Jornal DR1

Escola Preta de Arte, único ensino presencial de artes cênicas afro-referenciada do Brasil, abre inscrição com 8 formações gratuitas

Divulgação
Divulgação

Com inscrições abertas até 25 de julho, a formações gratuitas serão ministradas por artistas reconhecidos e premiados do mercado 

Pesquisas afrocentradas, metodologias ainda pouco presentes nas universidades e ministrados por artistas e pesquisadores que transformam décadas de experiência em formação. É com essa proposta que a EPA – Escola Preta de Arte, iniciativa da Confraria do Impossível em parceria com o Terreiro Contemporâneo, abre uma nova edição com oito formações gratuitas. As aulas serão presenciais, realizadas no Terreiro Contemporâneo, no Centro do Rio, com duração de 12 semanas, com carga horária de 48 horas. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até 25 de julho, às 18h. Mais informações no site e no Instagram da Confraria do Impossível. 

A abordagem pedagógica se estrutura a partir de dois eixos centrais: os conceitos artísticos e estéticos da Confraria do Impossível como linguagem cênica e ferramenta de confrontamento social, e as pesquisas afrocentradas e pretagogias desenvolvidas pelo corpo docente. “Os participantes vão se aprofundar em pesquisas desenvolvidas há mais de dez, quinze e até trinta anos por artistas que hoje são referência nas artes cênicas negras. São conhecimentos que dificilmente aparecem nas formações convencionais e que agora conseguimos compartilhar de forma estruturada dentro da nossa escola”, explica ALemos, idealizador e coordenador pedagógico da EPA.

A primeira edição da EPA formou 97 alunos distribuídos em oito cursos e reuniu participantes entre 18 e 74 anos, vindos de diferentes cidades do estado. Nesta segunda edição, a EPA novamente oferece oito formações: Teatro Ancestral, com Cátia Costa; Dramaturgia Preta Contemporânea, com Tati Villela e ALemos; Teatro Negro Físico, com Rei Black; História do Teatro Negro Brasileiro, com Thaís Nascimento; Teatro Afrofuturista, com ALemos e Wayne Marinho; Canto Cênico, com Nívea Magno; Direção Afro-Referenciada, com Renata Tavares; e Afro-produção, com Jeff Fagundes. 

A EPA reúne professores que conciliam pesquisa acadêmica e atuação profissional, visto que o corpo docente é formado por artistas premiados e indicados ao Prêmio Shell de Teatro, além de profissionais que seguem em atividade no teatro, no audiovisual e na produção cultural, levando para a sala de aula experiências construídas nos palcos, nas telas e nos bastidores da cena artística brasileira. “Quem dá aula aqui está produzindo ou integrando espetáculos, filmes, circulando pelo mercado e desenvolvendo pesquisas continuamente. Então os alunos aprendem tanto a linguagem artística quanto a vivência profissional de quem está inserido nesse mercado. Essa troca aproxima a formação da realidade que esses artistas vão encontrar na carreira”, ressalta o idealizador.

Sendo assim, além da pesquisa cênica, a escola também busca preparar seus alunos para os desafios do mercado de trabalho, discutindo formas de inserção profissional, construção de trajetórias e permanência em um cenário ainda marcado por desigualdades estruturais. “O ineditismo da formação faz com que muitas pessoas encontrem aqui conteúdos aos quais nunca tiveram acesso. Mas existe também a formação quilombista do espaço. Nosso compromisso é construir um ambiente acolhedor, onde as pessoas permaneçam, criem vínculos e continuem produzindo conhecimento dentro e fora da escola.”

Para ALemos, o objetivo não é apenas transmitir técnicas, mas ampliar perspectivas sobre a produção artística: “Queremos formar artistas, fortalecer pensamentos e apresentar outras possibilidades de construção estética e política que não estejam apenas ligadas às referências eurocentradas. Quando propomos uma formação afro-referenciada, estamos convidando os participantes a olhar para outros parâmetros, outras linguagens e outras formas de construir conhecimento.”

CONFRARIA DO IMPOSSÍVEL

Atualmente, a Confraria do Impossível é uma empresa de arte negra, mas também sempre foi um grupo/coletivo artístico independente. Desde sua criação, realiza diversas atividades e produções importantes para a população no geral, trazendo cultura e educação voltada para a descolonização do pensamento social e reeducação antirracista.  Seu trabalho também naturaliza a arte no cotidiano das pessoas, a partir das vivências proporcionadas por artistas negros e suas linguagens. Além disso, a Confraria é a mantenedora financeira e responsável pela administração, gestão e curadoria do Terreiro Contemporâneo, Centro Cultural Negro, que se tornou referência no país. O espaço, reconhecido como um verdadeiro quilombo cultural, abriga grupos negros e periféricos e recebeu o Prêmio Shell de Teatro RJ na categoria Inovação (2020).

SERVIÇO

Inscrições: até 25 de julho de 2026, às 18h

Link para inscrição: Site da Confraria do Impossível
Resultado da seleção: 03 de agosto de 2026

Formato: Presencial

Local das aulas: Terreiro Contemporâneo

Duração: 12 semanas (3 meses)

Carga horária: 48 horas

Certificação: participantes que cumprirem os critérios de frequência e avaliação recebem certificado de conclusão.

Mais informações: @epaescolapreta @confrariadoimpossível 

Confira também

Nosso canal