A trajetória do esquiador que levou o verde e amarelo ao topo nas pistas de neve
Lucas Pinheiro Braathen nasceu em 19 de abril de 2000, em Oslo, na Noruega, filho de mãe brasileira e pai norueguês. Cresceu entre duas culturas e encontrou ainda na infância o caminho que definiria sua vida: as montanhas nevadas. Criado em um país com forte tradição nos esportes de inverno, Lucas teve contato precoce com o esqui alpino e rapidamente demonstrou talento acima da média.
Antes de se tornar atleta profissional, viveu uma rotina comum às crianças norueguesas apaixonadas pela neve: escola durante a semana e treinos nas pistas nos fins de semana. O esporte deixou de ser brincadeira e passou a ser projeto de vida na adolescência, quando começou a competir em categorias de base e a se destacar em torneios juvenis.
A ascensão foi rápida. Integrando a seleção da Noruega, uma das potências mundiais do esqui alpino, Braathen conquistou pódios na Copa do Mundo e se consolidou como especialista nas provas técnicas, especialmente no slalom e no slalom gigante. Em 2022, representou a Noruega nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, competindo entre os melhores do planeta e reforçando seu nome na elite do esporte.
Entre suas principais conquistas está o título da Copa do Mundo de Slalom na temporada 2022/2023, feito que o colocou definitivamente entre os grandes nomes da modalidade. Carismático e ousado nas pistas, Lucas ficou conhecido não apenas pelos resultados expressivos, mas também pela personalidade vibrante e celebrações marcantes após as vitórias.
Em 2023, uma reviravolta mudou sua trajetória. Após divergências com a federação norueguesa, anunciou uma pausa na carreira. Meses depois, surpreendeu o mundo do esporte ao confirmar que defenderia o Brasil, país de sua mãe. A decisão marcou um momento histórico: pela primeira vez, o Brasil passaria a contar com um atleta de elite no esqui alpino masculino com chances reais de disputar pódios internacionais.
A ida para a seleção brasileira foi possível graças à sua dupla cidadania. O processo envolveu trâmites junto à Federação Internacional de Esqui e às confederações nacionais, até que sua mudança de bandeira fosse oficializada. Para o Brasil, país sem tradição em esportes de neve, a chegada de Braathen representa um salto de visibilidade e competitividade.
Hoje, Lucas Pinheiro Braathen simboliza a conexão entre dois mundos: a tradição europeia nas pistas geladas e o sonho brasileiro de ampliar seu espaço nos esportes de inverno. Sua história é a de um atleta que transformou talento em conquistas e identidade em propósito, levando o verde e amarelo para além dos trópicos.





