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Luiza Trajano, a trajetória de uma visionária que transformou o varejo brasileiro

Foto: Divulgação

 Uma das 100 mulheres mais influentes do mundo

Existem brasileiros que nos enche de orgulho por uma trajetória que faz a diferença na sociedade e na vida das pessoas. Luiza Helena Trajano é um desses exemplos. Formada em direito pela Faculdade de Direito de Franca, em 1972, ela  conseguiu transformar uma rede de lojas localizadas em Franca, interior de São Paulo, em uma rede suficientemente forte para brigar com gigantes do segmento como Casas Bahia e Ponto Frio. Passou por diversos setores, como cobrança e vendas, antes de se tornar diretora-superintendente do Magazine Luiza.

Luiza fez sucesso nas redes sociais após participar de uma entrevista no programa Manhattan Connection, onde rebateu críticas feitas pelo apresentador Diogo Mainardi. Mainardi afirmou que o varejo brasileiro estava em crise, Trajano rebate dizendo que o Brasil estaria vivendo a “década do varejo” e que enviaria ao apresentador os dados corretos.

Ela também lidera o Grupo Mulheres do Brasil, formado em 2012 por cinquenta mulheres atuantes em diversos segmentos da economia, que se uniram por um objetivo em comum: melhorar o país. Hoje, elas são mais de quatro mil e se encontram todo mês para discutir e propor ações ligadas à educação, empreendedorismo, projetos sociais e cotas para mulheres.

Ela integrou o Conselho Público Olímpico (CPO), órgão que supervisionou os preparativos para os Jogos Olímpicos Rio 2016,  na ocasião, fez parte do revezamento da tocha olímpica, ao qual sofreu uma queda no meio da rua, posteriormente, ela chegou a afirmar que ‘Emoção tão grande que caí’ e aproveitou o momento para fazer promoção de seus produtos nas redes sociais. Em 2021, foi listada pela revista Time como uma das 100 mulheres mais influentes do mundo.

Em 2022, Luiza afirmou em uma entrevista ao portal UOL, após ser rotulada pelo então presidente Jair Bolsonaro de “empresária socialista”, que é “socialista desde os dez anos de idade e feminista”. Trajano, que recebeu ataques ao implementar o primeiro programa de trainee exclusivo para pessoas negras no Brasil, disse ser “completamente a favor das cotas como um processo transitório para acertar desigualdades”

Em 2020, após grande expansão do Magazine Luiza, passou a figurar no TOP 10 dos bilionários Brasileiros na Forbes, em oitava posição geral. Dentre as mulheres, figurou na primeira posição. No início de 2021 caiu para a segunda posição dentre as mulheres listadas, com fortuna estimada em US$4,4 Bilhões e em dezembro teve sua fortuna reduzida em mais 70%, para cerca de US$1,44Bilhão acompanhando a queda forte das ações do Magalu.

Em dezembro de 2021, o patrimônio caiu para US$1,4 bilhão (R$7,1 bilhões), uma desvalorização de 75% e em 2022 a empresária perdeu mais US$1,6 bilhão (R$8,1 bilhões) entre janeiro e maio, quando os papeis da Magalu recuaram 63,4%. Com este resultado a empresária deixou a lista de bilionários Forbes

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