Pequenas ações no nosso dia a dia ajudam na prevenção de golpes feitos pela internet.

Golpes digitais estão entre as principais preocupações em relação à segurança no Brasil. Entre março de 2025 e fevereiro deste ano, o relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026“, publicado pela GASA (Global Anti-Scam Alliance), registrou 34 bilhões de tentativas de golpes no país.
Mais de 16 milhões de brasileiros perderam dinheiro nessa leva, e não existe apenas um perfil de vítima. Uma pesquisa de 2024, do DataSenado, indicou que jovens entre 16 e 29 anos somaram a maior parcela de ataques virtuais, e segundo a Agência Senado, a natureza da fraude é a distinção que indica uma vítima jovem ou mais velha.
A diferença entre tipos de golpes digitais
Golpes destinados às pessoas mais velhas costumam ser do tipo são enquadrados como estelionato, crimes contra o patrimônio, clonagem de cartão, golpe do Pix, central de banco fictícia, até a captura de dados por telefone, email e pela internet. Nesses casos, os golpistas se passam por centrais telefônicas e cruzam dados disponíveis das vítimas pelas redes sociais ou invadindo bancos de dados.
A pesquisa citada anteriormente também indicou quais golpes são mais comuns para pessoas mais jovens, alvos frequentes no ambiente digital devido ao tempo de uso na internet. Ofertas de emprego pela internet ou ganhos fáceis de dinheiro sem sair de casa são exemplos de como um ataque pode começar.
Como se proteger online
Se você for abordado(a) por um email duvidoso, uma mensagem de um número estranho no whatsapp ou até pelas redes sociais, não clique em nada. Sempre cheque o remetente e, mesmo que a pessoa ou entidade que está te contatando possa parecer conhecida ou real, no caso de golpes que clonam identidades/sites e afins, verifique a integridade do assunto entrando em contato por canais oficiais.
Uma boa parte dos golpes usa a urgência emocional como gatilho para a vítima tomar uma atitude rápida, sem avaliar a veracidade antes, como um pedido inesperado de dinheiro (comuns no whatsapp, quando o golpista se passa por algum conhecido da pessoa). Por mais que pareça uma situação inadiável, não envie dinheiro ou dados pessoais sem verificar, por outro canal – site oficial – número.
Checklist: pequenos hábitos online que evitam grandes prejuízos
- Para senhas e contas
- Use um gerenciador de senhas e uma senha única para cada site;
- Não realize operações bancárias em Wi-Fi público;
- Ative a verificação em duas etapas (2FA) no e-mail, no banco e no WhatsApp;
- Proteja o e-mail principal mais do que tudo, porque quem controla o e-mail redefine a senha de todo o resto;
- Ative o PIN de verificação em duas etapas do WhatsApp.
- Links, mensagens e golpes
- Nunca clique em links de “pacote retido”, “multa”, “CPF irregular” ou “prêmio”. Abra o app ou digite o site oficial.
- Banco e empresas legítimas não pedem senha, token ou código por telefone ou mensagem;
- Desconfie de ofertas boas demais, principalmente de investimento com “retorno garantido”.
- Pagamentos e compras
- Use cartão virtual (com número descartável ou limite baixo) para compras em sites;
- Não salve cartão em sites e navegadores;
- Antes de comprar em loja nova, pesquise o nome no Reclame Aqui e confira o CNPJ;
- Antes de fazer um Pix, confira o nome do recebedor na tela;
- Reduza os limites de Pix, principalmente o noturno, e deixe só o que você realmente usa.
Mantenha celular, apps e navegador atualizados, desconfie de QR codes avulsos e tome cuidado com o que compartilha de informação pessoal na internet.




