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Eleições para mandato-tampão no Rio entraram em analise pelo STF nesta quarta

Foto: Victor Piemonte/STF
Foto: Victor Piemonte/STF

As eleições para mandato-tampão no Rio serão analisadas pelo STF nesta quarta-feira (8), em meio a um cenário político indefinido após mudanças no comando do estado. Os ministros da Corte vão discutir como deverá ocorrer a escolha do novo governador.

Atualmente, o governo do Rio de Janeiro está sob responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça do estado, o desembargador Ricardo Couto, que assumiu interinamente após a saída do então governador.

A mudança ocorreu depois que Cláudio Castro renunciou ao cargo em 23 de março, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que resultou na cassação de seu mandato e na sua inelegibilidade por oito anos.

O estado também enfrenta uma ausência na vice-governadoria desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o posto para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Outro nome na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, também não assumiu o cargo. Ele foi cassado pelo TSE e acabou sendo preso no fim de março.

Diante desse cenário, o STF vai analisar duas ações que tratam diretamente das eleições para mandato-tampão no Rio. O objetivo é definir as regras que irão orientar a escolha do governador que ficará no cargo até 2027.

Um dos principais pontos em debate é o modelo de eleição. Os ministros irão decidir se a votação será direta, com participação da população, ou indireta, restrita aos deputados estaduais.

Outro tema em análise envolve regras específicas do processo, como o prazo de desincompatibilização dos candidatos e o formato da votação, que pode ser aberta ou secreta.

As ações foram apresentadas pelo PSD e levantam questionamentos sobre a validade de trechos da legislação estadual que tratam da eleição indireta.

A decisão do STF deve trazer maior clareza sobre o processo eleitoral no estado e orientar os próximos passos para a definição do novo governador.

O julgamento pode redefinir os rumos políticos do Rio — e indicar como será conduzida uma das decisões mais importantes do estado nos próximos meses.

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