O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, anunciaram, o adiamento para 28 de junho do início da operação que não permitirá mais o pagamento em dinheiro dentro dos ônibus municipais nem a integração tarifária do cartão avulso (verde) nos benefícios do Bilhete Único Carioca (BUC) e do Bilhete Único Margaridas (BUM), em cumprimento a uma decisão judicial. Além disso, o pagamento por PIX será ampliado para toda a frota de ônibus da cidade.
– Estamos muito seguros e serenos com uma data 100% confirmada pela Justiça para concluir essa transição gradual. A decisão confirma esse processo que a prefeitura vem enfrentando para acabar com a caixa preta dos transportes, garantir mais transparência ao sistema e mais segurança para passageiros e motoristas.
Ao mesmo tempo, amplia o prazo para que a população possa se adaptar, com mais acesso aos pontos de recarga e compra dos cartões em dinheiro – afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.A medida atende à decisão da Justiça, que voltou a reconhecer a legalidade da mudança, mas determinou a ampliação do prazo de transição operacional para as mudanças no sistema de pagamento.
A decisão foi apresentada durante coletiva realizada no Centro de Operações e Resiliência (COR), onde a prefeitura também detalhou as novas modalidades de pagamento do sistema Jaé, a expansão da rede de atendimento e os resultados iniciais da operação via PIX nos validadores instalados nos ônibus municipais.
Mesmo com a ampliação do prazo, a prefeitura informou que seguirá avançando na modernização da bilhetagem municipal. Os pagamentos com cartões de débito e crédito por aproximação entram em fase de teste desde o dia 15 de junho, com expansão gradual até o fim do mesmo mês.
Atualmente, cerca de 95% das passagens dos ônibus municipais já são pagas sem uso de dinheiro em espécie, consolidando uma mudança no comportamento dos passageiros e ampliando o controle operacional e financeiro da rede.A retirada gradual do dinheiro embarcado busca reduzir riscos de assaltos, agilizar o embarque, encerrar a dupla função dos motoristas e aumentar a transparência sobre os subsídios públicos pagos ao transporte.





