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Turismo no Brasil tem prejuízo de R$ 312 bilhões em um ano, com R$ 49,4 bilhões para o Rio

Da Redação com Agência Brasil

O setor de turismo no Brasil, sem dúvidas, foi um dos mais afetados pela pandemia do Corona Vìrus. No último ano, na soma, o prejuízo bilionário que o turismo brasileiro sofreu chegou a marca de R$ 312 bilhões. A cidade do Rio de Janeiro, uma das mais visitadas do mundo, sozinho teve uma queda de R$ 49,4 bilhões, ficando atrás apenas de São Paulo, que acumulou um prejuízo total de R$ 112,9 bilhões. Os dois estados do Sudeste, juntos, somam 51,4% de todos os números e são os mais afetados também no setor comercial com a pandemia. 

Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), em março deste ano o setor operava com apenas 45% da capacidade mensal de geração de receita.

A expectativa agora é de mais perdas no curto prazo, segundo Fabio Bentes, economista responsável pelo levantamento. Os resultados, no entanto, devem começar a melhorar no segundo semestre, com o aumento da vacinação. Com isso, a recuperação real do setor deve acontecer somente em 2022.

“A situação do setor é muito frágil, com tendência de queda. A segunda metade do ano deve ser melhor, se conseguirmos superar a segunda onda da pandemia no Brasil”, disse Bentes em entrevista ao Estadão.

Para ele, ainda em 2021 o volume das receitas ainda deve subir 18,8%. A expectativa é de que situação comece a melhorar com aumento da vacinação no segundo semestre.

As perdas mensais de faturamento do turismo no Brasil cresceram em média de R$ 13,38 bilhões para R$ 36,94 bilhões no mês de abril de 2020. Esse ano, de janeiro até agora o total já chega a perda de R$ 51,34 bilhões.

VERBA PARA PROMOVER O TURISMO PODE IR PARA PANDEMIA

O Projeto de Lei 969/20 destina para ações de combate à pandemia de coronavírus 90% das verbas reservadas para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) realizar campanhas de promoção do turismo brasileiro no exterior.

Pelo texto, que tramita na Câmara dos Deputados, os recursos que não forem usados pelo Ministério de Saúde até o final da pandemia retornarão à Embratur. A autoria do projeto é da deputada de São Paulo, Joice Hasselmann (PSL).

“Em um momento em que as grandes economias mundiais estão restringindo a circulação de pessoas por meio de lockdowns, além de fechar aeroportos para voos internacionais, a demanda por turismo cai drasticamente. Assim, ações de publicidade tornam-se sem efeito na atração de turistas”, disse.

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Turismo; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Pontos turísticos fechados: permissão para os exercícios

 

Com o chamado ‘feriadão’ decretado em todo o estado, para conter o avanço da pandemia da covid-19, vários pontos turísticos vão ficar inacessíveis. O Corcovado e o Parque Lage, no Parque Nacional da Tijuca, na zona sul do Rio, ficam fechados à visitação pública de sexta-feira (26) a domingo de Páscoa (4).

Nesse período de dez dias, na área do Corcovado ficam suspensos os serviços concessionados de transporte até o Cristo Redentor e toda a visitação e realização de eventos. No Parque Lage, além da visitação ao local, fica proibido o acesso à trilha Parque Lage-Corcovado.

Também não está permitida a entrada no Centro de Visitante Paineiras e no Centro de Visitantes do Setor Floresta. Está proibido também o acesso e  permanência em todos os mirantes localizados dentro do parque, como Dona Marta, Vista Chinesa, Mirante da Cascatinha, Mesa do Imperador, Excelsior, Bela Vista e Paineiras. As cachoeiras, duchas e lagoas do Parque Nacional da Tijuca não podem ser usadas.

Já a prática individual de atividades físicas está permitida em todas as vias e na maioria das trilhas dentro do Parque Nacional da Tijuca, desde que os visitantes não formem grupos. Não está liberada a prática coletiva de exercícios físicos.

As trilhas da Pedra Bonita e da Pedra da Gávea estarão fechadas.

A Trilha dos Estudantes, no Parque Nacional da Tijuca, está aberta e pode ser usada para a prática de exercícios (Foto Parque Nacional da Tijuca)

Entre as vias e trilhas que estarão abertas para a prática individual de atividades físicas, estão as trilhas dos setores Floresta e Serra da Carioca – como a trilha dos Estudantes- e as vias como a estrada das Paineiras e estrada do Redentor, no setor Serra da Carioca; a estrada da Cascatinha, a estrada do Bom Retiro e a estrada Major Archer, todas no setor Floresta.

O horário de funcionamento no período dos dez dias no Setor Serra da Carioca será das 8h às 17h, e no Setor Floresta das 7h às 14h, com limite de 1,5 mil pessoas por dia, com acesso e saída exclusivamente pelo portão da Praça Afonso Viseu, no Alto da Boa Vista.

Voos livres só esportivos, museus fechados

Os voos livres duplos estão suspensos, porque são os que podem provocar aglomeração. Já os esportivos, realizados pelos praticantes do esporte, que forem voar individualmente, estão liberados.

A circulação de veículos motorizados nas vias da Estrada das Paineiras, do Corcovado e do setor Floresta está proibida. Só esportistas individuais de voo livre  terão o acesso de carro liberado.

Acesso aos mirantes está proibido (Foto ABr)

O Museu de Arte Moderna, o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio já haviam divulgado, em 20 de março, a decisão de fechar as portas por três semanas para tentar conter o aumento de casos de Covid-19 na cidade e em todo o estado.

Praias proibidas na Região dos Lagos

Um dos destinos mais procurados pelos turistas internos, Búzios só permite, nos próximos dez dias, a entrada para turistas com reservas em hotéis e imóveis alugados, além de moradores e prestadores de serviço. Comércio ambulante e quiosques nas praias ficam fechados desde o dia 26, mas o comércio ficará aberto até a meia-noite.

Praia Azedinha, em Búzios: fechada até a Páscoa (Foto: Prefeitura de Búzios)

Em Saquarema, praias, praças e parques estão proibidos, mas o comércio também estará aberto, com 50% de lotação.  Maricá tomou medidas mais restritivas. O prefeito Fabiano Horta anunciou que praias (incluindo para a prática de esportes) e o comércio não essencial ficam fechados a partir do dia 26.

Em Cabo Frio, o prefeito José Bonifácio, fechou o acesso às praias e intensificou a fiscalização nas entradas da cidade para coibir a entrada de visitantes. “Eu vou me dirigir, de modo especial, ao cidadão do Rio de Janeiro e dos municípios da Baixada Fluminense: não venham para a Região dos Lagos neste feriado de 10 dias …  As praias estarão fechadas, tanto para o turista que, por acaso já esteja na cidade, quanto para o morador. E os acessos pelas estradas a Cabo Frio serão bloqueados”, explicou o prefeito.

Foto: Reprodução

 

 

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Lazer ao ar livre no Rio

 

O Rio de Janeiro é uma das poucas cidades do mundo que conseguem combinar natureza, arquitetura, história e descontração. A cidade é um destino que oferece muitas opções de lazer ao ar livre e é uma ótima alternativa para seus visitantes e moradores nesse momento de pandemia e para o feriado de Carnaval, que, neste ano, precisará ser sem muito confete, serpentina e aglomeração.

“O Rio reúne a beleza natural do relevo com obras arquitetônicas de renomados artistas reconhecidos mundialmente e muitas se tornaram icônicas, como o hotel Copacabana Palace, a calçada desenhada de Copacabana, os Arcos da Lapa, os Arcos do Sambódromo, e o mais recente museu MAR (que mistura na sua fachada o antigo, arquitetura do tempo do império, com a moderna cobertura em forma de ondas).  Sem esquecer do Museu do Amanhã (moderno museu do famoso arquiteto espanhol Santiago Calatrava) na zona portuária da cidade do Rio”, detalha Amanda Pereira, diretora da agência Viagem Top Tour.

O Rio oferece opções para todos os gostos e numa simples caminhada na zona sul ou no Centro, por exemplo, moradores e visitantes podem encontrar ótimos locais de passeios, compras e gastronomia.  “Andar pelas ruas da cidade do Rio é perceber como um ambiente nativo pode viver em harmonia com a construção civil. É possível, e o Rio de Janeiro prova isso!”, explica Amanda,  especialista em planejamento, organização de roteiros personalizados de viagens.

A Cidade Maravilhosa é sempre lembrada como acolhedora e de gente muito simpática e isso cativa, sobretudo turistas estrangeiros.  “A diversidade e a combinação de estilos estão presentes tanto no ambiente quanto no jeito carioca de ser. Todos os estilos estão presentes nas ruas cariocas. Gosto de destacar o jeito singular do carioca da gema. Um perfil de pessoa que na maioria das vezes escolhe por ser acolhedor e informal. Carioca fala com todo mundo e é muito solidário. Sabe que a vida é para ser vivida e usufrui do melhor da sua cidade. Está sempre em busca de entretenimento ao ar livre em todas as estações”, explica a especialista.

Locais imperdíveis no Rio de Janeiro para aproveitar durante a pandemia:

Passeios ao ar livre – O Rio tem 14 parques naturais municipais que valem um passeio para um caminhada ao ar livre. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smac) vem recomendando e incentivando o uso dos parques naturais pela sociedade, pois frequentar áreas verdes é sinônimo de mais qualidade de vida e saúde mental. “Destaco o Parque da Chacrinha em Copacabana, é um oásis de mata nativa. Esse lugar é indicado para passear, principalmente para quem vai com crianças, devido a um playground com brinquedos infantis”, indica Amanda.

Fazer piquenique – estão permitidos os piqueniques na cidade , mas é fundamental que todos sigam as regras de distanciamento, higienização e usem máscaras. Os parques, como Darke de Mattos, em Paquetá, funcionam de terça-feira a domingo, das 6h às 17h. Para aproveitar os locais com segurança, a temperatura dos frequentadores está sendo medida nos acessos a áreas fechadas, como centros de visitação.

Espaços culturais – Há muitas opções históricas na cidade que valem a visita. Uma delas é o belo jardim da Casa de Rui Barbosa, que fica em Botafogo, zona sul carioca, é frequentado por famílias que buscam aproveitar o sol da manhã. Esse é um lugar calmo e convidativo para um passeio tranquilo no intuito de conversar e relaxar.

“O local foi a residência do jornalista, jurista, diplomata e orador Rui Barbosa. Hoje, o Museu é composto por decoração e mobília original e muitos objetos da família. Além de uma magnífica biblioteca com um acervo de mais de 22 mil títulos que inclui arquivos originais de Rui Barbosa. Atualmente as visitas são mediadas e precisam ser agendadas, mas vale a pena conhecer!”, dá a dica Amanda.

Fotos: Reprodução

 

 

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“O turismo é o novo petróleo’

Marcelo Moraes, gerente de marketing do hotel Rio Othon e produtor de eventos, fala sobre a retomada nott setor e aposta no potencial imensurável de o Rio atrair visitantes e gerar emprego e renda
Por Claudia Mastrange

Com a flexibilização da quarentena no Rio, decretada pelo Prefeito Marcelo Crivella, a cidade entrou na fase e as atividades culturais e turísticas começam a ganhar fôlego. Gerente de Marketing, eventos e relações públicas do tradicional hotel Rio Othon Palace, em Copacabana, no Rio de Janeiro, Marcelo Moares é o responsável pelos grandiosos eventos no local. Considerado um dos reis da noite carioca, ele comemora a retomada  da movimentação no setor. “A retomada será lenta e gradual, com uma maior força para o turismo interno. A hotelaria, por exemplo, começa o processo de recuperação de forma tímida, fomentada com esse turista”, informa Marcelo, em entrevista ao Diário do Rio.

Formado em Economia e pós-graduado em Finanças., Marcelo, que começou na área, em 2016, após um convite da equipe da dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano, para produzir o camarote `É o Amor´, na Marquês de Sapucaí. “Me apaixonei de tal forma, que, no ano seguinte, fiz o Lounge Carioca, também na avenida”, lembra ele,.também  produtor do ´Brazilian Day Newark´, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, que surgiu há dois anos e deve retornar, em 2021, por conta da pandemia.

Diário do Rio – Como o Turismo em geral e mais especificamente no Rio foi afetado nessa pandemia? Com a gradual abertura, como está a retomada das atividades de turismo e no setor hoteleiro?

Marcelo Moraes – Estamos muito otimistas quanto à retomada. Ela tem sido mais devagar do que o esperado, porém vimos a ocupação saltar de 3% no ápice da pandemia, em abril, para 24%, em outubro. Os feriados ajudaram muito, pois neles tivemos ápices de 50% de ocupação, além dos turistas elegerem o Rio como principal destino.

DR – Qual a sua expectativa de recuperação já para as festas de fim de ano e o Verão?

Quanto às festas de fim de ano, acredito que tanto nossa ceia de Natal quanto as nossas três festas de réveillon tenham lotação máxima, dentro das novas regras permitidas. Assim, poderemos passar com nossos amigos e familiares estando protegidos. Acredito que teremos uma ocupação beirando os 70%, o que seria incrível e a maior do ano pós-pandemia, mas em relação a 2019, onde tivemos 100% de ocupação.

DR – O que mudou na logística dos serviços e no atendimento?

Praticamente tudo. Estamos vivendo uma nova realidade. Começando pela
obrigatoriedade do uso de máscaras, tapetes sanitizantes nas entradas,
dispensers de álcool gel espalhados pelo hotel (entradas, elevadores,
banheiros e salas de eventos), além da sanitização dos quartos com
quaternário de amônia. Tanto café da manhã como almoço, estão sendo
servidos por nossos funcionários respeitando os distanciamentos. Quem
quiser, pode optar pelo café da manhã no quarto.

-Em meio a tantos transtornos no setor, gerados por essa pandemia, qual o lado positivo.?
A volta dos turistas de redondeza e, até mesmo, da própria cidade. Muito bacana recebermos quase 100% de turistasbrasileiros.

DR – Que mudanças vieram para ficar no setor?
Diante da pandemia, certamente vieram para ficar os eventos híbridos, a maior atenção à higienização por parte de todos e um certo distanciamento social.

Para o especialista, vocação turística do Rio deve ser melhor trabalhada (Foto :Pixabay)

DR – O senhor citou a produção de eventos no fim do
ano… Acredita ser possível assegurar a segurança, controlar pessoas em comemorações em plena pandemia?

Não só acredito, como tenho a plena certeza. As festas de fim de ano
virão de maneira diferente. Menos pessoas, máscaras inclusas no kit,
bebidas servidas individualmente, temperatura sendo aferida na entrada,
tapetes ou cabine sanitizante para desinfecção. Sanitização de toda a
área da festa e lugares marcados. A conscientização de cada um também é
muito importante para que tudo flua da melhor forma.

DR Acha que o quesito alegria também funciona como um alento para as pessoas em meio a esse momento delicado que o mundo vive? Haverá a tradicional queima de fogos?
Sim, além de todos os protocolos de segurança, vamos promover uma queima de fogos de 12 minutos no 32º andar do hotel. Sei que o que estamos vivendo, é completamente diferente e que as pessoas têm medo. É claro, todos temos, Mas diante de tudo que passamos e estamos  passando em  2020 precisamos nos divertir um pouco, com segurança.

DR – Por que costuma dizer que o turismo é o novo petróleo?
MM –
O turismo movimenta a cadeia produtiva de uma cidade, pois ele vai desde a hospedagem, passando pelo transporte, alimentação e comércio. Turismo gera emprego, e isso é importante, principalmente no Brasil, onde o índice de desemprego aumentou muito. Lembrando que o turismo também melhora a qualidade de vida. Por tudo isso é o novo petróleo. O turismo, sendo bem explorado, e difundido em uma cidade como o Rio de Janeiro traria um lucro jamais visto.

DR – Há um potencial que pode ser bem mais explorado, certo?

Sim. Precisamos vender uma imagem positiva e propositiva para que todos possam vir ao Rio com segurança e ver o que a cidade tem de mais bonito. O Rio mistura atrações naturais e urbanas. Se você olhar em quase qualquer direção, temos diversos cartões postais. Nós temos um poder para desenvolver culturalmente junto aos órgãos do governo e prefeitura, um potencial imensurável.

DR – O que esperar – e desejar – para 2021?
MM –
A primeira coisa que podemos desejar é que a vacina contra a COVID-19 saia e que isso possa dar estabilidade aos setores. Mesmo não saindo a vacina, precisamos aprender a conviver com a doença, tomando todos os cuidados já citados. Acredito na volta dos turistas e no aumento de ocupação, assim como a volta dos eventos corporativos e sociais que foram reprimidos neste ano. Acredito em um ano positivo.