O fim da escala 6×1 volta ao centro das discussões no Congresso Nacional nesta terça-feira (7), com a realização de uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O modelo prevê seis dias consecutivos de trabalho com apenas um dia de descanso semanal.
O encontro está marcado para as 14h e deve reunir representantes de diferentes setores da economia, como comércio, indústria, transporte e agricultura, além de parlamentares e especialistas no tema.
A proposta em análise é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim do modelo atual. Neste momento, o texto ainda passa pela fase de análise de constitucionalidade dentro da CCJ.
O debate ocorre em meio a movimentações internas no governo federal, que avalia a possibilidade de enviar um novo projeto de lei para tratar do tema, como forma de acelerar a tramitação no Congresso.
Representantes do setor produtivo demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos caso a proposta avance. Entre os convidados para a audiência estão nomes ligados a entidades como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Por outro lado, a proposta conta com apoio significativo da população. Segundo levantamento do Datafolha, 71% dos brasileiros são favoráveis a mudanças na jornada de trabalho, o que tem pressionado o avanço do debate.
Nos bastidores, ainda há incertezas sobre a estratégia do governo. Embora exista a possibilidade de envio de um novo projeto, aliados afirmam que não há garantia de que isso realmente ocorrerá.
O presidente da CCJ, deputado Leur Lomanto Júnior (União Brasil-BA), indicou que a comissão seguirá o calendário previsto e dará continuidade à análise da proposta, independentemente de novas iniciativas do Executivo.
Já o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou recentemente que, neste momento, não há necessidade de envio de um novo projeto, destacando que o tema já está sendo tratado dentro do Congresso.
Enquanto isso, a expectativa é que o tema continue avançando nas próximas etapas, com possibilidade de chegar ao plenário ainda neste semestre.
O que for decidido nesse debate pode impactar diretamente a rotina de milhões de trabalhadores em todo o país.





