O Esquema do Faraó dos Bitcoins voltou ao centro das investigações após o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciar três pessoas por envolvimento em práticas ilegais ligadas ao grupo. Entre os acusados estão um policial civil, um guarda municipal e um empresário.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, há indícios de que foi feito uso indevido do sistema Infoseg para acessar informações sigilosas sobre empresas e pessoas consideradas concorrentes do esquema.
Os denunciados são o policial civil Robson Bento de Oliveira, o guarda municipal Bruno Ferreira da Silva e o empresário Diego Vianna de Souza. Os dois agentes públicos foram acusados de violação de sigilo funcional, enquanto o policial também responde por corrupção passiva. Ambos foram afastados de suas funções por decisão judicial.
Segundo as investigações, o empresário teria atuado diretamente na captação de investidores, além de aplicar recursos próprios no esquema, ampliando o alcance das operações do grupo.
O caso está ligado à estrutura criminosa comandada por Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó dos Bitcoins, que já foi condenado a mais de 19 anos de prisão por crimes como organização criminosa e corrupção ativa.
As apurações indicam que o grupo operava por meio da empresa GAS Consultoria e Tecnologia, utilizando estratégias que incluíam pressão, intimidação e até violência contra concorrentes no mercado.
A denúncia reforça a suspeita de que o esquema contava com apoio interno para obtenção de dados estratégicos, o que pode ter favorecido a expansão e proteção das atividades ilegais.
O processo segue em tramitação na Justiça, e a defesa dos denunciados ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações.
Com novos elementos surgindo, o caso ganha mais complexidade e pode revelar desdobramentos ainda mais amplos — mantendo o Esquema do Faraó dos Bitcoins entre os assuntos mais acompanhados do momento.





