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Cria de Madureira, Denys Moreira leva brasilidade ao Hell’s Kitchen Bulgária

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Morando na Europa, chef brasileiro será o primeiro do país a disputar a versão búlgara do famoso reality gastronômico e promete cozinhar com memória, afeto e identidade

Direto da Bulgária, mas com o coração fincado em Madureira, no Rio de Janeiro, o chef Denys Moreira se prepara para um desafio histórico: participar do Hell’s Kitchen Bulgária, uma das versões internacionais do reality gastronômico criado por Gordon Ramsay. Primeiro brasileiro a integrar o elenco do programa no país europeu, Denys quer mostrar que a gastronomia brasileira vai muito além de técnica — ela carrega cultura, história e emoção.

Em entrevista ao Jornal DR1, o chef fala sobre o formato da competição, a responsabilidade de representar o Brasil no exterior e como pretende levar sua brasilidade para dentro da cozinha mais intensa da televisão.

Jornal DR1: Como vai funcionar a competição?

Denys Moreira: É uma competição gastronômica intensa, com provas individuais e em equipe, serviços sob muita pressão e avaliações rigorosas. A cada episódio, os participantes precisam demonstrar técnica, organização, criatividade e, principalmente, controle emocional — que considero o mais importante. Quem não corresponde às expectativas acaba eliminado.

Jornal DR1: Você é o primeiro brasileiro a participar?

Denys Moreira: Até onde tenho conhecimento, sou o primeiro brasileiro a participar da versão búlgara do Hell’s Kitchen. Isso torna tudo ainda mais especial e desafiador para mim. Inclusive, como já ouvi de repórteres e jornalistas aqui, “sou um dos raríssimos brasileiros” nesse cenário.

Jornal DR1: Vai levar a gastronomia brasileira para o programa?

Denys Moreira: Com certeza. A gastronomia brasileira faz parte de quem eu sou. Sempre que houver espaço, quero mostrar nossos sabores, nossa identidade, o uso de ingredientes simples, mas cheios de alma, e a forma calorosa como o Brasil se expressa através da comida.

Jornal DR1:  A culinária reflete a cultura de um povo. O que é ser chef para você?

Denys Moreira: Ser chef, para mim, é exatamente isso: história, afeto e memória. A comida conecta pessoas, resgata lembranças e cria união. Um prato bem feito carrega origem, cultura e emoção. Não é só técnica — é respeito pelo ingrediente e pelas pessoas que vão sentar à mesa. E quando elas gostam, isso tem um significado enorme para mim.

Jornal DR1: O que representa participar do Hell’s Kitchen?

Denys Moreira: Representa um marco pessoal e profissional. É a chance de me desafiar em alto nível, sair da zona de conforto, representar o Brasil fora do país e mostrar que a nossa gastronomia tem força, identidade e talento para estar em qualquer cenário do mundo.

Jornal DR1: Quais as diferenças entre a gastronomia da Bulgária e a do Brasil?

Denys Moreira: A gastronomia búlgara é muito ligada às estações do ano, à tradição e a sabores mais rústicos, com bastante uso de laticínios, carnes e conservas.

Já a brasileira é extremamente diversa e vibrante, marcada por misturas culturais, cores, temperos e contrastes. Enquanto a Bulgária preserva muito a tradição, o Brasil se destaca pela criatividade e pela capacidade de se reinventar.

Jornal DR1: Quando estreia e como o público brasileiro pode acompanhar?

Denys Moreira: O programa estreia no dia 15 de fevereiro, na Bulgária. Dá para assistir ao vivo pelo link: https://nova.bg/live.

No Brasil, o público também poderá acompanhar pelas plataformas digitais e redes sociais oficiais do programa, como o Instagram: https://www.instagram.com/hells.kitchen.bulgaria

Entre memórias de Madureira e panelas fervendo na Europa, Denys Moreira leva o Brasil no tempero, no afeto e na identidade — provando que nossa cozinha fala alto, em qualquer idioma.

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