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Ministério da Saúde publica cessão de médicos e enfermeiros para o Rio

Foto: Divulgação
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O Ministério da Saúde oficializou a cessão de novos médicos e enfermeiros para reforçar o atendimento nos hospitais federais localizados no Rio de Janeiro. A medida publicada no Diário Oficial busca suprir a carência de profissionais e reduzir filas nas emergências e cirurgias.

A chegada dos profissionais faz parte de uma reorganização na rede federal do estado, que sofre há anos com a falta de pessoal e leitos bloqueados. O envio de equipes tem como foco principal acelerar as consultas e cirurgias que estavam paradas.

A decisão do governo federal atende a um pedido antigo de gestores de saúde e de pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio. Com a formalização da cessão, os profissionais de saúde já podem ser lotados nas unidades para assumir os postos de trabalho imediatamente. 

A falta de médicos e enfermeiros vinha causando a interdição de leitos e a sobrecarga de trabalho para quem já atuava nos hospitais. A expectativa é que, com esse reforço, especialidades com maior demanda represada ganhem agilidade nos atendimentos.

Os novos profissionais de saúde serão distribuídos entre as seis unidades federais localizadas na capital fluminense. Entram na lista o Hospital Federal do Andaraí, o Hospital Federal de Bonsucesso, o Hospital Federal do Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, o Hospital Federal de Ipanema, o Hospital Federal da Lagoa e o Hospital Federal dos Servidores do Estado, no Centro.

Além dessas unidades, institutos nacionais especializados sediados no Rio também podem receber reforços pontuais de pessoal de acordo com a necessidade apurada pela gestão da rede. A prioridade inicial é reabrir leitos de CTI e salas cirúrgicas que estavam sem uso por falta de equipe.

Para o morador da capital e da Baixada Fluminense que busca atendimento na rede pública, a medida deve impactar diretamente o tempo de espera. A intenção é aumentar a capacidade de realizar exames de média e alta complexidade, além de reduzir o tempo na fila do Sistema de Regulação (Sisreg).

Nas emergências que operam no sistema de portas abertas ou reguladas, a presença de mais enfermeiros e médicos deve agilizar a triagem e o primeiro atendimento. No entanto, o fluxo de agendamento de consultas com especialistas continua sendo feito pelo posto de saúde do município de origem do paciente.

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