Jornal DR1

Deleite Linguístico: Um brinde a Albert Einstein e a seu pensamento acerca da simplicidade e da clareza

Albert-Einstein

Quem nunca se deparou com um profissional cujo currículo é elogiável, mas que não consegue repassar, de forma simples, o cabedal dos conhecimentos que detém? Seja na escola, seja na universidade, muitos são os casos de profissionais que simplesmente não conseguem se fazer claros em suas exposições, deixando os interlocutores sem o entendimento do conteúdo que aqueles se propuseram a passar. O motivo da ausência de clareza e de simplicidade seria a soberba? Será que esses ilustres profissionais creem que o emprego de um léxico rebuscado e pouco usual é necessário para comprovar seu vasto “patrimônio intelectual”? Lamento informar que eles estão enganados. Como forma de comprovar isso, valho-me do físico Albert Einstein, cujo legado é inquestionável e que nos deixou inúmeras reflexões que ultrapassam os conceitos da teoria da relatividade geral, um dos pilares da física moderna. Esse físico alemão faria aniversário em 14 de março, e a ele é atribuída a seguinte reflexão: Se você não consegue explicar algo de forma simples, é porque não entendeu bem o suficiente”. Quanta sabedoria, meu nobre Einstein! Concordo plenamente com ele e faço coro ao seu pensamento, uma vez que a grande sabedoria é observada pela capacidade que pessoas têm em passar aos aprendizes conteúdos com uma clareza e uma simplicidade que farão com que estes sejam multiplicadores dos ensinamentos compartilhados pelo mentor! Não é algo “inefável”?  Fiz, intencionalmente, uso desse adjetivo para demonstrar que eu pouparia alguns leitores desta crônica de terem de consultar um dicionário para dele obter o significado do termo “inefável”, que significa algo tão sublime, complexo e belo que não pode ser descrito ou explicado com palavras. Não seria bem melhor eu substituí-lo pelos adjetivos “indescritível, inenarrável, indizível”, permitindo que a leitura fosse fluida? Em seu aniversário, quero parabenizar Albert Einstein, cujos ensinamentos influenciam, até hoje, a maneira como pensamos sobre a importância do aprendizado e sobre o papel do professor nessa aquisição de conhecimento. 

É importante também fazer alusão à Winston Churchill, nome a mim passado pelo meu amigo querido Cesar Vieira, com quem troco reflexões, e que me presenteou com mais esse intelectual. Churchill dizia o seguinte: “Para uma comunicação objetiva, escolha as menores palavras, das menores às mais simples”.

Que façamos, portanto, de nossas aulas momentos que jamais levem nosso alunado em direção a “buracos negros”, que, embora sejam cruciais para a evolução das galáxias e para a organização do universo, são destruidores de matéria que se aproxima demais. E qualquer educador de excelência quer justamente perceber que seus alunos atingiram o propósito de qualquer aula: levar os alunos à compreensão e à reflexão dos conhecimentos apresentados, a fim de que os discentes sejam protagonistas do processo de ensino-aprendizagem. Que sigamos exaltando a simplicidade e a clareza, sinais de um domínio intelectual!