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Deleite Linguístico: Metalinguagem

Foto: Reprodução Internet
Foto: Reprodução Internet

Caros leitores, nesta semana, decidi abordar o léxico de nossa língua materna. Quanta riqueza há nele! O verbete escolhido é metalinguagem. 

Para isso, produzi um poema que fala da difícil arte de criar um poema.

Antes que leitores consultem um dicionário, apresento o significado de “metalinguagem”, palavra formada pelo prefixo grego meta- (que indica “além de”, “sobre” ou “em um nível superior”) somado à “linguagem”. Em termos simples, trata-se da linguagem que fala sobre a própria linguagem. Ou seja, ocorre metalinguagem quando o código (a língua portuguesa, por exemplo) é utilizado para explicar, analisar ou refletir sobre o próprio código. Dessa forma, a metalinguagem desenvolve no falante a capacidade de pensar sobre o próprio processo de comunicação. É o que nos permite avaliar se um texto está claro, se a escolha lexical foi adequada ao contexto ou se uma regra da norma-padrão foi respeitada. Na literatura e na arte, a metalinguagem funciona como um espelho crítico. Ela revela a autoconsciência do escritor, que expõe os mecanismos de criação e que dialoga com a própria tradição literária, enriquecendo o texto com camadas de sentido estético e filosófico. Espero que apreciem meu poema!

A metalinguagem da Poesia

Lá me encontro na escrivaninha 

Imaginando os versos que irei criar.

Deuses, mitos e lendas!

Há tanto a explorar…

E nesse afã de escrever 

Peço auxílio aos seres imortais, governantes do cosmos e da natureza!

Os deuses, que decidem destinos

E que inspiram e influenciam a humanidade.

Dirijo-me especialmente a Odin,

deus da sabedoria, que conquistou a poesia em forma de hidromel mágico.

Também peço ajuda ao semideus Orfeu,

dono de um canto capaz de amansar as feras e de mover as pedras.

Poderia me fornecer palavras 

Que inspirem minha hercúlea labuta, que é criar textos para emocionar?

Por receber imensa ajuda,

Senti-me em transe contínuo,

E comecei o ofício de tecer palavras,

Capazes de agradar os deuses 

E os mortais, sedentos de histórias

Que falem de guerras, amor e paz!

Não preciso de algo a mais 

Pois a poesia preenche meus dilatados poros

De onde emergem sensações indescritíveis

De quem consegue atingir a capacidade de emaranhar palavras

que afetem e que cativem o semelhante!

É um desafio constante

Esse de escrever poesia,

Carregada de dor, paixões e dilemas,

Tão costumeiramente vivenciados por humanos como eu,

Que tento muito beber da fonte da sabedoria dos deuses que habitam o Monte Olimpo!

Minha alma torna-se meu próprio altar.

Onde me pego a divagar 

Em busca da essência do poema encontrar!

Ao término da criação, vejo-me em exaustão, 

Mas a sensação é a melhor possível 

Por saber que não estive só!

Fui auxiliada pela deusa Atena,

Que representa o conhecimento intelectual aplicado, a prudência e o discernimento 

que guiam as civilizações e o pensamento humano!

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