Perícia indica que vítima pode ter desmaiado antes de ser baleada e não apresentou sinais de defesa
O laudo necroscópico realizado após a exumação do corpo da policial militar Gisele Santana, de 32 anos, revelou a presença de lesões no rosto e no pescoço da vítima. A policial foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, na região do Brás, área central de São Paulo, com um tiro na cabeça.
De acordo com o documento pericial, obtido com exclusividade pela TV Globo, os ferimentos foram classificados como lesões contundentes. O relatório descreve que elas foram provocadas “por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal”, termo técnico utilizado para caracterizar arranhões provocados por unhas.
Segundo os peritos responsáveis pela análise, os indícios apontam que a policial pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo. O laudo também indica que não foram encontrados sinais de reação ou defesa por parte da vítima no momento do tiro.
O caso ganhou novos desdobramentos após a exumação do corpo, procedimento que foi solicitado para aprofundar a investigação sobre as circunstâncias da morte.
Gisele Santana foi encontrada sem vida no apartamento onde residia com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele estava no local no momento em que o corpo foi encontrado e foi quem acionou o socorro.
As informações do novo laudo passam a integrar o inquérito que investiga a morte da policial. Até o momento, a defesa do tenente-coronel não se pronunciou publicamente sobre o conteúdo do exame pericial.
A Polícia Civil segue analisando os resultados técnicos e outras evidências do caso para esclarecer o que ocorreu nas horas que antecederam a morte da policial militar.





