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Angra dos Reis ganhará Centro de Pesquisa, Tecnologia e Inovação

Implantação da unidade atende pedido do deputado estadual Anderson Moraes

Graças a uma indicação legislativa do deputado estadual Anderson Moraes (PSL), que solicitou ao Governador Cláudio Castro e ao Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia a implantação de um Centro Tecnológico em Angra dos Reis, os moradores da Região da Costa Verde terão, em médio prazo, acesso a diversas atividades relacionadas à ciência, tecnologia, inovação e formação profissional e técnica.

Anunciados pelo Governo do Estado, os Centros Integrados de Pesquisa, Tecnologia e Inovação buscarão parcerias com empresas para o desenvolvimento das vocações regionais, criando inúmeras oportunidades para a população fluminense. Além do que será instalado em Angra dos Reis, ao todo, serão mais sete Centros, um em cada região do Estado.

Agradeço imensamente ao governador Cláudio Castro por ter aceitado a minha indicação e trazido esse novo projeto para Angra dos Reis, contribuindo não somente para o desenvolvimento do município, mas para toda a região. Quem ganha é a população, que terá a possibilidade de qualificação técnica e profissional direcionadas para as vocações locais – ressaltou o deputado, que também foi um dos autores da Lei 9526/2021.

Sancionada em dezembro, a Lei estabeleceu regime diferenciado de tributação do ICMS para a indústria náutica fluminense, desonerando um setor relevante para geração de empregos na Costa Verde.

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Jockey Clube do Rio de Janeiro recebe o Conecta Vareja nos dias 13 e 14 de janeiro

A tecnologia está transformando o varejo nos últimos anos e a tendência é que ela ocupe cada vez mais espaço no mercado de vendas. Mas, qual a melhor ferramenta? Como dar o pontapé inicial rumo à cultura digital? Quanto investir em soluções que muitas vezes parecem tão futurista e pouco acessíveis?

O Conecta é o encontro anual da tecnologia para o varejo. Conectamos executivos com soluções. O futuro digital com o mercado dos dias de hoje. Este é o primeiro evento de tecnologia para o varejo do Rio de Janeiro, mostrando que a transformação digital está ao alcance do nosso mercado e simplificando a implantação dessas ferramentas.

Em 2019, foi ainda maior em nossa 2ª edição, com dois dias de duração e envolvendo todos os setores do varejo: food service, moda, shoppings e farmácias. Nosso compromisso com a inovação se completa com soluções elaboradas exclusivamente para startups.

O Conecta Varejo acredita que a tecnologia para o varejo só é eficaz quando aperfeiçoa processos logísticos e/ou melhora a experiência do consumidor. Por isso, a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro convida todos os empreendedores para participar da terceira edição do Conecta Varejo. O maior evento de tecnologias para o varejo do Brasil acontecerá nos dias 13 e 14 de janeiro de 09h às 20h, no Jockey Club Brasileiro. O Jornal DR1 estará presente no evento.

O Conecta é um evento incrível e cheio de inovações, tecnologia, tendências, oportunidades extraordinárias, feira de negócios, estandes com expositores, palcos simultâneos, palestras, interação e muito networking.

Inscrições
*https://www.sympla.com.br/conecta-varejo__1428810
*As credenciais poderão ser retiradas no dia do evento, 1hr antes do início das atrações.

*PARA SABER MAIS, CONFIRAM AS REDES SOCIAIS DO EVENTO:*
• Instagram: https://www.instagram.com/conectavarejo/
• Facebook: https://www.facebook.com/varejoconecta/
• Site: www.varejoconecta.com.br

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Aplicativo de compras do governo foi baixado mais de 20 mil vezes

Da Agência Brasil

O aplicativo Compras.gov.br já foi baixado por 20.450 fornecedores desde que foi lançado pelo governo federal, em outubro. A ferramenta permite o credenciamento de empresas no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e o acompanhamento das oportunidades disponíveis para fornecimento de produtos e serviços ao governo. Desde a data de divulgação, mais de 1.650 empresários já fizeram sua habilitação pelo aplicativo. O credenciamento no Sicaf é uma fase obrigatória para a participação nas licitações realizadas no sistema Compras.gov.br.  

Os novos usuários podem inserir as suas linhas de fornecimento e as regiões de interesse. Assim, o aplicativo faz a notificação de todas as oportunidades de venda para a administração pública, permitindo, inclusive, que o fornecedor salve essas ações e promova integração com soluções de calendário.

Com o aplicativo, houve a simplificação do cadastro de fornecedores pois o app Compras.gov.br identifica automaticamente o que você precisa fazer a partir do CPF ou do CNPJ de sua empresa. Após esse primeiro passo, a solução encaminha um e-mail orientando sobre a finalização do processo no Sicaf.

O credenciamento é aberto a empresas ou a pessoas físicas que atuam como profissionais autônomos ou liberais. O aplicativo Compras.gov.br está disponível para download tanto para sistemas Android quanto para iOS.

Conheça as principais funcionalidades do aplicativo:

– Filtros:

Personalize a visualização e o recebimento de oportunidades de processos de contratações e também de mensagens. Utilize os filtros para selecionar oportunidades pela linha de fornecimento, regiões/estados e porte de empresa.

– Oportunidades:

Visualize os processos de contratações que estão com prazo para recebimento de propostas vigentes.

– Mensagens:

Receba pelo aplicativo as comunicações oficiais relacionadas aos processos de contratações que você escolheu como favoritos ou enviou proposta, e também, mensagens de avisos, esclarecimentos e impugnações.

– Participações:

Permite ao fornecedor (que enviou propostas) visualizar e acompanhar as contratações eletrônicas desde 2017.

– Favoritos:

Ao selecionar como favorito um processo ou itens de uma contratação, eles passarão a integrar sua relação de compromissos. Assim, você conseguirá acompanhar e observar eventos específicos relacionados aos processos ou itens selecionados.

– Detalhamento das licitações e cotações/dispensas eletrônicas:

Com apenas um clique, visualize os detalhes de cada processo de contratação conforme sua linha de fornecimento.

– Download de edital:

Tenha acesso rápido e fácil aos editais.

 

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Congresso Nacional ratifica acordo internacional sobre crimes cibernéticos

Da Agência Senado

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, promulgou o Decreto Legislativo 37/2021, que aprova o texto do acordo que contém a Convenção sobre o Crime Cibernético. Esse acordo internacional, também conhecido como Convenção de Budapeste, tipifica os crimes cibernéticos e traz mecanismos para facilitar a cooperação entre seus signatários.

O Decreto Legislativo 37/2021 — que foi publicado nesta semana no Diário Oficial da União — teve origem no PDL 255/2021, projeto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro e pelo Senado neste mês.

O relator da matéria no Senado foi Nelsinho Trad (PSD-MS).

O acordo

A Convenção sobre o Crime Cibernético está em vigor desde 2004. Ela surgiu no âmbito da União Europeia e conta com a adesão de países de fora desse bloco, como Chile, Argentina, Estados Unidos, Costa Rica e República Dominicana.

A convenção abrange tanto os crimes cibernéticos classificados de “próprios” (crimes contra a inviolabilidade e o uso adequado de dados e informações cibernéticas em si; por exemplo: o seu acesso não autorizado) quanto os “impróprios” (crimes contra bens jurídicos diversos cometidos por meio da informática; por exemplo: crimes contra a honra, armazenamento de imagens de pedofilia, violação a direitos autorais on-line).

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a adesão do Brasil a essa convenção agilizará o acesso de autoridades brasileiras a provas eletrônicas sob jurisdição estrangeira.

 

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Anatel encontra programas maliciosos em aparelho de TV não homologado

Da Agência Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quinta-feira (23) que encontrou programas maliciosos (chamados no jargão técnico de malwares) em aparelhos que disponibilizam canais pagos de TV (set top boxes, no termo em inglês) não homologados pela agência.

Os malwares são códigos infiltrados em um sistema de informática sem permissão e que realizam procedimentos prejudiciais ao software invadido. Eles podem, por exemplo, permitir que um terceiro acesse, indevidamente, dados do aparelho e das atividades realizadas nele, como senhas e transações.

Uma equipe de técnicos da Anatel analisou os equipamentos e detectou a presença desses programas maliciosos. Segundo a agência, eles podem permitir que criminosos acessem informações sensíveis dos usuários do serviço e também de outros dispositivos que estejam conectados na mesma rede privada.

Ainda conforme os responsáveis pelo estudo, os malwares permitiam a realização de ataques de negação de serviço (DoS, no jargão técnico) que abriam espaço para prejudicar não somente os aparelhos, mas redes de telecomunicações em caso de uma iniciativa coordenada em vários aparelhos.

“Dessa forma, os estudos realizados constataram que os dispositivos TV Boxes não homologados, além de violar conteúdo protegido por direitos autorais, também contêm vulnerabilidades que comprometem a segurança e proteção dos dados do usuário”, conclui o laudo técnico.

A pesquisa foi realizada pela Anatel em parceria com técnicos da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). Foram examinados equipamentos comprados em comércios populares que não foram homologados pela Anatel.

A homologação é um procedimento realizado pela Anatel para atestar a conformidade de equipamentos de telecomunicações com os parâmetros definidos no Brasil. São homologados, por exemplo, telefones celulares, baterias e outros hardwares utilizados na prestação de serviços de telecomunicações.

A homologação é uma etapa obrigatória para a comercialização desses tipos de aparelhos no Brasil. A agência disponibiliza um sistema em seu site onde é possível consultar os aparelhos homologados. O painel permite a pesquisa por fabricante, modelo e por outras categorias. A homologação também é registrada nos aparelhos por meio de um selo da Anatel.

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Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia é destaque na Maratona Python Cisco Brasil 2021

A Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia da Prefeitura do Rio recebeu o certificado de reconhecimento pelo maior número de alunos participantes na Maratona Python Cisco Brasil 2021, competição realizada no segundo semestre deste ano, que ofereceu gratuitamente o curso de tecnologia PCAP: Conceitos Essenciais de Programação em Python.

Com foco na promoção de políticas públicas de fomento e capacitação da utilização dos métodos e ferramentas tecnológicas, a SMCT inscreveu 1.818 participantes de um total de 25 mil inscritos pelas 87 academias, instituições e órgãos em todo o Brasil, envolvidos na maratona, que durou três meses, e foi uma iniciativa da Cisco Networking Academy em parceria com o Python Institute.

No mês de setembro, A SMCT, em parceria com a Cisco, abriu as inscrições para o curso gratuito e online, que tem o objetivo de capacitar os alunos em habilidades de programação a um nível de conhecimento que lhes permite desenhar, escrever, executar programas codificados na linguagem Python. Vale ressaltar que, Python é uma linguagem de programação de alto nível e uma das mais populares atualmente no mundo, principalmente entre cientistas e analistas de dados.

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Governo e empresários assinam termo de concessão do 5G

Da Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, assinaram o termo de concessão de frequências para implementação da quinta geração de internet móvel, o 5G.

Representantes das dez empresas que arremataram os direitos de uso da tecnologia durante o leilão – que arrecadou cerca de R$ 47 bilhões – assinaram o documento. Diversas autoridades do governo também participaram da cerimônia, que aconteceu no salão nobre do Palácio do Planalto.

Durante discurso, o ministro Fábio Faria reafirmou o sucesso do certame, que foi finalizado sem nenhuma ocorrência judicial, ao contrário do que aconteceu em países vizinhos. Faria disse que o leilão realizado no Brasil foi “o maior leilão de radiofrequências do mundo”, e prometeu que os investimentos previstos como contrapartida nos termos do leilão serão a ferramenta de democratização da internet no Brasil.

“Tínhamos 50 milhões de pessoas sem acesso à internet no Brasil quando o governo assumiu. O que celebramos aqui, hoje, é que os 39 milhões restantes – [pessoas] sem celular e sem internet, sem poder estudar à distância, isoladas do mundo, muitas no Norte e no Nordeste, em comunidades rurais e indígenas – terão acesso”, disse Fábio Faria.

“Um médico em Harvard, ou no Japão, poderá operar alguém em Pau dos Ferros (RN). O que celebramos hoje é que somos os primeiros da América Latina. Vamos buscar empresas para abrir fábricas no Brasil. Talvez de chips, semicondutores – que estão em falta no mundo. Vamos criar oportunidades de negócio para o Brasil com o 5G”, explicou o ministro.

Para o presidente Jair Bolsonaro, o 5G é uma oportunidade de reforçar a credibilidade do país perante o mercado internacional e de mostrar viabilidade e abertura para investimentos internacionais. “É um salto para as comunicações, bem como em internet das coisas. Para o comércio, isso não tem preço. É o aumento da qualidade dos serviços. Cada vez mais o povo lá de fora acredita na gente”, frisou o presidente.

“É o Brasil recuperando sua credibilidade internacional. O Brasil tem em torno de R$ 700 bilhões em investimentos em infraestrutura e fez renascer o modal ferroviário, apesar da pandemia”, explicou Bolsonaro em relação às obras capitaneadas pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.

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Programa amplia transferência de tecnologia entre universidades e mercado

Gerar as políticas de inovação e empreendedorismo, auxiliando na promoção do conhecimento e no uso de novas tecnologias oriundas de universidades e institutos de pesquisa. Essa a ideia central do programa piloto de Transferência Tecnológica criado pela Confederação Nacional de Empresas Juniores (Brasil Júnior), em conjunto com a Emerge, empresa especializada em fazer a conexão entre mercado e ciência. A iniciativa busca auxiliar a evolução de modelos de negócios que promovam o desenvolvimento tecnológico de base científica.

O programa é uma plataforma de transferência de conhecimento técnico ou científico em combinação com fatores de produção. Podemos utilizar, por exemplo, resultado de pesquisas e outros trabalhos realizados em ambiente universitário e aplicá-los como solução para modelos de negócios de forma inovadora. Como forma de proteger a propriedade intelectual e regulatória fixaremos acordos entre universidade e a EJ para o desenvolvimento de tecnologia com uso desses trabalhos- resume Talmany Leite, gerente de Aceleração da Rede da Brasil Júnior.

O programa prevê a formação de empreendedores juniores para que estes saibam diagnosticas e transferir tecnologias desenvolvidas no ensino superior para o mercado. O público alvo principal são empresas juniores de engenharia, TI, design, ciências biológicas e saúde.

Para Talmany, o projeto pode gerar aumento considerável no faturamento da empresa júnior envolvida, além de significar para a instituição de ensino superior aumento da capilaridade e da atuação, maior interação com o mercado e com a sociedade e incremento no número de produção científica.

Teremos ainda o fortalecimento da relação entre o Movimento Empresa Júnior (MEJ) e a universidade – destaca Talmany

O trabalho envolve o mapeamento das demandas de mercado existentes, que têm necessidades de inovação e pesquisa desenvolvidos pela empresa júnior. A partir desse ponto, elabora se o diagnóstico do mercado, que será aplicado em indústrias, núcleos de inovação, associações comerciais etc.

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Black Friday 2021 será uma das mais digitais de todos os tempos

Boa parte dessas transações serão realizadas por meio do celular ,que passou a ser o principal canal de compras de 30% dos brasileiros no último ano, de acordo com a pesquisa Global Consumer Insights Pulse
Survey 2021 da PwC. Apesar da reabertura do comércio e do retorno gradual das atividades, as compras por meios digitais se fortaleceram como hábito de consumo durante a pandemia (especialmente para as gerações mais novas) e devem tornar a Black Friday deste ano a mais digital de todos os tempos. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o faturamento do setor para a data em 2021 será 25% maior, no comparativo com 2020.

Boa parte dessas transações acontecerá por meio do grande companheiro do brasileiro durante a pandemia: o celular. Ele passou a ser o principal canal de compras de 30% da população no último ano, de acordo com a pesquisa Global Consumer Insights Pulse Survey 2021 da PwC.

Todos sabemos que a pandemia provocou grandes alterações de comportamento. Pelo tempo que está demorando, o ambiente associado a pandemia está incentivando mudanças de hábitos que irão impactar o comércio por muito tempo – afirma Carlos Coutinho, sócio da PwC Brasil e líder de Consumer Markets.

A pandemia e todo o seu entorno, está criando novos hábitos de consumo e comportamentos da população bem distintos, que podem definir padrões de longo prazo em atitudes de compra – diz.

Na pesquisa, um dos fatores apontados por 39% dos brasileiros como um diferencial nas compras online é a possibilidade de examinar uma variedade maior de produtos, em comparação com as lojas físicas. Ainda de acordo com os dados, na hora de decidir a compra, o brasileiro tem pressa: 49% apontam a entrega rápida e confiável como o atributo mais importante para efetuar a transação. Em seguida, com 36%, vem a disponibilidade em estoque dos itens procurados. A facilidade de navegação no site, permitindo encontrar os produtos de forma rápida, ocupa o terceiro lugar na lista de atributos essenciais para 36% dos respondentes.

O consumidor procura valor em toda jornada que começa. A equação de valor vai desde achar o que ele quer, na hora que ele quer, até receber com tranquilidade para poder usufruir dessa jornada – afirma Carlos Coutinho.

Parte desses hábitos já estava se instalando nos consumidores, aos poucos, mas esse processo foi acelerado pela pandemia.

O isolamento habituou o consumidor a um novo tipo de pensamento, em se tratando de transações. A compra digital permite a busca de uma variedade de opções, “uma prateleira infinita”, disponível de forma rápida. O consumidor, ao voltar para a loja física, retornará desejando passar pela mesma experiência que ele tem nos meios digitais. Este será o grande desafio do varejo – diz.

A Global Consumer Insights Survey 2021 é um estudo semestral que busca acompanhar de perto as mudanças nas tendências do consumidor. A PwC colocou em campo uma pesquisa no fim de 2020 e outra no segundo trimestre de 2021. Para o segundo levantamento da série, entrevistamos 8.681 consumidores em 22 territórios. Para fazer download do relatório completo, acesse.

Sobre a PwC Brasil

Na PwC, o nosso propósito é construir confiança na sociedade e resolver problemas importantes. Somos um Network de firmas presente em 155 países, atuando no Brasil há mais de 105 anos, dedicados à prestação de serviços integrados em auditoria e asseguração, consultoria tributária e societária, consultoria e assessoria em transações.

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Com falta de investimento pesquisas científicas e projetos inovadores podem ser cortados

O corte contínuo de verbas em Ciência e Tecnologia, que vem acontecendo no Brasil nos últimos anos, não está afetando apenas as pesquisas científicas, mas pode levar a um fenômeno de difícil reversão: a fuga de cérebros, o que já pode ser visto em número. No ranking do Índice Global de Competitividade por Talento, o Brasil despencou 25 posições de 2019 para 2020: da posição 45 foi para a 70. Na lista das nações que mais atraem talentos, o país também caiu muito em quatro anos: perdeu 28 posições.

A emigração intelectual coincide com a redução do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que perdeu quase metade dos recursos de 2015 para 2016 e vem sofrendo mais cortes de 2019 para cá. Só em outubro, o Ministério da Economia decidiu cortar do Orçamento 90% dos recursos que seriam destinados a vários projetos científicos, inclusive a bolsas e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A verba destinada para a ciência, que era de R$690 milhões, vai ficar em apenas R$55,2 milhões.

As consequências para o país serão nefastas. Por aqui, a quase totalidade das pesquisas científicas e em inovação são feitas pelas universidades públicas, financiadas pela FAPESP, pelo Ministério da Educação e outras instituições, como a Finep. Élcio Abdalla, coordenador e professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP), é coordenador do Bingo, um radiotelescópio inédito no país, financiado pela Fapesp, pelo governo da Paraíba com colaboração chinesa, que corre o risco de ser interrompido com a queda de investimentos. Além disso, em sua sala de aula ele tem visto: a fuga de cérebros é um fenômeno que tende a crescer. Revertê-lo é mais difícil, diz.

Hoje no projeto há três colaboradores de altíssima competência, que estão saindo definitivamente do Brasil por falta de oportunidades aqui.

São alguns excelentes pesquisadores, alunos recém formados, que estão indo embora e não necessariamente porque queriam, mas porque são extremamente qualificados e aqui não são remunerados adequadamente em pesquisa, e, pior que isto, por vezes não encontram trabalho. China, Alemanha, Estados Unidos são alguns dos destinos deles e, pelas perspectivas que vemos desse governo, de cada vez maior desvalorização do conhecimento, a perspectiva de que esses cérebros podem retornar é baixa. Mesmo que voltemos a investir, serão anos para retomarmos os níveis atuais.

Pandemia mostrou importância do investimento em ciência

A pandemia da Covid-19 e a consequente busca por vacinas deixou claro que os países com maior investimento saíram na frente – e devem continuar liderando o mundo:

A produção científica, o investimento em pesquisa, retorna para a sociedade em quase todas as áreas. Desde inovações e descobertas que tornam bens de consumo melhores e mais acessíveis até a produção de medicamentos e vacinas, procedimentos médicos, obras de engenharia que melhoram a mobilidade urbana e desenvolvimento agropecuário que torna a produção de alimentos mais barata e de melhor qualidade. Investir em inovação e ciência é criar autonomia para o país. Percebemos isso agora, nas vacinas. Aqueles com capacidade de desenvolver e produzir saíram na frente. Isso não é uma simples coincidência, são as nações que mais valorizam a ciência – explica Élcio. Não apenas isto, há também benefícios tecnológicos que revertem diretamente na economia do país, como já tem acontecido.

Os dados confirmam: os quatros países que mais investem em pesquisa estão na frente em inovação. Eles são Coreia do Sul e Alemanha, que investem quase 4% em pesquisa; e Japão e Estados Unidos, que repassam cerca de 3%. No Brasil, esse montante é um pouco maior que 1%. E vale lembrar: essas quatro nações têm PIB maior que o nosso. Ou seja, elas direcionam mais dinheiro não só percentualmente, mas também em números absolutos. Nos EUA, só para pesquisas envolvendo a Covid-19 foram destinados mais de 6 bilhões de dólares. No Brasil, apenas US $100 milhões.

As principais fontes desses recursos são justamente algumas instituições que podem ter corte de verba, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), ligados ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Igualmente importante é a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), ligada ao Ministério da Educação. Todos eles sofreram cortes
significativos, essenciais, no Orçamento de 2021.

Projeto inédito e revolucionário pode sofrer

Um dos projetos que sofre com o corte de verbas e investimento é o coordenado por Abdalla, o Bingo. Trata-se de um radiotelescópio, financiado principalmente pela Fapesp e pelo Governo da Paraíba, inédito no país e que conta com pesquisadores do Brasil, da China, África do Sul, Reino Unido, Coréia do Sul, Portugal e França. O objetivo é explorar novas possibilidades na observação do universo a partir do céu brasileiro. O sertão da Paraíba, pela alta visibilidade e baixa poluição, foi o local escolhido. A FINEP, que contribuiria significativamente, não está colocando verbas no projeto, apesar de termos, na análise técnica, logrado aprovação do apoio pretendido por duas vezes, em 2018 e em 2021.

A proposta do radiotelescópio BINGO é estudar a energia escura e também o fenômeno Fast Radio Bursts [“Rajadas Rápidas de Rádio”, em tradução livre], ainda pouco conhecido. Além disso, entender e conhecer o nosso céu pode trazer conhecimentos importantes e estratégicos sobre o que acontece em cima de nós, quais fenômenos, que tipo, por exemplo, de satélites, estão passando por aqui. É informação importante para toda a sociedade – conta Élcio.

Há um extenso plano educacional que segue diretrizes internacionais, aprovado pela Secretaria de Educação do Estado da Paraíba. Há também um plano de divulgação muito importante. Isto tudo sem detalhar aqui as contribuições tecnológicas do projeto, já em andamento, assim como a formação de um conjunto de pesquisadores capazes de trazer conhecimento estatístico vital para a economia e que podem contribuir inclusive no sistema financeiro nacional, o que também já está acontecendo.

O BINGO contribuirá com a visão do Hemisfério Sul para um trabalho sobre o fenômeno que já vem sendo realizado por meio do Chime (Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment) no Hemisfério Norte. O chamado “setor escuro do Universo” estará no foco das descobertas. No sertão, longe da poluição eletromagnética, será possível saber mais sobre estruturas desconhecidas da galáxia, pulsares que ainda precisam de observação e perceber novos sinais do espaço.

O coordenador do projeto observa que:

cerca de 95% do conteúdo energético do universo é completamente desconhecido, e o BINGO olhará para a distribuição detalhada da matéria conhecida para verificar os vínculos do setor escuro.

E mostrar para o cidadão comum como seus impostos beneficiam o país é um dos objetivos que Élcio tem com esse projeto:

O assunto não é necessário apenas para a comunidade científica, mas para a população em geral. De fato, há um enorme projeto educacional conectado às pesquisas, é ciência e educação para todos. Não podemos simplesmente falar para doutores, temos que colocar as pessoas a par, já que são elas que pagam pela nossa pesquisa. O ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] do pãozinho vai para esse trabalho também. Então nós temos, até como obrigação, contribuir para um desenvolvimento real e mostrar ao cidadão que a ciência é importante, que a ciência muda o mundo – como de fato mudou nos últimos três séculos a face da civilização – sintetiza Élcio  Abdalla.