O networking do crime foi identificado pela Polícia Civil do Distrito Federal durante uma operação que prendeu dois traficantes na manhã desta sexta-feira. As investigações apontam que clientes atuavam como divulgadores, indicando traficantes a novos compradores e ajudando a expandir a rede de vendas de drogas.
A ação faz parte da Operação Theya, deflagrada por policiais da Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 15ª Delegacia de Polícia, em Ceilândia. Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Ceilândia e Taguatinga. Drogas, celulares e materiais que reforçam as provas contra o grupo foram apreendidos.
Segundo os investigadores, o esquema funcionava de forma estruturada e eficiente. As negociações incluíam definição prévia dos locais de entrega, manutenção de estoque para pronta distribuição e divisão clara de funções entre fornecedores, distribuidores e responsáveis pelo transporte das substâncias entorpecentes.
As apurações tiveram início após a prisão de um traficante em Ceilândia. A partir desse ponto, a polícia conseguiu mapear toda a estrutura da quadrilha, identificando outros envolvidos e o modelo de cooperação entre os integrantes.
O grupo atuava principalmente na venda de drogas de alto valor, como colômbia gold, skunk, dry e gold. As transações eram feitas por aplicativos de mensagens, enquanto os pagamentos ocorriam via Pix, o que facilitava a rapidez das negociações e dificultava o rastreamento imediato dos valores.
De acordo com a Polícia Civil, o quilo da droga comercializada podia chegar a R$ 14 mil, o que evidencia o alto lucro movimentado pela organização criminosa. Prints de conversas e registros das vendas foram apreendidos e anexados ao inquérito.
Após as prisões, os investigados foram encaminhados à carceragem da Divisão de Custódia e Controle de Presos, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema



