Dólar cai ao menor nível desde maio de 2024 e Bolsa fecha em novo recorde
O dólar encerrou a sessão da última sexta-feira (20) em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,1758, atingindo o menor patamar desde maio de 2024. O movimento refletiu um cenário de maior otimismo no mercado financeiro, impulsionado por fatores internos e externos que favoreceram moedas de países emergentes, como o real.
No mercado de ações, o Ibovespa também teve um dia positivo. O principal índice da Bolsa brasileira avançou 1,06% e fechou aos 190.534 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. O desempenho foi puxado principalmente por ações de grandes empresas dos setores financeiro e de commodities, além da melhora nas expectativas econômicas.
Analistas apontam que a queda do dólar está relacionada à entrada de capital estrangeiro no país e à percepção de maior estabilidade econômica. A manutenção de juros elevados no Brasil, aliada a sinais de desaceleração da inflação, tem aumentado a atratividade dos investimentos locais.
No cenário internacional, a redução das tensões econômicas e a expectativa de políticas monetárias menos restritivas em grandes economias também contribuíram para o enfraquecimento da moeda norte-americana frente a divisas de mercados emergentes.
Com o resultado desta sexta-feira, tanto o câmbio quanto a Bolsa reforçam a tendência positiva observada nos últimos dias, indicando maior confiança dos investidores no ambiente econômico brasileiro no curto prazo. Especialistas, porém, alertam que o mercado segue sensível a fatores políticos e fiscais, que podem provocar oscilações nas próximas semanas.





