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Líder de uma quadrilha ligada ao CV foi preso em motel na Região Metropolitana do Rio

Foto: Divulgação
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O líder de quadrilha ligada ao CV foi preso nesta sexta-feira (27) em um motel de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Ele é apontado como o principal articulador de uma organização criminosa especializada em roubos a casas de luxo e explosões de caixas eletrônicos, que teria movimentado cerca de R$ 30 milhões nos últimos cinco anos.

De acordo com a Polícia Civil, Eduardo Lima Franco, conhecido como Dudu, era responsável pelo planejamento estratégico das ações do grupo. Segundo as investigações, ele definia os alvos, organizava a logística interestadual e estabelecia a divisão dos valores obtidos com os crimes.

No momento da prisão, ele estava acompanhado de uma mulher identificada como Sandy, apontada como operadora financeira da organização. Ela seria responsável por coordenar a lavagem de dinheiro, utilizando movimentações financeiras e “laranjas” para ocultar a origem ilícita dos recursos.

A dupla foi capturada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). A prisão faz parte de uma ofensiva iniciada nesta semana, quando mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Na operação anterior, sete pessoas já haviam sido detidas.

Segundo a Draco, o grupo possuía estrutura hierarquizada, com divisão clara de funções. Havia núcleo de liderança, setor operacional especializado no uso de maçaricos industriais para explosões, equipe de inteligência responsável pelo levantamento de alvos e um braço dedicado à logística financeira para ocultação de valores.

As investigações também apontam que parte do dinheiro era lavado por meio de uma joalheria localizada em Niterói. O estabelecimento é suspeito de ocultar recursos ligados tanto aos crimes patrimoniais quanto ao tráfico de drogas no Complexo do Viradouro, o que indicaria conexão entre as atividades criminosas.

Ainda conforme a Polícia Civil, o núcleo especializado em explosões de caixas eletrônicos se deslocava de Santa Catarina para o Rio, onde recebia apoio logístico do Comando Vermelho. O tráfico teria fornecido veículos roubados para fuga, maçaricos industriais e até locais de esconderijo antes e depois das ações.

A defesa dos presos não foi localizada até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.

A prisão do líder de quadrilha ligada ao CV representa mais um capítulo na ofensiva contra organizações criminosas que atuam de forma interestadual. E com novas frentes de investigação em andamento, a polícia busca identificar outros envolvidos e rastrear o destino do dinheiro movimentado pelo esquema.

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