A extradição de Carla Zambelli é autorizada pela Justiça italiana, mas defesa recorre e mantém o caso em aberto. A decisão foi tomada por um tribunal da Itália, onde a ex-deputada federal está presa desde julho de 2025.
Apesar da autorização judicial, o processo ainda não chegou ao fim. Os advogados da ex-parlamentar já anunciaram que vão recorrer à Corte de Cassação, considerada a última instância da Justiça italiana, na tentativa de reverter a decisão.
Mesmo após o julgamento definitivo no Judiciário, a extradição ainda dependerá de uma decisão do governo italiano. A palavra final caberá ao Ministério da Justiça do país, que só deve se posicionar após o esgotamento de todos os recursos legais.
Além disso, a defesa ainda pode contestar a decisão administrativa, o que pode prolongar ainda mais o desfecho do caso.
Carla Zambelli foi presa na Itália após ser considerada foragida pelas autoridades brasileiras. Desde então, o processo de extradição tem sido marcado por pedidos de adiamento e disputas judiciais.
O pedido de envio ao Brasil está ligado a condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal. Em um dos processos, a ex-deputada foi condenada a dez anos de prisão por envolvimento na contratação de um hacker para inserir um documento falso no sistema da Justiça.
Em outro caso, Zambelli recebeu pena de cinco anos e três meses após um episódio em que sacou uma arma e perseguiu um homem em São Paulo, durante o período eleitoral de 2022.
Ainda no ano passado, o Ministério Público italiano já havia se manifestado favoravelmente à extradição. A decisão mais recente foi comunicada oficialmente à Embaixada do Brasil em Roma.
A ex-parlamentar também renunciou ao mandato em dezembro, após uma disputa envolvendo decisões da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal.
Com novas etapas previstas e possibilidade de recursos, o processo segue sem prazo definido para conclusão.
E enquanto o caso avança entre tribunais e decisões políticas, a dúvida permanece: quando — e se — a extradição será de fato concluída?





