Jornal DR1 acompanhou palestras do Grupo Mulheres do Brasil que reuniram reflexões sobre longevidade, cidades
No último dia do Rio Innovation Week, o Jornal DR1 foi conferir de perto discussões que mostraram que falar de inovação é, sobretudo, falar de pessoas. O Grupo Mulheres do Brasil encerrou sua participação no evento trazendo ao palco temas como longevidade, inclusão e os desafios das cidades do futuro.
Entre os palestrantes estavam Alexandre Kalache, médico gerontólogo e presidente do ILC Brasil, Sabina Deweik, futurista e pesquisadora de tendências, e Sarah York, autora do livro Programa de Travesti, que abordou o tema “Cidades Inteligentes”, relacionando inovação e inclusão na construção de espaços urbanos preparados para diferentes realidades e necessidades
Em sua participação, Sarah York trouxe para o debate a importância de pensar o desenvolvimento das cidades para além dos avanços tecnológicos. A discussão colocou em evidência a necessidade de inovação caminhar junto com inclusão, diversidade e oportunidades.
A reflexão reforçou que uma cidade verdadeiramente inteligente não é apenas aquela que incorpora novas tecnologias, mas também aquela capaz de considerar as pessoas e suas diferentes experiências na construção de soluções para o futuro.
Na discussão sobre longevidade, Alexandre Kalache usou a própria história para mostrar o tamanho da transformação que a sociedade atravessa. Aos 81 anos, falou com orgulho sobre sua idade e destacou que sua geração não foi “programada” para imaginar uma vida tão longa.
O médico lembrou ainda que as mulheres vivem, em média, mais do que os homens, mas fez um alerta: aumentar a expectativa de vida não significa necessariamente envelhecer bem.
Em um país marcado pela desigualdade, renda, educação, alimentação, moradia, acesso à saúde e oportunidades acumuladas ao longo da vida interferem diretamente na maneira como cada brasileiro envelhece.
Sabina Deweik levou o público a refletir sobre os possíveis cenários das próximas décadas. Uma de suas frases sintetizou o debate: “Não existe futuro no singular.”
Segundo a futurista, estamos entrando na fase “2.0” da longevidade, diante da perspectiva de seres humanos que poderão chegar aos 120 anos. Uma vida tão longa transforma a maneira como pensamos carreira, família, educação, saúde, consumo e planejamento do futuro.
Em meio aos avanços científicos e tecnológicos, Sabina chamou atenção para algo essencialmente humano: os relacionamentos.
Em um evento marcado por inteligência artificial, tecnologia e novos negócios, os debates acompanhados pelo Jornal DR1 mostraram outra dimensão da inovação: aquela que coloca o ser humano no centro das transformações.
Seja ao pensar cidades mais inteligentes e inclusivas ou uma sociedade preparada para pessoas que poderão viver até 120 anos, o desafio é fazer com que o avanço tecnológico seja acompanhado também pelo avanço social.
O Rio Innovation Week deixou, assim, uma importante reflexão: o futuro não será construído apenas por máquinas, dados e algoritmos. Será construído por pessoas — e deverá incluir diferentes gerações, histórias e realidades.





