Autor marcou gerações com novelas ambientadas no Rio de Janeiro e personagens femininas emblemáticas conhecidas como “Helenas”
Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, o autor Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, um dos nomes mais importantes da história da teledramaturgia brasileira. Natural de São Paulo, ele vivia na zona sul do Rio de Janeiro, cidade que se tornou cenário afetivo e narrativo de grande parte de sua obra.
A morte foi comunicada por sua filha, a atriz Júlia Almeida, por meio de uma nota oficial. “É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos”, diz o comunicado.
Uma carreira marcada por grandes sucessos
Com mais de 15 folhetins ao longo da carreira, Manoel Carlos construiu uma trajetória sólida e extremamente influente na televisão brasileira. Seu nome está diretamente ligado a sucessos da TV Globo como Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Por Amor e Baila Comigo, exibida originalmente em 1981.As novelas de Maneco ficaram conhecidas pelo retrato sensível das relações humanas, pelos conflitos familiares e amorosos e pela abordagem de temas sociais contemporâneos, sempre com forte carga emocional e diálogos marcantes.
O Rio de Janeiro e as “Helenas”
Outro traço inconfundível de sua obra foi a escolha do Rio de Janeiro como principal cenário, especialmente o bairro do Leblon, frequentemente retratado como espaço central das histórias. Além disso, Manoel Carlos eternizou as chamadas “Helenas”, nome recorrente de suas protagonistas femininas, personagens complexas, fortes e cheias de nuances, interpretadas por algumas das maiores atrizes do país.
Últimos anos e afastamento da TV
Conhecido carinhosamente como Maneco por amigos, colegas e fãs, o autor estava afastado da televisão desde a exibição de Em Família, em 2014. Cerca de seis anos atrás, ele foi diagnosticado com Parkinson, condição que o levou a uma vida mais reservada nos últimos anos.
A morte de Manoel Carlos representa o fim de um ciclo importante da dramaturgia nacional. Seu legado permanece vivo nas reprises, na memória afetiva do público e na influência duradoura que exerceu sobre autores, atores e espectadores.





