universitária da UFRJ: Praça Jorge Machado Moreira 100, na Ilha do Fundão
  • Shopping Tijuca: Av. Maracanã 987, 1º piso e SAC (G2)
  • Norte Shopping: Av. Dom Hélder Câmara 5.474, Cachambi, Espaço Cliente, 2º piso
  • Shopping Nova América: Av. Pastor Martin Luther King Júnior 126 – Del Castilho
  • Madureira Shopping: Estr. do Portela, 222
  • Shopping Boulevard: Rua Barão de São Francisco 236 – Vila Isabel
  • Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão
  • Igreja Metodista de Vila Isabel: Boulevard 28 de Setembro, 400
  • Escola de Samba Em Cima da Hora: Rua Zeferino Costa 556, Cavalcanti
  • Mercadão de Madureira: Avenida Ministro Edgar Romero, 239
  • Escola de Samba Império Serrano: Avenida Ministro Edgar Romero 114 – Madureira
  • Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense: Rua Professor Lacê, 235 – Ramos
  • No domingo (20), o grupo de ciclismo Pedal do Maracanã recolhe donativos das 8h às 12h na Estátua do Bellini
  • Escola Sunny Days: R. Lopes da Cruz, 176 – Méier
  • Colégio Ao Cubo: Rua Professor Gabizo, 334
  • Colégio Matriz Educação: Rua dos Topázios, 375, Rocha Miranda

Centro e Zona Portuária

  • Câmara de Vereadores, na Cinelândia
  • Posto da PF no Santos Dumont
  • Sede da OAB: Avenida Marechal Câmara, 210
  • Sede da Ação da Cidadania: Rua da Gamboa, 246, Santo Cristo
  • Sede da Cedae: Avenida Presidente Vargas, nº 2655
  • Sede da Seap, na torre da Central do Brasil
  • Sede da Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá
  • Sede da ACRJ: Rua Candelária, nº 9 – Centro – no hall de entrada, de 10h às 16h
  • Rodoviária Novo Rio: Avenida Francisco Bicalho 1, guichê da Única, no setor de embarque inferior – Santo Cristo

Zona Oeste

  • Rio Design Barra: Avenida das Américas, 7.777
  • Projeto social Brasil Sem Alergia em Realengo: Avenida Santa Cruz, 1.896
  • Escola de Samba Unidos de Padre Miguel: Rua Mesquita, 8
  • Barra Shopping: Avenida das Américas, 4.666, no SAC
  • New York City Center: Av. das Américas, 5.000 – Barra da Tijuca
  • Village Mall : Avenida das Américas, 4.666, no SAC – Barra da Tijuca
  • Park Shopping Campo Grande: Estrada do Monteiro, 1.200 – no Espaço Multi Conecta, no piso L2
  • Shopping Park Jacarepaguá: Estrada de Jacarepaguá, 6.069 – Anil – no SAC
  • Colégio Ao Cubo: Av. Rodolfo Amoedo, 333 – Barra da Tijuca
  • Colégio Matriz Educação: Rua Agrícola, 318, Bangu; Rua Padre Ventura, 200, Taquara; Rua Professor Gonçalves, 41, Campo Grande
  • O Grand Hyatt Rio de Janeiro– Avenida Lúcio Costa 9.600, Barra da Tijuca. Telefone: (21) 3797-1234

Metrô

O Metrô está recebendo água mineral, roupas e material de higiene e de limpeza. Para contribuir, basta depositar as doações na caixa localizada próximo à sala da segurança e identificada com o nome da campanha, em cada uma das estações participantes:

  • Pavuna,
  • Central,
  • Carioca,
  • Largo do Machado
  • Jardim Oceânico

Onde doar na Baixada Fluminense

  • Projeto social Brasil Sem Alergia em Duque de Caxias: Rua Conde de Porto Alegre, 155, bairro 25 de Agosto, e Praça da Mantiquira, em Xerém
  • Projeto social Brasil Sem Alergia em Nova Iguaçu: Rua Iracema Soares Junqueira, 224, Centro
  • Estação de Tratamento do Guandu: Rua Coqueiros, 142, Nova Iguaçu
  • Colégio Matriz Educação: Rua Professor Gonçalves, 41, Duque de Caxias; Rua Humberto Gentil Baroni, 189, Nova Iguaçu; Rua Coronel Henrique da Fonseca, 228, São João de Meriti

Onde doar em Niterói e São Gonçalo

  • Plaza Shopping Niterói: Rua XV de Novembro 8, Centro – SAC, 2º piso e entrada principal
  • Escola de Samba Porto da Pedra: Travessa João Silva, 84 – Porto da Pedra – São Gonçalo
  • Escola de Samba Acadêmicos do Sossego: Rua Reverendo Armando Ferreira – Mercado Popular do Largo da Batalha – Niterói – das 9h às 17

Prefeitura de Niterói recolhe doações de água potável, material de higiene e limpeza, fraldas infantis e geriátricas, absorvente higiênicos, alimentos não-perecíveis e ração animal para cães e gatos nos seguintes endereços:

  • Clube Central: Av. Jorn. Alberto Francisco Torres, 335 – Icaraí
  • Caminho Niemeyer: R. Jorn. Rogério Coelho Neto, s/n – Centro
  • Shopping Itaipu Multicenter: Estrada Francisco da Cruz Nunes, 6.501 – Itaipu

Onde doar em Teresópolis

  • Cedae: Avenida Feliciano Sodré, 848, Várzea
  • Cultura Inglesa: Av. Lúcio Meira, 621 – Várzea

Onde doar para os animais

Há postos de recolhimentos de ração e água para os animais resgatados na tragédia da chuva em Petrópolis.

  • Shopping Tijuca: Avenida Maracanã, 987
  • Barra Shopping
  • Park Shopping Campo Grande
  • Plaza Shopping Niterói
  • Pontos da Prefeitura de Niterói (veja os endereços acima)

Onde doar em Petrópolis

Prefeitura de Petrópolis – conta no Banco do Brasil, intitulada “MP Petropolis – S O S 2022”. Agência 0080, conta 96011-X. Pix: CNPJ 29.138.344/0001-43

Centro de Defesa dos Direitos Humanos (Petrópolis) – Pix para o CNPJ 27.219.757/0001-27. GAJP (Grupo Ação Justiça e Paz)

Mitra Diocesana de Petrópolis – Pix: CNPJ 28.805.190/0009-90. Banco 341 – Itaú. Agência: 7965, conta corrente 13940-0

Paróquia do Alto da Serra – Pix: CNPJ 28.805 190/0007-29

Mevan Petrópolis – Pix: mercadosolidariopetropolis@gmail.com

SOS Serra – PIX: (24) 99303-8885

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Novas normas de trabalho relacionadas à saúde entram em vigor

Da Agência Brasil

Começaram a valer novas regras de proteção da saúde e segurança dos trabalhadores em todo o país. As regras deveriam entrar em vigor no ano passado, mas o início da vigência foi adiado para 3 de janeiro deste ano por meio da Portaria 8.873, de 23 de julho de 2021.

Desta forma, estão em vigor as alterações promovidas em 2020 nas normas regulamentadoras (NRs) nº 01, nº 07, nº 09, nº 18 e nº 37. As normas tratam de disposições gerais e gerenciamento de riscos operacionais, programa de saúde ocupacional, controle de exposições a agentes físicos, químicos e biológicos, saúde do trabalho na construção civil e em plataformas de petróleo.

No caso da NR 18, por exemplo, as construtoras terão de elaborar um programa de gerenciamento de riscos. Para obras com mais de 7 metros de altura e 10 trabalhadores, as normas de prevenção terão de ser assinadas por um engenheiro responsável. O programa será único, devendo considerar os riscos de todos os trabalhadores envolvidos na obra. Nas regras antigas, cada empresa que trabalhasse em uma obra precisava elaborar seu próprio plano de segurança.

A revisão das normas regulamentadoras começou em 2019 e foi conduzidas pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), com representantes do governo, de empregadores e trabalhadores, e levam em conta as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A fiscalização do cumprimento das normas pelas empresas é feita por auditores fiscais do trabalho, ligados ao ministério, e também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

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Sobrevivente da Boate Kiss é ouvida no primeiro dia de julgamento

Da Agência Brasil

Nesta quarta-feira (1º), o Tribunal do Júri de Porto Alegre iniciou o julgamento de quatro réus pelo crime de homicídio no caso da Boate Kiss, ocorrido em 2013, em Santa Maria (RS). O julgamento deve durar cerca de 15 dias.

O caso ocorreu no dia 27 de janeiro de 2013, quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira disparou um artefato pirotécnico, atingindo a cobertura interna da boate e deflagrando o incêndio. A maioria das vítimas era jovem e morreu após inalar fumaça tóxica e não conseguir deixar a boate pela única porta de emergência que estava em funcionamento. Na fatalidade, 242 pessoas morreram e 636 ficaram feridas.

São réus Elissandro Callegaro Spohr, ex-sócio da boate; Mauro Londero Hoffmann, também ex-sócio; Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda e Luciano Bonilha Leão, produtor musical.

Pela manhã, os trabalhos foram iniciados para composição do conselho de sentença, que será responsável pela decisão final de condenação ou absolvição dos réus. O júri será composto por seis homens e uma mulher.

Na parte da tarde, teve início a fase de instrução, e a primeira testemunha foi ouvida. Kátia Giane Siqueira trabalhava no bar da boate e teve 40% do corpo queimado. Em depoimento emocionado, ela relatou os momentos de pânico dentro da boate.

Kátia disse que conhecia cerca de 50 pessoas que morreram, entre funcionários e frequentadores. Além disso, ela confirmou que foi feita uma reforma para elevar o piso do palco antes do incêndio.

A ex-funcionária afirmou que passou por cinco cirurgias de reparação de pele e que, por prescrição médica, tomava morfina para aliviar as dores.

Na fase de instrução, mais 13 testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público devem ser ouvidas, além de 14 convocadas pela defesa.

Em seguida, está previsto o interrogatório dos quatro réus, que poderão ficar em silêncio e não responder aos questionamentos que forem feitos.

A fase de debates será a próxima. Nessa parte, a acusação e o advogados dos réus apresentam seus argumentos aos jurados.

A última fase será a sentença, quando os jurados deixam o plenário e se reúnem para dar o veredito. Ao retornarem, o juiz anunciará a sentença pela condenação ou absolvição.

 

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Acnur e governo federal lançam guia sobre educação de refugiados

Da Agência Brasil

Agência da ONU para Refugiados (Acnur), em parceria com o governo federal, lançou o Guia para pais e educadores sobre integração de crianças e jovens refugiados nas escolas. A publicação está associada a outro lançamento do dia, o Portal de Educação para Refugiados.

A estratégia é ajudar todos os envolvidos no processo educacional a garantir a integração efetiva de crianças e jovens refugiados no sistema educacional brasileiro. A plataforma será alimentada frequentemente com vídeos, pesquisas e reflexões sobre o tema, conteúdos de interesse tanto de educadores como de refugiados. O guia foi desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Inclusão

De acordo com um relatório global da Acnur, 77% de crianças refugiadas estão matriculadas no ensino fundamental. Quando se fala em matrículas no ensino secundário (fundamental dois e médio), esse número cai para 34%. E apenas 5% dos refugiados conhecem a realidade de estudar no ensino superior.

Além disso, a entidade descobriu que os imigrantes venezuelanos que moram no Brasil encontram dificuldade para se integrarem no sistema educacional do país. A probabilidade de estarem na escola é 53% menor se comparados com as crianças e jovens brasileiros.

“Apesar de todas as dificuldades, jovens e crianças refugiados querem ser tratados da mesma maneira que os demais em todos os lugares. Não como pessoas a serem temidas ou dignas de pena; como estatísticas, como problemas, como pessoas que são de alguma maneira inferiores. Querem ser apenas tratados de maneira humana”, afirmou Jose Egas, representante do Acnur no Brasil, durante o lançamento da plataforma.

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CCBB Rio comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Da Agência Brasil

O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio) comemorou, no domingo (19), o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A atividade integra o projeto Patrimônio e Memória do Programa CCBB Educativo Arte & Educação.

A coordenadora Pedagógica Nacional do CCBB, Valquíria Prates, disse que desde que o programa foi criado, há três anos, os educadores se dedicam a pensar, ao longo de todo o ano, a acessibilidade e a inclusão em todas as atividades.

“Mesmo quando não é uma data comemorativa ou uma programação especial, a gente sempre tem o cuidado de imaginar e estratificar a inclusão em todas as nossas visitas, sejam presenciais ou online durante a pandemia”.

Valquíria informou que muitas visitas foram feitas em Língua Brasileira de Sinais (Libras) a distância, “como sempre a gente teve, ao vivo”, além de visitas para cegos e participação de pessoas com deficiência intelectual.

Para os educadores do CCBB, a coordenadora pedagógica afirmou ser muito importante praticar, experimentar e pesquisar a inclusão e a acessibilidade da pessoa com deficiência de maneira mais ampla nas atividades realizadas.

União

Para Valquíria Prates, o dia 19 é uma oportunidade de o CCBB Rio se juntar a todas as lutas das pessoas com deficiência que estão acontecendo.

“A gente entende que essas lutas são todas nossas. Como trabalhamos com arte, educação e mediação, entendemos que nosso papel, como mediadores, é investir nessa cultura de acessibilidade, de inclusão, para que as pessoas com deficiência tenham o direito garantido de poder participar de qualquer ação que tiver interesse e desejo de estar junto.”

O Programa CCBB Educativo reunirá, às 14h de domingo, pessoas para conversas públicas no CCBB Rio e também nos CCBBs de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, com o objetivo de ampliar o conhecimento dos participantes e envolver todos em um processo de mapeamento dos diferentes aspectos que caracterizam a luta dos brasileiros com ou sem deficiência. Valquíria Prates destacou que todos os assuntos e causas são tratados como um patrimônio cultural.

“Todas as datas comemorativas são dentro desse escopo de trabalho em conjunto que a gente entende como patrimônio cultural do Brasil. O dia dedicado às pessoas com deficiência é um desses dias.”

A capacidade é para 12 pessoas, mediante agendamento prévio através da plataforma Eventim. Será emitido apenas um ingresso por CPF e o representante poderá estar acompanhado por mais uma pessoa de sua família, com o mesmo tíquete. A classificação é livre e recomendada para pessoas acima de 10 anos de idade. O evento é gratuito.

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STF mantém Adélio Bispo no presídio federal em Campo Grande

Da Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (3) manter a decisão que confirmou a permanência de Adélio Bispo na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). A decisão foi tomada durante sessão virtual.

Adélio é o autor da facada contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018.

Por unanimidade, os ministros mantiveram decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeitou pedido da defesa de Adélio para que ele seja transferido para um hospital de tratamento psiquiátrico.

Em junho de 2019, Adélio Bispo foi absolvido pela facada. A decisão foi proferida após o processo criminal que o considerou inimputável por transtorno mental.

Na decisão, o magistrado responsável pelo caso decidiu também que ele deveria ficar internado em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado. No entanto, diante da periculosidade do acusado, Adélio permaneceu no presídio federal de Campo Grande, onde está preso desde o atentado.

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Lia Clark: “Sempre sonhei em ter clipes e músicas, mas nunca imaginei que seria possível.”

*Por Fabiana Santoro

A cantora Lia Clark conversou com o JornalDR1 sobre novas músicas e desafios de artistas LGBTI+ no mundo musical.

A funkeira é um dos grandes nomes de representantes LGBTI+ na indústria. Por ser considerada a primeira drag queen do universo do funk brasileiro, Lia foi classificada pela imprensa como uma pioneira do segmento no país.

Sendo seu último álbum lançado em 2018, a artista lançou duas músicas em 2021 e revelou ao JornalDR1 o que podemos esperar dos próximos trabalhos. Confira a entrevista completa:

Lia Clark. Foto: Divulgação

JornalDR1 – Onde começou sua paixão pela música? Você imaginaria que chegaria onde está hoje?

Lia Clark – Minha paixão veio da infância, assistia TOP TVZ e MTV BRASIL todos os dias com a minha irmã! Sempre sonhei em ter clipes e músicas, mas nunca imaginei que seria possível. Tudo que eu vivo é um sonho, nunca imaginei que poderia ser uma drag queen funkeira, atingir tantas pessoas e viver disso.

JornalDR1 – Muitas vezes percebemos o boicote de algumas plataformas em cima de artistas LGBTI+. Não apenas de plataformas, como em geral em decorrência do preconceito. Como você enxerga a luta da comunidade LGBTI+ dentro do mundo do musical? 

Lia Clark – Eu acho que essa luta tem muitos recortes, porém, todos nós sofremos boicote por sermos artistas LGBTQIA+. Eu, além disso, sou funkeira, então o babado é mais embaixo. Eu acho que somos a geração da revolução, estamos aqui pra fazer essa mudança e lutar contra esse preconceito.

JornalDR1 – Você acabou de lançar uma nova música “Sentadinha Macia”. Como foi a produção do videoclipe? Por conta da pandemia, alguma ideia foi deixada de lado?

Lia Clark – Foi super tranquila! Acho que foi o clipe mais tranquilo que já fiz ahahah. Eu gostaria de ter tido muito mais coisas nele, pois, é uma das minhas músicas preferidas… porém, devido a pandemia tá muito difícil investir pesado em grandes produções.

JornalDR1 – Além de “Sentadinha Macia”, você também lançou “Eu Viciei” com a incrível e talentosa Pocah. Durante o período de isolamento, como você imagina que a música é importante para as pessoas?

Lia Clark – Acho que todas as artes foram muito importantes para as pessoas nesse momento difícil, digo isso como pessoa que consome e pessoa que faz arte. O lançamento de músicas me ajudou MUITO durante a quarentena e tenho certeza que aconteceu isso com diversas pessoas.

JornalDR1 – “A nova era chegou!”, foi algo que você disse quando lançou sua música com a Pocah. O sucessor de “É da pista” está a caminho?

Lia Clark – Com certeza! Está em produção e já temos 2 singles na pista. Espero que saia ainda esse ano!

As músicas de Lia Clark está disponíveis em todas as plataformas digitais.

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Lions Clube RJ realiza cerimônia de encerramento do Ano Leonístico e anuncia mudança na presidência

O Lions Clube Rio de Janeiro realizou no sábado (10) cerimônia para marcar o encerramento do Ano Leonístico, que corresponde ao ano civil americano (que começa em 1º de julho e termina em 30 de junho), e anunciou mudança na presidência da organização.

A cerimônia aconteceu na sede do Clube Golfe Olímpico, localizado na Avenida General Moisés Castelo Branco, na Barra da Tijuca. Os convidados, integrantes do grupo, autoridades e simpatizantes, participaram de um almoço festivo, com direito a música ao vivo com o cantor e produtor musical Rodolfo Amorim, com sax, violão e voz.

O Lions Clube Rio de Janeiro faz parte do Lions Clubs International, organização de clubes de serviço cujo objetivo é promover o entendimento entre as pessoas em uma escala internacional, atender a causas humanitárias e promover trabalhos voltados a comunidades locais. Há clubes em 210 países, com 1,5 milhão de membros.

A atual presidente do Lions Clube Rio de Janeiro, Lenora Cavalieri, no cargo desde a fundação da associação, em março de 2021, dará lugar a Carlos Favoreto, que assume a partir de agosto.

“O Ano Leonístico terminou no mês passado e agora que estou saindo, mas continuo com presidente imediata, como fundadora. Encerramos aqui um ciclo com vários serviços realizados. São muitas ações já feitas aqui em comunidades do Reio de Janeiro: feiras de saúde, doações de livros, doações de alimentos, muita coisa. Tivemos a ideia de criar esse grupo, que reúne empresários de vários ramos, para tirar um tempo para trabalhar, arregaçar as mangas nesse serviço voluntário”, destacou Lenora.

Para a escolha do novo presidente, Lenora disse que houve uma reunião da atual diretoria.

“Sempre acontece assim: nossa diretoria se reune para o melhor proveito do clube e analisa o perfil de quem estiver interessado, porque não é brincadeira, tem que ter disposição, tempo e coragem. Trabalhar pelo social requer isso”, afirma.

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PF investiga quadrilha suspeita de aplicar golpe com criptomoedas

(Foto: Agência Brasil)

Da Agência Brasil


A Polícia Federal deflagrou hoje (5), em Curitiba (PR), a Operação Daemon, que apura a prática de crimes falimentares – meio pelo qual os credores buscam créditos recuperados – de estelionato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, além de delitos contra a economia popular e o sistema financeiro nacional.

Na ação, cerca de 90 policiais federais cumprem, na cidade e na Região Metropolitana, um mandado de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba.

Além disso, foram decretados o sequestro de imóveis e bloqueio de valores. As ordens judiciais cumpridas visam não apenas a cessação das atividades criminosas e a participação dos investigados nos crimes, bem como o rastreamento patrimonial para viabilizar, ainda que parcialmente, a reparação dos danos gerados às vítimas.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2019, pela Polícia Civil do Paraná, após inúmeras denúncias formalizadas por possíveis vítimas dos delitos sob apuração.

Os investigados eram responsáveis pelo controle de três corretoras de criptomoedas e, com investimento em estratégias de marketing, passaram a atrair diversos clientes para que investissem recursos pessoais nas plataformas do grupo empresarial.

Ataque cibernético

Segundo a polícia, por cerca de dois anos, as atividades foram conduzidas com aparência de legalidade, mas em meados de 2019, subitamente, o grupo noticiou que havia sido vítima de um ataque cibernético e, por isso, bloqueou todos os saques de valores das plataformas das corretoras.

Foi instaurada uma apuração criminal sobre o suposto ataque dos hackers, solicitada pelo próprio grupo empresarial junto à Polícia Civil. Contudo, os administradores deste grupo retardavam o andamento das investigações, recusando o fornecimento de informações e documentos para o desfecho da apuração, ao passo em que prometiam aos clientes lesados o ressarcimento, de maneira parcelada, da integralidade dos valores depositados.

Entretanto, os débitos pendentes não foram quitados sob a justificativa de acordos extrajudiciais oficializados e pela alegação do andamento da investigação para a apuração do ataque cibernético.

Como o grupo não cooperou com a investigação, os responsáveis pelo inquérito se manifestaram no sentido de que os indícios revelavam que eles não tinham sido vítimas de ataque e, pelo contrário, eram na verdade suspeitos das práticas dos crimes de estelionato, quadrilha e contra a economia popular. Diante da manifestação, o Ministério Público Estadual promoveu o arquivamento da investigação.

Com a manifestação das autoridades estaduais desfavorável ao grupo, o líder das empresas, no final de 2019, decidiu e obteve sucesso no pedido de recuperação judicial. Com isso, conseguiu, sob a justificativa de que necessitava de socorro judicial para reorganização do grupo e pagamento das dívidas, a interrupção de todas as ações cíveis que respondiam as empresas e autorização para continuação das atividades de negociação de criptomoedas.

No início de 2020, após ser constatado que o grupo oferecia ao público contratos de investimento coletivo sem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as investigações foram para a Justiça Federal, momento em que a PF passou a conduzir a apuração da possível prática de crime contra o sistema financeiro nacional e os demais conexos.

Com o aprofundamento das investigações, foi constatado que o grupo empresarial teria operado esquema de pirâmide financeira.

“Os investigados apostavam na promoção da imagem de sucesso do grupo, com exibição de posses e bens de luxo e realização de grandes eventos. No entanto, da maneira ardilosa, os valores ingressos nas plataformas virtuais das corretoras do grupo (tanto por transferência de criptomoedas, quanto por depósitos bancários), eram em grande parte desviados em benefício próprio do líder do conglomerado empresarial, de sua esposa e de outros investigados.

As investigações apuraram ainda que o líder deste grupo empresarial já havia sido condenado na Suíça pelos crimes de estelionato e falsificação de documentos”, detalhou a PF em nota.

Segundo a PF, os valores movimentados por meio do mecanismo criado pela área de tecnologia não correspondiam à realidade. Ao consultar as plataformas virtuais das corretoras, os clientes acompanhavam uma suposta posição de seus investimentos que, desde o momento em que ingressavam nas contas das empresas, eram empregados de maneira indevida para o enriquecimento dos gestores.

Desta forma, os clientes acreditavam que estavam realizando operações nas corretoras e obtendo lucros diários e garantidos, suspeitando das irregularidades somente em 2019, após o bloqueio dos saques.

Também foi apurado que o líder do grupo usou as negociações virtuais com criptomoedas para ludibriar o administrador judicial e o próprio juízo falimentar, apresentando como garantia uma carteira com bitcoins que nunca foram de sua propriedade. “Demonstra-se assim que o investigado se utilizava do processo de recuperação judicial a fim de ganhar tempo para ocultar o produto de seus possíveis delitos anteriores”, diz nota da PM.

Além disso, também foi revelado que o líder da organização criminosa, valendo-se do relacionamento com outras pessoas investigadas, passou a movimentar e gerir recursos e bens à margem do controle do juízo falimentar.

Segundo estimativa feita pelo administrador judicial do processo de recuperação judicial, o valor devido pelo grupo econômico totaliza cerca de R$1,5 bilhão o que diz respeito a mais de sete mil credores.

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Duda Beat lança seu novo clipe “Nem Um Pouquinho” e conversa com o JornalDR1 sobre a produção, mulheres na indústria e novo álbum

*Por Fabiana Santoro

Duda Beat lançou nesta quarta-feira (30) o clipe “Nem Um Pouquinho”, novo single do seu segundo álbum de estúdio que conta com um visual futurista e produção artística impecável. A artista conversou com o JornalDR1 sobre seu mais novo videoclipe, desafios das mulheres na indústria e seu novo álbum “Te Amo Lá Fora”

Nascida no nordeste no Brasil, a cantora Duda Beat tem se mostrado cada vez mais uma revelação na música brasileira. Com apenas 33 anos, a pernambucana conquistou o Troféu APCA de revelação de 2018 e teve o seu álbum de estreia incluído na lista dos dez melhores discos nacionais do ano da revista Rolling Stone.

A cantora ficou conhecida como “musa da sofrência” com seu repertório versátil misturando batidas e ritmos diferentes. Duda Beat retrata suas desilusões amorosas e a importância do amor próprio. Em 2021 a artista embarcou na experiência de lançar um álbum em plena pandemia, mantendo a raiz brasileira e o resgate aos ritmos nordestinos, “Te Amo Lá Fora” seu segundo álbum de estúdio é carregado de histórias transparentes sobre a vida e o amor. 

JDR1 –  As composições de seu primeiro álbum de estúdio “Sinto Muito”, gravado em 2018, representam um amor que não deu certo, uma mulher apaixonada e magoada. Em “Te amo Lá Fora”, vemos uma história parecida, porém, de um outro modo. Quais foram suas inspirações para as músicas e como você acredita que elas contam uma história diferente do seu primeiro álbum?

Duda Beat – O amor é uma grande inspiração para mim. Acho que esse é um assunto com o qual todo mundo consegue se relacionar, né?! Quem nunca sofreu por um não correspondido que atire a primeira pedra (risos). Dessa vez, porém, eu não estou na emoção do momento, como estava em “Sinto Muito”. Em “Te Amo Lá Fora”, há uma distância entre mim e esse coração partido. Isso faz tudo entrar em perspectiva. Nesse álbum trago outras nuances, exploro outros sentimentos: estou mais rancorosa, mais dark, mas também mais em paz, superando o coração partido e dando a volta por cima. Tem até música de amor correspondido, a “Decisão de Te Amar”, que eu fiz justamente para o Tomás. Então, apesar de o tema ser o mesmo, a maneira como eu trato dele é completamente diferente.

Clipe “Nem Um Pouquinho” Crédito: Fernando Tomaz

JDR1 – Você lançou o clipe de “Nem Um Pouquinho” nesta quarta-feira e já dá para ver que é mais um clipe incrível. Em “Meu Pisêro”, já tínhamos nos deparamos com uma incrível direção de arte e um novo conceito. Como você acha que a capa do disco e os visuais dos vídeos refletem nas composições do álbum?

Duda Beat – Para mim, o visual é muito importante. Quando penso em contar a história das minhas músicas, já gosto de imaginar o que poderia trazer naquele clipe. Acho que a internet ressaltou ainda mais esse apelo visual das coisas. Por exemplo, estamos ali no Instagram consumindo imagens, vídeos… Marcelo Jarosz, que é meu diretor de arte, traz muitas ideias e também é muito aberto a ouvir e trocar. Isso para mim é muito importante. Eu sou uma pessoa que acredito 100% no trabalho colaborativo. Em “Meu Pisêro”, ele e a Cris Streciwik, que dirigiu o clipe, pensaram naquelas referências de cinema noir e cinema de terror, que eu achei que tinha tudo a ver com a proposta da música. Dessa vez, em “Nem Um Pouquinho”, eu e a dupla Alaska estávamos trocando desde agosto do ano passado sobre ele. A ideia é que o vídeo saísse junto com o álbum, mas com o agravamento da pandemia, tivemos que adiar. Dessa vez, continuamos com uma pegada darkzinha, só que mais futurista, a história se passa em um universo alternativo e os habitantes deles têm poderes. O da minha personagem é se transformar em várias outras pessoas, e ela faz isso para ficar com a pessoa que ela ama. Mas calma que no final o jogo vira drasticamente (risos). Não é uma história só sobre sofrer por amor, é também sobre dar a volta por cima e, em um certo ponto, entender que você precisa se amar primeiro. Acho que o final do clipe mostra muito isso.

Crédito: Fernando Tomaz

JDR1 – Muitas mulheres artistas comentam sobre o processo de precisar se reinventar mais que os homens para se manter na indústria. É visível que no novo álbum você mostrou uma estética diferente do primeiro, você acredita que seu processo de reinvenção foi natural ou uma pressão da indústria?

Duda Beat – Meu processo foi natural e muito meu. A roupagem de “Sinto Muito” já não cabe nessa era “Te Amo Lá Fora”. Então, foi natural para mim e para meu stylist, Leandro Porto, trazer uma outra estética para esse momento, falando da parte visual. Na parte das letras também foi muito natural por aquilo que falei lá em cima: houve um amadurecimento entre um álbum e outro e isso faz com a maneira de falar sobre o assunto seja diferente. Além de tudo isso, ainda tivemos uma pandemia no meio. Eu não falo sobre ela nas letras, mas é inegável que a pandemia atravessa meu trabalho. Esse mergulho muito profundo em mim, esse confronto tão cru comigo e com meus demônios, com o que me assombra, está em “Te Amo Lá Fora”. E acredito que este foi um efeito da pandemia. Se fosse um álbum produzido em outra circunstância, acredito que ele seria de outra maneira. Mas isso sobre as mulheres no mundo da música é um ponto muito importante. Como em outros campo da vida, vejo que as mulheres são mais cobradas para sempre inovarem e trazerem coisas diferentes, mas ao mesmo tempo parecem que não torcem ou não nos dão apoio para continuarmos e seguirmos em frente. Sem contar que ainda querem jogar uma artista contra a outra, em pleno 2021. Acho isso um absurdo. Há espaço para todo mundo brilhar, para todo mundo fazer música e digo mais para colaborar também. Em um ambiente de apoio e respeito, todo mundo cresce e a música e os fãs saem ganhando porque podemos ver mais mulheres compondo e cantando, tendo cada vez mais espaço e liberdade.

JDR1 – Por conta da pandemia, como foi trabalhar com Trevo, Cila do Coco, Lux Ferreira e Tomás Tróia a distância? Como ocorreu essa troca?

Duda Beat – Foi diferente. Com Lux e Troia foi o mais próximo do normal porque trabalhamos sempre juntos, moramos na mesma cidade. Por exemplo, eles estavam comigo na imersão em que eu estava para fazer o segundo disco quando a pandemia foi anunciada, em março de 2020. Com Dona Cila, entramos em contato com a empresária dela, falei do meu desejo de tê-la no álbum e ela adorou a ideia. Foi muito especial. Usamos dois samples dela em “Tu e Eu”. Depois, quando estava em Recife, fui conhecê-la pessoalmente respeitando todos os protocolos. Foi massa demais, muito especial. Ela é uma referência muito grande para mim. E com Trevo, nós entramos em estúdio para gravar, respeitando todos os protocolos também. Antes desse momento, nosso contato tinha sido todo virtual. Agora, gravamos o clipe de “Nem Um Pouquinho”, mas também em um set com equipe reduzida, respeitando os protocolos. Foi muito especial ter todas essas pessoas ao meu lado nesse trabalho.

JDR1 – Seu trabalho artístico tem conquistado cada vez mais fãs e admiradores não só da sua música mas, também da pessoa que você é. Como artista, imagino que você deve estar sentindo falta do palco. Qual música você está mais animada para cantar ao vivo? Podemos esperar participações especiais caso ocorra uma tour?

Duda Beat – Ah, muito obrigada! Que feliz de ler isso. Eu busco me comunicar de uma maneira muito aberta e verdadeira com meus fãs. Uso mesmo minhas redes como um espaço de diálogo com as pessoas que me seguem. E o show é o momento maior de comunhão para mim com o público, é uma troca inexplicável. Eu estou morrendo de saudade do palco. Eu sou uma artista de show, de palco, então, não tem como ser diferente. Está sendo muito diferente para mim por exemplo lançar um disco sem poder apresentar ele em um show. Mas tudo bem, o momento requer cuidados e quando estivermos todos vacinados, poderemos cantar juntos e estaremos todos em segurança. Estamos aproveitando esse momento para já pensar no show que vem aí com o disco novo. Não tem como escolher uma música só. Quero muito cantar todas. Acho que vai ser massa demais. Ainda vou manter no repertório algumas músicas de “Sinto Muito” também. Então, podem aguardar que teremos um show lindo para quando tudo isso passar.

O disco “Te Amo Lá Fora” está disponível em todas as plataformas digitais e seu mais novo clipe “Nem Um Pouquinho” pode ser assistido no YouTube pelo canal da cantora.