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Heloisa Teixeira, escritora, pensadora do feminismo e membro da ABL, morre aos 85 anos

Foto: Reprodução

Ela foi a décima mulher a se tornar ‘imortal’ e ocupou a cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras

Morreu, nesta sexta-feira, (28/03), aos 85 anos, Heloisa Teixeira, escritora, pesquisadora, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e integrante da Academia Brasileira de Letras.

Segundo a ABL, a morte resultou de uma insuficiência respiratória aguda causada por uma pneumonia.

Heloisa nasceu em Ribeirão Preto em 26 de julho de 1939, formou-se em Letras Clássicas pela PUC-Rio e obteve mestrado e doutorado na Universidade de Columbia, em Nova York.

Recentemente, decidiu mudar o sobrenome de casada que usou durante toda a sua carreira. Trocou o Buarque de Hollanda pelo Teixeira, seu nome de solteira e sobrenome da mãe.

Era diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-Letras/UFRJ), onde coordenava o Laboratório de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas, e o Fórum M, espaço aberto para o debate sobre a questão da mulher na universidade.

Seu trabalho se destacava na relação entre cultura e desenvolvimento, tornando-se referência em áreas como poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultura digital.

Nos últimos anos, dedicou-se à cultura das periferias, ao feminismo e ao impacto das novas tecnologias na produção e no consumo culturais.

Além disso, dirigiu a Aeroplano Editora e Consultoria, a Editora UFRJ e o Museu da Imagem e do Som (MIS-RJ). Também esteve à frente do Programa Culturama, na TVE, do Café com Letra, na Rádio MEC, e dirigiu documentários como “Dr. Alceu” e “Joaquim Cardozo”.

Foi curadora de diversas exposições, incluindo “Dez anos sem Chico Mendes” (1998), “Estética da Periferia” (2005), “H2O, o futuro das águas” (2009) e “Vento Forte: 50 Anos de Teatro Oficina” (2009).

Entre seus livros mais marcantes está “26 Poetas Hoje” (1976), uma coletânea que revelou poetas marginais como Ana Cristina Cesar, Cacaso e Chacal, sendo considerada um divisor de águas na poesia brasileira.

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