Fui convidada a participar da comemoração do 218º Aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais. Prontamente agradeci ao convite feito pelo Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (FN) Carlos Chagas Vianna Braga, que sempre tem um enorme carinho pelos meus alunos que participam de visitas guiadas na Ilha das Cobras. Quanta honra!
Com o tema “Fuzileiros Navais: a transformação por meio da música”, tivemos um rol de apresentações que me tocaram o coração profundamente. Começou o espetáculo, rigorosamente no horário das 19h. Eu e todos os presentes tínhamos expectativas quanto ao que iríamos ver, mas certamente não estávamos preparados para sermos torpedeados por tamanha grandiosidade que nos deixou com vontade de pedir “Bis” ao final de cada música. Fado, rock, pop, sertanejo, funk, forró, MPB, carimbó, clássicos internacionais foram surgindo, deixando-nos reféns das músicas! E, para culminar, a belíssima canção Cisne Branco levou toda a plateia a acompanhar a Banda Sinfônica do Corpo dos Fuzileiros Navais, capaz de nos deixar atônitos com a imensurável aptidão de transformar músicas de gêneros variados em composições que afloraram nossas emoções.
Participações especiais abrilhantaram ainda mais o espetáculo, como o Coral de Crianças de um Projeto Social, alunos musicistas da UFRJ e da UniRio, a cantora pop Dani Carlo, fadistas, um guitarrista e um maestro português. Foi notório que homens e mulheres se deixaram levar pelas canções, fazendo coro junto aos cantores e aos musicistas cuja competência fez os presentes aplaudir e gritar “Bravo”, ao término de cada música!
Que concerto! Que competência! O que dizer da Banda Marcial? Fiz uma célere pesquisa e descobri que a presença dos gaiteiros na Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) é uma tradição emblemática. Não tenho dúvidas. Esses gaiteiros que desfilaram pelos corredores até o palco e que interagiam com a plateia, vestindo seus clássicos uniformes vermelhos (garança), utilizam a gaita de fole escocesa em eventos militares e, na noite de terça, dia 26, presentearam-nos com uma performance de tirar o fôlego!
Foi assim que eu e todos os convidados que estivemos na noite de terça, dia 26 de maio, participamos de uma experiência musical imersiva inesquecível. O espetáculo a que assisti demonstrou as diferentes dimensões de atuação dos Fuzileiros Navais. Comparo a uma aula diferente e exclusiva. Afinal, os Fuzileiros abordaram da tradição histórica às operações anfíbias, ribeirinhas e litorâneas, passando pela proteção da Amazônia Azul, pelas ações humanitárias e pelo pioneirismo na incorporação de novas tecnologias aplicadas ao combate moderno.
Mais do que um concerto comemorativo, esse espetáculo representou a união entre tradição e futuro, reafirmando o compromisso dos Fuzileiros Navais com o Brasil, com sua soberania e com a permanente prontidão expressa no lema: ADSUMUS — Aqui Estamos! Desejo que permaneçam eternamente em nossa nação, ofertando-nos todo seu cabedal de atuação!





