Imperatriz Leopoldinense e Estação Primeira de Mangueira foram os destaques da primeira noite de desfiles no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro. A noite foi marcada por enredos de homenagens e que celebravam as raízes afro-brasileiras. Acadêmicos de Niterói e Portela também desfilaram na noite deste domingo (15) e madrugada de segunda-feira (16). As quatro escolas cruzaram a avenida dentro do tempo máximo de 80 minutos.
O segundo dia dos desfiles na Sapucaí, que acontece entre segunda e terça, vai contar com apresentações de Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija-Flor de Nilópolis, Unidos do Viradouro e Unidos da Tijuca.
Já o terceiro dia, na noite de terça-feira (17) e madrugada de quarta (18), terá Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro na avenida.
Desfiles do 1º dia
Acadêmicos de Niterói
Imperatriz Leopoldinense
Portela
Estação Primeira de Mangueira
Acadêmicos de Niterói
A escola fundada em 2018 fez sua estreia no Grupo Especial com uma homenagem ao presidente Lula (PT). Nos dias que antecederam o carnaval, o desfile foi alvo de pelo menos dez ações na Justiça e no Tribunal de Contas da União (TCU). Partidos e parlamentares da oposição argumentaram que o enredo era propaganda eleitoral antecipada do presidente Lula.
Na última quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou liminar que pedia a proibição do desfile, mas os ministros alertaram que condutas na avenida poderiam configurar crime eleitoral.
Depois desse alerta, o governo federal recomendou às autoridades que evitassem qualquer manifestação que caracterizasse propaganda eleitoral.
A escola contou a história do presidente Lula desde a infância no Nordeste, passando pela migração com a família para São Paulo, o trabalho como torneiro mecânico e a liderança sindical, até a Presidência da República.
A comissão de frente levou para a Sapucaí uma representação da rampa do Palácio do Planalto, lembrando a última posse de Lula, ao lado de integrantes da sociedade civil. Atores e bailarinos também representaram o ministro Alexandre de Moraes, os ex-presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
O carro abre-alas representou a região onde o presidente Lula nasceu: o agreste pernambucano, com uma mistura de exuberância e escassez. Em um dos carros, a escola trouxe uma crítica às políticas sociais da época do governo de Jair Bolsonaro e à forma como ele enfrentou a pandemia.



