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Jornalismo em Zona de Risco

Foto: Marinha do Brasil
Foto: Marinha do Brasil

CCJACE fortalece diálogo entre imprensa e militares e promove a cultura de defesa

Por Marco de Cardoso

A Marinha do Brasil realizou entre 13 e 17 de julho a 3ª turma do Curso de Cobertura Jornalística em Áreas de Combate e em Emergências (CCJACE), reunindo 76 jornalistas, estudantes de Jornalismo, produtores de conteúdo e pesquisadores acadêmicos de 25 estados e do DF.

Os participantes do III CCJACE tiveram palestras com oficiais e suboficiais da Marinha no Centro de Operações de Paz e Humanitárias de Caráter Naval (COpPazNav) no Complexo Naval da llha do Governador (CNIG), zona norte do Rio. Também realizaram exercícios práticos para aumentar o conhecimento de como atuar em coberturas de imprensa em zonas de conflitos e em áreas atingidas por catástrofes.  

Os alunos visitaram ainda o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da PMRJ, o Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio e a Cidade do Fogo do Corpo de Bombeiros do RJ.

‘’Compreender como as instituições se preparam para responder a emergências ampliou meu olhar sobre a responsabilidade do jornalista em situações de risco. Eu me sinto mais preparada para produzir informações com contexto, precisão e utilidade pública’’, afirma a jornalista Gislene Bastos, de SC.

Entre os destaques do curso, os alunos participaram da Pista de Liderança, uma série de obstáculos para desenvolver a capacidade de comando, o controle emocional e a cooperação.

Vivenciaram a cobertura de uma operação militar em ambientes urbanos na Pista de Conduta em Área Urbana (PCAU), com direito a embarque no ‘’Piranha’’, o veículo blindado do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).

Outro ponto alto foi a travessia pela Baía de Guanabara a bordo do Carro Lagarta Anfíbio (CLAnf) da Marinha até o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Almte. Saboia.

Os alunos também aprenderam procedimentos de segurança para guerra Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR) na base naval da Ilha das Flores em São Gonçalo, observaram a detonação de artefatos explosivos na CORE, visitaram com policiais do BOPE a comunidade pacificada Tavares Bastos na zona sul do Rio e  tiveram instruções de como apagar incêndios e escapar de prédios danificados, na Cidade do Fogo dos Bombeiros. E houve ainda uma palestra com a jornalista Sônia Bridi da Rede Globo.

“Ter cursado o CCJACE ainda no início da graduação foi uma experiência única, abriu muito minha mente e expandiu os horizontes de possibilidades’’, relata Dannyel Santiago, estudante de Jornalismo da UFRN.

Com o III CCJACE, a Marinha formou até hoje um total de 170 jornalistas e estudantes. E ao aproximar profissionais de imprensa da realidade operacional das Forças Armadas e das Forças Auxiliares, o curso se firma como uma importante ferramenta para  tornar mais transparentes as relações civis militares e ampliar a cultura de defesa no país.

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